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13 de outubro de 2019

(ADULTOS) Lição 3: A CHAMADA PROFÉTICA DE SAMUEL


ANO 10|Nr 1.342|2019
LIÇÕES BÍBLICAS CPAD ADULTOS - 4º Trimestre de 2019
Título: O Governo divino em mãos humanas - Comentário das lições: Osiel Gomes
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L I Ç Ã O  3
20 DE OUTUBRO DE 2019
A CHAMADA PROFÉTICA DE SAMUEL
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TEXTO ÁUREO
“Então, veio o SENHOR, e ali esteve, e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel. E disse Samuel: Fala, porque o teu servo ouve.” (1 Sm 3.10)
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VERDADE PRÁTICA
A verdadeira chamada divina capacita o crente fiel a ser um porta-voz autêntico da Palavra de Deus.
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LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 Samuel 3.1-10
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INTRODUÇÃO
||Nesta lição, veremos que o ministério profético do Antigo Testamento não se caracterizava pela adivinhação nem pela mera predição do futuro, mas tinha como principal objetivo levar a todos a ter um firme compromisso com Deus. Sua essência é anunciar a totalidade da mensagem divina. Por isso, Jeremias foi bem categórico: “O profeta que tem sonho conte-o como apenas sonho; mas aquele em quem está a minha palavra fale a minha palavra com verdade […] − diz o SENHOR” (Jr 23.28)||. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 4º Trimestre 2019. Lição 3, 20 Outubro, 2019]
- Nesta aula faremos uma distinção do dom de profecia do Velho e do Novo Testamento, iniciando com o chamado de Samuel para o ministério profético e concluindo com a atualidade do Dom e do Ministério Profético. Matthew Henry comentando o texto de Jr 23.28, diz: “Os homens não podem se esconder dos olhos de Deus, que tudo vê. Nunca verão os juízos que preparam contra si mesmos? Que considerem a grande diferença que há entre estas profecias, e aquelas entregues pelos verdadeiros profetas do Senhor. Que não chamem os seus néscios sonhos de oráculos divinos. As promessas de paz que estes falsos profetas fazem não devem ser comparadas com as promessas de Deus, assim como a palha não deve ser comparada com o trigo.”. Por fim, veremos que o Dom de Profecia está disponível para todos e deve ser buscado, como Paulo exorta em 1Co 14.39 “Portanto, meus irmãos, busquem com dedicação o profetizar e não proíbam o falar em línguas” mas lembremos que é nas Escrituras, em seu estudo e aplicação, onde encontramos a verdadeira profecia, sem perigo de erro. A Palavra de Deus não é uma mensagem suave, aduladora nem enganosa, e por sua fidelidade pode certamente ser distinguida das falsas doutrinas. Bom estudo e crescimento maduro na fé cristã!
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I – DEFININDO O “PROFETA” EM ISRAEL
||1. A menção de “profeta” no livro. A primeira menção feita a um “profeta” no livro está registrada em 1 Samuel 2.27-36. Aqui, vemos que o profeta era caracterizado como homem de Deus, título que lhe trazia grande responsabilidade. O profeta não é um adivinhador, mas o porta-voz de Deus. Ali, Samuel se dirigiu à casa de Eli, dizendo que este seria substituído por um sacerdote fiel − Zadoque. Esse acontecimento antecipava como seria o ministério de Samuel, o profeta do Senhor por excelência ||. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 4º Trimestre 2019. Lição 3, 20 Outubro, 2019]
- O cântico de Ana e a profecia do homem de Deus são os únicos exemplos registrados de profecia desde os dias de Débora no começo do período dos Juízes. 1 Samuel 2.27 inicia dizendo: “Veio um homem de Deus a Eli...”; “Homem de Deus” era normalmente usado como sinônimo de "profeta". A grande responsabilidade de qualquer profeta era lutar para viver uma vida digna do seu ofício, com o objetivo de transmitir a mensagem divina para que o povo de Israel pudesse viver um relacionamento correto com seu Deus.
