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25 de outubro de 2021

J O V E N S Lição 5: AS BODAS DO CORDEIRO

 


TEXTO DO DIA

“Regozijemo-nos. e alegremo-nos, e demos-lhe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou.” (Ap 19.7)

 

SÍNTESE

Somente os crentes fieis ao Senhor participaram das bodas do cordeiro.

 

TEXTO BÍBLICO

Mateus 25.1-13

 

INTRODUÇÃO

Depois do Arrebatamento da Igreja será estabelecido o Tribunal de Cristo, onde as obras dos crentes serão provadas pelo fogo. Após, teremos as Bodas do Cordeiro. Este será o tema que vamos estudar na lição de hoje. No Antigo Testamento o simbolismo do casamento era utilizado para mostrar que Deus era o marido da nação de Israel (Is 54 5). No Novo Testamento, Jesus também é apresentado como Noivo (gr. numphios) por João Batista (Jo 3.29), e por Ele mesmo em Marcos 2.19,20. A Igreja é apresentada como sendo a Noiva de Jesus Cristo (gr.numphe).

COMENTÁRIO:

- Na lição de hoje estudaremos a respeito do glorioso encontro da Igreja, a Noiva de Cristo, com o seu Noivo. Este encontro é chamado de Bodas do Cordeiro, e somente os salvos em Jesus Cristo poderão participar. As Bodas do Cordeiro será a conclusão do maior Plano Redentivo da história da humanidade, onde todos os salvos vão ter a honra de se assentar à mesa do Rei. Neste mundo cruel, muitos crentes sofrem escárnio, zombaria, rejeição e até morrem por não negar a sua fé, mas vale a pena ser fiel ao Senhor e se preparar para as Bodas do Cordeiro, quando ali seremos honrados pelo Noivo.

- Um casamento hebraico consistia de três fases:

1) o noivado (muitas vezes quando o casal ainda era criança);

2) a apresentação (as festas, muitas vezes durante vários dias, que precediam a cerimônia); e

3) a cerimônia (a troca de votos).

A igreja tornou-se a noiva de Cristo pela escolha soberana deste na eternidade passada (Ef 1.4; Hb 13.20) e lhe será apresentada no arrebatamento (Jo 14.1-3; 1Ts 4.13-18).

- Em muitos trechos do Novo Testamento a relação entre Cristo e a Igreja é revelada pelo uso de figuras do noivo e da noiva, tais como Jo 3.29, Rm 7.4, 2Co 11.2, Ef 5.25-33, Ap 19.7,8, e 21.122.7. Na translação da Igreja, Cristo aparece como o noivo que leva a noiva consigo, para que o relacionamento que foi prometido seja consumado e os dois se tornem um. A Ceia das Bodas do Cordeiro é a comunhão da bem-aventurança eterna, prenunciada pela Ceia do Senhor, ao invés de uma refeição literal. Este glorioso evento terá seu inicio tão logo termine o Tribunal de Cristo. As Bodas do Cordeiro será o enlace matrimonial entre Cristo e a Igreja. Será a sua abertura com louvor (Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos - lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro - Ap 19.7); A esposa estará preparada (e já a sua esposa se aprontou - Ap 19.8); Enquanto a meretriz, a falsa igreja é julgada; a verdadeira igreja, a noiva do Cordeiro é honrada. Enquanto a meretriz tem suas vestes manchadas de prostituição e violência, as vestes da noiva do Cordeiro são o mais limpo, o mais puro e o mais fino dos linhos. A noiva se atavia, mas as vestes lhe são dadas – A igreja se santifica, mas essa santificação vem do Senhor. A igreja desenvolve a sua salvação, mas é Deus quem opera em nós tanto o querer como o realizar! Será celebrada a Ceia do Senhor (Bem-aventurado aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro – Ap 19.9). Cristo mesmo servirá à mesa (Em Verdade vos digo que se cingirá, e os fará assentar `a mesa, e, chegando-se, os servirá. Lc 12.37); Os crentes do Velho Testamento participarão desta festa (e assentar-se-ão `a mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos Céus - Mt 8.11). Os mártires da Grande Tribulação não participarão desta festa. Let's think maturely Christian faith?

