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27 de maio de 2012

LIÇÃO 10 - O GOVERNO DO ANTICRISTO


Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2012 - CPAD - Jovens e Adultos
“As Sete Cartas do Apocalipse — A mensagem Final de CRISTO à Igreja”.
Comentários da revista da CPAD: Pr. Claudionor Correa de Andrade
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto

LIÇÃO 10
O GOVERNO DO ANTICRISTO
3 de Junho de 2012

TEXTO ÁUREO

"Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se tem feito anticristos; por onde conhecemos que é já a última hora" (1 Jo 2.18). – Outro teste da verdadeira crença, João distingue entre os heréticos e os verdadeiros crentes (VS. 18-21), descreve a natureza e resultado da heresia (VS 22-23) e relembra seus leitores dos recursos disponíveis para lidar com a heresia (VS. 24-27). [a].

VERDADE PRÁTICA
O espírito do Anticristo já opera no mundo. Portanto, combatamo-lo com a Palavra de DEUS e com a divulgação do Evangelho de CRISTO até aos confins da terra.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Apocalipse 13.1-9.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
- Definir o termo Anticristo;
- Explicar como se dará o aparecimento e o governo do Anticristo; e
- Saber a plataforma e o fim do seu governo.

Palavra Chave
Governo: Capacidade ou possibilidade de exercer controle sobre um povo. Ato ou efeito de governar. Regência. Direção, administração. Poder ou coletividade que dirige um Estado. Território em que o governo é exercido. Tempo durante o qual os governantes exercem o seu cargo[b].


COMENTÁRIO

introdução
Filhinhos, esta é a última hora; e, conforme ouvistes que vem o anticristo, já muitos anticristos se têm levantado; por onde conhecemos que é a última hora” (1Jo 2.18). Romano Prodi (ex-primeiro-ministro da Itália) disse: “não temos alternativa senão formar os Estados Unidos da Europa” [NZZ, 20 de novembro de 2008, International, pg. 7]. Em um artigo, a revista Die Zeit lamentou que não houvesse um “líder global” adequado em vista e considerou Barack Obama como o “presidente mundial certo para o século 21” [Factum 8/2008, p. 6]. As crises econômicas preparam o mundo para o gigante mundial que virá. Individualmente, as pessoas podem ser inteligentes, mas as massas sempre estão sujeitas à sedução. A história prova isso, e as consequências são assustadoras. Ao lermos os jornais chegamos facilmente à conclusão de que o cenário já está montado para o surgimento desse grande líder mundial que “salvará” o mundo político-economico-religioso-globalizado que cada dia mais mergulha no caos. Escatologia é o aspecto da doutrina bíblica que lida com as “últimas coisas”; o texto de ouro traz uma descrição feita por João em que escreveu como sendo a “ultima hora”, evidenciando que ele e aqueles crentes viviam uma expectativa imediata da segunda vinda de Cristo. Jesus espera essa mesma atitude de seus servos, ele deseja que aqueles por quem ele morreu o aguardem ansiosamente sua volta (Mt 25.1-13; 2Tm 4.8). Aproveitemos bem esta aula para resgatar em nós mesmos e em nossos alunos essa abençoada perspectiva. Boa aula!

I. QUEM É O ANTICRISTO 
1. Definição etimológica. Anticristo (Gr. Αντιχριστός; "opositor a Cristo") O Léxico do grego Liddell-Scott-Jones (LSJ) diz que "anti" pode significar "oposição/contra" ou "em vez de", assim "anticristo" significa "oposição a Cristo" ou "vem vez de Cristo" (ou seja, algo tentando tomar o lugar de Cristo)[c]; É uma denominação comum no Novo Testamento para designar aqueles que se oponham a Jesus Cristo, e também designa um personagem escatológico, que segundo a tradição cristã dominará o mundo nos últimos dias antes que haja a segunda vinda de Cristo[d]. O termo anticristo ocorre apenas quatro vezes na Bíblia, todas elas nas cartas do apóstolo João: 1Jo 2.18; 2.22; 4.3 e 2Jo 1.7, onde o termo anticristo é definido como um "espírito de oposição" aos ensinamentos de Cristo.
2. Definição teológica. Segundo a Bíblia, está para vir o Anticristo (1Jo 2.18); aquele que trama o derradeiro ataque furioso de Satanás contra CRISTO e os santos, pouco antes do tempo em que nosso Senhor Jesus Cristo estabelecerá o seu reino na terra. As expressões que a Bíblia usa para o Anticristo são “o homem do pecado” e “o filho da perdição”. Outras expressões usadas na Bíblia são “a besta que sobe do mar” (Ap 13.1-10), a “besta de cor escarlate” (Ap 17.3) e “a besta” (Ap 17.8, 16; 19.19,20; 20.10). O capítulo 13 de Apocalipse descreve o conflito entre o anticristo e Deus e também o seu povo durante a tribulação. A besta que sobe do mar é o último grande governo mundial da história, e consiste em dez reinos sob o controle do anticristo (17.12; Dn 2.40-45; 7.24,25; 11.36-45). O mar representa muitas nações (Ap 17.15). Satanás concede seu poder a esse governo e o usa contra Deus e contra seu povo (v. 2).
SINOPSE DO TÓPICO (I)
Após o arrebatamento da Igreja, o Anticristo haverá de se manifestar ao mundo. Suas sedes política e religiosa serão a Babilônia (Roma) e Jerusalém, respectivamente.

II. O APARECIMENTO DO ANTICRISTO
1. Tempo. Diferente do arrebatamento da igreja, a vinda do Anticristo não ocorrerá sem sinais precursores. Pelo menos três eventos deverão ocorrer antes dele surgir na terra:
- o “mistério da injustiça” que já opera no mundo, deverá intensificar-se (2Ts 2.7);
- virá a “apostasia” (2Ts 2.3);
- “um que, agora, resiste”, deve ser afastado (2Ts 2.7).
O “mistério da injustiça”, isto é, a atividade secreta dos poderes do mal, ora evidente no mundo inteiro (2Ts 2.7), aumentará até alcançar seu ponto máximo na total zombaria e desprezo a qualquer padrão ou preceito bíblicos. Por causa do predomínio da iniqüidade, o amor de muitos esfriará (Mt 24.10-12; Lc 18.8). Mesmo assim, um remanescente fiel permanecerá leal à fé apostólica conforme revelada no Novo Testamento (Mt 24.13; 25.10; Lc 18.7; ver Ap 2.7). Por meio desses fiéis, a igreja permanecerá batalhando e manejando a espada do ESPÍRITO até ser arrebatada (ver Ef 6.11) [e].
2. Lugar. Surgirá um grande chefe político que comandará uma “Confederação de Reinos”, representada pelos dez chifres, que na profecia de Daniel é representada pelos dez dedos da estátua sonhada por Nabucodonosor (Dn 2). Na Bíblia, chifres é símbolo de poder, de autoridade; assim concluímos que cada governo dessa Confederação terá poder no seu território, contudo, submisso à um governo central. Se olharmos para a atual conjuntura política e econômica, esta profecia está desenhando seu cumprimento, com a unificação da Europa - área do antigo Império Romano, onde já existe uma só moeda (Euro). As sete cabeças representam as sete colinas de Roma, bem como sete reis (Ap 17.9). Defere-se então, que Roma abrigará a sede desse governo do Anticristo. Interessante notar que a profecia fala em diademas – o símbolo da União Européia.
SINOPSE DO TÓPICO (II)
O Anticristo, segundo as Escrituras, é um personagem real e não uma ficção.