Muitas vezes os profetas eram chamados “homem de Deus”, como em Deuteronômio 33.1 e 1Reis 13. O uso desse termo enfatiza a diferença de caráter entre o profeta e as demais pessoas. Isso se vê na maneira que a mulher sunamita falou do profeta Eliseu: “Vejo que este que passa sempre por nós é santo homem de Deus” (2Rs 4.9).” (ULTIMATO)

||2. Definição de profeta. De modo geral, a palavra do hebraico para profeta é nabî. Etimologicamente, a definição é incerta, porém, diversos significados lhe são atribuídos, entre os quais, “chamado por Deus” e “orador”. Entretanto, a maioria dos estudiosos trata a palavra “profeta” com o sentido de porta-voz divino. Nesse aspecto, o profeta seria mensageiro de Deus, cuja missão era levar o povo a obedecer à vontade do Todo-Poderoso. Quem ouvisse esse porta-voz teria sucesso; pois o profeta comunica o que Deus lhe diz, fala o que o Senhor lhe falou. Esse é o fundamento do movimento profético do Antigo Testamento (Dt 18.18; 2 Cr 20.20)||. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 4º Trimestre 2019. Lição 3, 20 Outubro, 2019]
- A palavra hebraica para profeta é “nabi”, cuja raiz verbal é “naba”, significando ‘anunciador’, ‘aquele que anuncia as mensagens de Deus, frequentemente recebidas por revelação ou discernimento intuitivo’. Outras palavras hebraicas usadas são “roeh” e “hozeh”, significando ‘aquele que vê’, ‘vidente’. Curiosamente estas três palavras aparecem em 1Cr 29.29.
No início havia uma distinção entre vidente e profeta, mas mais tarde eram termos sinônimos, como o autor do livro histórico de Samuel enfatiza – “Antigamente, em Israel, indo alguém consultar a Deus, dizia: Vinde, vamos ter com o vidente; porque ao profeta de hoje, antigamente, se chamava vidente” (1Sm 9.9).” (ULTIMATO)

||3. Samuel e os demais profetas. Com Samuel deu-se o início à prática de os profetas ungirem reis. Segundo o texto bíblico, o próprio Samuel comunicou as palavras de Deus a Saul, de que este seria rei. Segundo os estudiosos, foi com Samuel que teve início o movimento profético formal em Israel. E com Elias, ele se desenvolveria ainda mais. A partir do ministério de Samuel, surgiram os profetas da corte – os que atuavam junto aos reis. Alguns desses profetas não apenas aconselhavam os soberanos, mas também eram seus escrivães. Por exemplo, Samuel, Natã e Gade fizeram alguns registros reais||. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 4º Trimestre 2019. Lição 3, 20 Outubro, 2019]
- Samuel foi o último e o mais importante dos juízes e foi quem deu início a escola profética.
Ungir significa o ato de derramar óleo em alguém ou algo, destacando o objeto ou pessoa para uma finalidade específica. O ato de ungir com óleo simbolizava consagração, separação do ungido ao exterior. No Antigo Testamento, Deus ordenou a Moisés que ungisse alguns utensílios específicos do tabernáculo. Também no Velho Testamento, Deus estabeleceu que ungisse pessoas levantadas como reis, profetas e sacerdotes” (RESPOSTAS)
- Samuel deu início ao costume de ungir os reis em Israel, e o primeiro foi Saul (1Sm 9.16). Apesar da unção, Saul foi desobediente, acarretando o afastamento do Espírito de Deus - autoridade - do seu reinado. Rejeitando Saul, Deus ordenou que Samuel preparasse o óleo da unção para ungir Davi (1Sm 16.13). Também deu início à Escola de Profetas em Ramá (1Sm 10.5,10;19.20). Embora a origem da escola de profetas esteja relacionada ao Profeta Samuel (1 Sm 10.5, 10, 12; 19.20), o seu maior crescimento se deu na época de Elias e Eliseu (1 Sm 10.5; 1 Rs 20.35; 2 Rs 2.3, 5, 7).
