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16 de julho de 2022

LIÇÃO 4: A SUTILEZA DA NORMALIZAÇÃO DO DIVÓRCIO

 

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TEXTO ÁUREO

“Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem.” (Mt 19.6)

 

VERDADE PRÁTICA

O padrão bíblico para o casamento é que ele seja heterossexual, monogâmico e indissolúvel.

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Mateus 19.1-9

 

COMENTÁRIO DO TEXTO BÍBLICO

19.1 território da Judeia, além do Jordão. Pereia era o nome da região a leste do rio Jordão. Tecnicamente, não fazia parte da Judeia, mas o território governado por Herodes, o Grande, incluía ambas as regiões, e normalmente era citado dessa maneira. O ministério de Cristo na Pereia durou apenas alguns meses. Dali ele iniciaria sua jornada final a Jerusalém pouco antes da semana da Páscoa (Mt 20.17-19).

19.3 É lícito. Devido a uma diferença de opinião entre os rabis Shammai e Hillel (ambos praticamente contemporâneos de Cristo), havia uma acalorada discussão sobre o assunto. Os shamaítas interpretavam a lei de maneira rígida e só permitiam que um homem se divorciasse de sua mulher se ela fosse culpada de imoralidade sexual. por qualquer motivo? Os seguidores de Hilel assumiram uma abordagem amplamente pragmática, e permitiam que um homem se divorciasse de sua mulher indiscriminadamente.

19.4 Citação de Gn 1.27; 5.2. O desafio de Jesus aos fariseus ecoava a pergunta levantada em Ml 2.15: "Não fez o SENHOR um...?" cf. v. 6).

19.5 Citação de Gn 2.24 A primeira instituição humana a ser estabelecida foi o relacionamento marital. A responsabilidade de honrar os pais (Êx 20.12) não acaba com a partida da casa paterna e a união entre marido e mulher (Mt 19.5; Mc 10.7-8; 1Co 6.16; Ef 5.31), mas representa a inauguração de uma união permanente ou indissolúvel, de modo que divórcio não deve ser cogitado (Gn 2.16). "Uma só carne" fala de uma união completa de partes perfazendo um todo; por exemplo, um cacho de muitas uvas (Nm 13.23) ou um Deus em três pessoas (Dt 6.4); assim, essa união marital era completa e integral com duas pessoas. Isso também implica a complementação sexual. Um homem e uma mulher constituem o par que reproduz. O "uma só carne" é principalmente visto no filho nascido dessa união, o perfeito resultado da união dos dois. A monogamia permanente foi e continua sendo o desígnio e a lei de Deus para o casamento.

19.7 Por que mandou, então, Moisés dar carta de divórcio. Os fariseus interpretavam Dt 24.1-4 de maneira errada. Não era um "mandamento" de divórcio, mas uma limitação ao segundo casamento na eventualidade de um divórcio. Embora considerasse a legitimidade do divórcio quando um homem encontrasse "coisa indecente" (Dt 24.1) em sua esposa (pecado sexual, de acordo com a interpretação de Jesus no v. 9), Moisés não deu um "mandamento" sobre o divórcio (Dt 24.1-4).

19.8 Por causa da dureza do vosso coração. A frase enfatiza a verdade de que o divórcio é apenas uma resposta, como último recurso, à imoralidade sexual do coração duro (v. 9). Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher. A ênfase certamente está na palavra "permitiu". Desse modo, Jesus claramente toma o partido da escola de interpretação de Shammai.

19.9 relações sexuais ilícitas. Esse é um termo que abrange todo tipo de pecados sexuais. Tanto aqui quanto em 5.32 Jesus inclui essa "cláusula de exceção", permitindo claramente que a parte inocente nesse tipo de divórcio se case novamente sem incorrer no estigma de alguém que "comete adultério". Os rabis haviam tomado algumas liberdades em relação ao que a Escritura de fato dizia. Eles se referiam a Dt 24.1-4 como se o propósito da passagem fosse apenas regulamentar a burocracia quando alguém procurava o divórcio. Assim, concluíram erroneamente que os homens podiam se divorciar da esposa por qualquer coisa que os desagradasse, contanto que dessem à mulher uma "carta de divórcio". Mas Moisés proveu isso como uma concessão para proteger a mulher que era divorciada, não para justificar ou legalizar o divórcio sob quaisquer circunstâncias. O divórcio era permitido em casos de adultério. A passagem de Lc 16.18 deve ser entendida à luz desse versículo A pressuposição é que a pessoa divorciada se casaria novamente. Se o divórcio não fosse por imoralidade sexual, qualquer novo casamento seria adultério, porque Deus não aceita o divórcio. Para saber mais sobre o divórcio, veja 1Co 7.15.

 

INTRODUÇÃO

O divórcio é entendido como um ato por meio do qual o casamento é dissolvido. Nesse aspecto, o divórcio é a dissolução absoluta da aliança conjugal, tendo como resultado a anulação de seus efeitos civis. Dependendo da cultura, dos pressupostos religiosos praticados e da motivação que levou a ruptura do casamento, a prática do divórcio pode permitir os cônjuges contrair um novo casamento ou não. A lição de hoje fará uma análise sobre o divórcio no contexto das culturas bíblica e contemporânea. Devido à tendência contemporânea de vulgarizar o divórcio, tornando-o banal e normal, a presente lição tomará como padrão aquilo que as Escrituras Sagradas ensinam sobre esse assunto. Também se orientará por aquilo que o nosso documento confessional, a Declaração de Fé, ensina e orienta sobre o divórcio.

COMENTÁRIO

Entramos hoje numa questão de suma importância pata todos nós, estudaremos nesta lição a pureza matrimonial do cristão. Jesus se refere ao sétimo mandamento: “Não cometerás adultério” (Êx 20.14; Dt 5.18). Ele vai além e fala do divórcio e do décimo mandamento: “Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, nem nada do que lhe pertence” (Êx 20.17; Dt 5.21), o que é também adultério. O Senhor Jesus faz uma contraposição à tentativa dos rabinos de limitar o alcance do mandamento “Não adulteras”, à semelhança do que fez em relação ao homicídio. Jesus lembra-lhes todo o espírito da lei. O ensino de Jesus deve ser obedecido ainda hoje, mesmo que a nossa sociedade seja obcecada pelo sexo e ente nos oferecer padrões morais abaixo dos que Deus preparou para nós. O sexo fora do casamento, o divórcio, a homossexualidade, a pornografia, a bestialidade (sexo com animais) são cada vez mais comuns em nosso tempo. No entanto, o nosso modelo é a palavra de Deus e é firmado nela que manteremos a nossa pureza moral antes e durante o casamento. Esse tema não deveria ser um mistério para nós, em vista de que, biblicamente, o laço do casamento é quebrado somente pela morte (Rm 7.2), pelo adultério (Mt 19.9) ou pela partida do descrente. Quando o laço é rompido de qualquer uma dessas maneiras, o cristão fica livre para se casar com outro crente. Ao longo de toda a Escritura, sempre que uma separação legítima o corre, um outro casamento é aceito. Quando uma separação é permitida, o mesmo acontece com o novo casamento. Por implicação, estende-se a permissão de casar-se novamente ao viúvo (Rm 7.3), pois o "laço" foi rompido e já não há mais "servidão".

