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18 de janeiro de 2022

LIÇÃO 4: A ESTRUTURA DA BÍBLIA

 
 

TEXTO ÁUREO

E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, e nos Profetas, e nos Salmos.” (Lc 24.44) 

 

VERDADE PRÁTICA

A Bíblia se divide em Antigo e Novo Testamentos, totalizando 66 livros, divinamente inspirados. Toda ela é nossa única regra de fé e prática. 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE 

Lucas 24.44-49. 

 

INTRODUÇÃO

A Bíblia Sagrada foi escrita majoritariamente em hebraico e grego, em um período aproximado de 1.600 anos, por cerca de 40 homens, e se estrutura em Antigo e Novo Testamentos. Seus livros são divinamente inspirados e formam o cânon bíblico. Nesta lição, veremos como a Bíblia está organizada, a classificação de seus livros, a canonicidade e as particularidades dos Testamentos.   

COMENTÁRIO   

O estudante sincero das Escrituras deve saber que a Bíblia é o próprio Deus infinito se revelando ao homem e que tudo que podemos descobrir de Deus é o que Ele mesmo revela de si próprio (Jo 1.1), igualmente devemos compreender que a Bíblia é a nossa própria vida (Dt 32.47) e que contém em si um padrão de mandamentos, conceitos e regras a ser conhecido e obedecido (Os 6.3 e Tg 1.22). As Escrituras são concedidas por inspiração de Deus (2Tm 3.16), concedidas por inspiração do Espírito Santo (At 1.16; Hb 3.7; 2Pe 1.21), e sancionadas por Jesus Cristo quando valeu-se delas para o ensino (Mt 4.4; Mc 12.10; Jo 7.42).

É de conhecimento geral que a Bíblia é uma compilação de 66 documentos inspirados por Deus (as Bíblias evangélicas em sua maioria), sendo 39 livros no Antigo Testamento, e 27 no Novo Testamento. O que poucos sabem é em que línguas [originalmente] foi escrita essa coletânea de escritos que são tão importantes, pois, como cremos, é a Palavra de Deus. As línguas em que originalmente foi escrita a Bíblia são o hebraico, na maior parte do Antigo Testamento. Era a língua falada pelos hebreus e, atualmente, é a língua oficial do Estado de Israel. Apenas alguns trechos do Antigo Testamento foram escritos em outra língua, no caso, o aramaico, língua que faz parte de um grupo de dialetos muito ligado ao hebraico. Era falado não só em Israel, mas também em vários outros países da época no mundo bíblico (2 Rs 18. 26). Os trechos bíblicos do Antigo Testamento que foram escritos em aramaico são: Ed 4. 8-6, 18; Ed 7. 12-26; Dn 2. 4-7, 28 e Jr 10. 11). Todo o restante do Velho Testamento foi escrito originalmente em hebraico. O Novo Testamento foi todo escrito em grego, não o grego moderno, nem o grego clássico, mas em um grego popular que é chamado de grego Koiné.

Ao todo, levou cerca de 1.600 anos, e teve 40 escritores, de diversas épocas, culturas e status social; Profetas, sacerdotes, reis e líderes da nação de Israel escreveram os 39 livros do Antigo Testamento em hebraico (com duas passagens em aramaico). Os apóstolos e seus companheiros escreveram os livros do Novo Testamento em grego. O registro do Antigo Testamento começa com a criação do universo e termina 400 anos antes da primeira vinda de Jesus Cristo.

Depois da conclusão do Antigo Testamento, passaram-se 400 anos de silêncio, durante os quais Deus não falou e não inspirou nenhuma Escritura. Esse silêncio foi quebrado com a chegada de João Batista anunciando que o Salvador prometido havia vindo. O Novo Testamento registra o resto da história, do nascimento de Jesus até a culminação de toda História e o estado final eterno; assim, os dois testamentos vão da criação até a consumação, da eternidade passada até a eternidade futura.

Enquanto os 39 livros do Antigo Testamento enfatizam a história de Israel e a promessa do Salvador vindouro, os 27 livros do Novo Testamento enfatizam a pessoa de Cristo e o estabelecimento da Igreja. Os quatro Evangelhos fornecem o registro de seu nascimento, vida, morte, ressurreição e ascensão. Cada um dos quatro escritores vê o maior e mais importante acontecimento da História, a vinda do Deus-homem, Jesus Cristo, de uma perspectiva diferente. Mateus o vê da perspectiva do seu reino, Marcos da perspectiva de sua vida de serviço, Lucas da perspectiva de sua humanidade e João da perspectiva de sua divindade.

O livro de Atos conta a história do impacto da vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, o Senhor Salvador — da sua ascensão, a consequênte vinda do Espírito Santo e o nascimento da Igreja, através dos primeiros anos da pregação do evangelho pelos apóstolos e seus companheiros. Atos registra o estabelecimento da Igreja na Judeia, em Samaria e no Império Romano.

