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Data/Hora Atualizada

18 de outubro de 2016

Lição 4: Adoração como cumprimento da Vontade de Deus



J O V E N S
Lição  4
Adoração como cumprimento
da Vontade de Deus

23 de outubro de 2016

TEXTO DO DIA
“E não vos conformeis com este mundo, mas transfor-mai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." (Rm 12.2)

SÍNTESE
Quando uma pessoa resolve desenvolver uma vida de adoração e louvor a Deus, compreender a vontade do Pai torna-se o caminho mais fácil para atingir esse objetivo tão maravilhoso.

AGENDA DE LEITURA
SEGUNDA - Gn 225: A inabalável fé de Abraão
TERÇA - Gn 26.24: A promessa a Isaque
QUARTA - Jo 9.31: O Senhor ouve aqueles que fazem sua vontade
QUINTA - Gn 17.1: A adoração que leva ao aperfeiçoamento do adorador
SEXTA - 1 Pe 4.19: Aqueles que padecem fazendo a vontade de Deus
SÁBADO - Mc 3.34,35: O cumprimento da vontade de Deus

OBJETIVOS
• APRESENTAR Abraão como exemplo de fé e adoração do Antigo Testamento.
• RELACIONAR a trajetória de Isaque com os desafios para cumprir a vontade de Deus.
• ANALISAR, a partir da parábola dos dois irmãos, as características daqueles que adoram a Deus cumprindo sua vontade.

INTERAÇÃO
Os jovens que compõem nossas salas de ED, assim como qualquer pessoa, muitas vezes ficam ansiosos diante das múltiplas possibilidades que a vida apresenta. Ao tratar de um assunto tão relevante quanto à relação entre adoração e a vontade de Deus. Lembre-se sempre de fazer uma abordagem cheia de amor e misericórdia, pois muitas pessoas vão se identificar com os dilemas enfrentados pelos personagens bíblicos, os quais muitas vezes retratam a condição humana: cheia de ansiedades e medos. Procure demonstrar a seus educandos que assim como Abraão e Isaque conseguiram discernir a vontade de Deus, e assim desfrutaram de uma vida para a glória do Pai, assim também eles, tendo fé e paciência, compreenderão os planos do Senhor para as vidas deles. Falar de esperança e paciência para quem vive na geração do imediatismo não é nada fácil, mas isso também faz parte de nosso ministério enquanto educadores de valores espirituais.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Inicie sua aula anunciando que ao final da ministração, se toda classe participar ativamente, todos receberão um prêmio - nessas horas chocolate parece ser melhor que uma medalha de ouro. Não diga que prêmio, nem demonstre que trouxe alguma coisa. Exercite a fé e a esperança deles - claro que fé e esperança num presente humano servirão apenas como um pequeno exercício para comparar com disposição espiritual que devemos ter. Ministre sua aula inteira em momentos pontuais chame-os a participar mais, a crerem no galardão que receberão no final. Lembre-os que se eles não conseguem acreditar nas promessas feitas por uma pessoa de carne e osso que eles constantemente veem, como crerão nas palavras do Criador? Finalizando sua aula, sinalize como se tudo estivesse acabando, mas antes que suas palavras caiam no descrédito, surpreenda todos com a apresentação do prêmio justo que os fiéis merecem.

TEXTO BÍBLICO
Gênesis 12.1-8
1 Ora. o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela e da casa de teu pai. para a terra que eu te mostrarei.
2 E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei. e engrandecerei o teu nome. e tu serás uma bênção.
3 E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem, e em ti serão benditas todas as famílias da terra.
4 Assim, partiu Abrão. como o SENHOR lhe tinha dito. e foi Ló com ele. e era Abrão da idade de setenta e cinco anos. quando saiu de Harã
5 E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e a Ló. filho de seu irmão, e toda a sua
fazenda, que haviam adquirido, e as almas que lhe acresceram em Harã; e saíram para irem ã terra de Canaã. e vieram è terra de Canaã
6 E passou Abrão por aquela terra até ao lugar de Siquém. até ao carvalho de Moré; e estavam, então, os cananeus na terra
7 E apareceu o SENHOR a Abrão e disse: Á tua semente darei esta terra E edificou ali um altar ao SENHOR, que lhe aparecera
8 E moveu-se dali para a montanha à banda do oriente de Betei e armou a sua tenda, tendo Betei ao ocidente e Ai ao oriente, e edificou ali um altar ao SENHOR e invocou o nome do SENHOR.

