VOCÊ PODE AJUDAR O BLOG: OFERTE PARA assis.shalom@gmail.com

UM COMENTÁRIO APROFUNDADO DA LIÇÃO, PARA FAZER A DIFERENÇA!

Este Blog não é a palavra oficial da Igreja ou da CPAD. O plano de aula traz um reforço ao seu estudo. As ideias defendidas pelo autor do Blog podem e devem ser ponderadas e questionadas, caso o leitor achar necessário. Obrigado por sua visita! Boa leitura e seja abençoado!

Classe Virtual:

SEJA MANTENEDOR!

Esse trabalho permanece disponível de forma gratuita, e permanecerá assim, contando com o apoio de todos que se utilizam do nosso material. É muito fácil nos apoiar, pelo PIX: assis.shalom@gmail.com – Mande-me o comprovante, quero agradecer-lhe e orar por você (83) 9 8730-1186 (WhatsApp)

26 de fevereiro de 2025

EBD JOVENS | Lição 9: Autenticidade e julgamento alheio | 1° Trim 2025

 Pb Francisco Barbosa

 Preciso do seu apoio para continuar fazendo este trabalho da melhor forma possível. Veja aqui como pode ajudar.

TEXTO PRINCIPAL

 Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo.” (Rm 14.10).

Entenda o Texto Principal:

- Tu, porém, por que… – O original é mais vivo:- “Mas tu (o crente mais fraco), por que julgas teu irmão? E tu novamente (mais forte), por que desprezes teu irmão? Pois todos nós – os fortes e os fracos juntos. apresentados diante do tribunal de Deus – Todos os manuscritos mais antigos e melhores lidos aqui, “o tribunal de Deus”. A presente leitura, sem dúvida, surgiu em 2Coríntios 5:10, onde “o tribunal de Cristo” ocorre. Mas aqui “o tribunal de Deus” parece ter sido usado, com referência à citação e a inferência em Romanos 14:11-12. [Jamieson; Fausset; Brown]

 

RESUMO DA LIÇÃO

Deus, em sua soberania, é o único juiz com conhecimento perfeito e justiça imparcial.

Entenda o Resumo da Lição:

O direito de Deus agir como juiz é estabelecido por Ele mesmo; é decorrente de sua natureza e soberania. Foi Deus mesmo quem “erigiu” o seu trono para julgar. Ele mesmo preserva. O seu trono é um símbolo que expressa o seu autopoder.

 

TEXTO BÍBLICO

Mateus 7.1-5; Tiago 4.11,12.

Mateus 7

1. Não julgueis, para que não sejais julgados.

Não julgueis. Compare com Romanos 2:1. O julgar o qual nosso Senhor se refere, o contexto deixa claro, é fazer críticas com grosseria e censurar coisas insignificantes. O julgamento como um ato sério não é proibido por Cristo. De fato, muitas vezes é dever do cristão julgar e condenar severamente coisas que o mundo nunca pensa em julgar: compare com Mateus 18:15; 1Coríntios 5:12; 2Timóteo 4:2. [Dummelow, 1909]

2. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.

Em outras palavras, “Porque como vocês tratam os outros, eles também vão tratar vocês” (VIVA). com o juízo (“critério”, A21; “modo”, NVT) que julgardes sereis julgados.

3. Por que reparas tu no argueiro que está no olho de teu irmão e não vês a trave que está no teu próprio olho?

Romanos 2:21,23, “tu, pois, que ensinas ao outro, não ensinas a ti mesmo? Tu que pregas que não se deve furtar, furtas?…Tu, que te orgulhas da Lei, pela transgressão da Lei desonras a Deus;”.

4. Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu?

se eis que há uma trave em teu próprio olho? O que (1) deve impedir a condenação de outra pessoa por uma ofensa menos grave; e que (2) obscureceria o discernimento espiritual, e assim o tornaria um juiz incapaz. O pecado farisaico de hipocrisia era mais profundo e fatal para a vida espiritual do que os pecados que o fariseu condenou. [Cambridge, 1893]

5. Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então, cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.

Hipócrita é aquele que coloca uma máscara e finge ser o que não é.

Tiago 4

11. Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem que fala mal de um irmão e julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; e, se julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz.

