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30 de maio de 2019

(JOVENS) Lição 9: SEJA SANTO, FUJA DO PECADO


REVISTA JOVENS 2° TRIMESTRE 2019
Título: Cobiça e orgulho — Combatendo o desejo da carne, o desejo dos olhos e a soberba da vida
Comentarista: Natalino das Neves

- L I Ç Ã O   9 -
2 de JUNHO de 2019

SEJA SANTO, FUJA DO PECADO

TEXTO DO DIA
“Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição” (1Ts 4.3). - Tudo na Palavra de Deus contém a sua vontade — tanto as afirmações como as proibições. Especificamente, a vontade de Deus inclui a salvação (1Tm 2.4), o autossacrifício (Rm 12.1-2), o enchimento do Espírito (Ff 5.18), a submissão (1Pe 2.13-15), o sofrimento (lPe 3.17), a satisfação (5.18), a perseverança (Hb 10.36), e aqui, em particular, a santificação, a qual refere-se, no sentido literal, à condição de estar separado do pecado para a santidade. Nesse contexto, quer dizer especialmente estar separado da impureza sexual, manter-se afastado da imoralidade ao seguir as instruções dos versículos 4-8.


SÍNTESE
Deus deseja que o seu povo se abstenha de toda e qualquer forma de impureza.

TEXTO BÍBLICO
Levítico 18.6-18; 1 Tessalonicenses 4.3-5.
6 Nenhum homem se chegará a qualquer parenta da sua carne para descobrir a sua nudez. Eu sou o SENHOR.
7 Não descobrirás a nudez de teu pai e de tua mãe; ela é tua mãe; não descobrirás a sua nudez.
8 Não descobrirás a nudez da mulher de teu pai.
9 A nudez de tua irmã, filha de teu pai ou filha de tua mãe, nascida em casa ou fora da casa, a sua nudez não descobrirás.
10 A nudez da filha do teu filho ou da filha da tua filha, a sua nudez não descobrirás, porque é tua nudez.
11 A nudez da filha da mulher de teu pai, gerada de teu pai (ela é tua irmã), a sua nudez não descobrirás.
12 A nudez da irmã de teu pai não descobrirás; ela é parenta de teu pai.
13 A nudez da irmã de tua mãe não descobrirás, pois ela é parenta de tua mãe.
14 A nudez do irmão de teu pai não descobrirás; não te chegarás à sua mulher; ela é tua tia.
15 A nudez de tua nora não descobrirás; ela é mulher de teu filho; não descobrirás a sua nudez.
16 A nudez da mulher de teu irmão não descobrirás; é a nudez de teu irmão.
17 A nudez de uma mulher e de sua filha não descobrirás; não tomarás a filha de seu filho, nem a filha de sua filha, para descobrir a sua nudez; parentas são: maldade é.
18 E não tomarás uma mulher com sua irmã, para afligi-la, descobrindo a sua nudez com ela na sua vida.
1 Tessalonicenses 4
3 Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição,
4 que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra,
5 não na paixão de concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus..

COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO
Na lição desse domingo, estudaremos o texto bíblico do livro de Levítico, conhecido como Código da Santidade. Ele foi entregue por Moisés e prescrito pelo Senhor a fim de orientar o relacionamento sexual e o comportamento moral das famílias hebreias. Neste texto, são abordadas algumas práticas errôneas e condenadas pelo Senhor. Contudo, algumas delas se repetem nas famílias da sociedade atual. Também veremos a orientação do apóstolo Paulo a respeito da santidade no casamento, na vida familiar. Veremos que Deus é santo e continua a exigir santidade dos seus filhos.[Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 9, 2 Junho, 2019]
- O capítulo 18 de Levítico trata dos casamentos ilícitos para o arraial israelita. Foram dadas leis sobre práticas sexuais, que eliminariam a prática de abominações que eram praticadas pelos pagãos na Terra Prometida (Lv 18.27; Lv 20.10-21; Dt 22.13-30). Essas leis específicas assumem a proibição geral do adultério (Êx 20.14) e do incesto de um pai com a filha. Elas não invalidam necessariamente o caso especial do casamento levirato (Dt 25.5). As penalidades para esses comportamentos proibidos são detalhadas no capítulo 20.10-21. Deus proibiu imitar as práticas e os costumes sexuais dos egípcios e dos cananeus. Práticas essas que não ficaram restritas à antiguidade, mas que permanecem, mesmo que veladas, na sociedade atual. A proibição de contaminar-se com tais práticas. – That said, let's think maturely the Christian faith!

