VOCÊ PODE AJUDAR O BLOG: OFERTE PARA assis.shalom@gmail.com

UM COMENTÁRIO APROFUNDADO DA LIÇÃO, PARA FAZER A DIFERENÇA!

Este Blog não é a palavra oficial da Igreja ou da CPAD. O plano de aula traz um reforço ao seu estudo. As ideias defendidas pelo autor do Blog podem e devem ser ponderadas e questionadas, caso o leitor achar necessário. Obrigado por sua visita! Boa leitura e seja abençoado!

Classe Virtual:

SEJA MANTENEDOR!

Esse trabalho permanece disponível de forma gratuita, e permanecerá assim, contando com o apoio de todos que se utilizam do nosso material. É muito fácil nos apoiar, pelo PIX: assis.shalom@gmail.com – Mande-me o comprovante, quero agradecer-lhe e orar por você (83) 9 8730-1186 (WhatsApp)

17 de janeiro de 2019

(JOVENS) Lição 3: Santidade - Requisito para a Conquista


REVISTA JOVENS 1° TRIMESTRE 2019
TEMA: Rumo à Terra Prometida — A peregrinação do povo de Deus no deserto no livro de Números
COMENTARISTA: Reynaldo Odilo Martins Soares

- L I Ç Ã O   3 -
20 de Janeiro de 2019

SANTIDADE - REQUISITO PARA A CONQUISTA

TEXTO DO DIA
“E não profanareis o meu santo nome, para que eu seja santificado no meio dos filhos de Israel. Eu sou o SENHOR que vos santifico.” (Lv 22.32)

SÍNTESE
A busca pela santidade é o requisito primordial para a preservação da salvação.

TEXTO BÍBLICO
Números 7.1-7
1 E esta é a lei da expiação da culpa; coisa santíssima é.
2 No lugar onde degolam o holocausto, degolarão a oferta pela expiação da culpa, e o seu sangue se espargirá sobre o altar em redor.
3 E dela se oferecerá toda a sua gordura, a cauda e a gordura que cobre a fressura;
4 também ambos os rins e a gordura que neles há, que está sobre as tripas; e o redenho sobre o fígado, com os rins, se tirará.
5 E o sacerdote o queimará sobre o altar em oferta queimada ao SENHOR; expiação da culpa é.
6 Todo varão entre os sacerdotes a comerá; no lugar santo se comerá; coisa santíssima é.
7 Como a oferta pela expiação do pecado, assim será a oferta pela expiação da culpa; uma mesma lei haverá para elas: será do sacerdote que houver feito propiciação com ela.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO
Paulo disse que não se aborrecia em fazer as mesmas advertências, porque era segurança para os crentes (Fp 3.1). O Senhor, igualmente, no deserto do Sinai, depois de algumas providências administrativas, também repetiu várias leis (Nm 1 e 2). Deus estava advertindo os filhos de Israel que, para chegarem à Canaã, era preciso obedecerem à sua Palavra, o que propiciaria àquele povo o padrão de plenitude moral exigido pelo Senhor, conduzindo-os a um estado doutrinário e cultural marcado pela pureza — viveriam em santidade. Deus, naquele momento, estava apontando fortemente para a santidade dos hebreus, virtude sobre a qual não havia nenhum referencial no Egito; porém, agora, o Senhor expedira muitas determinações comportamentais. Os filhos de Israel, assim, tinham um grande desafio pela frente — o maior — serem santos. Se eles vencessem esta guerra interior contra o pecado, a Terra Prometida seria conquistada gloriosamente.[Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 1º Trimestre 2019. Lição 3, 20 Jan, 2019]
- O livro de Números certamente não goza de popularidade; esse fato óbvio não diminui sua importância. A maioria das pessoas não está interessada em coisas porque elas são importantes, mas porque as agradam. Embora Números nos dê um relato do povo escolhido que deixa claro que não havia neles nada de bom, a ênfase não é sobre o pecado e a tolice de Israel, mas sobre a santidade de Deus. Esse livro continua a ênfase de Levítico, de que Deus é santo, e, portanto, seu povo deve ser santo. Números descreve com clareza aguda a estupidez e malignidade da obstinação do homem, e a paciência e santidade de Deus. Desde a criação, Deus quis um povo santo. Ele desejou uma comunhão especial com os homens que fossem capazes de andar com ele e falar com ele numa união especial. Mas a própria natureza de Deus estabelece limites para tal associação. Seu caráter santo não pode permitir ser contaminado pelo pecado e pela corrupção. Os homens só podem estar na sua presença se forem puros. – That said, let's think maturely the Christian faith!

