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28 de janeiro de 2020

(ADULTOS) Lição 5: A UNIDADE DA RAÇA HUMANA

ANO 11 | Nr 1.366 | 2020
45.973 LEITORES MENSAIS
LIÇÕES BÍBLICAS CPAD ADULTOS - 1º Trimestre de 2020
Título: A Raça Humana: Origem, Doutrina e Redenção. Comentário: Claudionor de Andrade
PLANO DE AULA PREPARADO POR:

LIÇÃO 5
2 DE FEVEREIRO DE 2020
A UNIDADE DA RAÇA HUMANA

 TEXTO ÁUREO
“Não temos nós todos um mesmo Pai? Não nos criou um mesmo Deus? Por que seremos desleais uns para com os outros, profanando o concerto de nossos pais?” (Ml 2.10).



VERDADE PRÁTICA
Apesar das muitas línguas, povos e nações, toda a humanidade provém de um único casal: Adão e Eva; nesse sentido, somos todos irmãos.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Romanos 12.1-10

INTRODUÇÃO
||Na aula de hoje, estudaremos a unidade racial, linguística e divina do ser humano. Constataremos que, apesar da diversidade de línguas, povos e nações, toda a humanidade tem uma única origem. Fomos criados por Deus e provimos de um único casal — Adão e Eva. E, no princípio, conforme veremos, todos falávamos um único idioma. Nesse sentido, todos os seres humanos são irmãos. A unidade genética da humanidade traz uma implicação doutrinária muito importante. No primeiro Adão, todos pecamos e fomos destituídos da glória divina. Todavia, em Jesus Cristo, o homem perfeito e Último Adão, todos, sem exceção, podem ser salvos e reconciliados com Deus. Concentremo-nos, pois, nesta lição, e que o Espírito Santo nos ilumine a entender melhor as belezas e mistérios da Palavra de Deus||.[Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 1º Trimestre 2019. Lição 5, 2 Fevereiro, 2020]
- Esta lição apresenta a unidade da raça humana com sua diversidade étnica, mostrando a origem genética comum e um mesmo idioma dividido em Babel em diversos outros que, com seus desdobramentos, resultou na multidão de línguas faladas hoje, e em muitas outras que ficaram para trás. O pecado de Adão trouxe conseqüências desastrosas para o primeiro casal e para a Criação. Mas estas conseqüências não ficaram restritas ao Éden, toda a raça humana sofreu as conseqüências, já que esse casal é o tronco de toda a humanidade, o delito dos seus pecados foi imputado a seus descendentes – morte física e espiritual, natureza corrompida (Sl 51.5; 58,3-5; Rm 5.12, 15.19). A única exceção nessa herança foi o Senhor Jesus Cristo, nenhuma pessoa que tenha vivido ou que ainda irá nascer sobre a terra esteve/está/estará isenta de pecado. Por este motivo, Deus providenciou na eternidade passada, a cruz, para que por ela, a ordem inicial fosse restaurada! Vamos pensar maduramente a fé cristã?

I – A UNIDADE RACIAL DO SER HUMANO
||Neste tópico, veremos os seguintes assuntos: a origem divina do homem e a sua unidade racial e psicológica. Essa doutrina é suficiente, em si mesma, para destruir as bases ateias e anticristãs do evolucionismo.

1. A origem divina do ser humano. Embora o homem não seja divino, a sua origem é inconfundivelmente divina, pois a sua criação foi decretada e executada por Deus (Gn 1.26-30; 2.7). Portanto, o aparecimento do ser humano, no Universo, deve-se a um ato criativo do Todo-Poderoso, e não a um processo de evolução||.[Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 1º Trimestre 2019. Lição 5, 2 Fevereiro, 2020]
- Originariamente, o primeiro homem foi chamado simplesmente de "o homem" (ha-adam) Adão, derivado do hebraico adamak, “terra”, a substância da qual foi formado seu corpo físico, somente aparece em Gênesis 4.25, ou seja, depois da queda, que o nome Adão aparece sem o artigo definido. Ele veio à existência por um ato especial da criação, e não mediante algum processo evolutivo. Mateus traça a genealogia de Jesus até Adão (Lc 3.38), atestando assim, a historicidade do primeiro homem. Ha Adam foi formado do pó da terra, mas recebeu de Deus o fôlego de vida. Ele é um ser físico, mas também é um ser espiritual, racional e moral.