As 21 epístolas foram escritas para igrejas e pessoas individuais com o objetivo de explicar o significado da pessoa e da obra de Jesus Cristo, com suas implicações para a vida e testemunho, até que ele volte.

O Novo Testamento termina com Apocalipse, que começa descrevendo a atual era da igreja, e culmina com a volta de Cristo para estabelecer o seu reino terreno, trazendo castigo para os ímpios e glória e bênçãos para os crentes. Depois do reinado de mil anos do Senhor e Salvador, haverá o último julgamento, que levará ao estado eterno. Todos os crentes de toda a História entram na máxima glória eterna preparada para eles e todos os ímpios são levados ao inferno para serem punidos eternamente.

Para entender a Bíblia, é essencial entender toda a história da criação até a consumação. É também crucial manter em foco o tema unificador da Escritura. O tema constante que se desdobra ao longo de toda a Bíblia é este: Deus, para a sua própria glória, escolheu criar e juntar para si mesmo um grupo de pessoas para serem os súditos de seu reino eterno, para adorá-lo, honrá-lo e servi-lo para sempre e por meio dos quais ele demonstrará sua sabedoria, poder, misericórdia, graça e glória. Para que possa reunir esses escolhidos, Deus precisa redimi-los do pecado. A Bíblia revela o plano de Deus para essa redenção desde o começo, na eternidade passada, até a sua conclusão, na eternidade futura. Mandamentos, promessas e épocas são todos secundários em relação ao único e contínuo plano de redenção.

Há um só Deus. A Bíblia possui um criador. Trata-se de um único livro. Existe um plano de graça registrado de início, que passa pela execução até chegar à consumação. Da predestinação até a glorificação, a Bíblia é a história de Deus redimindo o seu povo escolhido para a adoração de sua glória. Vamos esmiuçar o conteúdo da lição?

 

I – COMO A BÍBLIA ESTÁ ORGANIZADA 

 

1. Definição do termo Bíblia. A palavra “Bíblia” tem origem tanto no vocábulo grego como no latim. O termo grego biblos significa “livro” e tem conotação de qualidade sagrada. A palavra bíblia no latim é um substantivo feminino singular que igualmente exprime a ideia de “livro”. Por volta do ano 150 d.C., os cristãos passaram a usar o termo em grego ta bíblia (os livros) para referir-se ao conjunto de livros inspirados por Deus. O Dicionário Bíblico Wycliffe explica que o singular bíblia em latim revela uma unidade de pensamento e uma pureza. Por isso, a coleção dos livros sagrados forma um único livro: a Bíblia Sagrada, chamada também por Paulo de “as Santas Escrituras” (Rm 1.2).    

 

COMENTÁRIO   

A palavra BÍBLIA, “livro”, afirma ao mesmo tempo a sua unidade e a sua proeminência. Empregamos o singular, livro, e não o plural livros, e sem nenhum adjetivo característico. A Bíblia é um livro, e em certo sentido é o “único” livro. A propriedade do termo “Bíblia” pode-se dizer que é indiscutível. A unidade ressaltada através das suas partes, unidade na diversidade, tem sido aceita pela consciência cristã e tem produzido maravilhosa influência. Ε curioso que tenha sido devido em parte a um engano o uso de tal termo. “Bíblia”é o mesmo nome que se dá às Escrituras em latim, Bíblia. Ε também uma palavra que está no singular, mas então é a forma latina da palavra grega Βιαλία, que já não é o singular, mas o plural de αιαλίον, livro, um diminutivo de αίαλος, nome dado à entrecasca do papiro. Pelo uso que se fez do papiro é que αίαλος veio a significar livro, e αιαλίον um livro pequeno. (Também em latim “liber” significa primeiramente casca, e depois livro; o diminutivo “libellus” é um livro pequeno). No Novo Testamento os termos αιαλίος e αίαλον aplicam-se ou a um só livro do Antigo Testamento, ou a um grupo deles, tal como o Pentateuco. Ε nos livros apócrifos5 aparece a expressão os santos livros, referida ao Antigo Testamento. O plural assim empregado passou para a Igreja Cristã: desde o final do século segundo são as Escrituras conhecidas pelas designações “os livros”, “os livros divinos”, “os livros canônicos”. Os Pais da Igreja latina também lhe chamaram “Biblioteca divina”. Mas uma vez que o nome grego αιαλία do plural foi adotado em latim, esqueceu.se o valor da primitiva significação. Bíblia na sua forma gramatical tanto pode ser um plural neutro, como o singular feminino. O fato de serem as Escrituras um todo harmônico fez que do plural bíblia, significando livros, derivasse o singular bíblia, significando “o livro”. No estudo da Bíblia havemos ainda de recorrer à primitiva e própria significação, considerando as diversas partes de preferência ao todo. Mas não deixa l de ser maravilhoso que das diversas palavras de Deus, reveladas ao homem, proviesse concepção de uma só, a Palavra de Deus! A Bíblia é ao mesmo tempo uma biblioteca e um livro”. Revised. Joseph Angus., História, Doutrina e Interpretação da Bíblia. Editora Hagnos, 1 Ed. 2008.   