I - A REPETIÇÃO DE ADVERTÊNCIAS
1. Pureza social. O processo, ou caminho, para se chegar à santidade chama-se santificação. É uma estrada interminável. Somente quando se chegar ao Céu é que se alcançará a estatura de varão perfeito. Nesse sentido, os descendentes de Abraão tinham muito o que aprender. Em Número 5.1-10 o Senhor tratou a respeito da pureza social. Deus, portanto, para proteger o seu povo, determinou que os contaminados pela lepra, ou por fluxo corporal ou por terem tocado num morto, fossem lançados fora do arraial; bem como tratou acerca da restituição de quem causasse prejuízo a outrem. O povo de Deus tinha de ter pureza em todos os aspectos. Assim, os hebreus deveriam se livrar de “toda a aparência do mal”, de tudo o que fosse prejudicial ao espírito, à alma ou ao corpo. O cuidado de Deus era para que houvesse uma normatização justa das relações sociais. Dessa forma, os que aparentavam algum tipo de “contaminação” biológica deveriam ser apartados do povo até que ficassem purificados; e os que tivessem comportamento inadequado, restituíssem devidamente aos prejudicados. Não é demais lembrar de que, como diz 1 Coríntios 10.6: “E essas coisas foram-nos feitas em figura [...]”. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 1º Trimestre 2019. Lição 3, 20 Jan, 2019]
- O tema do capítulo 5 de Números é a necessidade da pureza, da santidade no arraial israelita. Matthew Henry em seu Comentário do Pentateuco, escreve: “Em Números 5, temos uma ordem, de acordo com as leis já dadas por Deus, para a remoção dos imundos para fora do arraial, v.v. 1-4. Uma repetição das leis a respeito da restituição, em caso de algum mal feito a um irmão (v.v. 5-8), e a respeito da apropriação das coisas santificadas aos sacerdotes, v.v.9,10. Uma nova lei a respeito do julgamento de uma esposa suspeita de adultério, nas águas dos ciúmes, v. 11ss”. (Henry, Matthew, Comentário do Pentateuco). No início deste capítulo vemos a ordem de Deus para que os imundos sejam removidos. Entre os impuros que deveriam ser retirados do meio do povo estavam os leprosos, os que sofriam de secreções, os que tivessem se contaminado por terem tocado em algum morto. A razão clara para esse procedimento era a presença de Deus no meio do arraial, junto ao povo.

