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18 de novembro de 2021

J O V E N S - Lição 08: Singularidade de Israel nos Últimos dias

 


Este plano de aula não é “a palavra final/oficial” da Igreja/Editora, mas apenas um subsídio e fonte de pesquisa

TEXTO DO DIA

“E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.” (Gn 12.3)

 

SINTESE

Israel é a menina dos olhos de Deus, para quem foram feitas promessas inefáveis. Deus ainda tem um plano com o seu povo.

 

TEXTO BÍBLICO

Salmos 89.29-34

 

INTRODUÇÃO

Deus escolheu os israelitas com um propósito. Em todo o Antigo Testamento podemos ver a trajetória desse povo que, desde os primórdios, prospera abundantemente, mas que também sofre perseguições e tentativas de extermínio. Hoje estudaremos as promessas e propósitos de Deus para a nação de Israel que se cumprirão no futuro.

COMENTÁRIO:

A simples observação de que a Bíblia está dividida em duas partes, o Antigo e o Novo Testamentos, sugere-nos muitas perguntas quanto à relação entre os dois Testamentos. Nossa atenção se concentra­rá sobre Israel e as promessas que Deus lhe fez. Veremos as principais afirmações sobre o propósito de Deus para Israel, que demandam um estudo sobre seu cumpri­mento no presente ou no futuro. Falando da nação de Israel, Deuteronômio 7:7-9 nos diz: “Não vos teve o SENHOR afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos, mas porque o SENHOR vos amava e, para guardar o juramento que fizera a vossos pais, o SENHOR vos tirou com mão poderosa e vos resgatou da casa da servidão, do poder de Faraó, rei do Egito. Saberás, pois, que o SENHOR, teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e cumprem os seus mandamentos.” Deus escolheu a nação de Israel para ser o povo através do qual Jesus Cristo iria nascer – o Salvador do pecado e da morte (Jo 3.16). Deus prometeu o Messias pela primeira vez após a queda de Adão e Eva no pecado (Gn 3). Deus mais tarde confirmou que o Messias viria da linhagem de Abraão, Isaque e Jacó (Gn 12.1-3). Jesus Cristo é a razão final pela qual Deus escolheu Israel para ser o Seu povo escolhido. Deus não precisava ter um “povo escolhido”, mas decidiu fazer as coisas dessa forma. Jesus tinha que vir de alguma nação, e Deus escolheu Israel. No entanto, a razão pela qual Deus escolheu a nação de Israel não foi unicamente para o propósito da vinda do Messias. O desejo de Deus para com Israel era o de que eles ensinassem aos outros sobre Ele. Israel deveria ser uma nação de sacerdotes, profetas e missionários para o mundo. O intento de Deus era que Israel fosse um povo distinto, uma nação de pessoas que guiassem os outros em direção a Deus e a Sua providência prometida do Redentor, Messias e Salvador. Em sua maior parte, Israel falhou nessa tarefa. No entanto, o propósito final de Deus para Israel, o de trazer o Messias e Salvador, foi cumprido perfeitamente – na Pessoa de Jesus Cristo. Boa aula a todos!

 

I- O PLANO DIVINO PARA ISRAEL

1. Um povo escolhido. Deus escolheu, chamou Abrão e ordenou que ele saísse de sua terra, do meio da sua parentela para uma terra que Ele lhe mostraria. Posteriormente, o Senhor fez uma promessa ao patriarca: “E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção” (Gn 12.2). Algum tempo depois, a descendência de Abrão cresceu e formou o povo hebreu. Ao longo da historia bíblica, podemos observar que Deus manteve-se fiel à sua aliança com Israel. Além disso, o fato dos judeus permanecerem presente no cenário geopolítico ainda hoje demonstra à toda prova, que se trata de um povo distinto. É importante lembrar que os babilônicos, assírios, filisteus, edomitas, amalequitas, dentre tantos outros que quiseram destrui-lo, foram objetos de juízo e hoje já não existem mais. A bênção do Senhor permanece sobre os israelitas.