 

2.   O Cânon da Bíblia. A expressão “cânon” procede do hebraico qãneh com o sentido de “vara de medir”. O termo correspondente em grego é kanõn que significa “régua”. Desse modo, na teologia o vocábulo “cânon” é empregado como “norma” de avaliação para identificar os livros sagrados. Em vista disso, o termo “canônico” passou a designar os 66 livros aceitos como divinamente inspirados (39 livros no A.T., e 27 no N.T.). Isso quer dizer que o Espírito Santo guiou o seu povo a reconhecer a autoridade desses escritos como regra de fé e prática. Nesse sentido, o cânon bíblico está completo. Nada pode ser acrescentado ou retirado das Escrituras canônicas (Ap 22.18,19).   

COMENTÁRIO   

O vocábulo cânon vem do grego kanôn que se traduz por cana, vara. Assume em sentido figurado o caráter de algo que é reto, regra, norma. O cânon bíblico torna-se então um meio de manter e de transmitir a identidade religiosa, étnica e cultural de um grupo. A Bíblia ganhou ao longo dos séculos a singularidade de se tornar um livro sagrado. Ela é por si só uma biblioteca de livros agregados, que foram intencionalmente reunidos e apresentados a uma determinada comunidade, na intenção se servir como uma coleção normativa. Os últimos séculos que antecedem à era cristã foram tempos de muitas transformações no mundo bíblico. O crescimento da cultura helênica e as influências da língua grega na cultura forçaram a tradução do texto hebraico para o grego pelo judaísmo alexandrino do século III a.C. Muitas literaturas começam a surgir nesse tempo, provocando a reação dos judaístas, que tentavam manter sua identidade.

Os sábios judeus, que lutavam por manter sua tradição e sua língua vivas, determinaram o fechamento de um cânon hebraico, proibindo alterações que influenciavam os conflitos de identidade cultural do judaísmo antigo. A circulação de literatura religiosa que não seguia os modelos do judaísmo antigo foi rejeitada, para que se harmonizasse o povo em torno de uma mesma fé e um mesmo Deus. No entanto, a Septuaginta ficou famosa pela história e mistério que envolvem sua tradução. Havia uma mística de que setenta sábios judeus traduziram para o grego todo o texto hebraico em setenta dias, proporcionando um caráter ainda mais sagrado para esse texto. Conhecida como a tradução dos setenta, a Septuaginta torna-se a referência para os/as primeiros/as cristãos/ãs, permitindo que alguns livros a mais fizessem parte da composição canônica.

Esses livros suplementares são designados comumente como “deuterocanônicos”, ou seja, segundo cânon. Embora não sejam reconhecidos pela tradição cristã protestante como livros divinamente inspirados, possuem grande valor histórico para se compreender o contexto de formação dos escritos bíblicos da era cristã.

A Bíblia Hebraica, que os cristãos a partir do 2º século chamavam de Antigo Testamento, ganha, portanto, a particularidade de ser reconhecida agora por duas tradições diferentes: a tradição judaica, com o texto escrito na língua hebraica, e a tradição helênica, com a tradução do texto hebraico para a língua grega. A formação do Novo Testamento acontece à medida que o cristianismo começa a ser difundido no mundo antigo, refletindo a teologia cristã, a partir de uma coletânea de trabalhos que se inspiraram na Bíblia Hebraica e principalmente na Septuaginta.

Diante disso, o fator de maior importância para nós, hoje, sobre a formação canônica da Bíblia é que a partir desse conflito se fortalece ainda mais a identidade de um livro que foi capaz de atravessar séculos de história, repleta de tensões e adversidades. A Bíblia continua se mostrando, ainda hoje, como uma primordial fonte de vida e regra de fé.

 

3. Os dois Testamentos bíblicos. O termo “testamento” vem do latim testamentum que é tradução da palavra grega diatheke e da hebraica berith. Ambos os termos têm o sentido de “aliança”, “pacto” ou “concerto” de Deus com a humanidade. A expressão “Antigo Testamento” foi inaugurada por Paulo (2 Co 3.14) e refere-se aos livros dos judeus reconhecidos por Jesus como “as Escrituras” (Mt 22.29), “a Lei, os Profetas e os Salmos” (Lc 24.44). O termo “Novo Testamento” foi usado para se referir ao cumprimento profético de Jesus como o Mediador da Nova Aliança (Jr 31.31; 1 Co 11.25, Hb 8.6-13; 12.24). Essa expressão também passou a designar os escritos inspirados dos cristãos igualmente reconhecidos como “as Escrituras” (2 Pe 3.15,16).   