 

 

I – A PARÁBOLA DAS BODAS

 

1. O matrimônio. Nos dias de Jesus, o casamento judaico era celebrado de maneira bastante distinta do que acontece, na atualidade, no Ocidente. 0 casamento tinha início com o noivado, quando um acordo formal era assinado e o noivo pagava o dote à família da noiva (geralmente era o amigo do noivo quem fazia a negociação e levava o pagamento). Depois o noivo vinha buscar a noiva na casa dela e, então, os nubentes saíam em cortejo. A noiva era acompanhada por damas de honras que carregavam lamparinas acesas até a casa do noivo, onde acontecia um jantar em celebração. Em geral essa comemoração durava sete dias. Jesus, um excelente professor, tomou como exemplo, na continuação do sermão profético de Mateus 24. a celebração do casamento para falar a respeito da sua vinda repentina (Mt 25). O Mestre disse que “o Reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas Lâmpadas, saíram ao encontro do esposo” (Mt 25.1). Embora vestidas a caráter para o cortejo do matrimônio, e com as lâmpadas à mão, Jesus declarou que cinco das virgens não eram prudentes, pois Lhes faltou o azeite (símbolo do Espírito Santo) para seguir até o fim do cortejo. Precisamos estar preparados até o fim, pois não sabemos a hora em que o Noivo virá.

COMENTÁRIO:

- As bodas ou casamento é do filho do Rei, o Senhor Jesus Cristo e sua noiva, a Igreja, sendo o local do casamento o grande dia final do Tribunal de Cristo, enquanto na terra, estará se findando a Grande Tribulação. O termo "bodas" vem do latim "vota", isto é, "votos", em alusão aos votos matrimoniais por ocasião do casamento. É uma festa de casamento. O termo é também plural porque tal festa durava sete dias e até 14 dias (Jz 14.12). Na festa, a alegria, solidariedade, entrega de presentes, paz, comunhão, comida farta, quebra copos e todos os costumes judaicos numa festa de casamento aconteciam ao som de muita música e com danças típicas. Isto nos leva a pensar na alegria e gozo imensuráveis que experimentaremos logo após o Tribunal de Cristo, quando nos sentaremos à mesa com Cristo, o nosso salvador.

 

2. As virgens. As dez virgens estavam aguardando o noivo, todas carregavam suas Lâmpadas e estavam vestidas de acordo com o evento. Porém, somente cinco delas eram prudentes e levaram uma reserva de azeite suficiente para o caso de o noivo tardasse a chegar. Jesus estava ensinando a respeito da necessidade de estarmos preparados para o encontro com Ele todos os dias da nossa vida, pois não sabemos quando esse encontro se dará. Vivemos tempos difíceis e precisamos perseverar na fé, pois não sabemos o dia e nem a hora que o Noivo voltará. Carecemos do azeite em nossa lamparina a fim de que ela não venha se apagar caso o Noivo demore. “Sua Lamparina está abastecida do azeite?” É tempo de buscar ao Senhor, orando, Lendo a Palavra de Deus, jejuando e praticando tudo o que Jesus nos ensinou a guardar.

COMENTÁRIO:

- A parábola das dez virgens, ou seja, damas de honra, é apresentada para enfatizar a importância de estar preparado para a volta de Cristo a qualquer momento — mesmo se ele demorar mais do que o esperado. Pois quando ele voltar, não haverá uma segunda chance para os que estiverem despreparados. Na parábola, e como de fato acontecia naquela cultura daqueles dias, o casamento começaria na casa da noiva quando o noivo chegasse para o ritual do casamento. Então, um cortejo se seguiria, à medida que o noivo leva a noiva para sua casa para as demais festividades. Para um casamento realizado à noite, "lâmpadas" — que na verdade eram tochas — eram requeridas para o cortejo.

 

3. “Não vos conheço”. Depois de irem comprar azeite, as virgens Loucas retornaram à casa do noivo, numa última tentativa de entrar para as bodas, entretanto já era tarde demais. A resposta do noivo serve de alerta para nós: “E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço” (Mt 25.12). É tempo de buscar a Deus e deixar de Lado aquilo que é efêmero. Não basta ser um religioso, mas é preciso ter vida espiritual saudável e isso significa ter comunhão, intimidade com o Filho de Deus. Muitos estão nas igrejas, mas estão vivendo como as virgens loucas, pois não tiveram uma experiência real de salvação, não experimentaram do novo nascimento, da santificação e estes, infelizmente, no Grande Dia ouvirão do Senhor: “Eu não conheço vocês!” Que a nossa fé esteja firmada em Jesus Cristo e que não venhamos nos tornar “amigos do mundo” e imprudentes, Loucos, pois “não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus?” (Tg 44). Não sabemos quando o Senhor voltará, por isso sejamos prudentes.