I. UM MODO DE VIDA SANTIFICADO
1. Uma visão panorâmica de Levítico. O livro de Levítico foi escrito por Moisés e apresenta dois temas importantes e que se sobressaem: A expiação, procedimentos sacrificiais que dizem respeito à remoção do pecado e restauração da comunhão com Deus e a santidade. De acordo com a Bíblia de Estudo Pentecostal, esse livro foi escrito para “instruir os israelitas acerca do acesso a Deus por meio do sangue expiador e para mostrar o padrão divino, da vida santa, que deve ter o povo escolhido de Deus”. Para o nosso estudo, vamos focar na santidade. O texto bíblico da lição demonstra o cuidado de Deus para com a vida moral e familiar do seu povo. O Senhor estabeleceu uma aliança com os hebreus e essa aliança exigia santidade e compromisso a fim de que os outros povos pudessem ter o conhecimento do Senhor. Por isso, encontramos no Pentateuco várias exortações para que os israelitas não se misturassem com os demais povos, em especial, com suas práticas. Deus não mudou e Ele continua a exigir do seu povo uma vida de santidade, separação do mundo e das suas práticas.” [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 9, 2 Junho, 2019]
- Desde a criação, Deus quis um povo santo. Ele desejou uma comunhão especial com os homens que fossem capazes de andar com ele e falar com ele numa união especial. Mas a própria natureza de Deus estabelece limites para tal associação. Seu caráter santo não pode permitir ser contaminado pelo pecado e pela corrupção. Os homens só podem estar na sua presença se forem puros. Não é à toa que o título original hebraico desse terceiro livro da lei provém da primeira palavra, traduzida por "E chamou". O título "Levítico" vem da versão grega (Septuaginta) do Antigo Testamento para o latim, chamada Vulgata, Leuitikon, que significa "assuntos dos levitas" (Lv 25.32-33); Conquanto o livro aborde as responsabilidades dos levitas, o que é muito mais significativo é que todos os sacerdotes são instruídos sobre como devem ajudar o povo quanto ao culto, e o povo é instruído sobre como viver uma vida santa. Em Levítico, Deus está ensinando a realidade de viver como ele determina em todos os aspectos. Os israelitas são ensinados a obedecer a Deus em todas as áreas da vida aparentemente mundanas, a fim de aprender quão crucial a obediência é. Sacrifícios, rituais, dieta e até mesmo vestimenta e cozinha são cuidadosamente ordenados por Deus para ensinar que Israel deve viver diferentemente de todos os outros. Isso devia ser uma ilustração externa de separarem-se do pecado em seus corações. Pelo fato do Senhor ser o seu Deus, eles devem ser radicalmente distintos. A razão pela qual Deus requeria separação e santidade é expressa no capítulo 11.44, onde pela primeira vez é feita a afirmação: "Eu sou o Senhor, vosso Deus". Depois desse versículo, a frase é mencionada cerca de 50 vezes mais no livro, ao lado da igualmente importante constatação: "eu sou santo". Pelo fato de Deus ser santo e ser o Deus deles, o povo deve ser santo em comportamento cerimonial externo como uma expressão externa da necessidade maior, isto é, de ter o coração santo. A ligação com a santidade cerimonial se traduz em santidade pessoal. A única motivação dada para todas essas leis é aprender a ser santo porque Deus é santo. O tema da santidade é central em Levítico (veja 10.3; 19.2; 20.7,26; 21.6-8).