COMENTÁRIO:

O chamado de Deus tornava Abrão o chefe de um novo clã. Em decorrência da intervenção direta do Criador, os seus descendentes formariam um povo nume­roso, abençoado e famoso. Teve início ali algo cujo propósito e final o patriarca não poderia sequer de longe imaginar! Um importante “detalhe”, porém, pa­recia colocar em risco o cumprimento da divina promessa, pois Abrão e sua esposa não podiam ter um filho. Ocorre que esse foi um teste para que Abrão demonstrasse sua fé em Deus que o chamou, o que nem sempre o patriarca fez a contento. Ao longo de uma série de experiências com Deus, que incluíram a mudança de seu nome para Abraão, a promessa da descen­dência começou a se cumprir com o nas­cimento de Isaque, mesmo na velhice de Abraão e Sara. Foi um importante sinal de um processo que tornaria a descendência de Abraão numerosa como o pó da terra (Gn 13.16) e as estrelas do céu (Gn 15.5). Diversos povos se originaram de Abraão, mas a plenitude da promessa estabeleceu seu foco sobre os filhos de Jacó, seu neto, nomeado Israel pelo próprio Deus (Gn 32.28). Foi com esse povo que Deus desenvolveu os capítulos seguintes da história da salvação. Quando chegamos ao Novo Testamen­to, encontramos a afirmação de Jesus de que ele veio buscar as ovelhas perdidas de Israel (Mt 10.6; 15.24), o que indica claramente a continuidade do propósito de Deus para Israel. No entanto, o Mestre nos informa que os que eram seus não o receberam (Jo 1.11). Perguntamos então: Qual é o papel dessa nação no desdobra­mento posterior do plano da salvação? A promessa feita a Abraão ainda está de pé? De que modo?

 

2. Um povo com propósito. Após chamar a Abrão, e prometer fazer dele uma grande nação, Deus estabeleceu um propósito: “E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra (Gn 12.3). Israel, portanto, foi escolhido para ser canal de bênção para todas as nações. Por intermédio de Israel todos os povos da terra iriam conhecer o Todo-Poderoso.

COMENTÁRIO:

Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3), prometera o Senhor a Abraão. Os que "amaldiçoarem Abraão e seus descendentes são os que os ignoram, desprezam e tratam com desdém. A maldição de Deus para essa falta de respeito e desconsideração envolveria o mais severo dos castigos divinos. O contrario aconteceria com aqueles que abençoassem Abraão e seu povo. A bênção de Abraão é identificada por Paulo como o evangelho preanunciado a Abraao (Gl 3.8). A bênção dos demais homens dependeria do modo como se relacionariam com Abraão e com a sua descendência. O trecho, repetido nas promessas feitas a Isaque e a Jacó, não deixa dúvidas de que Israel seria central na história da salvação e de que a bênção divina para o mundo in­teiro teria como canal a sua descendência. Temos então o surgimento de um povo eleito para ser abençoado e para abençoar. Em decorrência da aliança firmada com Deus, Israel seria mediador de bênção e de maldição entre Deus e todos os povos. Desse modo, a tese de que Israel tenha sido rejeitado ou excluído do plano divino gera um problema na compreensão das promessas do Antigo Testamento porque a salvação das nações é descrita como uma decorrência da bênção sobre a descendência de Abraão e a sua maldição seria a maldição de todos. A Carta aos Romanos ensina que a rejei­ção dos israelitas foi parcial. Paulo compro­va isso com a sua própria conversão, sendo ele um israelita (Rm 11.1). A maciça inclu­são dos gentios no povo de Deus deveria funcionar como um elemento provocador de ciúmes nos judeus (Rm 11.11), para que eles se voltem para Jesus e o reconheçam como o Messias que eles aguardam. Em seguida, porém, quando ocorrer a “ple­nitude dos gentios” (Rm 11.25), “… todo o Israel será salvo” (v. 26). Segundo RC Sproul, “Paulo está dizendo que a parcela inteira dos eleitos de Deus de Israel será salva, e que Deus virá numa nova visitação histórico-redentora pelo Espírito Santo, quando o tempo dos gentios se cumprir” (Estudos Expositivos em Romanos, p. 353, Cultura Cristã).