III. O SUSTENTO DO GOVERNO DO ANTICRISTO 
O Anticristo contará com o suporte de dois tenebrosos personagens: um espiritual: o Dragão; e o outro humano: o Falso Profeta.
1. O Dragão. O dragão mencionado é o diabo, sedutor das nações (Ap 20.10). Na verdade, a autoridade desse governo emanará de Satanás. Os governos subjugados por ele vão estar sujeitos a Satanás. Será o pouco tempo de Satanás. O período da grande tribulação. O governo do anticristo vai ser universal, pois o Satanás é o príncipe deste mundo. O mundo inteiro jaz no maligno. Aquele reino que Satanás ofereceu a CRISTO, o anticristo o aceitará. Ele vai dominar sobre as nações. "Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação" (Ap 13.7). O governo universal do anticristo será extremamente cruel e controlador (Ap 13.16,17). O seu poder será irresistível (Ap 13.4). A grande pergunta será: "Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela?"
2. O Falso Profeta. “[...] O Falso profeta estará a frente da igreja apóstata durante a primeira parte da Grande Tribulação (os verdadeiros crentes já terão sido arrebatados para o encontro com o Senhor JESUS nos ares ). Assim, o Falso Profeta tornar-se-á o líder do sistema religioso mundial que o Anticristo estabelecerá na última parte da Grande tribulação [...]” (Horton, p.181). Apocalipse 13.11-18 começa com a seguinte expressão: “Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão”. Trata-se de um personagem que aparecerá imitando a Cristo (o Cordeiro de Deus). Porém sua fala é de origem diabólica (dragão). Os dois chifres representam um duplo poder político-religioso. Deverá surgir da terra de Israel. Trata-se do falso profeta (Ap 19:20). Este estará ligado à besta que emergiu do mar e tudo fará para que sua autoridade seja mantida. O falso profeta será o admirador número um do Anticristo. Ele será o "marqueteiro" do Anticristo, promovendo ao mundo que o anticristo seria o verdadeiro Messias, engrandecendo seus falsos milagres e prodígios. Apenas como exemplo, Hitler também teve seu adimirador número 1, que era Joseph Goebbels (ministro da Propaganda de Adolf Hitler (Propagandaminister) na Alemanha Nazista, exercendo severo controle sobre as instituições educacionais e os meios de comunicação), que publicava os atos de Hitler como se fossem grandiosos, promovendo-os [f]. Um dado muito importante que João escreve em Apocalipse é que o falso profeta imitará Nabucodonosor (ver Dn 2), construindo uma estátua do anticristo e obrigando a todos a adorar esta estátua, conforme Ap 13.14-15. O falso profeta também será o idealizador e ministrador da marca da besta, conforme Apo 13.16-18: "E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis". Com isto, Satanás tenta imitar ao Deus Triuno ao máximo, produzindo uma espécie de "trindade satânica", composta por: Satanás, no papel de "pai" - o anticristo, no papel de "filho" - o falso profeta, no papel de "ajudador". Porém, o destino final destes três será o lago de fogo e enxofre, conforme Ap 20.10: "E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre"

SINOPSE DO TÓPICO (III)
O Dragão e o Falso Profeta sustentarão o governo do Anticristo.

IV. A PLATAFORMA DE GOVERNO DO ANTICRISTO 
O Anticristo usará de todos os artifícios, quer naturais quer sobrenaturais, visando:
1. A promoção da mentira. E por isso, Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira” (2Ts 2.11). O Anticristo (vs.6 e 7) tudo fará para apagar o nome de Deus dentre os homens. Moverá perseguição àqueles que se converterem no período da tribulação (Ap 7: 13-17). Da mesma forma como Deus provê força aos dons do Espírito (1Co 12.6), Satanás habilitará sua figura a realizar sinais e prodígios de mentira que compelem, porém são enganosos. Hoje mesmo, devemos provar todas as coisas para saber se procedem de Deus, pois, nem toda “maravilha” vem de Deus, nem tais prodígios são menos milagrosos devido à sua origem.
2. A promoção do pecado. Homem do pecado (“homem de injustiça” em alguns manuscritos) é chamado de anticristo nas epístolas joaninas. Aumentará até alcançar seu ponto máximo na total zombaria e desprezo a qualquer padrão ou preceito bíblicos. Temas polêmicos, como a questão do aborto, eutanásia e homossexualismo, estão em evidência e caminham para uma aprovação legal. Problemas sociais, financeiros, familiares, ataques às crenças religiosas, marcha pela legalização do uso de drogas... nossa sociedade está marcada pela promoção do pecado - “Há um movimento empenhado em destruir o cristianismo. A Organização das Nações Unidas (ONU) fala claramente dessas religiões dogmáticas e principalmente da católica, dizendo que elas atentam contra a justiça, a paz, ao diálogo e ao desenvolvimento [g].
3. A promoção do culto a Satanás. No v.12 lemos o seguinte: “Exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença. Faz com que a terra e seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada” (Império Romano restaurado). O anticristo se apresentará como se fosse Deus com poder sobrenatural demoníaco (2Ts 2.4,9). Isso levará o povo a adorá-lo. A religião do anticristo ensina a divinização da humanidade como está divulgando a Nova Era (Gn 3.5). Ao invés da verdade de que em Cristo, Deus se tornou homem (Jo 1.14), o Anticristo propaga a mentira de que, nele mesmo a humanidade é parte de Deus (2Ts 2.4). Atualmente, a Nova Era já enfatiza claramente a doutrina do Anticristo, sem dúvida preparando as massas para a aceitação posterior e final dessa doutrina
4. A promoção de uma economia única. O Anticristo sabe que, somente controlando a economia do mundo, conseguirá subjugar a política internacional. Por isso, instituirá um código, conhecido como a marca da besta, para que sem o seu número ninguém possa comprar ou vender (Ap 13.16-18). Com a globalização da economia, os governos caminham nesse sentido, não pressentindo o que os espera num futuro bem próximo. Os vs 16 e 17 falam de um cadastramento que haverá, quando será exigido de todos, para comprar e vender, que recebam o sinal da besta, na mão ou na testa. Muitos irão rejeitar esta imposição. Por isso serão perseguidos e mortos (Ap 7.9-17)
SINOPSE DO TÓPICO (IV)
As características do governo do Anticristo serão: a mentira, o pecado, a idolatria e a economia única.