Tendo mencionado os pecados da língua (Tiago 3:5-12), ele mostra aqui que o falar mal flui do mesmo espírito de vanglória às custas do próximo como causaram as “brigas” reprovadas neste capítulo (Tiago 4:1). não faleis mal – literalmente, “não fale contra” um ao outro. fala mal da lei – O mandamento, “ama o teu próximo como a ti mesmo” (Tiago 2:8) é  virtualmente condenado pelo mal falar mal e julgar (Estius). Aqueles que condena arrogantemente os atos e palavras de outros que não lhe agradam, visando assim a reputação da santidade, colocam sua própria morosidade no lugar da lei, e reivindicam para si mesmos um poder de censurar acima da lei de Deus, condenando o que a lei permite (Calvino); como se a lei não pudesse realizar sua própria função de julgamento, mas ele deve assumi-la (Bengel). Esta é a última menção da lei no Novo Testamento. Aqui a lei moral é aplicada em sua plenitude espiritual por Cristo: “a lei da liberdade”. E se julgas a lei, não és um cumpridor da lei, mas, sim, juiz – Nosso chamado cristão é cumprirmos a lei. Mas ao julgar nosso irmão, julgamos a lei, que nos manda amar nosso irmão. [Jamieson; Fausset; Brown]

12. Um só é Legislador e Juiz, que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?

Um só é o Legislador e Juiz – Só Deus é Legislador e, portanto, Juiz, pois só Ele pode executar Seus julgamentos; nossa incapacidade a esse respeito mostra nossa presunção em tentar agir como juízes, como se fôssemos Deus. Quem és tu… – Quão arrogante é julgar teus companheiros, e tirar de Deus o ofício que pertence a Ele sobre ti e ELES igualmente! [Jamieson; Fausset; Brown]

 

Meu trabalho aqui é gratuito. Ele é mantido por pequenas ofertas. Se você faz uso deste material, CONSIDERE fazer uma contribuição. Qualquer valor é importante!

Chave PIX:    assis.shalom@gmail.com 

 

INTRODUÇÃO

Já sabemos que a Carta de Tiago é rica em conselhos práticos para uma vida cristã próspera. Na lição deste domingo veremos os conselhos e advertências a respeito do julgamento alheio. Tiago nos exorta que todo e qualquer julgamento pertence exclusivamente a Deus. Então, vamos refletir a respeito da natureza do julgamento dos homens, a soberania de Deus como único juiz e a necessidade de praticar a humildade e a compreensão nas relações interpessoais.

O Salmo 133.1 diz: “Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!” Certamente, os irmãos deveriam viver unidos, em harmonia, mas muitas vezes eles vivem em guerra. Às vezes, os membros da igreja de Corinto entravam em contendas e levavam essas guerras para os tribunais do mundo (ICo 6.1-8). Na igreja da Galácia, os crentes estavam se mordendo e se devorando (G1 5.15). Paulo escreveu aos crentes de Éfeso, exortando-os a preservarem a unidade no vínculo da paz (Ef 4.3). Na igreja de Filipos, duas mulheres, líderes da igreja, estavam em desacordo (Fp 4.1-3). Tiago já havia denunciado a guerra de classes (2.1-9). Os ricos recebiam toda a atenção e os pobres eram ignorados. Tiago também denunciou a guerra entre patrões e empregados (5.1-6), quando os ricos estavam retendo com fraude os salários dos ceifeiros. Tiago denuncia ainda a guerra dentro da igreja (1.19,20). Os crentes estavam ferindo uns aos outros com a língua e com um temperamento descontrolado. Finalmente, Tiago denuncia uma guerra pessoal (4.11,12). Os crentes estavam vivendo em constante clima de hostilidade. Os crentes estavam falando mal uns dos outros e julgando uns aos outros. Nós precisamos examinar primeiro a nossa própria vida e depois ajudar os outros (Mt 7.1-5). Não somos chamados para ser juízes. Deus é o nosso juiz.

 

I. A NATUREZA DO JULGAMENTO HUMANO

1. Cuidado com a precipitação. Muitas vezes, julgamos precipitadamente uma pessoa, sem conhecer todos os fatos. Esse julgamento pode nos levar a cometer injustiças. Por isso Tiago aborda os efeitos maléficos dos conflitos, disputas e o julgamento entre os irmãos. Ele identifica o orgulho e a cobiça como as raízes desses conflitos e chama os crentes à humildade e à submissão a Deus. A exortação “não faleis mal uns dos outros” é uma advertência divina para evitar qualquer forma de calúnia, difamação ou crítica. No grego, a expressão utilizada é katalaleite, que pode ser traduzida como “caluniar” ou “difamar” pessoas ausentes, que não podem se defender das injúrias. Falar mal dos outros prejudica a reputação alheia, mas também mina a unidade e o amor dentro da igreja, levando à mornidão espiritual.