Certamente este é um assunto difícil de ser tratado, as estatísticas mostram que a percentagem de cristãos que se divorciam é praticamente a mesma da sociedade secular. Isso não significa que a Igreja seja obrigada a admitir o divórcio por qualquer motivo, salvo no caso das pessoas que só conheceram a Jesus quando já estavam nessa situação (Jo 6.37). Embora a lei civil normatize o divórcio, nem tudo o que é legal é ético: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convém” (1Co 6.12).

Deus reconhece o quão prejudicial e doloroso é o divórcio. Quando Deus criou o relacionamento matrimonial de uma só carne, a intenção era que ele durasse a vida toda. Foi por isso que ele disse: “Eu odeio o divórcio” (Ml 2.16); O divórcio não é um padrão de Deus, o padrão foi a união em um casamento permanente que só poderia ser terminado com a morte (Mt 19.8). No entanto, Deus admite que, em um mundo caído, o pecado, às vezes, destrói o casamento. Ao buscarmos nas Escrituras as bases para o divórcio, encontramos interpretações frouxas, permissivas; entretanto, o Senhor Jesus e, depois o apóstolo Paulo, não se deixaram influenciar pelas escolas de interpretação vigente. A Igreja precisa pronunciar-se sobre o assunto, uma vez que o Senhor Jesus lhe conferiu essa autoridade (Mt 16.19; 18.16-18). As igrejas, os ministérios ou as convenções devem estabelecer critérios embasados na Palavra de Deus, sem esquecer, ou fazer vista grossa para situações tais como: Adultério (Mt 19.9); Abandono (1Co 7.15), e Violência - Muitos teólogos têm defendido que o uso da violência está enquadrado no caso de abandono abordado por Paulo em 1 Coríntios 7.15, seria a fase mais drástica do abandono, ou seja, quando o cônjuge simplesmente abandona tudo que deve haver em um casamento e chega ao cúmulo da agressão. Penso que divórcio em caso de violência está totalmente amparado pela Bíblia, além de ser algo necessário para proteção da pessoa agredida.

Não há nenhuma outra previsão bíblica para o divórcio além das citadas. Assim, tirando esses casos claros e drásticos onde a Bíblia permite o divórcio por conta do coração duro e incrédulo de uma das partes (ou das duas), deve-se tratar os outros casos como casos onde é possível trilhar o caminho da reconstrução do relacionamento. Os casos em que a Bíblia não aprova devem ser analisados, para que o caminho da luta pelo relacionamento e pela restauração aconteça com muito amor e respeito e com a ajuda de Deus.

 

Venha comigo mais fundo nas Escrituras!

 

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I – O DIVORCIO NO CONTEXTO BÍBLICO

 

1. O divórcio no contexto do Antigo Testamento. Na Antiga Aliança, o plano de Deus para a raça humana é que o casamento fosse monogâmico e vitalício (Gn 1.27,28; 2.22-25). O profeta Malaquias afirmou que Deus odeia o divórcio (Ml 2.16 – NAA). Contudo, em certos casos, o divórcio era previsto e em outros aparece como uma permissão (Dt 24.1-4). Em Deuteronômio 24.1-4, o texto afirma que uma das condições para o divórcio era o marido encontrar “coisa feia” na esposa. A expressão hebraica ‘erwat dãbãr, traduzida como “coisa feia”, possui o sentido de “nudez ou coisa vergonhosa”. O texto não especifica o que significa essa expressão. Isso deu margem para uma série de debates pelas escolas rabínicas, que a interpretavam de diferentes modos. No entanto, fica claro que não se tratava do adultério, que no tempo de Moisés era punido com a morte (Dt 22.22). Fica claro também que, após o divórcio, a mulher poderia se casar com outro homem e que, nesse caso, ela não estaria cometendo adultério. Em outras palavras, em tal circunstância, o seu segundo casamento era legítimo. Mas, seu primeiro marido, de quem ela havia se divorciado, não poderia se casar novamente com ela.

COMENTÁRIO

Como já dito na introdução, divórcio e novo casamento constitui um grande problema para a igreja atual. Isso se deve, em parte, pela falta de um estudo mais aprofundado sobre o assunto no contexto original da Bíblia. Deuteronômio 24.1-4 contém expressões e ensinos não muito claros: o motivo do divórcio: “alguma coisa vergonhosa”; a possibilidade da pessoa divorciada se casar com um segundo marido, contudo, se na sequência também for divorciada deste (ou então este falecer), está proibida de retornar ao primeiro marido; a razão para esta proibição: ela foi contaminada; um eventual retorno para o primeiro marido “faz a terra pecar”. O plano original para a sexualidade e o casamento de Adão e Eva é o padrão estabelecido para todos os relacionamentos futuros (Gn 2.24). A implicação disso é que Gênesis 1—2 deve ser lido como a base para tudo o mais na Bíblia. O plano de Deus para a família é revelado antes da Queda e continua a ser o ideal a ser buscado depois desta. Assim, de acordo com esse texto primevo, as bases para o casamento são estabelecidas por Deus: permanente, heterossexual e monogâmico. Por conseguinte, o divórcio ou a dissolução do casamento precisa ser visto como quebra radical da instituição divina, ou seja, algo anormal e mau. O conceito bíblico de casamento se baseia em Gênesis 2, em que Deus faz uma companheira para Adão.

O Pastor Esequias Soares, em sua obra ‘Casamento, Divórcio E Sexo A Luz Da Bíblia’ (CPAD), escreve sobre o “ANTIGO TESTAMENTO E A SUA INTERPRETAÇÃO - É do Antigo Testamento que vem o significado do termo “divórcio”. Na verdade, o assunto é tratado com escassez na Bíblia. As poucas referências bíblicas dificultam elucidar o tema e deixam margem a muitas interpretações. Tudo isso revela que se trata de algo que não é da vontade de Deus.

1- Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, então, será que, se não achar graça em seus olhos, por nela achar coisa feia, ele lhe fará escrito de repúdio, e lho dará na sua mão, e a despedirá da sua casa. 2- Se ela, pois, saindo da sua casa, for e se casar com outro homem, 3- e se este último homem a aborrecer, e lhe fizer escrito de repúdio, e lho der na sua mão, e a despedir da sua casa ou se este último homem, que a tomou para si por mulher, vier a morrer, 4 então, seu primeiro marido, que a despediu, não poderá tornar a tomá-la para que seja sua mulher, depois que foi contaminada, pois é abominação perante o SENHOR; assim não farás pecar a terra que o SENHOR, teu Deus, te dá por herança (Dt 24.1-4).

