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11 de fevereiro de 2024

REVISTA ADULTOS - Lição 07: O Ministério da Igreja

 

TEXTO ÁUREO

E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores.” (Ef 4.11)

Entenda o Texto Áureo:

- E ele mesmo concedeu. Como evidenciado pelo cumprimento perfeito da vontade de seu Pai, Cristo possuía autoridade e soberania para conceder dons espirituais (vs. 7-8) àqueles que ele havia chamado para o serviço em sua igreja, Ele não só concedeu dons, mas também homens talentosos; apóstolos. Veja nota em Ef 2.20. Um termo usado particularmente para os 12 discípulos que tinham visto o Cristo ressurreto (At 1.22), incluindo Matias, o qual substituiu Judas. Mais tarde, Paulo foi separado, exclusivamente, como apóstolo dos gentios (Cl 16.15-17) e foi contado com os outros apóstolos, ele também, milagrosamente, encontrou Jesus no caminho para Damasco (At 9.1-9; Cl 1.15-17). Esses apóstolos foram escolhidos diretamente por Cristo, por isso serem chamados de "apóstolos de Cristo" (CI 1.1; 1Pe 1.1). Foram dadas a eles três responsabilidades:

            1) estabelecer o fundamento da igreja (2.20);

            2) receber, declarar e escrever a palavra de Deus (Ef 3.5; At 11.28; 21.10-11); e

            3) apresentar confirmações dessa Palavra por meio de sinais, maravilhas e milagres (2Co 12.12; cf. At 8.6-7; Hb 2.3-4).

O termo "apóstolo" (no original) é usado de um modo mais geral para os outros homens da Igreja primitiva, tais como Barnabé, (At 14.4), Silas, Timóteo (1Ts 2.6) dentre outros (Rm 16.7; Fp 2.25). Eles eram chamados de "apóstolos das igrejas" (2Co 8.23), em vez de "apóstolos de Jesus Cristo" como os 13. Eles não se autoperpetuavam nem eram substituídos quando um dos apóstolos morria; profetas. Não os cristãos comuns que tinham o dom da profecia, mas homens especialmente comissionados na Igreja primitiva. O ofício de profeta parece ter sido exclusivamente para o trabalho na congregação local. Eles não eram "aqueles enviados" como eram os apóstolos (veja At 13.1). Eles, algumas vezes, contaram a revelação prática e direta da parte de Deus para a igreja (At 11.21 -28) ou expuseram a revelação já dada (implícita em At 13.1). Não foram usados para o recebimento da Escritura. A mensagem deles tinha de ser julgada por outros profetas para ser validada (1Co 14.32) e tinha de estar em conformidade com os ensinos dos apóstolos (v. 37). pastores e mestres. Essa expressão é mais bem compreendida no contexto como um oficio único de liderança na igreja. A palavra grega traduzida por “e" pode significar "em particular" (veja 1Tm 5.17). O significado comum de pastor é "conduzir"; assim, as duas funções juntas definem o pastor-mestre. Ele é identificado como aquele que está sob o "grande Pastor" Jesus (Hb 13.20-21; 1Pe 2.25). Aquele que exerce esse ofício é também chamado de "presbítero” (Tt 1.5-9) e "bispo" (veja 1Tm 3.1-7). As passagens de At 20.28; 1Pe 5.1-2 trazem, no original, os três termos juntos.

 

VERDADE PRÁTICA

Os dons ministeriais foram dados com o objetivo de edificar a Igreja e promover a maturidade de seus membros.

Entenda a Verdade Prática:

- Deus se compraz em dar presentes. É da natureza divina a generosidade para com sua criação, e o mesmo pode ser dito no que concerne ao relacionamento de Deus para com sua Igreja. Nesse caso específico, a Bíblia nos apresenta a expressão “dom” como uma capacitação dada pelo próprio Deus para que seus servos possam atuar de forma adequada nas esferas da igreja local. O crescimento bíblico e piedoso da igreja resulta de cada membro do corpo usar por completo o seu dom espiritual, em submissão ao Espírito Santo e em colaboração com outros cristãos.