INTRODUÇÃO
É a respeito de adorar a Deus, mesmo quando tudo parece errado, que falaremos hoje Partindo da narrativa bíblica a respeito de Abraão e seu herdeiro Isaque, concentrar-nos-emos no esforço de demonstrar que cumprir a vontade de Deus é o único caminho para a verdadeira adoração. [Comentário: A verdadeira adoração é prestada a Deus somente por aqueles que nasceram do Espírito de Deus. "Aquele que é nascido da carne, é carne", disse Jesus e portanto, toda assim chamada adoração feita por pecadores não regenerados é carnal. Somente um coração regenerado pode cantar a nova canção (Sl.40:3). A verdadeira adoração só pode ser realizada através do Espírito Santo. "Os verdadeiros adoradores adoram o Pai em espírito" disse Jesus e, portanto, unicamente através da iluminação que o Espírito Santo concede a nossas mentes, e os sentimentos dela produzidos em nossos corações é que nossa adoração pode ser edificante para nós e agradável a Deus. Não importa o momento vivido, o importante é o quanto conhecemos de Deus através das Escrituras. "Os verdadeiros adoradores adoram... em verdade", disse Jesus. A Bíblia nos revela a Deus a Quem devemos adorar e como devemos fazê-lo: "com reverência e santo temor". As Escrituras porduzem a atmosfera e fornecem os temas, as orações, os louvores e a pregação. Dessa forma, possuímos um padrão para conhecer o que é certo e o que é errado em tudo o que é falado e cantado.] Dito isto, vamos pensar maduramente a fé cristã?


I - ABRAÃO: A PARTIR DE UM HOMEM, O CUMPRIMENTO DO PLANO DE DEUS PARA TODAS AS FAMÍLIAS DA TERRA

1. Para adorar não basta saber a vontade de Deus. É necessário cumpri-la. A vida de Abrão, que começa a ser narrada pela Bíblia a partir dos 75 anos, pode ser descrita como um conjunto de desafios de fé. Sair da terra natal (Gn 12.1); ir para terras desérticas (13.9); lutar contra exércitos poderosos (14.15); ofertar a Deus quando não há certeza alguma sobre o futuro (14.20); esperar por um filho que demorou a chegar (15.4). Entretanto, o mais importante sobre estes e tantos outros atos relacionados a Abraão que pudéssemos contar, é o fato de que conhecer a vontade de Deus não teria gerado nenhum efeito na vida do patriarca, pois saber não é o bastante é necessário crer. Ou seja, conscientizar o coração de que a despeito de todos os impedimentos e aparentes impossibilidades, há um Deus bom que nos ajuda a cumprir seus maravilhosos planos. Nosso relacionamento com Deus não pode reduzir-se a um conjunto de pressupostos racionais: o Senhor nos convida para uma união de amor e transbordamento de felicidade. [Comentário: A verdadeira adoração surge a partir de um contínuo andar com Deus. Um homem que dificilmente pensa em Deus durante seis dias da semana, não está apto a adorá-lo corretamente no sétimo dia. Se tal pessoa fala o quanto está se "regozijando" na adoração, alguma coisa está errada com ele! Ele está se entretendo ou está recebendo aquela vaga sensação de desafio que o homem natural desfruta. Por outro lado, em meio à verdadeira adoração, tal pessoa deveria sentir o quanto está afastada de Deus e sentir uma tristeza santa por sua negligência com a glória do Senhor. Adoração implica em vida com Deus, todos os atos, pensamentos e atitudes diárias devem glorificar o Pai. Não basta simplesmente adorar a Deus de qualquer forma ou jeito, mas levantar um altar de adoração a Deus com nossa vida. Muitos crentes pensam que adoração é algo relacionado a música, a um estilo musical ou aquele momento no culto onde um grupo canta, mas na verdade a adoração não é isso, adoração é um estilo de vida. Sendo assim, a adoração não pode ser feita de qualquer jeito ou forma, mas devemos entender que além de adorar é necessário que venhamos a construir um altar de adoração a Deus e isso exige de nós conhecer a vontade de Deus através das Escrituras e cumprir o que Ele pede de nós.]

