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29 de junho de 2016

Lição 1: Conhecendo o livro de Isaías



Lição 1: Conhecendo o livro de Isaías
Data: 3 de Julho de 2016

TEXTO DO DIA
Vinde, então, e argui-me, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã(Is 1.18). [Comentário: Isaías declara que Deus está disposto a purificar e perdoar se Judá retornar a Ele e se submeter à Sua orientação. Deus é gracioso e perdoador, porém o povo pecador deve escolher entre a obediência e o juízo.]

SÍNTESE
O povo de Deus havia se desviado da Lei. Então, Deus chamou Isaías para mostrar que seu julgamento estava às portas.

AGENDA DE LEITURA
SEGUNDA — Is 1.11-13- A corrupção do povo
TERÇA — Is 1.14,15 - Deus não aceita o culto, os rituais e as orações feitas pelo povo
QUARTA — Is 1.21,22 - O profeta chama Israel de prostituta
QUINTA — Is 1.23 - Isaías profetiza contra as autoridades
SEXTA — Is 1.18,19 - Isaías convida o povo ao arrependimento
SÁBADO — Is 1.16,17 - Deus convida o povo para um novo caminho

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • CONHECER a autoria, o tema, o local e data do livro de Isaías;
  • MOSTRAR os objetivos do livro de Isaías;
  • EXPLICAR o conteúdo do livro de Isaías.

INTERAÇÃO
Prezado professor, neste trimestre estudaremos o livro do profeta Isaías. Esse livro, por seus temas teológicos, é considerado uma peça fundamental da literatura profética. Muitas expressões e palavras utilizadas por Isaías não são encontradas em nenhum outro livro do Antigo Testamento. O livro de Isaías tem muitas promessas de restauração, a respeito da vinda do Messias e da salvação. Essas promessas enchem nossos corações de esperanças e alegria, pois mostram o quanto Deus ama o pecador. As promessas proferidas por Isaías nos possibilitam sonhar com um mundo melhor e mais justo.
O comentarista do trimestre é Claiton Ivan Pommerening — doutor em Teologia, diretor da Faculdade Refidim, membro do RELEP (Rede Latino-Americana de Estudos Pentecostais) e editor da Azusa, revista de estudos pentecostais.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, neste trimestre teremos a oportunidade de estudar o livro do profeta Isaías, uma obra marcada por relevantes temas teológicos. O profeta Isaías nos mostra uma ampla visão do contexto social e espiritual da sua época.
Sugerimos para a primeira aula a elaboração de um quadro com as principais informações necessárias para se compreender o livro de Isaías, como por exemplo, data em que foi escrito, autoria, objetivo e versículo-chave. Esse quadro pode ser confeccionado em uma cartolina e fixado no mural da classe. Ele vai ajudar os alunos a compreenderem melhor o livro de Isaías. O quadro poderá ser utilizado durante todo o trimestre e sempre que desejar fazer uma revisão.