Em Mateus 7.5, Jesus não condena o julgamento; Ele condena o julgamento hipócrita. Embora o texto não seja citado, é útil aplicarmos a instrução do Mestre ates de qualquer outro! Jesus não condena todo tipo de julgamento, o que é evidenciado pelo contexto. No mesmo sermão Ele avisou sobre os falsos mestres (Mt 7.15-17) e falsos irmãos (Mt 7.21-23). É impossível ter cuidado com falsos profetas e falsos mestres sem julgar doutrina e prática comparando-as com a Palavra de Deus. Em outras passagens somos ordenados a julgar, porém, devemos julgar segundo a reta justiça (Jo 7.24). Devemos julgar todas as coisas (1Co 2.15-16). Devemos julgar o pecado na igreja (1Co 5.3,12), disputas entre irmãos (1Co 6:5), pregação (1Co 14.29), aqueles que pregam falsos evangelhos, falsos cristos, e falsos espíritos (2Co 11.1-4), as obras das trevas (Ef 5.11), e profetas (1Jo 4.1).

2. Falta de conhecimento. Somos limitados em nosso conhecimento. Por isso, quando julgamos os outros, baseamo-nos geralmente em informações que muitas vezes podem estar incompletas ou erradas. Tiago prossegue dizendo que quem fala mal de um irmão e julga a seu irmão, na verdade, fala mal da Lei e julga a Lei. Aqui, “lei” provavelmente se refere à “Lei Régia” mencionada em Tiago 2.8: “Amarás a teu próximo como a ti mesmo”. Criticar e julgar os outros é, portanto, uma violação direta desse mandamento. Ao julgar a Lei, a pessoa se coloca acima dela, assumindo uma posição de autoridade que pertence exclusivamente a Deus. Tiago está enfatizando a presunção e a arrogância de quem se acha no direito de julgar os outros. Isso é particularmente grave porque a função do cristão é observar e obedecer a Lei, não julgar.

O mundo vê essas guerras dentro das denominações, dentro das igrejas, dentro das famílias e isso é uma pedra de tropeço para a evangelização. Por isso Jesus orou pela unidade (Jo 17.21). Como podemos estar em guerra uns contra os outros se pertencemos à mesma família, se confiamos no mesmo Salvador, se somos habitados pelo mesmo Espírito. A resposta de Tiago é que temos uma guerra dentro de nós. Tiago aborda aqui três coisas: primeiro, um fato: há guerra entre os irmãos. Essa guerra representa o contínuo estado de hostilidade e antagonismo. Segundo, uma causa: os prazeres que militam na nossa carne. Tiago diz que os nossos desejos são como um campo armado pronto para guerrear. Terceiro, uma prática: a cobiça.

Temos disponível para a venda a COLEÇÃO PATRÍSTICA com 52 volumes em PDF por R$ 29,90

PARA ADQUIRIR basta efetuar o pagamento na chave PIX abaixo no valor de R$ 29,90:

🔑 Chave PIX: assis.shalom@gmail.com

🤝 Após o pagamento e recebimento do comprovante, será enviado via WhatsApp o link do material

3. Julgamento e orgulho. O julgamento humano é frequentemente influenciado pelo orgulho. Ao julgar os outros, muitas vezes, nos consideramos melhores ou mais justos, ignorando nossos próprios defeitos e falhas. O julgamento, como resultado do orgulho, não só nos prejudica espiritualmente, mas também prejudica nossos relacionamentos. Ele cria divisões, ressentimentos e impede a verdadeira comunhão. O orgulho é um sentimento negativo que nos faz sentir superiores aos outros. Ele nos impede de enxergar as nossas próprias falhas e nos leva a focar nos erros dos outros. Nas Escrituras Sagradas, este sentimento é repetidamente condenado como um pecado que nos afasta de Deus. Quando julgamos os outros com base em nossas percepções e sentimentos, estamos essencialmente dizendo que somos melhores ou mais justos do que eles. Esse é um ato de presunção que contraria a humildade, a santidade e a justiça de Deus.

