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21 de abril de 2020

(ADULTOS) Lição 4: A ILUMINAÇÃO ESPIRITUAL DO CRENTE


ANO 11 | Nr 1.380 | 2020
LIÇÕES BÍBLICAS CPAD ADULTOS - 2º Trimestre de 2020
Título: A Igreja Eleita - Redimida Pelo Sangue de Cristo e Selada com o Espírito Santo da Promessa.
Comentarista:Douglas Baptista

LIÇÃO 4
26 DE ABRIL DE 2020
A ILUMINAÇÃO ESPIRITUAL DO CRENTE


TEXTO ÁUREO
||Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação|| (Ef 1.17)

VERDADE PRÁTICA
||A vocação do crente inclui a herança de preciosas riquezas conferidas aos eleitos pela grandeza do poder de Deus||

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
||Efésios 1.15-23||

INTRODUÇÃO
||Ainda no primeiro capítulo, o apóstolo Paulo inicia uma longa sentença assim dividida: ação de graças (1.15,16), oração intercessora (1.17-19) e confissão de louvor e exaltação (1.20-23). Nessa sentença somos exortados a louvar ao Senhor pela nossa eleição, buscar a iluminação do Espírito para compreender a dimensão de nossa chamada e herança divina, bem como entender a grandeza do poder de nosso Deus||.[Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 2º Trimestre 2020. Lição 4, 26 Abril, 2020]
- No trecho da Carta aos Efésios que vamos estudar hoje (Ef 1.15-23), Paulo nos mostra que a igreja de Deus, é o povo mais poderoso do mundo. “Nesses versículos, Paulo, com coração devoto, lembrando-se de seus leitores, orando e agradecendo a Deus por eles, numa demonstração do seu espírito altruísta e intercessório, ensina-nos uma grande lição. Nos versos 3 a 14 do mesmo capítulo, nossa posição em Cristo é assegurada pelas três bênçãos principais que emanam de Deus: fomos eleitos em Cristo para sermos santos e irrepreensíveis; fomos remidos pelo seu sangue; e fo¬mos selados com o Espírito Santo até o dia em que corpo, alma e espírito sejam plenamente livres para o gozo eterno. A oração do "apóstolo das gentes" teve três pedidos especiais para os crentes da igreja em Éfeso. Ele começa com as palavras [que Ele] vos dê" (v. 17) e apresenta a seguir os três pedidos. Primeiro, "o espírito de sabedoria". Segundo, "[o espírito] de revelação". Terceiro, que lhes fossem "iluminados os olhos do... entendimento"”. (bibliotecabiblica). É com essa oração de Paulo que o convido a pensar maduramente a nossa fé cristã!