TEXTO BÍBLICO
Isaías 1.1-3,18-20,27-31.
1. Visão de Isaías, filho de Amoz, a qual ele viu a respeito de Judá e Jerusalém, nos dias de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá.
2. Ouvi, ó céus, e presta ouvidos, tu, ó terra, porque fala o Senhor: Criei filhos e exalcei-os, mas eles prevaricaram contra mim.
3. O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, a manjedoura do seu dono, mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende.
18. Vinde, então, e argui-me, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã.
19. Se quiserdes, e ouvirdes, comereis o bem desta terra.
20. Mas, se recusardes e fordes rebeldes, sereis devorados à espada, porque a boca do Senhor o disse.
27. Sião será remida com juízo, e os que voltam para ela, com justiça.
28. Mas os transgressores e os pecadores serão juntamente destruídos; e os que deixarem o Senhor serão consumidos.
29. Porque vos envergonhareis pelos carvalhos que cobiçastes e sereis confundidos pelos jardins que escolhestes.
30. Porque sereis como o carvalho, ao qual caem as folhas, e como a floresta que não tem água.
31. E o forte se tornará em estopa, e a sua obra, em faísca; e ambos arderão juntamente, e não haverá quem os apague.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO
O profeta Isaías teve muita ousadia em sua atuação pública. Suas profecias eram majestosas e repletas de nobreza e beleza poética. Por isso, é um dos profetas mais lidos do Antigo Testamento e um dos que mais falou a respeito da vinda do Messias. Tal fato revela a importância que deve ser dada ao mesmo. Uma leitura atenta e cuidadosa do seu livro nos leva a perceber as implicações que esse profeta tem para os dias atuais. Assim, a obra desse profeta é considerada uma das mais grandiosas produções teológicas do Antigo Testamento. Sua mensagem é profunda e parte de alguém que conhecia profundamente o ambiente onde estava inserido, de modo que, tomado pela inspiração divina, foi muito claro e assertivo nas suas profecias, especialmente as que predisseram a vinda messiânica de Jesus Cristo. Sua pregação foi marcada por uma paixão sacerdotal, descrevendo Cristo com muita clareza, sendo por isso mesmo chamado de o evangelista do Antigo Testamento. [Comentário: Isaías identificou-se apenas como “Isaías, filho de Amoz” (Is 1.1). Existem outras doze referências como esta, inclusive três no Segundo Livro de Reis e no Segundo Livro de Crônicas. Amoz nunca é identificado, descrito, ou mencionado separadamente dessa afirmação. Embora alguns tenham sugerido que Isaías possa ter sido de linhagem sacerdotal, nada na Bíblia defende esse ponto de vista. “Isaías” significa “a salvação é de YAHWEH”, ou “YAHWEH é salvação”. Seu nome provavelmente é significativo, mas nunca é explicado e não há nenhuma elaboração sobre ele. exerceu o seu ministério no reino de Judá, tendo se casado tendo ele chamado sua esposa de profetisa, fazendo dela uma das únicas quatro mulheres assim positivamente intituladas em todo o Antigo Testamento. Foi mãe de dois filhos: Sear-Jasube e Maer-Salal-Hás-Baz. O profeta Isaías, teria vivido entre 765 a.C. e 681 a.C., durante os reinados de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, sendo contemporâneo à destruição de Samaria pela Assíria e à resistência de Jerusalém ao cerco das tropas de Senaqueribe que sitiou a cidade com um exército de 185 mil assírios em 701 a.C. Isaías foi enviado a uma nação cuja fé havia se tornado empedernida. Na profecia de Isaías podemos encontrar três aspectos principais: Deus e sua obra: Deus e seu Povo, e O Messianismo. A preocupação de Isaías se concentrava nos órfãos e a viúvas, em grande número espalhados pelo território consequência das constantes guerras. Denunciou a política do Rei Acaz e a aliança realizada Sírio-Efraimita, que esqueceu a proteção divina. Combateu na sua pregação a corte palaciana devido às injustiças cometidas contra o povo. Anunciou o “Dia de YAHWEH”, como dia terrível, avassalador, mas reparador levando a um “futuro novo”, numa tentativa de dar crédito a Jerusalém. No anuncio da profecia testemunhou Javé combatendo o culto idolátrico instalado no país, sendo formal e vazio. Isaías foi um profeta diferente, pois chegou ter experiência do poder, devido a isto se distanciou do poder para fazer valer sua profecia.] Dito isto, vamos pensar maduramente a fé cristã?

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I. TEMA, DATA, AUTORIA E LOCAL
1. Tema. Seu tema principal está relacionado às profecias da vinda do Messias, enfatizando a salvação recebida somente pela graça. O livro mostra ainda que Deus não permitirá a desobediência do povo da promessa e esta será tratada com a devida purificação através do sofrimento, primeiramente do próprio povo e vicariamente por intermédio de Cristo.Tal é a importância de Isaías que o Novo Testamento faz mais de 400 citações diretas e indiretas do livro. [Comentário: O Livro de Isaías revela o juízo e salvação de Deus. Deus é "santo, santo, santo" (6.3) e, portanto, Ele não pode permitir a impunidade do pecado (1.2; 2.11-20; 5.30; 34.1-2; 42.25). Isaías retrata o julgamento vindouro de Deus como um "fogo consumidor" (1.31; 30.33). Ao mesmo tempo, Isaías compreende que Deus é um Deus de misericórdia, graça e compaixão (5.25; 11.16; 14.1-2, 32.2, 40.3, 41.14-16). A nação de Israel (Judá e Israel) é cega e surda aos mandamentos de Deus (6.9-10, 42.7). Judá é comparado a uma vinha que deve ser, e será, pisoteada (5.1-7). Só por causa de Sua misericórdia e promessas a Israel, Deus não permitirá que Israel e Judá sejam completamente destruídos. Ele vai trazer tanto a restauração e perdão quanto a cura (43.2, 43.16-19, 52.10-12).]