- Profetas na perspectiva essencial da Palavra, é um ministério simultâneo à monarquia. Profetas e reis são contemporâneos; Sob Saul a monarquia dá seus primeiros passos. Constituiu-se mais definitivamente sob o mando de Davi e Salomão. Leia mais aqui.
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II - O DESENVOLVIMENTO DO MINISTÉRIO DE SAMUEL
||1. O crescimento profético de Samuel. Se os filhos do sacerdote Eli praticavam pecados abomináveis, o jovem Samuel crescia com integridade diante de Deus e do povo. Sempre houve em Ana, sua mãe, um cuidado especial para que seu filho estivesse envolvido com a obra de Deus. Ela orou por ele e o entregou aos cuidados de Eli. Este, observando a dedicação de Ana e seu comprometimento, orou por ela, rogando a Deus a bênção para a sua casa (1 Sm 2.20,21). É maravilhoso dedicarmos a Deus o que temos de mais precioso, pois suas recompensas são certas||. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 4º Trimestre 2019. Lição 3, 20 Outubro, 2019]
- De acordo com Josefo, Samuel tinha apenas completado doze anos quando o Senhor falou com ele. 1Samuel 3.1 se refere a Samuel como jovem, um termo de uso bastante flexível, algumas vezes faz referência a um recém nascido ou a um garoto. Mas aqui nos apresenta Samuel como um adolescente com talvez 12 anos de idade. Muitos anos se passaram desde o final do capítulo 2 ate o início do capítulo 3 onde encontramos Samuel em sua adolescência. O mesmo termo hebraico traduzido aqui como "jovem" foi usado para se referir a Davi quando este matou Golias (17.33).
Enquanto os pais de Samuel experimentaram o aumento da bênção divina por causa de sua devoção altruísta a Deus (2:18–21), os filhos de Eli foram alertados sobre a futura punição por causa de sua ganância e imoralidade (2:22–25). A corrupção dos filhos de Eli contrastou nitidamente com o desenvolvimento piedoso da vida do jovem Samuel. Deus estava preparando Samuel para ser o sucessor de Eli (2:26).” (BIBLIOTECABIBLICA)

||2. A formação profética de Samuel. Samuel aprendeu com Eli. Ele foi formado pelo velho sacerdote, assim como Paulo aprendeu aos pés de Gamaliel (At 22.3) e Timóteo com Paulo (2 Tm 3.10). Deus chamou Samuel quando ele tinha cerca de 12 anos (1 Sm 3.1-4), ou seja, a mesma faixa-etária de Jesus quando foi levado a Jerusalém por seus pais (Lc 2.42). Assim, sob os cuidados de Eli, Samuel era forjado por Deus para o ministério profético. Muitos hoje não querem mais aprender com os mais experientes, pois julgam-se importantes e desprezam o aprendizado aos “pés de alguém”. Paulo e Timóteo, por exemplo, orgulhavam-se de ter aprendido com seus mestres. Mas, além de disposição para aprender, precisamos de disposição para ouvir a voz de Deus. Isso só é possível por meio de uma vida de oração e busca fervorosa pelo Senhor (Is 55.6). Deus quer falar conosco!||. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 4º Trimestre 2019. Lição 3, 20 Outubro, 2019]
- “E o jovem Samuel servia ao SENHOR perante Eli; e a palavra do SENHOR era de muita valia naqueles dias; não havia visão manifesta” (1Sm 3.1) - Todo o sucesso do ministério de Samuel está baseado nessa frase: “O jovens Samuel servia o Senhor perante Eli”. Não se engane entre você e Deus sempre haverá outra figura humana. Precisamos ser pastoreados, precisamos de um referencial.