“2. É proibido o relacionamento sexual entre familiares (vv.6-18). Os israelitas tinham um estilo de vida nômade, cada tribo formava um clã, unidades sociais conhecidas como a “casa paterna”, que incluía entre três a cinco gerações e dezenas de pessoas com laços consanguíneos convivendo juntas. Muitos parentes moravam juntos em um mesmo espaço. Por isso, esse estilo de vida precisava de regras, limites para se evitar comportamentos maléficos, pecaminosos, inclusive na área sexual. O texto de Levítico 18.6-18 lista uma série de proibições dadas ao chefe, cabeça do grupo familiar. O líder do clã tinha a responsabilidade de fazer cumprir as advertências divinas e quando não, tomar as devidas providências. Levítico 18.6-18, aliado a outros textos, como por exemplo, Levítico 20.10-21 e Deuteronômio 23.1-25, fornecem uma lista de proibições em relação às práticas sexuais ilícitas, como por exemplo, o ato sexual com alguém do mesmo sexo. Tais práticas eram abominação ao Senhor, e o povo de Deus não poderia jamais aceitar os padrões e as práticas dos povos vizinhos.” [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 9, 2 Junho, 2019]
- O livro de Levítico foi entregue a Israel para que este, separando-se de entre todos os povos da Terra, viesse a adorar, a servir e a santificar-se a Deus. A santidade, por conseguinte, tanto naquele tempo quanto hoje, continua a ser a marca distintiva dos filhos de Deus. Nesta lição, veremos que Israel, através das leis e ordenanças levíticas, tinha a obrigação de apresentar-se a Deus e ao mundo como a nação santa, zelosa e servidora por excelência. Que aprendamos, com os israelitas, a adorar e a servir ao Senhor na beleza de sua santidade. Eu sou o Senhor, vosso Deus. Essa frase, usada mais de 50 vezes, afirma a peculiaridade do único e verdadeiro Deus vivo, que chama seu povo a ser santo como ele é santo, bem como a rejeitar todos os outros deuses. “No tempo da peregrinação de Israel pelo deserto sua estrutura se definiu. Uma tribo era formada por vários clãs, os quais por sua vez eram grupos de famílias unidas por laços consanguíneos (Josué 7.14-18). Nesta estrutura social Israel via a cada individuo como membro de uma família. Cada família por sua vez estava unida a outras famílias que formavam um clã. O clã, por sua vez, estava unido em grupos mais extensos, formando as tribos, de tal forma que todas a nação de Israel era, efetivamente, uma grande família de famílias.” (ULTIMATO)

