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Data/Hora Atualizada

16 de novembro de 2017

Lição 8: Salvação e Livre-Arbítrio


LIÇÕES BÍBLICAS CPAD ADULTOS
4º Trimestre de 2017
Título: A Obra da Salvação: Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida
Comentarista: Pr. Claiton Ivan Pommerening
Material de apoio gratuito aos professores e alunos de escola dominical que utilizam as revistas da CPAD


Lição 8
19 de Novembro de 2017

Salvação e Livre-Arbítrio

Texto Áureo

Verdade Prática
“Qual é o homem que teme ao Senhor? Ele o ensinará no caminho que deve escolher” (Sl 25.12).

O projeto primário de Deus foi salvar a humanidade. Todavia, de acordo com sua soberania, concedeu o livre-arbítrio ao homem.
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Leitura Diária
Segunda — Gn 3.1,6
Deus dá ao homem capacidade de fazer escolhas
Terça — Dt 30.19
A liberdade de escolher entre a bênção e a maldição
Quarta — Is 48.18
O povo escolhe não obedecer a Deus

Quinta — Rm 10.9
A salvação é pela graça, mas o homem precisa decidir aceitá-la
Sexta — Gl 5.1
O homem escolhe se submeter ou não ao jugo da escravidão
Sábado — Sl 119.30,31
O salmista decidiu andar pelo caminho da verdade

Leitura Bíblica em Classe
João 3.14-21.
14 E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado,
15 para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
17 Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. 18 Quem crê nele não é condenado; mas

quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.
19 E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.
20 Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz e não vem para a luz para que as suas obras não sejam reprovadas.
21 Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fi m de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.

HINOS SUGERIDOS: 27, 41 e 124 da Harpa Cristã

Objetivo Geral
Explicar que o projeto primário de Deus foi salvar a humanidade, contudo, de acordo com sua soberania, concedeu o livre-arbítrio ao homem.

Objetivos Específicos
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

    I.   Mostrar que a eleição bíblica é segundo a presciência divina;
    II.  Discutir a tese bíblica de Armínio a respeito do livre-arbítrio;
    III. Conhecer a respeito da eleição divina e do livre-arbítrio.


COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Na cruz do Calvário, Jesus Cristo ofereceu a salvação indistinta e gratuitamente para todos os seres humanos (Ap 22.17). Por decisão pessoal, e liberdade individual, os que recebem a oferta de salvação são destinados à vida eterna, pois o Pai quer que todo homem se salve e que ninguém se perca (2Pe 3.9). [Comentário: Nesta lição, temos a oportunidade de pensar maduramente acerca da fé cristã. É importante salientar, sob os três aspectos teológicos encontrados hoje em dia – Calvinismo, Luteranismo e Arminianismo – qual a situação do homem: Na ótica Luterana: “O homem foi criado à imagem de Deus, mas a perdeu. "Por natureza somos espiritualmente cegos, mortos e inimigos de Deus". "Sem o auxílio do Espírito Santo o homem é incapaz de crer". Lutero se opunha ao termo livre-arbítrio já que há ação do Espírito Santo.”; Para o Calvinismo: “Depravação total - Todos os homens nascem totalmente depravados, incapazes de se salvar ou de escolher o bem em questões espirituais;”; o Arminianismo defende a “Capacidade humana (Livre-arbítrio) - Todos os homens embora sejam pecadores, são livres para aceitar ou recusar a salvação que Deus oferece, mediante ação do Espírito Santo;” Ainda nesse sentido, para os Luteranos, a Eleição é condicional; Os Calvinistas afirmam que a Eleição é incondicional – Deus escolheu dentre todos os seres humanos decaídos um grande número de pecadores por graça pura, sem levar em conta qualquer mérito, obra ou fé prevista neles; Deus predestinou (determinou) quem vai para o céu e quem vai para o inferno, e a teologia Arminiana defende que a Eleição é condicional - A eleição divina só acontece mediante a fé em Cristo; A predestinação, citada na Bíblia, acontece com base na presciência de Deus. Quanto à Expiação, os Luteranos crêem na Expiação geral ou ilimitada; os Calvinistas na Expiação particular ou limitada - Jesus Cristo morreu na cruz para pagar o preço do resgate somente dos eleitos, e os Arminianos pregam que a Expiação foi geral ou ilimitada - Cristo morreu por todos os homens e não somente pelos eleitos. Explicado estas posições acerca da situação do homem, da Eleição e da Expiação, vamos pensar maduramente a fé cristã?]