COMENTÁRIO   

A palavra “testamento”, nas designações “Antigo Testamento” e “Novo Testamento”, para as duas divisões da Bíblia, remonta através do latim testamentum ao termo grego diathéke, o qual na maioria de suas ocorrências na Bíblia grega significa “concerto” em vez de “testamento”. Em Jeremias 31.31, foi profetizado um novo concerto que iria substituir aquele que Deus fez com Israel no deserto (cf. Ex 24.7,8). “Dizendo novo concerto, envelheceu o primeiro” (Hb 8.13). Os escritores do Novo Testamento veem o cumprimento da profecia do novo concerto na nova ordem inaugurada pela obra de Cristo. Suas próprias palavras ao instituir esse concerto (1 Co 11.25) dão autoridade a esta interpretação. Portanto, os livros do Antigo Testamento são assim chamados por causa de sua estreita associação com a história do “antigo concerto”. E os livros do Novo Testamento são desse modo designados porque se tratam dos documentos do estabelecimento do “novo concerto”. Uma semelhança ao nosso uso comum do termo “Antigo Testamento” encontra-se em 2 Coríntios 3.14: “Na lição do Velho Testamento”, embora Paulo provavelmente queira aludir à lei, a base do antigo concerto, em vez de todo o volume da Escritura hebraica. Os termos “Antigo Testamento” e “Novo Testamento”, nomeados para as duas coleções de livros, entraram no uso geral entre os cristãos na última parte do século II. Tertuliano traduziu diathéke para o latim por instrumentum (um documento legal) e também por testamentum. Infelizmente, foi a última palavra que vingou, considerando-se que as duas partes da Bíblia não são “testamentos” no sentido ordinário do termo”. Philip Wesley Comfort. A Origem da Bíblia. Editora CPAD. pag.15-16.    

 

II – O ANTIGO TESTAMENTO   

 

1. Os Livros do Antigo Testamento. A classificação dos livros do Antigo Testamento, tal qual a conhecemos hoje, se divide nos seguintes grupos:

a) Pentateuco (Lei): constituído por 5 livros de Gênesis a Deuteronômio;

b) Históricos: formado por 12 livros de Josué a Ester;

c) Poéticos: composto de 5 livros de Jó a Cantares de Salomão; e,

d) Proféticos, que se subdividem em Profetas Maiores com 5 livros de Isaías a Daniel; e, Profetas Menores com 12 livros de Oséias a Malaquias.

A divisão utilizada pelos judeus era tripartida:

a) a Lei,

b) os Profetas, e,

c) os Salmos ou Escritos (Lc 24.44).

Apesar de a cultura judaica fazer uma categorização diferente, o conjunto do Antigo Testamento soma os mesmos 39 livros divinamente inspirados, tanto para os judeus como para os cristãos.   

COMENTÁRIO   

O desenrolar da História através do Antigo Testamento avança de acordo com as seguintes linhas:

• A criação do universo

• A queda do homem

• O castigo do dilúvio na terra

• Abraão, Isaque, Jacó (Israel) — pais da nação escolhida

• A história de Israel

* O exílio no Egito — 430 anos

* O êxodo e a peregrinação pelo deserto — 40 anos

* A conquista de Canaã — 7 anos

* A era dos juizes — 350 anos

* O Reino Unido — Saul, Davi, Salomão — 110 anos

* O exílio na Babilônia — 70 anos

* O retorno e reconstrução da Terra Prometida — 140 anos

Os detalhes dessa história estão explicados nos 39 livros divididos em cinco categorias:

• A Lei — 5 (Gênesis a Deuteronômio)

• História — 12 (Josué a Ester)

• Sabedoria — 5 (Jó a Cântico dos Cânticos)

• Profetas maiores — 5 (Isaías a Daniel)

• Profetas menores — 12 (Oseias a Malaquias)

