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3 de abril de 2019

(JOVENS) Lição 1: Um Mundo imerso numa Cultura Materialista


REVISTA JOVENS 2° TRIMESTRE 2019
Título: Cobiça e orgulho — Combatendo o desejo da carne, o desejo dos olhos e a soberba da vida
Comentarista: Natalino das Neves

- L I Ç Ã O   1 -
7 de ABRIL de 2019

UM MUNDO IMERSO NUMA CULTURA MATERIALISTA

TEXTO DO DIA
“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” (1Jo 2.15).

SÍNTESE
O crente vive em um mundo dominado por uma cultura materialista, egoísta e efêmera, mas não se deixa dominar por ele. O seu prazer é fazer a vontade de Deus.

TEXTO BÍBLICO
1 João 2.15-17.
15 Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.
16 Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.
17 E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO
Neste trimestre estudaremos a respeito da concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida. O conteúdo da primeira lição servirá como uma introdução ao tema do trimestre. Nas demais lições serão detalhadas as recomendações bíblicas a respeito do nosso relacionamento com o dinheiro, o sexo e o poder. Ao final do trimestre, se você tiver participado de todas as aulas, provavelmente estará mais preparado para vencer as tentações nessas áreas.[Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 1, 7 ABR, 2019]
- Estamos diante de uma tríplice armadilha. Neste trimestre estaremos expostos ao contraste entre dois mundos, duas verdades, duas fontes totalmente diferentes. Uma vida caminha em direção à eternidade e outra vive em função dos prazeres oferecidos pelo sistema mundano. Esta “tríplice armadilha” é antiga e muitos tropeçaram por causa dela, precisamos estar atentos para não sermos tragados por ela. Esta tríplice armadilha é o sistema de rebelião e orgulho que domina o mundo sem Deus e que busca desafiar, destituir e se voltar contra a soberania divina. – That said, let's think maturely the Christian faith!

I. QUEM AMA O MUNDO O AMOR DO PAI NÃO ESTÁ NELE (v.15)
1. O que é o mundo? A palavra grega para mundo é kosmos. Ela tem três diferentes significados no Novo Testamento. Observe: o mundo físico criado por Deus, o planeta em que vivemos (Mt 13.35; At 17.24); a humanidade em geral, objeto do amor sacrificial de Deus para salvação (Jo 3.16) e o sistema dominante que se opõe a Deus (Mt 16.26; Jo 14.17; 15.18). Nas lições do trimestre vamos tratar a respeito deste último (Rm 12.2). [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 1, 7 ABR, 2019]
- O termo grego tem pelo menos, sete significados, claramente definidos no Novo Testamento, não apenas três, como cita a revista. "Kosmos" é usado para definir o Universo como um todo (At 17.24), definir a terra (Jo 13.1; Ef 1.4). definir o sistema mundial (Jo 12.31; Mt 4.8; 1Jo 5.19), definir toda a raça humana (Rm 3.19), definir a humanidade menos os crentes (Jo 15.18; Rm 3.6), definir os Gentios em contraste com os Judeus (Rm 11.12), definir somente os crentes (Jo 1.29; 3.16,17; 6.33; 12.47; 1Co 4.9; 2Co 5.19). Nesta passagem de 1 Jo 2.15, o mundo não é uma referência ao mundo físico e material, mas ao sistema espiritual invisível do mal dominado por Satanás (2Co 10.3-5) e tudo o que ele oferece em oposição a Deus, à sua Palavra e ao seu povo (1Jo 5.19; Jo 12.31; 1Co 1.21; 2Co 4.4; Tg 4.4; 2Pe 1.4). Assim, a palavra Kosmos frequentemente se refere ao vasto sistema de vida desta era, fomentado por Satanás e existente à parte de Deus. Consiste não somente nos prazeres obviamente malignos, imorais e pecaminosos do mundo, mas também se refere ao espírito de rebelião que nele age contra Deus, e de resistência ou indiferença a Ele e à sua revelação.