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Efésios 4.11-16

11. E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores,

- deu uns para apóstolos – Ele deu alguns para serem apóstolos. O “objetivo” aqui é mostrar que ele fez amplas provisões para a extensão e edificação de sua igreja. e outros para profetas – Ele designou alguns para serem profetas (Rm 12.7; 1Co 12.28; 14.1. evangelistas – veja At 21.8 ; compare 2 Timóteo 4.5. A palavra não ocorre em nenhum outro lugar no Novo Testamento. Qual era o cargo exato do evangelista na igreja primitiva, agora é impossível determinar. O evangelista “pode” ter sido aquele cujo negócio principal era “pregar” e que não estava particularmente engajado no “governo” da igreja. A palavra significa apropriadamente “um mensageiro de boas novas”; e Robinson (Lexicon) supõe que denota um ministro do evangelho que não estava localizado em nenhum lugar, mas que viajou como missionário para pregar o evangelho e fundar igrejas. A palavra é tão usada agora por muitos cristãos; mas não se pode provar que é tão usado no Novo Testamento. Uma explicação das palavras que aqui ocorrem podem ser encontradas em Neandro, na Igreja Primitiva, no Repositório Bíblico, vol. iv. pp. 258ff O ofício era distinto do “pastor”, do mestre e do “profeta” e era manifestamente um ofício no qual “pregar” era a coisa principal. pastores – literalmente, “pastores” –poimenas comparam Mateus 9.36; 25.32; 26.31; Marcos 6.34; 14.27; Lucas 2.8, 2.15, 18, 20; João 10.2, 11-12, 14, 16, onde é traduzido como “pastor e pastores”; também Hebreus 13.20; 1Pedro 2.25; em Mateus 26.31; Marcos 14.27; Hebreus 13.20; 1Pedro 2.25, é aplicado ao Senhor Jesus como o grande pastor do rebanho – a igreja. É prestado “pastores” apenas no lugar diante de nós. A palavra é dada aos ministros do evangelho com propriedade óbvia e com grande beleza. Devem exercer a mesma vigilância e cuidar do povo sob sua responsabilidade, como um pastor faz sobre o seu rebanho (Jo 21.15-16). O significado aqui é que Cristo exerceu um cuidado especial por sua igreja nomeando “pastores” que cuidariam dela como um pastor faz sobre seu rebanho. [Albert Barnes]

12. querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo,

- aperfeiçoamento. Diz respeito a restaurar algo à sua condição original, ou à sua forma adequada ou perfeita. Nesse contexto, refere-se a conduzir os cristãos do pecado para a obediência. A Escritura é a chave para esse processo (2Tm 3.16,17; Jo 15.3). santos. Todos os que creem em Jesus Cristo. Santos e fiéis são aqueles a quem Deus separou do pecado para Ele mesmo e tornou santos pela fé por eles professada em Jesus Cristo. desempenho do seu serviço. O serviço espiritual exigido de todos os cristãos, não apenas dos líderes da igreja (ICo 15.58). edificação do corpo de Cristo A edificação espiritual, a instrução e o desenvolvimento da igreja (At 20.32).

13. até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo,

- unidade da fé. A fé, aqui, diz respeito ao corpo da verdade revelada que constitui o ensinamento cristão, caracterizando, particularmente, todo o conteúdo do evangelho. A unidade e a harmonia entre os cristãos são possíveis somente quando construídas sobre o fundamento da sã doutrina. conhecimento do Filho de Deus. Não se refere ao conhecimento da salvação, mas ao profundo conhecimento de Cristo que o cristão vem a ter por meio da oração, do estudo fiel da sua Palavra e da obediência aos seus mandamentos (Fp 3.8-10,12; Cl 1.9-10; 2.2; 1Jo2.12-14). da plenitude de Cristo. Deus quer que cada cristão manifeste as qualidades de seu Filho, o qual é ele mesmo o padrão para a maturidade espiritual e perfeição (Rm 8.29; 2Co 3.18; Cl 1.28-29).

14. para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente.

- levados ao redor por todo vento de doutrina. Os cristãos espiritualmente imaturos, os quais não estão fundamentados no conhecimento de Cristo por meio da Palavra de Deus, são inclinados a aceitar, de modo não crítico, toda sorte de erros doutrinários enganosos e interpretações ardilosas da Escritura anunciadas pelos falsos e enganosos mestres na igreja. Eles devem apreender a ter discernimento (ITs 5.21-22). Veja 3.1; 4.20. O NT está repleto de advertências a respeito desse perigo (At 20.30-31; Rm 16.17-18; Cl 1.6-7; 1Tm 4.1-7; 2Tm 2.15-18: 2Pe 2.1-3).

15. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo,

- seguindo a verdade em amor. A evangelização é mais efetiva quando a verdade é proclamada em amor. Ela só pode ser realizada por um cristão maduro espiritualmente, o qual está perfeitamente aperfeiçoado na sã doutrina. Sem maturidade, a verdade pode ser fria e o amor não passará de um sentimentalismo. cresçamos... naquele. Os cristãos devem estar totalmente rendidos ao Senhor e obedientes à vontade dele, sujeitos ao seu poder controlador e ser semelhante a Cristo em todas as áreas da vida (Gl 2.20; Fp 1.21). a cabeça. Dada a figura da igreja como um corpo cuja cabeça é Cristo, "cabeça" é usada no sentido de líder com autoridade, e não "fonte", que exigiria uma figura anatômica diferente (Ef 1.22; 5.23).

16. do qual todo o corpo, bem-ajustado e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo ajusta operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.

- de quem. Refere-se ao Senhor. O poder para produzir cristãos maduros e aperfeiçoados não vem apenas pelos esforços desses cristãos, mas da cabeça deles, o Senhor Jesus Cristo (Cl 2.19). cooperação de cada parte. O crescimento bíblico e piedoso da igreja resulta de cada membro do corpo usar por completo o seu dom espiritual, em submissão ao Espírito Santo e em colaboração com outros cristãos (cf. Cl 2.19).