||2. A unidade racial do ser humano. Ao contrário do que narram as mitologias pagãs, a Bíblia Sagrada afirma que todos os homens, apesar de sua diversidade racial e linguística, provêm de um único tronco genético: Adão e Eva (At 17.26). Logo, existe apenas uma única raça humana (Ml 2.10). O racismo, por conseguinte, é uma distorção maligna do ensino bíblico quanto à unidade genética do ser humano||.[Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 1º Trimestre 2019. Lição 5, 2 Fevereiro, 2020]
- Gênesis mostra claramente que as gerações seguintes estiveram em relação genética com o primeiro casal (Gn 5). A raça humana constitui, uma unidade especifica e unidade genética ou genealógica: “de um só fez toda raça humana para habitar sobre a face da terra (At 17.26). Todos os seres humanos são iguais aos olhos de Deus, pois todos procedem de um homem, Adão. Esse ensino cristão foi como uma flechada no orgulho nacional dos gregos, que acreditavam que todos os não gregos eram bárbaros (Rm 1.14), e continua sendo uma flechada no orgulho científico atual, que advoga outras alternativas para as origens humanas.
A ciência apresenta diversos argumentos em favor da unidade da raça humana, como os seguintes:
a) O argumento da história: As tradições da raça dos homens apontam decisivamente para uma origem e uma linhagem comuns na Ásia Central. A história das migrações do homem tende a mostrar que houve uma distribuição partindo de um único centro” (pibcg)

||3. A unidade psicológica do ser humano. Conquanto diversos cultural e etnicamente, os seres humanos demonstram possuir uma unidade psicológica comum (1Rs 8.46; Ec 7.20; Rm 15.12). Enfim, todos os homens têm uma herança psicológica e emocional comum. As reações podem ser diversas, dependendo da educação e da cultura de cada povo, mas as bases psicológicas, repito, são comuns||.[Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 1º Trimestre 2019. Lição 5, 2 Fevereiro, 2020]
 c) O argumento da psicologia: A psicologia revela claramente o fato de que as almas dos homens, quaisquer que sejam as tribos ou nações a que pertençam, são essencialmente idênticas. Têm em comum os mesmos apetites, instintos e paixões animais, as mesmas tendências e capacidade, e, acima de tudo, as mesmas qualidades superiores, as características morais e mentais que pertencem exclusivamente ao homem.
d) O argumento das ciências naturais ou da fisiologia: É agora opinião comum dos especialistas em fisiologia comparada, que a raça humana constitui tão somente uma única espécie. As diferenças que existem entre as varias famílias da humanidade são consideradas simplesmente com o variedades dessa espécie única. A ciência não confirma positivamente que a raça humana descende de um único par, mas, demonstra que pode muito bem ter sido este o caso, e que provavelmente é.” (pibcg)


II - A UNIDADE LINGUÍSTICA ORIGINAL DA HUMANIDADE
||Veremos, agora, como o idioma falado pelos seres humanos, desde Adão até Noé, veio a perder-se e como podemos identificá-lo, hoje, nas línguas e dialetos falados no mundo.

1. A língua original da humanidade. A fala é um dos maiores dons que Deus comunicou pessoalmente a Adão, pois ambos conversavam diariamente (Gn 3.8). O primeiro homem dominava tão bem a arte do falar, que veio a recepcionar a sua esposa com um poema admirável (Gn 2.23). No capítulo três de Gênesis, Deus chamou Adão e Eva à responsabilidade através de um diálogo de altíssimo nível; nossos pais não ficaram na ignorância quanto às consequências da queda, pois estavam perfeitamente habilitados, em termos verbais, a compreender o Criador. A língua falada por Adão e seus descendentes imediatos, até Noé, não era o hebraico. Mesmo porque, o idioma falado pelos israelitas só viria a formar-se, em termos definitivos, bem mais tarde||.[Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 1º Trimestre 2019. Lição 5, 2 Fevereiro, 2020]
- Os estudos feitos em torno das línguas da humanidade indicam que elas tiveram origem comum. Por exemplo, as línguas indogermânicas encontram sua origem em uma língua primitivamente comum, da qual existem relíquias na língua sânscrita. Também há evidências que demons­tram que o antigo Egito é o elo de ligação entre as línguas indo-européias e as semíticas. (Leia esta excelente matéria sobre o assunto)
- Atualmente existem cerca de três mil línguas e, segundo especialistas, podem ter a mesma origem, há semelhanças incríveis entre elas que apontam para uma língua-mãe. (Leia este excelente artigo sobre o relato de babel).
- Hebraico ou hebreu (em hebraico עברית)O hebraico (עברית, ivrit) é uma língua semítica pertencente à família das línguas afro-asiáticas. Certamente a língua do Éden não era o hebraico, dado que, sua origem semítica data de aproximadamente do século XVIII a.C. (Leia mais sobre a história da língua hebraica aqui).