Numa época em que as profecias e visões eram raras, Samuel escutou o que primeiro acreditou ser Eli chamando-o durante a noite. Embora o jovem Samuel estivesse ministrando no tabernáculo, ele ainda não conhecia o Senhor, e a palavra do Senhor ainda não lhe havia sido revelada (1 Samuel 3:7). Nas três primeiras vezes em que o Senhor chamou Samuel, o menino respondeu a Eli. Eli então entendeu o que estava acontecendo e instruiu Samuel a responder ao Senhor se ele chamasse novamente. Então, "veio o SENHOR, e ali esteve, e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel! Este respondeu: Fala, porque o teu servo ouve" (1 Samuel 3:10). Deus lhe deu uma mensagem de julgamento para transmitir a Eli. No dia seguinte, Samuel deu seu primeiro salto de fé, contando tudo a Eli, embora a mensagem fosse má notícia para Eli e sua família (1 Samuel 3:11-18). Eli respondeu com aceitação. A credibilidade de Samuel como profeta espalhou-se por Israel, e Deus continuou a revelar Sua Palavra ao Seu povo através de Samuel (1 Samuel 3:20-21).” (GOTQUESTIONS).

||3. A disciplina de Samuel. Ainda jovem, Samuel já se mostrava disciplinado. Ao ouvir uma voz que o chamava pelo nome, pensando que fosse a de Eli, por três vezes dirigiu-se a ele com todo respeito e temor (1 Sm 3.4,5). Essa postura apontava que ele era o homem certo para ouvir a Palavra do Senhor. Por não ter uma experiência pessoal com Deus, ainda não sabia como responder ao chamado divino; por isso, Eli o orientou. Desde então Samuel passou a receber visões de Deus e orientações sobre sua Palavra. Se os nossos filhos servirem a Deus com a disposição de Samuel, educados pela sua família na presença do Pai, eles influenciarão de maneira impactante a sua geração (cf. Mt 5.13-16). [Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 4º Trimestre 2019. Lição 3, 20 Outubro, 2019]
- Em contraste com os filhos apóstatas de Eli, Samuel crescia tanto espiritualmente quanto socialmente (Lc 2.52). A Septuaginta traz: "seus filhos blasfemaram contra o Senhor". Blasfemar contra Deus era uma ofensa passível da pena de morte (Lv 24.11 -7 6,23). Eli estava implicado nos pecados de seus filhos porque não os havia castigado. Se seus filhos estavam blasfemando contra Deus, deveriam ter sido apedrejados (Lv 24.15-16). No entanto, o velho sacerdote educou de forma diferente o jovem Samuel, que ainda não tinha se encontrado com o Senhor de maneira pessoal, nem tinha recebido a Palavra de Deus mediante uma revelação divina (veja 2.12)
Agora Samuel está morando com o sacerdote Eli. Lá no templo ele ajudava o sacerdote Eli nos ofícios litúrgicos. Samuel ministrava perante o Senhor, sendo ainda menino, vestido de uma estola sacerdotal de linho (1 Samuel 2.18). Literalmente um aprendiz de sacerdote. Vestido como ele, fazendo as coisas que ele fazia. Samuel foi ensinado a amar as coisas de Deus. Assim deve ser na nossa casa, ensinado os nossos filhos no caminho em que devem andar, para quando forem mais velhos não se desviarem dele (Provérbios 22.6). As crianças são a igreja do hoje e do amanhã, elas precisam ser acolhidas e ministradas em todas as áreas de sua vida. Pr. Rodolfo nos falou há poucas semanas sobre os trabalhos integrados dos cultos, das células e das famílias com as revistas de devocionais. Temos uma visão clara de que a responsabilidade primeira da educação cristã dos filhos é dos pais com o apoio da igreja, por meio das celebrações e das células. O texto relata que Samuel crescia em estatura e no favor do Senhor (1 Samuel 2.26). Que Deus nos ajude para que nossas crianças sejam assim também.” (IPILON)
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III - O MINISTÉRIO PROFÉTICO NA ATUALIDADE
