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9 de agosto de 2016

Lição 7: O Evangelho no mundo acadêmico e político



LIÇÕES BÍBLICAS CPAD – ADULTOS - 3º Trimestre de 2016
Título: O desafio da evangelização — Obedecendo o ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura
Comentarista: Claudionor de Andrade


Lição 7: O Evangelho no mundo acadêmico e político
Data: 14 de Agosto de 2016

TEXTO ÁUREO
A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus(1Co 2.4,5). [Comentário: Tanto o conteúdo quanto o estilo da pregação de Paulo se harmonizavam com caminhos de Deus conforme revelados na cruz. Ele não pregava para exibir suas habilidades oratórias e para chamar a atenção para si mesmo; ao invés disso, ele falava em temor, e em grande temor. demonstração do Espírito e de poder se refere tanto aos sinais que se seguia sua exposição, quanto ao poder de transformação do Espírito Santo nas vidas daqueles que ouviam a mensagem.]

VERDADE PRÁTICA
Somente o Evangelho de Cristo, no poder do Espírito Santo, para destruir as fortalezas e a resistência do universo acadêmico e do mundo político.

LEITURA DIÁRIA

Segunda — Dn 1.1-8 - Os hebreus na universidade de Babilônia
Terça — Dn 1.19,20 -A excelência acadêmica de Daniel
Quarta — 1Co 1.18 - A supremacia da Mensagem da Cruz
Quinta — 1Tm 2.7 - Paulo, doutor dos gentios
Sexta — Cl 4.14 - Lucas, um evangelista acadêmico
Sábado — Mt 23.34 - Sábios a serviço do Evangelho de Jesus Cristo

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Daniel 2.24-28.
24. Por isso, Daniel foi ter com Arioque, ao qual o rei tinha constituído para matar os sábios da Babilônia; entrou e disse-lhe assim: Não mates os sábios de Babilônia; introduze-me na presença do rei, e darei ao rei a interpretação.
25. Então, Arioque depressa introduziu Daniel na presença do rei e disse-lhe assim: Achei um dentre os filhos dos cativos de Judá, o qual fará saber ao rei a interpretação.
26. Respondeu o rei e disse a Daniel (cujo nome era Beltessazar): Podes tu fazer-me saber o sonho que vi e a sua interpretação?
27. Respondeu Daniel na presença do rei e disse: O segredo que o rei requer, nem sábios, nem astrólogos, nem magos, nem adivinhos o podem descobrir ao rei.
28. Mas há um Deus nos céus, o qual revela os segredos; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de ser no fim dos dias; o teu sonho e as visões da tua cabeça na tua cama são estas:

HINOS SUGERIDOS
63, 149 e 600 da Harpa Cristã.