||2. A confusão linguística em Babel. Após o Dilúvio, os filhos de Noé concentraram-se em Sinear, e, ali, intentaram criar um Estado secular e ateu, para contrariar frontalmente os mandamentos divinos quanto ao povoamento da Terra (Gn 11.1-3). Como todos falavam uma única língua, lograram avançar em seus projetos, provocando uma enérgica intervenção divina (Gn 11.7). A fim de que os homens não prosseguissem nesse intento maligno, o Senhor confundiu-lhes a língua e dispersou-os por toda a terra. Essa é a origem das línguas e dialetos existentes hoje no mundo||.[Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 1º Trimestre 2019. Lição 5, 2 Fevereiro, 2020]
A Torre de Babel é descrita em Gênesis 11:1-9. Depois do dilúvio, Deus ordenou à humanidade: "Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra" (Gênesis 9:1). No entanto, a humanidade decidiu fazer exatamente o oposto: "Disseram: Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo tope chegue até aos céus e tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos espalhados por toda a terra" (Gênesis 11:4). Eles decidiram construir uma grande cidade para que todos se congregassem lá. Decidiram construir uma torre gigantesca como um símbolo do seu poder, para fazer um nome para si (Gênesis 11:4). Esta torre é lembrada como a Torre de Babel.” (gotquestions)
- A torre tinha objetivo de adoração apóstata, indicando que o ser humano se revoltara orgulhosamente contra Deus (Gn 11.8-9). Deus reafirmou aos seres humanos a ordem para serem fecundos, multiplicarem-se e encherem a terra (Gn 9.7). Enquanto se dispersavam, uma parte do povo pós-diluviano, sob a liderança do poderoso Ninrode (Gn 10.8-10), decidiu parar e edificar uma cidade como monumento ao seu orgulho e para se tornarem famosos. A torre, mesmo fazendo parte de um plano, não foi o único ato de rebelião. Foi o orgulho humano que levou essas pessoas a provocar Deus. Eles estavam se recusando a prosseguir caminho, ou seja, espalhar-se para encher a terra conforme tinham sido instruídos. Na verdade, essa foi a tentativa de Ninrode e do povo de desobedecer ao mandamento de Deus em Gn 9.1, e assim derrotar o conselho do céu. Não deve-se entender que o cimo da torre de fato chegaria até a habitação de Deus e não que o topo representaria os céus. Eles queriam que a alta torre fosse um monumento alusivo às suas habilidades, que enaltecesse a sua fama. No empreendimento, eles desobedeceram a Deus e tentaram roubar a glória que pertencia a Ele.

||3. Indícios da linguagem primitiva. Apesar dos muitos idiomas existentes atualmente no mundo, é possível constatar, através de um estudo histórico e comparativo, que todos eles provieram de um tronco linguístico comum. Mesmo entre os idiomas mais afastados entre si, como o português e o chinês, é possível encontrar um elo, às vezes, frágil, que os liga à torre de Babel||.[Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 1º Trimestre 2019. Lição 5, 2 Fevereiro, 2020]
- A bíblia deixa bem claro que, no início da humanidade, todos falavam uma língua em comum, mas devido à história da Torre de Babel,  as pessoas começaram a falar línguas distintas.
Quentin Atkinson, psicólogo e pesquisador de antropologia evolutiva da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, pegou emprestada uma metodologia usada por médicos para investigar a origem de epidemias. Baseada nas características do DNA de um vírus, como o da gripe, a filogenia determina de onde surgiu o micro-organismo e como se espalhou. “Mas, em vez de um vírus, comparamos idiomas, e, no lugar do DNA, fomos atrás de cognatos”, explica o cientista. Cognatos são palavras de diferentes idiomas com som e/ou grafia semelhantes e que significam a mesma coisa, independentemente da língua. Um exemplo é o vocábulo água. Em inglês, diz-se water; em alemão, wasser. No idioma morto hitita, que existiu até cerca de 1 mil a.C. na Anatólia, falava-se watar.” (em.com.br)

III - EM CRISTO, TODOS SOMOS UM
||A unidade humana não se dá apenas em termos raciais e linguísticos. Conforme veremos neste tópico, todos os seres humanos acham-se ligados em Adão quanto ao pecado e, também, quanto à redenção.

