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30 de março de 2022

LIÇÃO 2: SAL DA TERRA, LUZ DO MUNDO

 


 

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TEXTO ÁUREO

Vos sois o sal da terra; […] Vós sois a luz do mundo” (Mt 5.13,14)

VERDADE PRÁTICA

A influência dos cristãos na sociedade é inevitável. Do ponto de vista bíblico, o mundo não pode estar indiferente aos verdadeiros seguidores de Cristo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Mateus 5.13-16

INTRODUÇÃO

Nesta lição, enfatizaremos o papel de “sal e luz” que o cristão deve ter no Mundo. Não basta denominar-se ser cristão, mas sim fazer a diferença no lugar onde vivemos. Por isso, tomaremos duas metáforas pelas quais Jesus ensinou a respeito da relevância de seus discípulos no mundo: o sal e a luz. Como esta ilumina o lugar de trevas, e aquela tempera e conserva o alimento, somos chamados a influenciar o mundo atual.

COMENTÁRIO

Esta lição tem o objetivo de mostrar a grande necessidade do crente exercer sua influência no mundo, tentando evitar a deterioração da sociedade e, positivamente, brilhando como testemunho fiel de Cristo. O sal é tanto um conservante quanto um intensificador do sabor. Não há dúvida de que o que Jesus queria destacar era o seu uso na preservação de alimentos. Este é o seu uso primário, antes de ser dar sabor, é o de preservar. Os discípulos têm de estancar a corrupção do mundo! O sal puro não pode perder o seu valor ou eficácia, mas o sal que é comum na área do mar Morto é contaminado com sulfato de cálcio (gipsita) e outros minerais e pode ter um sabor leve ou ser ineficaz como preservativo. Esses sais minerais serviam basicamente para evitar o nascimento de vegetação em trilhas. Esse sal pode tornar-se inútil quando a chuva elimina sua salinidade ao longo dos anos. De igual modo, os cristãos cujos valor e conduta não permanecem distintos da cultura que os cerca fracassam em sua missão. Em Isaías 60.1-3, Deus prometeu que a luz de sua glória em Israel atrairia todas as nações. Jesus é a luz do mundo (Jo 1.9; 8.12), e sua luz agora brilha por meio de sua igreja (1Jo 1.8-10).

Que influência devemos exercer num mundo tão cheio de mal, corrupção e violência?

Para definir a natureza dessa influência, Jesus usa duas figuras comuns do lar: sal e luz. Qual é o lar, por mais pobre que seja, que não usa tanto o sal como a luz? Sal e luz são itens indispensáveis em qualquer lar. Uma vida piedosa dá um testemunho convincente do poder salvador de Deus. Isso lhe traz glória (1Pe 2.12).

 

I- O SAL TEMPERA E CONSERVA

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1. Definição. Na Bíblia a palavra “sal” aparece com o substância branca usada com o tempero (Jó 6.6; Mc 9.50), remédio e conservante (Ez 16.4). No grego bíblico, há pelo menos quatro significados para a palavra halas, substantivo neutro para sal:

1) como tempero;

2) como substância fertilizante para a terra arável;

3) como substância que conserva os alimentos da deterioração;

4) como sabedoria e graça no discurso (Cl 4.6).

COMENTÁRIO

Segundo o dicionário Aurélio sal é um cloreto de sódio, cristalino, branco usado na alimentação. No sentido figurado significa graça, vivacidade. O sal é uma necessidade fundamental da vida e tem sido usado desde os tempos antigos em muitas culturas como tempero, conservante, desinfetante, componente de ofertas cerimoniais e como unidade de troca. Os hebreus, tanto durante o período do Antigo Testamento quanto do Novo Testamento, certamente não foram uma exceção.

O sal, além de usado para temperar a comida (Jó 6:6), era misturado com a forragem do gado (Isaías 30:24). Todas as ofertas de carne eram temperadas com sal (Levítico 2:13). Comer sal com uma pessoa é partilhar de sua hospitalidade, para dele seu sustento; e, portanto, aquele que o fez era obrigado a cuidar dos interesses de seu anfitrião (Esdras 4:14).

Um “pacto de sal” (Números 18:19; 2Crônicas 13:5) era um pacto de obrigação perpétua. Os recém-nascidos era esfregados com sal (Ezequiel 16:4). Os discípulos são comparados ao sal, com referência aos seus usos purificadores e preservadores (Mateus 5:13). Quando Abimeleque tomou a cidade de Siquém, semeou o lugar com sal, para que permanecesse sempre um solo estéril (Juízes 9:45). https://www.apologeta.com.br/sal/

O Pastor Osiel Gomes esclarece: “No grego, sal é um substantivo neutro (hálas), que segundo Strong pode ser definido de quatro maneiras: 1) sal, com o qual a comida é temperada e sacrifícios são salpicados. 2) tipo de substância salina usada para fertilizar terra arável. 3) o sal é um símbolo de acordo durável, porque protege os alimentos da putrefação e preserva-os sem alteração. Consequentemente, na confirmação solene de pactos, os orientais estavam e estão até os dias de hoje acostumados a compartilhar do sal juntos. 4) sabedoria e graça exibida em discurso.