2. Não ame o mundo. A Primeira Carta de João mostra que o mundo é constituído por três tipos de pessoas: as que não conhecem a Deus (3.1); as que são contrárias à Igreja de Cristo (3.13) e as que são dominadas pelo maligno (5.19). O cristão não deve tomar a mesma forma das pessoas que fazem parte do mundo (Rm 12.1,2). O crente deve renovar sua mente por meio da Palavra de Deus, da oração e do jejum. Ele deve influenciar, com suas ações e palavras, as pessoas que se opõem a Deus. O crente é “sal” e “luz” e não pode jamais permitir ser influenciado pelo estilo de vida daqueles que não conhecem a Deus. O mundo usurpa a paixão de quem se deixa levar por ele. Por isso, precisamos estar em constante vigilância para que não venhamos a nos acostumar com o estilo de vida daqueles que são contrários à vontade e à ética do Reino de Deus. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 1, 7 ABR, 2019]
- Os verdadeiros alienígenas no mundo não são os extraterrestres, mas os cristãos. Tendo nascido de novo e recebido uma nova natureza de origem celestial, os cristãos exibem uma natureza e um estilo de vida como os de seu Salvador e Pai celestial; uma natureza totalmente estranha (de outro mundo) para os não salvos (1Co 2.15-16; 1 Pe 4.3-4). Não é de admirar que a Escritura descreva os cristãos como "peregrinos" e "forasteiros" (Hb 11.13; 1Pe 1.1; 2.11). O Senhor Jesus não teve origem terrena, e o mesmo acontece com os que nasceram de novo. Nossa vida transformada ainda não se manifestou (Rm 8.18-24). Viver na realidade da volta de Cristo faz diferença na conduta de um cristão. Uma vez que um dia os cristãos serão semelhantes a ele, deveria crescer neles um desejo de se tornarem como ele agora. Essa era a paixão de Paulo, expressa em Fp 3.12-14. Para isso, é preciso purificar-se do pecado, uma atitude na qual desempenhamos um pape! (2Co 7.1; 1Tm 5.22; 1Pe 1.22).

3. O amor ao mundo é inconsistente com o amor de Deus. Quanto mais próximo o cristão estiver do sistema deste mundo, mais ele se distanciará da presença de Deus. Jesus, na oração sacerdotal, deixou claro que seus discípulos estavam no mundo (Jo 17.11), mas eles não eram do mundo, ou seja, não se conformavam com o sistema opressivo dominante dos homens ímpios (Jo 17.14). O discípulo de Cristo já foi chamado e resgatado do mundo de trevas; como filho de Deus, e nova criatura, é enviado ao mundo como luz e testemunha viva da transformação que se dá por meio do Evangelho (Jo 17.18). Os que se amoldam ao estilo de vida do mundo não tiveram uma experiência real com Jesus Cristo e jamais poderão agradar a Deus. Cristo provou o seu amor por nós oferecendo a sua vida em sacrifício vivo e perfeito. Se queremos retribuir a esse amor, precisamos viver uma vida santa, longe dos pecados deste mundo. Paulo traz uma advertência séria para nós, pois os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus: “Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós […]” (Rm 8.8,9). [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 1, 7 ABR, 2019]
-  Satanás é o deus do presente sistema mundano (Jo 12.31; 14.30; 16.11; 2 Co 4.4; 5.19). Ele o controla juntamente com uma hoste de espíritos malignos, seus subordinados (Dn 10.13; Lc 4.5-7; Ef 6.12,13). Por essa razão, o mundo e a igreja verdadeira são dois grupos distintos de povo. O mundo está sob o domínio de Satanás (Jo 12.31); a igreja pertence exclusivamente a Deus (Ef 5.23,24; Ap 21.2). Por isso, o crente deve separar-se do mundo. No mundo, os crentes são forasteiros e peregrinos (Hb 11.13; 1 Pe 2.11), não é possível pertencer ao mundo (Jo 15.19), se conformar a ele (Rm 12.2), amá-lo (1Jo 2.15). Amar o mundo corrompe nossa comunhão com Deus e leva à destruição espiritual. É impossível amar o mundo e ao Pai ao mesmo tempo (Mt 6.24; Lc 16.13). Amar o mundo significa estar em estreita comunhão com ele e dedicar-se aos seus valores, interesses, caminhos e prazeres. Significa ter prazer e satisfação naquilo que ofende a Deus e que se opõe a Ele. É dedicar-se aos tesouros, filosofias e prioridades vigentes. Deus diz a Seus filhos que definam suas prioridades de acordo com o Seu sistema de valores eterno. Devemos "buscar primeiro" o reino e a justiça de Deus (Mt 6.33). Ninguém pode servir dois Senhores (Mt 6.24), e não podemos ser dedicados a Deus e ao mundo ao mesmo tempo. Note, é claro, que os termos “mundo” e “terra” não são sinônimos; Deus não proíbe o amor à terra criada, isto é, à natureza, às montanhas, às florestas, etc.