CONCLUSÃO
O capítulo 13 de Apocalipse descreve o conflito entre o anticristo e Deus e também o seu povo durante a tribulação. A besta que sobe do mar é o último grande governo mundial da história, e consiste em dez reinos sob o controle do anticristo (ver 17.12; Dn 2.40-45; 7.24,25; 11.36-45). O mar representa muitas nações (cf. 17.15). Satanás concede seu poder a esse governo e o usa contra DEUS e contra seu povo (v. 2). Ver 17.8-11, para a explicação dada pelo anjo a respeito da besta. Haverá um governo sob o poder satânico (v.4). O dragão mencionado é o diabo, sedutor das nações (Ap 20.10) que por 42 meses (v.5). dará subsídio à besta para exercer seu poder tirânico. Estes 42 meses representam os três anos e meio da última semana de Daniel (Dn 9.27). O Anticristo atuará prodigiosamente com o intuito de para apagar o nome de Deus dentre os homens e moverá grande perseguição àqueles que se converterem no período da tribulação (Ap 7. 13-17). Aqui está a revelação que João recebeu do Senhor a respeito das coisas que “hão de acontecer”. Que esta lição ajude a abrir nosso entendimento acerca dessas coisas e que produza em nosso coração a ardente expectativa pelo ressurgimento daquele que nos resgatou. N’Ele, que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8),
Campina Grande, PB
Maio de 2012,
Francisco de Assis Barbosa
Cor mio tibi offero, Domine, prompte et sincere.


EXERCÍCIOS
1. Qual a definição etimológica da palavra Anticristo?
R. De origem grega, a palavra Anticristo significa aquele que se levanta contra Cristo.
2. Defina teologicamente a expressão Anticristo.
R. O Anticristo é o representante máximo de Satanás. É a sua mais perfeita representação (1Jo 2.18).
3. De acordo com Apocalipse 11.8, quais são os cognomes de Jerusalém?
R. Sodoma e Egito (Ap 11.8).
4. De acordo com a lição, como o Dragão é identificado no Apocalipse?
R. O Dragão é identificado no Apocalipse como a Antiga Serpente (Ap 12.9) e, também, é conhecido como Diabo e Satanás.
5. Quem destruirá o império do Anticristo?
R. Jesus Cristo.
NOTAS BIBLIOGRÁFICAS
TEXTOS UTILIZADOS:
-. Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2012, Jovens e Adultos, As Sete Cartas do Apocalipse — A mensagem final de Cristo à Igreja; Comentarista: Claudionor de Andrade; CPAD;

[a]
. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001; nota textual 1Jo 2.18;
[b]. http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=governo
[c]. http://www.bibliaaberta.comeze.com/phpBB3/viewtopic.php?f=48&t=180;
[d]. http://pt.wikipedia.org/wiki/Anticristo;
[e].Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, O PERÍODO DO ANTICRISTO (BEP - CPAD);
[f]. http://www.tempodofim.com/falso_profeta.htm
[g]. Monsenhor Juan Claudio Sanahuja; http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=286278


OBRAS CONSULTADAS:
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Palavra Chave Hebraico e Grego, - 2ª Ed.; 2ª reimpr. Rio de Janeiro: CPAD, 2011;
-. HORTON, S. M. Apocalipse: As coisas que brevemente devem acontecer. 2.ed., RJ: CPAD, 2001.
-. LAWSON, S. J. As Sete Igrejas do Apocalipse: O Alerta Final de Cristo para seu povo. 5.ed., RJ: CPAD;
-. BLOMBERG, C. L. Questões Cruciais do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2010.
-. RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2007.
-. RICHARDS, L. O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 1.ed., RJ: CPAD, 2005.

Os textos das referências bíblicas foram extraídos do site http://www.bibliaonline.com.br/ , na versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel, salvo indicação específica.
Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos subsídios colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto que está utilizando e com que finalidade (estudo pessoal, na igreja, postagem em outro site, impressão, etc.).
Francisco de Assis Barbosa

20 de maio de 2012

LIÇÃO 9: LAODICEIA, UMA IGREJA MORNA


Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2012 - CPAD - Jovens e Adultos
“As Sete Cartas do Apocalipse — A mensagem Final de CRISTO à Igreja”.
Comentários da revista da CPAD: Pr. Claudionor Correa de Andrade
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto

LIÇÃO 9
LAODICEIA, UMA IGREJA MORNA
27 de Maio de 2012

TEXTO ÁUREO

Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas(Mt 6.33). – Devemos fazer do governo soberano de Deus e do correto relacionamento com ele, a mais alta prioridade da nossa vida. A preocupação é incoerente com essa prioridade, revela dúvida a respeito da soberania e bondade de Deus, e nos desvia dos verdadeiros objetivos da vida. Deus satisfará todas as necessidades daqueles que arriscam tudo por ele{a}.

VERDADE PRÁTICA
A igreja que não busca os interesses do Reino de Deus está fadada ao fracasso, ao esquecimento e a indigência espiritual.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Apocalipse 3.14-22.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·         Descrever a situação espiritual da igreja de Laodiceia;
·         Conscientizar-se de que a riqueza da igreja está em manter comunhão com o Senhor; e
·         Saber Como manter a igreja fervorosa espiritualmente.

Palavra Chave
Morno: Desprovido de calor, de efervescência, de vida, monótono, aborrecido.

COMENTÁRIO

introdução
Laodiceia (Gr. Λαοδίκεια πρός τοῦ Λύκου; Lt. Laodicea ad Lycum), por vezes transliterada como Laodikeia, anteriormente chamada Diospolis e Rhoas, foi uma das mais prósperas cidades da Frígia, durante a época romana{b}. Antígono II, governador da Síria, chamou-a Laodiceia em homenagem à sua esposa Laódice, após reedifica-la em cerca de 250a.C.. Possuía bancos,  e suas atividades econômicas envolviam a indústria de lã negra, o manufaturamento de vestimentas comuns e caras, e a invenção e produção de um colírio eficaz para os olhos{c}, embora tivesse problemas com o abastecimento de água. Em certa ocasião, foi construído um aqueduto que transportava as águas térmicas vindas de Hierápolis. Porém, quando a água chegava na cidade, não estava nem quente e nem fresca, mas chegava em Laodiceia morna e saturada com carbonato de cálcio, onde bebida naquelas condições induzia ao vômito{d}. O vale de Lico, na Ásia Menor, tinha três cidades principais: Colossos, conhecida por suas fontes de água fria, Hierápolis, conhecida por suas fontes de águas termais, e Laodicéia, conhecida nesta carta por sua igreja morna, que causou enjoo ao Senhor Jesus Cristo. A igreja de Laodicéia era uma igreja morna. Seus membros eram materialmente prósperos, mas Deus lhes disse que os enxergava como espiritualmente miseráveis, dignos de compaixão, pobres, cegos e nus. Boa aula!