I – A ESPERANÇA DA VOCAÇÃO E AS
RIQUEZAS DA GLÓRIA
||O apóstolo ensina que os salvos precisam ser iluminados para compreenderem quais são a esperança da vocação e as riquezas da glória da sua herança.
1. Ação de graças e intercessão. O apóstolo se alegra em dar graças a Deus pela vida dos eleitos (1.16) e por todas as bênçãos espirituais recebidas, tais como: a eleição, a predestinação, a filiação e o dom do Espírito Santo (1.3-14). Ele intercede para que seja concedido aos seus leitores “o espírito de sabedoria e de revelação” (1.17). Paulo estava ciente de quão maravilhoso é o Evangelho, mas ao mesmo, de quão impossível é alguém perceber a glória dessas boas novas sem ser ensinado por Deus (1 Co 2.14,15). Por isso, ele rogava para que os crentes recebessem a capacidade de compreenderem, por meio do Espírito Santo, a esperança da chamada, as riquezas da herança e a grandeza do poder de Deus (1.18,19)||.[Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 2º Trimestre 2020. Lição 4, 26 Abril, 2020]
- “Em Efésios 1.1-14, Paulo mostra-nos que somos o povo mais rico do mundo. Mas, agora, ele pede para Deus abrir o nosso entendimento a fim de que saibamos que somos o povo mais poderoso do mundo. Ele começa com uma grande bênção (1.1-14) e continua com uma grande intercessão (1.15-23)” (Stott, John. A mensagem dc Efcsios, p. 29.). O apóstolo pede que Deus abra os olhos do nosso coração para sabermos o que já temos.
- Em Efésios 1.17-18, “espírito de sabedoria... coração”, Paulo estava orando para que os cristãos tivessem a disposição do conhecimento piedoso e a percepção do que uma mente santificada é capaz, e assim, entender a grandeza da esperança (Rm 8.29; 1 Jo 3.2) e da herança que eles têm em Cristo. O único meio do verdadeiro entendimento e apreciação da esperança e da herança em Cristo e de viver de maneira obediente a ele é somente através de uma mente iluminada espiritualmente, como assevera o versículo 8.
- “O conhecimento é a escada através da qual a fé sobe mais alto, é o trampolim de onde pula mais longe”. A palavra grega usada por Paulo, epignosis, “conhecimento”, deve ser distinguida degnosis, cuja tradução também é “conhecimento”. A palavra composta epignosis é uma amplitude de gnosis, denotando um conhecimento mais amplo e mais completo. Esse conhecimento pleno é aquele que advém de intimidade experimental. E mais do que conhecimento acadêmico e teórico. E pessoal” (Lopes, Hernandes Dias Efésios: igreja, a noiva gloriosa de Cristo / Hernandes Dias Lopes. — São Paulo: Hagnos, 2009. P. 37).
||2. A esperança da vocação. Em sua petição a Deus, Paulo intercede para que o Espírito Santo ilumine os crentes a fim de saberem “qual seja a esperança da sua vocação” (1.18). Assim, eles seriam capazes de experimentar e conhecer profunda e espiritualmente os privilégios de serem vocacionados. Podemos dizer que tal esperança divide-se em pelo menos três aspectos: a) Deus chamou pessoas no passado (2 Tm 1.9), ou seja, uma chamada em que Ele teve a iniciativa por meio da eleição em Cristo, da qual fazemos parte (1.3-14); b) a chamada abrange serviço e santificação no presente (Fp 3.14), isto é, achar-se irrepreensível, viver em comunhão e andar de modo digno (1.4; 2.11-18; 4.1); c) a participação gloriosa no futuro (5.27), que compreende a vida eterna e a esperança de conhecer Deus face a face (1 Co 13.12)”||.[Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 2º Trimestre 2020. Lição 4, 26 Abril, 2020]
- Paulo ora para que a igreja venha a conhecer e a experimentar essa gloriosa esperança. Paulo está falando que Deus é a nossa herança. Salmo 16.5 diz que Deus é a nossa herança. “Paulo expressa, aqui, o desejo de que os crentes compreendam quão preciosos eles são para Deus. Eles são o troféu da graça de Deus. O tesouro deles está em Deus, e, num sentido bem verdadeiro, o tesouro de Deus está nos santos”. (Vaughan, Curtis. Efésios, p. 42.)
- “Nós somos a riqueza de Deus, o presente de Deus, o tesouro de Deus, a menina dos olhos de Deus. Somos filhos, herdeiros, coerdeiros, santuários, ovelhas e a delícia de Deus.” (HERNANDES, p. 42).
