REVISTA ADULTOS 2° TRIMESTRE 2019
Título: O Tabernáculo — Símbolos da obra redentora de Cristo
Comentarista: Elienai Cabral
- L I Ç Ã O 7 -
19 de MAIO de 2019
O LUGAR
SANTO
TEXTO ÁUREO
“Porque
um tabernáculo estava preparado, o primeiro, em que havia o candeeiro, e a
mesa, e os pães da proposição; ao que se chama o Santuário.” (Hb 9.2)
VERDADE PRÁTICA
Através
de sua morte expiatória, Jesus nos garantiu o livre acesso ao Santíssimo Deus.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 25.23,30,31;
26.31-37; 30.1,6-8
25.23,30,31:
23 -
Também farás uma mesa de madeira de cetim; o seu comprimento será de dois
côvados, e a sua largura, de um côvado, e a sua altura, de um côvado e meio,
30 - E
sobre a mesa porás o pão da proposição perante a minha face continuamente. 31 -
Também farás um castiçal de ouro puro; de ouro batido se fará este castiçal; o
seu pé, as suas canas, as suas copas, as suas maçãs e as suas flores serão do
mesmo.
26.31-37:
31 -
Depois, farás um véu de pano azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino torcido;
com querubins de obra prima se fará.
32 - E
o porás sobre quatro colunas de madeira de cetim cobertas de ouro, sobre quatro
bases de prata; seus colchetes serão de ouro.
33 -
Pendurarás o véu debaixo dos colchetes e meterás a arca do Testemunho ali
dentro do véu; e este véu vos fará separação entre o santuário e o lugar
santíssimo.
34 - E
porás a coberta do propiciatório sobre a arca do Testemunho no lugar
santíssimo,
35 - e
a mesa porás fora do véu, e o castiçal, defronte da mesa, ao lado do
tabernáculo, para o sul; e a mesa porás à banda do norte.
36 -
Farás também para a porta da tenda uma coberta de pano azul, e púrpura, e
carmesim, e linho fino torcido, de obra de bordador,
37 - e
farás para esta coberta cinco colunas de madeira de cetim, e as cobrirás de
ouro; seus colchetes serão de ouro, e far-lhe-ás de fundição cinco bases de
cobre.
30.1,6,7,8
1 - E
farás um altar para queimar o incenso; de madeira de cetim o farás.
6 - E o
porás diante do véu que está diante da arca do Testemunho, diante do
propiciatório que está sobre o Testemunho, onde me ajuntarei contigo.
7 - E
Arão sobre ele queimará o incenso das especiarias; cada manhã, quando põe em
ordem as lâmpadas, o queimará.
8 - E,
acendendo Arão as lâmpadas à tarde, o queimará; este será incenso contínuo
perante o SENHOR pelas vossas gerações..
INTRODUÇÃO
“Local de serviço e de comunhão com Deus, as
peças do Tabernáculo denotavam a sacralidade do lugar; os dois véus realçavam a
santidade que o local requeria. O Lugar Santo tem muito a nos dizer. Por isso,
estudaremos a sua simbologia, pois esta tem muito a ensinar-nos nestes dias
difíceis e trabalhosos. Há consolação neste estudo.” [Lições Bíblicas CPAD,
Revista Adultos, 2º Trimestre 2019. Lição 7, 19 MAIO, 2019]
- Como já sabemos, o Tabernáculo possuía duas divisões,
sendo a primeira o Lugar Santo, onde haviam três das sete peças de móveis
feitas para o Tabernáculo: o Candelabro (Êx. 37:17:23), a Mesa dos Pães (Êx.
37:10-16) e o Altar do Incenso (Êx. 30:1-8). Na mesa eram postos os pães da
proposição, em número de doze (um para cada uma das doze tribos), que eram
apresentados quentes cada sábado (Êx 25.30). Era uma oferta de ação de graças,
e o seu nome provinha de ser posto esse pão continuamente diante da face do
Senhor. Aqueles pães só podiam ser comidos legitimamente pelos sacerdotes, e
unicamente no pátio do lugar santo (Lv 24.9). Neste primeiro compartimento
acontecia todo ritual de ofertas e sacrifícios - "Ora, estando estas coisas assim preparadas, entram continuamente na
primeira tenda os sacerdotes, celebrando os serviços sagrados" (Hb 9.6) – Dito isto, convido-o a pensar
maduramente a fé cristã!