 

3. Um povo com um futuro. O futuro glorioso de Israel é uma certeza profética. Podemos observar esta esperança nas Escrituras ao considerarmos as promessas feitas aos patriarcas, ao rei Davi e aos profetas. Essa esperança também está implícita nas palavras de Jesus quando inquirido pelos discípulos, sobre o momento em que restauraria o reino a Israel. O Mestre disse que não lhes competia saber aquela informação (At 1.7), deixando submetido, que tal fato aconteceria no futuro. Também vemos esse tema nos escritos de Paulo. Ele afirma que assim como os gentios estão sendo alcançados pelas misericórdias de Deus por meio de Cristo, ainda chegará o tempo em que Israel será novamente envolvido na mesma misericórdia (Rm 11.30-32).

COMENTÁRIO:

Outra importante promessa do Antigo Testamento sobre Israel também foi pro­ferida por Ezequiel nos dias do exílio. Quando ocorreu o decreto de Ciro, já mencionado acima, os judeus tiveram autorização para retornar para a terra, mas muitos não o fizeram. Preferiram permanecer na condição favorável que haviam conseguido alcançar no império persa e, desde então, se espalharam para os mais diversos lugares. O Senhor, porém, prometera buscar e congregar novamente os filhos de Israel em sua terra. Em Ezequiel 20.40-42, lemos: “… no meu santo monte, no monte alto de Israel, diz o Senhor Deus, ali toda a casa de Israel me servirá, toda, naquela terra; ali me agradarei deles, ali requererei as vossas ofertas e as primícias das vos­sas dádivas, com todas as vossas coisas santas. Agradar-me-ei de vós como de aroma suave, quando eu vos tirar dentre os povos e vos congregar das terras em que andais espalhados; e serei santificado em vós perante as nações. Sabereis que eu sou o Senhor, quando eu vos der entrada na terra de Israel, na terra que, levantando a mão, jurei dar a vossos pais.” Todo o Israel seria novamente reunido aos pés do Senhor, profecia que implica não somente o retorno físico à terra, mas, principalmente, o retorno espiritual à obediência ao Senhor e aos seus manda­mentos. Isso retoma as promessas feitas a Abraão quanto à descendência e à terra e as coloca no contexto da consumação dos séculos, como parte daquilo que de­vemos aguardar juntamente com o retorno de Cristo. Sobre o entendimento do que ensina a Escritura a respeito do destino final de Israel foi feita referência acima, a partir de Romanos 11.26.

 

 

II- JUÍZO E REDENÇÃO PARA ISRAEL

1. O tempo da “angústia para Jacó”. “Ah! Porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante! E é tempo de angústia para Jacó; ele. porém, será salvo dela” (Jr 30.7). Com essas palavras, Deus anunciava, pelo profeta Jeremias, como seria o tempo da Grande Tribulação para os judeus. Segundo o pastor Antônio Gilberto, na obra Calendário da Profecia, “a Grande Tribulação visa em primeiro plano os judeus, mas o mundo todo sofrerá também. Deus entrará em juízo com o seu antigo povo, para expurgá-lo e levá-lo ao arrependimento e conversão. Ninguém deve estranhar esse sofrimento nacional necessário para os judeus, tantas vezes já vivido ao longo da História sempre como reação envolvido de Deus às decisões equivocadas dos filhos de Israel. Essa tribulação derradeira, porém, será a mais dramática e angustiante de todas, como já anunciou o profeta Malaquias (MI 4.1). Durante a Grande Tribulação, após um periodo de três anos e meio de aparente harmonia, haverá um rompimento entre a Besta e o povo de Israel, pois ela porá uma imagem sua no Templo de Jerusalém. E após isso, ela manifestará o seu caráter diabólico e começará uma efetiva perseguição contra os judeus (Dn 9.27; Mt 24.15: 2Ts 2.4: Ap 11.2). Diante de um ataque ferrenho, Israel compreenderá que estará à beira da extinção, mas esse não será o seu fim, pois os judeus clamarão pela vinda do Messias prometido o qual os ouvirá e virá em socorro (ML 4.2a)