1. O pecado universal de Adão. Afirma o apóstolo Paulo que, através de um só homem, o pecado foi introduzido no mundo (Rm 5.12). E, conquanto o pecado de Adão fosse particular, suas consequências foram universais, porque ele é o pai e o representante de todos os seres humanos. Eis porque todos pecaram e foram destituídos da glória de Deus (Rm 3.23). Todos os seres humanos acham-se ligados, entre si, pela transgressão de Adão e Eva, nossos primeiros pais||.[Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 1º Trimestre 2019. Lição 5, 2 Fevereiro, 2020]
- Não um pecado em particular, mas a propensão inerente ao pecado entrou no âmbito humano; os seres humanos tornaram-se pecadores por natureza. Adão passou a todos os seus descendentes a herança da natureza pecaminosa que ele possuía por causa de sua primeira desobediência. Essa natureza está presente a partir do momento da concepção (Sl 51.5), tornando impossível para o homem viver de maneira a agradar a Deus. Quando Adão pecou toda humanidade pecou com ele (Rm 5.18; Hb 7.7-10). Uma vez que o seu pecado transformou sua natureza interior e trouxe morte espiritual, a natureza pecaminosa também passaria para a sua posteridade. Adão não estava, originalmente, sujeito à morte; porém, pelo seu pecado ela se tornou cruel certeza para ele e sua posteridade. A morte tem três manifestações distintas:
1) morte espiritual ou separação de Deus (Ef 2.1-2; 4.18);
2) morte física (Hb 9.27; e
3) morte eterna (também chamada de segunda morte), a qual inclui não apenas . separação eterna de Deus, mas o tormento eterno no lago de fogo (Ap 20.11-15). Pelo fato de que toda a humanidade existia nos lombos de Adão e, pela procriação, ter herdado a sua decadência e depravação, pode-se dizer que todos pecaram nele. Portanto, os seres humanos não são pecadores porque pecam, mas pecam porque são pecadores.

||2. As consequências universais do pecado de Adão. A consequência imediata do pecado de Adão foi a sua morte espiritual; a quebra de sua perfeita comunhão com Deus (Gn 3.23,24). Além da morte espiritual, o homem experimentaria também a morte física. Haja vista o caso do próprio Adão. Não obstante ter vivido até aos 930 anos, veio a experimentar a morte (Gn 5.5). A morte, portanto, é uma experiência comum a todos os homens, porque todos os homens, em Adão, pecaram e foram expostos à fraqueza e à morte (Rm 3.23)||.[Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 1º Trimestre 2019. Lição 5, 2 Fevereiro, 2020]
- Deus havia dito a Adão que, se comesse da árvore da qual não devia comer, certamente morreria (Gn 2.17). Isso significava morte espiritual imediata e morte física posterior. O pecado trouxe ao primeiro casal queda da sua retidão original e da comunhão com Deus, tendo a sua imagem desfigurada, tornaram-se mortos em pecado (escravos do pecado) e inteiramente corrompidos em todas as suas faculdades e partes do corpo e da alma. Assim, por consequência, todos somos por natureza pecadores e inclinados à prática do mal - natureza pecaminosa do homem (Gn 3.12, Sl 51.5, Sl 53.1-3, Rm 7.14-25, Ef 2.1-3). O pecado é universal (Is 53.6, 1Jo 1.10, Rm 3.10-12,23; 5.19, 8.22). Ao pecar, o homem rejeita a vontade de Deus em favor de sua própria vontade. Todo o pecado é cometido contra Deus (Sl 51.4, Mt 6.15, Rm 8.7), e atinge também o próximo (Mt 6.14, 18.21-35, 1Co 8.12). O pecado pode ser deliberado (consciente, voluntário) ou por ignorância (Ef 4.18), de fraqueza ou presunção, de parcial ou inteira oposição à vontade de Deus (2Co 4.4, Rm 2.12).