Tiago está tratando do falar mal (Tg 4.11). Julgamento apropriado é falar a verdade em amor. A verdade não é má e falar a verdade em amor não é mal. O tipo de julgamento condenado por Tiago é julgar no sentido de rebaixar, transmitir informações oficiosas, e difamar. É julgar com má intenção. Quando alguém julga biblicamente o pecado e o erro, nunca é com o desejo de ferir as pessoas. Os fariseus julgaram Jesus desta forma má (Jo 7.52). Os falsos mestres na Galácia e em Corinto julgaram Paulo desta mesma forma, tentando rebaixá-lo ante os olhos das igrejas (2Co 10.10). Tiago está se referindo ao julgamento feito de um modo que é contrário à lei de Deus (Tg 4.12). Isto se refere a julgar outros pelos padrões humanos e não pelos divinos, colocando desta forma a si mesmo como o legislador. Os fariseus fizeram isto quando julgaram Jesus por suas tradições (Mt 15.1-3). Por outro lado, quando um crente julga as coisas pela Palavra de Deus, de forma santa e com compaixão, ele não está exercendo seu próprio julgamento; ele está julgando pelo julgamento de Deus. Quando, por exemplo, digo que é errado a uma mulher ser pastor, este não é o meu julgamento, é o de Deus (1Tm 2.12).

 

 

📚 DRIVE KIT DO PREGADOR

- + de 2.000 Sermões e esboços,

- 500 E-books Cristãos

- Comentários Bíblicos de Gênesis a Apocalipse da Cultura Cristã

- Dicionário Bíblico

- Mapas mentais

🎁 BRINDE 57 BÍBLIAS SE ESTUDO!

Tenha acesso por APENAS R$ 30,00!

🔑 Chave PIX: assis.shalom@gmail.com

🤝 Após o pagamento e recebimento do comprovante, será enviado via WhatsApp o link do material.

 

 

SUBSÍDIO I

 “Tiago nos ensina que falar mal do irmão e julgá-lo nos torna juiz da lei. Sabemos que só existe um único juiz e legislador — Deus. Quem somos nós para julgar nossos irmãos em Cristo?”

Como seres humanos somos falhos, imperfeitos e não conhecemos o que vai no interior de cada um. Deus é santo, justo e conhece as nossas verdadeiras intenções, por isso, somente Ele tem como julgar as pessoas com retidão. Em o Novo Testamento, Jesus afirmou que a lei se resume em dois mandamentos, amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo. Quem ama o seu irmão não o julga. E quem não ama já está descumprindo a lei divina. Quais têm sido suas atitudes para com seus irmãos? Você os ama, os compreende, ou tem se colocado diante de cada um como um juiz impiedoso? Não se esqueça das advertências do nosso Mestre: “Não julgueis, para que não sejais julgados, porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós” (Mt 7.1,2).

“Julgar ou submeter-se à Lei? Tiago inicia uma transição da convocação dos crentes para o seu preparo para o iminente julgamento, exortando-os a cumprir sua responsabilidade perante os semelhantes que, por sua vez, também o enfrentarão. Faz essa mudança de retórica e repetindo o aviso feito em 3.1, que voltará a focalizar em 5.1-9, aconselhando a respeito da atitude que as pessoas devem ter para com seus semelhantes.

Tiago é claramente enfático na sua denúncia sobre como os crentes, às vezes, tratam os outros (‘não faleis mal uns dos outros’, v.11). Essa tendência de falar julgando e condenando os outros, talvez sem um verdadeiro motivo (calúnia), certamente representa uma das razões pelas quais ele previne contra o orgulho de assumir responsabilidades de um ensinador (3.1). O adequado papel de um mestre é ‘convencer do erro do seu caminho um pecador’ (5.20), e não o condenar (cf. 7.1-5)” (Adaptado de Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2ª Edição. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.1683).

 

II. A SOBERANIA DE DEUS COMO ÚNICO JUIZ

1. Deus conhece tudo. Tiago 4.12 afirma: “Há um só Legislador e um Juiz, que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?”. Deus é o único que possui conhecimento perfeito (onisciência) de todas as situações e das intenções dos corações humanos. Por essa razão somente Ele tem autoridade para julgar, salvar e destruir. Ao tomar para nós o papel de juiz, estamos usurpando a autoridade do Senhor. Deus, sendo onisciente, possui conhecimento perfeito sobre todas as coisas. Ele conhece cada detalhe de nossas vidas, incluindo nossos pensamentos, intenções, motivações e circunstâncias (Jr 17.10). Esse conhecimento absoluto garante que seus julgamentos sejam sempre perfeitos e equitativos, pois Ele vê além das aparências e entende a totalidade da situação.