3. A proibição de relações sexuais de origem ritual (vv.19-24). Na antiguidade existia uma relação muito forte entre a prática sexual e os rituais religiosos, em especial nos ritos de fertilidade, visando a bênção sobre as estações, as colheitas e os rebanhos. Nos rituais de fertilidade, os cananeus sacrificavam criancinhas ao deus chamado Moloque (Lv 20.2-5). Tais práticas eram abomináveis ao Senhor. Outra prática religiosa detestável para Deus era a homossexualidade, e quem praticasse qualquer tipo de união abominável seria extirpado do povo (Lv 18.29). Em o Novo Testamento a homossexualidade também é condenada (Rm 1.27-32). É importante ressaltar que a reprovação bíblica é para a prática, o que não significa a rejeição das pessoas que as praticam. Deus sempre deixa o caminho aberto para todos que se arrependem dos seus pecados e desejam se aproximar dEle para santificar sua vida. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 9, 2 Junho, 2019]
- Deus sempre teve um forte compromisso com a família, pois Ele próprio instituiu-a no Éden (Gn 2.24,25). A fim de preservar a integridade familiar, o Senhor proíbe terminantemente a infidelidade conjugal e o adultério (Lv 20.10). Seu objetivo era tornar a família israelita um exemplo para os gentios, conforme descreve-a o Salmista (Sl 128). Hoje, a nossa responsabilidade não é menor. Temos de observar o sétimo mandamento: “Não adulterarás”, e manter o leito conjugal sem mácula (Êx 20.14; Mt 5.28; Hb 13.4). O Deus que inspirou o Levítico não mudou. Todas as perversões sexuais discutidas no capítulo 18 de Levítico eram punidas com a morte, indicando o seu caráter odioso para Deus. Moloque, o deus amonita do povo vizinho de Israel, exigia sacrifício humano (especialmente crianças). Esse falso deus semítico era adorado com o sacrifício de crianças (Lv 20.2-5; 1Rs 11.7; 2Rs 23.10). Pelo fato de esse capítulo tratar de desvios sexuais, possivelmente há alguma perversão sexual não mencionada ligada com ritual pagão. Se os judeus reverenciassem deuses falsos, isso daria razão para que estrangeiros blasfemassem o Deus verdadeiro. “É importante ressaltar que a reprovação bíblica é para a prática, o que não significa a rejeição das pessoas que as praticam”, a este comentário, gostaria de instigar o pensamento maduro sobre o fato de que Deus ‘odeia o pecado e ama o pecador’ X ‘Deus odeia o pecado e o pecador’: É claro que Deus ama a justiça e odeia a impiedade. Portanto, Deus odeia o pecado! (Hb 1.8,0; Pv 6.16-19). Mas, e a pessoa do pecador? Isso é importante e necessita definirmos muito bem o caráter de Deus, compreendendo Seu amor e Sua justiça. A fim de instigar sua meditação, permita-me responder a pergunta: “Deus ama o pecador?”. Salmos 5.3-7: “De manhã ouves, SENHOR, o meu clamor; de manhã te apresento a minha oração e aguardo com esperança. Tu não és um Deus que tenha prazer na injustiça; contigo o mal não pode habitar. Os arrogantes não são aceitos na tua presença; odeias todos os que praticam o mal. Destróis os mentirosos; os assassinos e os traiçoeiros o SENHOR detesta. Eu, porém, pelo teu grande amor, entrarei em tua casa; com temor me inclinarei para o teu santo templo”. O salmista diz que Deus “odeia todos os que praticam o mal” e que ele detesta “os assassinos e os traiçoeiros”. Aqui Deus odeia o próprio pecador, não só seus pecados. Repare no contraste: Deus odeia o praticante do mal, mas ama o salmista com “grande amor”. Veja outros textos: Salmos 11.4-7; Romanos 9.10-16.

II. FOMOS CHAMADOS PARA SERMOS SANTOS
1. Diga não ao adultério (Lv 18.20). O adultério é condenado tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. A palavra “adultério” vem do latim adulterium e significa literalmente “dormir em cama alheia”. Pode ser definido como o relacionamento sexual entre uma pessoa casada com outra que não seja seu cônjuge. Na atualidade, alguns podem até achar tal prática “normal”, mas a Palavra de Deus nos diz: “Não adulterarás” (Êx 20.14; Dt 5.18). A advertência bíblica contra o adultério vai além do relacionamento extraconjugal, pois trata de uma proibição de toda a forma de prostituição, toda concupiscência, pensamentos impuros e lascivos (Mt 5.27,28). Tal ato, além de ofender a Deus e transgredir seus Mandamentos, é uma ofensa para toda a família e traz prejuízos, danos morais e espirituais para todos. A pena para esse delito era bem severa: a morte (Lv 20.10; Dt 22.22), pois, o objetivo de tal advertência e punição era resguardar a vida familiar. Antes de decidir se casar com alguém, ore, jejue, busque a direção do Senhor, pois Ele espera de todos os seus filhos, que desejam se unir em casamento, uma vida de fidelidade e santidade.” [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 9, 2 Junho, 2019]
- As coisas visíveis eram sombras das espirituais, assim, o adultério era encarado como traição à Deus; por isso mesmo a punição era tão severa, pois também possuía o caráter instrutivo de que trair o Senhor era optar pela morte eterna. O adultério era punido com a morte dos dois envolvidos. Se as pessoas adúlteras eram um homem e uma mulher comprometida a casar-se com outro homem, esse ato consensual levava à morte do homem e da mulher em questão (Dt 22.23-24). Todavia, se o homem forçasse (ou seja, estuprasse) a mulher, então somente a vida do homem eia requerida (Dt 22. 25-27). Se a mulher fosse uma virgem não comprometida em casamento, então ô homem tinha que pagar uma multa, casar-se com ela e aceitá-la como sua esposa enquanto ele vivesse (Dt 22.28-29). E isso não mudou, a santificação é um processo que exige disciplina, esforço e um profundo amor a Deus (1Co 9.27). Nesse processo, lento e doloroso, todo o nosso ser tem de estar envolvido (Fp 3.12-15; 1Ts 5.23). O santificar-se não é uma opção na vida do salvo; é uma ordenança divina (Lv 20.7; Js 3.5). A nossa santificação é da vontade de Deus (1Ts 4.3). Sem ela, como veremos o Senhor? (Hb 12.14).