2. Pureza nos relacionamentos. Em Números 5.11-31 o Espírito do Senhor tratou a respeito da pureza no casamento. Essa lei era muito valiosa para as famílias, pois evitava que as esposas sofressem injúrias ou difamações levianas. Na família de uma nação santa, os cônjuges precisavam viver em paz, sem acusações infundadas. Ainda que o procedimento prescrito por Deus pareça rudimentar, era o único compatível em face da dureza de coração dos hebreus, conforme Jesus mencionou (Mt 19.8).”. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 1º Trimestre 2019. Lição 3, 20 Jan, 2019]
- A partir do versículo 11 até o 15, observamos a ordem relativa a suspeita de infidelidade conjugal. Esta lei possuía uma conotação tanto física quanto espiritual. Ela é uma séria advertência para uma mulher propensa a cometer adultério como servia de proteção para uma mulher inocente cujo marido era ciumento e desconfiado. É difícil vermos nas Escrituras as descrições dos rituais religiosos tão claramente detalhados como esse que vamos estudar. Nessa narrativa até as palavras que deveriam ser pronunciadas foram registradas. Esse era um ritual para determinar a culpa ou a inocência de uma mulher suspeita de adultério. Tanto para punir a sua culpa pelo pecado cometido, como, ao mesmo tempo inocentar, deixando-a livre de qualquer suspeita não tendo cometido pecado esse ritual, mesmo que para nós pareça estranho, para os israelitas, naqueles dias, no deserto, à caminho da Palestina, era de fundamental importância, pois para o Senhor, a santidade do seu povo era algo inegociável. Façamos então, algumas observações: 1)Quando houvesse qualquer suspeita de infidelidade conjugal o marido juntamente com sua esposa deveria procurar o sacerdote para oferecer uma oferta que indicaria o que de fatos estava acontecendo. 2) Mas, diante desse procedimento surge uma pergunta importante: por que a mulher inocente tinha que se submeter e enfrentar todo esse processo por causa do marido desconfiado? A resposta que tem sido dada para essa questão, como já sinalizamos é que todo esse processo servia como proteção para esta mulher que era alvo de uma suspeita. Esse teste protegia a mulher, pois, se a suspeita continuasse o marido, cheio de ciúmes, poderia até ferir sua esposa. Assim esse procedimento evitava um mal maior. 3)A oferta entregue ao sacerdote era de um décimo de um efa de farinha de cevada, sem azeite e sem incenso, como um oferta de manjares de ciúmes, oferta memorativa, isto é, revelatória da verdade sobre a suspeita do pecado. 4)Mas, surge uma outra questão interessante: Por que aqui não fala do homem, do marido ser suspeito desse pecado? Será que a Bíblia faz vista grossas para o pecado do homem? Será que Deus trata o homem de modo diferente? O que é pecado para a mulher não o é para o homem? 5)Certamente que o é. Aqui não fala do pecado de adultério da parte do homem, nem do castigo do homem porque já tínhamos abordado este assunto quando estudamos Êx 20.14 e Lv 20.10 e iremos estudar novamente quando chegarmos em Dt 5.18 e 22.22-24. De forma que nos 4 livros da lei encontramos a Palavra de Deus condenando o pecado de adultério, tanto praticado pela mulher, como pelo homem. 6)E o castigo determinado para tal pecado era o mesmo, tanto para a mulher como para o homem: era o castigo da morte por apedrejamento. A Bíblia não tem dois pesos e duas medidas, para tratar de modo diferente as pessoas diante de uma mesma transgressão. 7)Mas, porque não aparece uma advertência para o homem neste texto que estamos estudando? Alguns estudiosos respondem essa pergunta dizendo que aqui temos um simbolismo da igreja. Então, alguém poderia perguntar: a igreja pode cometer adultério? Sim, infelizmente, sim! Figuradamente, a igreja pode cometer adultério todas as vezes que ela se associa com os pecados do mundo, com o mundanismo. Quando a igreja está sendo infiel a Cristo, quando está pecando por comissão ou por omissão, quando não expõe a sã doutrina, ela esta adulterando. Querido amigo, a sua igreja tem sido fiel ao Senhor Jesus? Você que é parte da igreja tem sido fiel ao evangelho de Cristo? Ou você tem flertado com o mundo? Obediência, amor e fidelidade são nossas responsabilidades para com o nosso Senhor!” (Extraído de: http://ccrcbdmpn.blogspot.com/2014/08/atraves-da-biblia-numeros-5.html. Acesso em: 15 Jan, 2019)

3. Pureza espiritual. Em Números 6.1-21, Deus estabeleceu o padrão da pureza espiritual, para quem quisesse consagrar-se a Ele — o nazireado. Impressiona como, nos dias atuais, as pessoas querem servir a Deus de qualquer maneira. A mulher, de acordo com o texto sagrado, também podia fazer voto de nazireado (Nm 6.1,2). [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 1º Trimestre 2019. Lição 3, 20 Jan, 2019]
- “Não confundir nazareno (aquele que nasceu em Nazaré; Mt 2.23) com nazireu (o indivíduo que fazia um voto especial a Deus por um período de devoção extraordinária a Ele). Comumente, este voto público dava-se por um determinado tempo (v. 13). Havia três restrições: (1) abstinência total a tudo relacionado com o vinho e as uvas; (2) a proibição de cortar seu cabelo; e (3) a vedação à aproximação de um cadáver. Ao fazer tudo isso, o nazireu separava-se e consagrava-se ao Senhor. Depois do voto cumprido, o nazireu poderia voltar a viver sua vida normal (v. 20). Um voto tão sério quanto o voto de nazireado exigia que se fizesse não só um processo por sua iniciação, mas também um ritual solene para seu término. O foco era no cabelo, o símbolo visível do voto temporário. Assim, além da apresentação do sacrifício exigido (v. 14-17), o homem ou a mulher que completavam o voto deveríam rapar a cabeça e queimar o cabelo junto com a oferta de paz (v. 18)”. (Extraído de: https://bibliotecabiblica.blogspot.com/2016/10/significado-de-numeros-6.html. Acesso em: 15 Jan, 2019)