I - LUGAR SANTO:
UM LOCAL DE SERVIÇO E COMUNHÃO COM DEUS
“1. Que lugar é esse? O texto de Êxodo 26.33
mostra a distinção dos dois compartimentos do Tabernáculo. O primeiro é chamado
de “Santuário” ou Lugar Santo, e o segundo “Santo dos Santos” ou Lugar
Santíssimo. O primeiro aparece como local de serviço, no qual somente os
sacerdotes podiam entrar para oficiar diante de Deus (Hb 9.6). Os israelitas
limitavam-se a trazer suas ofertas ao altar dos holocaustos. O povo tinha
acesso ao Pátio (Átrio), mas não ao Lugar Santo.” [Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 2º Trimestre 2019.
Lição 7, 19 MAIO, 2019]
- O tabernáculo era uma tenda
retangular muito grande, feita de várias camadas de cortinas apoiadas em
colunas de madeira revestidas com metais preciosos. À volta da tenda havia um
pátio retangular, delimitado por mais cortinas e colunas. O povo ficava no
pátio do tabernáculo, onde os sacerdotes ofereciam os sacrifícios no altar dos
holocaustos e abençoavam o povo. Uma bacia de bronze com água ficava à entrada
da tenda, para os sacerdotes se lavarem antes de entrarem (Êx 30.19-21). A tenda
possuía dois compartimentos, o primeiro, era chamado ‘Lugar Santo’ e dentro,
havia um candelabro, que iluminava o local, e uma mesa, onde se colocavam 12
pães. Apenas os sacerdotes podiam entrar. Junto do véu, ficava o altar do
incenso.
“2. Um lugar de serviço e adoração. No Tabernáculo, havia uma porta e dois véus. Esses três
elementos impediam a entrada de pecadores na presença de Deus. O caminho para
Deus começava com o derramamento do sangue inocente dos animais, a fim de
restaurar a vida do pecador. Era um lugar de serviço, porque ali eram
ministrados sacrifícios ao Senhor. Mas também era um local de adoração e
profunda reverência. Nos dias atuais, devemos ter o mesmo espírito quando
exercemos um ministério na igreja local ou apresentamos o nosso culto ao Pai
Celestial (Rm 12.1,2). Quando nos reunimos, ministramos uns aos outros, mas,
sobretudo, todos estão reunidos para adorar ao Criador. ” [Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 2º Trimestre 2019.
Lição 7, 19 MAIO, 2019]
- Somente os sacerdotes podiam
entrar no Lugar Santo do tabernáculo, se aproximando de Deus depois de se
purificarem e com roupas especiais. Só podemos nos aproximar de Deus quando
somos purificados dos pecados. A Bíblia diz que todos os que são salvos por
Jesus são sacerdotes e podem entrar na presença de Deus, porque Jesus nos
purificou (1Pd 2.9; Hb 10.21-22). Agora podemos participar das coisas sagradas,
sem medo nem culpa. Para aqueles em Cristo, a única adoração aceitável é oferecer
a si mesmo completamente ao Senhor. Debaixo do controle de Deus, o corpo ainda
não redimido do cristão pode e deve ser rendido a ele como um instrumento de
justiça (Hb 6.1,13; 8.11-13). A luz de todas as riquezas espirituais que os
cristãos desfrutam exclusivamente como o fruto das misericórdias de Deus (Rm
11.33,36), segue-se logicamente que eles elevem a Deus a sua mais elevada forma
de culto.