COMENTÁRIO:

O “tempo de angústia para Jacó” se refere à um período de dificuldades sem precedentes para Israel, como o versículo o define, é posto no contexto da restauração final de Israel. Ele é mais bem entendido quando equiparado ao tempo da tributação (vs. 8-9), imediatamente antes do segundo advento de Cristo, mencionado em outro lugar (Dn 12.1; Ml 24.21-22) e descrito em detalhes em Ap 6-19. Nos versículos anteriores a Jeremias 30, vemos que o Senhor está falando ao profeta Jeremias sobre Judá e Israel (30:3-4). No versículo 3, o Senhor promete que em um dia no futuro Ele traria Judá e Israel de volta para a terra que havia prometido aos seus antepassados. O versículo 5 descreve uma época de grande temor e tremor. O versículo 6 descreve este tempo de forma tal que retrata os homens sofrendo as dores do parto, novamente indicando um tempo de agonia. Entretanto, há esperança para Judá e Israel, pois embora esse seja chamado do "tempo de angústia para Jacó", o Senhor promete que salvará Jacó (referindo-se a Judá e Israel) deste tempo de grande tribulação (versículo 7). Em Jeremias 30.10-11 o Senhor diz: "Não temas pois tu, servo meu, Jacó, diz o Senhor, nem te espantes, ó Israel; pois eis que te livrarei de terras longínquas, e à tua descendência da terra do seu cativeiro; e Jacó voltará, e ficará tranquilo e sossegado, e não haverá quem o atemorize. Porque eu sou contigo, diz o Senhor, para te salvar." Além disso, o Senhor diz que irá destruir as nações que mantinham Judá e Israel em cativeiro e que nunca permitirá que Jacó seja completamente destruído. No entanto, deve-se destacar que o Senhor descreve este como um tempo de disciplina para o Seu povo. Ele diz de Jacó: "Porquanto darei fim cabal a todas as nações entre as quais te espalhei; a ti, porém, não darei fim, mas castigar-te-ei com medida justa, e de maneira alguma te terei por inocente." Jeremias 30.7 diz: "Ah! porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante!" O único período de tempo que se encaixa nessa descrição é o período da Tribulação. Esse período é sem paralelo na história. Jesus descreveu a Tribulação usando algumas das mesmas imagens que Jeremias. Em Mateus 24.6-8, Ele declarou que o aparecimento de falsos cristos, guerras e rumores de guerras, fomes e terremotos são "o princípio das dores". Paulo também descreveu a tribulação como dores de parto. Primeiro Tessalonicenses 5:3 diz: "pois quando estiverem dizendo: Paz e segurança! então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão." Este evento segue o Arrebatamento e a remoção da Igreja, assim como descritos em 4.13-18. Em 5.9, Paulo novamente enfatiza a ausência da Igreja deste período de tempo, dizendo: "porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançarmos a salvação por nosso Senhor Jesus Cristo."A ira de que se fala aqui é o julgamento de Deus sobre o mundo incrédulo e a Sua disciplina sobre Israel durante a Tribulação. Essas "dores de parto" são descritas em detalhes em Apocalipse 6-12. Parte do propósito da Tribulação é trazer Israel de volta para o Senhor. Para aqueles que receberam a Cristo como Salvador do pecado, o tempo da angústia para Jacó é algo pelo qual devemos louvar ao Senhor, pois demonstra que Deus cumpre as Suas promessas. Ele prometeu-nos a vida eterna através de Cristo, nosso Senhor, e prometeu terras, sementes e bênção a Abraão e seus descendentes físicos. No entanto, antes de cumprir essas promessas, Ele amorosamente mas firmemente disciplinará a nação de Israel para que ela se volte a Ele.