desenvolvimento

I - A IDENTIFICAÇÃO DE JESUS.
Laodiceia era uma igreja arrogante e autossuficiente em uma cidade afluente. Àquela igreja, Cristo revela-se  como o “Amém” – amém (אָמֵן) “palavra litúrgica de aclamação, que indica anuência firme, concordância perfeita, com um artigo de fé; assim seja”. – e é empregado com a finalidade de confirmar uma verdade. No começo de uma afirmação, significa “certamente” ou “verdadeiramente”. No fim, pode ser entendida como “que seja assim”. Jesus é a palavra final, a autoridade absoluta. O Amém é o Deus da verdade (veja Ap 1.6; Is 65.16) e aquele que garante todas as promessas (2Co 1.20). “[...] a testemunha fiel e verdadeira”; quase a mesma descrição encontrada em 1.5. Jesus traz o verdadeiro testemunho sobre seu Pai e a vontade dele para com os homens. Ele fala a verdade em cada promessa e cada advertência que vem da sua boca. O princípio da Criação de Deus refere-se à fonte e causa da criação (Jo 1.3; Cl 1.15-18; Hb 1.2).
1. A testemunha fiel e verdadeira. O termo grego martus denota alguém que testifica a verdade que viu, alguém que tem conhecimento de um fato e pode dar informações a respeito e é nesse sentido que em Apocalipse 1.5, a Testemunha Fiel e Verdadeira é Cristo: “e da parte de Jesus Cristo, a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados,”. Jesus traz o verdadeiro testemunho sobre seu Pai e a vontade dele para com os homens. Ele fala a verdade em cada promessa e cada advertência que vem da sua boca. Nesse contexto, é função da igreja apoiar e transmitir ao mundo a verdade que Deus revelou. Simon Kistemaker, Ph.D. (Free University, Amsterdam, professor emérito de Novo Testamento do Reformed Theological Seminary) vai dizer que “Laodiceia vivia um modelo de cristianismo tão apático, que as suas obras não eram sequer dignas de serem mencionadas. Pregação, ensino, evangelização, discipulado e outras realizações parecem não fazer parte da agenda da igreja em Laodiceia. É nesse ponto que encontramos na carta o primeiro sinal da manifestação da graça de Jesus operando em favor dos crentes laodicenses. Ele declara: “estou a ponto de vomitar-te da minha boca”. O tempo verbal no grego implica uma ação ainda não executada, ou seja, apesar da condição da igreja, a graça de Jesus estava dando aos crentes em Laodiceia tempo para se arrependerem após a leitura da carta {e}.
2. O princípio da criação de Deus. Esta expressão tem causado grande confusão em virtude de admitir duas interpretações. Alguns a entendem no sentido passivo (o primeiro criado por Deus), outros no sentido ativo (a origem ou a fonte da criação). Certamente, conforme o entendimento, pode-se abraçar uma verdade ou uma grande heresia: Jesus é uma criatura, ou o eterno Criador? Ele foi feito por Deus, ou é Deus? Textos como João 1.1 e Apocalipse 1.18 afirmam que Jesus é eterno; Apocalipse 1.17 diz que ele é o primeiro e o último; em Mateus 1.23 Ele é Deus conosco, e João 1.14 vai afirmar que Cristo é o verdadeiro Deus que se fez carne. Ele é o “Eu Sou” (Jo 8.24,58; Êx 3.14), o soberano “Senhor dos senhores e o Rei dos reis” (Ap 17.14). Jesus não foi criado. Ele não veio a existir. Ele é eterno. Laodiceia afirmava: “[...] pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma...”. (Ap 3.17); Esta afirmação não condiz com o real estado daquela igreja. Afirmar que está tudo bem na vida espiritual de uma igreja ou de um crente é fácil, mas “Aquele que tem olhos como chama de fogo” e que “passeia no meio dos candeeiros” conhece a verdade. Ele vê as obras e sonda os corações. A igreja de Laodicéia mentia para si mesma, mas a Cristo ela não conseguia enganar. O orgulho deles os cegou ao ponto de não enxergarem os seus problemas. Pareciam fortes e independentes, mas o Cristo glorificado apresenta uma radiografia do seu estado real: uma igreja fraca, cega e infrutífera. Aquele por meio de quem todas as coisas vieram a existir e em quem subexistem é a fonte última de toda autossuficiência. A mesma atitude de autossuficiência que reinava na cidade em virtude de sua prosperidade, perigosíssima num rebanho de ovelhas que precisa seguir o seu Bom Pastor, afetou aqueles crentes.

SINOPSE DO TÓPICO (I)
A riqueza da igreja não está em seus bens materiais, mas em sua comunhão com o Senhor.

2. A SITUAÇÃO ESPIRITUAL DA IGREJA DE LAODICEIA.
Onisciente que é, conhecia o Senhor Jesus a real situação de Laodiceia. Esta igreja, que vivia uma vida de aparências e mentiras, é desmascarada pela Testemunha Fiel e Verdadeira.
1. Mornidão espiritual. O Prof. João Flávio Martinez, do ministério CACP escreve: “O Deus que conhece todas as nossas obras requer de nós uma vida cristã bem definida - ou somos de Deus ou não somos. A referida Igreja era composta de crentes “mais ou menos”, pessoas que frequentavam as reuniões e não tinham a devida responsabilidade com o Senhor. Lamentavelmente, vemos exatamente isso nos dias atuais, aonde mais e mais indivíduos vão aos cultos sem objetividade e fazem da Igreja um clube. As pessoas e suas opiniões estão invadindo as Igrejas e a conformando com o mundo. Os pastores estão preocupados em agradar as multidões e como atraí-las, mesmo que para isso tenham que colocar Jesus lá fora, do outro lado da calçada (Ap 3.20). Com isso a degeneração cresce e assola a Igreja atual. Só que o Senhor da Igreja tem uma palavra para esses: “vomitar-te-ei da minha boca”. Se Deus não quer frieza e nem mornidão, então vamos aprender como se esquentar, Leiamos: “O fogo sobre o altar se conservará aceso; não se apagará”. O sacerdote acenderá lenha nele todos os dias pela manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto, e queimará a gordura das ofertas pacíficas. O fogo se conservará continuamente aceso sobre o altar; não se apagará” (Lv 6.12-13). “e nos fez reino, sacerdotes para Deus, seu Pai, a ele seja glória e domínio pelos séculos dos séculos. Amém” (Ap 1.6). Pelos textos em lide, fica claro o segredo de termos uma vida quente e ativa na presença de Deus. Na atual Dispensação todos somos sacerdotes do Senhor e devemos ter responsabilidades na manutenção de uma fé viva. A Bíblia fala que a incumbência de manter o fogo aceso no altar era do sacerdote. Todos os dias o sacerdote tinha que atear lenha no fogo e cuidar para que esse fogo permanecesse em chamas vivas. Esse “cortar lenha cotidiano” representa algumas atividades que precisamos manter no pragmaticismo de nossas vidas. “Cortar lenha” é: orar, jejuar, ler a Palavra de Deus, ir aos cultos frequentemente, evangelizar, frequentar a escola dominical... Enfim, “cortar lenha” é ser ativo dia-a-dia sem deixar o desanimo dominar. Fazendo assim seu espírito manter-se-á vivo e desfrutará do fogo do Espírito.  “E por isso mesmo vós, empregando toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, e à ciência o domínio próprio, e ao domínio próprio a perseverança, e à perseverança a piedade, e à piedade a fraternidade, e à fraternidade o amor. Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, elas não vos deixarão ociosos nem infrutíferos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Pois aquele em quem não há estas coisas é cego, vendo somente o que está perto, havendo-se esquecido da purificação dos seus antigos pecados. Portanto, irmãos, procurai mais diligentemente fazer firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis”. (2Pe 1.5-10) {f}.
2. Arrogância espiritual. A mensagem a Laodicéia revela a raiz mais profunda da culpa e dos problemas da igreja, aos quais ela sucumbirá, se permanecer na impenitência: segurança própria, justiça própria, satisfação própria. Aquela igreja assemelha-se às atuais, as quais ninguém ousaria dizer que Deus não é com ela. Ainda que parecesse espiritual, essa Igreja era arrogante, petulante e altiva. Certamente ouvimos com muita frequência coisas do tipo: “depois que vim para esta igreja, tudo mudou”; será que Deus está com sua mão somente nesta igreja? Somente eles têm as revelações de Deus? Curas e milagres existem apenas lá? Muitas igrejas hoje têm-se tornado arrogantes e presunçosas como Laodiceia. “Nenhuma igreja pode se vangloriar do poder do Espírito e dos dons que nela opera, do capital teológico e cultural que possui, de sua riqueza musical, nem de qualquer outra riqueza espiritual. O que temos e somos, temos e somos pela graça de Jesus” {g}.
3. Falta de percepção do próprio eu. Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno”. (Sl 139.23-24). Laodiceia sucumbiu ante o autoengano, tendo uma visão equivocada de seu estado espiritual. Estavam cegos ao ponto de não perceber a sua nudez espiritual. Certamente Deus possui uma visão mais aprofundada de nós mesmos e somente Ele pode guiar-nos pelo caminho correto. Através do estudo sistemático das Sagradas Escrituras, e somente através dela, poderemos perceber nosso estado espiritual, obter um diagnóstico preciso de como Deus nos vê. Numa cidade conhecida por tratamentos de olhos, a igreja se tornou cega e não procurou o tratamento do Médico dos médicos. Precisavam da humildade dos publicanos e pecadores (Lc 5.31-32). Numa cidade que produzia roupas de lã, a igreja andava nua, sem a vestimenta de justiça oferecida por seu Senhor (2Co 5.3; Cl 3.9-10).