“3. O propósito do Lugar Santo. Tinha-se como principal função ser o local onde os
sacerdotes ministravam sacrifícios pelas diversas espécies de pecados cometidos
pelo povo israelita. A cada violação individual, familiar ou nacional, o
sacerdote entrava no Lugar Santo e apresentava a Deus um sacrifício. Ali,
estava explícita a santidade de Deus, pois esse lugar era o local adequado para
restaurar a vida do pecador diante de Deus. Entretanto, a apresentação dos
sacrifícios não era perfeita nem suficiente, como registra a Epístola aos
Hebreus (Hb 9.11-14). Hoje, sabemos que foi Cristo quem apresentou um
sacrifício perfeito e suficiente no “Lugar Santo”, por meio de seu próprio
sangue, garantindo-nos, em seu nome, a remissão de todos os nossos pecados. Por
isso, quem está em Cristo tem o privilégio de entrar na presença de Deus (Ef
2.18,19; Hb 10.19-22). ” [Lições Bíblicas
CPAD, Revista Adultos, 2º Trimestre 2019. Lição 7, 19 MAIO, 2019]
- Como já citando
anteriormente, nesta primeira parte da tenda, somente os sacerdotes e
sumos-sacerdotes podiam entrar e ministrar, sendo proibida a entrada dos demais
levitas, auxiliares do culto, que só podiam trabalhar no pátio. Também já foi
dito sobre a mobília que estava nesta parte, três utensílios revestidos de
ouro: o candelabro, a mesa dos pães da proposição, com doze pães representando
as tribos de Israel e o alimento que Deus era para elas; e o altar do incenso,
junto ao véu que separava o Santo do Santíssimo. Diariamente os sacerdotes
entravam nesse ambiente para ministrar ao Senhor. Interessante notar que ali,
os sacerdotes apenas mantinham o candelabro (Menorah) aceso, substituía os pães
e oferecia incenso, não “ministravam sacrifícios
pelas diversas espécies de pecados cometidos pelo povo israelita”, como escreveu o comentarista. Os sacerdotes do Velho
Testamento entravam diariamente no Lugar Santo, executando o seu serviço. Uma
vez por ano, no Dia da Expiação, o sumo sacerdote entrava no Lugar Santíssimo
com o sangue de um touro, por seus próprios pecados e, novamente, com o sangue
de um bode, pelos pecados do povo. Ele aspergia o sangue sobre o propiciatório,
a cobertura da arca da aliança, oferecendo-o a Deus.
II - AS TRÊS PEÇAS
QUE COMPUNHAM O INTERIOR DO LUGAR SANTO
“1. Os mobiliários do lugar. O Lugar Santo era o
espaço de preparação dos sacerdotes para a entrada na segunda divisão do Tabernáculo,
o Lugar Santíssimo. No Lugar Santo, havia três peças que compunham um ambiente
perfeito de oração, intercessão, adoração e louvor: o castiçal de ouro
(candeeiro ou candelabro), a mesa para os pães da proposição e o altar de ouro
para os incensos (este ficava no centro do Lugar Santo e de frente para o véu
que dava para o Lugar Santíssimo). ” [Lições Bíblicas
CPAD, Revista Adultos, 2º Trimestre 2019. Lição 7, 19 MAIO, 2019]
- A lugar santo continha uma
mobília que simbolizavam o nosso relacionamento com o Senhor. “Muitos dos móveis do tabernáculo tinham um
propósito funcional. O candelabro iluminava um recinto escuro, enquanto a mesa
fornecia um lugar para colocar os pães da proposição. Enquanto isso, o altar de
incenso servia ao propósito prático de perfumar agradavelmente o ar. Esses
itens eram, em muitos aspectos, peças comuns de mobília, embora feitas de ouro
puro e ricamente ornamentadas de forma a se adequarem à mobília de um rei.
Todos os cinco sentidos eram ministrados pelo ritual sacerdotal diário: visão,
olfato e paladar eram dirigidos através do candelabro, do altar de incenso e da
mesa dos pães da proposição, enquanto a audição era ministrada pelos sinos nas
vestes do sumo sacerdote. Tudo era concebido como uma rica experiência
multissensorial voltada para Deus, não porque ele tenha sentidos como os
nossos, mas como um reconhecimento da bondade de cada um dos diversos sentidos
que ele nos deu. Somente o melhor de tudo poderia ser bom o suficiente para se
oferecer ao Criador do universo.” (MINISTERIOFIEL)
“2. O castiçal de ouro (Êx 25.3137). O castiçal era feito de uma só peça de ouro, e sustentado
por uma coluna central, de onde saiam três braços de cada lado, formando assim,
sete lâmpadas. Essas lâmpadas eram, interiormente, alimentadas por dutos, nos
quais havia uma mecha embebida no azeite, fornecendo dessa forma, um
combustível que, uma vez aceso, fazia o Castiçal iluminar todo o ambiente. Ou
seja, as sete lâmpadas produziam uma só luz. Nos Evangelhos, o Senhor Jesus é
apresentado como “a luz do mundo” (Jo 8.12). Ele, por sua vez, disse aos
discípulos: “vós sois a luz do mundo” (Mt 5.16). Da mesma forma que o castiçal
de ouro iluminava o ambiente escuro, Jesus é a luz que ilumina o mundo em
trevas. A Igreja também tem essa mesma função na Terra até a volta do Senhor
(Fp 2.15,16). Ela possui o verdadeiro azeite como a marca da unção do Espírito
Santo (Jo 14.26). Assim, somos chamados por Cristo a iluminar o mundo, pregando
o Evangelho com poder, autoridade e ousadia (At 1.8). ” [Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 2º Trimestre 2019.