||1. O dom da profecia. O dom de profecia, disponível a todos os crentes, manifesta-se de forma sobrenatural e momentânea; encoraja, exorta e consola a Igreja; edifica de forma coletiva e individual o povo de Deus (1 Co 12.7-11; 1 Tm 4.14). O dom de profecia é uma dádiva de Deus à sua Igreja. É maravilhoso saber que o Pai ainda fala diretamente com o seu povo||. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 4º Trimestre 2019. Lição 3, 20 Outubro, 2019]
- O saudoso Pr por Antonio Gilberto escreveu o artigo “O ensino bíblico sobre a profecia (Parte 4)”, no site CPADNEWS, onde defende: “Quando estudamos a atividade profética na Bíblia Sagrada, encontramo-la manifestando-se em três aspectos distintos. Em primeiro lugar, vemos a profecia como ministério permanente recebido de Deus no Antigo Testamento, em Israel (Hb 1.1; 2Pe 1.19 e Jr 35.15). Em segundo lugar, identificamos no Novo Testamento a profecia como um dom ministerial na Igreja (Ef 4.11-13; 1Co 12.28-29 e Ef 2.20). Por fim, vemos ainda no Novo Testamento a profecia como dom espiritual na Igreja, na congregação (At 2.17-18; 1Co 12.10; 14.1-4, 29-40; Rm 12.6-8)”. (CPADNEWS). É interessante notar que há uma distinção entre Ministério Profético e Dom de Profecia no Novo Testamento. Paulo argumenta que o Ministério de Profeta não é para todos (1Co 12.29); também em Efésios ele afirma que Deus “deu uns para profetas” (Ef 4.11). Por “dom de profecia” entendemos uma capacitação sobrenatural do Espírito Santo dado ao crente, para transmitir a mensagem de Deus. O dom de profecia tem âmbito local, congregacional; para edificar, consolar, exortar e predizer. Paulo apresenta razões pelas quais o dom de profecia é o principal dom espiritual (1Co 13.2 e 14.1,5,39).

||2. O ministério de profeta no Novo Testamento. O emprego do termo “profeta”, no Novo Testamento, refere-se a determinados indivíduos chamados por Deus, a fim de entregar revelações específicas à Igreja; suas mensagens eram proclamadas com autoridade sobrenatural e reconhecidamente divina. Veja-se, por exemplo, o caso de Ágabo (At 11.28; 21.10). Segundo Atos 13.1 e 15.32, os profetas eram impulsionados extraordinariamente pelo Espírito Santo, para o exercício desse ministério. Não podemos confundir o ministério profético com o dom de profecia||. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 4º Trimestre 2019. Lição 3, 20 Outubro, 2019]
- Dom de profecia (esporádico). “Profecia é uma mensagem de Deus dada a pessoa a quem o Espírito manifesta este dom. Tal pessoa deve transmiti-la exatamente como a recebeu (Jr 23.28). A atitude de quem profetiza deve ser “A palavra que Deus puser na minha boca essa falarei” (Nm 22.38-b). A mensagem recebida por inspiração do Espírito Santo não é transmitida mecanicamente, mas fiel e conscientemente (1Co 14.32). No momento em que a profecia é transmitida, não é Deus quem está falando, mas é o homem quem está transmitindo o que de Deus recebeu (1º Co 14.29). Se fosse o próprio Deus falando, não haveria necessidade de se julgar a mensagem como a Palavra nos orienta que faça” (1º Co 14.29; 1º Ts 5.21) (BERGSTÉN, 2007, p. 113).
- No tocante ao dom de profecia, a Bíblia de Estudo Pentecostal (1995, p. 1757) define:
É preciso distinguir a profecia aqui mencionada como manifestação momentânea do Espírito da profecia como dom ministerial na igreja, mencionado em Ef 4.11. Como dom de ministério, a profecia é concedida a apenas alguns crentes, os quais servem na igreja como ministros profetas. Como manifestação do Espírito, a profecia está potencialmente disponível a todo cristão cheio dEle (At 2.16-18). Quanto à profecia, como manifestação do Espírito, observe o seguinte:
(a) Trata-se de um dom que capacita o crente a transmitir uma palavra ou revelação diretamente de Deus, sob o impulso do Espírito Santo (1 Co 14.24,25,29-31). Aqui não se trata da entrega de sermão previamente preparado.