Na Bíblia hebraica, os livros estão dispostos em três divisões: a Lei, os Profetas e os Escritos. A Lei abrange o Pentateuco, os cinco “livros de Moisés”. Os Profetas desdobram-se em duas subdivisões: os “Primeiros Profetas”, compreendendo Josué, Juízes, Samuel e Reis; e os “Últimos Profetas”, abarcando Isaías, Jeremias, Ezequiel e “O Livro dos Doze Profetas”. Os Escritos contêm o restante dos livros: primeiro, Salmos, Provérbios e Jó; depois, os cinco “Rolos”, a saber, Cantares de Salomão, Rute, Lamentações de Jeremias, Eclesiastes e Ester; e, finalmente, Daniel, Esdras-Neemias e Crônicas. O total é tradicionalmente computado em 24, mas esses 24 correspondem exatamente ao nosso cômputo comum de 39, visto que no último cálculo os Profetas Menores são contados como 12 livros, e Samuel, Reis, Crônicas e Hsdras-Neemias, como dois livros cada. Na Antiguidade, havia outras maneiras de contar os mesmos 24 livros. Em uma dessas maneiras (atestada por Josefo), o total descia para 22; em outra (conhecida por Jerônimo), subia para 27. A origem da organização dos livros na Bíblia hebraica não pode ser rastreada. Acredita-se que a divisão em três partes corresponda às três etapas nas quais os livros receberam reconhecimento canônico, mas não há evidências diretas sobre isso. Na Septuaginta, os livros estão arranjados de acordo com a similaridade de assuntos. O Pentateuco é seguido pelos livros históricos, que são sucedidos pelos livros poéticos e sapienciais, vindo por último os livros proféticos. E essa ordem que, em suas características essenciais, foi perpetuada (via Vulgata) na maioria das edições cristãs da Bíblia. Em certos aspectos, essa sequência é mais condizente com a ordem cronológica dos conteúdos da narrativa do que com a da Bíblia hebraica. Rute, por exemplo, aparece imediatamente depois de Juízes (visto que relata fatos ocorridos “nos dias em que os juízes julgavam”), e o trabalho do cronista aparece na sequência Crônicas-Esdras-Neemias. A divisão em três partes da Bíblia hebraica está refletida na redação de Lucas 24.44 (“na Lei de Moisés, e nos Profetas, e nos Salmos”). Mais comum ente, o Novo Testamento refere-se à “Lei e os Profetas” (vide Mt 7.12) ou a “Moisés e os Profetas” (vide Lc 16.29)”. Philip Wesley Comfort. A Origem da Bíblia. Editora CPAD. pag. 16-18.    

 

2. Canonicidade do Antigo Testamento. Existem três fatores basilares na avaliação de um livro canônico, a saber:

a) a inspiração divina, que atesta-se o livro é inspirado pelo Espírito Santo (Ne 9.30; Zc 7.12; 2 Pe 1.21);

b) reconhecimento do povo de Deus, que atesta se o livro era aceito como autêntico por seus primeiros leitores (Êx 24.3,7; Dn 9.2); e

c) preservação pelo povo de Deus, que atesta se o livro era conservado como Palavra de Deus (Dt 31.24-26; Dn 9.2).

Por conseguinte, a confirmação desses elementos revela que, desde o início, os livros do Antigo Testamento foram recebidos e guardados como inspirados e autorizados por Deus, dotados de veracidade e de autoridade (Jz 3.4). 

COMENTÁRIO   

Com relação ao seu lugar na Bíblia cristã, o Antigo Testamento, em essência, é introdutório: o que Deus antigamente falou aos pais pelos profetas esperou por seu cumprimento naquilo que nos foi falado pelo Filho (Hb 2.1,2). Não obstante, nos primeiríssimos dias do Cristianismo, o Antigo Testamento era a Bíblia que os apóstolos e outros pregadores do Evangelho levavam consigo quando saíam para proclamar Jesus como o Messias, o Senhor e Salvador divinamente enviado: encontraram em suas páginas testemunho claro sobre Jesus (Jo 5.39) e uma descrição natural do modo de salvação mediante a fé nEle (Rm 3.21; 2 Tm 3.15). Para usar o Antigo Testamento, tinham a autoridade e o exemplo do próprio Jesus. E, desde então, a Igreja sempre tem obtido sucesso, quando segue o precedente estabelecido por Ele e seus após tolos e reconhece o Antigo Testamento como Escritura cristã. “O que era indispensável para o Redentor, sempre deve ser indispensável para os redimidos” (G. A. Smith)”. Philip Wesley Comfort. A Origem da Bíblia. Editora CPAD. pag. 19-20.   

 

3. Particularidades do Antigo Testamento. Quase a totalidade dos livros foram escritos em hebraico, chamado na Bíblia de língua de Canaã (Is 19.18). Algumas porções foram inscritas em aramaico, uma espécie de dialeto que deu origem à língua árabe (cf: Gn 31-47; Ed 4.7-6.8; 7.12-26; Dn 2.4 -7.28; Jr 10.11). O último livro canônico foi o do profeta Malaquias que o concluiu antes do ano 430 a.C.; desde então, nada mais pode ser acrescido ao cânon do Antigo Testamento. E, conforme o teólogo Norman Geisler, para facilitar a tarefa de citar a Bíblia, em 1.227 d.C. o texto foi dividido em capítulos, e, por volta de 1.445 d.C., o Antigo Testamento foi dividido em versículos.   