OBJETIVO GERAL
Mostrar que precisamos alcançar com as Boas-Novas.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
  • I. Compreender que Daniel fez a diferença na universidade de Babilônia.
  • II. Conscientizar de que Daniel e seus amigos souberam realçar a soberania do Deus único e verdadeiro na academia babilônica.
  • III. Explicar a intervenção de Deus na política babilônica.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Como Igreja do Senhor Jesus, precisamos alcançar a todos com as Boas-Novas. O mundo acadêmico e político também precisam de ações evangelísticas por parte da Igreja. A Escola Dominical deve preparar os crentes para serem testemunhas do Deus Todo-Poderoso nas universidades e na esfera política. Infelizmente, ao chegar às universidades, muitos acabam sendo envolvidos por filosofias malignas, apostatando da fé cristã. Precisamos seguir o exemplo de Daniel e seus amigos. Eles tiveram uma vida pública, política e acadêmica de sucesso, exaltando e glorificando o nome do Senhor. Estes não se deixaram contaminar pela cultura babilônica, mas foram “sal” e “luz” em meio a uma sociedade corrompida pelo pecado.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A evangelização nas universidades também deve ser uma prioridade máxima da igreja, pois do universo acadêmico saem os cientistas, educadores, formadores de opinião e boa parte dos governantes e legisladores. Cabe-nos, pois, preparar adequadamente nossos irmãos em Cristo, a fim de que, no campus, atuem como reais testemunhas de Jesus Cristo. Somente desta maneira viremos a ter um país mais justo e comprometido com a Ética Cristã. Nesta lição, veremos o exemplo de Daniel e seus três companheiros. Exilados em Babilônia, destacaram-se como acadêmicos, servidores públicos e políticos. Eles mostraram, em atos e palavras, a supremacia do Deus de Israel. A vida desses hebreus serve de exemplo aos acadêmicos e políticos cristãos, que lutam por levar o Evangelho às mais altas esferas do conhecimento e do poder. [Comentário: Dados do Ministério da Educação e Cultura (MEC) mostram que no Brasil há quase seis milhões de estudantes universitários. O ‘mundo acadêmico’ pode ser muito chocante para alguém que vive em um ambiente separado como a igreja, mas esse ambiente é na verdade um extrato social com a diferença de ser mais refinado intelectualmente, assim, a evangelização universitária se torna um braço da igreja dentro dos campus, onde estudam e convivem os jovens da igreja, onde se deparam com toda sorte de filosofia anticristã, além de outras mazelas que também estão presentes na vida secular comum. Nisto é imprescindível que o jovem crente tenha uma boa e sólida formação cristã, caso contrário, poderá ser tragado pelas fortes ondas da sedução. Nesse aspécto, os quatro jovens escolhidos de todas as tribos de Judá, exilados na Babilônia - Daniel, Hananias, Misael e Azarias, são um excelente exemplo de como deve-se portar os jovens crentes no ambiente acadêmico. Daniel passou por várias provações e permaneceu em posições importantes até o fim do império babilônico, que caiu perante os medo-persas em 539 a.C. Daniel, então velho, ainda serviu por alguns anos no governo do novo império. Foi neste período que ele se mostrou fiel na sua provação mais conhecida, sobrevivendo uma noite na cova dos leões. Devido à sua fidelidade e determinação de fazer a vontade de Deus, Daniel foi chamado de “homem muito amado” e foi usado pelo Senhor para revelar aos seus servos algumas das mensagens mais importantes do Antigo Testamento. Agora, vamos observar a determinação deste servo de Deus.] Dito isto, vamos pensar maduramente a fé cristã?


PONTO CENTRAL
A Igreja do Senhor precisa fazer a diferença no mundo acadêmico e político.

