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30 de novembro de 2016

JOVENS - Lição 10: A adoração sem Conhecimento



J O V E N S
- Lição 10 -
4 de Dezembro de 2016

A adoração sem conhecimento

TEXTO DO DIA

SÍNTESE

"Jesus respondeu e disse- lhe: Se tu conheceras o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva." (Jo Jo 4.10)

Adorar a Deus é o mais nobre privilégio que o Pai concede- nos Por isso, faça-o com todo o zelo, fervor e empenho de sua alma; sabendo que adorar a Deus é conhecê-lo.

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Jo 4.9
O trauma sociocultural
Terça - Jo 4.10
A ignorância da mulher
Quarta - Rm 10.14
A impossibilidade de uma fé genuína em virtude da ignorância

Quinta - At 17.23
Os atenienses e o deus desconhecido
Sexta - Jo 4.23
A revelação da essência da adoração
Sábado - Jo 4.42
As consequências da verdadeira adoração

OBJETIVOS
IDENTIFICAR as características de quem não adora a Deus.
ANALISAR o perfil do verdadeiro adorador.
APONTAR as consequências da adoração para a vida daquele que tem esta experiência.

INTERAÇÃO
Caro (a) educador (a) cuidado para não deixar sua aula cair no erro da repetitividade. Nosso tema geral é "louvor e adoração", todavia, esta temática possui vários desdobramentos, pode ser analisada sob várias outras perspectivas além daquelas que aqui abordamos. Lembre-se, o espaço para desenvolvimento e escrita de cada lição é limitado, mas sua criatividade e amor pela educação espiritual de seus jovens não. Faça as devidas adaptações a sua realidade, dê ênfase ou insira outras questões, conforme a necessidade de seus educandos.
Este conjunto de lições não é uma ‘camisa de força para tolher seu ministério, antes, é um material didático, ou seja, é algo para apoiar você; é um caminho previamente traçado, uma clareira aberta na 'selva de discussões’ da sociedade atual existente exclusivamente para auxiliar e abençoar sua tão nobre tarefa de educar jovens para o futuro e bem-estar da Igreja.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Você vai precisar de vendas para os olhos. O objetivo é submeter os educandos a uma situação de estranheza, assim como a vivida pela mulher samaritana no contexto a ser estudado na lição de hoje. Selecione de dois a cinco educandos, vende-os e peça para que eles sigam as instruções que serão dadas.
A intenção das instruções que você dará é gerar estranheza ou resistência nos alunos, para tanto use a criatividade: peça que os vendados abracem alguém que está a sua frente; oriente-os a dar seus calçados para alguém, sabendo que eles poderão ser escondidos; solicite que eles escolham alguém para trocarem de lugar com eles: peça que eles façam um bonito desenho, etc. Ao final, reflita com seus alunos a respeito de como é difícil fazer algo quando não se tem certeza do que deve ser feito ou quando é algo relacionado a alguém que não se conhece previamente.


TEXTO BÍBLICO
João 4.19-24
19 Disse-lhe a mulher; Senhor, vejo que és profeta.
20 Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.
21 Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.
22 Vós adorais o que não sabeis; nós

adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus
23 Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espirito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem
24 Deus é Espirito, e importa que os que o adoram o adorem em espirito e em verdade.



COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
O episódio da mulher de Samaria pode ser tomado como uma imagem da condição espiritual de muitas pessoas na época de Jesus e ainda hoje há pessoas que elegem lugares, outras pessoas e até elas mesmas como elementos dignos de adoração A ignorância é um perigoso estado para aquele que busca a Deus [Comentário: Jesus estava de passagem por Samaria voltando da Judéia para a Galiléia, quando parou para descansar junto a um antigo poço próximo à cidade de Sicar. Uma mulher veio tirar água do poço. A conversa que se seguiu a desafiou e uma cidade cheia de pecadores a mudarem suas vidas e seu destino eterno. Esta mulher foi buscar água e encontrou a fonte da vida eterna descansando junto ao poço de Jacó. A conversa que se seguiu (v. 9-26) é um exemplo marcante de como Jesus ensinava as pessoas a usarem uma linguagem diferente. Quando ele pediu água, a mulher naturalmente pensou em água do poço. Ela tinha ido ao poço por causa de necessidade física, e não espiritual. Jesus imediatamente direcionou a conversa para assuntos espirituais. Se ela entendesse a dádiva de Deus e soubesse com quem estava falando, estaria ela buscando água espiritual, e não material. Mas essa mulher não estava usando a mesma linguagem. Ela não estava pensando em coisas espirituais. Durante séculos os samaritanos tinham defendido suas práticas de adoração em outros lugares, tais como o Monte Gerizim ao qual ela referiu-se em sua pergunta (neste monte). Jesus desafiou-a a desviar seus olhos do monte e olhar para dentro de sua alma. O tempo estava rapidamente se aproximando, Jesus explicou, quando o lugar não importaria mais. Não entenda mal. Os judeus estão certos em adorar em Jerusalém por enquanto, e os samaritanos não sabem o que estão fazendo. Mas tudo isso está para mudar. O Pai, como um ser espiritual, está buscando pessoas que o adorarão em espírito e verdade.] Dito isto, vamos pensar maduramente a fé cristã?