II – O CAMINHO DA CONSAGRAÇÃO
1. A bênção de Deus. O acampamento estava em ordem e os israelitas encontravam-se preparados para marchar. Nesse cenário, Deus relembrou algumas leis que versavam sobre a santidade do seu povo no aspecto social, relacional e espiritual (havia inúmeras outras leis, mas o Espírito Santo fez questão de repetir essas). Deus mostrara o caminho da consagração. Num primeiro instante, “o SENHOR, que ama a prosperidade do seu servo” (Sl 35.27), ensinou que os sacerdotes deveriam abençoar os filhos de Israel da maneira mais ampla possível, de modo que o seu nome trouxesse proteção, presença e paz através das palavras proferidas pelos sacerdotes (Nm 6.24-26). Observa-se que, com a bênção sacerdotal, o Senhor vinculava seu nome, ou seja, seu caráter, ao povo de Israel. Na oração do “Pai Nosso”, Jesus fez o mesmo quando ensinou seus discípulos a orarem dizendo: “[...] santificado seja o teu nome” (Mt 6.9). Quando, tempos depois, Balaão, o falso profeta, tentou amaldiçoar o povo de Israel, teve de pronunciar as seguintes palavras: “Não viu iniquidade em Israel, nem contemplou maldade em Jacó; o SENHOR, seu Deus, é com ele e nele, e entre eles se ouve o alarido de um rei. Deus os tirou do Egito; as suas forças são como as do unicórnio. Pois contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel; neste tempo se dirá de Jacó e de Israel: Que coisas Deus tem feito!” (Nm 23.21-23). Somente uma coisa poderia trazer desgraça ao povo: o pecado. Enquanto o Senhor não contemplasse iniquidade em Israel, o seu meu nome estaria sobre os filhos de Israel, e Ele os abençoaria (Nm 6.27).”. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 1º Trimestre 2019. Lição 3, 20 Jan, 2019]
- Foi no deserto, que o povo de Deus viu a maioria dos sinais realizados pelo Senhor. Foi também ali, que a glória de Deus era manifesta a eles. É em meio as lutas e dificuldades que veremos o sobrenatural de Deus agindo em nossas vidas. Davi não olhou para o tamanho o gigante, mas ele olhou para o Deus que ele servia, o “Senhor dos Exércitos”, e ali ele viu Deus operar os seus sinais, concedendo-lhe a vitória. Nas dificuldades, nas lutas, nas provações e desertos, saiba que é ali que Deus opera os seus sinais e manifesta a sua glória ao seu povo. No deserto, Deus quer manifestar a sua glória e os seus sinais, concedendo graça, pois a maravilhosa graça de Deus é constante ao seu povo. Sobre Números 6.24-26, o teólogo metodista e erudito bíblico britânico Adam Clarke (1760-1832), comenta: “O Senhor te abençoe - Existem três formas de bênção aqui, qualquer um ou todos os quais os sacerdotes podem usar em qualquer ocasião. A seguinte é uma tradução verbal:
Que Jeová te abençoe e te preserve!
● Que Jeová faça com que os seus rostos brilhem sobre ti e tenha misericórdia de ti! Que Jeová levante os seus rostos sobre ti, e possa ser posto prosperidade para ti! Esta é uma oração muito abrangente e excelente, e pode ser parafraseada assim:
● Deus fala bem a ti, dando-te suas excelentes promessas!
● Que ele te preserve na posse de todo o bem que tens e de todo o mal com o qual tu estás ameaçado!
● Que a Santíssima Trindade ilumine o teu coração, te dando o verdadeiro conhecimento de ti mesmo e do teu Criador; e mostre-lhe a sua benevolência em perdoar os teus pecados e sustentar a tua alma!
● Que Deus te dê a comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito, com um constante sentido da sua aprovação; e te conceda prosperidade em tua alma e em todos os teus assuntos seculares! Suponho que este seja o espírito e o propósito desta forma de bênção. Outros, sem dúvida, interpretarão isso da maneira deles. Vários sábios e eruditos acreditam que o mistério da Santíssima Trindade não é obscuramente sugerido nela. Deus Pai abençoa e mantém seus seguidores. Deus, o Filho, é misericordioso para com os pecadores ao remeter suas ofensas, que ele morreu para apagar. Deus, o Espírito Santo, toma das coisas que são de Cristo, e as mostra aos cristãos genuínos, e difunde a paz de Deus em seus corações. Em uma palavra, Cristo, o dom do Pai pela energia do Espírito Santo, veio para abençoar cada um de nós, desviando-nos de nossas iniqüidades. Todo cristão genuíno é um verdadeiro nazireu. Ele está separado do mundo e dedicado exclusivamente ao serviço de Deus.
● Sua vida é uma vida de abnegação; ele mortifica e mantém a carne em obediência ao Espírito.
● Tudo isso entra no espírito de seu voto batismal; porque promete renunciar ao diabo e a todas as suas obras, às covinhas e vaidades deste mundo iníquo e a todas as concupiscências da carne - guardar as palavras e mandamentos santos de Deus e andar no mesmo todos os dias de sua vida.
● A pessoa que é fiel tem a bênção de Deus envolvida sobre ele. Assim abençoareis os filhos de Israel, etc., etc. Veja as notas em Números 6: 5-7”.
Já o teólogo cristão britânico e Pastor Metodista John Wesley (1703-1791), diz: “Bendiga-te - concede-te toda a espécie de bênçãos, temporais e espirituais. Mantenha-te - isto é, continue com suas bênçãos para ti e te preserve em seu uso; te proteja do pecado e de seus efeitos amargos”.
Conforme Números 5.3, Deus habita no meio do seu povo – e essa presença do SENHOR exige que Israel seja um povo santo assim como Deus é santo. Para tanto, o próprio SENHOR dá as diretrizes para a organização no acampamento e sobre o serviço sagrado dos sacerdotes. É neste contexto da presença santa de Deus no meio do seu povo que lemos sobre um importante serviço sagrado dos sacerdotes: abençoar o povo de Deus no acampamento e durante a marcha para a Terra Prometida. É perfeitamente compreensível que aqui no final do capítulo 6 está a benção sacerdotal: Antes de o povo marchar, o SENHOR deixa bem claro que Ele quer abençoar os israelitas, porque esta é a consequência mais bela da sua presença no meio do seu povo. Sua presença é na verdade a grande benção!