(b) Tanto no Antigo, como no Novo Testamento, profetizar não é primariamente predizer o futuro, mas proclamar a vontade de Deus e exortar e levar o seu povo à retidão, à fidelidade e à paciência (1 Co 14.3).
(c) A mensagem profética pode desmascarar a condição do coração de uma pessoa (14.25), ou prover edificação, exortação, consolo, advertência e julgamento (14.3,25,26,31).
(d) A igreja não deve ter como infalível toda profecia deste tipo, porque muitos falsos profetas estarão na igreja (1 Jo 4.1). Daí, toda a profecia deve ser julgada quanto à sua autenticidade e conteúdo (14.29,32; 1 Ts 5.20,21). Ela deverá enquadrar-se na Palavra de Deus (1 Jo 4.1), contribuir para a santidade de vida dos ouvintes e ser transmitida por alguém que de fato vive submisso e obediente a Cristo (12.3).
(e) O dom de profecia manifesta-se segundo a vontade de Deus e não a do homem. Não há no Novo Testamento um só texto mostrando que a igreja de então buscava revelação ou orientação através dos profetas. A mensagem profética ocorria na igreja somente quando Deus tomava o profeta para isso (12.11).
||3. Onde estão os profetas? Hoje, o Senhor continua a falar à sua Igreja por meio do ministério profético. Ainda temos homens que, à semelhança de Àgabo, transmitem enunciados proféticos de maneira sobrenatural e extraordinária. Todavia, eles não possuem autoridade canônica da Bíblia Sagrada – a única regra infalível de fé e prática reconhecida pela Igreja de Cristo. Toda locução profética é passível de julgamento à luz da Bíblia Sagrada (1 Co 14.29). A profecia é uma necessidade premente nos dias de hoje (1 Co 14.5)||. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 4º Trimestre 2019. Lição 3, 20 Outubro, 2019]
- Jamais uma mensagem profética poderá estar acima da Palavra escrita, nossa única regra de fé e prática. A Bíblia é a vara de medir, toda profecia deve ser submetida às Escrituras.
Os dois aspectos da profecia são a profecia das Escrituras, a qual é inerrante (2Pd 1.20 e Jo 10.35b), e a profecia da Igreja. Esta última pode ser julgada (1Co 14.29), isso porque o profeta pode vir a falar do seu próprio espírito (Ez 13.3 e 1Cr 17.2-5,11-12). Não é Deus mesmo quem fala no momento da profecia hoje. É o profeta quem fala, transmitindo a mensagem de Deus (1Co 14.29). Se fosse Deus mesmo quem falasse, a mensagem não precisaria ser julgada (1Ts 5.21; 2Pd 2.1-3; 1Jo4.1 e Pv 14.15). A manifestação do dom de profecia (bem como os demais dons) durante o culto deve ter limite: “Falem dois ou três profetas”, 1Co 14.29. Isso significa que a maior parte do tempo do culto deve ser para exposição da Palavra de Deus.” (CPADNEWS)
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CONCLUSÃO
||Onde estão os crentes usados por Deus para falar extraordinariamente ao seu povo? Nestes últimos dias, precisamos de obreiros fiéis que busquem os dons do Espírito. Entretanto, estejamos vigilantes. Como já dissemos, todo enunciado profético tem de passar, necessariamente, pelo crivo da Bíblia Sagrada||. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 4º Trimestre 2019. Lição 3, 20 Outubro, 2019]
- Estamos vivendo dias de confusão espiritual e de manifestações espirituais difusas do autêntico movimento pentecostal. Se faz necessário o resgate do ensino correto dos dons e informar que as manifestações dos dons na igreja precisam estar em coerência com a ação do Espírito registrada no texto bíblico. Qualquer manifestação duvidosa que foge do padrão anunciado à igreja do Novo Testamento deve ser ignorada, porquanto não transmite a segurança e a edificação espiritual inerente à ação de Deus por intermédio deste dom.
Pb Francisco Barbosa