 

INTRODUÇÃO

Nesta lição, veremos o ministério em suas diferentes funções e ofícios, bem como as qualificações que, biblicamente, são exigidas para o seu exercício. Primeiramente, mostraremos que, de modo bíblico, todo cristão exerce um ministério sacerdotal que o habilita a ministrar diante de Deus. Nesse sentido, não há diferença entre o membro e a liderança. Todos são sacerdotes de Deus. Por outro lado, as Escrituras mostram claramente que Deus escolheu determinadas pessoas para funções e ofícios específicos. Esses ministros chamados por Deus têm a função de servir à Igreja de Cristo e trabalhar no aperfeiçoamento dos santos.

- “E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai, a ele, glória e poder para todo o sempre. Amém!” (Ap 1.6). Muitas pessoas dizem que desejam ter um ministério. E o que é, essencialmente, ministrar? É dar ordens, ter prerrogativas de privilégio, ou estar em uma plataforma falando às pessoas? Não. Ministrar é servir. Aquele que ministra o faz porque é servo de Deus em primeiro lugar, e servo de seus irmãos, pois assim foi comissionado por Deus. Nesta lição, trataremos da importância do ministério na Igreja e do ministério de todos os crentes diante de Deus e dos homens. Ao final, vamos concluir que o ministério da Igreja é um lugar para os servos de Deus, visando o aperfeiçoamento dos santos.

PALAVRA-CHAVE: Ministério

- Há três palavras gregas que designam o termo ministro: leitourgos, um funcionário público que prestava um serviço ao Estado; hūperetes, a pessoa que trabalhava em um navio de escravos, e diaconos, aqueles que serviam às mesas. Por essas informações, podemos perceber que o ministro é um servo, uma pessoa que, por força de suas atribuições, tem mais obrigações e deveres do que necessariamente privilégios. Cremos, com isso, que devemos cuidar bem daqueles que são chamados por Deus para servir aos seus irmãos e à Igreja, pois o serviço cristão é mútuo, uns servindo aos outros.

 

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I. O MINISTÉRIO SACERDOTAL DE TODO CRENTE

 

1. O Sacerdócio no Antigo Testamento. A prática do sacerdócio é bem antiga entre os hebreus. Ela saiu da esfera familiar para se tornar uma complexa prática cerimonialista. Dessa forma, a evolução do sacerdócio na Antiga Aliança é como segue:

(1) no princípio, quando surgiu a necessidade de se oferecer sacrifícios, os cabeças das famílias eram seus próprios sacerdotes (Gn 4.3; Jó 1.5);

(2) Assim, na era dos patriarcas, encontramos o chefe da família exercendo essa função (Gn 12.8);

(3) Israel, como nação, foi posta como sacerdote para outros povos (Êx 19.6);

(4) no Monte Sinai, o Senhor limitou a prática sacerdotal à família de Arão e à tribo de Levi (Êx 28.1; Nm 3-5-9).

- Israel foi idealizado por Deus para ser uma nação sacerdotal (Êx 19.6). Essa conexão tem duas vertentes:

1- Os Dez Mandamentos devem ser obedecidos e toda a ética do Sinai deve ser observada. Israel precisa ser uma nação santa buscando a pureza da sua fé e a santidade do seu viver de acordo com a lei. A santidade do povo como nação começa pela santidade do sacerdote. A influência do líder religioso na formação da religiosidade do povo é reconhecida pelo autor de Hebreus ao recomendar que os crentes orem pelos seus pastores (Hb 13.17).