Deus, que deu a lei (cf. Is 33.22). Ele é o único que tem a autoridade para salvar do castigo aqueles que se arrependem e destruir aqueles que se negam a se arrepender. Tiago vai agora mais longe e mostra a magnitude do erro envolvido nesta incriminação injusta dum irmão. Visto que aquele que faz isso se arvora em juiz da lei de Deus, ele se coloca no mesmo nível de autoridade como a fonte desta lei, o legislador. Por julgar injustamente seu irmão, ele, na realidade, pode até mesmo presumir introduzir sua própria legislação, baseada nas suas próprias normas pessoais. Mas Tiago expressa a verdade de que há apenas um legislador e juiz. Ele não é algum homem, mas Deus, o Juiz e Legislador supremo. Somente ele tem o soberano direito de estabelecer normas e regras para a salvação, visto que apenas ele “é capaz de salvar e de destruir”, sendo capaz de recompensar e punir plenamente. O Filho de Deus disse: “Não fiqueis temerosos dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma; antes, temei aquele que pode destruir na Geena tanto a alma como o corpo.” (Mt 10.28; veja o Salmo 68.20; 75.7) Mesmo que aquele que fala contra seu irmão e o julga não se aperceba plenamente da realidade e da magnitude da posição que assume, quão perigosa é a atitude que toma ao tentar desempenhar as funções judicativas do Deus infalível!

2. Justiça perfeita. Somente Deus é justo. Sua justiça é parte da sua natureza santa, ao contrário do ser humano que é imperfeito e injusto. Em Deuteronômio 32.4, Moisés nos diz que “Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos juízo são; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é”. Deus julga com equidade, assegurando que cada pessoa receba exatamente o que merece, de acordo com sua perfeita justiça.

“A lei do SENHOR é perfeita”; portanto, é completa, refinada, não sendo deficiente, inadequada ou incompetente para atingir o objetivo desejado. (Sl 19.7) Deus disse aos israelitas: “Deveis cuidar em cumprir cada palavra que vos ordeno. Nada lhe deveis acrescentar nem lhe tirar.” (Dt 12.32; veja Provérbios 30.5,6; Ap 22.18.) “Tua lei é verdade”, diz o Salmo 119.142, e por isso está em harmonia com a situação real das coisas e é correta para tudo o que realmente é necessário. Sendo Deus o único Legislador e Juiz, só ele pode decidir quando revogar qualquer de sua legislação como já tendo servido à sua finalidade (assim como fez com o pacto da Lei), ou introduzir novos mandamentos e legislação. (Hb 8.10-13; veja Gálatas 1.8,9,11,12) Assim como seria o cúmulo de desrespeito se os homens se empenhassem em fazer parecer que a lei de Deus aprova o que ela condena, assim, também, seria igualmente presunçoso fazer parecer que proíbe o que ela permite. (Is 5.20; Pv 17.15) Os líderes religiosos, judaicos, apesar de seu zelo pelo código da Lei, eram culpados disso. Tiago mostra que seus irmãos na congregação cristã precisavam guardar-se para não cometerem um erro similar.

3. Autoridade exclusiva. Deus possui autoridade exclusiva para julgar porque Ele é o Criador de todas as coisas. Sua soberania abrange todo o universo e, por ser o Criador, tem direitos sobre as criaturas. Cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus. A usurpação dessa autoridade é uma afronta à soberania divina, e um sinal de falta de humildade e submissão da nossa parte. A Bíblia ensina que haverá um julgamento final, onde o Senhor julgará todos os seres humanos com base em suas obras e em sua fé em Cristo (Ap 20.12).

- “porém, quem τίς és εἶ , que julgas κρίνω o próximo ἕτερος?” Tg 4.12. A pergunta de Tiago é devastadoramente vigorosa. Realmente, parece incrível que algum humano frágil, errante, imperfeito e pecaminoso consideraria ter o direito e a competência para agir no lugar do Deus infalível em julgar o próximo, quando Deus, por sua Palavra, não o faz. O Filho de Deus, perfeito e sem pecado, declarou repetidas vezes sua aderência cuidadosa e fiel ao que seu Pai dissera, e sua firme recusa de agir ou fazer julgamentos por conta própria. (Jo 5.30, 45; 7.16-24; 8.15, 16, 26, 28; 12.28-50) Ele diz a nós, discípulos, que, se nós, como criaturas imperfeitas e pecaminosas, não queremos ser julgados e condenados, então não devemos presumir arbitrariamente de julgar e condenar nosso próximo (Mt 7.1-5; Lc 6.37; veja Rm 2.1-3). A pergunta de Tiago encontra paralelo na do apóstolo Paulo, em Romanos 14.4: “Quem és tu para julgares o servo doméstico de outro? Para o seu próprio amo está em pé ou cai.” O amo tem o direito de estabelecer leis para o seu próprio servo, para lhe impor deveres e restrições, para conservá-lo ou para despedi-lo. A qualquer que presumisse de assumir esta responsabilidade, o amo do servo diria de direito: ‘Quem é que pensa que é?’ (Veja Provérbios 30.10; 1 Coríntios 4.1-5.) Sendo assim, o apóstolo prossegue: “Mas, por que julgas tu o teu irmão? Ou, por que menosprezas também o teu irmão? Porque nós todos ficaremos postados diante da cadeira de juiz de Deus.” (Rm 14.10; veja também os versículos 11 a 13.) O reconhecimento da imparcialidade de Deus no julgamento e de nossas próprias fraquezas os ajudará a evitar sentimentos de auto-justiça e de superioridade para com o nosso próximo. (Veja Jó 31.13-15.)