2. Data. O livro de Isaías começou a ser escrito provavelmente antes do ano 740 a.C. e foi terminado no ano 701 a.C., período este que corresponde ao tempo de ministério do profeta. Essas datas são aproximadas e levam em conta a morte do rei Uzias. Entretanto, outra possibilidade é que, como o livro possui três partes, a primeira delas tenha sido escrita de 740 a 698 a.C. e a segunda e terceira partes de 697 a 680 a.C., terminando no reinado de Manassés. [Comentário: O profeta coloca que ele profetizou durante os reinados de ‘Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá’ (1.1). Alguns estudiosos aceitam que o seu chamado para o ofício profético tenha sido feito no ano em que morreu o rei Uzias, que foi em cerca de 740 a.C. (6.1,8). Entretanto, é possível que ele tenha começado durante a última década do reinado de Uzias. Por Isaías mencionar a morte do rei da Assíria, Senaqueribe, que morreu em cerca de 680 a.C. (37.37,38), ele deve ter sobrevivido a Ezequias por alguns anos. Se Isaías começa profetizando em cerca de 750 a.C., o seu ministério pode ter se sobreposto aos ministérios de Amós e Oséias em Israel, bem como o de Miquéias em Judá.]

3. Autoria. A autoria do livro é creditada a Isaías, cujo nome significa “o Senhor é salvação”. Bastante apropriado, pois esse é o tema da mensagem do livro. Em Israel havia várias pessoas com o nome Isaías, mas o autor é distinguido dos demais ao se apresentar como filho de Amoz (Is 1.1). Entre os profetas ele é considerado o maior, sendo chamado por alguns de rei dos profetas. Há uma tradição que afirma que Isaías era sobrinho do rei Amasias, portanto, de linhagem nobre e certamente vivia na corte real, desfrutando de alguns privilégios que lhe serviram de apoio para ter o amplo ministério que teve; mas o final de sua vida foi trágico; segundo a tradição rabínica, foi serrado ao meio durante o reinado de Manassés. Era casado com uma profetisa e teve dois filhos com ela (Is 8.3). [Comentário: O primeiro versículo coloca Isaías, o filho de Amós (não Amós, o profeta vaqueiro; O Talmude afirma que este Amos era irmão do rei Uzias), como o autor do livro, nasceu por volta de 765 a.C. e viveu na corte dos reis de Judá. “Há indicações de que talvez fosse primo de Uzias. Escriba e relator dos anais históricos da casa davídica, tinha preeminência e liberdade suficiente para transitar próximo ao poder político e tomar conhecimento, em primeira mão, das políticas e estratégias do Estado monarca judeu. Letrado, culto e politicamente privilegiado, pode ter feito parte da casta sacerdotal de Jerusalém. Em 740 AC, ano da morte do Rei Uzias (ou Azarias ou Ozias), ele recebeu sua vocação profética, e exerceu seu ministério por cerca de quarenta anos, numa época de crescente ameaça que a Assíria fazia pesar sobre os Reinos de Israel e Judá, durante os reinados de Jotão, Acaz e Ezequias, e provavelmente também, durante seus últimos oito anos de vida, sob a opressão maligna do reinado de Manassés, que mandou serrar (Talvez este seja o fundamento de Hebreus 11.37.) Isaías ao meio quando o profeta tinha 92 anos de idade, segundo um livro apócrifo do século I d.C., Vida dos Profetas, escrito por um anônimo judeu da Palestina. Isaías, foi o primeiro profeta dos Profetas Maiores” https://pt.wikipedia.org/wiki/Livro_de_Isa%C3%ADas. A visão e a profecia são reivindicadas quatro vezes por Isaías, seu nome é mencionado mais doze vezes no livro. Seu nome também aparece doze vezes em 2Reis e quatro vezes em 2Crônicas.]