Do hebraico a palavra sal é melach, procedente de malach, rasgar, dissipar, (Nifal) ser dispersado, ser dissipado, salgar, temperar, dessa forma a palavra sal desde Gênesis (Gn 14.3) até chegar ao profeta Sofonias (Sf 2.9) surge aproximadamente trinta vezes. Além das definições dadas quanto ao sal, é importante atentar para o aspecto histórico em relação a esse elemento, em especial envolvendo o povo de Deus, os judeus. Somente assim poderemos compreender o que Jesus quis dizer ao falar: “Vós sois o sal da terra””. Gomes. Osiel,. Os Valores do Reino de Deus: A Relevância do Sermão do Monte para a Igreja de Cristo. Editora CPAD. 1ª edição: 2022. pag. 37-39.

 

2. A importância do sal. Podemos dizer que o sal tem a função de dar sabor, pois um alimento na medida certa de sal é saboroso (Jó 6.6). Essa função simboliza a vida moderada, equilibrada, de modo que traz uma ideia de boa influência do crente sobre o mundo. Outra função do sal é a de preservar o alimento da deterioração. Quando não havia tecnologia de refrigeração, preservava-se a carne esfregando-a no sal e deixando-a na salmoura. Essa função traz uma ideia de oposição ao mundo, pois os cristãos, como sal, são “esfregados” num mundo em processo de apodrecimento moral e espiritual (1 Jo 5.19).

COMENTÁRIO

No mundo antigo, o sal era algo de muito valor. O sal era tão importante que todas as ofertas de comida dedicadas a Deus deveriam ser temperadas com sal (Lv 2.13). O sal tem, pelo menos, três características, sendo tempero e sabor a primeira que nos vem a mente. Essa é a característica mais conhecida; uma comida sem sal é insípida, como o próprio Jó reconheceu (Jó 6.6).

O sal é um dos produtos mais barato, contudo, é extremamente essencial aos alimentos. Que o digam as pessoas que por alguma recomendação médica têm que se abster quase que totalmente do seu uso. E convenhamos: uma comida sem sal é quase intragável. Pois bem. Comparados ao sal, eu e você, discípulos amados do Senhor Jesus, temos a capacidade de dar sabor e um tempero especial a este mundo, porque conhecemos o único e verdadeiro Deus.

A influência do crente no mundo deve ser como o sal para a comida – a presença do crente dá sabor ao ambiente no escritório, na faculdade, na fábrica, etc. Será que a nossa presença tem essa influência positiva? Infelizmente, muitas pessoas consideram que o crente tira o sabor da vida.

Nossa vida deve ser como o sal. Boas ações têm grandes efeitos, por mais pequenas que essas ações sejam. Jesus nos chamou para fazermos a diferença no mundo, através das boas obras. Sem o amor de Jesus, que se reflete em nossas ações, o mundo fica sem graça. A fé em Jesus sem boas obras é inútil, porque não faz diferença nenhuma (Tg 2.15-17).

O Pastor Hernandes Dias Lopes comenta: “Uma comida insossa é intragável. O sal tem o papel de dar sabor aos alimentos. Torna o alimento apetitoso, agradável ao paladar. O mundo está cansado de seu próprio pecado. O pecado cansa. O pecado adoece. O pecado escraviza. A presença da igreja no mundo, refletindo nele a glória de Deus, revela às pessoas uma qualidade de vida superlativa. Mostra ao mundo que a vida com Deus é deleitosa. Demonstra ao mundo que só na presença de Deus tem plenitude de alegria e delícias perpetuamente.

É importante ressaltar, outrossim, que, se a comida sem sal é intragável, uma comida com excesso de sal também é insuportável. A igreja não foi chamada para condenar o mundo, mas para demonstrar ao mundo o amor de Deus e chamar as pessoas do mundo ao arrependimento e à fé salvadora.

[…] o sal provoca sede (5.13). O sal tem a capacidade de provocar sede. Vivemos num mundo caído, onde as pessoas não têm sede pelas coisas espirituais nem apetência pelo pão do céu. A presença da igreja no mundo provoca esse interesse pelas coisas de Deus. A igreja como sal se insere, se infiltra e, assim, provoca nas pessoas o desejo de conhecer Deus. Sem a presença da igreja, o mundo se tornaria um ambiente insuportável onde viver. A igreja é o grande freio moral do mundo.