 

SUBSÍDIO II

 “Tiago identifica dois problemas que se originam quando as pessoas reivindicam as prerrogativas de um julgamento que por direito pertence somente a Deus, o ‘único Legislador e Juiz’ (v.12). Ao condenarmos outros, estamos principalmente condenando a própria lei. Talvez Tiago acreditasse que esse era o caso porque quando condenamos as pessoas estamos condenando aqueles que foram ‘feitos à semelhança de Deus’ (3.9), e assim, implicitamente, estamos condenando o próprio Deus (cf. Rm 14.1-8).

Aqueles que julgam os semelhantes estão se posicionando como juízes acima da lei, ao invés de submeterem-se a ela (‘se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz’, Tg 4.11); isto é, inevitavelmente o padrão de comportamento que reproduz o desejo do juiz humano e não a vontade de Deus (veja 4.13-17). Ao invés de nos atermos às omissões dos semelhantes na obediência à lei de Deus, deveríamos nos concentrar em nossa submissão a Ele (4.7) e à sua lei.” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2ª Edição. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.1683).

 

III. A HUMILDADE E A COMPREENSÃO ENTRE IRMÃOS

1. Evite criticar. Tiago nos aconselha a não falar mal uns dos outros (v.11) e para que isso aconteça, precisamos ter uma atitude de humildade com os nossos irmãos, reconhecendo nossas próprias falibilidades. Ao nos lembrar de que somos pecadores e que necessitamos da graça de Deus, nos tornamos mais humildes e menos propensos a criticar e falar mal dos outros. A humildade nos leva a agir com compaixão e misericórdia, em vez de críticas. Não podemos jamais compactuar com os erros dos irmãos, mas precisamos orar para que haja arrependimento e crer no perdão e na misericórdia divina.

καταλαλέω (katalaléō), falar contra alguém, incriminar, difamar. Tiago já havia denunciado a guerra de classes (2.1-9). Os ricos recebiam toda a atenção e os pobres eram ignorados. Tiago também denunciou a guerra entre patrões e empregados (5.1-6), quando os ricos estavam retendo com fraude os salários dos ceifeiros. Tiago denuncia ainda a guerra dentro da igreja (1.19,20). Os crentes estavam ferindo uns aos outros com a língua e com um temperamento descontrolado. Finalmente, Tiago denuncia uma guerra pessoal (4.11,12). Os crentes estavam vivendo em constante clima de hostilidade. Os crentes estavam falando mal uns dos outros e julgando uns aos outros. Nós precisamos examinar primeiro a nossa própria vida e depois ajudar os outros (Mt 7.1-5). Náo somos chamados para ser juizes. Deus é o nosso juiz.

2. Ame. Quando você for criticar alguém, lembre-se da lei do amor de Deus (Mt 22.37-40) e diga algo bom. Jesus ensina em Mateus 7.3-5 que devemos primeiro remover a trave do nosso próprio olho antes de tentar remover o cisco do olho do nosso irmão. Obedecer ao mandamento de amar ao próximo implica falar e agir de maneira a edificar, e não a destruir. O amor ao próximo é um dos pilares do ensinamento cristão e o verdadeiro amor se manifesta em palavras e ações que promovem o bem-estar e o crescimento do outro. Falar mal dos outros evidencia falta de amor. Quando amamos o próximo como a nós mesmos, tratamos as falhas dos outros com a mesma compreensão e paciência com que gostaríamos de ser tratados.