2- Não haverá outra nação sacerdotal no mundo porque a única que recebeu as leis de Deus é Israel. Como nação sacerdotal Israel cumpre a função sacerdotal de receber os oráculos de Deus e proclamá-los a todos os povos, além da função de redenção e preservação de todas as nações. O que aconteceu na intercessão de Abraão por Sodoma e Gomorra nos dá um bom exemplo para entendermos o papel sacerdotal de Israel (Gn 18.32). Por causa da justiça de Israel, Deus poupará da ruína todas as nações. Assim como o sacerdote intercede pelo povo, Israel intercede pelas nações da terra. Sempre que Israel se desviava para a apostasia, tornando-se igual às outras nações, Deus levantava profetas para chamar o povo ao arrependimento. Entendamos que o propósito de Deus não era somente fazer de Israel o canal para a vinda do Messias, mas enquanto o aguardava também testemunhasse às nações da justiça de YHWH. Deus estabelece sacerdotes com funções bem definidas. Somente os indicados por Deus poderiam ser sacerdotes. No Sinai, Deus restringiu a função sacerdotal a Arão e seus descendentes (Êx 28.1) com qualificações (Êx.40.12-15; Dt 33.9) e funções (Dt 18.5; Jl 2.17; Ex 28.30; Dt 17.9; Ml 2.7; Hb 7.23-28). Era de extrema honra e importância a função do sacerdote no Antigo Testamento, porém, a igreja do Novo Testamento aboliu a figura do sacerdote humano devido ao aparecimento de Cristo, que estabeleceu o sacerdócio universal dos salvos (Jr 31.34; 1 Pe 2.5; Ap 5.10). As roupas dos sacerdotes eram ricas em ornamentos e imponentes, como convinha à dignidade do ofício sacerdotal. Cada peça das vestimentas tinha um significado particular. Deus ainda instruiu Moisés sobre detalhes importantes daquelas roupas. A beleza, o colorido e a pompa daquelas vestes deveriam corresponder à dignidade e à importância das funções sacerdotais. O povo deveria perceber a nobreza, a beleza e a importância das funções dos sacerdotes. Ele carregava sobre seus ombros o peso da responsabilidade pela liderança espiritual das 12 tribos de Israel e esse peso estava simbolizado nas duas pedras de berilo, onde estavam gravados os nomes das 12 tribos, que ele levava como platinas sobre o colete sacerdotal (Êx 28.12). Um peitoral quadrado de um palmo de lado seria uma bolsa contendo 12 pedras que representavam as 12 tribos que são 12 preciosas joias de YHWH que valorizam o reino de Israel. As vestes sacerdotais tinham que ser lavadas e o próprio sacerdote tinha que se banhar em água antes de vesti-las, simbolizando a santidade da sua alma no exercício da função sacerdotal.

2. Uma doutrina bíblica confirmada no Novo Testamento. O Novo Testamento apresenta o sacerdócio da Antiga Aliança como um tipo de Cristo (Hb 8.1) que operou o derradeiro sacrifício pelos pecados do povo. Assim, não mais uma família, tribo ou nação é detentora do sistema sacerdotal. Agora, é a Igreja que constitui o sacerdócio universal de todos os crentes (1 Pe 2.5; Ap 5.10; cf. Jr 31.34). Logo, se debaixo da Antiga Aliança o sacerdote era um ministro do culto, agora, sob a Nova Aliança, como sacerdotes, oferecemos o próprio corpo em sacrifício vivo (Rm 12.1,2); ministramos o louvor como fruto de nossos lábios (Hb 13.15); intercedemos pelos outros (1 Tm 2.1; Hb 10.19,20); proclamamos as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (1 Pe 2.9); e mantemos comunhão direta com Deus (2 Co 13.13).

- Hebreus 8.1 é a mensagem central do livro: o fato é que "temos" (posse atual) um Sumo Sacerdote superior, Jesus Cristo, que é o cumprimento de tudo o que foi prenunciado no Antigo Testamento.

- Por “o sacerdócio universal de todos os crentes”, entende-se que todo cristão tem um “serviço sacrificial”, um ofício por meio do qual ele expressa seu louvor e obediência a Deus. O cristão tem, além disso, um ministério de intercessão e o “poder de apontar e julgar o que é correto e incorreto na fé”. “A única autoridade que os pastores e mestres têm é a que deriva da Palavra de Deus e que, em consequência, todo cristão tem a capacidade de julgar segundo as Escrituras e de rejeitar todo ensino que contradiz o que as Escrituras ensinam” Martinho Lutero.

- “O sacerdócio de todos os cristãos é tanto uma responsabilidade quanto um privilégio, um serviço tanto quanto uma posição. Deus fez-nos um corpo, um “bolo” (imagem favorita de Lutero). Nossa unidade e igualdade em Cristo é demonstrada por nosso amor mútuo e nosso cuidado uns pelos outros. “O fato de que somos todos sacerdotes e reis significa que cada um de nós, cristãos, pode ir perante Deus e interceder pelo outro. Se eu notar que vocês não têm fé ou têm uma fé fraca, posso pedir a Deus que lhe dê uma fé sólida.” Tudo isso implica que ninguém pode ser um cristão sozinho. Assim como não podemos nascer de nós mesmos, ou batizar a nós mesmos, da mesma forma não podemos servir a Deus sozinhos. Aqui, abordamos outra grande definição da igreja apresentada por Lutero: communio sanctorum , uma comunidade de santos. Mas quem são os santos? Não são supercristãos que foram elevados à glória celeste, em cujos “méritos” podemos conseguir ajuda nos caminhos da vida. Todos os que crêem em Cristo são santos. Conforme Paul Althaus disse: “Lutero trouxe a comunidade dos santos do céu para a terra”.https://www.monergismo.com/textos/igreja/sacerdocio_lutero_timothy.htm.

3. Uma doutrina bíblica resgatada na Reforma Protestante. No catolicismo romano, o sacerdócio é limitado à figura dos padres. Não há a função sacerdotal para os membros da igreja. Nesse caso, o Papa é considerado o vigário de Cristo na Terra. Por isso, cabe destacar aqui que o resgate da doutrina bíblica do sacerdócio universal dos crentes, tal qual se encontra no Novo Testamento, foi uma obra da Reforma Luterana do século 16. Para o reformador alemão, “qualquer cristão verdadeiro participa dos benefícios de Cristo e da Igreja”. A Reforma pregou um retorno radical às Escrituras, como bem definiu seu slogan no Sola Scriptura (somente a Escritura). Nas páginas das Escrituras Sagradas, podemos ver a grandeza dessa preciosa doutrina.