I - O ESTADO DAQUELES QUE DESENVOLVEM UMA INADEQUADA ADORAÇÃO

1. A ignorância cega a razão e o coração. Sicar, cuja localização exata é desconhecida, ficava numa região árida. Ao meio-dia, horário do encontro da mulher com Jesus, o clima é extenuante. O Mestre aguarda seus amigos que foram à procura de alimentação; o pedido por água - ainda que estranho em nossos dias de violência e individualismo - era uma prática corriqueira naquela época. A mulher, fundamentada em seu preconceito, nega o pedido. Como alguém, que inclusive afirmará que adora a Deus (v.20), poderia ser tão insensível à necessidade do próximo? Esta é a desprezível consequência que a ignorância espiritual causa: dureza de coração (Is 46.12; Ez 2.4). Note-se assim que a falta de um conhecimento verdadeiro de Deus pode, rapidamente, transformar indiferença em conivência com o sofrimento alheio. Quem conhece a Deus não negará um copo de água fria a nenhum dos filhos dEle (Mt 10.42). [Comentário: Na verdade, não houve uma negativa da samaritana em dar um copo d’água ao Mestre, como afirma o comentarista; aqui quando Jesus encontra a Samaritana no poço, o espanto dela se dá não só pelo fato de o Mestre dirijir a palavra a uma mulher, mas também porque ela é uma samaritana, pelo que os judeus não se davam com os samaritanos. No tempo de Jesus existia muito contraste com os habitantes da Samaria, que dista poucos quilômetros de Jerusalém, da Judeia. Eles eram considerados uma seita, cismáticos ou até mesmo como pagãos. Em Mateus 10.5 Jesus diz para seus discípulos que não entrem nas cidades da Samaria. Apesar dessa passagem, Jesus acolhe os samaritanos e sublinha como eles conseguem entender a sua mensagem. Por exemplo, no caso dos 10 leprosos curados (Lucas 17,11-19), apenas um volta reconhecendo a graça de Deus e era um samaritano. Nesta narrativa, a história começa numa cidade de Samaria chamada Sicar. Samaria foi, originalmente, o nome da capital do reino israelita do norte. Depois, passou a designar uma vasta região ao seu redor. Caiu em 722 A.C. A rixa entre os judeus (aqueles que não se misturavam, através do casamento, com outros povos) e os samaritanos (judeus que se misturaram com outros povos, através do casamento) tinha como motivo o casamento misto dos samaritanos e sua religião misturada. Eles não permitiam que os samaritanos freqüentassem o templo, por isso, estes construíram o seu próprio templo indo mesmo de encontro a Deus. O povo judeu zelava pela pureza da raça e não aceitava a ascendência mista dos samaritanos. MacArthur observa: “Os samaritanos representavam uma ofensa tão grande que eles nem queriam por os pés na Samaria. Embora a rota mais curta atravessasse essa província, os judeus nunca usavam esse caminho. Eles tinham a própria trilha, que ia ao norte da Judéia, a leste do Jordão, entrando na Galiléia. Jesus bem poderia ter seguido por essa rota, muito usada, que unia a Judéia à Galiléia”. John F. MacArthur, O Evangelho Segundo Jesus, (Editora Fiel, São Paulo, 1991), p. 57. Ao examinarmos o evangelho de João 4.4, vemos que Jesus havia deixado a Judéia e se dirigia para a Galiléia mas "era-lhe necessário passar por Samaria". É aí onde, realmente, começa a nossa história - Jesus decidiu passar e não se desviar da cidade onde viviam aqueles rejeitados pelos judeus. Jesus, sendo Deus, é santo e puro, ao contrário de nós que, muitas vezes, fazemos acepção de pessoas. Os judeus rejeitavam os samaritanos mas Jesus os amava e queria dar a eles a salvação eterna. A decisão dEle de parar junto à fonte de Jacó teve como resultado a salvação da nossa personagem principal - a mulher samaritana - e a de muitas pessoas que moravam em Samaria. Ela, à hora sexta (meio dia) caminhava até o poço para apanhar água. Era comum, naquela época, as mulheres mais novas de uma casa, irem buscar água no poço para suprir as necessidades. Geralmente, elas preferiam fazer isto no fim da tarde quando o tempo estava mais fresco. Ao contrário delas, a mulher samaritana estava indo apanhar água, ao meio dia, talvez por ser desprezada por elas.]
2.O pragmatismo torna-se o objetivo do culto. A ausência de um conhecimento verdadeiro sobre quem é Deus e sua obra, conduz os indivíduos a perderem a percepção de uma existência além do imediatismo da vida, ou seja, de um pragmatismo existencial (Is 22.13; 1 Co 15 32). Para estas pessoas, aqui representadas pela mulher de Samaria, a solução de seus problemas mais urgentes é a razão de ser de qualquer culto, louvor ou relacionamento com Deus. Na verdade, para esse tipo de pessoa, Deus só ‘serve "para resolver os problemas do momento. Para a mulher, alguém que a auxiliasse a ter água com facilidade (Jo 415), de modo que ela não necessitasse mais expor-se como fazia todo meio-dia. seria alguém digno de ser. no mínimo, seguido, quem