COMENTÁRIO   

O uso do Antigo Testamento é altamente importante; e basta uma simples exposição desse uso para nos mostrar a conexão entre o ele e o Novo Testamento. A Ainda que a maior parte do Antigo Testamento fosse dirigida a uma nação, contudo ele prescreve muita coisa para o homem como homem, contendo princípios de moralidade que são universais e eternos. Os preceitos dados a Adão e o Decálogo, e ainda as lições de todo o Livro, ilustram e reforçam a verdade moral. Uma parte considerável da história do Antigo Testamento é a história do governo de Deus Nesse governo revela Deus o seu próprio caráter e o nosso. Ε por isso toda e qualquer utilidade que se possa tirar de uma narração desse gênero deriva dessa parte do volume sagrado. Além disso, a impossibilidade de poder alguém salvar-se pela lei é claramente patenteada nessa primeira dispensação. A fé patriarcal com as suas comunicações imediatas ou tradicionais, terminou numa corrupção tal que nem mesmo pelo dilúvio pôde ser detida. As mais solenes instituições legais com seus ritos e sanções ao mesmo tempo instrutivos e solenes, não foram bastante poderosas para livrar o povo da idolatria, embora o grande Legislador tantas vezes interviesse com as suas divinas determinações; e quando, depois da volta do cativeiro, cessou a idolatria, apareceu então o formalismo e a infidelidade, predominando depois nos costumes judaicos. Nesse meio tempo o poder da religião natural se experimentou entre os pagãos. Ε o resultado de tudo isso, o resultado da experiência feita sob todas as formas de governo nos diferentes graus de civilização e na posse das luzes próprias e dos conhecimentos tradicionais, é a demonstração clara de que em nosso estado de queda qualquer reforma pela lei é sem esperança, e que deveria perecer a nossa raça se outro plano de salvação não fosse introduzido. O Antigo Testamento, foi, portanto, dado, em certo sentido, para nos mostrar o nosso estado pecaminoso, e para nos encerrar naquela fé que mais tarde se havia de manifestar (Gl 3.23). Ε para esta nova fé, é a lei antiga uma introdução. Ensinava ela aos que eram humildes e espirituais, na primeira dispensação alguma coisa do plano da salvação, que na segunda devia ser revelado. Ε por isso aparecem na lei os tipos, as profecias, os sacrifícios, com segurança do perdão ao penitente e a revelação de um Deus infinitamente misericordioso; embora a causa real do perdão, isto é, a determinação divina na manifestação da justiça com misericórdia, não fosse inteiramente compreendida até que a obra reparadora de Cristo teve a sua realização. A primeira dispensação teve, sem dúvida, outros fins em vista. Foi preservado o conhecimento do verdadeiro Deus, que poderia ter desaparecido; e também o efeito da verdadeira religião, mesmo nas suas formas menos perfeitas, foi esclarecido com belos exemplos. A relação que existe entre o Novo Testamento e os mencionados fins da lei antiga é óbvia. O segundo, ou o novo pacto, é um duplo complemento do primeiro. Tendo sido o primeiro um pacto de tipos e predições, o segundo lhes dá cumprimento, pondo o fato no lugar da profecia, e a substância no lugar da sombra. E, como na primeira aliança era imperfeita a revelação acerca de Deus e do dever, a segunda completou o sistema de verdades e de preceitos, que apenas estavam parcialmente revelados, desenvolvendo-o e explicando-o com mais espiritualidade nas suas aplicações, tornando-o universal, e procurando a sua segurança de um modo mais elevado pela influência do Espírito Santo. Num duplo sentido, pois, o evangelho é o complemento κλήρωσις da Lei. Revised”. Joseph Angus., História, Doutrina e Interpretação da Bíblia. Editora Hagnos, 1 Ed. 2008. 

 

III – O NOVO TESTAMENTO 

 

1. Os livros do Novo Testamento. Es­ses livros foram reconhecidos pela Igreja após a morte e ressurreição do Senhor Jesus Cristo e estão classificadas em quatro grupos principais:

a) Evangelhos, que são os 4 livros de Mateus, Marcos, Lucas e João;

b) Histórico, formado pelo livro de Atos dos Apóstolos;

c) Epístolas, que se subdivide em Epístolas Paulinas com 13 cartas de Romanos a Filemom; as Epístolas Gerais com 8 cartas de Hebreus a Judas; e

d) Revelação, constituída pelo livro de Apocalipse.

O conjunto totaliza 27 livros inspirados e autorizados que são chamados de canônicos (1 Co 2.4,13).   