- “maior contribuição de Lutero à eclesiologia protestante foi a sua doutrina do sacerdócio de todos os cristãos. Contudo, nenhum outro elemento de seu ensino é tão mal compreendido. Para alguns, isso significa apenas que não há mais sacerdotes na igreja; é a secularização do clero. Dessa premissa, alguns grupos, notadamente os quacres, defenderam a abolição do ministério como ordem distinta dentro da igreja. Mais comumente, as pessoas acreditam que o sacerdócio de todos os cristãos implica que cada cristão é seu próprio sacerdote, e, assim, possui o “direito do julgamento privado” em assuntos de fé e doutrina. Ambos os casos constituem perversões da intenção original de Lutero. A essência de sua doutrina pode ser expressa numa única frase: todo cristão é sacerdote de alguém, e somos todos sacerdotes uns dos outros. Lutero rompeu decisivamente com a divisão tradicional da igreja em duas classes, clero e laicato. Todo cristão é um sacerdote em virtude de seu batismo. Esse sacerdote deriva diretamente de Cristo: “Somos sacerdotes como ele é Sacerdote, filhos como ele é Filho, reis como ele é Rei”. Mais ainda, cada membro da Gemeine tem parte igual nesse sacerdócio. Isso significa que os ofícios sacerdotais são propriedade comum de todos os cristãos, não a prerrogativa especial de uma casta seleta de homens santos. Lutero enumerou sete direitos que pertencem a toda a igreja: pregar a Palavra de Deus, batizar, celebrar a Santa Comunhão, carregar “as chaves”, orar pelos outros, fazer sacrifícios, julgar a doutrina. Lutero baseou sua afirmação de que todos os cristãos são sacerdotes no mesmo grau em dois textos do Novo Testamento: “Vós [...] sois [...] sacerdócio real” (1 Pe 2.9), e “nos constituiu reino, sacerdotes” (Ap 1.6). [...] Como Lutero relacionava o sacerdócio de todos os cristãos ao ofício do ministério? Enquanto todos os cristãos têm parte igual nos tesouros da Igreja, incluindo-se os sacramentos, nem todos podem ser pastores, mestres ou conselheiros. Há um só “estado” (Stand), mas uma variedade de ofícios (Amte) e funções. Lutero considerava o ministério da Palavra o mais alto ofício da Igreja. O próprio título, “sevo da Palavra divina” (minister verbi divini), conota um papel essencialmente fundamental. Rigorosamente falando, Lutero ensinou que todo cristão é ministro e tem o direito de pregar. Esse direito pode ser livremente exercido se alguém estiver em meio a não-cristãos, entre os turcos ou encalhado numa ilha pagã. Entretanto, numa comunidade cristã, não se deve “chamar atenção sobre si mesmo”, assumindo tal ofício por conta própria. Antes, deve-se “deixar ser chamado e escolhido para pregar e ensinar no lugar de outros e sob o comando deles”. O chamado é feito pela congregação, e o ministro continua tendo de prestar contas a ela. Lutero chegou ao ponto de dizer: “O que lhe damos hoje podemos tirar dele amanhã”. O rito da ordenação não confere nenhum caráter indelével à pessoa ordenada. É meramente a forma pública pela qual alguém é comissionado mediante a oração, as Escrituras e a imposição de mãos, a fim de servir à congregação. Argumentando curiosamente a partir da lei natural, Lutero excluía mulheres, crianças e pessoas incompetentes do ministério oficial da igreja, embora numa época de emergência ele pudesse chamá-los a exercer tal ofício, em virtude de sua parcela no sacerdócio de todos os cristãos.https://www.monergismo.com/textos/igreja/sacerdocio_lutero_timothy.htm

 

II. A ESTRUTURA MINISTERIAL DO NOVO TESTAMENTO

1. O ministério quíntuplo. O texto de Efésios 4.11 diz que Deus pôs na Igreja apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. Essa relação é descrita comumente como “ministério quíntuplo” da Igreja.

a) Apóstolo. Alguém enviado em uma missão (Mt 10.2; Lc 22.14; At 13.2). Alguns requisitos podem ser destacados para alguém ser um apóstolo: Ter estado com 0 Senhor Jesus (At 1.21,22); ter sido uma testemunha da ressurreição de Jesus (At 1.22); ter visto o Senhor (At 9.1-5); ter operado sinais e maravilhas (2 Co 12.1-5). Assim, no Novo Testamento, o apostolado pode ser visto mais como uma função do que um ofício.

b) Profeta. O profeta era alguém inspirado e autorizado para falar em nome de Deus. Nesse aspecto, ele era um porta-voz de Deus. No Novo Testamento, o profeta exortava e consolava (At 15.32) e trazia revelação do futuro (At 11.27-29). Contudo, a Escritura distingue o ministério de profeta do dom da profecia. Assim, somente alguns eram chamados para ser profetas (Ef 4.11) enquanto todos poderiam exercer o dom da profecia (1 Co 14.5,31).

c) Evangelista. É alguém cujo ministério é centrado na salvação de almas (At 8.5; 21.8).

d) Pastores e mestres. O pastor possui a função de apascentar (Jo 21.16) enquanto o mestre, a de ensinar (Rm 12.7).