Aqui está o ponto de partida para compreendermos o assunto em foco. Primeiro, o divórcio não foi instituído por Deus nem é mandamento divino, já existindo na época de Moisés. O termo “quando” (v. la) mostra ser uma prática social à qual o grande legislador dos hebreus deu forma jurídica ao escrever: “Ele lhe fará escrito de repúdio, e lho dará na sua mão” (v. lb). O termo hebraico usado aqui para repúdio é keríthüth, “rompimento (de relações), demissão, divórcio”, do verbo kãrath, “cortar fora” (DITAT, pp. 751, 752). Esse significado é o mesmo nas línguas semitas cognatas (GESENIUS-TREGELLES, 1982, p. 414; BAUMGARTNER, vol. I, 2001, pp. 497, 500). A LXX usa o termo grego apostasion, “certificado de divórcio” (BALZ & SCHNEIDER, vol. I, 2001, p. 423), o mesmo que aparece no Novo Testamento (Mt 5.31).

A expressão “escrito de repúdio” é, em hebraico, sêpher kenthüth, “carta, livro, escrito, termo, documento de divórcio, de repúdio”. Essa carta de divórcio era um documento público reconhecido pelas autoridades judaicas, que liberava a mulher para se casar novamente com outro homem. A LXX emprega biblion apostasiou, expressão grega para designar a carta de divórcio (Dt 24.1,3). A expressão reaparece também em Isaías: “Onde está a carta de divórcio de vossa mãe, pela qual eu a repudiei?” (50.1), em Jeremias: “A rebelde Israel despedi e lhe dei o seu libelo de divórcio” (3.8) e em duas ocorrência do Novo Testamento: “Por que Moisés mandou dar-lhe carta de divórcio e repudiá-la” (Mt 19.7) e “Moisés permitiu escrever carta de divórcio e repudiar” (Mc 10.4). A ARA traduz por “termo de divórcio”.

Assim, o conceito de divórcio em toda a Bíblia, no Antigo e no Novo Testamento, é de ruptura do casamento, o fim e o corte do relacionamento conjugal.

O texto sagrado continua: “Se ela, pois, saindo da sua casa, for e se casar com outro homem” (Dt 24.2). Essa mesma mulher, em quem foi encontrada “coisa feia”, motivo que deu causa à separação, tem a permissão da lei para contrair novas núpcias, pois o divórcio é o fim e a ruptura definitiva do casamento. A sociedade israelita naquela época aceitava essa situação, e ninguém era considerado adúltero por causa disso. Não há indícios, nem aqui nem em qualquer outra parte do Antigo Testamento, que provem ser proibido um divorciado casar-se pela segunda vez. Jamais, na história de Israel, alguém ousou considerar adúltera uma mulher divorciada, ou vice-versa, que contraiu novas núpcias. O que a legislação mosaica proibia, naqueles dias, era o retorno da esposa ao seu primeiro marido, caso ela fosse divorciada ou viúva do segundo marido (vv. 3, 4).

A base para a realização do divórcio ficou sem solução nesse texto até a vinda do Messias. A expressão “Se não achar graça em seus olhos, por nela achar coisa feia” (v. 1), ou “coisa indecente” (ARA), é muito vaga e foi ponto de discussão ao longo dos séculos.

Essa mesma expressão aparece também em Deuteronômio 23.14, mas não nos ajuda a compreender a passagem em apreço. Isaías 50.1 nada de novo acrescenta. Jeremias 3.8 dá a entender que o adultério justifica o divórcio.

O clímax desses debates aconteceu pouco antes do nascimento de Cristo. Havia nos dias de Herodes, o Grande, dois rabinos que fundaram escolas: um deles chamava-se Shammai, extremamente radical, e o outro, Hillel, liberal. Eles discutiram sobre o assunto.

Shammai insistia dizendo que o divórcio seria legítimo somente em caso de adultério. A Mishná afirma que Shammai interpretava a expressão “coisa indecente” como pecado imoral (Gittin IX. 10). Ainda há muitos que pensam dessa maneira, acreditando que tal expressão diz respeito ao pecado pré-marital. O adultério era punido com a morte: “Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera” (Lv 20.10); “Quando um homem for achado deitado com mulher casada com marido, então, ambos morrerão, o homem que se deitou com a mulher e a mulher; assim, tirarás o mal de Israel” (Dt 22.22). Se ambos, adúltera e adúltero, deviam ser apedrejados, logo não havia espaço para o divórcio. Visto que essa mesma lei se aplicava também ao pecado pré-marital: “Porém, se este negócio for verdade, que a virgindade se não achou na moça, então, levarão a moça à porta da casa de seu pai, e os homens da sua cidade a apedrejarão com pedras, até que morra; pois fez loucura em Israel, prostituindo-se na casa de seu pai; assim, tirarás o mal do meio de ti” (Dt 22.20,21), tal interpretação é inconsistente.

Hillel, por outro lado, insistia que o divórcio podia ser aprovado por qualquer razão apresentada pelo marido. Relacionava a expressão “coisa indecente” a qualquer coisa de que o marido não gostasse na mulher. O rabino Akiva (falecido em 132 d.C.) interpretava a referida “expressão” como tendo o homem direito de se divorciar de sua mulher, caso encontrasse outra mais bonita. Alfred Edersheim, citando a Mishná, diz que “coisa indecente” para Hillel era “no sentido mais amplo possível, e declarava que havia base para 0 divórcio, se uma mulher perdia o jantar do seu marido” (EDERSHEIM, vol. 2, 1989, p. 280). Por exemplo, continua Edersheim, se passasse a achar feia a sua mulher, isso era considerado “coisa indecente”. Se a comida preparada por ela já não 0 agradasse, era também tido como “coisa indecente”. Assim, o homem se divorciava quando quisesse.Soares. Esequias,. Casamento, Divórcio E Sexo A Luz Da Bíblia. Editora CPAD. pag. 36-39.