[…] o sal para ser útil precisa conservar sua salinidade (3.13). A eficácia do sal é condicional. Ele precisa conservar sua salinidade. Stott afirma corretamente que o cloreto de sódio é um produto químico muito estável, resistente a quase todos os ataques. Não obstante, pode ser contaminado por impurezas, tornando-se, então, inútil e até mesmo perigoso. O que perdeu a sua propriedade de salgar não serve nem mesmo para adubo. É óbvio que a salinidade do cristão é o seu caráter transformado pela graça, conforme descrito nas bem-aventuranças. Segue-se que, se os cristãos forem assimilados pelo mundo em vez de influenciarem o mundo, perderão complemente sua utilidade.

Concordo plenamente com Stott quando ele escreve: “A influência dos cristãos na sociedade e sobre a sociedade depende da sua diferença, e não da sua identidade”. Nessa mesma linha de pensamento, Martyn Lloyd-Jones diz que a glória do evangelho é que, quando a igreja é absolutamente diferente do mundo, ela invariavelmente o atrai. É então que o mundo se sente inclinado a ouvir a sua mensagem”. LOPES. Hernandes Dias. Mateus Jesus, O Rei dos reis. Editora Hagnos. pag. 184-186.

 

3- O cristão com o sal. Como cristãos, devemos influenciar o mundo que se encontra em estado de podridão espiritual (Lc 14.34,35). Nesse aspecto, o cristão deve expressar os valores morais e espirituais do Evangelho em sua vida, opondo-se aos valores do mundo. Não esqueçamos, portanto, de nossa identidade verdadeira na relação que temos com este mundo, de acordo com as palavras de nosso Senhor: “vós sois o sal da terra”.

COMENTÁRIO

Como um crente pode dar um novo sabor à sociedade, ao ambiente em que vive? Na metáfora que Cristo faz comparando o cristão com o sal, Ele mostra que cada discípulo tem uma vida que dá sabor e que pode preservar. É preciso entender que esse mundo dominado pela natureza carnal pecaminosa irá cada vez mais de mal a pior. Desde o momento em que a carne começou a reinar, a situação do homem sem Deus é o caminho da podridão (Gn 6.3).

Ainda citando o Pastor Hernandes: “Tasker está coberto de razão ao dizer que a mais evidente característica geral do sal é que ele é essencialmente diferente do meio em que é posto. Seu poder está precisamente nessa diferença. Como o sal da terra, a igreja possui várias funções importantíssimas, as quais passamos a descrever a seguir.

[..] o sal é antisséptico e inibe a decomposição (5.13). Quando Jesus proferiu esse discurso, não havia refrigeração. A única maneira de preservar os alimentos da decomposição era o uso do sal. O sal impede a putrefação dos alimentos, preservando-os da corrupção. Plutarco diz que a carne é um corpo morto e forma parte de um corpo morto. Se abandonada a si mesma, logo perde seu frescor, mas o sal a preserva e impede sua corrupção. O sal é como uma nova alma enxertada no corpo morto.

Ainda hoje apreciamos a carne de sol. O sal a preserva e lhe dá sabor. A presença da igreja no mundo refreia o mal.

A igreja tem um papel antisséptico no mundo. Sua influência impede que o mundo deteriore em sua galopante corrupção.

Concordo com as palavras de Robert Mounce: “A conduta correta dos crentes impede que a sociedade fique rançosa completamente”.

C. Sproul é enfático: “Uma das tarefas da igreja é impedir que o mundo se autodestrua”/’ E estou de acordo com Tasker quando ele diz que “os discípulos são chamados a ser um purificador moral em um mundo em que os padrões morais são baixos, instáveis ou mesmo inexistentes”.

Não somos chamados a ser o mel do mundo, mas o sal da terra. O sal precisa ser esfregado na carne e, quando isso acontece, ele arde, mas seu resultado é preservador.

E digno de nota que a igreja não é sal no saleiro, mas sal da terra. O sal precisa entrar em contato com aquilo que deve ser salgado para exercer o seu papel. A igreja não influencia o mundo isolando-se dele, mas entrando em contato com ele, sendo diferente dele, penetrando nele com sua saneadora influência. Muitas pessoas, ao se tornarem crentes, isolam-se das outras pessoas, trancam-se numa estufa, numa redoma de vidro, numa bolha espiritual, e se tornam sal no saleiro e depois sal insípido. Elas não se apresentam, não se inserem, não influenciam, não salgam. Tornam-se antissociais e antiespirituais.

John Stott é muito oportuno ao escrever: O sal cristão não tem nada de ficar aconchegado cm elegantes e pequenas despensas eclesiásticas; nosso papel é o de sermos “esfregados” na comunidade secular, como o sal é esfregado na carne, para impedir que apodreça. E, quando a sociedade apodrece, nós, os cristãos, temos a tendência de levantar as mãos para o céu, piedosamente horronzados, reprovando o mundo não cristão; mas não deveriamos, antes, reprovar-nos a nós mesmos? Ninguém pode acusar a carne fresca de deteriorar-se. Ela não pode fazer nada. O ponto importante é: onde está o sal?