SINOPSE DO TÓPICO (II)
A igreja de Laodiceia vivia de aparência e mentiras. Ela era morna e arrogante espiritualmente.

3. COMO REAVIVAR UMA IGREJA MORNA.
Jesus não elogiou a igreja em Laodicéia, mas ofereceu conselho para guiá-la de volta à comunhão íntima com ele. Sugeriu três coisas necessárias para a igreja:
1. Ouro refinado pelo fogo. A verdadeira riqueza é espiritual, e vem exclusivamente de Deus. Ele oferece o ouro puro, refinado pelo fogo. O fracasso e a fraqueza de Laodiceia deve-se ao fato de que a fé verdadeira tomou um direcionamento equivocado. Sobre isto, Pedro vai afirmar que o ouro provado pelo fogo é “fé em provação” (1Pe 1.7). Provação que os tais não gostam de experimentar.
2. Vestiduras brancas. A cidade de Laodicéia era um centro comercial importante, famoso por causa da sua linda lã negra, que era tecida e usada para fazer roupas finas e caras. O Senhor Jesus aconselha-os a comprarem dEle roupas melhores. É Deus quem lava os nossos pecados e nos veste de pureza e de atos de justiça (3:4; 19:8). A mensagem de Cristo a esta igreja é a mesma, de certo modo, constante de Is 55.1, posto que era pobre, miserável, não tinha com que comprar o próprio resgate, Sl 49.7,8; Mc 8.36-38, ela devia comprar “sem dinheiro e sem preço”, do próprio Cristo, ouro para se enriquecer, 2 Co 8.9; 1 Pe 1.7, vestes para cobrir a vergonha de sua nudez, Is 12.2,3; 61.10; Ap 19.8, e colírio para curar a cegueira espiritual de que estava sofrendo, Ap 3.18.
3. Colírio. Ali também havia uma escola de medicina ligada ao templo de Esculápio, cujos médicos preparavam um pó frígio famoso para a cura de infecções oculares, usado em forma de colírio. Daí, a associação que Cristo faz; Somente Jesus pode curar a cegueira espiritual que aflige os orgulhosos e autossuficientes. Foi exatamente o mesmo problema que Jesus apontou nos fariseus (Mt 15.14; 23.25-26). É o mesmo problema de qualquer um que se esquece da importância do sacrifício de Jesus e começa a confiar em si mesmo (2Pe 1.9). Esta igreja deveria trilhar o caminho de volta a Deus, o caminho da simplicidade da fé, iniciando pelo arrependimento, Ap 3.19; 1Jo 1.9.

SINOPSE DO TÓPICO (III)
O Senhor Jesus não desistiu de Laodiceia. Ele a aconselha a buscar um grande e poderoso avivamento.

CONCLUSÃO
O que deve sobressair nessa lição é o entendimento de que a correção que vem de Deus é uma manifestação do seu amor (Hb 12.4-11). Quando esta correção nos alcança, devemos aceitar a disciplina, como ele deseja, para o nosso próprio bem. Seu beneplácito quer nos conduzir ao arrependimento e à plena comunhão com ele. Ainda, devemos entender que a disciplina aplicada pelos servos de Deus deve, também, ser motivada pelo amor (Hb 12.12-13). É o mesmo sentimento que deve guiar os pais na correção dos seus filhos (Pv 13.24). Sê, pois, zeloso e arrepende-te: note-se que a solução para Laodicéia não consistia apenas em algumas mudanças externas. Era necessário o zelo para com Deus para se arrependerem. Aconselho a leitura do artigo A Mentira De Laodicéia! (The Laodicean Lie!), de David Wilkerson.

N’Ele, que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8),
Campina Grande, PB
Maio de 2012
Francisco de Assis Barbosa,


EXERCÍCIOS
1. Como o Senhor se apresenta a igreja de Laodiceia?
R. Senhor Jesus se apresenta como o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus.
2. De acordo com a lição, o que é uma igreja verdadeiramente rica?
R. Uma igreja verdadeiramente rica é aquela que consagra ao Senhor preciosas almas.
3. Segundo a lição, o que caracterizava a mornidão espiritual de Laudiceia?
R. A igreja de Laodiceia faz-se indiferente a Deus e à sua palavra.
4. Se Adão logo após a queda percebeu-se nu, como o pastor de Laodiceia julgava-se?
R. Bem vestido e ornado.
5. Segundo a lição, como podemos encontrar o ‘colírio’ recomendado pelo Senhor?
R. Podemos encontrar o colírio nas Sagradas Escrituras.
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NOTAS BIBLIOGRÁFICAS
TEXTOS UTILIZADOS:
-. Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2012, Jovens e Adultos, As Sete Cartas do Apocalipse — A mensagem final de Cristo à Igreja; Comentarista: Claudionor de Andrade; CPAD;
{a}. Bíblia de Estudo Genebra, São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999, nota textual de Mt 6.33 p. 1109;
{b}.http://pt.wikipedia.org/wiki/Laodiceia_no_Licos;
{c}. KISTEMAKER, Simon. Apocalipse. São Paulo: Cultura Cristã, 2004, p. 223;
{d}. Ibidem, p. 224;
{e}. Ibidem, p. 227;
{f}.http://www.cacp.org.br/estudos/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=1179&menu=7&submenu=3;
{g}. Altair Germano, http://www.altairgermano.net/2012/04/laodiceia-uma-igreja-morna-subsidio.html;