 

2. O divórcio no contexto do Novo Testamento. No texto de Mateus capítulo 19, Jesus mostra que o plano original de Deus é que o casamento dure para toda a vida (Mt 19.4-6). Ele também rejeita todas as outras razões ou motivos dados pelos Fariseus (Mt 19.7-9) para justificar o fim do casamento, inclusive a “coisa feia” citada na lei de Moisés, ou “coisa indecente” (Dt 24.1-4 – NAA). De acordo com Jesus, o único motivo que justifica a separação (gr. Apolyo, divórcio) é se um dos cônjuges praticou “relações sexuais ilícitas”. A expressão “relações sexuais ilícitas” traduz o termo grego moichaomai, que significa “adulterar” (Mt 5.32; Jo 83; Mt 5.27; Rm 13.9). No texto de Mateus, portanto, o seu sentido é de alguém que cometeu adultério. O que se depreende dessa passagem bíblica é que Jesus estava dizendo que o divórcio feito por razões outras que não o adultério não dissolve o casamento aos olhos de Deus. Dizendo isso de outra forma, alguém que sofreu uma traição conjugal tem direito a um novo casamento. Contudo, se a motivação não foi a infidelidade conjugal e ele se “casar com outra comete adultério”. A Declaração de Fé das Assembleias de Deus reconhece a legitimidade de um novo casamento quando o motivo do fim do primeiro casamento foi o adultério. No contexto das cartas de Paulo, o casamento também é para a vida toda. Contudo, o apóstolo trata de outras situações não contempladas nos Evangelhos. Escrevendo aos coríntios, Paulo se refere ao casamento entre cristãos e a casamentos mistos, quando um crente era convertido ao Evangelho e o outro não. No caso de crentes, Paulo diz que se o casal venha a se separar, que não se case de novo ou que se reconcilie (1Co 7.10,11). No caso de casamentos mistos, Paulo diz que se o cônjuge descrente abandonasse a esposa esta não estaria sujeita à servidão (1Co 7.15). A maioria dos intérpretes entende que essa expressão “não está sujeito à servidão” (gr. dedoulotai) significa que o cônjuge crente que foi abandonado está livre para se casar novamente. Esse entendimento é seguido pela Declaração de Fé das Assembleias de Deus. Contudo, somente no caso de o abandono partir do cônjuge não crente.

COMENTÁRIO

Adultério é a relação sexual ilícita entre pessoas casadas. Se a relação sexual for entre um casado e um solteiro, o casado comete adultério, o solteiro formicação, cuja gravidade é a mesma. Na lei judaica o termo “adultério” era usado para falar de relações sexuais com a esposa ou noiva de um judeu. Jesus expande esse conceito condenando qualquer sorte de relações sexuais ilícitas. Paulo também fala sobre isso em 1Ts 4.3 – “Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação; que eviteis a impureza”. Jesus vai além. Para ele a impureza sexual é mais ampla, atinge também a imaginação – “Eu, porém, vos digo: todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração.” (Mt 5.28). Jesus não proíbe o homem de olhar para uma mulher, mas de cobiçá-la, de fitá-la com desejo lascivo.

Esse é um mandamento muito difícil de ser obedecido, especialmente quando a maioria das mulheres, especialmente as não cristãs, não preza pelo pudor em sua maneira de vestir. Como não cobiçar? Jesus nos dá a resposta: “Se teu olho direito é para ti causa de queda, arranca-o e lança-o longe de ti, porque te é preferível perder-se um só dos teus membros, a que o teu corpo todo seja lançado na Geena. E se tua mão direita é para ti causa de queda, corta-a e lança-a longe de ti, porque te é preferível perder-se um só dos teus membros, a que o teu corpo inteiro seja atirado na Geena” (Mt 5.29-30). O que é preciso é manter uma disciplina moral. Se o adultério pode acontecer no coração (Mt 5.28), então não podemos colocar o coração em outra mulher que não seja a nossa. Devemos disciplinar-nos a não permitir que nossa carne se aprofunde no erro. Vejamos as hipérboles sugeridas por Jesus.

a. Arrancar o olho – É uma figura de como devemos ter um propósito de vigiar os nossos olhos. Vejamos a autodisciplina de Jó – “Eu havia feito um pacto com meus olhos: não desejaria olhar nunca para uma virgem” (Jó 31.1). A imaginação se inflama por causa da indisciplina dos olhos. Olhar com a intenção impura leva a excitação, que logo se transforma em esquema. Da excitação erótica vai-se para o adultério espiritual e muitas vezes para a consumação do ato sexual ilícito.O olhar é como uma fonte inspiradora para o bem ou para o mal – “O olho é a luz do corpo. Se teu olho é são, todo o teu corpo será iluminado. Se teu olho estiver em mau estado, todo o teu corpo estará nas trevas. Se a luz que está em ti são trevas, quão espessas deverão ser as trevas!” (Mt 6.22-23).

b. Cortar as mãos e os pés – Significa pegar e andar menos para não cair em tentação. É refrear-se de certas liberdades por amor a Cristo. Privar-se da Mao e do pé não é suficiente para que o discípulo elimine a fonte do desejo, mas é possível eliminar o instrumento da ação pecaminosa. É melhor ter menos história e geografia para contar do que ir para o inferno (cemitério – morte eterna). É melhor perder um membro e entrar na vida mutilado, do que conservar todo nosso corpo e ir para o inferno (cemitério – morte eterna). A vida eterna é mais importante do que os prazeres passageiros desse mundo – “O marido cumpra o seu dever para com a sua esposa e da mesma forma também a esposa o cumpra para com o marido” (1Co 7.3). O contrário de oferecer os nossos corpos ao pecado – “Não reine, pois, o pecado em vosso corpo mortal, de modo que obedeçais aos seus apetites” (Rm 6.13) é oferecê-los ao Senhor como sacrifício Vivo, santo e agradável – “Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual” (Rm 12.1).

c. Deus é a fonte de poder que nos ajuda a controlar a nossa sexualidade. Ele, com o seu Espírito Santo, nos purifica a todo o momento de nossas atitudes erradas (1Jo 19.1Co 6.11).

Jesus rebate a interpretação que os fariseus davam a Dt 24.1-4, no que se refere ao divórcio. Uma mulher podia ser mandada embora se deixasse queima a comida do marido, ou por qualquer outra trivialidade. A relação matrimonial estava insegura. Os fariseus estavam abusando desse sistema (Mt 19.3). O casamento moderno tem se tornado muito instável. As novelas, em geral, na TV, retratam um mundo de “casamentos disponíveis”, prontos a desfazerem-se por qualquer motivo. Jesus, pelo contrário, disse que o divórcio somente poderia ser “permitido” se tivesse havido relação sexual ilícita (Mt 19.9). Os fariseus estavam preocupados com os motivos para o divórcio; Jesus, com a instituição do casamento.

Segundo J. Oswald Sanders, Jesus está ensinando o seguinte:

1.    O divórcio jamais foi da vontade de Deus. Na lei o que há é uma concessão devida à dureza do coração humana (Mt 19.8).

2.    O matrimonio só pode ser dissolvido pela morte de um dos cônjuges (Mt 19.6).

3.    Quem se divorcia do seu companheiro em caso onde não houve relação sexual ilícita é culpado de grave pecado (Mt 19.9).

4.    A parte ofendida, que volta a casar-se, estando vivo seu esposo ou esposa, comete adultério (Mt 5.32).

5.    O propósito destas restrições é preservar a santidade na família (Hb 13.4). Sendo assim o casamento é uma instituição exclusiva em um a permanente. Divorciar-se de um parceiro, sem que tenha havido relação extraconjugal dele, e casar-se com outro, ou casar-se com uma pessoa divorciada, é entrar num campo proibido, é assumir um relacionamento adúltero, pois a pessoa está casada aos olhos de Deus, mesmo tendo conseguido um divórcio aos olhos da lei humana.