Desejos egoístas são coisas perigosas. Eles levam a ações erradas (4.2). E eles levam a orações erradas (4.3). Tiago agora se move do relacionamento errado com outros irmãos para um relacionamento errado com Deus. Quando as nossas orações são erradas, toda a nossa vida está errada. Nossas orações não são respondidas quando há guerras entre os irmãos e paixões dentro do coração. Quando temos guerra com os irmãos, temos a comunhão interrompida com Deus. A oração seria a solução (4.2b), mas na prática, a oração não funciona (4.3a) porque ela está motivada pela mesma razão que provoca as contendas (4.3b).

3. Seja misericordioso. Uma atitude de compreensão e misericórdia reflete o caráter de Cristo em nós. Se quisermos ter bons relacionamentos, precisamos nos esforçar para entender as circunstâncias e lutas dos outros, oferecendo apoio e compaixão em vez de julgamento.

Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo.” (Tg 2.13). O que teria levado o apóstolo Tiago a fazer tal afirmação senão o fato de saber que nos encontramos, desde que Jesus morreu e ressuscitou, na dispensação da Graça, em que vigora uma nova aliança com Israel, na qual não apenas a nação de Israel é considerada o povo da aliança, como no período do Velho Testamento, mas todas as pessoas de todas as nações que estejam unidas a Cristo pela fé. Nesta é exigido que os aliançados sejam misericordiosos para com todos os pecadores, assim como Deus tem sido plenamente misericordioso para conosco. Ele determinou ser completamente longânimo e misericordioso nesta dispensação, inclusive para com os Seus inimigos que vivem deliberadamente na impiedade, e não apenas com aqueles que tivessem sido alcançados pela Graça, tendo sido justificados pela fé nEle no período da dispensação da Lei, e mesmo antes deste período, conforme foi o caso por exemplo de Enoque, Noé, Abraão, entre outros. Que a misericórdia triunfa sobre o juízo está sendo patentemente demonstrado pelo Senhor nesta dispensação da Graça; pois todos os que se arrependem de seus pecados e que simplesmente confiam em Cristo, são perdoados. Nunca antes de Jesus ter feito a expiação dos nossos pecados na cruz do Calvário, e ter instituído uma Nova Aliança com base no sangue do Seu sacrifico, houve na Terra uma tal disponibilidade de graça salvadora e misericordiosa para todas as nações. Assim que nem sequer um jota ou til serão eliminados da Lei até que tudo se cumpra, quando Cristo entregar o Reino ao Pai no qual não mais existirá o pecado, e por conseguinte a necessidade de uma Lei escrita, porque “não se promulga Lei para quem é justo, mas para transgressores e rebeldes, irreverentes e pecadores, ímpios e profanos, parricidas e matricidas, homicidas, impuros, sodomitas, raptores de homens, mentirosos, perjuros e para tudo quanto se opõe à sã doutrina,” (1Tm 1.9,10).

 

SUBSÍDIO III

Professor(a), explique que, como crentes, devemos evitar as críticas e amar a todos. Porém, “Cristo não negou a necessidade de exercitar o discernimento ou de fazer julgamentos de valores com relação ao pecado na vida dos outros. Certamente devemos fazer isto a fim de nós mesmos evitarmos o pecado.” (Adaptado de Bíblia de Estudo Pentecostal para Jovens. Rio de Janeiro: CPAD, p.1210).

📚 BIBLIOTECA DE CAPACITAÇÃO PASTORAL E OBREIROS

👇🏻👇🏻👇🏻👇🏻👇🏻👇🏻👇🏻👇🏻👇🏻

 

1-  ACONSELHAMENTO PASTORAL 14 livros 📚

2-  ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA 6 LIVROS 📚

3-  BATISMO 67 LIVROS 📚

4-  BIBLIOLOGIA 11 LIVROS 📚

5- CAPELANIA CRISTÃ 14 LIVROS 📚

6- CASAMENTO 40 LIVROS 📚

7- CRESCIMENTO ESPIRITUAL 12 LIVROS 📚

8- DIACONATO 7 LIVROS 📚

9- ÉTICA PASTORAL 26 LIVROS 📚

10- EVANGELISMO 14 LIVROS 📚

11- FIDELIDADE DÍZIMO 22 LIVROS 📚

12-  LIDERANÇA CRISTà 25 LIVROS 📚

13- MISSÕES 23  LIVROS 📚

14-  OBREIRO APROVADO 15 LIVROS 📚

15- Santa Ceia 16 LIVROS 📚

16-TEOLOGIA NIVEL MEDIA 12 LIVROS 📚

 

Tenha acesso por APENAS R$ 20,00!