OBRAS CONSULTADAS:
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Palavra Chave Hebraico e Grego, - 2ª Ed.; 2ª reimpr. Rio de Janeiro: CPAD, 2011;
-. HORTON, S. M. Apocalipse: As coisas que brevemente devem acontecer. 2.ed., RJ: CPAD, 2001.
-. LAWSON, S. J. As Sete Igrejas do Apocalipse: O Alerta Final de Cristo para seu povo. 5.ed., RJ: CPAD;

Os textos das referências bíblicas foram extraídos do site http://www.bibliaonline.com.br/ , na versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel, salvo indicação específica.
Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos subsídios colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto que está utilizando e com que finalidade (estudo pessoal, na igreja, postagem em outro site, impressão, etc.).
Francisco de Assis Barbosa

13 de maio de 2012

LIÇÃO 8: FILADÉLFIA, A IGREJA DO AMOR PERFEITO


Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2012 - CPAD - Jovens e Adultos
“As Sete Cartas do Apocalipse — A mensagem Final de CRISTO à Igreja”.
Comentários da revista da CPAD: Pr. Claudionor Correa de Andrade
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto

LIÇÃO 8
FILADÉLFIA, A IGREJA DO AMOR PERFEITO
20 de Maio de 2012

TEXTO ÁUREO

Mas qualquer que guardar a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele(1Jo 2.5). – A obediência aos mandamentos de Deus testa o conhecimento de uma pessoa em relação a Deus. O verdadeiro amor por Deus e um relacionamento sincero com ele devem ser evidenciados pela lealdade{a}. ‘APERFEIÇOADO’; Gr. Teleioo; Strong 5048: Completar, realizar, levar até o fim, chegar a uma conclusão de sucesso, atingir uma meta, cumprir. Em um sentido ético e espiritual, a palavra significa levar à maturidade, aperfeiçoar{b}.

VERDADE PRÁTICA
Amar não é suficiente. É urgente que o nosso amor seja perfeito como perfeito é o amor com que Deus nos amou.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Apocalipse 3.1-6.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·         Conhecer o contexto geográfico e histórico da cidade de Filadélfia;
·         Compreender como Jesus se apresenta a igreja de Filadélfia; e
·         Elencar as principais características da igreja de Filadélfia.

Palavra Chave
Filadélfia: amor fraternal.

COMENTÁRIO

introdução
Filadélfia era conhecida nos velhos tempos como a porta para o oriente: construída junto a uma das grandes estradas romanas que apontava como uma flecha para o coração do interior da Ásia, ela estava no caminho de quem se dirigia da Europa para regiões importantes como a Mísia, Lídia e Frigia. Era cercada de vinhas e, embora tivessem templos dedicados a vários deuses, o principal era o dedicado a Dionísio (para os gregos) ou Baco (para os romanos), o deus do vinho. Seu nome significa AMOR FRATERNAL. Entre as sete cartas às igrejas no Apocalipse, apenas duas não contêm crítica alguma: A carta à igreja em Esmirna, uma igreja pobre e perseguida, e esta, uma igreja fraca e limitada, mas que dependia totalmente do Senhor. Os homens tendem a medir força e qualidade em termos de tamanho, poder e riqueza. Jesus vê as igrejas de forma diferente. Independente de sucesso em termos mundanos, Jesus olha para o caráter e o coração de cada discípulo e de cada igreja. Ele anda no meio dos candeeiros e sabe muito bem quem pertence a ele. Boa aula!
I - FILADÉLFIA, A CIDADE DO AMOR FRATERNAL
1. A história de Filadélfia. A cidade de Filadélfia foi erguida em uma área vulcânica perigosa, situada aproximadamente 45 quilômetros ao sudeste de Sardes. Gozava de uma localização estratégica de acesso entre os países antigos de Frígia, Lídia e Mísia. Foi fundada pelo rei de Pérgamo, Átalo II, cerca de 140 a.C. Ele foi conhecido por sua lealdade ao seu irmãoEumenes, dando assim origem ao nome da cidade (Filadélfia significa “amor fraternal”). A região produzia uvas, Com um solo extremamente fértil, a cidade tornou-se conhecida por seus vinhos e bebidas refrigerantes. Um templo foi erguido entre 69 e 70 d.C. em homenagem e para culto ao imperador Vespasiano{c} e o povo especialmente honrava a Dionísio, o deus grego do vinho. A cidade servia como base para a divulgação do helenismo às regiões de Lídia e Frígia. Localizava-se num vale no caminho entre Pérgamo e Laodicéia. Filadélfia foi destruída por um terremoto em 17 d.C. e reconstruída pelo imperador Tibério que isentou seus cidadãos do pagamento de impostos durante cinco anos, para permitir que eles tivessem fundos para reconstruir a cidade{d}. Em alguns momentos de sua história, a cidade recebeu nomes mostrando uma relação especial ao governo romano. Depois de ser reconstruída, foi chamada brevemente de Neocesaréia. Durante o reinado de Vespasiano, foi também chamada de Flávia (nome da mulher dele, e a forma feminina de um dos nomes dele). Muitas vezes sacudida por terremotos, ela foi destruída em 17 d.C, junto com Sardes e dez outras cidades no vale de Lídia. O medo fez com que grande parte da popu­lação deixasse de morar no interior dos seus muros. Atualmente, a cidade de Alasehir fica no mesmo lugar, construída sobre as ruínas de Filadélfia.
2. A igreja em Filadélfia. As únicas referências bíblicas a Filadélfia se encontram no Apocalipse (1.11; 3.7). Assim como em Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira e Sardes, o Evangelho pode ter chegado naquela cidade através da obra missionária de Paulo (At 19.10), mas não devemos descartar a hipótese de que testemunhas e convertidos no dia de Pentecostes poderiam ter sido os primeiros a levar o Evangelho para aquela região (At 2.5-11). Filadélfia era uma igreja fiel em uma pequena cidade que houvera sido estabelecida para ser o centro da cultura grega. Localizada no Vale do rio Hermo, que se abria para leste, era chamada de a porta aberta do Vale do Hermo. Usando a situação geográfica como referencial, Jesus diz que a igreja tem uma porta aberta pela frente. Nela havia uma comunidade judaica forte em resistência aos seguidores do Messias. Os judeus consideravam-se os únicos donos da chave dos céus. Jesus afirma que somente Ele possui a verdadeira chave de Davi, símbolo de autoridade (Ap 5.5;22.16;Is 22.22), e a deu para a igreja. Filadélfia é tipo da igreja ideal, a igreja que ama (filadélfia = amor fraterno); “Aquele que não ama não conhece a Deus porque Deus é amor” (1Jo 4.8).

SINOPSE DO TÓPICO (I)
Filadélfia era a igreja do amor fraternal. Esta igreja não recebeu nenhuma repreensão do Senhor.