COMENTÁRIO:

-Note que a parábola fala das acompanhantes da noiva que não puderam entrar para as bodas, foram descuidadas e não tinham o suficiente para o caso de demora do noivo. Se faz necessário que a igreja esteja:

a) fiel. Mesmo enfrentando as intempéries da vida, a Igreja, com a ajuda do Espírito Santo, permanecerá fiel ao seu Noivo. Hoje em dia, infelizmente, temos visto a infidelidade de muitos crentes. Estes são infiéis a seus cônjuges, pastores, igreja e ministério.

b) santa. Só pode ser “Igreja” quem é santo (1Pe 1.15); quem vive em santificação (Hb 12.14).

c) Não dar lugar ao mundo. Vivemos neste mundo, mas não pertencemos a ele. Não podemos aceitar sua maneira de pensar (Rm 12.2). A Palavra de Deus nos adverte: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” (1Jo 2.15).

d) Esperar pelo seu Noivo. A Igreja aguarda com ansiedade o glorioso dia em que vai se encontrar com o seu Noivo. Esta é a nossa verdadeira esperança.

e) Adorar a Deus. Como Igreja do Senhor precisamos adorá-lo em espírito e em verdade (Jo 4.23). Quando nos reunimos como Igreja temos de ter a consciência de que o mais importante é a adoração a Deus. Muitos, infelizmente, vão à Igreja, não para adorar ao Senhor, mas apenas para serem vistos pela liderança ou para cuidarem dos seus próprios interesses.

f) Proclamar a mensagem do Noivo. Jesus mandou seus servos proclamarem o Evangelho por todo o mundo, a toda a criatura (Mc 16.15).

- A noiva deve permanecer pura e bela para o futuro esposo, sem manchas ou imperfeições morais e espirituais, sempre refletindo a luz e a glória do Noivo num mundo cada vez mais tenebroso; A noiva deve se manter fiel ao noivo, às doutrinas, à fé, à esperança, à Palavra de Deus, não tolerando heresias ou falsos profetas; A noiva deve amar o noivo e somente o noivo, sendo-lhe inteiramente dedicada, santificada e consagrada, sem “flertar” com o mundo; A noiva deve manter seu compromisso com o Noivo, assumido no momento em que aceitou o sacrifício na Cruz do Calvário como prova máxima do amor e do sacrifício de Cristo – esta é a verdadeira aliança que a une ao Noivo; Finalmente, a noiva deve aguardar ansiosamente o dia do casamento e estar preparada para a volta de Cristo, a fim de celebrar as núpcias reais – seguindo o bom exemplo das cinco virgens prudentes (Mt 25.1-13). A Igreja, que foi o plano de Deus para a época presente, é agora vista transladada, ressuscitada, apresentada ao Filho pelo Pai e transformada no objeto por meio do qual a glória eterna de Deus se manifesta para sempre. A presente era testemunhará o início, o desenvolvimento e a conclusão do propósito de Deus, a fim de ‘constituir dentre eles um povo para o seu nome’ (At 15.14).

 

II – CARACTERÍSTICAS DAS BODAS DO CORDEIRO

 

1. Quando se darão as Bodas do Cordeiro. De acordo com a Declaração de Fé das Assembleias de Deus, as Bodas do Cordeiro serão um evento magnânimo que acontecerá após o Tribunal de Cristo e antes da volta gloriosa de Jesus com sua Igreja glorificada. Sabemos que o Arrebatamento, quando Jesus virá buscar a sua Noiva, acontecerá antes da Grande Tribulação. Enquanto o juízo de Deus, por sete anos, estiver acontecendo na Terra, a Igreja estará nos Céus e, depois de adornada no Tribunal de Cristo, participará do banquete do Casamento Real Depois de terminada as Bodas do Cordeiro, Jesus virá juntamente com a Igreja e todo olho o verá.

COMENTÁRIO:

- Entendo que o Comentarista da lição quis enaltecer a Declaração de Fé, no entanto, o tópico deveria embasar a crença em textos bíblicos.