Lição 7, 19 MAIO, 2019]
- No lado esquerdo do lugar
santo estava a menorá (do hebraico מנורה menorah, “lâmpada, candelabro”), um
candelabro de ouro batido com sete braços. As sete lâmpadas no candelabro
simbolizavam a bênção de Deus brilhando sobre os doze pães da proposição que
representavam as doze tribos de Israel. O próprio candelabro era uma espécie de
coluna de fogo em miniatura, lembrando a presença de Deus com o seu povo no
deserto. De fato, tipificava Jesus como a luz do mundo. A luz da vida é a mesma
que deu forma ao mundo no princípio e que iluminará a Jerusalém celestial,
nosso novo lar, eternamente “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em
trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8.12)
“3. A Mesa com os Pães da Proposição (Êx 25.30). A mesa era feita com madeira de acácia e recoberta de ouro.
Nela, eram colocados os doze pães da proposição (Lv 24.5-9; Êx 35.13). Os pães
eram feitos sem fermento (Lv 24.5). Deviam estes ser comidos pelos sacerdotes,
a fim de que os ministrantes estivessem nutridos para exercer o ofício na
presença de Deus. O Senhor Jesus é o “pão da vida”. E todos os obreiros devem
alimentar-se de Cristo. Só assim poderão ministrar com graça e autoridade
diante da Igreja de Deus. Nesse sentido, todo crente é um sacerdote. Logo,
devemos nutrir-nos do “pão da vida” (Jo 6.35,58). Somos o sacerdócio real feito
por Deus (1 Pe 2.9)! ” [Lições Bíblicas
CPAD, Revista Adultos, 2º Trimestre 2019. Lição 7, 19 MAIO, 2019]
- A mesa dos pães da proposição
ficava no lado direito do lugar santo. Havia 12 pães da proposição sobre a
mesa, representando as 12 tribos de Israel. Os pães da proposição tipificavam
Jesus. Ele é o pão que desceu do céu, e todo aquele que comer desse pão, que é
o seu corpo, partido na cruz, tem a vida eterna. O pão da vida sustenta a vida
espiritual de todos aqueles que Dele se alimentam. Estes já passaram da morte
para a vida.
“4. O Altar de Incenso (Êx 30.1-10). O altar de incenso era também identificado como “o altar de
ouro” ou “altar do cheiro suave”, em virtude do perfume, feito à base de
plantas aromáticas, que queimadas sobre ele, exalavam um agradável perfume (Lv
16.12). Esse altar também ficava diante do véu que dava acesso ao “Lugar
Santíssimo”. A Palavra de Deus correlaciona o incenso como uma figura da oração
(Sl 141.2; Lc 1.10; Ap 5.8; 8.3). Nosso Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, intercede
por nós. Ele cumpriu sua tarefa de intercessor supremo quando, através de sua
morte, fez-se nosso único Mediador entre Deus e o homem (Hb 4.14,15; 1 Tm 2.5).” [Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 2º Trimestre 2019.
Lição 7, 19 MAIO, 2019]
- O altar de incenso formava a
adequada coluna de fumaça para acompanhar a coluna de fogo do candelabro. Ficava
no lugar santo, bem em frente do véu que o separava do local santíssimo. Brasas
retiradas do altar de bronze eram colocadas sobre o altar de incenso, sobre o
qual era derramado um suave incenso diariamente. A fumaça, que subia do incenso
sobre as brasas, representava as orações do povo de Deus “Suba a minha oração perante a tua face como incenso, e as minhas mãos
levantadas sejam como o sacrifício da tarde” (Sl 141.2). “E ainda mais, a fumaça do próprio incenso,
subindo constantemente do altar, passou a simbolizar as orações do povo de Deus
subindo constantemente diante do Senhor. No tabernáculo, o incenso só podia ser
oferecido pelos sacerdotes, que assim serviam como mediadores entre o povo e
Deus, trazendo simbolicamente suas orações à presença do Altíssimo. Essa ideia
é expressa no Salmo 141.2, onde Davi ora ao Senhor: “Suba à tua presença a
minha oração, como incenso,”. Uma notável violação deste protocolo está
registrada em 2 Crônicas, quando o rei Azarias (também conhecido como Uzias)
tentou entrar no Santo Lugar e queimar uma oferta de incenso em seu próprio nome,
diante dos protestos dos sacerdotes. Em lugar do status elevado que buscava,
ele foi atingido pela lepra, o que o tornou impuro e, portanto, incapaz de, no
futuro, voltar a entrar em qualquer parte do complexo do templo (26.16-21). O
altar de incenso também estava ligado aos rituais de sacrifício de Israel.