II. A COBIÇA E A SOBERBA, FRUTOS DA CULTURA MATERIALISTA (v.16)
1. A cobiça da carne. A concupiscência da carne é a falta de domínio sobre os desejos carnais. As pessoas que se entregam à cobiça da carne tornam-se escravas de pecados, como por exemplo, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias (Gl 5.19,20). Porém, “os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências” (Gl 5.24). O cristão deve ter domínio sobre a natureza humana, caída e pecaminosa. Algumas pessoas atribuem suas condutas imorais somente à ação de Satanás, mas o apóstolo Tiago deixa bem claro que elas cometem pecados motivadas pelos próprios pecados: “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência” (Tg 1.14). [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 1, 7 ABR, 2019]
- “A concupiscência da carne” inclui os desejos impuros e a busca de prazeres pecaminosos e a gratificação sensual (1Co 6.18; Fp 3.19; Tg 1.14). Manifesta-se através do desejo incontrolável de satisfazer o apetite da carne. São as tentações que têm a sua origem de dentro para fora, é o apelo para a vida e o prazer imediato, sem medir as consequências. Nessa armadilha, o homem torna-se escravo de seus desejos carnais mais internos e intensos e neles poderão estar inclusos todos os pensamentos e palavras relacionados à fornicação, ao estupro, ao adultério, à sodomia, à sensualidade etc. Em outras palavras, a concupiscência da carne refere-se a qualquer coisa que agrade à natureza decaída do ser humano. Em Tiago 1.14 ‘pela sua própria cobiça’ refere-se à luxúria, ao forte desejo da alma humana de desfrutar ou adquirir algo para satisfazer a carne. A natureza caída do homem tem a propensão para desejar fortemente qualquer pecado que a satisfará (Rm 7.8-25). A expressão "sua própria" descreve a natureza individual da luxúria — ela é diferente para cada pessoa em conseqüência das tendências herdadas, do ambiente, da criação e das escolhas pessoais. A gramática grega também indica que essa "cobiça" é o agente ou a causa direta do pecado individual. (Mt 15.18-20). Note, ainda, os termos ‘atrai’ - essa palavra grega era usada para descrever animais de caça que eram atraídos para armadilhas. Assim como os animais podem ser levados à morte por meio de iscas atrativas, a tentação promete às pessoas algo bom, que, na verdade, é prejudicial, ‘seduz’ Um termo de pesca que significa "capturar" ou "pegar com isca" (2Pe 2.14,18). Forma um paralelo com "atrai".

2. A cobiça dos olhos. Os olhos são considerados as janelas da alma. Se controlados e conduzidos pelos interesses individuais e egoístas, podem levar o ser humano a uma cobiça desenfreada e ao afastamento da vontade de Deus. A Bíblia narra alguns episódios de pessoas que, devido à cobiça dos olhos, atraíram para si resultados desastrosos.
- ‘A Concupiscência dos Olhos’ – trata-se do desejo intenso de adquirir bens materiais. Enquanto a concupiscência da carne manifesta-se de dentro para fora, a concupiscência dos olhos ataca o homem de fora para dentro. É quando o homem acredita que a felicidade é encontrada nas coisas que se pode comprar com o dinheiro e usufruir com os olhos. Normalmente esse desejo está associado diretamente com a avareza, buscando preencher com bens aquilo que só Deus pode preencher, ou seja, o vazio do coração humano.