2. E quando a vontade de Deus contraria nossa vontade? Abraão, assim como vários de nós, foi alguém que viveu situações limites: cumprir a vontade de Deus, muitas vezes, é confrontar diretamente o desejo de nosso coração. O grande desafio é abandonar aquilo que desejamos e que vemos, por aquilo que Deus quer, e apenas esperar. Acreditar na justiça de Deus: deixar ir um filho amado (21.12); o sacrifício do filho mui amado (22.2). Em algumas destas situações a proposta divina parecia pior do que o contexto terreno já constituído. É por isso que andamos por fé. e não por vista (2 Co 57). por que a fé lança-nos no centro do coração do Pai. já nossa vontade está limitada e reduzida pela aparência. Demonstra-se assim que aquele que adora o Pai. necessariamente, é aquele que cumpre a sua vontade. Alinhar nosso coração com o de Deus. é a única maneira de experimentar uma vida de louvor ao Criador. [Comentário: Muitos dizem que querem seguir a vontade de Deus. É uma boa decisão, mas não tão simples assim. Quando a vontade de Deus parece estar em acordo com a nossa vontade, com o que achamos e queremos, estamos diante de uma facilidade de segui-la, de compreendê-la, de aceitá-la. No entanto, em muitos momentos a vontade de Deus nos incomoda, pois é totalmente contrária ao que achamos que deveria ser https://www.esbocandoideias.com/2011/03/minha-vontade-x-vontade-de-deus.html. Quando se fala da vontade de Deus, muitas pessoas veem três aspectos diferentes a seu respeito na Bíblia. O primeiro aspecto é conhecido como a vontade decretiva, soberana ou oculta de Deus. Esta é a "final" vontade de Deus. Esta faceta da vontade de Deus vem do reconhecimento da soberania de Deus e dos outros aspectos da Sua natureza. Esta expressão da vontade de Deus se concentra no fato de que Ele soberanamente ordena tudo o que chega a acontecer. Em outras palavras, não há nada que aconteça que seja fora da vontade soberana de Deus. Este aspecto da vontade de Deus é visto em versículos como Efésios 1.11, onde aprendemos que Deus é aquele "que faz todas as coisas segundo o propósito da sua vontade", e Jó 42.2: "Sei que podes fazer todas as coisas; nenhum dos teus planos pode ser frustrado". Este ponto de vista da vontade de Deus é baseado no fato de que, porque Deus é soberano, sua vontade nunca pode ser frustrada. Nada acontece que esteja além de seu controle https://gotquestions.org/Portugues/Vontade-de-Deus.html.]

3.O fim da vida daquele que cumpre a vontade de Deus. O relato do momento final da vida de Abraão é animador (25.8-11). Os momentos maus não dominaram sua vida e sua velhice foi definida como boa (v.8a). Seus dias não foram abreviados, nem consumidos, mas fartos (v.8b). Seus filhos estavam junto a ele (v.9), e tanto Ismael quanto Isaque tiveram vidas abençoadas (21.13.20; 25.11). Não poderia ser de outro modo. Abraão abriu mão de seu roteiro particular de vida para experimentar a 'boa, perfeita e agradável' vontade de Deus para ele. O Senhor foi adorado na vida de Abraão muito mais pelo que o patriarca fez do que pelo que disse. Não foram as orações longas ou louvores afinados de Abraão que alegraram ao Senhor, e sim, sua renúncia, sua obediência e sua esperança de que em Deus estaria sempre o melhor. Por isso, Paulo pode declarar que desde o Antigo Testamento há um homem que nos inspira a confiar nas promessas de Deus, nosso pai Abraão (Rm 4.16). [Comentário: Se não tivermos cuidado, podemos facilmente ficar preocupados ou até mesmo obcecados em encontrar a "vontade" de Deus para as nossas vidas. No entanto, se a vontade que estivermos buscando for a Sua vontade secreta, oculta ou decretiva, estamos em uma busca tola. Deus não escolheu revelar esse aspecto de Sua vontade para nós. O que devemos procurar conhecer é a vontade perceptiva ou revelada de Deus. O verdadeiro sinal de espiritualidade é quando desejamos conhecer e viver segundo a vontade de Deus assim como revelada nas Escrituras, e ela pode ser resumida como "Sejam santos, porque eu sou santo" (1 Pedro 1.15-16). Nossa responsabilidade é obedecer a Sua vontade revelada e não especular sobre o que a Sua vontade oculta talvez seja. Embora devamos buscar ser "guiados pelo Espírito Santo", nunca devemos esquecer que o Espírito Santo está principalmente nos guiando à justiça e a nos conformarmos à imagem de Cristo para que a nossa vida glorifique a Deus. Deus nos chama a viver nossas vidas de toda palavra que proceda da Sua boca. Viver de acordo com a Sua vontade revelada deve ser o principal objetivo ou propósito de nossas vidas. Romanos 12.1-2 resume esta verdade, pois somos chamados a nos oferecer "em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." Para conhecermos a vontade de Deus, devemos nos aprofundar na Palavra escrita de Deus, saturando as nossas mentes com ela e orando para que o Espírito Santo nos transforme através da renovação de nossas mentes, de modo que o resultado seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus  https://gotquestions.org/Portugues/Vontade-de-Deus.html.]