    C. Sproul, falando sobre a influência benfazeja da igreja no mundo como sal da terra, escreve:

O advento do cristianismo foi o que salvou a cultura ocidental da completa barbárie. C) sistema universitário foi uma invenção da igreja cristã. Foi a igreja cristã que introduziu as artes – música, pintura e literatura. Muitos dos maiores artistas mundiais foram cristãos, e o mesmo se aplica na esfera musical, com Bach, Mendelsohn, Hándel e Vivaldi. Além disso, a igreja cristã iniciou o movimento beneficente no mundo ocidental. Foi ela, em cumprimento à ordem de Jesus para cuidar dos órfãos, que introduziu os orfanatos. Fodas as sementes da abolição da escravatura haviam sido semeadas nas páginas do Novo Testamento. Logo, em um sentido muito real, a igreja de Cristo tem sido o conservante utilizado por Deus para evitar que a civilização ocidental venha a implodir em sua corrupção interna”. LOPES. Hernandes Dias. Mateus Jesus, O Rei dos reis. Editora Hagnos. pag. 182-184.

 

II- À LUZ ILUMINA LUGARES EM TREVAS

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1. Conceito físico em metafórico. A luz procede dos corpos celestes (própria, estrelas; refletida; lua, planetas etc.) que traz claridade e, por isso, é capaz de iluminar os objetos e torná-los visíveis. Assim, a lâmpada emite luz, o fogo espalha a luz. Enfim, a luz ilumina tudo e, portanto, não deixa lugar para trevas. Do ponto de vista bíblico, a luz pode ser aplicada metaforicamente a Deus (Sl 104.2; Tg 1.17); a Jesus (Jo 1.4-6); à Palavra de Deus (Sl 119.105); aos discípulos de Cristo (Mt 5.14).

COMENTÁRIO

Uma metáfora é a designação de um objeto ou qualidade mediante uma palavra que designa outro objeto ou qualidade que tem com o primeiro uma relação de semelhança (p.ex., ele tem uma vontade de ferro, para designar uma vontade forte, como o ferro). A luz é uma metáfora comum na Bíblia. Provérbios 4.18 simboliza a justiça como a "luz da aurora". Filipenses 2.15 compara os filhos de Deus que são "puros e irrepreensíveis" com as estrelas brilhantes no universo. Jesus usou a luz como uma imagem de boas obras: "Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus" (Mateus 5.16). Salmo 76.4 diz de Deus: "Resplendes de luz!"

O Dicionário Bíblico Wycliffe (CPAD) esclarece: “As primeiras palavras registradas de Deus foram “Haja luz” (Gn 1.3). Assim, a luz começou a existir por causa de uma ordem direta de Deus. Ela foi considerada “boa”, foi separada da escuridão, e foi chamada “dia” (Gn 1.4,5).

Devemos observar que a luz existia antes da criação das fontes de luz do sol, da lua e das estrelas no quarto dia (Gn 1.14-19).

“Possivelmente, alguma coisa semelhante à difundida atividade eletromagnética da aurora boreal penetrou na noite caótica do mundo. O supremo foco de luz dos sóis, estrelas e sistemas solares levaram o processo inicial da criação ao se\i término, como condição essencial a toda vida orgânica” (ISBE, III, 1891).

E bastante significativo que Deus, que é luz (1 Jo 1.5) tenha iniciado seu projeto da criação com a luz. Antes de sua ordem, a terra não tinha forma (Gn 1 .2), e o ato de produzir luz formou uma associação direta e pessoal entre o Criador e sua criação. Paralelos a estas atitudes podem ser notados na direta associação de Deus com os israelitas, quando Ele os conduziu por uma coluna de fogo (Êx

13.21,22); e pela manifestação da glória da presença de Deus, quando o Tabernáculo (Ex 40.34-38) e também o Templo de Salomão (1Rs 8.11; 2 Cr 5.13,14) ficaram prontos.

A plena associação de Deus com sua criação teve início quando a Segunda Pessoa da Trindade, a luz do mundo (Jo 3.19; 8.12) se fez carne e habitou entre nós. Devemos notar ainda que na nova criação não houve necessidade da luz das velas, da lua, ou do sol (Ap 22.5; 21,23), “porque a glória de Deus a tem alumiado, e o Cordeiro é a sua lâmpada [literalmente, lâmpada ou fonte de luz]” (Ap 21.23; cf. Is 60.19,20)”. PFEIFFER .Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Editora CPAD. pag. 1185-1186.

 

2. O cristão como luz. Nas palavras de Jesus não há dubiedades. Observe que Ele não disse: vos deveis ser a luz; mas sim; vós sois a luz. No Reino de Deus, o que se espera do cristão é que seja e viva como luz deste mundo. Ao referir-se ao crente como luz, Jesus faz menção às boas obras produzidas por cada um de nós. Essas obras se caracterizam pelos atos de amor e fé manifestos na vida do crente por meio de um testemunho verdadeiro diante dos homens (Jo 15.8; 1 Pe 2.12). Logo, a vontade de Deus é que as nossas boas obras resplandeçam como luz e sejam vistas por todos os homens e estes glorifiquem a Deus (Mt 5.16).