- Em Apocalipse 19 há menção aos exércitos do Céu — claramente, uma alusão à Noiva do Cordeiro — que, triunfantemente, seguem Jesus montados em cavalos brancos, “vestidos de linho fino, branco e puro” (v. 14). Fica claro que a Noiva, na Manifestação do Senhor em poder e grande glória, já terá participado das Bodas do Cordeiro (vv. 6-9), visto que estará vestida plenamente com “os atos de justiça dos santos” (v. 8, NASB). Não há dúvida de que, nesse momento — como o número desses atos já terão sido completados —, o Arrebatamento e o Tribunal de Cristo já terão ocorrido. Como os eventos em Apocalipse 19 a 22 estão em ordem cronológica, fica claro também que as Bodas ocorrerão no Céu antes que Cristo se manifeste em poder e grande glória para derrotar o Anticristo e seu exército (Ap 19.11-21).

- Note que a Igreja entrará nas Bodas do Cordeiro já galardoada. Quando ela entrar na sala do banquete, estará coroada, galardoada, e será honrada pelo Noivo. Isso foi o que João viu quando contemplou 24 anciãos no Céu — antes de Deus lhe ter revelado o início da Grande Tribulação (cf. Ap 4-6) —, os quais simbolizam a totalidade da Igreja. O número 24, à luz de Apocalipse 21, alude claramente às doze tribos de Israel, representando os salvos dos tempos do Antigo Testamento, e os doze apóstolos do Cordeiro, representantes da Igreja estabelecida pelo Senhor nos tempos neotestamentários (Mt 16.18). Deus mostrou a João como serão a adoração e o louvor a Deus no Céu, logo após o Arrebatamento da Igreja. Observe que os mencionados 24 anciãos (gr. presbuteros) — que não são anjos, pois em nenhum lugar da Bíblia anjos são chamados de “presbíteros” — estão assentados em tronos e têm vestes brancas e coroas na cabeça (Ap 4.4). E note também que o Senhor Jesus mostrou tudo isso a João logo após ter prometido às igrejas da província da Ásia — igrejas reais, mas que também representam a totalidade da Igreja (cf. Ap 2.7,11,17,29; 3.6,13,22) — que os fiéis e vencedores receberiam coroas e vestes brancas, e se assentariam em tronos (Ap 2.10; 3.4,5,21).

 

2. O grande banquete. O Senhor Jesus deseja cear com a sua Igreja. Em Apocalipse 3.20 Ele declarou à igreja de Laodiceia: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo” (Ap 3.20). Esse desejo de Jesus será plenamente satisfeito nas Bodas do Cordeiro. Contudo, é bom lembrar que as Bodas do Cordeiro serão somente para aqueles que vencerem o mundo, a carne e o Inimigo (Ap 3.21). Somente os vencedores terão direito de se assentarem à mesa do Senhor.

COMENTÁRIO:

- As bodas ou casamento é do filho do Rei, o Senhor Jesus Cristo e sua noiva, a Igreja, sendo o local do casamento o grande dia final do Tribunal de Cristo, enquanto na terra, estará se findando a Grande Tribulação. O termo "bodas" vem do latim "vota", isto é, "votos", em alusão aos votos matrimoniais por ocasião do casamento. É uma festa de casamento. O termo é também plural porque tal festa durava sete dias e até 14 dias (Jz 14.12). Na festa, a alegria, solidariedade, entrega de presentes, paz, comunhão, comida farta, quebra copos e todos os costumes judaicos numa festa de casamento aconteciam ao som de muita música e com danças típicas. Isto nos leva a pensar na alegria e gozo imensuráveis que experimentaremos logo após o Tribunal de Cristo, quando nos sentaremos à mesa com Cristo, o nosso salvador.

- O Pastor Ciro Sanches Zibordi  escreve: “É um tanto difícil para muitos entenderem o porquê dessa “alimentação” no Céu. Uma vez que estaremos em outra dimensão e já teremos, então, corpos glorificados — não mais sujeitos às leis da natureza (Fp 3.20,21) —, que necessidade haverá de comida e bebida, e como isso se dará? Não me arrisco a especular sobre a gloriosa Ceia das Bodas do Cordeiro. Mas faço minhas as palavras de Paulo: “para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (Rm 8.18, ARA)”. (https://www.adindustrial.com.br/2016/02/o-que-sao-as-bodas-do-cordeiro/).