Pense!
Você seria capaz de abrir mão de seus sonhos para cumprira vontade de Deus?

Ponto Importante
A vontade de Deus na época de Abraão era manifesta por meio de revelações, sonhos, visões. Hoje, a Bíblia Sagrada é o caminho por excelência da revelação de Deus!

II - ISAQUE: QUEM ESPERA A VONTADE DE DEUS RECEBE A MELHOR PARTE

1. Isaque, filho da promessa, vivo pela promessa. A história de Isaque é toda envolta em milagres e manifestações da vontade de Deus. Sua chegada foi anunciada décadas antes de seu nascimento (15.4). Contudo, um dos momentos mais críticos para entendermos o plano de Deus para Isaque foi quando seu pai foi a Moriá. Sem saber até instantes antes do sacrifício o que aconteceria (22.7). Lá no cume do monte Isaque rendeu-se à vontade de Deus. Esta obediência de Isaque pode ser inferida pelos seguintes fatos: Abraão já um idoso centenário. Isaque um adolescente na flor de seu vigor; se o texto diz-nos que Abraão esteve a ponto de sacrificá-lo (22.10), fica claro que, assim como seu pai, Isaque também cria que a vontade de Deus jamais seria frustrada, mesmo quando tudo aparentemente apontava o contrário. [Comentário: Segundo estudiosos da Bíblia Sagrada, Isaque tinha entre vinte e cinco a trinta anos de idade na ocasião que viveu sua maior experiência com o Deus de seu pai Abraão, para mim é importante se frisar esta idade para sabermos discernir e compreendermos o ato de adoração de Abraão e de Isaque naquela ocasião, pois, Abraão não estava levando uma criança indefesa para o altar que não saberia se defender de seu pai, pelo contrario, ele estava levando um rapagão capaz de se defender e perfeitamente capaz de distinguir o que estava ocorrendo ali na montanha de Moriá, e para confirmar a referencia de sua idade, basta observar o fato de ter carregado a lenha do sacrifício montanha acima, conforme diz o texto sagrado (Gn 22.6). Isaque que aceitou sem reclamar a posição de fidelidade de seu pai, e se submeteu com obediência e silencio. http://pretoriaademp.blogspot.com.br/2012/09/o-legado-de-abraao-e-de-isaque.html Exigências de sacrifícios humanos eram comuns nas religiões pagãs de Canaã, mas, em se tratando do Deus de Abraão, era uma ordem inimaginável. Com o coração esmagado, e sem revelar nada a Sara, o patriarca obedece a estranha missão. Como a promessa da aliança, e imensa descendência se cumprirá através de Isaque? (Gn 17.7,19). “Abraão julgou que Deus era poderoso para até dentre os mortos o ressuscitar, e daí também em figura o recobrou” (Hb 11.19). Isaque, então, lança a pergunta crucial: “Meu pai! Respondeu Abraão: Eis-me aqui meu filho! Perguntou-lhe Isaque: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?” (Gn 22.7). Nossos filhos necessitam saber que o Cordeiro é o centro do culto e da adoração. “Respondeu Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. E os dois seguiam juntos”(vs. 8). Abraão não entende, mas pela fé obedece. Era um fiel amigo de Deus (Tg 2.23). “Obedecer é melhor que sacrificar e atender melhor é do que a gordura dos carneiros” (1Sm 15.22). Com o mesmo espírito, Isaque aceita a terrível parte que lhe cabia. Abraão ergue o cutelo para o imolar, mas Deus o impede (Gn 22.13).]