🔑 Chave PIX: assis.shalom@gmail.com

🤝 Após o pagamento e recebimento do comprovante, será enviado via WhatsApp o link do material.

 

CONCLUSÃO

Esta lição nos oferece uma visão clara sobre o julgamento alheio, enfatizando que essa prerrogativa pertence exclusivamente a Deus. A tendência humana de julgar precipitadamente, sem pleno conhecimento e muitas vezes por orgulho, deve ser substituída por uma atitude de humildade e compreensão. Deus, sendo o único juiz justo e conhecedor de todas as coisas, chama-nos a deixar toda avaliação em suas mãos. Ao evitar a condenação e promover a misericórdia, refletimos a verdadeira autenticidade cristã e caminhamos mais próximos do coração de Deus. Que possamos praticar a graça e a compaixão, deixando o julgamento para aquEle que é verdadeiramente digno e capaz de exercê-lo.

O julgamento pode ser bom ou pode ser mau. Quando é para fazer a distinção entre o que está certo e o que está errado, é bom (1 Coríntios 11:13). Quando é para condenar uma pessoa sem dó, levando-a a tropeçar, é mau (Romanos 14:13). Jesus também disse que devemos olhar para nós mesmos antes de julgar os outros, porque podemos acabar nos condenando a nós próprios. Se você aponta o erro de outra pessoa, mas faz pior que ela, está sendo hipócrita e precisa se consertar (Mateus 7:1-5). O importante é lembrar que você não é dono da verdade absoluta. Só Deus sabe todas as coisas e devemos sempre ter muito cuidado antes de julgar.

- Todos temos direito a uma opinião e a expressá-la. Às vezes também é preciso repreender um irmão. Quando isso acontece:

 

Faça tudo em amor – quem ama não quer condenar seu irmão, mas ajudá-lo.

Analise tudo à luz da Bíblia (1 Tessalonicenses 5:21) – sua opinião é mesmo bíblica?

Cuidado com as aparências – procure se informar bem para fazer julgamentos justos (João 7:24).

Olhe para você mesmo antes de falar – você é um bom exemplo dos princípios que defende? Se não for, admita.

Seja sincero, mas compreensivo – tente compreender o outro lado da questão.

Seja tolerante – tolerar é suportar em amor quem age de maneira que você acha errada; não é concordar nem ficar calado sobre o assunto.

Evite a polêmica – a controvérsia muitas vezes leva à troca de palavras duras e divisões entre pessoas; se a conversa for nessa direção, abandone-a (1 Coríntios 11:16).

Tudo já valeu a pena, mas a maior recompensa ainda está por vir.

Que o mundo saiba que Jesus Cristo é o seu Senhor!

Dele seja a glória!

_______________

Francisco Barbosa (@Pbassis)

Non Nobis Domine, Non Nobis

• Graduado em Gestão Pública;

• Teologia pelo Seminário Martin Bucer (S.J.C./SP);

• Pós-graduado em Teologia Bíblica e Exegese do Novo Testamento, pela Faculdade Cidade Viva (J.P./PB);

• Professor de Escola Dominical desde 1994 (AD Cuiabá/MT, 1994-1998; AD Belém/PA, 1999-2001; AD Pelotas/RS, 2000-2004; AD São Caetano do Sul/SP, 2005-2009; AD Recife/PE (Abreu e Lima), 2010-2014; Ig Cristo no Brasil, Campina Grande/PB, 2015).

• Pastor da Igreja de Cristo no Brasil em Campina Grande/PB

Servo, barro nas mãos do Oleiro.

_______________

Esse artigo foi útil? Nosso trabalho te ajudou?

Considere fazer uma contribuição. Qualquer valor é importante! Oferte para Chave PIX;

assis.shalom@gmail.com

 

HORA DA REVISÃO

1. Segundo a lição, qual a origem dos conflitos, disputas e julgamento entre irmãos?

O orgulho e a cobiça.

2. O que frequentemente influencia o julgamento humano?

O julgamento humano é frequentemente influenciado pelo orgulho.

3. O que o orgulho nos faz sentir?

O orgulho é um sentimento negativo que nos faz sentir superiores aos outros.

4. Quem é o Único que conhece tudo?

Deus é o único que possui conhecimento perfeito (onisciência), de todas as situações e das intenções dos corações humanos, por essa razão somente Ele tem autoridade para julgar, salvar e destruir.

5. O que a humildade e a atitude de misericórdia revelam?

Revelam o caráter de Cristo em nós.