 

3. A conclusão do plano da redenção. Durante toda a história da Igreja, o desejo de Deus sempre foi conduzi-la até às Bodas do Cordeiro. Agora, diante da imortalidade e da incorruptibilidade dos corpos dos santos, a Noiva de Cristo terá a imagem de Deus restaurada e a própria natureza intrínseca de Cristo. Será o triunfo da Igreja do Senhor, que aqui na Terra foi tão maltratada e perseguida. Todavia, agora poderemos dizer: “Levou-me à sala do banquete, e o seu estandarte em mim era o amor” (Ct 2.4). O tempo de cantar da Igreja chegará: “Aparecem as flores na terra, o tempo de cantar chega, e a voz da rola ouve-se em nossa terra (Ct 2.12).”

COMENTÁRIO:

- “A Bíblia descreve muitos casamentos. O próprio Deus celebrou o primeiro de todos os casamentos (Gn 2.18-25). Dentre alguns casamentos célebres, podemos destacar o de Jacó e Lia, o de Rute e Boaz, o de Acabe e Jezabel, e o casamento em Caná, onde Jesus realizou seu primeiro milagre.

No entanto, o mais maravilhoso dos casamentos ainda está por vir. Jesus profetizou acerca dele por meio de parábolas (Mt 22.2; 25.1; Lc 12.35,36) e João descreveu o que Deus lhe mostrou em uma visão: ‘Regozije-mo-nos, e alegremo-nos, e demo-lhes glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou’ (Ap 19.7).

O anfitrião deste casamento será Deus Pai. Ele é descrito preparando a cerimônia e enviando seus servos para chamar os convidados (Lc 14.16-23). O noivo é Jesus Cristo, o Filho amado do Pai. Em João 3.27-30, João Batista referiu-se a Jesus como ‘esposo’ e a si mesmo como o ‘amigo do esposo’. Em Lucas 5.32-35, Jesus, em uma alusão à sua morte, disse: ‘Dias virão, porém, em que o esposo lhe será tirado, e, então, naqueles dias, jejuarão’(LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, pp.105-6).

- Em artigo já citado, o Pastor Ciro continua: “Até o fim das Bodas do Cordeiro os mártires da Grande Tribulação se unirão à Igreja. A Noiva do Cordeiro é formada por todos os remidos, de todas as épocas. Todas as pessoas salvas, inclusive as dos tempos do Antigo Testamento, foram salvas por meio do sangue do Cordeiro (cf. Hb 11; Ap 13.8). Como as Bodas ocorrerão no Céu, e a Grande Tribulação, simultaneamente, na Terra, até o fim desse período os salvos em Cristo que forem mortos pelo Anticristo por não adorá-lo, os mártires, integrarão os mencionados exércitos, que seguirão aquEle que se chama “Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça”, cujos olhos são “como chama de fogo; […] vestido de uma veste salpicada de sangue, e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus” (Ap 19.11-13).

 

 

III – TEMPO DE FESTA E DE ALEGRIA

 

1. Alegria, exultação e glória. O texto bíblico de Apocalipse 19.7 traz esperança e alegria para todos os crentes em Jesus Cristo. Neste mundo enfrentamos tribulações, tristezas e provações, mas temos a certeza de que haverá um tempo de júbilo, festa e alegria, sendo preparado para nós: “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou” (Ap 19.7). Neste texto temos dois verbos de ação: o primeiro é “regozijar” (gr. cairó) e o segundo é “alegrar” (gr. agalliao). Depois de um Longo período de sofrimento. a Noiva do Cordeiro desfrutará de um glorioso tempo junto do seu Amado. Seremos servidos pelo próprio Jesus e ali experimentaremos o maná celestial (Ap 2.17). Talvez, você esteja enfrentando momentos de dor e sofrimento, porém não desanime, pois chegará um dia em que você vai experimentar a verdadeira alegria e estará para todo 0 sempre junto com o Senhor.