- Aqueles que vivem afastados da iluminação do Evangelho estão cegados por satanás para a verdade espiritual (2Co 4.4; 6.14; Mt 15.14). Por este fato, os descrentes estarem nas trevas de sua cegueira espiritual, a Bíblia muitas vezes usa a luz para retratar a salvação (At 13.47; 26.23; Mt 4.16; Jo 1.4-5,7-9:3.19-21; 8.12; 9.5; 12.36).
II - A SOBRE-EXCELENTE GRANDEZA
E FORÇA DO PODER DIVINO
||O poder divino é imensurável e nada pode detê-lo. Em sua Carta, Paulo se esmera no esforço de traduzir a grandiosidade e a eficácia desse poder que opera em favor dos crentes.
1. A sobre-excelente grandeza do seu poder. O apóstolo orou para que os salvos pudessem entender a “sobre-excelente grandeza do poder de Deus” (1.19). Perceba que a palavra “sobre-excelente” é traduzida do grego uperballõ, que na forma adjetivada significa “extraordinário” (2 Co 4.7). Já a expressão seguinte, megethos (grandeza), objetiva enaltecer a magnitude do poder de Deus que a tudo sobrepuja (Mt 26.64). O termo dunamis, aqui traduzido por “poder”, indica feitos miraculosos que requerem força “fora de medida” (At 8.13). Logo, a repetição desses termos indica que apenas o maior de todos os poderes é capaz de realizar a transformação e a salvação do homem (2 Pe 1.4); e que somente um poder tão grande assim pode operar e concretizar as bênçãos inclusas na “esperança da vocação” e nas “riquezas da herança” (1.18)||.[Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 2º Trimestre 2020. Lição 4, 26 Abril, 2020]
- O grande poder de Deus, esse mesmo poder que ressuscitou Jesus da morte e o elevou de volta pela ascensão para a glória a fim de fazê-lo sentar-se à direita de Deus, é dado a todo cristão no momento da salvação e está sempre disponível (At 1.8; Cl 1.29). Paulo, portanto, não ora para que o poder de Deus seja dado aos cristãos, mas para que eles se conscientizem do poder que já possuem em Cristo e façam uso dele (Ef 3.20). Paulo enfatiza o poder de Deus usando quatro palavras distintas para a palavra poder no versículo 19:
1) dunamis — traz a ideia de uma dinamite, um poder irresistível;
2) energeia — o poder que trabalha como uma energia;
3) kratos — poder ou força exercida;
4) ischus — poder, grande força inerente.
- Paulo faz uso dessas quatro palavras para enfatizar a plenitude e a certeza desse poder. Esse poder é tão tremendo que é o mesmo que Deus exerceu para ressuscitar seu Filho.
||2. A força do poder divino. Na sentença “segundo a operação da força do seu poder” (Ef 1.19), o apóstolo faz uso de três vocábulos gregos concordes entre si. Primeiro, a palavra “operação”, que é a tradução de energeia, e também significa “eficácia”, sinalizando a ideia de “poder em atividade” (Cl 1.29). Segundo, a expressão “força” vem do termo kratos, que traz a ideia de “intensidade”. E, finalmente, ischus, que indica o “poder inerente” de Deus (Jo 1.12; 2 Pe 2.11). A associação desses conceitos revela o poder potencial de Deus que, inerente à sua natureza divina, opera em favor dos que creem. Para aprofundar essa impressionante descrição, Paulo apresenta três exemplos irrefutáveis da força desse poder: (1) A ressurreição de Cristo; (2) sua ascensão à direita de Deus nos céus (1.20); e (3) sua elevação acima de todo o domínio (1.21,22)||.[Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 2º Trimestre 2020. Lição 4, 26 Abril, 2020]
- “O poder que atua nos crentes é o poder da ressurreição. E o poder que ressuscitou a Cristo dentre os mortos, assentou-o à direita de Deus e lhe deu a soberania sobre o Universo inteiro. Esse poder é como um caudal impetuoso que arrasta com sua força os obstáculos que encontra pelo caminho. F. F. Bruce afirma que a morte de Cristo é a principal demonstração do amor de Deus, mas a ressurreição de Cristo é a principal demonstração do poder de Deus.[...] À luz do que Paulo pediu, como você avalia a sua vida espiritual? Você tem usufruído as riquezas que tem em Cristo? Você tem crescido no relacionamento íntimo com Deus? Você conhece mais a Deus? Você tem fome de Deus? Você compreende a esperança do seu chamado: de onde Deus o chamou, para que Deus o chamou e para onde Deus o chamou? Você compreende o quão valioso você é para Deus? Você tem experimentado de forma prática o poder da ressurreição em sua vida?” (HERNANDES, p. 42 e 45)