2. Aceitando a vontade de Deus em todas as áreas da vida. Para algumas pessoas, acatar a vontade de Deus quanto ao ministério a ser exercido na Igreja ou aos dons espirituais é fácil, porém para a maioria não é assim. Mas, e quanto nossa vida profissional, acadêmica e até sentimental. Deus tem interesse nela? É claro que o Senhor está interessado em abençoar-nos também nessas áreas, pois Deus deseja nossa felicidade em todos os aspectos de nossa existência. Isaque é um exemplo disto. [Comentário: Abraão e Sara sabiam o que era a vontade de Deus, mas além da obra sobrenatural de Deus em sua vida, eles não conheciam os Seus caminhos. Se você está buscando o caminho de Deus, peça que Ele o mostre a você, e depois espere por Ele. Não tome as coisas em suas próprias mãos. Cuidado para não buscar a vontade de Deus sem Deus Leia mais em:http://www.thehopeproject.com/pt/guia-de-estudo/5-aben%C3%A7oado-para-ser-uma-b%C3%AAn%C3%A7%C3%A3o/cuidado-para-n%C3%A3o-buscar-a-vontade-de-deus-sem-deus.]

3. Cumprir a vontade de Deus não é fácil. A vida também não foi simples para Isaque. Ele enfrentou a dor da infertilidade de sua esposa (25.21) e peregrinou em terras desconhecidas (26.1-6); correu riscos de morte (26.7-11); viu conflitos familiares estabelecerem-se dentro de sua casa (271-46). É importante apresentar estes embates enfrentados por Isaque para demonstrar que o cumprimento da vontade de Deus, e com isto uma vida de adoração, não nos torna imunes a dores, sofrimentos, medos; permite-nos, entretanto, que tenhamos a convicção de que o universo não é um caos, e que os acontecimentos do mundo submetem-se à soberania de Cristo. Se crermos e obedecermos, como já tem prometido o Senhor, experimentaremos o melhor de Deus para nós (Is 1.19). [Comentário: Viver de acordo com a Sua vontade revelada deve ser o principal objetivo ou propósito de nossas vidas. Romanos 12:1-2 resume esta verdade, pois somos chamados a nos oferecer "em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." Para conhecermos a vontade de Deus, devemos nos aprofundar na escrita Palavra de Deus, saturando as nossas mentes com ela e orando para que o Espírito Santo nos transforme através da renovação de nossas mentes, de modo que o resultado seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus https://gotquestions.org/Portugues/Vontade-de-Deus.html. Quando uma pessoa resolve desenvolver uma vida de adoração e louvor a Deus, compreender a vontade do Pai torna-se o caminho mais fácil para atingir esse objetivo tão maravilhoso. ]

Pense!
Você teria a confiança que Isaque teve, de entregar, literalmente, a vida nas mãos de quem você ama e acreditar que esta pessoa, seguindo a orientação de Deus, fará o melhor por você?

Ponto Importante
Os exemplos de Isaque e Abraão demonstram-nos que não há idade mínima ou máxima para submeter-se à vontade de Deus.