sabe até adorado. [Comentário: Que desafio! Poderia essa mulher, a qual estava tão preocupada com a água de um poço apenas momentos antes, despertar em si um interesse genuíno por coisas espirituais? Que desafio! Poderia essa mulher, a qual estava tão preocupada com a água de um poço apenas momentos antes, despertar em si um interesse genuíno por coisas espirituais? Jesus obviamente pensava assim. Ele, que conhece a natureza do homem melhor do que qualquer outro (Jo 2.25), olhava para essa pecadora com amorosa compaixão e com confiança que ele era capaz para resgatá-la de seu pecado. Nos últimos séculos passamos de uma cultura cosmocêntrica para outra antropocêntrica, que enfatiza a subjetividade, a liberdade e o direito do indivíduo, oferecendo espaço para que cada um construa sua própria biografia e siga seu próprio itinerário existencial. Isto é fato! Daí respirarmos hoje um relativismo que mina nossas convicções e fomenta um pragmatismo existencial. É isso que temos visto e ouvido ser pregado em muitos púlpitos hoje. Acredito que a mulher de Samaria não serve como exemplo para este tipo de cristão, pelo que, ela não estava naquele momento do encontro com Jesus em busca de coisas espirituais, veja que foi preciso o Mestre conduzir a conversa de modo que despertasse nela o interesse, o que Ele conseguiu. A mais surpreendente revelação ainda estava por vir. Quando a mulher ponderou a resposta anterior de Jesus, ela comentou sobre uma verdade em que ela acreditava: "Eu sei ... que há de vir o Messias, chamado Cristo; quando ele vier, nos anunciará todas as coisas" (4.25). Na resposta do Senhor ela ouve a espantosa razão para seu comentário enigmático anterior (4.10). Se apenas ela soubesse quem estava pedindo água! Agora, com seus interesses espirituais despertados, ela estava pronta para ouvir o resto da história sobre esse forasteiro judeu: "Eu o sou, eu que falo contigo" (4.26). Poderia ser? Poderia ela, uma desprezada samaritana, estar falando face a face com o Ungido de Deus?]
3. A normalização do pecado. Todos somos pecadores, todavia lutamos diariamente para que o pecado não nos domine (Gn 4.7; Rm 3.23; 6.14). Aqueles que não mantêm um relacionamento pleno e consciente com Deus. "domesticam" o pecado e fazem dele algo próprio de suas vidas. Aquela mulher já havia mantido cinco outros relacionamentos, e agora estava numa sexta aventura amorosa ilicitamente (v.18). Mesmo assim, ela se considerava uma adoradora de Jeová. [Comentário: O silêncio entre os versículos 18 e 19 provavelmente representa um dos mais sérios momentos na vida inteira dessa mulher samaritana. Sua vida era uma confusão. Ela tinha passado de um homem a outro e estava agora numa relação insatisfatória com um homem que nem era seu marido. Ela trabalhava, comia e bebia. Ela teria, provavelmente, feito essa mesma monótona viagem ao poço 1000 vezes, antes. No momento, ela estava falando com alguém que lhe oferecia vida eterna, e cujas palavras provavam que ele era capaz de cumprir a promessa. Esse foi um momento crucial em sua vida. Note que esta mulher não diz que adorava ao SENHOR, mas que seus pais ‘ensinavam’ que se deveria adorar em Gerizim. A conversão dela acontece no versículo 20, quando ela pergunta onde ela deveria adorar para ser aceita por Deus. É uma verdade que aquilo que é nascido no crente não pode pecar e nunca vai pecar (1Jo 3.9; 5.18). Esse que é nascido é a natureza divina no crente. A natureza divina no crente não pode pecar, mas o crente pode. O pecado que o crente tem é ligado a ele por ele viver no mundo (1Jo 2.16) e ter o pecado ainda nos seus membros (Ro 7.23). Enquanto o crente está na carne, terá o problema do pecado (Mt 26.41; "... o espírito está pronto, mas a carne é fraca."). Se não tivesse a possibilidade do crente ser influenciado pelo pecado, Davi não teria orado: "Expurga-me tu dos que me são ocultos." (Sl 19.12; 119.133) e nem teria dito: "O meu pecado está sempre diante de mim" (Sl 51.3). Jesus também não teria orado ao Pai que "os livres do mal" (Jo 17.15). Paulo tinha uma luta constante que o provocou a lamentar: "Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7.24). Os cristãos continuam a pecar depois de serem salvos - não seremos completamente livres do pecado até morrermos ou até Jesus voltar. No entanto, tornar-se um cristão resulta em uma vida transformada (2Co 5.17). Uma pessoa deixa de produzir os atos da carne (Gl 5.19-21) e passa a apresentar os frutos do Espírito (Gl 5.22-23) na medida em que o Espírito Santo que a habita tem mais e mais controle da sua vida. Então, à medida que o crente se entrega ao Espírito, ele mortifica sua natureza carnal. Aquele que ‘domestica’ o pecado, ainda não nasceu de novo, e a exemplo da Samaritana, precisa ter um encontro com a ‘Fonte de águas eternas’. ]