Quando uma oferta de sacrifício era exigida devido a um pecado do sumo
sacerdote, o sangue do novilho ofertado deveria ser colocado nos chifres do
altar do incenso e derramado na sua base (Lv 4.3-7). Já uma oferta de
sacrifício pelo pecado da comunidade como um todo requeria um sacrifício
similar, com o sangue também sendo colocado nos chifres do altar do incenso,
entretanto, o sangue do novilho ofertado deveria ser derramado no altar menos
sagrado do holocausto (vv. 13-18). Contudo, mesmo essas ofertas regulares de
sacrifícios pelos pecados não eram suficientes para lidar com a contaminação
acumulada causada pelo pecado das pessoas; a fim de evitar que a terra se
tornasse imprópria para a habitação divina, o sumo sacerdote tinha que entrar
no Santo dos Santos uma vez por ano no Dia da Expiação. Ele carregava consigo
um incensário portátil que forneceria uma nuvem protetora de fumaça, sob a qual
ele poderia levar, com segurança, o sangue das ofertas de purificação e
aplicá-lo ao propiciatório no topo da arca da aliança (Levítico 16.12-13).”
(MINISTERIOFIEL)
lll - O VÉU QUE
DEMARCA O LUGAR SANTO E O LUGAR SANTÍSSlMO
“1. O primeiro véu (Êx 26.36). Depois de passar pelo
Altar dos Holocaustos e pelo Lavatório no Pátio, havia no Tabernáculo um véu
que dava acesso ao Lugar Santo. Esse véu ficava na entrada do “Lugar Santo”.
Ele era feito com linho torcido bordado. E só depois de passar pelo Altar dos
Holocaustos e pela Bacia do lavatório, o sacerdote poderia entrar no Lugar
Santo. Logo, esse primeiro véu tinha o objetivo de demarcar o espaço entre o
Pátio o Lugar Santo. Aqui, começava a ficar claro os espaços permeados de
sacralidade no Tabernáculo. O primeiro véu deixava patente o propósito sacro do
lugar. ” [Lições Bíblicas
CPAD, Revista Adultos, 2º Trimestre 2019. Lição 7, 19 MAIO, 2019]
- O propósito de um Véu é cobrir
ou ocultar da vista (2Co 3.13-16, Is 25.7). O véu do tabernáculo ocultava da
vista o Santo dos Santos. Ele formava uma barreira entre a glória de Deus e o
homem pecador (Lv 16.2). O primeiro véu era na verdade a porta da estrutura (Êx
26.36-37). Embora suas cores fossem as mesmas do segundo véu não há menção de
querubins nele. Ele ficava suspenso em cinco colunas de ouro, que eram fixadas
por encaixes de cobre.
“2. O segundo véu (Êx 26.32,33). Esse é o véu que ficava entre o Lugar Santo e o Lugar
Santíssimo (ou Santo dos santos). No Santuário, somente o sumo sacerdote podia
entrar, representando todo o povo de Israel. No Lugar Santíssimo encontramos
apenas a Arca da Aliança. O segundo véu tinha objetivo de demarcar o espaço
entre o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo. Aqui, a sacralidade inspirava uma
consciência de intimidade com o Altíssimo. O segundo véu deixava claro que a
partir daquele espaço havia um propósito santo e remidor no lugar sagrado. Os
dois véus são uma imagem para nós. Antigamente, havia uma gradação e divisão do
propósito sacro no Tabernáculo. Mas em Cristo, o nosso Sumo Sacerdote, por
intermédio de seu próprio sangue, o acesso à presença santa de Deus está aberto
(Hb 9.6,7). Assim, a Igreja de Cristo tem a liberdade de exercer seu sacerdócio
na presença de Deus (1 Jo 1.3,7).” [Lições Bíblicas
CPAD, Revista Adultos, 2º Trimestre 2019. Lição 7, 19 MAIO, 2019]
- O véu interior (Hb 9.3) era
confeccionado de azul, púrpura, carmesim e de linho fino torcido bordado com
querubins. Ele ficava suspenso em quatro colunas de ouro fixadas por quatro
encaixes de prata. Separava o Lugar Santo do Santo dos Santos (Êx 26.33). Em
Hebreus 10.19-20 aprendemos que a carne de Cristo foi simbolicamente tipificada
pelo véu interno do tabernáculo. Nosso Salvador tomou sobre Si mesmo a forma
humana ocultando assim a Sua glória (Fp 2.5-11, Rm 8.3). Somente no Monte da
Transfiguração é que Sua glória divina refulgiu (Mt 17.1-2). Da mesma maneira,
o véu do tabernáculo ocultou da vista dos homens a glória e a presença de Deus.