Deus odeia o divórcio (Mt 2.6) e proíbe o adultério (Êx 20.14; Mt 5.27-28), mas esses não são pecados imperdoáveis. Deus perdoa e espera que seus discípulos vivam com pureza e sem pecar mais (Rm 6.1-2; 1Pd 2.11).

É bom lembrar que a ênfase de Jesus não é sobre o divórcio e sim sobre o casamento. A sua ênfase será sempre sobre o perdão e a reconciliação e não sobre a tragédia do divórcio. Cabe a cada um de nós gastarmos tempo avaliando os preciosos preceitos de Deus para o casamento, investir tempo e esforço na nossa união, para que o divórcio não ganhe espaço em nossas famílias e igrejas.

Além do mais, quando o casamento se desintegra, segue-se a culpa, a ira, os ressentimentos, o medo e o desapontamento.

Jesus visa a total pureza dos seus discípulos. O corpo dos discípulos pertence a Cristo. Somos membros do corpo dele e por isso nos abster da impureza (1Co 6.15-20). “Pois os que são de Jesus Cristo crucificaram a carne, com as paixões e concupiscências” (Gl 5.24). Assim essa lei mosaica se cumpre somente no corpo crucificado.

Quanto ao casamento, preservá-lo não é tarefa fácil, mas, se o casal confiar que Deus pode melhorá-lo e mantê-lo, o divórcio jamais será necessário. O casal deve buscar a sabedoria, força e orientações divinas à medida que caminha.

A leitura diária das escrituras e a oração são forças poderosas que preparam os casais para o poder curativo de Deus “Porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt 18.20). A nossa força para a pureza moral está na nossa comunhão com Jesus.

 

AMPLIANDO O CONHECIMENTO

A VONTADE DE DEUS PARA O CASAMENTO

“A vontade de Deus para o casamento é que ele seja vitalício, i.e., que cada cônjuge seja único até que a morte os separe […]. Neste particular, Jesus cita uma exceção, a saber, a ‘prostituição’ (gr. porneia), palavra esta que no original inclui adultério ou qualquer outro tipo de imoralidade sexual (5.32; 19.9).” Amplie mais o seu conhecimento, lendo a Bíblia de Estudo Pentecostal, editada pela CPAD, p.1427

 

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

CONTEXTUALIZAÇÃO DA QUESTÃO DO DIVÓRCIO

EM MATEUS 19 “A questão do divórcio teve um papel importante no primeiro século, da mesma forma que hoje. Jesus discutiu essa questão no Sermão do Monte (5.31,32). Agora ela reapareceu [Mt 19.3-9]. […] O conflito se originou a partir da interpretação de Deuteronômio 24.1 – ‘Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, então, será que, se não achar graça em seus olhos, por nela achar coisa feia, ele lhe fará escrito de repúdio, e Iho dará na sua mão, e despedirá da sua casa’. Shammai afirmava que ‘coisa feia’ significa fornicação: ‘Um homem não se divorciaria de sua mulher, a não ser que tivesse encontrado nela um motivo de vergonha’. Seu colega Hillel (cerca de 6.d.C. – 20 d.C.), que era muito mais liberal, enfatizava a primeira frase: ‘Ela não encontrou favor em seus olhos’. Ele permitiria a um homem divorciar-se da esposa se ela fizesse alguma coisa que o desagradasse, até mesmo se queimasse o alimento ao cozinhá-lo” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 6. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p.135).

 

 

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II – A SUTILEZA DA NORMALIZAÇÃO DO DIVÓRCIO

 

1. O divórcio no seu aspecto legal. A Legislação brasileira já foi muito mais rígida com respeito ao divórcio. Contudo, nas últimas décadas as razões que justificam o divórcio podem ser várias. A partir da Constituição de 1988, passou-se a permitir divorciar-se e recasar quantas vezes fosse preciso. No aspecto legal da legislação brasileira é muito fácil alguém se divorciar e se casar novamente.

COMENTÁRIO

No Brasil, a LEI Nº 6.515, de 26 de dezembro de 1977 regula os casos de dissolução da sociedade conjugal e do casamento, seus efeitos e respectivos processos, e dá outras providências:

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art 1º - A separação judicial, a dissolução do casamento, ou a cessação de seus efeitos civis, de que trata a Emenda Constitucional nº 9, de 28 de junho de 1977, ocorrerão nos casos e segundo a forma que esta Lei regula”. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6515.htm

A transformação social ocasionou diversas mudanças, sobretudo na esfera do direito das famílias. Atualmente, não se aplicam mais as disposições legais a despeito da separação legal. Para solicitar e ser deferido o divórcio, o período mínimo de separação legal e outros deixaram de ser necessários. Atualmente nossa Legislação prevê apenas que o casamento é dissolvido pelo divórcio, sem qualquer outar exigência ou pré-requisitos. O procedimento do divórcio, antes realizado apenas de forma judicial, agora também pode ser realizado de forma extrajudicial, desde que atendido os requisitos próprios, quais sejam, que os cônjuges estejam em consenso quanto à partilha de bens, fixação de alimentos entre si e que não exista filhos menores. Todavia, temos situações excepcionais onde, havendo filhos menores, o divórcio poderá ser realizado na modalidade extrajudicial, desde que as partes comprovem prévio protocolo de ação judicial onde estejam sendo discutidos os interesses dos filhos menores.

 

2. O divórcio no seu aspecto moral. Além do aspecto legal do divórcio, como cristãos necessitamos saber do seu aspecto moral. Para um descrente qualquer razão ou motivo justifica a prática do divórcio e um novo casamento (cf. Dt 24.1-4), mas o cristão deve perguntar se isso é moral. O Estado garante o seu aspecto legal, contudo a Escritura define seu aspecto moral (Mt 19.4-6). Trocar a esposa por uma mais jovem ou abandonar o marido por um mais rico e famoso são práticas normais no mundo, e que contam com o amparo legal do Estado. Contudo, isso é moral para o cristão? O crente pode fazer isso? No caso de pastores, além do aspecto legal, deve-se levar em conta, sobretudo, o aspecto moral do divórcio (Ml 2.15). Alguns se divorciam, mas nunca deveriam ter feito (Ml 2.16). Há um preço alto para se pagar. Aqueles que se arriscam a desobedecer a Palavra de Deus forçosamente terminam machucados.

COMENTÁRIO

Com toda a certeza, é dever do Estado garantir a legalidade de questões outras, assim, legalmente, e a fim de preservação de direitos, a legalidade do divórcio está garantida, não importante os motivos, apenas o interesse de um ou de ambos os cônjuges. No entanto, para aqueles que são regidos pelas Escrituras, a questão não é tão simples assim. É preciso considerar a situação moral.