II- A VERDADEIRA ADORAÇÃO

1. A adoração é algo consciente. Um dos primeiros fatos que denunciam a fragilidade da fé da mulher que conversa com Jesus é sua incerteza sobre onde adorar (v.20). A pergunta sobre "onde adorar?", traz consigo implícitas outras questões: "Como adorar?" e "Quem adorar?" Pode-se assim concluir que a espiritualidade daquela mulher era algo que refletia muito mais a reprodução de comportamento cultural do que uma ação consciente. Somente é possível prestar o verdadeiro louvor a Deus se, pelo menos, soubermos quem Ele é. Logo, a adoração não pode resumir-se a um simples êxtase ou um impulso irracional em busca do desconhecido. A oração de Jesus em João 17 é um maravilhoso exemplo de que um dos fundamentos da adoração é uma relação consciente com o Pai. um processo gradual e espiritual de conhecimento em amor (Jo 17.24 25) [Comentário: Adoração Cristocêntrica exige que conheçamos àquele a quem estamos adorando. Jesus respondeu essa questão à mulher samaritana, deixando evidente que onde a adoração acontece não é tão importante quanto à razão pela qual O adoramos e o quanto de si mesmo cada um de nós oferece a Deus quando O adoramos. A adoração genuína e autêntica vem seguida de um coração agradecido e tem o propósito de agradar a Deus. A Bíblia diz: “Sejamos agradecidos e adoremos a Deus de um modo que o agrade”. (Hb 12.28). Reconhecer Deus como soberano e regozijar na glória dos Seus atributos manifestos no Redentor é adoração espiritual e são ações do espírito de um homem regenerado, de quem nasceu de novo. A adoração sem entendimento, ou inteligência, não é culto racional, algo que Deus pede (Rm 12.1,2). Tentativas de adorar ao Senhor somente com as sensações são ações de um bruto. O louvor que usa a razão é adoração de um homem para com seu Deus. A adoração espiritual é louvor que corresponde à natureza nova de um homem regenerado (Rm 8.5). Uma vez que entendemos o que Deus tem feito por nós, faz sentido nos dedicar a ele em obediência e serviço. Leia Romanos 12.1 e note que o uso da palavra “pois” mostra que este serviço razoável se baseia nas coisas ditas anteriores. Paulo acabou de falar sobre a profundidade da riqueza de Deus, que nos criou e nos deu a salvação de graça (Rm 11.33-36). Por isso, devemos nos dedicar ao Senhor.]
2. Adorar em espirito e em verdade. A vivência da adoração não é algo limitado a um aspecto físico - um determinado local, por exemplo -. muito menos pode ser fundamentada sobre opiniões ou tradições míticas. A verdadeira adoração é ‘em espirito", ou seja, é uma experiência que tem seu nascedouro no interior do homem, que mobiliza partes do ser homem que foram criadas por Deus para serem canal de comunicação entre o Criador e seus filhos (Pv 20.27). Além disso o louvor a Deus deve ser "em verdade", isto é, por meio de uma "revelação" - que é o significado imediato da palavra grega (aletheia) (2 Co 13.8). A verdade na vida de um adorador implica uma vida entregue realmente aos cuidados de Deus, onde Ele tem total comando, e onde é adorado não apenas nos momentos de comunhão do culto, mas também nos momentos da vida comum, como trabalho, estudos, família e demais relacionamentos onde Deus também deve se manifestar. [Comentário: O que o Senhor diz à mulher samaritana tem a ver com três grupos de pessoas: os judeus, os samaritanos e aqueles que viriam a adorar a Deus na nova ordem de coisas que estava para ser estabelecida. Acesse http://www.respondi.com.br/2009/07/o-que-significa-adorar-em-espirito-e-em.html e leia mais sobre isto. Muitos entendem que para adorar a Deus é necessário estar em um templo cercado de pessoas em atitude reverente. Para elas é preciso um momento de concentração, reforçado com meditação, rezas