III - COMO POSSO SABER SE ESTOU FAZENDO A VONTADE DE DEUS E. POR ISSO, ADORANDO-O

1. A parábola dos dois filhos (Mt 21.28-32). Esta parábola resume bem a critica de Jesus contra certos lideres de sua época. Também fala da necessidade de acolhermos pessoas desprezadas e excluídas. Interessa-nos, porém, a imagem literária que Jesus constrói para denunciar os hipócritas que fingiam adoração e aqueles que verdadeiramente buscavam ao Pai. Tudo concentra-se no cumprimento ou descumprimento da vontade de Deus. Jesus fala que existe um enorme grupo de pessoas que exteriormente parecem boas, cerimonialmente cumprem as regras, mas que tudo, na verdade, é só da boca para fora, pois não há arrependimento nem submissão alegre à vontade de Deus (v.30). Há, contudo, um grupo que assumidamente erra, flagrantemente desrespeita ao Pai, esses porém arrependem-se e obedecem ao Pai (v.29). Na verdade esse último grupo vive sem máscaras, é completamente sincero, na verdade não queriam ir e obedecer, não escondem esse sentimento, mas constrangidos pelo amor do Pai, vão. [Comentário: Esta parábola é registrada unicamente por Mateus, Jesus ilustra um quadro interessante e refere-se a alguém que parecia ser obediente, mas não era, enquanto outro, que demonstrava ser desobediente, se dispõe a atender um apelo importante. Quando Jesus proferiu esta parábola, encontrava-se em Jerusalém, no Templo, onde os líderes religiosos pensavam estar no centro da vontade de Deus, mas foram desmascarados pelo Senhor Jesus. Foi o ensino da parábola, de poucas palavras, mas grande em suas lições para os nossos dias. Um nome igualmente apropriado para esta parábola dos Dois Filhos séria "A Parábola do Arrependimento", porque é nela que temos o ensino e registro mais claro do ponto de vista de Cristo sobre este assunto tão importante.]

2. Muito mais que palavras (Mt 7.21). Adorar a Deus, louvar seu santo nome, é muito mais que um conjunto de palavras mágicas que fazem a divindade “funcionar” a nosso favor. O Criador do universo não é um caricatural gênio da lâmpada mágica. Adorar é algo que emerge da alma, que revela a nossa interioridade. [Comentário: Quando o Senhor se mostrou a Moisés, lemos: “Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus” (Êx 3.6). Isaías clamou: “Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!” (Is 6.5). Elias “envolveu o rosto no seu manto” (1 Rs 19.13). Paulo caiu por terra e “tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que eu faça?” (At 9.6). Vemos, portanto, que a adoração verdadeira sempre tem a Deus como objeto, o que condiciona Seus adoradores a um legítimo temor diante da Sua santidade e a um estilo de vida santificado. Se adorar é muito mais que um conjunto de palavras, o que dizer então do “ministério da dança" adotados em tantas Igrejas? Pode-se encontrar isso na adoração da Igreja conforme é revelada na doutrina dos apóstolos? Quando não adoramos em espírito e em verdade em conformidade com a Palavra de Deus dada à Igreja, corremos o risco de recriar uma adoração judaica ou agirmos como os samaritanos. Deus não reconhece nem uma coisa, nem outra, como uma adoração em espírito e em verdade, caso contrário Jesus não teria dito, quando ainda existia uma adoração judaica: "Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade" (Jo 4.23)]

3. Qual a motivação da sua vida? (Jo 4-34) O que motiva você a seguir quando tudo dá errado? Quando as expectativas se frustram, os supostos amigos te abandonam, até mesmo a confiança em si falha? O Mestre deixou bem explicito qual era o alimento de seu ser o imenso desejo de ser agente do Reino de Deus neste mundo. Não espere aplausos, tapinhas nas costas, pois nem sempre fazer a vontade de Deus significa necessariamente ser reconhecido pelas pessoas que nos cercam. Entretanto, mais importa obedecer a Deus do que aos homens. [Comentário: Aqueles que estão no Ministério logo descobrem que podem conseguir grandes e amigáveis respostas as suas pregações, quando tentam agradar aos homens e mulheres de suas congregações. A. W. Tozer disse: "Nós que testemunhamos e proclamamos o Evangelho, não podemos pensar de nós mesmos como relações públicas enviados para estabelecer a boa vontade entre Cristo e o mundo". O número de pregadores, evangelistas, e missionários que falam prioritariamente para agradar as pessoas tem aumentado diariamente. Esta prática, no entanto, está cheia de perigos. O perigo vem quando este esforço de agradar a homens e mulheres os leva a fazerem uma escolha errada: amando "a aprovação dos homens ao invés da aprovação de Deus" (Jo 12.43). E quando fazem esta escolha errada, correm o risco de desagradarem a Deus. Em meu julgamento, isto acontece porque eles acreditam que, fazendo assim, irão conseguir encher suas Igrejas mais rápido. Mas, norteando-se pelo que suas audiências desejam ouvir, eles serão obrigados a fazer mudanças que certamente hão de devastar seus ministérios. A Bíblia sempre adverte os ministros com relação a agradar a homens, e os perigos que envolvem os que assim fazem. Você pode prevenir ou vencer estes problemas em seu ministério, identificando e evitando estes perigos http://solascriptura-tt.org/Ide/TentandoAgradarHomens-Bowman.htm.]