COMENTÁRIO

No evangelho de João Jesus é descrito como a “vida” e “a luz dos homens”, “a luz que resplandece nas trevas” (Jo 1.4,5); e “a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem” (1.9). Ele é chamado “a luz do mundo” (8.12; 9.5). Assim como os israelitas seguiam a Luz quando saíram da terra de escravidão, em direção à terra prometida, assim os discípulos do Salvador o seguem, saindo das trevas do pecado, ignorância, depravação, e morte, em direção à redenção no sentido mais pleno desse termo. Por causa disso o nosso Senhor disse: “Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas” (Jo 12.46). Cristo se apresenta a toda a humanidade como a única fonte de salvação do pecado e como iluminação espiritual a respeito de toda verdade espiritual. Toda a luz que os homens têm, ou possam ter, vem de Jesus. Como a luz foi a primeira coisa na criação original, a luz de Cristo é o fundamento da recriação salvadora. Portanto, quando discutimos os cristãos como luz sempre devemos ver Jesus como a luz original e não derivada. Ele é o Deus homem; a fonte de verdade, salvação, santidade, revelação e justiça. “Num sentido secundário os cristãos são a luz do mundo; Cristo imediatamente, eles mediatamente; ele a original, eles a derivado; ele o sol, eles a lua refletindo o sol.”

O Pastor Hernandes Dias Lopes, comentando Mateus, escreve: “A igreja precisa praticar boas obras (5.16)

Quando a luz da igreja brilha, os homens devem ver não sua pujança, mas suas boas obras. A palavra grega kalos, traduzida por “boas”, indica que essas obras não devem ser apenas boas, mas também belas e atraentes. Mas a igreja não faz boas obras a fim de atrair a atenção dos homens para si; ela o faz para levá-los a conhecerem a bondade de Deus e glorificá-lo. Quando um cristão faz boas obras, ele as realiza pelo poder de Deus e para a glória de Deus”. LOPES. Hernandes Dias. Mateus Jesus, O Rei dos reis. Editora Hagnos. pag. 189.

 

3. A luz em lugares de trevas. Quando disse que não se pode esconder uma cidade edificada sobre o monte, Jesus referia-se à impossibilidade de esconder o brilho da luz. No Reino de Deus, cada crente é um a luz que brilha no mundo o tempo todo. Nesse sentido, a natureza de quem passou pelo Novo Nascimento é espalhar a “luz do mundo” por meio da própria vida. Por isso, o crente deve estar no lugar para o qual foi chamado, fazendo brilhar a luz por intermédio da boa obra (Mc 4.21; Lc 8.16; cf. Mt 5.14-16). Entretanto, é preciso atentar para esta verdade bíblica: o cristão não pode manter sua vida com o luzeiro pela própria força, mas por intermédio do Espírito Santo que o fortalece (Mt 25.4; At 7.55).

COMENTÁRIO

Somos luz porque cremos e possuímos a verdade e comunicamos essa verdade sobre Cristo a um mundo em trevas. Como o sal da terra os discípulos eram cruciais em purificar e preservar o mundo; como a luz do mundo eles devem iluminá-lo com a luz de Cristo. Sal é usado para deter a putrefação, enquanto luz é usada para iluminar e dissipar as trevas. As metáforas são similares, exceto que o sal é primariamente negativo e a luz primariamente positiva. Ela ilumina, esclarece e capacita as pessoas a ver. O pensamento necessariamente sugerido à multidão de ouvintes foi o de comunicar conhecimento, corrigir erros e dissipar a escuridão, coisas inseparáveis do estado de ignorância espiritual.

A declaração, “vós sois a luz do mundo”, como a declaração sobre o sal, é muito enfática. “Vocês (i.e., os cristãos) e somente vocês são a luz do mundo”. A única esperança do mundo de salvação, iluminação espiritual e libertação das trevas reside nos seguidores de Cristo como indivíduos e como um corpo (e.g., as sete igrejas na Ásia são descritas por João, sob inspiração divina, como sete candeeiros de ouro [Ap 1.12-13,20]). Também, como a metáfora do sal, o termo luz aplica-se especialmente aos apóstolos e a todos os pregadores do evangelho, que testemunham de Jesus de uma maneira única, comissionada. Como Jesus disse a Paulo: “Livrando-te do povo e dos gentios, para os quais eu te envio, para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim” (At. 26.17-18).

Outra vez faço menção à obra escrita pelo Pr Hernandes: “A metáfora da luz enseja-nos algumas lições oportunas, como vemos a seguir.