II - A IDENTIFICAÇÃO DO MISSIVISTA
1. Jesus, o Santo de Deus. Mais uma vez nosso Senhor ressuscitado se apresenta em um aspecto da Sua pessoa e obra que é coerente com as necessidades e problemas da assembléia para sempre nos lembrar da suficiência de Sua vida. "Aquele que é santo", afirma divindade do Salvador como Aquele absolutamente justo, o único totalmente separado do pecado. Em Isaías 40.25, o Senhor chama a si mesmo "O Santo". É um título de divindade e contrasta-o com as afirmações de adoração do imperador{e}. O Novo Dicionário Cristão de Thomas Nelson diz: “Santo: Pertencente ou vindo de Deus; Santificado: De pessoas, objetos e edifícios consagrados ou separados para Deus”. A essência da santidade - ser dedicado, separado ou consagrado a Deus e seus propósitos. Viver em santidade, portanto, é viver para os propósitos de Deus, para agradar a Deus, em vez de vivermos para nossos próprios interesses e prazeres. Uma vida pecaminosa é aquela separada de Deus, vivida para si mesma - para seus prazeres e propósitos.
2. Verdadeiro. "Verdade" é a palavra grega alethinos. Significa "o real, o genuíno, o ideal", e está em oposição ao que é falso e ao que é apenas uma imagem ou tipo do real. Ele é Aquele de quem todo o Antigo Testamento falava. No AT encontramos apenas imagens e sombras, mas Ele é a realidade e a substância (Cl 2.16,17). O NT apresenta-O em contraste à todos os enganos do mundo e às respostas falsas e fúteis que oferece-se ao homem. A resposta de Deus para o homem é Jesus Cristo, o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14.6) {e}. O teólogo alemão Rudolf Karl Bultmann diz: "Em relação às coisas divinas ela tem o sentido daquilo que verdadeiramente é, ou daquilo que é eterno". Comentando a respeito desse título duplo de Jesus, O teólogo inglês Henry Barclay Swete escreve: "O Cabeça da Igreja é descrito ao mesmo tempo como santidade absoluta [...] e como verdade absoluta; Ele é tudo aquilo que afirma ser, cumprindo os ideais que prega e as esperanças que inspira". Charles entende que, no Apocalipse, não temos o sentido clássico do grego alethinos ("genuíno") como acontece no Evangelho de João. Em vez disso, é a ênfase hebraica na fidelidade de Deus. Ele diz: "Por isso, alethinos sugere que Deus ou Cristo, como verdadeiro, cumprirá a sua palavra".
3. A chave da Casa de Davi. Esta metáfora nos fala que somente Cristo tem o controle completo sobre a família real, a sua igreja. A fonte da metáfora é Isaías, como ele fala de um indivíduo, Sebna, que teve a carga do palácio do rei da Judéia. O Senhor diz que vai substituí-lo por seu servo, Eliaquim, filho de Hilquias (22.21). Então, diz o Senhor através do profeta Isaías: "Porei sobre o seu ombro a chave da casa de Davi; o que ele abre ninguém pode fechar, e o que ele fecha ninguém pode abrir" (22.21-22). Assim, Hilquias terá poder para controlar a entrada no reino real. Como mordomo do rei, ele vai decidir quem pode ou não ter acesso ao rei. Esta história em Isaías serve como uma profecia do Messias Davídico. O que está em exibição no Apocalipse é claro. Aqui Cristo tem a chave de Davi e abre a porta. A imagem sugere que Cristo é o único que pode conceder acesso a Deus; Cristo deu aos crentes em Filadélfia acesso a Deus e ninguém poderia privá-los disto. A "chave" em Apocalipse faz muito mais que abrir o caminho para uma audiência com um rei nacional. Na mão de Cristo, a chave abre a porta à presença de Deus, o seu reino e a vida eterna. Esta declaração de Cristo para a igreja em Filadélfia que ele tem "a chave de Davi" teria sido muito reconfortante. Isso porque a igreja estava sendo intimidada por aqueles que "se dizem judeus e não são" (3.9). O pano de fundo imediato da frase era a reivindicação dos judeus em Filadélfia, que eram o verdadeiro povo de Deus que tinham a chave para o Reino de Deus. João contradiz esta afirmação, afirmando que a chave para o reino que pertencia a Israel realmente pertence a Jesus como o Messias davídico (5.5; 22.16) e foi perdida por Israel, porque haviam rejeitado seu Messias. Esses judeus acabariam por reconhecer que Cristo ama a Igreja. Eles reconheceriam que a igreja é composta pelo verdadeiro povo de Deus, em vez dos judeus como uma nação. Os crentes de Filadélfia teriam sido muito encorajados quando Cristo se identificou como o verdadeiro Messias, e como alguém que controla o acesso ao reino eterno. Quando ele abre a porta "ninguém pode fechar" - e ninguém pode impedir a entrada de pessoas para quem ele abre (3.7) {f}.
SINOPSE DO TÓPICO (II)
Jesus se apresenta ao pastor da igreja em Filadélfia como aquele que é Santo e Verdadeiro. Filadélfia deveria fazer-se notória também pela sua santidade.

III - UMA IGREJA AMOROSA, PACIENTE E CONFESSANTE
1. Amar é a maior das obras. À igreja de Filadélfia, Cristo disse: “eis que diante de ti pus uma porta aberta” (v. 8) — leia-se: "uma porta que foi aberta e permanece aberta". A figura de uma porta aberta era familiar para os crentes primevos. Paulo e Barnabé, relataram em Antioquia que Deus "abrira aos gentios a porta da fé" (At 14.27). Acerca da obra desenvolvida em Éfeso, Paulo assevera: "porque uma porta grande e eficaz se me abriu" (1Co 16.9). Adiante é dito: "quando cheguei a Trôade para pregar o evangelho de Cristo [...] abrindo-se-me uma porta no Senhor" (2Co 2.12). Paulo mesmo solicita aos de Colossos que orassem "para que Deus nos abra a porta da palavra" em Roma (Cl 4.3). Essas passagens das epístolas Paulinas explicitam o significado dos termos “uma porta aberta”. Ela significa uma boa oportunidade para a obra missionária. Filadélfia foi vocacionada a ser uma "igreja missionária". Ele vai dizer o seguinte dessa cidade: “A intenção dos seus fundadores era torná-la um centro da civilização greco-asiática e um meio de espalhar a língua grega e seus costumes na parte oriental da Lídia e da Frígia. Ela era uma cidade missionária desde o seu princípio [...] O seu ensinamento foi bem-sucedido. Antes de 19 d.C, a língua nativa tinha deixado de ser falada na Lídia e a língua grega era a única falada nesse país”. Essa igreja foi chamada para espalhar o evangelho de Jesus Cristo e ela estava estabelecida estrategicamente: a estrada do esplêndido porto de Esmirna passava por Filadélfia. Também passava por ali a importante "estrada imperial do correio de Roma até as províncias mais ao leste" que ligava Trôade, Pérgamo, Tiatira, Sardes e Filadélfia. Portanto, a porta estava permanentemente aberta para aquela igreja, que deveria espalhar as boas novas para as cidades da Frígia.
2. Força na fraqueza. É importante frisar que fraqueza nem sempre sugere pecado. Jesus não condena a igreja de Filadélfia por nenhum erro, mas afirma que ela tinha pouca força. Talvez seja uma referência ao tamanho daquela igreja, ou, de outra maneira, limitados em capacidade. Quando reconhecemos as nossas próprias limitações e fraquezas, devemos confiar mais em Deus e depender de sua força (2Co 12.9,10).
3. Amorosa perseverança. Perseverança (latim perseverantia, -ae): Qualidade ou ação de quem persevera; Constância, firmeza, pertinácia; Duração aturada de alguma coisa {g}. Não obstante suas limitações, os crentes em Filadélfia se mantinham fiéis. Guardavam a palavra de Jesus. Ele veio ao mundo e revelou a sua palavra, que nos julgará no último dia (Jo 12.48-50). Apesar de serem fracos, os crentes em Filadélfia ficariam do lado do vencedor. Seriam exaltados acima dos seus inimigos. Os inimigos se prostrarão em submissão aos vitoriosos (Is 60.14). Os servos fiéis e vitoriosos podem reinar com Cristo (Ap 20.4) e exercer autoridade sobre as nações (Ap 2.26,27). Esta honra cedida aos discípulos serviria como prova do amor de Jesus para com os seus seguidores. Os falsos judeus os odiavam, mas o Senhor Cristo os amava! {h} A declaração “guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome” poderia ser lido da seguinte forma: "E mesmo assim guardaste a Minha palavra e não negaste o meu nome". Aqueles crentes passaram provações, mas permaneceram firmes. Não bastasse o enfrentamento político imposto pelo Estado, havia estabelecido ali um grupo chamado por Cristo de “sinagoga de Satanás” (v. 9) [já tinha aparecido em 2.9, na carta a Esmirna]. Tanto lá em Esmirna quanto cá em Filadélfia, a oposição veio principalmente dos que se diziam judeus. Deles Cristo assevera: “eis que eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés, e saibam que eu te amo”. Cristo elogia a igreja porque ela guardou “a palavra da minha paciência” (v. 10).
SINOPSE DO TÓPICO (III)
Filadélfia era uma igreja amorosa e paciente. Pela fé sabia como tirar forças da fraqueza.