Segue um compilado da obra de apoio a esta revista, do Pastor José Gonçalves, ‘Os Ataques Contra a Igreja de Cristo. As Sutilezas de Satanás neste Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo’ (CPAD): “Outra questão relacionada ao divórcio e o direito a um novo casamento diz respeito a pastores. Poderia um pastor que sofreu um processo de divórcio continuar exercendo o seu ministério pastoral? A pergunta não é tão fácil de responder quanto parece. Há o aspecto legal e moral que devem ser levados em conta. Assim, há aqueles que reconhecem a legalidade de um novo casamento para ministros que se divorciaram quando eles foram vítimas de infidelidade conjugal. Nesse caso, argumentam que o adultério dissolveu a aliança conjugal e o ministro estaria legalmente livre para se casar novamente. Por outro lado, há aqueles que reconhecem a questão legal envolvida nessa situação, contudo, acreditam que não é moral um pastor divorciado continuar exercendo o seu ministério. Nesse caso, o ministro poderia, sim, contrair novas núpcias, se assim desejasse, contudo, jamais poderia continuar como ministro do evangelho. Em outras palavras, aqueles que argumentam nesse sentido acreditam que nem tudo o que é legal é moral. Sabendo da polarização em torno desse assunto, a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) aprovou uma resolução que trata da questão do divórcio entre pastores:

A CGADB só reconhece o Divórcio no âmbito ministerial de seus membros nos casos de infidelidade conjugal, previstos na Bíblia sagrada e expressos em Mt. 5:31-32; 19:9, devidamente comprovados. As Convenções Estaduais deverão esgotar todos os esforços possíveis no sentido de promover a reconciliação do Ministro e sua esposa, antes de serem ajuizadas Ações de Divórcio. Esta CGADB não reconhece, no âmbito da vida ministerial de seus membros, a situação de União Estável. O Ministro, membro desta CGADB, divorciado nos termos do disposto no art. 1º. desta Resolução ou no caso onde a iniciativa do divórcio partir da sua esposa (1Co 7.15), poderá permanecer ou não, na função ministerial, decisão essa que ficará a cargo da Convenção Estadual da qual é filiado, facultando-se lhe o direito de recurso para Mesa Diretora e para o Plenário desta Convenção Geral. O Ministro, vítima de infidelidade conjugal por parte de sua esposa, poderá contrair novas núpcias, respeitados os princípios bíblicos que norteiam a união conjugal, nos termos da permissibilidade concedida por Cristo, em Mateus 5.31 e 32; 19.9, ficando cada caso a ser examinado e decidido pelas Convenções Estaduais. Quando o Ministro der causa ao divórcio, a sua permanência ou retorno ao ministério dependerá de exame e decisão da Convenção Estadual, facultando-se lhe ampla defesa, sendo-lhe também assegurado recurso para a Mesa Diretora e para o plenário da Convenção Geral. O Ministro, membro desta CGADB que acolher Ministro divorciado sem a observância do disposto na presente Resolução, será responsabilizado disciplinarmente, no âmbito desta Convenção Geral. Ficam os Presidentes de Convenções e demais membros desta CGADB autorizados a divulgar entre a membresia das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus em todo o território nacional, o inteiro teor desta Resolução.

Uma análise dessa resolução da CGADB demonstra pelo menos três coisas:

    O divórcio é permitido entre pastores no caso de infidelidade conjugal por parte da esposa;

    A decisão de o ministro continuar ou não no exercício da prática pastoral ficará a cargo de cada convenção regional/estadual da qual o ministro é membro;

    O reconhecimento ou não do direito a um novo casamento dependerá de aprovação da convenção regional da qual o ministro faz parte.

Esse documento mostra que, por não haver unanimidade em torno desse assunto na esfera convencional, a CGADB admitiu a possibilidade do divórcio entre pastores nos casos especificados, mas deixou a cargo das convenções regionais decidirem sobre o assunto. Isso porque enquanto algumas convenções são mais liberais em torno do divórcio, admitindo-o entre seus ministros, outras são bem mais conservadoras, não aceitando em seus quadros ministros divorciados. Um exemplo claro dessa última posição pode ser vista na resolução que a CEADEP, Convenção Estadual das Assembleias de Deus no Piauí, que em 2019 publicou uma resolução sobre o assunto:

Esta Convenção não aceita o divórcio entre seus ministros em qualquer hipótese, e o que vier a se divorciar por qualquer motivo, será imediatamente suspenso de suas atividades e desligado da CEADEP.

Fica claro que essa resolução da CEADEP parte do princípio de que, mesmo sendo legal um ministro do evangelho se divorciar, contudo, não é moral a sua permanência à frente de uma igreja. Esse entendimento, entretanto, como já foi mostrado, não é unanimidade no Brasil assembleiano. Há convenções que acreditam que a resolução da CGADB concernente ao divórcio é inteiramente legal e mais justa e por isso a seguem. No que tange ao divórcio de pastores, a recomendação dada pela CGADB na sua resolução parece ser o melhor caminho a trilhar: “As Convenções Estaduais deverão esgotar todos os esforços possíveis no sentido de promover a reconciliação do ministro e sua esposa, antes de serem ajuizadas Ações de Divórcio”. Gonçalves. José,. Os Ataques Contra a Igreja de Cristo. As Sutilezas de Satanás neste Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo. Editora CPAD. 1ª edição: 2022.

 

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

A INTERPRETAÇÃO DE JESUS CRISTO

“Cristo se colocou claramente a favor da estrita interpretação de Deuteronômio 24.1. Ele só permitia uma razão para o divórcio – exceto por causa de prostituição (9). Essa cláusula acrescentada ocorre apenas em Mateus (aqui [Mt 19.10] e em 5.32). Embora alguns estudiosos tenham assumido a posição de que essas palavras não teriam sido pronunciadas por Jesus, a opinião deles rejeita a inspiração de Mateus. O adultério representa a negação do voto do casamento e, nesse caso, a posição de Jesus é bastante sólida. Marcos e Lucas enfatizam, ainda mais do que Mateus, a divina aversão ao divórcio. No plano de Deus, o casamento deve ser uma união permanente” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 6. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p.136).

 

 

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III – O DIVÓRCIO E A PRÁTICA PASTORAL

 

1. A pessoa do divorciado. O (A) divorciado (a) é uma pessoa e como tal deve ser vista. Quem passou por um processo de divórcio sabe o quão traumático isso é. Sentimentos de rejeição, medo e abandono muitas vezes continuam presentes na vida de quem passou por uma separação. Isso fica mais complexo quando há filhos gerados no relacionamento. A alienação parental é uma tentação, mas nunca a forma mais adequada a ser buscada. Divorciados devem obter aconselhamento pastoral e, concomitantemente, o acompanhamento psicológico não deve ser negligenciado.