III - CRISTO: NOSSO EXEMPLO DE
EXALTAÇÃO
||Nesse ponto veremos três aspectos da exaltação de Cristo que atestam a grandiosidade do Poder de Deus disponível também aos crentes.
1. Cristo: As primícias dos que dormem. Paulo enfatiza que o poder de Deus se “manifestou em Cristo, ressuscitando-o dos mortos” (1.20). De fato, o Novo Testamento descreve a ressurreição de Cristo como obra do poder de Deus Pai (At 2.24; 3.26; 17.31). Ao ressurgir dentre os mortos, Cristo foi feito as primícias dos que dormem (1 Co 15.20-22). Assim sendo, a ressurreição de Jesus é a garantia de que seremos ressuscitados (1 Ts 4.14). O mesmo poder que ressuscitou a Cristo está disponível também aos salvos (2.6). Desse modo, os crentes vencerão a morte e se erguerão gloriosamente de seus sepulcros para reinarem com Cristo eternamente (Jo 5.28,29; Fp 3.20,21)||.[Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 2º Trimestre 2020. Lição 4, 26 Abril, 2020]
- Por causa do seu poder divino (Jo 11.25; Hb 2.14), da promessa e do propósito de Deus (Lc 24.46; jo 2.18-22; 1 Co 15.16-26), a morte não podia reter Jesus na sepultura. A ressurreição autenticou o ministério do Senhor, selou sua obra de redenção, marcou o começo de sua glorificação e foi a confirmação pública de que o Pai aceitou seu sacrifício.
- Mas não apenas numa ação futura, Deus já nos resgatou da sepultura espiritual em que o pecado nos havia posto. Deus realizou uma poderosa ressurreição espiritual em nós por meio do poder do Espírito Santo. Quando cremos em Cristo, passamos da morte para a vida (Jo 5.24). Recebemos vida nova: a vida de Deus em nós.
||2. Cristo elevado à direita de Deus. Paulo reforça o poder de Deus quando da elevação de Cristo ao trono: “Pondo-o à sua direita nos céus” (1.20). Aqui está em foco à ascensão de Cristo em referência a promessa messiânica (Sl 110; At 1.6). O grau de exaltação para uma posição de honra e autoridade indica o completo triunfo de Cristo sobre o pecado e as forças do mal (Fp 2.9-11; Cl 2.15). Esse triunfo também está assegurado aos salvos (1 Co 15.56,57) e endossa nossa participação na vida celestial, conforme indica a expressão “nos fez assentar nos lugares celestiais” (2.6). Assim, tanto a ressurreição como à ascensão de Cristo são obras do poder do Pai||.[Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 2º Trimestre 2020. Lição 4, 26 Abril, 2020]
- Depois de haver ressuscitado a Cristo dentre os mortos, Deus manifestou seu poder fazendo-o assentar-se “à sua direita” (1.20,21). A “direita” de Deus é uma figura de linguagem indicando o lugar de supremo privilégio e autoridade. A mais alta honra e autoridade no Universo foi tributada a Cristo (Mt 28.18).
- "ressuscitou" e "fez" indica serem esses os resultados imediatos e diretos da salvação. O cristão não só está morto para o pecado e vivo para a justiça por meio da ressurreição de Cristo, mas ele também desfruta da exaltação do Senhor e compartilha de sua glória preeminente. A esfera sobrenatural onde Deus reina é o lugar onde Cristo nos fez assentar! “Nos Lugares Celestiais” é a esfera espiritual onde as bênçãos dos cristãos estão (Ef 1.3), onde está a herança deles (1 Pe 1.4), onde os sentimentos deles devem estar (Cl 3.3) e onde eles desfrutam da comunhão com o Senhor. É a esfera de onde toda revelação divina provém e para onde vão todo o louvo e todas as petições.