- Biblicamente, entende-se que todo serviço cristão que se desempenha de modo contínuo é um ministério. Desde a liderança até tarefas operacionais permanentes. Um trabalho eventual não pode ser assim considerado. O conceito do ministério quíntuplo vem de Efésios 4.11. Efésios 4.12-13 nos diz que o propósito do ministério quíntuplo é "o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo.” Portanto, visto que o corpo de Cristo definitivamente não tem sido construído para a unidade na fé e ainda não atingiu a medida total da plenitude de Cristo, assim se pensa, então os ofícios de apóstolo e profeta ainda devem estar em vigor.

Os ministérios de liderança apresentados no Novo Testamento são:

- Apóstolos;

- Profetas;

- Evangelistas;

- Pastores (bispos, presbíteros); e

- Mestres (Ef 4.11).

2. O serviço de diáconos e presbíteros. O Novo Testamento mostra como o diaconato foi instituído (At 6.1-7). O sentido do verbo grego diakoneo é “servir” e ocorre 37 vezes ao longo do Novo Testamento. Esse significado aparece em Atos 6.2. Da mesma forma, o substantivo grego diakonia, ocorre 34 vezes no texto neotestamentário. Ele também aparece com esse sentido de “servir” em Atos 6.1. À luz do contexto de Atos 6, observamos que o diaconato era um serviço dedicado mais à esfera social da igreja. Por outro lado, o presbyteros, traduzido como “presbíteros”, ocorre 66 vezes no texto grego do Novo Testamento.

Em Atos 14.23, o termo é usado para se referir aos anciãos que presidiam as igrejas. Esse mesmo sentido é usado por Lucas em Atos 20.17, quando Paulo se encontra com os presbíteros de Éfeso. Dessa forma, o presbítero era alguém que supervisionava, presidia ou ainda exercia alguma função pastoral.

- A função primária dos presbíteros é pregar a Palavra de Deus. Como os sete, os diáconos servem a congregação em todas as necessidades práticas que possam surgir. A única passagem que menciona as qualificações para os diáconos é 1Timóteo 3.8-13. Os líderes espirituais primários de uma congregação são os presbíteros, os quais são também chamados bispos ou pastores no Novo Testamento. Presbíteros ensinam ou pregam a Palavra e pastoreiam as almas daqueles que estão sob seus cuidados (Ef 4.11; 1Tm 3.2; 5.17; Tt 1.9; Hb 13.17). Os diáconos também possuem uma função crucial na vida e saúde da igreja local, mas a sua função é diferente daquela dos presbíteros. O papel bíblico dos diáconos é cuidar das necessidades físicas e logísticas da igreja, de modo que os presbíteros possam se concentrar no seu chamado primário. Leia mais aqui.

 

III. AS QUALIFICAÇÕES PARA O MINISTÉRIO

 

1. Qualificações de natureza moral. O apóstolo Paulo expõe as qualificações para o exercício ministerial nas suas cartas pastorais (1 Tm 3-1-15; Tt 1.5-9). Aqui listamos apenas algumas delas: Não apegado ao dinheiro, ou seja, não avarento (1 Tm 3.3); ser irrepreensível (1 Tm 3.2; Tt 1.6), ou seja, alguém que não possua nenhuma acusação válida (1 Tm 3.10), o que não significa ausência de pecado, mas uma vida pessoal ilibada, acima de qualquer acusação legítima e de algum escândalo público.

- Os presbíteros e diáconos devem, diariamente, trabalhar para o aperfeiçoamento do caráter. Vivemos em um contexto onde a liderança e a igreja estão sob suspeita. O mundo está observando suas ações. Quando ocorre deslize dos líderes e de suas respectivas igrejas, eles se tornam alvo de descrédito. Paulo escreveu a Timóteo: "Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja" (1Tm 3.1). Que obra excelente é esta?

(a) Pastorear o rebanho com o pastor, que também é presbítero (At 20.17-18; I Pe 5.1-3).

(b) Ensinar a Palavra (ITm 3.2; 5.17).

(c) Refutar os que contradizem a Verdade (Tt 1.9,11).

(d) Governar, presidir, liderar (ITm 3.4-5; 5.17).

(e) Orar com e pelos doentes (Tg 5.14).