PONTO CENTRAL
De acordo com sua soberania, Deus concedeu o livre-arbítrio ao homem.

5 de novembro de 2017

Lição 7: (Adulto) A Salvação pela Graça


LIÇÕES BÍBLICAS CPAD ADULTOS
4º Trimestre de 2017
Título: A Obra da Salvação: Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida
Comentarista: Pr. Claiton Ivan Pommerening
Material de apoio gratuito aos professores e alunos de escola dominical que utilizam as revistas da CPAD


Lição 7
12 de Novembro de 2017

A Salvação pela Graça

Texto Áureo

Verdade Prática
"Pois assim como por uma só ofensa veio juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida." (Rm 5.18)

A nossa salvação é fruto único e exclusivo da graça de Deus.
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Leitura Diária
Segunda: Ef 2.8,9: Salvos pela graça mediante a fé
Terça: Rm 4.25: A Ressurreição de Cristo: o triunfo da graça sobre a morte e o pecado
Quarta: 1Tm 1.14: A Graça de Deus transborda em nós

Quinta: At 15.10,11: Somente pela graça somos salvos
Sexta: Gl 2.16: Nenhuma obra meritória garante a salvação
Sábado: Rm 5.20,21: Onde havia o pecado a graça de Deus  o suplantou

Leitura Bíblica em Classe
Romanos 5.6-10,15,17,18,20; 11.6
João 3
6 Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.
7 Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer.
8 Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.
9 Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.
10 Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.
15 Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de

Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos.
17 Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo.
18 Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.
20 Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça.
Romanos 11:6
6 Mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça.

HINOS SUGERIDOS: 291, 330, 491 da Harpa Cristã

Objetivo Geral
Saber que a nossa salvação é fruto único e exclusivo da graça de Deus.

Objetivos Específicos
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I-   Explicar o propósito da Lei e da graça;
II-  Discutir a respeito do favor imerecido de Deus;
III- Salientar para o escândalo da graça.


COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A Lei no Antigo Testamento tem a função de instruir e ensinar ao povo o que Deus estabeleceu aos israelitas a fim de eles terem um convívio próspero, pacífico e harmonioso na terra de Canaã. Os mandamentos contêm preceitos indispensáveis de moral, de ética e de vida religiosa, sem os quais o povo viveria num caos. Entretanto, na impossibilidade de os seres humanos cumprirem plenamente a Lei para tornarem-se justos, Deus nos outorgou a sua maravilhosa graça. [Comentário: É quase um paradigma para nós associarmos o Antigo Testamento à Lei e o Novo Testamento à Graça. De início, deixo uma pergunta: ‘Jesus aboliu a Lei?’ A resposta é um enfático Não, Jesus não aboliu a Lei, Jesus cumpriu a Lei. Jesus mudou nosso relacionamento com a Lei. Ele mostrou que o mais importante é a atitude do coração, não as cerimônias exteriores. Em Mateus 5.17-18, Jesus disse que tinha vindo para cumprir a Lei, não para abolir. Ele explicou que a Lei de Deus não pode ser abolida. A Lei de Deus é justa e precisa ser cumprida. Por outro lado, Hebreus 7:18-19 diz que a Lei foi revogada! Várias passagens da Bíblia dizem que a Lei é eterna e precisa ser cumprida mas várias outras dizem que a morte de Jesus na cruz revogou a Lei. Assim, vamos pensar maduramente a fé cristã?]