Observe:
a) Adão e Eva. A narrativa da criação apresenta a entrada do pecado no mundo tendo sua origem na cobiça dos olhos. A ambição dos olhos conduziu à desobediência (Gn 3.6,7);
- Em Gn 3.6, Eva viu que a oferta da serpente era boa... agradável... desejável. Eva achou que Satanás estava dizendo a verdade e que ela havia entendido Deus erroneamente, não sabia, porém, o que estava fazendo. Não foi uma rebelião manifesta contra Deus, mas sedução e engano para fazer com que a mulher acreditasse que seu ato era a coisa certa a fazer (Gn 3.13). O NT confirma que Eva foi enganada (2Co 11.3; 1Tm 2.14; Ap 12.9). O fato dela ter tomado do fruto e comido, caracteriza transgressão direta sem ilusão (1Tm 2.13-14). É importante que se diga que o papel subordinado da mulher depois da queda não resultou em uma corrupção cultural e chauvinista do desígnio perfeito de Deus; pelo contrário, Deus estabeleceu o papel da mulher como parte dc sua criação original (1Tm 1.3). Deus criou a mulher depois do homem para que ela fosse sua auxiliadora idônea (Gn 2.18; 1Co 11.8-9). Na verdade, a queda confirma o plano divino de criação (Gn 3.1-7). Por natureza, Eva não foi criada para assumir a postura de responsabilidade máxima. Ao abandonar a proteção de Adão e usurpar a liderança dele como cabeça, ela era vulnerável e caiu, confirmando, assim, a importância de permanecer sob a proteção e a liderança de seu marido (2Tm 3.6-7). Depois Adão transgrediu a sua função de liderança, seguiu Eva em seu pecado e mergulhou a raça humana na pecaminosidade — tudo isso está ligado à violação das funções planejadas por Deus para o homem e a mulher. Por fim, a responsabilidade pela queda ainda é de Adão, uma vez que ele optou por desobedecer a Deus sem ter sido enganado (Rm 5.12-21; 1Co 15.21-22).

b) Acã. Durante a conquista liderada por Josué, Acã avista entre os despojos de guerra uma linda capa babilônica, vindo a cobiçá-la e tomá-la para si. Toda a comunidade foi prejudicada (Js 7.20,21);
- Há quatro passos progressivos no pecado de Acã: "vi... cóbiceí-os... tomei-os... estão escondidos". A ‘Boa capa babilônica’ era uma túnica ornamentada e cara de Sinar, embelezada com representações de homens ou animais, tecidas ou bordadas, e talvez enfeitada com joias.

c) Davi. Quando estava em um lugar que não deveria estar, vê uma formosa mulher (casada) tomando banho. Ele a cobiça, comete adultério e depois um assassinato (2Sm 11.1-4). Esses exemplos têm-se repetido na vida de muitas pessoas que não estão atentas ao risco da cobiça dos olhos. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 1, 7 ABR, 2019]
- O pecado de Davi com Bate-Seba seguiu o mesmo padrão do pecado de Acã (25m 11; Tg 1.14-15). A concupiscência dos olhos se refere à cobiça ou desejo descontrolado por coisas atraentes aos olhos, mas proibidas por Deus, inclusive o desejo de olhar para o que dá prazer pecaminoso (Êx 20.17; Rm 7.7). Nesta era moderna, isso inclui o desejo de divertir-se contemplando pornografia, violência, impiedade e imoralidade no teatro, na televisão, no cinema, ou em periódicos (Gn 3.6; Js 7.21; 2 Sm 11.2; Mt 5.28).

3. A soberba da vida. Pessoas famosas acabam influenciando outras, em especial a juventude. Jovens também querem, a todo custo, fama, dinheiro e prestígio. Aquele que não tem o temor de Deus busca a ostentação pretensiosa a qualquer preço, se precisar renuncia à prática da honestidade, da integridade para buscar “poder” e “glamour”. O mundo consumista da atualidade, que valoriza o ter em detrimento do ser, tem grande influência no comportamento das pessoas. Mas o maior e melhor modelo a ser seguido é Jesus, que mesmo sendo Deus, viveu neste mundo e jamais pecou, tendo uma vida simples e humilde, amando e indo ao auxílio das pessoas desfavorecidas (Fp 2.6-11). [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 1, 7 ABR, 2019]
- “A soberba da vida”, que significa o espírito de arrogância, orgulho e independência auto-suficiente, que não reconhece Deus como Senhor, nem a sua Palavra como autoridade suprema. Tal pessoa procura exaltar, glorificar e promover a si mesma, julgando não depender de ninguém (Tg 4.16). O homem soberbo é aquele que confia em seu próprio poder, recursos e despreza, vergonhosamente, a lei de Deus e os direitos humanos. É alguém arrogante que tenta impressionar os outros com sua importância. O homem soberbo é aquele que se vangloria com as riquezas externas que possui, com sua posição social, inteligência, joias, veículos, roupas etc. É alguém que gosta de estar em evidência em detrimento dos outros. É aquele indivíduo que se torna um “deus” de si mesmo e é movido por uma espécie de alucinação ilusória de si.