 

 

2. O tempo da vitória de Jacó. É nesse contexto de grande aflição que Jesus descerá para socorrer ao povo de Israel. Ele descerá sobre o Monte das Oliveiras, em Jerusalém (Zc 14.4). As Escrituras Sagradas afirmam que todas as nações vão se unir para pelejarem contra Jerusalém. A cidade será tomada e as casas serão saqueadas e destruídas (Zc 14.2). Contudo, haverá um tempo de glória e restauração para Jerusalém. Isaias profetizou dizendo que a cidade de Davi será um centro de adoração para as nações (ls 2.2,3). No Milênio ela será a sede do governo do Messias sobre as nações, o qual trará paz sobre todo o mundo (ls 2.4)

COMENTÁRIO:

Isaías 2.1-5 apresenta a primeira das três imagens para Sião (Jerusalém) nesse sermão que descreve a sua futura exaltação. O livro de Miqueias contém essa parte da profecia de Isaías quase palavra por palavra (Mq 4.1-3}, indicando que esse profeta mais jovem, contemporâneo de Isaías, deve ter obtido tais palavras dele. Ambas as passagens apresentam um quadro profético de Sião em seu futuro reino messiânico, quando todos os povos reconhecerão Jerusalém como a capital do mundo. "Últimos dias" é designação do tempo que antecipa a era messiânica. O Novo Testamento aplica essa expressão ao período que se iniciou com a primeira vinda de Jesus Cristo (At 2.17; 2Tm 3.1; Hb 1.2; Tg 5.3; 2Pe 3.3). Os profetas do Antigo Testamento sem terem uma palavra mais precisa para descrever o período entre as duas vindas do Messias, o ligavam ao período em que o Messias retornaria para estabelecer o seu reinado terreno, ou seja, ao reinado de mil anos do qual fala Apocalipse 20. O monte da casa do SENHOR é uma referência ao monte Sião, o local onde está o templo de Jerusalém.

 

 

3. O tempo da glorificação de Jacó. Enquanto nação, Israel não creu em Jesus como o Cristo. Entretanto, nesses últimos dias, haverá um remanescente judaico que reconhecerá a Jesus como o seu Messias Redentor prometido e, em escala nacional, todos o aceitarão, chorando (Is 4.3; 59.20,21; 60.21; Rm 9.27; 11.25-27). Israel será salvo pelo Senhor, o qual destruirá seus inimigos e exaltará Jerusalém sobre todas as cidades da Terra (Zc 14.8-11).

COMENTÁRIO:

Israel vai finalmente reconhecer Jesus como o Messias (Zacarias12:10). Israel será regenerada, restaurada e reagrupada (Jeremias 33:8, Ezequiel 11:17, Romanos 11:26). Zacarias teve uma visão da primeira vinda do Messias à Terra e da rejeição Dele pelo Seu povo. Numa visão subsequente, Zacarias viu a Segunda Vinda do Messias, quando Ele retornará à Terra e salvará Seu povo das nações reunidas para guerrear contra ele. Nessa época, os judeus vão reconhecer Jesus Cristo como o Messias e adorá-Lo.

 

 

III – OREMOS POR ISRAEL

1. Deus pede que oremos por Israel. O salmista Davi, inspirado pelo Espírito, pediu que orássemos “pela paz de Jerusalém (Sl 122.6). Em Jerusalém o Senhor Jesus ao ver a cidade, chorou e disse: “Ah! Se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence!” (Lc 19.42a).

COMENTÁRIO:

É a oração mais apropriada para a cidade cujo nome significa "paz" e é a residência do Deus da paz (Is 9.6; Rm 15.33; Hb 13.20). Compare as orações pela paz de Israel (Sl 125.5; 128.6) com outros salmos que exaltam Jerusalém (Sl 128; 132; 147). A História provará que tempos ruins terão que vir (Sl 79; 137) antes que chegue o melhor dos tempos (Ap 21—22). Somente Lucas registra o choro de Jesus pela cidade de Jerusalém. Cristo lamentou Jerusalém em pelo menos duas outras ocasiões (13.34; Mt 23.37). Orar pela paz de Jerusalém é uma ordenança divina – o SENHOR não está pedindo, mas ordenando que ore pela paz de Jerusalém. A esta ordenança está atrelada a uma promessa de bênção: Inclusive de prosperidade (em todas as áreas da vida), mas, não para aqueles que oram pela paz de Jerusalém, senão, para aqueles que a amam.