||3. Em Jesus Cristo, o segundo Adão, todos podemos ser salvos. As consequências do pecado de Adão foram desfeitas por Jesus Cristo, que, na Epístola de Paulo aos Romanos, é identificado como o Último Adão (1Co 15.45; Rm 5.15). Através de sua morte, Ele venceu a morte, resgatando-nos completamente do pecado (Ef 2.15). Hoje, por conseguinte, o nosso elo, com todas as famílias de Adão, não se dá apenas em termos genéticos ou linguísticos, mas de igual modo pela morte e ressurreição de Jesus Cristo. NEle, os que receberam a fé constituem uma única família — a família dos santos (1Co 12.13).||.[Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 1º Trimestre 2019. Lição 5, 2 Fevereiro, 2020]
- Paulo estabelece o contraste entre o primeiro e o último Adão (Rm 5.12-21; 1Co 15.22-45), vinculando a origem do pecado ao primeiro Adão, e da redenção, ao último Adão. O último Adão é um a pessoa histórica indiscutível, ficando implícito que isso se dá também com o primeiro.
- Em Romanos, Paulo depois de apresentar a justiça que vem de Deus (Rm 1.17), um tema que ele desenvolve em detalhes (Rm 3.21— 5.21), passa a apresentar a esmagadora evidência da pecaminosidade do ser humano, revelando o quão desesperadamente ele precisa dessa justiça que somente Deus pode fornecer. Ele apresenta a acusação de Deus contra o descrente e imoral pagão (Rm 1.18-32; os gentios), a pessoa exteriormente religiosa e moral (Rm 2.1-3.8; os judeus) e conclui mostrando que todas as pessoas merecem o castigo de Deus (Rm 3.9-20).
- "Porque nem mesmo compreendo o meu próprio mo­do de agir, pois não faço o que prefiro, e, sim, o que detesto... Porque eu sei que em mim, isto é, na mi­nha carne, não habita bem nenhum: pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço" (Rm 7.14-19).


CONCLUSÃO
||Nesta lição, aprendemos que todos os povos da terra, apesar de sua diversidade étnica, cultural e linguística, formam uma única família, porquanto todos viemos de Adão e Eva. Por esse motivo, o verdadeiro cristão não aceita ideologias racistas. Afinal, como vimos, existe apenas uma raça. Nesse sentido, repito, todos os homens são irmãos. Em Jesus Cristo, nossa comunhão uns com os outros torna-se ainda mais forte. Na Igreja, todos somos um, formando um só corpo. Aleluia!|| [Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 1º Trimestre 2019. Lição 5, 2 Fevereiro, 2020]
- A igreja, o corpo espiritual de Cristo, é formada quando os cristãos são cheios do Espírito Santo por Cristo. É Cristo quem batiza e coloca dentro de cada cristão o Espírito em unidade com todos os outros cristãos, independente de época, cultura ou raça, todos os homens têm a oportunidade de pertencer à universal assembléia e igreja dos primogênitos inscritos nos céus (Hb 12.23), do mesmo modo, todos os cristãos são recebidos no corpo de Cristo por meio do Espírito Santo. O objetivo de Paulo é ressaltar a unidade dos cristãos. Todos os cristãos foram inseridos no Corpo de Cristo. Na salvação, todos os cristãos não somente se tornam membros plenos do corpo de Cristo, a igreja, como também o Espírito Santo passa a habitar em cada um deles (Rm 8.9; 6.19 ; Cl 2.10; 2Pe 1.3-4).
- Separado de Deus, o homem depende da Sua graça para ser salvo (Rm 3.20,23, Gl 3.10-11, Ef 2.8-9, Rm 5.21). Precisamos confessar nossos pecados e pedir perdão a Deus (1Jo 1.9, 2Co 5.21). Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus (Jo 1.29), que veio para esmagar a cabeça da serpente e derrotar o poder de Satanás. Jesus veio buscar o homem perdido (Lc 19.10, Mt 11.28-30), veio aliviar o sofrimento humano. O homem ao aceitar a salvação de Jesus, recebe o perdão de Deus, sendo purificado de toda injustiça. Ocorre então o novo nascimento em Jesus Cristo, com consequente vida abundante na presença de Deus (1Jo 1.9, Rm 6.23, 5.17, 2 Co 5.17, Jo 6.47; 10.10; 1Co 15.54). A redenção de Deus nos dá nova natureza (regeneração) e nova capacidade de servir a Cristo.
Pb Francisco Barbosa