III. ENTRE O MATERIALISMO TEMPORÁRIO E A VONTADE ETERNA DE DEUS
1. A vida é passageira. Algumas pessoas, enquanto jovens, pensam que a juventude vai durar para sempre, mas ela é passageira. O autor de Eclesiastes, no capítulo 12, aborda de maneira magistral, a respeito do envelhecimento humano. Ele incentiva o temor e reverência a Deus desde o tempo de força e vitalidade (juventude), para não chegar ao final da vida sem forças, sem desejos e com o peso do arrependimento. Tudo teve um começo e terá um fim, a vida também. Ela é efêmera e um dia teremos de prestar contas a Deus do que fizemos com nossos recursos, dons e talentos. Por isso, a necessidade de priorizar o que é eterno. Não coloque a sua confiança nos prazeres momentâneos ou nos bens e recursos humanos, pois o conselho bíblico continua atual: “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento” (Ec 12.1). [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 1, 7 ABR, 2019]
- Lembre-se de que você é propriedade de Deus, por isso, empregue sua vida para servi-Lo desde o início de seus anos e não no final, quando a capacidade de servir se torna bastante limitada. Sabemos que a vida é passageira, afirmamos isso de olho nos acontecimentos e até mesmo de acordo com a palavra, quando Moisés pergunta o que é a vida? Moisés diz que é no máximo 70 anos e depois disso são anos difíceis. Por outro lado vivemos de uma forma que parece que não temos convicção daquilo que falamos. O conselho de Salomão é aplicável a qualquer jovem que leia essas palavras, independente da época ou lugar que ele ou ela esteja vivendo. A mensagem de Eclesiastes 11:9-10 diz-nos que Deus não é um desmancha prazeres! O padrão normal de vida que Ele deseja para nós inclui a felicidade e o prazer que Ele nos deu. Porém, deve haver equilíbrio em nosso viver diário. Eclesiastes, adequadamente entendido no contexto de toda a Bíblia, dá-nos orientações divinas para uma vida com alegria.

2. Jovens que venceram a oferta do mundo por meio da Palavra. O texto de 1 João 2.15-17 faz parte de um contexto literário maior. Ele está unido a 1 João 2.12-14, que afirma ter os jovens já vencido as ofertas do mundo por meio da Palavra. O autor enfatiza: “[…] Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno” (v.14). Texto que, por sua vez, também tem relação com a passagem bíblica precedente (vv.3-11). Jovem, você já venceu as ofertas do mundo, procure fazer a vontade de Deus e observe os mandamentos do Senhor. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 1, 7 ABR, 2019]
- Em 1Jo 2.14, "Jovens" são aqueles que, embora não tendo a experiência madura de conhecer a Deus na Palavra e por meio da vida, conhecem a sã doutrina. São fortes contra o pecado e o erro porque a Palavra de Deus está neles. Assim, eles vencem as artimanhas do diabo, que destrói os inexperientes (Ef 4.14). Urna vez que os esforços de Satanás concentram-se na falsidade e no engano, eles o vencem. "Filhinhos" são aqueles que têm somente o conhecimento básico de Deus e precisam crescer. Todos estão na família de Deus e manifestam o caráter de Cristo em diferentes níveis.