e orações. É o que chamam de ambiente propício. Este ambiente geralmente surge de um envolvimento emocional promovido pela expectativa de milagres, profecias, manifestações, etc. A condição ‘em verdade’ é proveniente de uma nova criação, como bem assevera o apóstolo Paulo: “E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade" ( Ef 4.24 ). O novo homem é criado por Deus ‘em verdadeira’ justiça e santidade. É por isso que todo aquele que está ‘em Cristo’ é uma nova criatura. Você já nasceu de novo? Então você adora em verdade! Biblicamente, se o homem adora em espírito, concomitantemente ele está na Verdade, e se adora 'em verdade' é porque vive em Espírito! Adoração não é um estilo de vida como apregoam. Adorar em espírito e em verdade só é possível quando se conhece a Deus, ou seja, quando Deus passa a habitar no homem "O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós" ( Jo 14.17 ).]
3. Adoração como uma urgência. Jesus não mediu palavras e disse à mulher que o tempo para a vivência de uma verdadeira adoração já havia chegado (v.21). O erro daquela mulher, que é o mesmo de muitas pessoas ainda hoje, foi imaginar que o louvor ao Pai era algo apenas para um momento especifico ou para um tempo futuro. Não há mais tempo a perder, o desenvolvimento de uma vida de adoração é algo urgente, uma viva necessidade da Igreja para o tempo que se chama hoje! Infelizmente em muitas igrejas o tempo da adoração tem sido consumidos por infindáveis, e muitas vezes dispensáveis, avisos; já em outras comunidades é a má gerência do tempo de acontecimento do culto (atraso para começar, demorar para execução dos louvores, hiatos de continuidade) que atrapalham a adoração. Cada instante de nossas vidas, especialmente aqueles que dedicamos a Deus na igreja, precisam ser bem aproveitados. [Comentário: Muitos se escudam no legalismo, outros no formalismo, sem nos esquecermos dos tradicionalistas. Os emocionalistas acusam os racionalistas, e surgem inúmeras forma de fanatismos. Porém, todos se esquecem que somente os nascidos de novo podem adorar a Deus em espírito e em verdade. Hoje o que se vê na cristandade é uma mescla de preceitos no Novo Testamento com práticas do Antigo Testamento, além do acréscimo de idéias estranhas a uma e outra dispensação. Não se pode dizer que um cristão que acredite que Jerusalém seja o lugar onde deve adorar esteja adorando em verdade segundo a nova ordem de coisas que o Senhor anunciou. O mesmo se pode dizer de adorar em um local chamado de "templo". Até mesmo pelos preceitos do Antigo Testamento seria uma abominação construir um templo em qualquer lugar que não fosse Jerusalém, e pelas epístolas aprendemos que o templo agora não é um lugar de pedras, mas o conjunto dos cristãos, ou a Igreja, e o próprio crente, individualmente. Acesse http://www.respondi.com.br/2009/07/o-que-significa-adorar-em-espirito-e-em.html e leia mais sobre isto. O culto que agrada a Deus é aquele que vem de um coração puro (Sl 15.1-5; 1Tm 2.8). Está claro que aquele que habitara no Teu tabernáculo e no Seu santo monte é aquele que anda com as mãos santas no temor de Deus, e não com uma liturgia de atitude criativa que usa a cultura de um povo como padrão.  As mãos santas que devem ser levantadas são as de um coração puro e não destes membros da anatomia em quais o pecado habita (Rm 7.18, 23). As mãos que devem ser levantadas em oração são as que são santas.  De outra forma Deus não nos ouvirá (Sl 66.18, “Se eu atender à iniqüidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá”).  É melhor orar, e adorar, com um coração puro. Acesse http://solascriptura-tt.org/LiturgiaMusicaLouvorCulto/CultoNaoShowLouvorNaoBaderna-CGardner.htm e lei mais sobre como adorarar.]