COMENTÁRIO:

- HORTON escreve: “As Bodas do Cordeiro - Quando Jesus aparecer para destruir o Anticristo e as suas tropas, os exércitos dos céus seguirão a Jesus, montados em cavalos brancos (que simbolizam o triunfo) ‘e vestidos de linho fino, branco e puro’ (Ap 19.14). Esse fato identifica-os com a noiva do Cordeiro (a Igreja) que participam das bodas do Cordeiro (Ap 19.7-9). Isto significa que já estiveram no céu, e já estão plenamente vestidos da ‘justiça dos santos’ (v.8). Esse fato também deixa subentendido que aqueles atos de justiça já estão completos, e que os crentes foram ressuscitados, transformados e levados ao céu. Ficaria subentendido, também, que já tinham comparecido diante do tribunal de Cristo (2Co 5.10). Que tempo de alegria e deleite aquelas bodas serão!(HORTON, Stanley. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1996, p.639).

- MACARTHUR comenta: “A Tragédia da Oportunidade Perdida - Enquanto esperamos pela volta do Senhor não podemos ficar na ponta dos pés, a cada momento, olhando para o céu. A vida precisa continuar. Este é o verdadeiro argumento da parábola das dez virgens: Cristo pode postergar o seu retorno e, se assim for, devemos manter a nossa esperança, continuar aguardando e, enquanto isso, continuar a servi-lo fielmente. Aqueles que não levam em conta que o Senhor pode demorar mais do que esperam, no fim, irão se encontrar desesperados quando estiverem diante de um futuro que não planejaram. Então, quando o Senhor voltar realmente, eles se sentirão envergonhados (cf. 1Jo 2.28 — ARA). A única maneira de nos certificar se estamos prontos para a volta do Senhor é nos mantermos prontos todos os dias. O bom senso deverá nos ensinar que, de qualquer forma, essa é a única perspectiva adequada sobre o futuro. Afinal de contas, não sabemos quando vamos morrer. Isso pode acontecer a qualquer momento, mesmo que o Senhor atrase a sua volta por mais uma geração. Precisamos estar sempre preparados para a morte, assim como para a volta do Senhor, porque de qualquer maneira iremos enfrentar um julgamento (Hb 9.27). Estar preparado para a volta do Senhor irá, portanto, preparar-nos também para enfrentar a morte. Enquanto isso, devemos continuar a nossa vida e fazer o nosso trabalho, planejando para o futuro com sabedoria e santo entendimento. Aqueles que pensam que o iminente retorno do Senhor cancela toda necessidade de um planejamento prudente, não entendem o que a Escritura está esperando de nós(MACARTHUR, John. A Segunda Vinda. 4ª Edição. RJ: CPAD, 2013, pp.165,66).

 

2. A esposa se aprontou. A expressão usada para “aprontou” (gr. hetoimazo) pode ser traduzida como “ataviou”, ou “adornou-se perfeitamente”, e isso para o “casamento dos séculos”. Sabemos que em um casamento todos aguardam a chegada da noiva e a sua entrada triunfal em meio aos seus convidados. Uma noiva não se apresenta de qualquer maneira. Ela investe no seu vestido de  noiva, gasta dinheiro com o penteado, com o buquê e todos os preparativos para aquele dia que será tão especial e marcante em sua vida. Um dia também teremos vestes especiais: “E foi-Lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente: porque o Linho fino são as justiças dos santos” (Ap 19.8). O “vencedor será assim vestido de vestiduras brancas” (Ap 3.5). Está chegando a hora do Noivo vir buscar a sua Noiva. As Bodas do Cordeiro são a coroação do amor de Jesus Cristo por sua Igreja: “[…] Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a Lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Ef 5.25-27).

COMENTÁRIO:

- HORTON escreve: “As Bodas do Cordeiro - Quando Jesus aparecer para destruir o Anticristo e as suas tropas, os exércitos dos céus seguirão a Jesus, montados em cavalos brancos (que simbolizam o triunfo) ‘e vestidos de linho fino, branco e puro’ (Ap 19.14). Esse fato identifica-os com a noiva do Cordeiro (a Igreja) que participam das bodas do Cordeiro (Ap 19.7-9). Isto significa que já estiveram no céu, e já estão plenamente vestidos da ‘justiça dos santos’ (v.8). Esse fato também deixa subentendido que aqueles atos de justiça já estão completos, e que os crentes foram ressuscitados, transformados e levados ao céu. Ficaria subentendido, também, que já tinham comparecido diante do tribunal de Cristo (2Co 5.10). Que tempo de alegria e deleite aquelas bodas serão!(HORTON, Stanley. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1996, p.639).