IV – FILADÉLFIA NOS ÚLTIMOS DIAS
1. A iminência da volta de Jesus. Eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra”: Os discípulos em Filadélfia seriam guardados num período de provação que afligiria o mundo. O Senhor não atrasará a sua vida além do tempo soberanamente fixado, embora não seja revelado este tempo, o crente deve permanecer preparado. “Se alguém não ama ao Senhor, seja anátema. Maranata.” (2Co 16.22).
2. A Grande Tribulação. A expressão “Grande Tribulação” (Gr. θλιψις μεγαλη) descreve o período aflitivo que antecederá a presença de Jesus Cristo e por consequência julgamento por parte de Deus ou Armagedon {i}. Alguns estudiosos entendem que, da mesma forma que Israel tomou parte das três primeiras pragas (sangue, sapos, piolhos) com os egípcios (Êx 8.22), também a Igreja poderá passar pela primeira parte da Grande Tribulação antes de ser levada por Cristo – são chamados de Mesotribulacionistas. O fato é que, sendo afastado para longe, ou sendo guardado em meio a, “Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra”.
3. A coroa de Glória. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa”: Depois de tudo que Jesus fez e prometeu, os cristãos em Filadélfia ainda teriam que fazer a sua parte. Eles ainda enfrentariam tentações e correriam o risco de perder tudo que haviam alcançado. Mesmo os servos mais fiéis precisam vigiar para permanecerem fiéis até o fim {j}. Coroa significa a "coroa da vitória". A advertência é contra fracassar na corrida da vida e, conseqüentemente, perder o direito à coroa da vida. Ou seja: "toma cuidado para que ninguém tome a tua coroa". Esse objetivo é alcançado ao correr com sucesso até o fim!
SINOPSE DO TÓPICO (IV)
A igreja em Filadélfia tinha uma perspectiva escatológica verdadeiramente bíblica, por isso encarava com seriedade a iminência da volta de Jesus Cristo.

CONCLUSÃO
Sejamos fiéis. Obediência aos mandamentos de Deus testa o conhecimento do crente em relação a Deus. O verdadeiro amor ao Senhor e um relacionamento baseado na sinceridade com Ele são evidenciados pela lealdade.. O Senhor Jesus não tarda. Em seu inconfundível amor, promete-nos: "A quem vencer, eu farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome" (Ap 3.12 ). Ao final de cada carta dirigida a essas igrejas, os crentes eram instruídos a ouvir e compreender tudo o que lhes fora escrito, e uma bem-aventurança para o vencedor. Como ficou explícito nesta lição, o vencedor não é aquele que tem muita força de vontade, coragem e esforço naturais, mas aquele que ouve a voz do Espírito.
N’Ele, que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8),
Campina Grande, PB
Maio de 2012,
Francisco de Assis Barbosa,


EXERCÍCIOS
1. Como a igreja de Filadélfia passou para a história?
R. Como a igreja do amor fraternal.
2. Segundo a lição, qual é um dos principais atributos de Cristo?
R. A santidade.
3. Como Filadélfia sabia tirar força da fraqueza?
R. Pela fé em Jesus Cristo ela sabia tirar forças da fraqueza.
4. O que Jesus alertou em sua carta à igreja de Filadélfia?
R. O Senhor Jesus alertou: “Eis que venho sem demora” (Ap 3.11).
5. Você ama a volta do Senhor?
R. Resposta pessoal.
NOTAS BIBLIOGRÁFICAS
TEXTOS UTILIZADOS:
-. Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2012, Jovens e Adultos, As Sete Cartas do Apocalipse — A mensagem final de Cristo à Igreja; Comentarista: Claudionor de Andrade; CPAD;
{a}. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001, nota textual de 1Jo 2.3-6; p. 1324;
{b}.Ibdem, Palavra-Chave 2.5;
{c}.KISTEMAKER, Simon. Apocalipse. São Paulo: Cultura Cristã, 2004, p. 208.;
{d}.Bíblia de Estudo Palavra Chave Hebraico e Grego, - 2ª Ed.; 2ª reimpr. Rio de Janeiro: CPAD, 2011; nota explicativa Ap 3.7-13; p. 1322;
{e}. Adaptado de The Message to Philadelphia (Rev 3:7-13) Study By: J.Hampton Keathley, III; “The Church of the Open Door”
The City and the Assembly (3:7a); http://bible.org/seriespage/message-philadelphia-rev-37-13;
{f}.Adaptado de The Church at Philadelphia (Revelation 3:7-13); The church that kept the faith; Grace Communion International; http://www.gci.org/bible/rev/phil ;
{g}.http://www.priberam.pt/DLPO/default.aspx?pal=perseveran%C3%A7a;
{h}.www.estudosdabiblia.net/apoc/apoc10.pdf;
{i}.http://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_tribula%C3%A7%C3%A3o;
{j}.www.estudosdabiblia.net/apoc/apoc10.pdf;



OBRAS CONSULTADAS:
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Palavra Chave Hebraico e Grego, - 2ª Ed.; 2ª reimpr. Rio de Janeiro: CPAD, 2011;
-. HORTON, S. M. Apocalipse: As coisas que brevemente devem acontecer. 2.ed., RJ: CPAD, 2001.
-. LAWSON, S. J. As Sete Igrejas do Apocalipse: O Alerta Final de Cristo para seu povo. 5.ed., RJ: CPAD;

Os textos das referências bíblicas foram extraídos do site http://www.bibliaonline.com.br/ , na versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel, salvo indicação específica.
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Francisco de Assis Barbosa