III - OS EFEITOS DA VERDADEIRA ADORAÇÃO

1. Compreensão da adoração como comunhão com Deus. Antes de assimilar o verdadeiro conceito de adoração, a mulher estava preocupada com o protocolo certo a seguir deveria adorar no Templo em Jerusalém ou em Siquém, no monte Gerizim (v.20)? Após a percepção de que Jesus não era um profeta qualquer (v.ig), mas o próprio ungido de Deus enviado a terra (v.26), a mulher quebra todos os protocolos culturais e sociais, chama os habitantes da cidade a virem conhecer aquEle que os judeus, mas também os samaritanos esperam, o Cristo (v.29). [Comentário: O site Grace to You traz o seguinte: “Anos atrás, enquanto eu pregava sobre o Evangelho de João, fui tocado pelo profundo significado da verdadeira adoração – “Vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores” (Jo 4.23). Percebi, tão claramente como nunca havia percebido antes, as implicações da afirmativa – “adorarão... em espírito e em verdade”. Essa frase sugere, primeiramente, que a adoração verdadeira envolve tanto o intelecto quanto as emoções. Salienta a verdade de que a adoração tem de ser focalizada em Deus, não no adorador. O contexto também demonstra que Jesus estava dizendo que a adoração verdadeira é mais uma questão de essência do que de forma. Ele estava ensinando que a adoração envolve o que fazemos em nossa vida, não apenas o que fazemos no lugar formal de adoração” http://www.gty.org/resources/articles/pt102/como-devemos-cultuar-a-deus. Note que existe uma distinção entre a vida cristã como culto constante a Deus (Dt 6.6,7; Cl 3.17), o culto individual (Mt 6.6), o culto familiar (Jó 1.5) e o culto público solene (Is 56.7; Hb 10.25). Faço menção da  Confissão de Fé de Westminster que menciona que Deus deve ser adorado tanto em famílias, quanto em secreto, e mais solenemente em assembleias públicas (CF, XXI, 6):
Agora, sob o Evangelho, nem a oração, nem qualquer outro ato do culto religioso é restrito a um certo lugar, nem se torna mais aceito por causa do lugar em que se ofereça ou para o qual se dirija, mas, Deus deve ser adorado em todo o lugar, em espírito e verdade – tanto em famílias diariamente e em secreto, estando cada um sozinho, como também mais solenemente em assembleias públicas, que não devem ser descuidosas, nem voluntariamente desprezadas nem abandonadas, sempre que Deus, pela sua providência, proporciona ocasião. Ref.  Jo 5.21; Ml 1.11; I Tm. 2.8; Jo 4.23-24; Jr  10.25; Jó 1.5; II Sm 6.18-20; Dt. 6.6-7; Mt 6. 11, e 6.6; Is 56.7; Hb 10.25; Pv  5.34; At 2.42. A vida cristã é um culto constante a Deus, que é oferecido individualmente, em qualquer tempo e lugar e onde não é necessário que se exerçam os chamados elementos de culto, como por exemplo, oração, cânticos e leitura da Bíblia.]
2. O desejo de partilhar o conhecimento de Deus. A aproximação entre a mulher de Sicar e Jesus foi inicialmente turbulenta e cheia de rancores culturais (ela era samaritana. Jesus judeu; ela uma mulher de vida complicada. Jesus um santo homem). Contudo, após o esclarecimento sobre a pessoa e natureza da missão de Jesus, a mulher não conseguiu conter-se, e pessoalmente foi compartilhar a maravilhosa revelação a que teve acesso com seus conterrâneos. [Comentário: Nos tempos bíblicos (e em muitos países orientais de hoje) os homens não conversavam com mulheres em público, mesmo sendo suas esposas. Se entre um judeu e um samaritano existiam preconceitos profundos, imagine-se