3. Trabalhando em favor do que é eterno. Jesus, após a multiplicação dos pães, recomenda a seus ouvintes trabalharem “não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna” (Jo 6.27). Ele acrescenta que a libertação verdadeira se dá somente aos que “permanecerem em sua palavra” (Jo 8.31). Deus quer que as pessoas compreendam sua vontade (Ef 5.17) e conheçam seus atos e caminhos (Sl 103.7). Quem ama a Deus sente alegria em fazer a vontade divina e tem a garantia da vida eterna. Procure fazer a vontade de Deus ainda que você tenha que abrir mão daquilo que deseja, pois a vontade de Deus para os seus filhos é sempre boa, agradável e perfeita (Rm 12.2). [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 1, 7 ABR, 2019]
- Jesus repreendeu a multidão por causa das noções materialistas que tinham a respeito do reino messiânico (Jo 6.26; 4.15). Embora um dia o reino do Messias será um reino litoral e físico, o povo não percebia o seu caráter e as suas bênçãos espirituais maiores de "vida eterna" dadas imediatamente àqueles que creem no testemunho de Deus do seu Filho, comida... que subsiste para a vida eterna - a continuação do sermão indica que isso é uma referência ao próprio Jesus (v. 35). O primeiro passo no desenvolvimento rumo ao verdadeiro discipulado é crer em Jesus Cristo como o Messias e o Filho de Deus. ‘Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos’ - isso revela o segundo passo no desenvolvimento rumo ao verdadeiro discipulado. Obediência perseverante à Escritura (Mt 28.19-20) é o fruto ou a evidência de fé genuína (Ef 2.10). A palavra "permanecer" significa ater-se continuamente às palavras de Jesus. O crente genuíno adere com firmeza aos ensinos de Jesus, obedece a eles e o pratica. A pessoa que permanece no ensino de Jesus tem o Pai e o Filho (2Jo 9; cf. Hb 3.14; Ap 2.2b). Os discípulos verdadeiros são tanto alunos (o sentido básico da palavra) como seguidores fiéis. A mente renovada é uma mente cheia da Palavra de Deus e controlada por ela. “boa, agradável e perfeita” - uma maneira santa de viver que Deus aprova. Essas palavras, emprestadas da linguagem do sacrifício rio Antigo Testamento, descrevem uma vida moral e espiritualmente imaculada, exatamente como os animais sacrificados tinham de ser (cí. Lv 22.19-25).


CONCLUSÃO
Nesta primeira lição aprendemos que o mundo jaz no maligno e não deve ser amado e desejado, pois quem assim o faz, o amor de Deus não está nele. Aprendemos também que a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a soberba da vida são frutos de uma cultura materialista, que valoriza as coisas e usa as pessoas. A vida e os seus prazeres são passageiros, mas quem faz a vontade de Deus permanecerá eternamente em comunhão com Deus. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 1, 7 ABR, 2019]
- É importante concluir afirmando que o crente não deve ter comunhão espiritual com aqueles que vivem o sistema iníquo do mundo (Mt 9.11; 2 Co 6.14); deve reprovar abertamente o pecado deles (Jo 7.7; Ef 5.11), deve ser sal e luz do mundo para eles (Mt 5.13, 14), deve amá-los (Jo 3.16), e deve procurar ganhá-los para Cristo (Mc 16.15; Jd 22,23). Também é importante frisar que da parte do mundo, o verdadeiro cristão terá tribulação (Jo 16.33), ódio (Jo 15.19), perseguição (Mt 5.10-12) e sofrimento em geral (Rm 8.22,23; 1 Pe 2.19-21). Satanás, usando as atrações do mundo, faz um esforço incessante para destruir a vida de Deus dentro do cristão (2 Co 11.3; 1 Pe 5.8). Sabemos que o presente sistema é temporário e será destruído por Deus (Dn 2.34,35, 44); 2 Ts 1.7-10; 1 Co 7.31; 2 Pe 3.10; Ap 18.2).


Achando-se as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu coração; porque pelo teu nome sou chamado, ó Senhor Deus dos Exércitos”. (Jeremias 15.16),
Francisco Barbosa
Campina Grande-PB
Abril de 2019

HORA DA REVISÃO
1. Quais são os três significados da palavra mundo no Novo Testamento?
O mundo físico criado por Deus, o planeta em que vivemos, a humanidade em geral, objeto do amor sacrificial de Deus para a salvação e o sistema dominante que se opõe a Deus.
2. Conforme a Primeira Carta de João, quais as características de quem ama o “mundo”?
As características são: Não conhece a Deus (3.1), é contrário à igreja de Cristo (3.13) e dominada pelo maligno (5.19).
3. Quais os exemplos bíblicos de cobiça dos olhos que trouxeram resultados desastrosos, citados na lição?
A lição cita três exemplos: 1) Adão e Eva — a cobiça dos olhos conduzindo à desobediência (Gn 3.6-7); 2) Acã — a cobiça por uma linda capa babilônica que prejudicou todo o povo (Js 7.20-21); 3) Davi — a cobiça dos olhos que resultou em adultério (2Sm 11—12).
4. Qual a recomendação dada por Jesus após o milagre da multiplicação dos pães?
Jesus, após a multiplicação dos pães, recomenda a seus ouvintes trabalharem “não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna” (Jo 6.27).
5. Segundo a lição, como é a vontade de Deus?
A vontade de Deus para os seus filhos é sempre boa, agradável e perfeita (Rm 12.2). [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 1, 7 ABR, 2019].