2. A bem-aventurança do doar. Os 88 primeiros versículos de Números 7 informam uma longa lista de ofertas trazidas em doze cultos, mencionando o dia em que cada um dos príncipes das tribos as deveria apresentar. Elas eram iguais, mas Deus — que não esquece do trabalho das mãos dos seus servos — fez questão de especificar as contribuições individualmente. O Senhor estava satisfeito com a voluntariedade do povo e, por isso, registrou tudo. Em consequência, no versículo seguinte está escrito a respeito da aprovação de Deus, ao se mencionar que “quando Moisés entrava na tenda da congregação para falar com o SENHOR, então, ouvia a voz que lhe falava de cima do propiciatório, que está sobre a arca do Testemunho entre os dois querubins; assim com ele falava” (Nm 7.89). Ele é galardoador dos que o buscam (Hb 11.6). A questão relevante a respeito das ofertas dos israelitas não era a quantidade somente, mas também a voluntariedade e alegria com que eram trazidas.”. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 1º Trimestre 2019. Lição 3, 20 Jan, 2019]
- Cada príncipe em Israel ofereceu ao Senhor a dádiva de cada um, que é relatada separadamente, numa demonstração de que cada um deve prestar culto individualmente, e não depender só de adoração coletiva de Deus. Observa-se também a ordem e o cuidado em cumprir os mandamentos do Senhor, neste capítulo que é um dos mais longos da Bíblia. O sétimo capítulo nos ensina:
● Deus ama a quem dá com alegria (2 Co 9.7; 2);
● Deus reconhece cada dádiva, mesmo que sejam idênticas (Veja Mc 12.41-44);
● Os pormenores exatos nos ensinam que Deus não despreza sacrifício algum, se vem do coração (SI 51.17; 3). Deus tem prazer em cada dádiva útil para o progresso da Sua Igreja; estas eram mormente para facilitar o transporte do Tabernáculo;
● Deus coroa nossa vida com a comunhão com a Sua própria pessoa, feita através da Sua revelação e da nossa oração, v. 89.