entre um judeu e uma samaritana, e uma samaritana de vida imoral! Mas depois de conhecer o Messias, ela mudou! Jesus não teve que mandar essa mulher espalhar a notícia. Ele não ofereceu aulas de "técnicas de evangelismo". Ele tinha plantado nela uma semente de verdade eterna, de modo que ela era naturalmente compelida a partilhar as boas novas. O testemunho dessa mulher não foi suficiente para convencer os moradores da cidade, mas quando ouviram as palavras de Jesus, perceberam que tinham encontrado o Salvador do mundo (4.39-42). O príncipe dos pregadores, Charles Spurgeon, afirmou que o crente ou é um missionário ou é um impostor. Não precisamos de nada novo para evangelizarmos, a ordem já foi dada e já possuímos o necessário: o Evangelho. Temos uma responsabilidade (Ez 3.17-19).]
3. Tornar-se inspiração para a vida de outros. Num mundo tão repleto de exemplos negativos, devemos nos empenhar em ter uma vida de adoração ao Pai. e por meio desta, tornarmo-nos exemplo para nossa geração. A mulher pode ouvir, dos habitantes de sua vila, que a fé em Jesus que ela inicialmente testemunhara, tornara-se uma viva consciência espiritual em cada pessoa daquele vilarejo. A adoração não nos torna escandalosos, de modo a afastar pessoas de Cristo; ao contrário, a fé no Salvador é algo tão poderoso e transformador do caráter de uma pessoa que esta passa a ser exemplo e inspiração a todos aqueles que o cercam (At 9.19-21). [Comentário: Estamos rodeados de oportunidades. O que parece ser um simples encontro entre Jesus e uma mulher desconhecida vira uma tremenda oportunidade para evangelizá-la. Talvez Jesus não voltasse a passar por aquele caminho outra vez, mas ele tirou completa vantagem da oportunidade em suas mãos. Nossos encontros "oportunos" num ônibus, numa loja, ou numa fila de banco, poderiam ser justo uma de tais ocasiões. Vemos campos prontos para serem ceifados? Não ofereceremos a salvação ao mundo com conversa mundana. Quando Jesus usou a linguagem espiritual e a mulher pensou em água do poço, o Senhor não se desviou de seu rumo. Ele encontrou um modo de trazer os pensamentos dela do poço para as elevadas verdades que poderiam mudar a eternidade dela.]

SUBSÍDIO 1

Sabemos muita coisa a respeito da mulher junto ao poço. No oriente, a hora de pegar água no poço era a ocasião em que as mulheres de uma comunidade reuniam-se para conversar, enquanto se dirigiam ao poço. voltavam dele, ou esperavam a retirada de cada jarro de água. Mas a mulher de nossa história vem sozinha. Evidentemente, alguma coisa a separou das outras mulheres da cidade, e fez dela uma pessoa socialmente proscrita. E sabemos mais. Nenhuma mulher naquela cultura falaria com um homem sem que seu marido estivesse presente. Jesus também sabia disso, por isso seu pedido vai chamar teu marido’ (416) tinha a intenção de confronto. Mas não há indicações culturais para o fato de que ela tivesse tido cinco maridos e agora estivesse vivendo com outro, sem estar casada. Assim estendemos sua surpresa quando Ele, homem judeu, é condescendente em falar com uma samaritana- E os discipulos ficaram surpresos por encontra-lo dialogando com uma mulher sozinha. [...] Muitas pessoas evitadas por outras estão esperando que nos aproximemos delas. Como Jesus, nós podemos reconhecer o pecado nos outros, sem acusar nem condenar' (RICHARDS. Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento 3 ed. Rio de Janeiro: CPAD. 2008. p. 206).