COMENTÁRIO

Jamais Deus proibiria ao homem algo bom, ou permitiria algo que resultasse em problemas para o homem. O divórcio é uma coisa horrenda aos olhos de Deus, e isto se justifica pelo fato de que não há divórcio sem dor, sem trauma, sem feridas, sem vítimas. Lembremos que há previsibilidade para os crentes apenas em três situações: a morte (1Co 7.2), a infidelidade conjugal (Mt 19.9) e o completo abandono (1Co 7.15). O divórcio, portanto, não é apenas antinatural, mas, também, uma rebelião contra Deus e uma conspiração contra a sua lei.

Passar pelo divórcio provavelmente seja a coisa mais difícil que já tenha lhe ocorrido. Sejam quais forem as razões pelas quais se deu o seu divórcio, separar-se da pessoa com quem você planejou construir uma vida e uma família é absolutamente devastador. É normal sentir tristeza e rejeição nessa situação, e é fácil tais sentimentos transformarem-se em depressão. Seus filhos podem se sentir rejeitados, mesmo você tendo lhes garantido que o divórcio não é culpa deles. Os seus coraçõezinhos provavelmente estão tão despedaçados quanto o seu.

Jesus também sabe como é estar oprimido pela tristeza por causa da rejeição daqueles que ele amava. Na noite em que foi traído por um amigo, ele disse: “A minha alma está profundamente triste até à morte” (Mt 26.38).

A traição de Judas foi somente o começo da traição que experimentou. Essa afirmação se dá enquanto Jesus agoniza sobre o horror da cruz que está prestes a enfrentar em favor daqueles que o traíram. Ele escolheu sofrer e ser oprimido pelo sofrimento para nos salvar. Quando nós meditamos sobre a angústia emocional que Jesus escolheu sofrer, não resta dúvidas de que ele é verdadeiramente o único homem de dores capaz de prover consolo para nós e nossos filhos. O amor demonstrado por meio de sua entrada voluntária em nossa dor é insondável e nos garante que ele compreende por completo a nossa dor.

Pense em quão terrível é a nossa própria dor e imagine escolher suportá-la.

À medida que você sofrer no decorrer dessa experiência, você passará a conhecer o amor do seu Salvador de forma mais profunda enquanto se apega a ele. Ele está muito perto de você e de seus filhos, e saber disso pode gerar grande alegria mesmo em meio à tristeza.

O Salmo 31 é escrito a partir da perspectiva de alguém que conhece o sofrimento. Os olhos dele haviam sido consumidos pela tristeza, e sua alma e corpo, pela dor (vs. 9-10). Jesus cita o versículo 5 desse salmo pouco antes de morrer: “Nas tuas mãos, entrego o meu espírito”, demonstrando uma confiança maravilhosa em Deus durante uma experiência horrenda. No entanto, Jesus cumpre esse salmo não citando-o apenas, mas tornando-se o refúgio que o salmista busca. Deus provê refúgio para você e seus filhos ao lhes entregar o seu Espírito Santo por meio de Cristo (v. 20). Ele lhes demonstrou um amor maravilhoso ao adentrar a sua dor (v. 21), e vocês podem confiar nele (v. 14) por conta daquilo que ele fez na cruz. Você e os seus filhos podem refugiar-se nele porque vocês sabem o quanto ele os ama em vista do que fez por vocês em Jesus. Ataques de fúria, mau humor, acessos de raiva, portas batidas, rejeição, irritabilidade e impaciência podem fazer parte da sua vida após o divórcio. Como animais feridos, muitos de nós atacamos quando estamos magoados”. Baker. Any,. Filhos e divórcio ajuda quando a vida é interrompida. Editora Fiel.

 

2. O divorciado como cristão. Outra coisa acerca de quem passou por um processo de divórcio diz respeito a sua condição de membro da Igreja. Talvez esse seja um dos principais desafios pastorais da atualidade. Os pastores são desafiados dia a dia a tratar com essa questão. Os casos de divórcio se multiplicam e as razões que os motivaram nem sempre são bíblicas. Cada situação deve ser analisada com cuidado, de forma que o divorciado não deixe de ser visto como alguém amado por Deus. Contudo, que esse amor não sirva de justificativa para anular a justiça de Deus que exige uma vida que se orienta por sua Palavra.

COMENTÁRIO

O casamento baseia-se nos princípios do amor, lealdade, exclusividade, confiança e amparo mantidos por ambos os cônjuges em obediência a Deus (Gn 2.24; Mt 19.6; 1Co 13; Ef 5.21-29; 1Ts 4.1-7). Quando esses princípios são violados, as Escrituras reconhecem que trágicas circunstâncias podem destruir o casamento. A graça divina é o único remédio para os males do divórcio. Quando o casamento falha, os ex-cônjuges devem ser encorajados a examinar sua experiência e procurar conhecer a vontade de Deus para sua vida. Deus provê conforto para os que foram feridos. O Senhor também aceita o arrependimento de pessoas que cometeram os mais destrutivos pecados, mesmo aqueles que trazem consigo consequências irreparáveis (2Sm 11; 12; Sl 34.18; 86.5; Jl 2.12, 13; Jo 8.2-11; 1Jo 1.9).

1 Coríntios 7.10-11traz uma proibição absoluta aos homens cristãos no que concerne ao divórcio e uma proibição absoluta às mulheres, mas com uma provisão de conduta para o caso do divórcio. A mensagem desse texto para a época em que foi escrito é que os cristãos coríntios, mulheres e homens, deveriam evitar o divórcio a todo custo, sob pena de estarem em pecado. Caso, a despeito disso, acontecesse o divórcio, o cônjuge que o buscou teria a obrigação de permanecer sozinho a partir de então. Portanto, a proibição de um novo casamento não é uma concessão ao divórcio, mas sim uma provisão para que a possibilidade de restaurar o casamento seja mantida. Os cristãos coríntios, entre os quais havia ascetas e libertinos, deveriam entender que tinham a obrigação de permanecer em seu casamento e, caso pecassem consumando um divórcio, deveriam permanecer sozinhos. E para a nossa época, qual é o significado desse texto? A mensagem do texto para a nossa época não é muito diferente. Deus não quer que os casais cristãos se divorciem por qualquer motivo. Fazê-lo é desafiar o mandamento de Jesus, quebrar o sétimo mandamento e estar em pecado diante de Deus. Ainda assim, a Bíblia é realista, de forma que, caso aconteça um divórcio entre cristãos (em caso de não ter havido adultério), há instrução de que a parte que buscou a separação deve permanecer só ou buscar reconciliação com seu cônjuge.

Assim, a partir do ensino desse texto e informados por outros textos das Escrituras, podemos esboçar alguns princípios que devem ser seguidos pelos cristãos e igrejas quanto ao divórcio:

1. “O divórcio sempre representa um fracasso em alcançar o ideal de Deus”. Mesmo em caso de adultério, o ideal seria a reconciliação (cf. Oséias), Concordo com os estudiosos que afirmam não haver distinção de significado pelo uso de diferentes verbos gregos para apontar o divórcio aqui.