 

2. Jesus pede que oremos por Israel. No sermão profético, Jesus “pediu oração para que a fuga dos judeus, as vésperas da batalha do Armagedom, não acontecesse na estação do inverno, e que esse dia especifico não fosse sábado” (Mt 24.20). É da vontade de Deus que oremos por Israel. Muitos criticam, acusam, hostilizam e odeiam os judeus, demonstrando um sentimento antissemita, contudo o crente deve amar e orar, diariamente, pela paz de Israel. Deus se apresenta no Antigo Testamento como o Jeová-Shalom, ou seja, o Deus de paz. Jesus também é apresentado pelo profeta Isaias como o Príncipe da Paz. Então, podemos afirmar que Deus deseja que a paz repouse sobre a cidade de Davi.

COMENTÁRIO:

A destruição estava certamente chegando. Não foi possível impedir; contudo, era correto orar por uma atenuação das circunstâncias, para que fosse o mais branda possível. Então, sabemos que a calamidade está diante de nós; doença, dor, luto e morte estão em nosso caminho; todavia, embora saibamos que essas coisas devem vir sobre nós, é certo orar para que elas venham da maneira mais branda possível e consistente com a vontade de Deus. Devemos morrer, mas é correto orar para que as dores de nossa morte não sejam longas nem graves.

No inverno – Por causa do frio, tempestades, etc. Ser expulso de casa e obrigado a morar em cavernas seria uma dupla calamidade.

Nem no sábado – longas viagens eram proibidas pela lei no sábado, Êxodo 16:29 . A lei de Moisés não mencionou a distância a que as pessoas poderiam ir no sábado, mas a maioria dos judeus sustentava que não deveria ter mais de 2.000 côvados. Essa distância foi permitida para que eles pudessem ir aos seus locais de culto. A maioria deles afirmou que não era lícito ir além, sob quaisquer circunstâncias de guerra ou aflição. Jesus ensina seus discípulos a orar para que a fuga deles não ocorra no sábado, porque, se não forem além da jornada do dia de sábado, não estariam além do alcance do perigo e, se o fizessem, seriam expostos à acusação de violar a lei. Deve-se acrescentar que era quase impraticável viajar na Judéia naquele dia, pois os portões das cidades estavam geralmente fechados, Neemias 13.19-22.

Pela dureza da estação, a maldade das estradas, a falta de dias e a duração das noites, todos serão grandes impedimentos para o seu vôo. O rabino Tanchum observa: “que o favor de Deus se manifestou particularmente na destruição do primeiro templo, ao não obrigar os judeus a sair no inverno, mas no verão”. Nem no dia de sábado – para que você não desperte a indignação dos judeus viajando naquele dia, e sofra a morte fora da cidade da qual você se esforçou para escapar de dentro. Além disso, nos dias de sábado, os judeus não apenas mantinham portas, mas os portões de todas as cidades e vilarejos de todos os lugares eram mantidos fechados e trancados; para que o voo deles fosse no sábado, eles não podiam esperar a admissão em nenhum lugar seguro na terra.

 

3. O ódio do Inimigo por Israel. A primeira vista, pode parecer “apenas uma antipatia contra os judeus. entretanto, trata-se, na verdade, de um ódio estabelecido a partir de uma inspiração diabólica. O Senhor deseja que o povo de Israel seja alvo das nossas orações e amor, pois temos uma grande divida com ele, que é, e sempre será, canal de bênçãos para os povos do mundo (Gn 12.3).