SUBSÍDIO 2

"Muitas vezes. João registra declarações depreciativas, sarcásticas ou céticas que as pessoas fazem sobre Jesus. Em João 4.12, por exemplo, a mulher samaritana pergunta ‘És tu maior do que Jacó. o nosso pai, que nos deu o poço, bebendo ele próprio dele, e os seus filhos, e o seu gado?' Essas afirmações, como meio de ironia, são verdades ou mais relevantes do que o orador percebe no momento em que o profere. Contudo, o leitor do Evangelho, tendo a essa altura, pelo menos, alguma noção de quem è Jesus, percebe que a afirmação é verdade e pode sancioná-la. No caso da passagem 4.12. Jesus, de fato, é maior que Jacó. [...] Em João 4. Jesus, no diálogo com a mulher samaritana, faz uma declaração a respeito da natureza de Deus. 'Deus é Espirito, e importa que os que o adoram o adorem em espirito e em verdade’ (v 24). Embora nenhum desses dois usos da palavra ‘espirito’ aludam diretamente ao Espirito Santo, a noção de que a adoração deve acontecer em espirito e verdade pressupõe a atividade do Espirito da verdade que leva o crente à verdadeira adoração’ (ZUCK. Roy. Teologia do Novo Testamento. 1.ed Rio de Janeiro: CPAD. 2008. pp.190.221).

CONCLUSÃO
Assim como a mulher em Semaria teve sua história revolucionada, que nosso encontro com Jesus transforme tudo em nós: que nosso testemunho seja para edificação daqueles que estão à nossa volta, que sejamos libertos de todos os nossos pecados, até daqueles que estão no mais profundo de nossas almas. Mas, acima de tudo, que sejamos partícipes da comunidade dos verdadeiros adorares do Pai [Comentário: Este encontro não foi por acaso, Jesus estava naquele poço não esperando os discípulos voltarem com pão, Ele esperava a samaritana. Deus não vive numa busca desenfreada por qualquer tipo de adorador que o adore de qualquer maneira. Ele é e sempre será adorado de verdade por aqueles que verdadeiramente lhe pertencem. Esse encontro já estava marcado! Ela adorava ao SENHOR de uma maneira não racional; É importante e fundamental conhecer a Deus para que ele seja verdadeiramente adorado, porém, mais importante do que conhecer a Deus é ser conhecido por Deus (veja Mt 7.21-23; Tt 1.16). Cito mais uma vez o Catecismo Maior de Westminister que nos ensina que o fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus e gozá-Lo para Sempre. Noutras palavras, o homem só encontra real e plena satisfação adorando a Deus e se sujeitando a Sua vontade soberana. Ser um verdadeiro adorador é ser totalmente dominado pelo Espírito Santo! Renda-se a Ele.] “A Salvação pertence ao nosso Deus, que se assenta no trono e ao Cordeiro!” (Ap 7.10)”,
Francisco Barbosa
Campina Grande-PB
Novembro de 2016

HORA DA REVISÃO

1. Apresente as principais características daqueles que ainda não adoram, verdadeiramente, ao Pai.
Possuem o coração e a mente cegos, o culto tem como objetivo a obtenção de resultados; veem o pecado como algo normal.
2. O que significa dizer que nossa adoração a Deus precisa ser consciente?
Que somente podemos adorar a Deus se de fato conhecermo-lo. numa experiência pessoal e espiritual.
3. Quais as principais consequências de uma vida de adoração?
Uma vida de comunhão com Deus, desejo de comunicar o amor de Deus, tornar-se inspiração para outras pessoas.
4. É possível adorar a Deus sem reconhecer quem Ele ê? Justifique sua resposta.
Não. Resposta Pessoal (Sugestão Alguém que ignora quem é o Senhor corre o risco de adorar pessoas ou seres, tornando-se assim um idólatra.)
5. Um verdadeiro adorador pode ser tão egoísta a ponto de não desejar partilhar o Evangelho? Justifique sua resposta.
Não Resposta pessoal (Sugestão Pois o amor de Deus transborda em nossos corações a ponto de ser impossível, se há de fato adoração e comunhão, não partilhar o amor de Deus.)

Divulgação: www.sub-ebd.blogspot.com
Fonte: Lições Bíblicas de Jovens, 4° trimestre de 2016
Editora: CPAD

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