Em primeiro lugar, a luz é símbolo da verdade. O mundo jaz no maligno, e o diabo é o pai da mentira. Seu reino é reino de trevas. Mentiras filosóficas, morais e espirituais mantêm as pessoas prisioneiras do engano. A verdade é luz. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não podem prevalecer contra ela. A igreja é a luz do mundo e, onde a igreja chega com sua benfazeja influência, aí as trevas da ignorância, do engano e da mentira são dissipadas.

Em segundo lugar, a luz é símbolo da pureza. As trevas escondem a sujeira do pecado. O pecado é imundo. A iniquidade se aninha sob as asas da escuridão. Adultérios, roubos, assassinatos, mentiras, maldades e promiscuidades são maquinados e praticados debaixo do manto das trevas. A escuridão é lôbrega. As trevas escondem a podridão repugnante do pecado. Mas, onde a luz chega, ela vence as trevas, revela tudo que estava escondido pelas trevas e produz limpeza e purificação. Concordo com as palavras de R. C. Sproul: “A escuridão não é páreo para a luz”. A luz é símbolo de pureza.

A presença da igreja no mundo é saneadora!

Em terceiro lugar, a luz é símbolo de vida. Não há vida sem luz. Não houvera luz, e não haveria o fenômeno da fotossíntese. Sem fotossíntese, não haveria plantas e, sem elas, não haveria a oxigenação e, sem a oxigenação, não sobreviveríamos.

Logo, a presença da igreja no mundo é que mantém no mundo a vida. Sem a igreja no mundo, este perecería em seu pecado. Para influenciar o mundo, a igreja precisa ser antes de fazer, pregar aos olhos antes de pregar aos ouvidos, ter a vida certa, e não apenas a doutrina certa. Há muitas pessoas que são ortodoxas de cabeça e hereges de conduta. São ortodoxas na teoria e liberais na prática. Defendem doutrinas certas e vivem uma vida errada. São zelosas das tradições da igreja, mas vivem na prática do pecado. Pregam o que não vivem. Exigem dos outros o que não praticam. Coam um mosquito e engolem um camelo.

Em quarto lugar, a luz é símbolo de direção. Nos aeroportos do mundo inteiro, as pistas são iluminadas e circunscritas pela luz, a fim de que o piloto possa pousar com segurança. A luz aponta a direção certa a seguir. Quem anda na luz, sabe para onde vai. Quem anda na luz, não tropeça.

Jesus é a luz do mundo, pois tem luz própria. Ele é o sol da justiça. A igreja, mesmo não tendo luz própria como a lua, reflete no mundo a luz de Cristo, o sol da justiça.

Em quinto lugar, a luz é símbolo de alerta. A luz é colocada nas estradas sempre que um perigo jaz à frente. A luz alerta sobre o perigo e avisa aos viajantes sobre a necessidade de cautela. Assim, a igreja proclama ao mundo sua voz profética. A igreja exerce o papel de atalaia, mostrando ao mundo o perigo grande e grave de viver despercebidamente no pecado.

Em sexto lugar, a luz é símbolo de calor. A luz é fonte de aquecimento e sem luz não suportaríamos o frio glacial das baixas temperaturas. A presença da igreja no mundo torna a vida suportável”. LOPES. Hernandes Dias. Mateus Jesus, O Rei dos reis. Editora Hagnos. pag. 187-189.

 

III- DISCÍPULOS QUE INFLUENCIAM

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1. Sendo “sal”. O sal não aparece, pois atua de maneira oculta e silenciosa. Essa referência nos ensina que, antes de testemunharmos publicamente, é preciso renovar o “homem interior” (2 Co 4.16). Ou seja, antes de propagar uma mensagem pública, ela precisa ser verdadeira dentro de nós. Nesse sentido, o nosso testemunho não será titubeante. Assim, o sal poderá estar fora do saleiro, espalhando-se por todo o mundo.

COMENTÁRIO

É uma tragédia que a igreja evangélica, representando cerca de 25% da população brasileira, não tem exercido influência maior para o bem na sociedade, como o verdadeiro “sal da terra”. Nós fomos colocados por Deus no meio de uma sociedade secularizada exatamente para retardar esse apodrecimento. Deus pretende que penetremos no mundo. O sal em nós não pode ficar restrito, guardado em pequenos saleiros eclesiásticos enquanto a sociedade apodrece cada vez mais. Nosso papel é ser jogado sobre a comunidade secular assim mesmo como salgamos uma peça de carne para torna-la ‘carne-seca’, impedindo que ela apodreça.

O Dr Sproul escreve em ‘Estudos Bíblicos Expositivos em Mateus’ (Cultura Cristã): “Nosso Senhor aplica essa metáfora aos discípulos – e, por conseguinte, a nós – para mostrar que eles eram pessoas que acrescentam sabor ao mundo. Nós devemos ser o tempero que toma a vida mais saborosa. Os cristãos não são chamados a retirar-se do mundo. Não somos sal apenas da terra, mas para a terra, a fim de que possamos acrescentar este tempero saboroso à vida. Alguns cristãos são considerados rabugentos. Eles são sisudos e pare- cem não acrescentar qualquer alegria ou sabor a nada. Porém, de todas as pessoas, nós deveriamos ser os mais cheios de amor pela vida e contagiar os demais com esta alegria.