 

3. Um chamado especial. Apocalipse 19.9 afirma que felizes serão todos aqueles que foram chamados à ceia das Bodas do Cordeiro. Esse evento retrata não apenas a união entre o Cordeiro e a Igreja, mas também a posição elevada que será conferida aos santos, de todos os tempos, uma vez que foram transformados na imagem de Cristo (2 Co 3.18).  Assim como uma moça se alegra com seu marido em sua noite de núpcias, nós também nos alegraremos em ver a união do Cordeiro com a sua Noiva.

COMENTÁRIO:

- Os bem-aventurados convidados para as bodas e a noiva são as mesmas pessoas. A noiva é a igreja e os convidados para as bodas são todos aqueles que fazem parte da igreja. Os convidados e a noiva são uma e a mesma coisa. A igreja é o povo mais feliz do universo. A eternidade será uma festa que nunca acaba. As Bodas do Cordeiro constituem um acontecimento que, evidentemente, inclui Cristo e a Igreja. Com base em Daniel 12.1-3 e Isaías 26.19-21, a ressurreição de Israel e dos santos do Antigo Testamento não ocorrerá até a segunda vinda de Cristo. Apocalipse 20.4-6 esclarece que os santos da tribulação também não ressuscitarão até aquele dia. Embora fosse impossível eliminar esses grupos da posição de observadores, eles não ocupam a posição de participantes do acontecimento em si. Dois insistentes convites são feito a Israel: 1º Convite - Mt 22.3 “E enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas; e estes não quiseram vir”; 2º Convite - Mt 22.4 “Depois, enviou outros servos, dizendo: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar preparado, os meus bois e cevados já mortos, e tudo já pronto; vinde às bodas. 5 Porém eles, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, e outro para o seu negócio”. No primeiro convite a resposta foi seca e mal-educada, devido à insistência do rei arranjaram desculpas para se justificarem por não irem. Assim também os homens estão a responder ao apelo da salvação de maneira mal-criada e irresponsável, depois da perseverança e insistência da Igreja em convidá-los inventam desculpas esfarrapadas como: “Tenho minha religião”, “Não tenho tempo para a Igreja”, “Tenho receio de meus familiares”, e “Já sou crente”.

- Na parábola das Bodas (Mt 22.1-14) o rei envia o convite a todos que pertencem ao seu reino, porém seus súditos não quiseram comparecer às bodas. Estes que tiveram a liberdade de rejeitarem o convite referem-se a Israel. No entanto, nas Bodas do Cordeiro, todos os que rejeitarem o convite de Jesus Cristo (judeus e gentios) serão excluídos eternamente da presença e da comunhão do Filho de Deus. Três classes de pessoas convidadas no primeiro convite (vv.3-6):

a- Indiferentes - Não davam nenhum valor ao rei e nem a seu filho.

b- Ingratos - Não foram agradecidos por serem convidados, acharam-se merecedores de maior dádiva ainda.

c- Homicidas - Violentos e assassinos. Ultrajaram e mataram os servos do Rei (Mt 22.6). Provocaram o rei à ira.

No último convite revela a justiça divina irmanada à misericórdia. Segundo o costume, esses convidados não eram dignos, isto é, eram pessoas comuns, discriminadas pela sociedade e não desfrutavam da amizade do Rei (Mt 22.8). Estes homens, rejeitados pelos judeus, foram receptivos ao convite régio e encheram o palácio para as bodas. Os servos do monarca foram pelos caminhos e convidaram a todos que encontraram, tanto os maus como os bons (Mt 22.10). É interessante notar que o texto se refere "às saídas do caminho", indicando não apenas as pessoas dentro dos limites de Israel, mas a tantos quantos fossem encontrados fora de suas fronteiras. O livro de Atos dos Apóstolos é um testemunho de que o evangelho ultrapassou os limites de Israel. Ao recusarem o convite real, os judeus mostraram ser menos dignos do que os gentios (Rm 11.11; 15.27; 9.20-21).

 

 

CONCLUSÃO

O Esposo, que pagou um alto preço – preço de sangue – pelo dote da Esposa, agora, depois de apresentá-la a si mesmo sem mácula, nem ruga, desfrutará de sua companhia eternamente.