“2. Diga não à prostituição. Dois termos são utilizados para definir as relações sexuais ilícitas, o substantivo porneia e o verbo moicheia. Esses termos aparecem nas Escrituras Sagradas para designar toda a sorte de impureza sexual, como por exemplo, orgia (Nm 25.1; 1Co 10.8), incesto (1Co 5.1) e práticas homossexuais (Jd 7). O termo porneia às vezes também é traduzido por adultério. Já o verbo moicheia é usado especificamente para indicar adultério. Ele nunca é aplicado à prostituição. Logo o substantivo porneia não tem um significado muito específico, portanto é utilizado de forma genérica para identificar várias práticas de promiscuidade sexual, enquanto o substantivo moicheia é utilizado de forma mais específica para identificar o adultério. As Escrituras Sagradas empregam os termos, porneia e moicheia, de forma metafórica com o objetivo de descrever a infidelidade dos israelitas para com o Senhor (Ez 16.31b; Os 3.1).” [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 9, 2 Junho, 2019]
- Prostituir-se = entregar-se à vida de devassidão; tornar-se devasso, corromper, desmoralizar, desonrar, degradar, aviltar. “As definições dos dicionários modernos de fornicação ("a relação sexual voluntária entre pessoas não casadas entre si, o que inclui o adultério") e adultério ("a relação sexual voluntária entre uma pessoa casada e um parceiro que não é o cônjuge legal") são bem simples, mas a Bíblia nos dá um maior conhecimento sobre como Deus enxerga estes dois pecados sexuais. Na Bíblia, ambos são mencionados literalmente, mas ambos também são usados em sentido figurado para se referir à idolatria.” (Leia mais em: GOTQUESTIONS).