I. DANIEL NA UNIVERSIDADE DE BABILÔNIA
Em Babilônia, Daniel e seus três companheiros foram reeducados na língua e na cultura dos caldeus (Dn 1.4). Eles, porém, jamais renunciaram o seu temor a Deus, que é o princípio de toda a sabedoria (Pv 1.7).
1. Uma vida testemunhal. Antes mesmo de serem matriculados na universidade babilônica, eles resolveram firmemente, em seu coração, não se contaminar com a cultura caldaica (Dn 1.8). O seu objetivo não era destruí-la, mas transformá-la através de uma postura santa e testemunhal. Mais adiante, eles vieram a influenciar até mesmo a classe política do império. Os crentes devem ser orientados para que testemunhem de Cristo também no campus universitário. Em primeiro lugar, o universitário crente evangeliza através de um testemunho santo e irrepreensível que, por si mesmo, é uma mensagem. E, também, por meio de uma abordagem sábia e oportuna, que mostre a razão de nossa esperança (1Pe 3.15). Nenhum universitário cristão deve sacrificar o Evangelho no altar da pós-modernidade. Antes, que seja oportuno na proclamação de Cristo. [Comentário: Jovens longe de casa enfrentam tentações. Se cruzar a linha e violar alguns princípios ensinados pelos pais, quem vai saber? Imagine, então, jovens levados de uma maneira violenta para uma terra estranha. Eles nem sabiam se os pais ainda estavam vivos. Poderiam até duvidar o poder do Deus que serviam, pois ele não protegeu seu povo dos ataques da Babilônia. E agora o imperador mandou que eles fossem preparados para servir no governo dele. Seria grande coisa se submeter às ordens deste rei poderoso? Daniel percebeu que alguma coisa dos alimentos e bebidas fornecidos pelo rei traria contaminação. É provável que alguns destes alimentos fossem proibidos para os judeus na lei dada no monte Sinai 800 anos antes. Como este jovem reagiu? Poderia ter oferecido desculpas, dizendo que ele não tinha controle da situação e teria que ceder às ordens do rei. Daniel não tinha controle da situação, nem do rei, nem do homem encarregado da responsabilidade de supervisionar os jovens em treinamento. Mas ele tinha controle de si, e tomou a sua própria decisão. “Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se” (v. 1.8). Deus abençoou esta decisão de Daniel, e o chefe permitiu que ele e os seus companheiros fizessem uma experiência, comendo comidas mais simples durante dez dias. Deus estava com eles, e o chefe viu que progrediram mais do que os jovens que comiam os alimentos do rei. http://www.estudosdabiblia.net/d174.htm. Certamente Deus honrará qualquer decisão como esta que venha glorificar Seu santo Nome.]
2. Uma carreira acadêmica testemunhal. Incentivemos nossos irmãos(as) a que sobressaiam pela excelência acadêmica. Se apresentarem rendimentos medíocres, como poderão demonstrar que o amor a Cristo conduz à verdadeira sabedoria? Vejamos o exemplo de Daniel e seus companheiros. Eles formaram-se com louvor máximo: “E em toda matéria de sabedoria e de inteligência, sobre que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos ou astrólogos que havia em todo o seu reino” (Dn 1.20). A mediocridade acadêmica depõe contra o Evangelho. O crente que ama a Cristo adora-o também com as suas notas, graduações, mestrados e doutorados. [Comentário: O ambiente acadêmico, secularizado e muitas vezes abertamente incrédulo da universidade, o jovem crente fica exposto a idéias e teorias que se chocam frontalmente com a sua fé; Os professores, os livros, as aulas e as conversas com os colegas têm mostrado outras perspectivas sobre vários assuntos, as quais parecem racionais, científicas, evoluídas; não demora muito e alguns valores e crenças parecem agora menos convincentes e, naturalmente, o cristão se sentirá pouco à vontade para expressá-los. Vejamos o exemplo de Daniel, que enfrentou esta mesma situação no ambiente Babilônico: as forças ocultas não eram compatíveis com o Espírito de Deus. Crentes que andam segundo o Espírito descobrirão, assim como os hebreus descobriram, que, em toda matéria de sabedoria e de inteligência, eles são dez vezes mais doutos do que aqueles que buscam à parte de Deus.]
3. Uma carreira testemunhal. Daniel e seus três companheiros foram inseridos, imediatamente, na elite cultural e científica de Babilônia. E, nessa posição, Daniel ficaria por mais de 70 anos (Dn 1.21). Jesus precisa de testemunhas em todas as áreas do saber humano. Ele também morreu pelos cientistas, médicos, advogados, sociólogos e educadores. Se prepararmos devidamente os crentes, levaremos Cristo à elite cultural de nossa nação e do mundo. Por conseguinte, treinemos os crentes para que formem, no campus, grupos de oração, estudo bíblico e evangelismo. Desses núcleos, Deus haverá de suscitar testemunhas irresistíveis de sua Palavra. O Evangelho de Cristo não pode ausentar-se das áreas cultas. [Comentário: A formação de Daniel nas escolas dos sábios, na Babilônia (Dn 1.4) foi para caber-lhe para prestação de serviço para o império. Ele foi distinguido durante este período de sua piedade e observância daquilo que a Lei Mosaica requeria (1.8-16), e conquistou a estima e a confiança dos que estavam com ele. No fim dos seus três anos de formação e disciplina na escola real, Daniel foi distinguido pela sua proficiência na "sabedoria", e foi trazido para a vida pública. Por 70 anos ele influenciou o reino. O ambiente universitário é constituído de pessoas imperfeitas e limitadas, que lidam com seus próprios conflitos, dúvidas e contradições, e que muitas dessas pessoas foram condicionadas por sua formação familiar ou educacional a sentirem uma forte aversão pela fé religiosa. Tais indivíduos, sejam eles professores ou alunos, precisam não do nosso assentimento às suas posições anti-religiosas, mas do nosso testemunho coerente, para que também possam crer no Deus revelado em Cristo e encontrem o significado maior de suas vidas. Como Daniel, podemos influenciar o meio acadêmico e para isso mesmo, Deus tem colocado os seus no Campus!]