COMENTÁRIO:

O mundo inteiro está se mexendo desesperadamente para tentar acalmar as tensões entre Israel e palestinos. As nações estão dizendo: “É só uma questão de dar um Estado aos palestinos, e certamente haverá paz!” Mas nós que oramos sabemos que não é assim. A única paz que pode existir entre Ismael e Isaque é pura reconciliação, primeiramente ao Deus de Israel através de Yeshua, o Messias, e depois uns aos outros em quebrantamento e contrição. Qualquer coisa menos que isso será, na melhor das hipóteses, uma solução temporária. É tão fácil perder nosso foco como intercessores nestes dias em que estamos vivendo. Às vezes tanto a política como a teologia ficam embaçadas nas águas turvas da opinião pública. Parece que até perdemos de vista o que Jesus veio para pregar, “o Reino de Deus”. Enquanto oramos, podemos descobrir que estamos, sem perceber, tentando manipular a palavra de Deus e o cronograma de Deus. Muitas vezes proclamamos o que achamos serem “declarações proféticas”, mas que realmente nasceram de emoção carnal e um desejo sobrepujante de ver Israel possuir sua herança. Mas na realidade, o que precisamos orar é: “Venha teu reino, seja feita tua vontade assim na terra como no céu…” Como pessoas que amam a Israel, podemos também ficar aflitos por causa das palavras de reis e nações, ou seja da ONU, dos Estados Unidos, e de outros que tentam determinar as fronteiras de Israel de acordo com conhecimento humano, ou ficamos irritados com suas acusações de que Israel está abusando do seu poder no meio do terrorismo que sofre diariamente. Podemos reagir com medo por causa do grande poderio dos líderes mundiais, pensando: “Quem sou eu diante de nações e reis?” Ou podemos reagir com zelo natural, achando que os cristãos deveriam fazer alguma coisa, para que Israel não erre o alvo, cedendo terra da sua herança aos outros povos. “E se eles trocarem terra por paz?” A verdade é que Israel não vai errar o alvo no final, porque Deus já disse em Jeremias: “Porei sobre eles favoravelmente os olhos e os farei voltar para esta terra; edificá-los-ei e não os destruirei, plantá-los-ei e não os arrancarei. Dar-lhes-ei coração para que me conheçam, que eu sou o SENHOR; eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus; porque se voltarão para mim de todo o seu coração” (Jr 24.6,7). E daí? Paramos de orar, profetizar e proclamar os propósitos de Deus para Israel? Paramos de viajar para ficar juntos com nossos irmãos e irmãs israelenses, para ficar ombro a ombro com eles, porque agora Deus fará tudo sozinho e não precisa de nós? De forma nenhuma! Pelo contrário, devemos orar como nunca antes. Mas primeiro devemos entrar mais profundamente no Salmo 91, armar nosso leito no abrigo do Altíssimo, e conhecer o próprio coração de Deus, onde acharemos também sua perfeita vontade. Precisamos ser santos que conhecem a vontade de Deus, seu cronograma, seu caráter e seus caminhos, como também seu poder e autoridade. Como é que ele deseja que oremos? As orações do seu Reino. Ele quer revelar sua vontade como Rei dos reis, se pudermos tão-somente esperar nele (Is 40.31). Ele anseia para que nossas orações acertem na “mosca”, no centro do seu propósito, liberando sua vontade para ser feita na terra, assim como é no céu. Ele anseia para que sejamos peritos arqueiros, atirando nossas orações como flecha, e não como um fuzil. Quantas vezes atiramos, sem saber onde está ou o que é o alvo! Devemos ser aqueles que oram no Espírito sem cessar (1 Ts 5.17-18). Nestes dias, precisamos pedir ao Senhor que libere o dom do Espírito Santo nas nossas vidas. Se não experimentamos ainda a liberação deste dom na nossa vida, então estamos perdendo uma dimensão de oração que remove montanhas, e estamos nos acomodando com algo muito menor na nossa vida de oração. Quando oramos no Espírito, estamos transpondo nossa carne, e frustrando a intenção do inimigo, porque oramos segundo a vontade perfeita de Deus (Rm 8.26). Não fomos chamados como cristãos para orar meramente com sabedoria humana ou conhecimento mental, mas precisamos da sabedoria e do conhecimento de Deus, que são alcançados por meio da sua Palavra e da oração no Espírito. Enquanto orarmos no Espírito, no tempo certo, Deus liberará mensagens e revelações proféticas do seu trono, e então saberemos orar com o entendimento também. Depois, precisamos também ser adoradores, que fazem seu leito diante do trono de Deus, às vezes aguardando em longos períodos de silêncio até que Deus libera apenas uma oração com unção do céu, acompanhada por fé, e que pode mover montanhas. Deus promete que “minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem” (Jo 10.27). Estamos ouvindo a voz de Deus? Sim, amados, Deus prometeu que restauraria totalmente a Israel, e a colocaria como louvor na terra. Prometeu que o mundo inteiro reconheceria que Deus é verdadeiro, através dos próprios atos de arrependimento e profunda adoração que procederiam do meio do seu povo de Israel. Conforme disse através de Ezequiel: “as nações saberão que eu sou o SENHOR, diz o SENHOR Deus, quando eu vindicar a minha santidade perante elas” (Ez 36.23; leia todo o capítulo 36). Deus é fiel, e certamente cumprirá tudo que prometeu. Agora, como nunca antes, precisamos de cristãos maduros, tanto gentios como messiânicos, que se ajuntem num espírito de quebrantamento e contrição, amando uns aos outros, tremendo diante da palavra de Deus, e brilhando como aquele Um Novo Homem de Efésios 2.15. É neste lugar e com este coração que podemos nos separar das vozes dominantes do mundo atual como da mídia e outras, e nos destacar como a Noiva preparada no final dos tempos. Orem pela paz de Jerusalém, e quando orarem, lembrem-se que devemos ser aqueles que se elevam acima dos reinos deste mundo. As coisas não são o que parecem ser. Jesus veio pregando que o Reino de Deus estava próximo. Ainda esta! [Rick Lunsford é Diretor de “Embrace Israel Ministries”, fundado por Reuven Doron, e que tem como missão promover a revelação do papel de Israel no propósito final de Deus, junto com a Igreja resgatada entre os gentios, formando juntos Um Novo Homem]. (Extraído de https://www.revistaimpacto.com.br/biblioteca/oremos-por-israel-3/. Acesso em: 18 NOV 21).