PONTO CENTRAL
A salvação em Jesus Cristo é de abrangência universal.

I - LEI E GRAÇA

1. O propósito da Lei. A Lei tem o propósito espiritual de mostrar quão terrível é o pecado - "pela lei vem o conhecimento do pecado." (Rm 3.20) -, bem como o propósito concreto de preservar o povo de Israel do pecado. Mais tarde, a Lei também revelaria quão grande é a necessidade do ser humano, pela graça, obter a salvação, pois era impossível cumprir plenamente a Lei de Deus no Antigo Testamento (Rm 7.19; Tg 2.10). Entretanto, sob o ponto de vista dos aspectos morais da Lei, há princípios que continuam vigorando até os dias atuais. Esses princípios, conforme resumidos no Decálogo - os Dez Mandamentos -, representam nossas obrigações éticas para com Deus e com o próximo (Êx 20.1-17). Esse é o caminho traçado pelo Altíssimo para nós no processo de santificação efetivado pelo Espírito Santo (Jo 14.15; Jo 16.8-10). Nesse sentido, a própria lei moral de Deus é uma expressão de sua graça que representa a revelação clara de sua vontade santa, justa e boa (Rm 7.12). [Comentário: O foco central da teologia bíblica é o governo de Deus, o Reino de Deus ou os conceitos entrelaçados de Reino e aliança. O estudo do Antigo Testamento é essencial para a compreensão da revelação dos propósitos de Deus no decorrer da historia da humanidade, ressaltando a progressão da revelação divina e os propósitos didáticos de Deus. Portanto, compreender o Antigo Testamento é desfrutar do que os escritores do Novo Testamento encontraram, ou seja, ao invés da letra que mata, o testemunho do Espírito que conduz à vida. Ao invés da enfadonha coleção de leis escravizadoras, uma condução para a grande libertação em Jesus Cristo. Ainda hoje, Deus quer que aprendamos com as experiências do povo do Antigo Testamento, sobre gratidão ou ingratidão, rendição ou rebelião, humildade ou arrogância, entre tantas outras totalmente aplicáveis aos nossos dias. Teologicamente falando, a Lei dividi-se em três partes: a lei civil, a lei cerimonial e a Lei Moral (Veja este artigo de Solano Portela para um estudo mais profundo). A lei civil e cerimonial são questões como: forma de governo, circuncisão, “carne de porco”, sacrifícios, quem pode ser sacerdote, etc. Estas vertentes da lei foram abolidas. Vejamos:
Lei cerimonial: Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei. (Hebreus 7:12) Lendo o contexto, percebe-se que a lei ao qual o autor de Hebreus se refere é a lei que constitui sacerdotes (Hebreus 7:28), ou seja, a lei cerimonial.
Lei civil: Disse-lhes então: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. (Lucas 20:25) Mostrando a separação entre o governo humano e o divino, nesta nova era, que é diferente da de Israel (para um entendimento mais profundo desta diferença de eras leia este artigo de John Piper).
Sendo assim, bem sabemos que Jesus disse:
Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir. (Mateus 5:17)
Então, quando Jesus veio, Ele cumpriu toda a Lei Divina, tanto a sombra da lei cerimonial (sacrifício único e perfeito, sacerdote eterno, etc.) e da lei civil (assumindo o reinado messiânico, etc.), como a Lei Moral. Contudo, a Lei Moral não foi abolida, porque nem o pode ser, pois é um reflexo do caráter Santo de Deus e é o caráter divino que define algo como pecado. Esta Lei Moral está resumida nos 10 mandamentos e ainda mais resumida nos dois grandes mandamento. Cabe ressaltar que Jesus não veio trazer uma nova lei. No sermão do monte, Cristo não estava abolindo a Lei Divina, mas o entendimento errado e os mandamentos humanos que colocaram sobre ela; e Ele fez isso mostrando o sentido mais profundo da Lei. Aliás, os dois grandes mandamentos, que são um, também não são uma nova lei, mas Jesus estava respondendo ao fariseu que perguntou qual “o grande mandamento na lei” (Mateus 22:36). Portanto, a Lei Moral ainda vigora e todo crente (judeu ou gentio) deve cumpri-la. Se o judeu messiânico referia-se a esta Lei, então estou de acordo; e realmente só conseguimos cumpri-la através do poder regenerador e santificador do Espírito Santo. Contudo, acho que a lei que os judeus messiânicos estavam se referindo é a cerimonial. Assim sendo, é importante dizer que, apesar de alguns crentes judeus continuarem a guardar algumas cerimônias no NT, isso não foi feito porque eles eram obrigados a isso, mas por costume e temporariamente. No NT não existe mais diferença entre judeu e gentio, todos estão debaixo da mesma condenação, todos tem acesso a Deus em um Espírito e todos têm que cumprir a mesma Lei, a Lei de Cristo, que é a Divina Lei Moral. Para um maior entendimento do perigo de se guardar a lei cerimonial buscando ser aceito por Deus sugiro a leitura de Gálatas, Colossenses e Hebreus1.]
1. PIMENTEL Vinícius M.: ‘Precisamos guardar a Lei?’; Disponível em: Voltemos Ao Evangelho: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2010/07/pve-precisamos-guardar-a-lei/. Acesso em 3 de novembro de 2017.