“3. Diga não ao homossexualismo. Deus abomina a prática homossexual e tal prática no Antigo Testamento era punida com a morte (Lv 18.22; 20.13) e é proibida em toda a Escritura Sagrada (Rm 1.24-28; 1Tm 1.10). Na Nova Aliança, o assunto é tratado na esfera espiritual, por isso quem comete tal prática não sofre a pena capital, mas caso não se arrependa e deixe tal prática não poderá herdar a salvação (1Co 6.10). Todos são alvos do amor de Deus (Jo 3.16) e do nosso respeito e consideração, mas nós não concordamos e não aceitamos a prática homossexual, pois fere os princípios da Palavra de Deus. Também não podemos nos esquecer de que a recomendação de Jesus era e é: “Vai-te e não peques mais” (Jo 8.11).” [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 9, 2 Junho, 2019]
- Deus, ele os abandonará (cf. Jz 10.13; 2Cr 15.2; 24.20; SI 81.11-12; Os 4.17; .Mt 15.14; At 7.38-42; 14.16) Ele faz isso:
    1) indireta e imediatamente, retirando o seu controle sobre e eles e permitindo que os pecados deles sigam o seu curso inevitável, e
    2) direta e consequentemente, por ações específicas do julgamento divino e punição.
- Note no texto de Romanos 1.24, o termo ‘imundícia’, é um termo comum muito usado para material em decomposição, como o conteúdo de uma sepultura. Nesse texto em particular, trata-se de imoralidade sexual (2Co 12.21; Cl 5.19-23; Ef 5.3; 1Ts 4.7), a qual começa no coração e torna-se a vergonha do corpo. A forma mais dura de punição por parte de Deus, é apresentada por Paulo em Romanos, quando Deus entrega o homem ao seu próprio coração. Aquela ‘paixões infames’ são identificadas em Rm1.26-27 como a homossexualidade, um pecado claramente condenado nas Escrituras (Gn 19; Lv 18.22; 1Co 6.9-11; Gl 5.19-21; 1Tm 1.9-10; jd 7), Inclusive, o apóstolo cita que quando o último bastião da moralidade, as mulheres, se dedicam à essa prática, é sinal da extensão da depravação sob a ira do abandono, pois na maioria das culturas as mulheres são as últimas a serem afetadas pela degradação moral. Em 1Co 6.9, o apóstolo identifica algumas categorias que ficarão de fora do Reino dos Céus, dentre outros, ele cita ‘efeminados... sodomitas’. Esses termos dizem respeito àqueles que trocam e corrompem os papéis e as relações sexuais normais entre homem e mulher. Estão incluídos o travestismo, a mudança de sexo e outras perversões quanto ao gênero (cf. Gn 1.27; Dt 22.5). Os sodomitas são chamados assim porque o pecado do sexo entre homens dominou a cidade de Sodoma (Gn 18.20; 19.4-5). Essa perversão pecaminosa é sempre condenada, de qualquer modo, pela Escritura (cf. Lv 18.22; 20.13: Rm 1.26-27; 1Tm 1.10).

“4. Diga não ao pecado. Na Primeira Epístola aos Tessalonicenses, no capítulo quatro, versículo três, Paulo afirma que a vontade de Deus para o seu povo é a santificação. Quando aceitamos Jesus como nosso único e suficiente Salvador, somos imediatamente justificados diante de Deus. Porém, a santificação, que vem em seguida à conversão, não é instantânea, mas um processo contínuo. Caso contrário, não haveria motivo para Paulo exortar os tessalonicenses quanto à vontade de Deus, que é a nossa santificação. O apóstolo identifica e mostra em quais áreas os crentes tessalonicenses haviam falhado no processo de santificação. Ele faz uma advertência em relação à vida familiar ao afirmar que é preciso “possuir o seu vaso em santificação” (1Ts 4.4,5). Existem duas interpretações possíveis nesta afirmação paulina: a primeira diz que “vaso” é o corpo do cônjuge (1Pe 3.7) e a segunda, que é o seu próprio corpo (Rm 6.13; 1Co 9.27). No primeiro caso, fica evidente que o fato de estar casado não dá plena liberdade para se ter um relacionamento sexual com o cônjuge sem observar os preceitos e os padrões divinos de santidade. O relacionamento conjugal deve ser com entendimento, respeito e devida honra. Muitos, infelizmente, depois de casados, tratam o seu marido ou esposa, como se fosse um mero objeto de prazer pessoal. A segunda interpretação afirma ser a entrega do corpo, que foi separado para Deus, para cometer imoralidade fora do casamento. Jovem, você que deseja se casar precisa estar consciente de que no casamento deve haver respeito, dignidade e amor, a fim de que sejamos santos e irrepreensíveis em toda a nossa maneira de viver, aguardando a volta do Senhor Jesus Cristo. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 9, 2 Junho, 2019]
- Tudo na Palavra de Deus contém a sua vontade — tanto as afirmações como as proibições. Especificamente, a vontade de Deus inclui a salvação (1Tm 2.4), o autossacrifício (Rm 12.1-2), o enchimento do Espírito (Ff 5.18), a submissão (1Pe 2.13-15), o sofrimento (lPe 3.17), a satisfação (5.18), a perseverança (Hb 10.36), e aqui, em particular, a santificação, a qual refere-se, no sentido literal, à condição de estar separado do pecado para a santidade. Nesse contexto, quer dizer especialmente estar separado da impureza sexual, manter-se afastado da imoralidade ao seguir as instruções dos vs. 4-8. 4.4 Paulo orienta em 1Ts 4.4, a ‘possuir o próprio corpo em santificação e honra’. No original, "vaso". Geralmente, são oferecidas duas interpretações para "vaso". O termo pode significar:
     1) a esposa (cf. Rt 4.10; 1 Pe 3.7) que um homem possui, ou
     2) o corpo físico (2Co 4.7; 2Tm 2.21) que a pessoa possui.
O mais provável é que seja o último, pois:
   1) "vaso", em 1 Pe 3.7 é usado apenas num sentido de comparação ("parte mais frágil"), referindo-se ao corpo em termos da humanidade em geral e não do sexo feminino;
    2) o fato estar casado não garante a pureza sexual;
   3) Paulo estaria contradizendo o que ensinou em 1 Co 7 a respeito da condição superior do celibato (cf. 7.8-9); e
    4) se considerado no sentido de "possuir uma esposa", Paulo estaria falando somente para os homens e ignorando como a mulher deveria se manter pura. Portanto, a tradução/interpretação "possuir o próprio corpo" é a preferível (Cf. 1 Co 9.2 7).