Com base em Atos 6, os diáconos cuidam da beneficência da igreja, um trabalho tão importante e difícil, que o texto menciona a necessidade de serem os diáconos "homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria" (v.3). Estêvão, um daqueles primeiros 7 diáconos, era "homem cheio de fé e do Espírito Santo" (v.5). Alguns diáconos receberam também o dom da profecia e/ou do ensino, e o talento natural para discursar, de modo que, além da beneficência, exerciam também o ministério da Palavra. Foi o caso de Estêvão (At 6.8-7.53) e de Filipe (At 8.5ss).

2. Qualificações de natureza social. Ao longo das cartas pastorais, verificamos também a necessidade de qualificações de natureza social, tais como: o aspirante ao ministério não pode ser soberbo, isto é, arrogante e orgulhoso (Tt 1.7), uma pessoa de difícil convívio social, alguém que, devido a sua soberba, mantém-se obstinado em sua própria opinião, age com teimosia e arrogância; o aspirante também não pode ser irascível (Tt 1.7), truculento, violento, aquele que possui um temperamento mais colérico, uma pessoa que não pensa duas vezes antes de agir de forma descontrolada contra outro, desqualificando-o para ser ministro do Senhor.

- As similaridades entre as qualificações para diáconos e presbíteros/bispos em 1Timóteo 3 são notáveis. Assim como as qualificações para os presbíteros, um diácono não pode ser dado ao vinho (v. 3), avarento (v. 3), irrepreensível (v. 2; Tt 1.6), marido de uma só mulher (v. 2), e um hábil governante de seus filhos e de sua casa (vv. 4-5). Além disso, o foco das qualificações é o caráter moral da pessoa que há de preencher o ofício: um diácono deve ser maduro e acima de reprovação. A principal diferença entre um presbítero e um diácono é uma diferença de dons e chamado, não de caráter. “Paulo identifica nove qualificações para os diáconos em 1Timóteo 3.8-12:

1. Respeitáveis (v. 8): Esse termo normalmente se refere a algo que é honorável, digno, estimado, nobre, e está diretamente relacionado a “irrepreensível”, que é dado como uma qualificação para os presbíteros (1 Tm 3.2).

2. De uma só palavra (v. 8): Aqueles que têm a língua dobre dizem uma coisa a certas pessoas, mas depois dizem algo diferente a outras, ou dizem uma coisa, mas querem dizer outra. Eles têm duas faces e são insinceros. As suas palavras não podem ser confiadas, então eles carecem de credibilidade.

3. Não inclinados a muito vinho (v. 8): Um homem é desqualificado para o ofício de diácono se for viciado em vinho ou outra bebida forte. Tal pessoa carece de domínio próprio e é indisciplinada.

4. Não cobiçosos de sórdida ganância (v. 8): Se uma pessoa ama o dinheiro, não está qualificado para ser um diácono, especialmente porque os diáconos com freqüência lidam com questões financeiras da igreja.

5. Sólidos na fé e na vida (v. 9): Paulo também indica que um diácono deve “conservar o mistério da fé com a consciência limpa”. A expressão “o mistério da fé” é simplesmente um modo de Paulo falar do evangelho (cf. 1Tm 3.16). Conseqüentemente, essa afirmação se refere à necessidade de os diáconos manterem-se firmes no verdadeiro evangelho, e não oscilantes. Contudo, essa qualificação não envolve apenas as crenças de alguém, pois o diácono também deve manter essas crenças “com a consciência limpa”. Isto é, o comportamento de um diácono deve ser consistente com suas crenças.

6. Irrepreensíveis (v. 10): Paulo escreve que os diáconos devem ser “primeiramente experimentados; e, se se mostrarem irrepreensíveis, exerçam o diaconato” (v. 10). “Irrepreensíveis” é um termo genérico, que se refere ao caráter geral de uma pessoa. Embora Paulo não especifique que tipo de teste deve ser feito, no mínimo, deve-se examinar a vida pessoal, a reputação e as posições teológicas do candidato. Mais do que isso, a congregação não deveria examinar apenas a maturidade moral, espiritual e doutrinária do diácono em potencial, mas deveria também considerar o histórico de serviço da pessoa na igreja.

7. Esposa piedosa (v. 11): É discutível se o versículo 11 se refere à esposa do diácono ou a uma diaconisa. No que interessa a esta discussão, vamos assumir que o versículo esteja falando das qualificações da esposa de um diácono. De acordo com Paulo, as esposas dos diáconos devem ser “respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo” (v. 11). Como o seu marido, a esposa deve ser respeitável ou honorável. Em segundo lugar, ela não deve ser maldizente, uma pessoa que espalha fofocas. A esposa de um diácono deve também ser temperante ou sóbria. Isso é, ela deve ser apta a fazer bons julgamentos e não deve estar envolvidas em coisas que possam embaraçar tal julgamento. Por fim, ela deve ser “fiel em todas as coisas” (cf. 1Tm 5.10). Esse é um requerimento genérico que funciona semelhantemente ao requerimento para que os presbíteros e diáconos sejam “irrepreensíveis” (1Tm 3.2; Tt 1.6; 1Tm 3.10).