Lição 7: (Adulto) A Salvação pela Graça (Pr CAramuru)

30 de outubro de 2017

Lição 6: (Adultos) A Abrangência Universal da Salvação



LIÇÕES BÍBLICAS CPAD ADULTOS
4º Trimestre de 2017
Título: A Obra da Salvação: Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida
Comentarista: Pr. Claiton Ivan Pommerening
Material de apoio gratuito aos professores e alunos de escola dominical que utilizam as revistas da CPAD


Lição 6
5 de Novembro de 2017

A Abrangência Universal da Salvação

Texto Áureo

Verdade Prática
“Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (Jo 3.17).

A salvação em Jesus Cristo é de abrangência universal, pois os que o aceitarem, em todo tempo e lugar, serão salvos pela graça de Deus.
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Leitura Diária
Segunda Gl 5.1: Cristo nos libertou da escravidão do pecado
Terça Hb 9.28: Cristo ofereceu-se para, de uma única vez, tirar o pecado do mundo
Quarta 2Co 5.20: Somos embaixadores da parte de Cristo nesta Nova Aliança

Quinta Fp 3.20,21: Cristo transformará o nosso corpo de humilhação conforme seu Corpo glorioso
Sexta Hb 10.16-18: Cristo perdoa todos nossos pecados
Sábado Rm 8.1,2: Não há mais condenação para os que estão em Cristo Jesus

Leitura Bíblica em Classe
João 3.16-18; 1 Timóteo 2.5,6.
João 3
16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
17 Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.
18 Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.

1 Timóteo 2
5 Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem,
6 o qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo.






HINOS SUGERIDOS: 220, 287 e 305 da Harpa Cristã

Objetivo Geral
Mostrar que a salvação em Jesus Cristo é de abrangência universal.

Objetivos Específicos
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

    I. Explicar o que é a obra expiatória de Cristo;
    II. Discutir a respeito do alcance da obra expiatória de Cristo;
    III. Apontar que Cristo oferece salvação a todos.


COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A salvação em Cristo alcança a todos (Jo 3.16). É tão eficaz que foi completada de uma vez por todas pelo “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). Somente por intermédio de um Cordeiro tão perfeito, de um sacrifício tão completo e de um Deus tão amoroso se poderia realizar essa obra de maneira a raiar a luz para os que estavam em trevas (Mt 4.16). [Comentário: Nesta lição iremos pensar sobre os pontos de vista teológicos quanto à abrangência da salvação – se ela é destinada apenas aos eleitos ou se ela está disponível à todos os homens. Deus ama à todos os homens, indistintamente ou Ele ama aos que O amam? O que as Escrituras querem dizer quando afirmam que Deus deseja que todos se salvem mediante a fé no sacrifício do seu Filho Unigênito? È importante defendermos nosso ponto de vista teológico quanto à Soteriologia, mas defender do que? Então, julgo importante analisarmos também o que o outro sistema soteriológico afirma, até para não incorrermos no erro de afirmar algo que ele não diz. Assim, vamos pensar maduramente a fé cristã?]
Como complemento no preparo de seu plano de aula, sugiro a leitura destes 3 artigos:
12 - 3
PONTO CENTRAL
A salvação em Jesus Cristo é de abrangência universal.

I. O QUE É A OBRA EXPIATÓRIA DE CRISTO?

1. A necessidade de expiação. Com o termo “expiação”, nos referimos ao ato de remir uma pessoa de um crime ou falta cometida. Foi isso que aconteceu conosco por intermédio da obra expiatória de Cristo. Esta se tornou necessária porque o pecado atingiu a humanidade e a criação, de modo que o ser humano não consegue resolver esse problema por si mesmo. Nesse contexto, a obra expiatória de Cristo se expressa por meio do padecimento de cruz para aniquilar o poder do pecado sobre o ser humano (Rm 5.20,21). Foi na cruz do Calvário o lugar em que se deu o sacrifício expiatório de Cristo, substituindo o pecador pelo justo Cordeiro de Deus que pagou em nosso lugar e, para sempre, a dívida do nosso pecado (Is 53). Esse ato é a suprema expressão do amor do Pai, por meio de Jesus Cristo, o seu Filho, para com todos os homens (Jo 3.16). [Comentário: A palavra expiação ocorre poucas vezes na Bíblia, mas o conceito da expiação constitui o assunto principal do Antigo e do Novo Testamento. Palavras mais conhecidas como reconciliação, propiciatório, sangue, remissão de pecados e perdão estão diretamente relacionadas com esse tema. O que precisamos entender é: ‘Por Que Há a Necessidade da Expiação?’ - Deus fez o homem à sua imagem e, como Criador, tem o maior direito de estipular o procedimento correto para a sua criação, e isso ele fez na forma de leis destinadas para o nosso bem (Dt 10.13). O pior que podemos fazer é violar a lei de Deus. A isso chamamos pecado ou transgressão da lei (1Jo 3.4). Os primeiros seres humanos transgrediram e a culpa deles evidenciou-se pela tentativa de se esconderem de Deus. A justiça exigia uma pena pelo pecado. A pena era a morte, a separação de Deus, manifestada pelo afastamento deles do jardim do Éden (Gn 3.8, 24). O pecado continua até hoje, desde aquele primeiro momento ali. Paulo resumiu a história e as conseqüências do pecado em Romanos 5.12: "Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram". Se morremos em nossos pecados, não podemos ir para onde Cristo está (Jo 8.21, 24). Vemos, então, que a necessidade suprema de todo homem é ter os pecados expiados, para que receba o perdão dos pecados!1. Nenhum estudo da expiação pode ser devidamente desenvolvido sem reconhecer em primeiro lugar o livre e soberano amor de Deus. Esta perspectiva se encontra no texto mais conhecido da Bíblia: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Temos aqui uma revelação fundamental de Deus e, portanto, do pensamento humano. Além disso não podemos e nem devemos aventurar-nos ir.2]
1. HEADRICK, Lynn D.; ‘A Expiação’, Disponível em: https://www.estudosdabiblia.net/a13_17.htm. Acesso em 29 de outubro de 2017.
2. MURRAY John; ‘A Necessidade da Expiação’. Disponível em http://www.monergismo.com/textos/expiacao/expiacao_necessidade_murray.htm. Acesso em 29 de outubro de 2017.