3. Obediência no chamado. Em Números 8 o Altíssimo demonstra que o caminho da consagração do povo passa pela obediência ao chamado e, consequentemente, a purificação dos levitas. Interessante que, em primeiro lugar, o Senhor determina que Arão acenda as lâmpadas; uma vez o santuário iluminado, o ritual de purificação dos levitas, por Moisés, começaria. Tudo no santuário deveria ser feito às claras, sob a orientação de Deus. Concluída a ordem divina, “[...] vieram os levitas, para exercerem o seu ministério na tenda da congregação, perante Arão e perante os seus filhos; como o SENHOR ordenara a Moisés acerca dos levitas, assim lhes fizeram” (Nm 8.22). Os levitas não podiam estar diante do povo pelas suas próprias justiças, mas somente após terem os pecados “cobertos” pelo sangue da expiação de um animal, que apontava para o sacrifício perfeito de Cristo. Com isso, eles foram aceitos diante de Deus, e o povo foi abençoado..”. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 1º Trimestre 2019. Lição 3, 20 Jan, 2019]
- A consagração e o ofício dos levitas no santuário, depois de serem escolhidos a preencher o lugar dos primogênitos de Israel. Diz-se que os levitas fizeram o seu serviço antes de Arão, porque se submeteram humildemente ao jugo e se permitiram ser controlados pela vontade do sacerdote, visto que Deus o havia ordenado. Mas o progresso da história mostrará quão propensa a natureza do homem é a rebelião. Daí surge que o fim nem sempre corresponde ao começo, mas que conclusões tristes e infelizes, por vezes, seguem um começo bem-sucedido. O oitavo capítulo nos ensina:
● Ser o encarregado da luz é uma forma de serviço muito especial (vv. 1-4; Mt 5.14-16.2);
● O serviço exige a consagração;
● O serviço se baseia em sacrifícios;
● O serviço exige a purificação;
● Aqueles que apenas ficam em disponibilidade também estão servindo.
Os levitas não tinham autorização para oferecer sacrifícios, este trabalho era exclusivo dos sacerdotes.

III – COMUNHÃO NO DESERTO
1. Tempo de comunhão. Os filhos de Israel estavam no deserto do Sinai; o censo já havia sido feito, e o lugar de cada tribo no acampamento já havia sido determinado. Então eles foram lembrados a respeito de algumas leis e Arão e os levitas foram consagrados. Agora, o Todo-Poderoso deseja abençoá-los e cultivar a comunhão com eles. O capítulo 9 do livro de Números mostra uma nova etapa do relacionamento do povo com Deus. Para marcar esse tempo, Deus ordena: “No dia catorze deste mês, pela tarde, a seu tempo determinado a celebrareis; segundo todos os seus estatutos e segundo todos os seus ritos, a celebrareis” (Nm 9.3). Serão momentos de festa e alegria, mas as regras, os estatutos, também não poderiam ser esquecidos. Por que, então, há pessoas que querem servir a Deus sem se submeterem à normas ou regras?. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 1º Trimestre 2019. Lição 3, 20 Jan, 2019]
- O capítulo 9 é o suplemento da lei concernente à Páscoa. Todo judeu deveria observá-la, sob pena de ser excluído da comunidade israelita. Elementos da Páscoa: deveriam constar pão asmo, isto é, sem fermento; ervas amargas, como almeirão; e um cordeiro ou cabrito, cujos ossos não deveriam ser quebrados. O cordeiro pascal era a figura do Cordeiro de Deus, nosso Senhor Jesus Cristo, cujos ossos não foram quebrados, e cujo sangue foi vertido na Cruz do Calvário para a nossa redenção (Veja Jo 19.36). O nono capítulo nos ensina:
● A Páscoa era uma lembrança do passado uma realização do presente e uma antecipação do futuro. Assim também é a Ceia do Senhor, que contém o evangelho inteiro;
● Os problemas e as dificuldades devem ser levados a Deus em oração. (v. 8;3);
● A orientação de Deus deve ser seguida a cada passo, seja no viajar, seja no esperar. O grande principio é: “Segundo o mandado do Senhor” (vv. 18, 19, 20, 23; cf. Jo 2.5; 4);
● A vontade divina para nós inclui o “onde” e o “quando”, duas coisas que se revelam claramente aos fiéis que obedecem a Deus.