Gordon Fee (1987, p. 291) faz a importante observação de que esse texto, antes de ser aplicado a outros contextos, deve ser compreendido de acordo com seu objetivo original, que era a rejeição do casamento por motivos ascéticos. 32 FRAME, 2013, p. 732. A citação completa declara: “No entanto, o divórcio sempre representa um fracasso em alcançar o ideal de Deus. Nunca é algo para celebrar. As igrejas devem demonstrar conforme o exemplo de Deus com seu povo. Assim, os cônjuges e a igreja deveriam sempre envidar todos os esforços para evitar o divórcio e buscar o perdão e restauração do casamento. Ainda assim, divórcio em caso de adultério não é pecado e não há restrição bíblica quanto a um novo casamento neste caso.

2. Divórcio entre cristãos sem que tenha havido imoralidade sexual por parte do cônjuge é pecado: o casal, os líderes e a igreja devem envidar todos os esforços possíveis para que haja reconciliação em caso de separação.

3. No caso deste texto de 1 Coríntios 7.10-11, a proibição de um novo casamento recai sobre a pessoa que procurou a separação e não sobre a outra pessoa. Assim, poderíamos afirmar que um cônjuge que deserta de seu casamento de maneira contumaz, seja pelo abandono do lar, seja sexualmente com o consequente divórcio, não tem o direito de se casar de novo. O outro cônjuge tem. É evidente que nesses casos é necessário o acompanhamento pastoral, e devem ser analisados os motivos que levaram o cônjuge a querer separar-se. A reconciliação, como já dissemos, é sempre o mais desejável.

4. Os casais cristãos que se separaram injustificadamente devem confessar seu pecado a Deus e um ao outro e procurar reconciliação, caso ainda não tenham se casado novamente. Esses casais devem ser pastoreados nesse processo.

5. Os casais cristãos que se separaram por motivos não justificados nas Escrituras e se casaram novamente devem confessar o pecado de terem se separado injustamente, confessar o pecado de terem se casado novamente de maneira não permitida por Deus e, então, sinceramente arrependidos, devem seguir sua vida em seu novo casamento.

Sempre que tratamos desses casos devemos ter a clareza de que se trata de um assunto delicado, que toca nas áreas mais sensíveis da vida das pessoas. Esse sentimento, entretanto, não pode ser maior do que o nosso temor e amor pelo Senhor, que é o único que tem direito à palavra final neste e em todos os assuntos. Assim, a graça e a justiça emanadas da Palavra devem acompanhar casais, pastores, presbíteros e igrejas ao lidar com cada caso específico. Estudos que analisem os demais textos bíblicos que tratam do divórcio, bem como todo o capítulo 7 de 1 Coríntios, certamente serão muito úteis.

No entanto, o divórcio sempre representa um fracasso em alcançar o ideal de Deus. Nunca é algo para celebrar. As igrejas devem demonstrar amor e graça (e, às vezes, disciplina eclesiástica) aos que estão se divorciando (o que pede e o que sofre a ação), mas a noção de ‘abençoar um divórcio’ é bizarra. Um divórcio, pelo contrário, é causa para lamentação, é um sintoma de fracasso. Aqui, admite-se por adultério qualquer imoralidade sexual efetivamente praticada (não somente pensada ou pretendida), bem como o espancamento, tendo em vista que Malaquias 2.11-16 equipara o divórcio à violência doméstica. As deserções física ou sexual contumazes devem ser analisadas de acordo com cada caso. HAYS (1997, p. 120) e FEE (1987, p. 296) sugerem que, nesse caso, não deve haver disciplina eclesiástica de excomunhão sobre o membro que decide se separar para viver só. João Paulo Thomaz de aquino, 1 CorínTios 7.10-11: divórCio enTre CrisTãos? Disponível em: https://cpaj.mackenzie.br/wp-content/uploads/2020/01/8-1-Cor%C3%ADntios-7.10-11-div%C3%B3rcio-entre-crist%C3%A3os-Jo%C3%A3o-Paulo-Thomaz-de-Aquino.pdf.

 

 

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CONCLUSÃO

Vimos nesta lição o divórcio sob a perspectiva de diferentes culturas e em diferentes contextos. Observamos que na atualidade há uma tendência entre os cristãos de enxergarem o divórcio com “normalidade”. Essa é uma postura perigosa, arriscada e, até mesmo, pecaminosa. Isso porque as Escrituras contêm princípios e preceitos que moldam os relacionamentos humanos. O casamento é uma instituição divina, que reflete o ideal de Deus. Portanto, e devido nossa condição de pecadores, o divórcio deve ser visto como uma anormalidade desse ideal divino.

COMENTÁRIO

Não esgotamos o assunto numa lição tão sucinta como essa, é preciso aprimorar mais o assunto, mas como resumo, a Bíblia define a infidelidade, como vimos, como grande motivo para separação. Quando alguém chega à conclusão de que não ama mais ou de que não é compatível com o outro, também há a possibilidade separar-se. Entretanto, o apóstolo Paulo só considera a possibilidade de um novo casamento em circunstâncias muito bem definidas. Ainda que os rabinos do tempo de Jesus não aconselhassem um novo casamento depois de alguém ficar viúvo, as Escrituras nos dizem que uma vez que uma das partes morreu, o outro fica livre para casar novamente: A mulher está ligada a seu marido enquanto ele viver. Mas, se o seu marido morrer, ela estará livre para se casar com quem quiser, contanto que ele pertença ao Senhor (1Co 7.39). A outra situação em que é permitido um novo casamento é quando há infidelidade sexual de uma das partes. Ainda que se deva buscar, em primeiro lugar, a restauração do relacionamento, a parte inocente, chamemos assim, está livre para casar-se de novo. Eu também entendo que, quando um marido ou esposa não cristão resolve abandonar um casamento, a parte cristã pode casar-se novamente, pois ela foi chamada à paz e tem o direito de viver em toda a prosperidade de Deus.

A igreja deve, buscando ao Senhor, sempre ajudar a salvar os casamentos em perigo, enquanto procura desestimular o divórcio.

 

 

Espero ter ajudado...

Seu irmão em Cristo,

Francisco Barbosa

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REVISANDO O CONTEÚDO

1. Qual era o plano de Deus na Antiga Aliança em relação ao casamento?

® Na Antiga Aliança, o plano de Deus para a raça humana é que o casamento fosse monogâmico e vitalício (Gn 1.27,28; 2.22-25).

2. Qual é o plano original de Deus para o casamento em Mateus 19?

® No texto de Mateus capítulo 19, Jesus mostra que o plano original de Deus é que o casamento dure para toda a vida (Mt 19.4-6).

3. Quais são os dois aspectos do divórcio tratados na lição?

® Legal e moral.

4. Quais são os dois aspectos do divórcio que envolvem a prática pastoral?

® A pessoa divorciada e o divorciado como cristão.

5. O que as Escrituras contêm a respeito dos relacionamentos?

® As Escrituras contêm princípios e preceitos que moldam os relacionamentos humanos.