CONCLUSÃO
Deus é santo e exige santidade do seu povo. Por isso, devemos fugir de toda e qualquer forma de prostituição, impureza, vivendo de forma irrepreensível até a vinda de Jesus Cristo. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 9, 2 Junho, 2019]
- O livro de Levítico tinha como alvo fazer de Israel uma nação distinta por sua pureza e santidade (Êx 19.6). E, de fato, nenhum outro povo jamais alcançou as excelências de Israel (Rm 9.4,5). Usufruir de todos esses privilégios, todavia, acarreta-lhe ainda grande responsabilidade (Rm 2.17-29). Em alguns períodos de sua história, Israel de fato destacou-se como herança peculiar do Senhor, haja vista os elogios tecidos pela rainha de Sabá ao rei Salomão (2Cr 9.1-8). Todavia, a maior parte de sua história foi marcada pela apostasia. Mas, chegará o tempo, em que todo o Israel será redimido e salvo (Rm 11.26). Se o povo hebreu deveria sobressair-se pela santidade, o que não esperar da Igreja de Cristo? Por essa razão, o apóstolo exorta-nos a andar continuamente em novidade de vida (Rm 6.4). Sem a santidade requerida por Deus nenhum de nós chegará à Jerusalém Celeste (Hb 12.14; Ap 21.8).


Achando-se as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu coração; porque pelo teu nome sou chamado, ó Senhor Deus dos Exércitos”. (Jeremias 15.16),
Pb Francisco Barbosa
Campina Grande-PB
Maio de 2019

HORA DA REVISÃO
1. Quais os dois temas mais importantes do livro de Levítico?
A expiação, procedimentos sacrificiais que dizem respeito à remoção do pecado e restauração da comunhão com Deus e a santidade.
2. Qual o objetivo do livro de Levítico?
Esse livro foi escrito para “instruir os israelitas acerca do acesso a Deus por meio do sangue expiador e para mostrar o padrão divino da vida santa que deve ter o povo escolhido de Deus”.
3. Qual é o foco de Levítico 18.6-18?
Levítico 18.6-18 lista uma série de proibições dadas ao chefe, cabeça do grupo familiar.
4. Segundo a lição, qual a definição de adultério?
A palavra adultério vem do latim adulterium e significa literalmente “dormir em cama alheia”. Pode ser definido como o relacionamento sexual entre uma pessoa casada com outra que não seja seu cônjuge.
5. Quais os dois termos utilizados na Bíblia para definir relações sexuais ilícitas?
Dois termos são utilizados para definir as relações sexuais ilícitas são porneia e moicheia. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 9, 2 Junho, 2019]