Algumas décadas atrás, Rebecca Manley Pippert escreveu um best-seller chamado Out of the Saltshaker [Fora do saleiro].1 Achei o título um pouco provocativo, pois ele capta a ideia de que o sal dentro do saleiro não consegue dar gosto a nada. O sal deve sair do saleiro. Jesus está dizendo que devemos ser 0 sal que sai do saleiro. Para que o sal seja útil, ele deve ser utilizado.

Uma empresa norte-americana fabricante de sal, a Morton Salt, tem um slogan mais ou menos assim: “Funciona até debaixo d’água.” A frase é memorável não apenas pela afirmação que faz em relação ao produto, mas também por sua inverdade. Sabemos o que acontece quando tentamos usar o saleiro em um ambiente muito úmido. Nem o sal Morton consegue sair da embalagem sendo apenas agitado”. Sproul., RC. Estudos bíblicos expositivos em Mateus. 1° Ed 2017 Editora Cultura Cristã. pag. 78.

 

2. Sendo “luz”. Como luz, o cristão deve “brilhar” na família, na escola ou na universidade, no trabalho e em toda a sociedade. Os seguidores de Jesus não podem se esconder. Eles são chamados a andar na luz com o na luz Deus está (1 Jo 1.7). Logo, se o nosso caminho é luz, não pode haver trevas. Nesse caminho não há lugar para escuridão, pois o caminho de Deus é de luz que reflete sob sua Palavra (SI 119.105).

COMENTÁRIO

É interessante que Jesus convoca seus seguidores a ser aquilo que ele mesmo é: “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8.12). Aqueles que permanecem em Cristo, a verdadeira luz, são também luz. A luz de Jesus brilhando neles, aparece em cada rosto, nas palavras, nas ações, e ilumina o mundo em redor.

As casas na Palestina nos dias de Jesus, eram escuras e possuíam, em geral, apenas uma pequena abertura que servia de janela. A posse da luz de Cristo faz com que seus discípulos sejam visíveis, como uma “cidade edificada sobre um monte”, que pode ser vista mesmo a quilômetros de distância. Não podemos nos esconder, não há como se esconder aquele que brilha com a luz de Cristo! Paulo ao escrever aos Filipenses, enfatiza a sua função: “Inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo” (Fp 2.15); O mundo não pode permanecer nas trevas por causa da nossa recusa em brilhar!

O Pastor Hernandes Dias Lopes comenta em Mateus: “A igreja é a luz do mundo (5.14-16)

William Barclay diz que a luz tem três funções primordiais: ser vista por todos, servir de guia e servir como advertência. John Charles Ryle reforça que, entre todas as coisas criadas, a luz é a mais útil. A luz fertiliza o solo. A luz guia. A luz reanima. A luz foi a primeira coisa que Deus trouxe à existência. Sem a luz, este mundo seria um vazio obscuro.14 Se a igreja influencia ao inserir-se no mundo como sal, ela é vista como a luz. Sua mensagem aponta o caminho a seguir, e seu testemunho adverte acerca dos perigos ao longo do caminho.

A igreja exerce um papel positivo de transformação no mundo. A vida da igreja é sua primeira mensagem. A igreja só tem uma mensagem, se ela tem realmente vida. Sem testemunho, não há proclamação. A vida precede o trabalho.

O exemplo é mais importante do que a atividade.

O apóstolo Paulo diz que devemos resplandecer como luzeiros no mundo (Fp 2.15). Essa luz inclui o que o cristão diz e faz, ou seja, o seu testemunho verbal e as suas boas obras. Concordo com Stott quando ele diz que essas obras são obras da fé e do amor. Expressam não apenas a lealdade a Deus, mas também nosso interesse por nossos semelhantes. Sem as obras, o nosso evangelho perderia sua credibilidade; e Deus, a sua honra.’

Da mesma forma que o sal para ser útil precisa conservar sua salinidade, a luz para ser útil não pode ser escondida. A igreja precisa ser como uma cidade edificada sobre o monte ou como uma luz no velador. A verdade não pode ser escondida, mas proclamada. A igreja não pode se esconder, mas deve resplandecer. A luz aponta para algo ou alguém, e não para si mesma. Somos a luz do mundo, e a nossa luz deve refletir Cristo. Na medida em que espargimos no mundo a luz de Cristo, por meio das boas obras, o Pai é glorificado no céu e os homens são servidos na terra.

O fato de a igreja ser a luz do mundo implica que o mundo está em trevas. O diabo cegou o entendimento dos incrédulos. O reino do diabo é o reino das trevas (Cl 1.13).