 

 

CONCLUSÃO

Israel é um povo escolhido por Deus. Os descendentes de Abraão receberam as promessas do Senhor e um grande propósito, como vimos nesta lição. Deus ainda tem planos com o seu povo, que terá um reencontro com Ele em meio a uma terrível dor. O Altíssimo completará sua obra com o povo de Israel, restaurando-a.

COMENTÁRIO:

A aliança de Deus com Israel está marcada por numerosas e importantes promessas. Seu cumprimento e conti­nuidade são temas importantes quanto à natureza de Deus e de seus propósitos para com o seu povo. A vinda de Cristo e a pregação do evangelho tem impacto direto sobre o modo como devemos entender cada uma dessas promessas e, especialmente, sobre a compreensão do papel que cabe a Israel na continuidade da história da redenção.

 

Comentário elaborado pelo Presbítero Francisco Barbosa. Ao compartilhar, favor citar fonte.

 

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HORA DA REVISÃO

1. Qual texto bíblico registra as primeiras promessas de Deus feitas para Abrão e seus descendentes?

Genesis 12

2. Deus tinha um plano com o povo de Israel no passado e ainda tem um plano com esse povo no futuro?

Sim, Israel é “a menina dos olhos de Deus (Zc 2.8)

3. Segundo a lição, como a Grande Tribulação é referida em Jeremias 30.7?

Como um tempo de angústia tão grande como nunca houve sobre a terra.

4. Durante a Grande Tribulação, quando Israel clamará a Deus por socorro?

Quando estiver à beira da extinção

5. Por que devemos orar por Israel?

Porque é uma ordenança bíblica. O salmista pede, Inspirado pelo Espírito Santo que oremos peta paz de Jerusalém (SI 122.6)