COMENTÁRIO   

O Novo Testamento está para o Antigo Testamento na mesma proporção que o cumprimento está para a promessa. Se o Antigo Testamento registra o que Deus falou no passado aos nossos pais pelos profetas, o Novo Testamento registra a palavra final que Ele falou por seu Filho, em quem todas as mais antigas revelações foram resumidas, confirmadas e transcendidas. As obras poderosas da revelação do Antigo Testamento culminam na obra redentora de Cristo. As palavras dos profetas do Antigo Testamento recebem seu pleno cumprimento nEle. Mas Ele não é apenas a coroa da revelação de Deus aos homens; é também a resposta perfeita do homem a Deus — o apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão (Hb 3.1). O Novo Testamento registra o resto da história, do nascimento de Jesus até a culminação de toda História e o estado final eterno; assim, os dois testamentos vão da criação até a consumação, da eternidade passada até a eternidade futura

 

2. Canonicidade do Novo Testamento. Os critérios de avaliação do Novo Testamento são iguais aos que determinam o cânon do Antigo, isto é, a inspiração, o reconhecimento e a preservação dos livros como Palavra de Deus. Nesse sentido, a Bíblia oferece indiscutíveis provas de inspiração do Novo Testamento (l Ts 2.13; 2 Tm 3.16; 2 Pe 1.21). Quanto ao reconhecimento dos livros como fidedignos, desde o início os escritos falsos foram refutados pela Igreja (2 Ts 2.15; 2 Pe 2.1; 1 Jo 4.1). Em relação à conservação das Escrituras, os primeiros cristãos adotaram a prática de leitura dos livros autorizados em suas reuniões e cultos (1 Ts 5.27; Cl 4.16; Ap 1.3). Mediante tais fatos, atesta-se que desde o começo a Igreja Primitiva reconheceu e preservou os livros canô­nicos, alicerçada sobre o fundamento dos Apóstolos e dos Profetas (Ef 2.20).   

COMENTÁRIO   

Com a reunião dos evangelhos e o corpus paulino, e servindo Atos como elo de ligação entre os dois, temos o início do cânon do Novo Testamento como hoje o conhecemos. A Igreja Primitiva, que herdou a Bíblia hebraica (ou a versão grega da Septuaginta) como Escrituras Sagradas, não tardou em colocar os novos escritos evangélicos e apostólicos ao lado da Lei e dos Profetas e usá-los para a propagação e defesa do Evangelho e no culto cristão. Desse modo, Justino Mártir, em meado do século II, descreve como os cristãos, em suas reuniões dominicais, liam “as memórias dos apóstolos ou os escritos dos profetas” (Apologia 1.67). Foi natural, então, que quando o Cristianismo se espalhou entre os povos que falavam outros idiomas que não o grego, o Novo Testamento fosse traduzido do grego para aquelas línguas, em benefício dos novos convertidos. Por volta de 200 d.C., já havia versões latinas e siríacas do Novo Testamento e, no século que se seguiu, existia uma versão cóptica”. Philip Wesley Comfort. A Origem da Bíblia. Editora CPAD. pag. 22-23.   

 

3. Particularidades do Novo testamento. Todos os livros do Novo Testamento foram escritos em grego koiné, um dialeto com um e presente por toda a cultura de fala grega, e que muito auxiliou na propagação do Evan­gelho nos primórdios do Cristianismo (At 19.10). Algum as expressões, mesmo redigidas no vernáculo grego, possuem significado em aramaico, dentre elas, citamos: Talita cumi – “Menina, levan­ta-te” (Mc 5.41); Aba Pai – “Lit.: Pai, pai; ‘Meu Pai’” (Mc 14.36); Eloí, Eloí, lamá sabactâni? – “Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?” (Mc 15.34). O conjunto dos livros canônicos foi escrito antes do término do século I. O último livro é o Apocalipse de João datado por volta do ano 96 d.C. e desde o encerramento do cânon, os cristãos reconhecem apenas os 27 livros como inspirados. Por fim, em torno de 1.555 d.C., O Novo Testamento também foi dividido em versículos.   

COMENTÁRIO   

Há três razões que mostram a necessidade de se definir o cânon do Novo Testamento. 23/24 1) Um herege, Marcião (cerca de 140 A.D.), desenvolveu seu próprio cânon e começou a divulgá-lo. A igreja precisava contrabalançar essa influência decidindo qual era o verdadeiro cânon das Escrituras do Novo Testamento. 2) Muitas igrejas orientais estavam empregando nos cultos livros que eram claramente espúrios. Isso requeria uma decisão concernente ao cânon. 3) O edito de Diocleciano (303 A.D.) determinou a destruição dos livros sagrados dos cristãos. Quem desejava morrer por um simples livro religioso? Eles precisavam saber quais eram os verdadeiros livros. Atanásio de Alexandria (367 A.D.) nos apresenta a mais antiga lista de livros do Novo Testamento que é exatamente igual à nossa atual.