SÍNTESE DO TÓPICO (I)
Daniel e seus amigos foram educados na universidade babilônica, mas não se corromperam.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Arqueólogos revelam que os quatro jovens devem ter estudado por exemplo: língua caldeia, textos cuneiformes em caldeu e acádio, uma vasta gama de resumos sobre religião, magia, astrologia e ciências, além de falarem e escreverem em aramaico. Aproveite para mostrar aos alunos que quando o nosso compromisso com Deus é forte, isso não significa necessariamente que seremos corrompidos por uma educação pagã, numa sociedade pagã” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.513).

CONHEÇA MAIS
Império Babilônico
“Depois da destruição de Nínive, sete anos antes, o Império Babilônico começou a crescer tão rapidamente que não dispunha de número suficiente de babilônios cultos para a cúpula governamental. Por isso, Nabucodonosor levou para Babilônia jovens saudáveis de boa aparência e de alto nível cultural a fim de ensinar-lhes a cultura dos caldeus e, assim, torná-los úteis ao serviço real. Entre eles estavam Daniel e seus três amigos”. Para conhecer mais, leia Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, p.1244.

II. DEUS NA ACADEMIA BABILÔNICA
Daniel e seus três companheiros estavam a serviço de um governante que desconhecia por completo a soberania divina. Entretanto, souberam como, num momento crítico, realçar a soberania do Único e Verdadeiro Deus.
1. A crise escatológica. O rei Nabucodonosor estava preocupado com o futuro de seu império, quando Deus lhe mostrou, em sonho, o estabelecimento do Reino do Céu, na Terra. Como nenhum de seus magos ou astrólogos fora capaz de interpretar-lhe o sonho, decretou a morte da elite intelectual de Babilônia (Dn 2.5). A academia babilônica era inútil naquele momento. Crises semelhantes desafiam os acadêmicos cristãos nas diversas áreas do conhecimento. Por essa razão, precisam estar alicerçados na Palavra de Deus, a fim de mostrar o Evangelho de Cristo como a única solução a todos os problemas humanos. [Comentário: No auge da sua pompa e arrogância, ele recebeu uma dura lição da parte de Deus. Passada essa experiência, ele a publicou a todos os povos, nações e línguas que moram em toda a terra, para que ficassem conhecendo quão grande e poderoso era Deus o Altíssimo. A proclamação começa com palavras de louvor a Deus, realçando os Seus sinais, as Suas poderosas maravilhas, a eternidade do Seu reino e a continuidade do Seu domínio. Ele havia aprendido a lição, e se apresentava agora humilde diante do Altíssimo Deus. Vemos que nada acontece ao acaso, Deus estava executando Seu plano a fim de que Seu nome fosse conhecido em toda a terra. Foi preciso que os servos de Deus estivessem atentos, “sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (1Pe 3.15); esta recomendação de Pedro para os cristãos da Ásia do primeiro século é atualíssima para nós, nos dias de hoje.]
2. A resposta teológico-evangélica. Naquele momento de crise, e diante da própria morte, Daniel apresenta corajosamente a resposta divina: “Mas há um Deus nos céus, o qual revela os segredos; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de ser no fim dos dias [...]” (Dn 2.28). E, assim, o profeta fez saber a Nabucodonosor o programa divino para os últimos dias. Somente o Evangelho de Cristo pode responder às questões que tanto angustiam a humanidade. Aproveite, pois, a crise atual, para proclamar a todos, inclusive aos sábios e poderosos, que somente Cristo pode resgatar a sociedade atual de uma ruína certa e anunciada. [Comentário: Depois que todos os sábios do reino haviam falhado em explicar o sonho do monarca, Daniel entrou na presença do rei. Neste relato, depois de toda a ocorrência, Nabucodonozor disse que Daniel tinha o “espírito dos deuses santos”. Esse era o entendimento do idólatra Nabucodonozor, que cria numa multiplicidade de deuses, mas veio a reconhecer que o Deus de Daniel era o Altíssimo Deus. Nabucodonosor fala da grandeza de Deus e da sua capacidade de fazer com que os homens orgulhosos se humilhem (Jr 27.4-6) e também reconhece a permanência do reino de Deus (Sl 145.13). Em todas as situações, mesmo quando impressionado pela grandeza das revelações, não se negou a entregar a mensagem completa.]