COMENTÁRIO:

- No Oriente, o noivado é tão sério quanto o casamento. Na história bíblica a mulher comprometida em noivado era chamada esposa e, apesar de não estar unida fisicamente ao noivo, ela estava obrigada à mesma fidelidade como se estivesse casada (Gn 29.21; Dt 22.23,24; Mt 1.18,19). A Igreja é a esposa de Cristo porque está comprometida com Ele (Ap 19.7; 21.9; 22.17). Naqueles dias, não era aceito que alguém entrasse numa festa sem estar adequadamente vestido. Trazendo isto para a realidade espiritual, entendemos que é impossível estar na celebração maior do Reino de Deus sem o traje festivo. Os convidados sem traje nupcial representam aqueles que pensam ser capazes de servir a Deus de qualquer modo, sem demonstrar os sinais da obra purificadora do Calvário. Quem está vestido com sua própria justiça não tem direito de entrar na festa. Somente aqueles que estão trajados com a "justiça dos santos" (Ap 19.8). “O ‘linho fino’ do vestido da Igreja (vv.7,8) são os ‘atos de justiça dos santos’, indicando, portanto, resultado de julgamento do tribunal de Cristo. Para que isso aconteça aqui, a Igreja terá subido antes.

- A noiva deve permanecer pura e bela para o futuro esposo, sem manchas ou imperfeições morais e espirituais, sempre refletindo a luz e a glória do Noivo num mundo cada vez mais tenebroso; A noiva deve se manter fiel ao noivo, às doutrinas, à fé, à esperança, à Palavra de Deus, não tolerando heresias ou falsos profetas; A noiva deve amar o noivo e somente o noivo, sendo-lhe inteiramente dedicada, santificada e consagrada, sem “flertar” com o mundo; A noiva deve manter seu compromisso com o Noivo, assumido no momento em que aceitou o sacrifício na Cruz do Calvário como prova máxima do amor e do sacrifício de Cristo – esta é a verdadeira aliança que a une ao Noivo; Finalmente, a noiva deve aguardar ansiosamente o dia do casamento e estar preparada para a volta de Cristo, a fim de celebrar as núpcias reais – seguindo o bom exemplo das cinco virgens prudentes (Mt 25.1-13). A Igreja, que foi o plano de Deus para a época presente, é agora vista transladada, ressuscitada, apresentada ao Filho pelo Pai e transformada no objeto por meio do qual a glória eterna de Deus se manifesta para sempre. A presente era testemunhará o início, o desenvolvimento e a conclusão do propósito de Deus, a fim de ‘constituir dentre eles um povo para o seu nome’ (At 15.14). Nossa verdadeira identidade é gloriosa, como a da noiva no dia do seu casamento. É uma identidade que nos posiciona para a ação. A igreja é amada e escolhida, investida de poder por Deus e separada para servir. Quando falamos da igreja irresistível, referimo-nos a uma igreja local da qual as pessoas jamais se cansam. Muito mais importante que isso, no entanto, é o fato de o título nos lembrar da nossa verdadeira identidade como a noiva de Cristo e de que vivemos à luz dessa identidade. O título significa que estamos no processo de desenvolver as características que nos tornam gloriosos como noiva. No fim, uma igreja é reconhecida como irresistível porque reflete a glória de Cristo – aquele que de fato é irresistível”  (Wayne Cordeiro – A igreja irresistível, páginas 155/156). Em breve Cristo voltará como o Rei dos reis e Senhor dos senhores. É Cristo o senhor da sua vida hoje? Você está preparado para se encontrar com Cristo? Vigie para que aquele grande dia não o apanhe de surpresa.

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Comentário elaborado pelo Presbítero Francisco Barbosa. Ao compartilhar, favor citar fonte.

 

 

HORA DA REVISÃO

1. O que acontecerá depois do Tribunal de Cristo?

As Bodas do Cordeiro.

2. Segundo a Lição, como Jesus é apresentado no Novo Testamento?

Ele é apresentado como o Noivo.

3. Quem é a Noiva de Cristo?

A Igreja do Senhor Jesus.

4. Na parábola das dez virgens, qual o significado do azeite?

O azeite é símbolo do Espírito Santo.

5. O que Jesus queria ensinar com a parábola das dez virgens?

Jesus queria ensinar a respeito da necessidade de estarmos preparados para o encontro com Ele todos os dias das nossas vidas, pois não sabemos quando esse encontro se dará.