Ele é o príncipe das trevas. As pessoas andam em trevas.

Suas obras são conhecidas como obras das trevas. Os pecadores não sabem de onde vieram nem para onde vão. Eles nem sabem em que tropeçam. Não apenas vivem nas trevas, mas aborrecem a luz. O papel da igreja no mundo, portanto, é vital”. LOPES. Hernandes Dias. Mateus Jesus, O Rei dos reis. Editora Hagnos. pag. 186-187.

 

3. A influência cristã. Paulo disse que temos um tesouro em vasos de barro (2Co 4.7). Esse tesouro é a verdade do Evangelho. Nós devemos porta-la como bandeira num mundo que inteiramente jaz no Maligno (1 Jo 5.19). Com isso, influenciar a sociedade não significa que o crente seja excêntrico ou ostente alguma coisa. Pelo contrário! A postura de quem é sal e luz é a de um embaixador de uma pátria (2 Co 5.20), cujas referências são a longanimidade, a mansidão e a moderação, bem como outras virtudes do Fruto do Espírito (G1 5.22-24). Portanto, o modo de viver por meio de uma nova vida, e da prática de boas obras, levará os homens a glorificar a Deus. Ouçamos, pois, o conselho de Paulo: “veja prudentemente com andais” (Ef 5 -15).

COMENTÁRIO

A influência do crente no mundo deve ser como o sal para a comida – a presença do crente dá um novo sabor ao ambiente no escritório, na faculdade, na fábrica, etc. Será que a nossa presença tem essa influência positiva? Infelizmente, muitas pessoas consideram que o crente tira o sabor da vida. A luz deve brilhar no MUNDO – é bom observar que o lugar onde devemos brilhar para Jesus é o mundo, onde as trevas dominam. Jesus esclarece que as nossas boas obras são essa luz. Essa expressão abrange tudo o que o crente faz e diz, demonstrando sua fé cristã. Em outras palavras, refere-se ao seu testemunho diário. Outros podem glorificar ao nosso Pai nos céus – Nossas boas obras não devem chamar a atenção para nós, mas para Deus. “Quando os homens veem tais obras, disse Jesus, glorificam a Deus, pois elas encarnam as boas novas do Seu amor que nós proclamamos” (Stott).

 

CONCLUSÃO

extraclasss.blogspot.com - EBD é com a gente!

Neste mundo dominado pelas trevas do pecado, só mesmo a influência dos servos de Cristo para promover a verdadeira mudança. É preciso que a luz divina brilhe a partir de nós para que todos vejam as nossas boas obras e glorifiquem o Pai. Mas também é preciso lembrar de que sem um verdadeiro testemunho o Evangelho não será levado a sério entre os homens. Entretanto, se o cristão mostrar uma vida verdadeiramente transformada, sincera e sem artificialismo, exerceremos o nosso papel de sal da terra e luz do mundo.

COMENTÁRIO

Não há dúvida que Jesus está enfatizando que deve haver uma diferença fundamental entre o crente e o não crente, entre a igreja e o mundo. Diz Stott: “Este tema é básico no Sermão do Monte. O Sermão foi elaborado na pressuposição de que os cristãos são por natureza diferentes, e convoca-nos a sermos diferentes na prática. Provavelmente, a maior de todas as tragédias da igreja ao longo de sua história … tem sido a sua constância de conformar-se à cultura prevalecente, em lugar de desenvolver uma contracultura cristã”.

Assim aprendemos que fomos colocados no mundo com este papel duplo: como sal, para interromper, ou pelo menos retardar este processo da corrupção moral e espiritual, e como luz, para desfazer as trevas.

John Stott resume a função do crente da seguinte maneira: “Jesus chama os Seus discípulos para exercerem uma influência dupla na comunidade secular: uma influência negativa, de impedir a sua deterioração, e uma influência positiva, de produzir a luz nas trevas. Pois impedir a propagação do mal, é uma coisa; e promover a propagação da verdade, da beleza e da bondade é outra”.

Espero ter ajudado...

Em Cristo,

Francisco Barbosa

 

REVISANDO O CONTEÚDO

® Qual a definição de sal?

A palavra “sal” aparece com o substância branca usada com o tempero (Jó 6.6; M c 9.50), remédio e conservante (Ez 16.4).

® Quais as duas funções do sal, segundo a lição?

Dar sabor e preservar os alimentos.

® O que se espera do cristão no Reino de Deus?

No Reino de Deus, o que se espera do cristão é que “seja” e “ viva” como luz deste mundo.

® Para qual verdade bíblica o crente deve atentar?

O cristão não pode manter sua vida com o luzeiro pela própria força, mas por intermédio do Espírito Santo que o fortalece.

® De maneira concreta, qual o lugar em que o crente deve brilhar como luz?

Como luz, o cristão deve brilhar na família, na escola ou na universidade, no trabalho e em toda a sociedade.