A lista faz parte do texto de uma carta comemorativa escrita às igrejas. Logo após atanásio, dois escritores, Jerônimo e Agostinho, definiram o cânon de 27 livros. 15/112 Policarpo (115 A.D.), Clemente e outros referem-se aos livros do Antigo e do Novo Testamento com a expressão “como está escrito nas Escrituras”. Justino Mártir (100-165 A.D.), referindo-se à Eucaristia, escreve em primeira Apologia 1.67: “E no Domingo todos aqueles que vivem nas cidades ou no campo se reúnem num só local, e, durante o tempo que for possível, leem-se as memórias dos apóstolos ou escritos dos profetas. Então, quando o leitor termina a leitura, o presidente faz uma admoestação e um convite a que todos imitem essas boas coisas”. Irineu (180 A.D).F.F. Bruce escreveu acerca do significado de Irineu: “A importância de Irineu está no seu vínculo com a era apostólica e nos seus relacionamentos ecumênicos. Educado na Ásia menor, aos pés de Policarpo, o discípulo de João, Irineu tornou-se bispo de Lion, Gália, em 180 A.D.

Seus escritos confirmam o reconhecimento canônico dos quatro evangelhos, Atos, Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2 Timóteo, Tito, 1 Pedro e 1 João e Apocalipse. Inácio (50-115 A.D.): “Não quero dar-lhes mandamentos tal como fizeram Pedro e Paulo; eles foram apóstolos…” (Aos Tralianos 3.3). Os concílios da igreja. É uma situação bastante parecida com a do Antigo Testamento (veja capítulo 3, 6C, o concílio de Jâmnia). F.F. Bruce afirma que “quando finalmente um concílio da igreja – o sínodo de Hipona (393 A.D.) – elaborou uma lista dos vinte e sete livros do Novo Testamento, não conferiu-lhes qualquer autoridade que já não possuíssem, mas simplesmente registrou a canonicidade previamente estabelecida. Desde então não tem havido qualquer restrição séria aos 27 livros aceitos do Novo Testamento, quer por católico – romanos quer por protestantes. A Credibilidade da Bíblia. Edição Adoração. pag. 10-11.

 

CONCLUSÃO

O conjunto dos 66 livros formam um único livro: a Bíblia Sagrada. Esses livros constituem o cânon bíblico do Antigo e do Novo Testamento. Os cri­térios para avaliação da canonicidade são a inspiração, o reconhecimento e a preservação dos livros como Palavra de Deus. A comprovação desses critérios revela que as Escrituras foram aceitas e preservadas como livros autorizados por Deus.

COMENTÁRIO   

À medida que os propósitos de Deus e o seu plano de redenção são descritos na Escritura, cinco motivos recorrentes são constantemente enfatizados:

• o caráter de Deus

• o castigo pelo pecado e pela desobediência

• a bênção pela fé e pela obediência

• o Senhor Salvador e o sacrifício pelo pecado

• o reino vindouro e a glória.

Todo o conteúdo revelado nas páginas tanto do Antigo Testamento como do Novo Testamento está associado com essas cinco categorias. A Escritura está sempre ensinando ou ilustrando:

1) o caráter e os atributos de Deus;

2) a tragédia do pecado e da desobediência aos padrões santos de Deus;

3) a bênção pela fé e pela obediência aos padrões de Deus;

4) a necessidade de um salvador por cuja justiça e substituição os pecadores podem ser perdoados, declarados justos e transformados para que possam obedecer aos padrões de Deus; 5) a vinda do glorioso final da história redentora no reino terreno do Senhor e Salvador e o subsequente reino e glória eternos de Deus e Cristo. Quando se estuda a Escritura, é essencial conhecer essas categorias recorrentes como grandes ganchos nos quais dependurar as passagens. Enquanto lê a Bíblia, a pessoa deveria conseguir relacionar cada parte da Escritura com esses tópicos dominantes, reconhecendo que

o que é apresentado no Antigo Testamento é também tornado mais explícito no Novo Testamento.

Em Cristo,

Pb Francisco Barbosa

 

 

REVISANDO O CONTEÚDO 

 

Como o termo “ Cânon” é empregado em teologia?

Na teologia o vocábulo “ cânon” é em pregado como “ norma” de avalia­ção para identificar os livros sagrados. 

Qual é o sentido do termo “ testamento”?

Tem o sentido de “ aliança”, “ pacto” ou “ concerto” de Deus com a hu­manidade. 

Classifique os livros do Antigo Testamento?

O Antigo Testamento está classificado em Pentateuco (Lei), Histórico, Poéticos e Proféticos. 

Classifique os livros do Novo Testamento?

O Novo Testamento está classificado em Evangelhos, Histórico, Epístolas (paulinas e gerais) e Revelação. 

Em que língua o Novo Testamento foi escrito?

Em grego koiné.