2. Exigência divina. Em Números 9.6-13, vemos que Deus ordenou a celebração da Páscoa, porém alguns homens reconheceram que não estavam preparados para tal celebração. O que fazer? Deus respondeu que não dispensaria a adoração deles, providenciando, por isso, um dia alternativo para a comunhão, pois todos são importantes diante do Pai. Impressionante como, por vezes, alguns cristãos deixam de participar da Ceia do Senhor por qualquer outro compromisso. Deus levava a festa da Páscoa (que Jesus celebrou como a ordenança da Ceia) tão a sério que, caso alguém faltasse sem justificativa plausível, deveria ser eliminado do povo..”. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 1º Trimestre 2019. Lição 3, 20 Jan, 2019]
- Este trecho revela a presença de Deus, e Sua preocupação para com o Seu povo a quem deseja guiar em segurança pelo deserto. Este trecho nos dá os seguintes ensinamentos sobre nosso Deus:
● É um Deus que acampa conosco, seja na forma de uma nuvem, no passado, ou seja pela presença do Santo Espírito, que é o caso nestes séculos depois do dia de Pentecostes;
● É um Deus que exige fidelidade e obediência à Sua vontade;
● É um Deus que deseja salvar: a nuvem e a coluna se comparam bem à Salvação e à Segurança que Cristo nos concede. Neste mesmo trecho, a Nuvem nos revela:
- A amorável onipresença de Deus;
- A grandiosidade da Providência divina;
- Revela que precisamos da atitude de obediência para recebermos as bênçãos de Deus.

3. Igualdade dos adoradores. Quando os hebreus saíram do Egito veio também uma multidão de pessoas gentias com eles. Deus, nesse momento de comunhão no deserto, lembrou-se delas: “E, quando um estrangeiro peregrinar entre vós e também celebrar a Páscoa ao Senhor, segundo o estatuto da Páscoa e segundo o seu rito, assim a celebrará; um mesmo estatuto haverá para vós, para o estrangeiro como para o natural da terra” (Nm 9.14). Há igualdade entre os adoradores, pois Deus não têm filhos prediletos. Aqueles que se achegam a Ele, independente de suas etnias, são recebidos alegremente pelo Pai amoroso.”. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 1º Trimestre 2019. Lição 3, 20 Jan, 2019]
- Devemos ter cuidado ao explicar o que o comentarista afirma aqui, pois, não era todo estrangeiro que poderia participar da festa, assim como em nosso culto de Ceia, não são todos que participam, mas apenas os membros. Como um rito da aliança com Deus, a Páscoa devia ser celebrada somente pelos membros da comunidade da aliança; os estrangeiros, e somente os do sexo masculino, que desejassem participar, deveriam aceitar os termos da aliança, deixando-se circuncidar (Êx 12.48).

CONCLUSÃO
Deus criou mecanismos para que os hebreus entrassem pelo caminho da perfeição moral e da pureza, mas eles, ao contrário, amaram os deleites do Egito. Se a busca pela santidade tivesse se tornado a coisa mais importante para eles, o fim da história dos que atravessaram o mar Vermelho seria diferente. Com isso, é pertinente inquirir: “O que é mais vantajoso: viver em santidade ou em constante anelo pelos desejos carnais?” [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 1º Trimestre 2019. Lição 3, 20 Jan, 2019]
- Perceba que, mesmo tendo o privilégio de gozar da presença do SENHOR no meio deles, o arraial quase sempre se virava contra Deus e seus propósitos. Em Nm 16 e 17 temos os filhos de Israel Coré, Datã, Abirão e seus 250 apoiadores em rebelião e desobediência à autoridade do SENHOR quando se mostraram hostis contra Moisés e Arão. Este gesto de rebeldia afastaria o povo de Israel de adorar o verdadeiro Deus e rejeitavam Sua autoridade. O fato narrado no livro dos números quer nos ensinar que a Adoração a Deus e o respeito a Ele andam juntos. São gestos que devem ser cultivados para sermos amados por Deus.

Achando-se as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu coração; porque pelo teu nome sou chamado, ó Senhor Deus dos Exércitos”. (Jeremias 15.16),
Francisco Barbosa
Campina Grande-PB
Janeiro de 2019

HORA DA REVISÃO
1. Segundo a lição, qual era o maior desafio dos hebreus?
O maior desafio dos hebreus era ser um povo santo.
2. Segundo a lição, quais os três tipos de pureza que Deus exigia com urgência do povo?
Pureza social, relacional e espiritual.
3. Onde está escrito que “contra Jacó não vale encantamento”?
Números 23.23.
4. Qual foi a primeira festa celebrada no deserto do Sinai?
A Páscoa.
5. Qual o castigo para quem faltasse à celebração da Páscoa sem existir uma justa causa?
Seria eliminado do povo. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 1º Trimestre 2019. Lição 3, 20 Jan, 2019].