CONCLUSÃO
“Acheguemo-nos, com ousadia e confiança,
diante de Deus. Através do sangue de Jesus, fomos salvos, justificados,
adotados como filhos de Deus e santificados. As cortinas que nos separavam do
Pai Celeste foram removidas pelo Cordeiro através de sua morte no Calvário.
Portanto, não deixe de usufruir desse glorioso privilégio.” [Lições Bíblicas CPAD,
Revista Adultos, 2º Trimestre 2019. Lição 7, 19 MAIO, 2019]
- “Finalmente, note o que está implícito na existência destes símbolos.
Durante o tempo em que o véu do Templo permaneceu como um símbolo, isto era uma
prova de que Cristo não tinha ainda nos feito o acesso á presença de Deus (Hebreus
9:7-9). Enquanto o sumo sacerdote terreno entrava pelo véu isto era uma prova
que a verdadeira expiação ainda não tinha sido feita (Hebreus 10:1-4).
Alegramo-nos pelos símbolos, mas somos agradecidos por eles já terem passado.
Cristo o grande antítipo cumpriu todos os tipos do Velho Testamento”. (PALAVRAPRUDENTE)
- “Agora não precisamos mais de mediadores sacerdotais para levar nossas
orações e petições a Deus, pois podemos nos aproximar dele em nome de Cristo,
nosso grande Sumo Sacerdote. Ele não é apenas nosso advogado mas, ele próprio,
o sacrifício expiatório pelos nossos pecados (1Jo 2.2). Como nosso verdadeiro
Sumo Sacerdote, ele levou seu próprio sangue ao arquétipo celestial, para o
qual o tabernáculo e o templo apontavam e aplicou-o ao propiciatório celestial,
purificando assim seu povo para sempre (Hb 9.11-14). Isto é o que nos permite
aproximarmo-nos de Deus sem medo, sem uma cobertura protetora de incenso, seguros
através do sangue aspergido de Cristo, que é o mediador da nova aliança
(12.24). Como o escritor aos Hebreus resume: “Por isso, recebendo, nós, um
reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo
agradável, com reverência e santo temor” (v. 28). Que nossas orações de
gratidão subam, como incenso, diariamente diante de Deus” (MINISTERIOFIEL).
“Achando-se as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim
o gozo e alegria do meu coração; porque pelo teu nome sou chamado, ó Senhor
Deus dos Exércitos”. (Jeremias 15.16),
Pb Francisco Barbosa
Campina Grande-PB
Maio de 2019
PARA REFLETIR
A respeito de “O
Lugar Santo”, responda
• O povo tinha acesso ao
Lugar Santo?
O povo tinha acesso
ao Pátio (Átrio), mas não ao Lugar Santo.
• O que havia no
Tabernáculo, segundo a lição?
No Tabernáculo, havia
uma porta e dois véus.
• Qual é o privilégio de
quem está em Cristo?
Quem está em Cristo
tem o privilégio de entrar na presença de Deus (Ef 2.18,19; Hb 10.19-22).
• Quais são as três peças
que compunham o Lugar Santo?
O castiçal de ouro, a
mesa com os pães da proposição e o altar de incenso.
• Fale sobre o primeiro e o
segundo véu.
Primeiro véu: depois
de se passar pelo altar dos holocaustos e pela Bacia de Bronze, havia, no
Tabernáculo, um véu que dava acesso ao Lugar Santo. Segundo véu: esse é o véu
que ficava entre o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo (ou Santo dos santos). [Lições Bíblicas CPAD,
Revista Adultos, 2º Trimestre 2019. Lição 7, 19 MAIO, 2019]