Pense!
Será que nossa experiência evangélica contemporânea tem colaborado para formar pessoas que, confessando seus pecados e maldades, buscam fazer a vontade de Deus?

Ponto Importante
Saber o que nos alimenta, isto é, qual o combustível de nossa existência é algo imprescindível para discernirmos as intenções de nossos corações - os quais são muito tendenciosos à cobiça vã e ao erro. Que seja o Reino, a vontade e o amor de Deus a força que nos impulsiona a viver.

SUBSÍDIO
Todos sabemos que existem consequências para as ações que praticamos.
O que fazemos pode desencadear uma série de acontecimentos que talvez perdurem até muito tempo após a nossa morte. Infelizmente, quando tomamos uma decisão, a maioria de nós pensa somente nas consequências imediatas. Este engano é cometido com frequência pelo fato de termos um período de vida relativamente curto. Abraão teve uma escolha a fazer. Sua decisão consistia em partir com a família e os pertences para terras desconhecidas ou permanecer exatamente onde estava. Ele precisava decidir entre a segurança do que possuía e a incerteza de viajar sob a direção de Deus. Tudo com que ele contava para prosseguir era a promessa de que Deus iria guiá-lo e abençoá-lo. Abraão dificilmente poderia imaginar quanto o futuro dependia de sua decisão, mas sua obediência afetou a história do mundo inteiro.
A resolução firme de obedecer e seguir a Deus resultou no desenvolvimento da nação que seria usada por Deus ao visitar Ele próprio a terra. O quando Jesus Cristo veio ao mundo, a promessa de Deus foi cumprida; através de Abraão o mundo inteiro foi abençoado’ (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal Rio de Janeiro: CPAD.1995. p.31).

CONCLUSÃO
Adoração e vontade de Deus são dois conceitos importantíssimos para o desenvolvimento da vida cristã. Dissociá-los é, na verdade, descaracterizá-los; só há adoração onde existe um coração nascido de novo que crucificou o eu e entregou o trono do desejo ao Criador do universo. Sabedores que somos destas verdades, busquemos intensamente a concretização da vontade de Deus em nossas vidas. [Comentário: A questão do que agrada a Deus na adoração chega com urgência especial em nossos dias, visto que ultimamente temos visto muitas mudanças nas formas de adoração. O resultado é que muitas denominações têm experimentado sérios conflitos sobre adoração. Igrejas têm se dividido e indivíduos têm se mudado de congregação para congregação, tudo por causa de visões diferentes de adoração. Como temos visto até agora, adoração e vontade de Deus estão interligados e são importantíssimos para o desenvolvimento da vida cristã sadia. Ao ouvir aquele ‘cantor’ bradando: ‘adore, adore, adore’, verifique se a vida dele também brada isso.] “NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8)”,
Francisco Barbosa
Campina Grande-PB
Outubro de 2016

HORA DA REVISÃO
1. Quando nossa vontade ‘colide” com a vontade de Deus o que fazer? Justifique sua resposta.
Escolher a vontade de Deus. pois ela é sempre boa. perfeita e agradável.
2. O que se pode esperar para o fim da vida de um homem ou mulher que segue diligentemente a vontade do Pai?
Paz. prosperidade, alegria e realização pessoal e familiar
3. De que forma pode-se. e deve-se. relacionar adoração/ louvor e obediência à vontade de Deus?
Quando uma pessoa cumpre a vontade de Deus inevitavelmente ela estará adorando a Deus com o melhor que tem. sua vida
4. Cite momentos da vida de Abraão e Isaque em que obedecer a vontade do Pai produziu louvores a Deus.
Abraão: saída para Canaã. oferecimento de Isaque. despedida de Ismael; Isaque: paciência para o recebimento da esposa, permanência na terra em tempo de seca. fé na oração que pedia um filho.
5. Apresente uma interpretação plausível para a declaração de Jesus: ‘Meu alimento è fazer a vontade daquele que me enviou’ (Jo 4.34).
A motivação que animava Jesus a continuar seu ministério apesar dos problemas era a crença de que a vontade de Deus era o melhor.

O texto da lição foi extraído de: www.sub-ebd.blogspot.com (Fonte: Lições Bíblicas de Jovens, 4° trimestre de 2016 - Editora: CPAD)

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