SÍNTESE DO TÓPICO (II)
Daniel e seus amigos souberam realçar a soberania do Deus único e verdadeiro na academia babilônica.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
“Daniel resolveu desde o início não se contaminar. Não abriria mão de suas convicções, mesmo se tivesse de pagar com a vida por isso. Note-se que Daniel não tinha agora a presença dos seus pais para orientá-lo nas suas decisões; mas seu amor a Deus e à sua lei achava-se de tal modo arraigados nele desde a infância, que ele somente desejava servir ao Senhor de todo coração.
Aqueles que resolvem permanecer fiéis a Deus, enfrentando a tentação, receberão forças para permanecerem firmes por amor ao Senhor. Por outro lado, aqueles que antes não tomam a decisão de permanecer fiéis a Deus e à sua Palavra, terão dificuldade para resistir ao pecado ou evitar conformar-se com os caminhos do mundo" (Lv 19.29; 21.7,14; Dt 22.2)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, p.1244).

III. A INTERVENÇÃO DE DEUS NA POLÍTICA BABILÔNICA
Daniel já era bastante idoso quando foi convocado a gerir a pior crise do Império Babilônico. Naquele instante, ele não poderia ser politicamente correto. Por isso, proclamou corajosamente a sentença divina sobre o reino de Belsazar.
1. A corrupção de Babilônia. Embora Nabucodonosor tenha reconhecido o senhorio divino em três ocasiões, seu filho, Belsazar, ao substituí-lo, não demorou a levar o império à ruína. Numa noite de orgia e insultos ao Deus de Israel, ele profanou os utensílios sagrados do Santo Templo na presença de suas mulheres, concubinas e grandes (Dn 5.1-3). Naquela mesma hora, o Senhor escreveu, na parede do palácio, a sentença de morte daquele reino. O mesmo acontece no Brasil. Deus está a requerer de seu povo uma atitude mais evangélica, santa e decisiva (2Cr 7.14). [Comentário: O capítulo cinco do livro de Daniel começa narrando a respeito de um grande banquete oferecido por Belsazar, rei de Babilônia, para mil líderes nacionais. Era o ano de 538 a.C., vinte e quatro anos depois da morte de Nabucodonosor. Filho de Nabonidus, genro de Nabucodonosor, foi na verdade, co-regente em Babilônia enquanto seu pai, o rei Nabonidus, transferiu-se para Temã na Arábia. O banquete oferecido tinha como objetivo afrontar o Deus vivo. De modo blasfemo, quando o vinho começou a surtir efeito, Belsazar ordenou a seus mordomos que trouxessem os utensílios sagrados que Nabucodonosor havia removido do templo de Jerusalém. Dentre esses utensílios havia vasos sagrados que tinham sido dedicados ao Senhor, os quais foram utilizados pelos convivas para oferecerem brindes a seus ídolos (Dn 5.1-4). Esse foi o último desafio do imoral Belsazar. Belsazar tomou as decisões que afetaram sua vida. Deus pesou essas decisões a fim de constatar o quanto elas valiam. Deus entregou Belsazar às conseqüências naturais do curso de vida por ele escolhido. Em Romanos 1.18 a 32, o apóstolo Paulo revela a atitude de Deus para com todos aqueles que, à semelhança de Belsazar, escolhem seus próprios caminhos.]
2. Daniel, o incorruptível. Como nenhum acadêmico babilônico fosse capaz de ler a sentença divina escrita na parede, o nome do velho profeta é evocado. Já na presença do rei, e rejeitando todos os dons e agrados que este lhe oferecera, Daniel leu a sentença (Dn 5.25-31). Mais uma vez, ele não se deixou enlaçar pelo charme do politicamente correto. Interpretando a inscrição, repreendeu energicamente o monarca. Que os homens públicos cristãos não se furtem ao seu dever. Que venhamos, neste momento de crise econômica e política que debilita o Brasil, anunciar que Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida e que bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor. Os governantes, legisladores e juízes também precisam ouvir que Jesus salva, cura, batiza com o Espírito Santo e, em breve, virá nos buscar. [Comentário: Belsazar pediu aos astrólogos, aos adivinhadores e aos sábios a interpretação daquelas palavras. Como a inscrição foi escrita em aramaico, ninguém foi capaz sequer de ler a escrita, muito menos de interpretá-la (Dn 5.7-9). Somente Daniel estaria apto a interpretar a escrita em aramaico. Deus usaria mais uma vez o idoso Daniel. Então a rainha-mãe entrou na casa do banquete e orientou ao rei a chamar o profeta Daniel (Dn 5.10-12). Durante todo o reinado de Nabucodonosor, passando pelo rei Nabonidus e agora pelo extravagante Belsazar, Daniel se mantive incorruptível e mesmo na sua velhice, glorificou o nome do Deus vivo. Que lição para a Igreja Brasileira nesse momento turbulento - moral, ética e política - pelo qual atravessa nossa nação.]