||3. Cristo exaltado sobremaneira. Nesse ponto, Paulo ensina que o poder de Deus exaltou Cristo “acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia” (1.21). Significa que Ele foi exaltado acima de toda eminência do bem e do mal e de todo título que se possa conferir nessa era e também no porvir. O resultado desse triunfo traz duplo benefício para a Igreja: primeiro, que Deus fez Cristo o cabeça da Igreja (1.22); e, segundo, que Deus designou a Igreja para ser a expressão plena de Cristo (1.23). Isso significa que nenhum poder pode prevalecer contra a Igreja do Senhor (Mt 16.18)||.[Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 2º Trimestre 2020. Lição 4, 26 Abril, 2020]
- Paulo queria que os crentes entendessem a grandeza de Deus comparada a outros seres celestiais. "Principado, potestade, poder e domínio" eram os termos tradicionais judaicos para designar seres angelicais que tinham unia alta posição no exército de Deus. Deus está acima deles todos (Ap 20.10-15).
- No versículo 22 Paulo cita o SaImo 8.6, indicando que Deus exaltou a Cristo sobre todas as coisas (Hb 2.8), incluindo a sua igreja (Cl 1.18). Cristo é, claramente, o cabeça dominante porque todas as coisas foram colocadas sob seus pés. No versículo 23, Paulo usa uma metáfora para o povo redimido de Deus, chamando-o de ‘Corpo’, metáfora essa que é usada exclusivamente no Novo Testamento para falar da igreja (Ef 4.12-16; 1 Co 12.12-27). Isso nos esclarece que, a Igreja é o único meio que o mundo pode enxergar a Cristo, é através da Igreja que Cristo pode ser conhecido pelo mundo entenebrecido. “A igreja é a plenitude de Cristo. A igreja está cheia da sua presença, animada pela sua vida, cheia com os seus dons, poder e graça.93 A igreja é o prolongamento da encarnação de Cristo. A igreja é o seu corpo em ação na terra. A igreja está cheia da própria Trindade: Filho (1.23), Pai (3.19) e Espírito Santo (5.18).” (HERNANDES, p. 44).
- Ainda, esclarecendo o ponto “Isso significa que nenhum poder pode prevalecer contra a Igreja do Senhor (Mt 16.18)”, em Mateus 16.18, "as portas do inferno", são literalmente "as portas do Hades". O inferno é o local de punição do espírito dos descrentes que morrem. O ponto de entrada para tal é a morte. Essa, então, é uma expressão judaica que se refere à morte. Até mesmo a morte, a derradeira arma de Satanás (Hb 2.14-15), não tem poder para obstruir a igreja. O sangue dos mártires, de fato, acelerou o crescimento da igreja em tamanho e em poder espiritual! Esse foi o principal propósito da encarnação: Jesus veio à terra para morrer. Ao morrer, ele pôde vencer a morte em sua ressurreição (Jo 14.19). Ao vencer a morte, ele tornou ineficaz o poder de Satanás contra todos os que são salvos. Para o cristão, "tragada foi a morte pela vitória" (1Co 15.54). Portanto, o pavor da morte e sua escravidão espiritual foram destruídos por meio da obra de Cristo!

CONCLUSÃO
||Embevecido com as bênçãos espirituais, Paulo mantém adoração contínua ao Eterno Deus, atitude que deve ser seguida por todos os salvos. A compreensão das dádivas da salvação demonstra o excelso valor daquilo que Deus fez por nós. Seus atos poderosos viabilizam a transformação e a glorificação dos que creem. Aleluia!||[Lições Bíblicas CPAD, Revista Adultos, 2º Trimestre 2020. Lição 4, 26 Abril, 2020]
- Cristo é a fonte da herança divina do cristão, a qual é tão certa que é mencionada como se já tivesse sido recebida (nele, digo, no qual fomos também feitos Herança...), Assim, em Efésios 1.1-14, Paulo mostra-nos que somos o povo mais rico da terra, e agora, ele pede para Deus abrir o nosso entendimento a fim de que saibamos que somos o povo mais poderoso da terra. Todas essas riquezas vêm pela graça de Deus e são para a glória de Deus. Toda a obra do Pai (1.6), do Filho (1.12) e do Espírito Santo (1.13,14) tem uma fonte (a graça) e um propósito (a glória de Deus). O nosso fim principal é glorificar a Deus, e o fim principal de Deus é glorificar a si mesmo.
Pb Francisco Barbosa