8. Marido de uma só mulher (v. 12): A melhor interpretação dessa passagem difícil consiste em entendê-la como a fidelidade do marido para com sua esposa. Ele deve ser “um homem de uma única mulher”. Isso é, não deve haver qualquer outra mulher em sua vida com a qual ele se relacione em intimidade, seja emocionalmente, seja fisicamente.

9. Governe bem seus filhos e a própria casa (v. 12): Um diácono deve ser o líder espiritual de sua esposa e filhos.

De modo geral, se uma qualificação moral é listada para presbíteros, mas não para diáconos, aquela qualificação ainda se aplica a estes. O mesmo ocorre para aquelas qualificações listadas para diáconos, mas não para presbíteros. Por exemplo, um diácono deve ser um homem de “uma só palavra” (v. 8). Paulo não afirma explicitamente o mesmo acerca dos presbíteros, mas não há dúvida de que tal se aplica a eles, uma vez que Paulo disse que os presbíteros devem ser “irrepreensíveis”, o que incluiria essa injunção.

Ainda assim, nós deveríamos observar as diferenças nas qualificações, uma vez que ou elas significam um traço peculiarmente adequado ao oficial para que cumpra seus deveres, ou são algo que era problemático no lugar para onde Paulo escreveu (no caso, Éfeso). Isso deve ficar mais claro à medida que passemos a considerar as responsabilidades de um diácono”. Leia mais em: https://ministeriofiel.com.br/artigos/as-qualificacoes-e-responsabilidades-biblicas-dos-diaconos/.

 

CONCLUSÃO

Nesta lição, vimos o ministério sob diferentes aspectos. Vimos que a doutrina do sacerdócio universal dos crentes é inteiramente bíblica. Todo crente tem o privilégio de apresentar a si mesmo e a outros diante de Deus, sem a necessidade de mediadores terrenos. Vimos também que Deus pôs na Igreja alguns para o exercício de determinadas funções específicas. Esses ministérios devem ser vistos como dons de Deus à Igreja.

- O princípio do sacerdócio universal dos crentes nos fala do grande privilégio que temos como filhos de Deus: cada cristão é um sacerdote, cada cristão tem livre e direto acesso à presença de Deus, tendo como único mediador o Senhor Jesus Cristo. Pela ideia do sacerdócio universal dos crentes queremos dizer que todos aqueles que já experimentaram a salvação são chamados a servir ao Senhor como sacerdotes, como mediadores da mensagem da salvação. Essa premissa, baseada em 1 Pedro 2.9 foi criada na Reforma Protestante, e é atribuída a Lutero, para contrapor a ideia de que apenas os sacerdotes da igreja romana eram detentores da salvação e da autoridade divina. Por ocasião da Reforma, Lutero ensinou que Deus chama a todos para que sejam sacerdotes do Deus Altíssimo. Essa definição não deve ser confundida com o ministério pastoral de nossas igrejas. Lutero nunca disse que não poderia haver pastores, ou que todas as pessoas seriam pastores na igreja, pois o ministério pastoral é para pessoas com vocação e formação para ministrar ao rebanho de Cristo. Deus chama pastores para que possam ser responsáveis pelo rebanho do Senhor, e eles são nossos sacerdotes. Isso não significa que todos os crentes são pastores! Nem todos possuímos a vocação ao ministério pastoral, de conduzir o rebanho do Senhor. Esse ministério é reservado a pessoas que Deus chama com essa finalidade específica. Entretanto, diante dos homens, somos sacerdotes, ou seja, representamos a Deus neste mundo que carece da salvação. Por isso, pregamos e oramos pelos que ainda não conhecem Jesus.

- Deus chamou cada um de nós para edificarmos a igreja dEle. Deus chamou a cada um de nós para falar das boas novas para os perdidos, para passar a outros aquilo que Ele tem nos ensinado, para cuidar uns dos outros, para plantar novas igrejas. Que nós possamos dizer SIM a Ele.

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Pb Francisco Barbosa

@Pbassis

 

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REVISANDO O CONTEÚDO

1. Como o Novo Testamento apresenta o sacerdócio da Antiga Aliança?

O Novo Testamento apresenta o sacerdócio da Antiga Aliança como um tipo de Cristo (Hb 8.1) que operou o derradeiro sacrifício pelos pecados do povo.

2. Qual movimento histórico fez o resgate da doutrina bíblica do sacerdócio universal de todos os crentes?

Foi uma obra da Reforma Luterana do século 16.

3. Cite os cinco ministérios de Efésios 4.11.

O texto de Efésios 4.11 diz que Deus pôs na Igreja apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres.

4. Segundo a lição, qual é a distinção entre o ministério de Profeta e o dom da profecia?

A Escritura distingue o ministério de profeta do dom da profecia. Assim, somente alguns eram chamados para ser profetas (Ef 4.11) enquanto todos poderiam exercer O dom da profecia (1 Co 14.5,31).

5. Quais as naturezas da qualificação ministerial?

 

São duas: qualificação de natureza moral e qualificação de natureza social.