SÍNTESE DO TÓPICO (III)
Deus é soberano e Senhor. Ele interveio na política babilônica.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
A Religião Babilônica
“Com a ascensão da supremacia da cidade da Babilônia, Marduque, o patrono da cidade, tornou-se a principal divindade do panteão babilônico. Uma festa de ano novo chamada de festa de ‘akitu’ era realizada anualmente em sua honra, na qual uma batalha simulada entre o rei e o dragão das profundezas era encenada repetidamente para comemorar a primitiva vitória de Marduque sobre o caos.
O propósito da festa era anunciar o ano novo com um ritual para assegurar paz, a prosperidade e a felicidade por todo o ano.
Outras divindades adoradas pelos babilônicos eram Anu, deus do céu; Enlil, deus do vento e da terra. Ea, deus do submundo — juntos, eles formavam uma tríade de divindades. Outra tríade importante era Sin, o deus-sol de Ur, e Harã, os primeiros abrigos da família de Abraão; Samas, a divindade do sol; e Istar, deusa do amor e da guerra, equivalente à Astarte dos fenícios, Astarote mencionada na Bíblia, e Afrodite dos gregos. Outras divindades significativas foram Nabu, o deus da escrita e Nergal (irmão de Marduque), o deus da guerra e da fome.
Os deuses da Babilônia eram, em sua origem, personificações das várias forças da natureza. A religião babilônica era, dessa forma, uma adoração à natureza em todas as suas partes, prestando homenagem a seres super-humanos que eram ao mesmo tempo amigáveis e hostis, com frequência representados por formas humanas, animais” (Bíblia de Estudo Pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2009, pp.213,1697).

CONCLUSÃO
Que os líderes saibam como preparar aqueles que vão frequentar uma universidade. À semelhança de Daniel e seus companheiros, estes poderão fazer uma grande diferença no mundo acadêmico e na esfera política. O Senhor Jesus precisa de crentes em todas as camadas sociais. [Comentário: O Rev Franklin Ferreira escreve em seu artigo “O Jovem Cristão e Seus Estudos” o seguinte: “O dilema do estudante: uns dividem a fé em compartimentos estanques, um destinado à fé (vista como o lado "espiritual" da vida), outro aos estudos (o lado "secular" da vida). Alguns descartam simplesmente a fé cristã. Outros não têm coragem de afirmar sua fé em Cristo, pois ainda não conseguiram descobrir uma forma de explicar esta relevância. - A melhor opção é a do estudante que se dedica às diversas disciplinas com uma mente aberta à sabedoria originada na Palavra de Deus”. Nossos aspirantes à academia devem ser instruídos no sentido de que receberão ataques à mente e ao estudo, porque fé e razão são vistas como antagônicas (Rm 10.2). A fé e a razão não se opõem. Aceitamos como verdade os fatos do Evangelho, para depois buscar compreendê-los (Rm 10.8-17). A Universidade de hoje não lembra mais que Harvard, uma das mais prestigiadas universidades do mundo, exigia que os seus estudantes fossem capazes não apenas de ler as Escrituras, mas também "de interpretá-las corretamente". Este é o exemplo de Esdras (Ed 7.6,10) e de Paulo e Timóteo (1Tm 4.13-16; 2Tm 4.13). Somente um alicerce sólido garantirá a firmeza não só para o período de formação, mas também para toda a vida.] “NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8)”,
Francisco Barbosa
Campina Grande-PB
Agosto de 2016

PARA REFLETIR
A respeito do Evangelho no mundo acadêmico e político, responda:
Por que a evangelização acadêmica é prioridade da igreja?
Porque no universo acadêmico saem os cientistas, educadores, formadores de opinião e boa parte dos governantes e legisladores.
De que modo os acadêmicos podem testemunhar de Cristo?
Por intermédio de uma vida testemunhal e uma carreira acadêmica excelente.
Como atuaram Daniel e seus companheiros em Babilônia?
Atuaram de forma excelente, exaltando e glorificando o Deus Todo-Poderoso.
Fale da intervenção de Daniel na cultura babilônica.
Daniel não se deixou enlaçar pela cultura babilônica nem pelo charme do politicamente correto.
Qual a obrigação de um político cristão ante as crises?
Orar e anunciar que Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida e que bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor.

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
O Evangelho no mundo acadêmico e político
Entrar na universidade é uma tarefa complexa e requer muita força de vontade e esforço. Na perspectiva cristã, ela se torna mais complexa ainda, pois sob o ponto de vista do pensamento, as universidades são hostis aos alunos oriundos da tradição cristã. Essa hostilidade é sentida principalmente nos cursos das áreas de humanas. Somando ao fato de que a maioria dos nossos jovens não está preparada evangelicamente para defender sua fé; muitas vezes o desespero toma conta do jovem cristão. Ora, além da pressão do processo de vestibular, mais o ataque gratuito por parte de professores universitários, os jovens cristãos sentem-se isolados e não fazem uso do seu direito constitucional de manifestar a sua fé de maneira inteligente e coerente. Essa regra vale tanto para os jovens quanto para os adultos cristãos que ingressam mais tarde numa universidade.
Uma proposta?
Para falarmos sobre evangelização em universidade, ou do mundo político, primeiramente, deve haver um estágio intenso de treinamento das mentes de nossos irmãos, como num treinamento de um candidato às missões transculturais, pois ele tem de se preparar muito para exercê-las, dominando a cultura e a língua, em primeiro lugar; e as particularidades dos países em que se deseja evangelizar. No caso do evangelismo universitário não é diferente.
O primeiro estágio passa pelo contato da historicidade da fé cristã. Nossos irmãos precisam ter o contato com a história a fim de conhecer a herança histórica e filosófica da própria fé, bem como ter contatos com obras dos primeiros pais da Igreja, o pensamento de Agostinho, Tomas de Aquino, Martinho Lutero, João Calvino, João Armínio, John Wesley, etc. Em outro momento, servir aos nossos irmãos de bons filósofos e apologistas cristãos mais contemporâneos de grande envergadura intelectual: Chesterton, C. S. Lews, Alister Mcgrath, Willian Lane Craig, Alvin Platinga e outros. Para introduzir nossos irmãos ao diálogo das principais cosmovisões de pensamento no mundo, a CPAD tem uma série de obras disponíveis para esse objetivo: “Sua Igreja está preparada?”; “Panorama do Pensamento Cristão”; “E Agora como Viveremos”; “Verdade Absoluta”.
Não há outra instituição especializada e capacitada, senão a Escola Dominical, para desenvolver com seriedade e qualidade esse urgente trabalho. Preparar nossos irmãos para este trabalho é fundamental para a evangelização universitária e a consequente sobrevivência nas comunidades acadêmicas atuais.

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