4. Local. Como a maior parte do ministério do profeta se desenvolveu em Jerusalém, acredita-se que foi nessa mesma cidade que ele transformou suas profecias em textos. [Comentário: De acordo com 2 Crônicas, Isaías foi responsável por escrever os atos de Uzias, indicando que, além do ofício profético, Isaías também possuía a atribuição de escriba da corte de Judá. É provável que tenha passado a maior parte de sua vida em Jerusalém, exercendo maior influência no reinado de Ezequias (37.1-20). A Isaías também é atribuído a composição da história do reinado de Uzias (2 Cr 26-22). Segundo uma tradição judaica Isaías foi serrado ao meio pelo rei iníquo Manassés (696 – 642 a.C.).]

Pense!
O profeta Isaías não fechou os olhos para a realidade de seu contexto. Será que temos os nossos olhos abertos para ver a realidade que nos cerca?

Ponto Importante
O livro de Isaías é um dos livros mais instigantes do Antigo Testamento, pois suas profecias e sua mensagem, apesar de serem endereçadas para um povo especifico entre 740 e 701 a.C, são sempre atuais diante da corrupção da humanidade.

II. OBJETIVOS DE ISAÍAS
Isaías queria mostrar que o julgamento de Deus estava às portas e seria terrível, mas, apesar disso, Deus levantaria um remanescente e dentre este um “rebento” e “um renovo que frutificará” (Is 11.1), referindo-se a Cristo. [Comentário: Um dos propósitos de Isaías era declarar o descontentamento de Deus com o pecado e o julgamento deste pecado em Judá. Israel e nações vizinhas. Quase todas as palavras hebraicas para pecado são empregadas pelo profeta. Um propósito paralelo era esforçar-se para tirar o povo de Deus da desobediência para evitar o desastre, um propósito que foi apenas parcialmente alcançado. Mas talvez o maior propósito tivesse sido estabelecer um fundamento de esperança e a promessa para o remanescente fiel do povo de Deus. Assim, o livro está cheio de promessas de restauração e redenção, do advento garantido do Messias, de salvação para todas as nações e do triunfo dos propósitos de Deus, apesar de intervalos de sofrimento.]

1. Anunciar o juízo de Deus. Israel e as nações vizinhas estavam em desacordo com os preceitos justos de Deus, ofendendo gravemente a santidade dEle; assim, se fazia necessário que o profeta denunciasse essa situação, embora ele não fosse ouvido com atenção, pois chegou a chamar o povo de surdo e cego (Is 42.18; 43.8). Mas era necessário que Deus, diante de sua justiça e misericórdia, fizesse o povo saber com clareza quais eram seus pecados e quais as consequências dessa desobediência. [Comentário: Capítulo 1.2-20 é como se fosse um julgamento no tribunal (Mq 6.1-8). Deus entra em juízo com o seu povo e chama os céus e a terra para serem suas testemunhas (v. 2), pois eles viram tudo o que se passou (Dt 4.26; 30.19; Sl 50.4). Os grandes temas do livro aparecem nesta seção, que funciona como uma introdução a todo o livro. Estendendo-se até o v. 31, O profeta anuncia que Deus vai castigar Jerusalém (vs. 24-25) porque o povo e seus líderes são corruptos (vs. 21-23). Ele vai castigá-los para que fiquem completamente puros (v. 25) e Jerusalém voltará a ser o que era antes (v. 26). Deus salvará os que se arrependerem e condenará os rebeldes e pecadores (vs. 27-3)..]

2. Falar contra a falsa religião. O povo de Israel estava sendo governado por alguns reis que desprezaram a Palavra de Deus. Embora alguns deles fossem bons, o povo estava corrompido. A eles se aliaram alguns sacerdotes cujo compromisso era apenas manter a religião institucional. Isso se fez refletir numa religiosidade vazia, hipócrita, ritualística e sem sentido espiritual para o povo, levando-os a se desviar dos caminhos do Senhor. [Comentário: Isaías levantou-se contra a falsa religião denunciando todo ritualismo religioso que não é acompanhado por reverência, justiça e sinceridade (66.3,4). O sacrifício tinha sido a forma instituída por Deus para aproximar-s dEle e receber o perdão dos pecados. Isaías não se opões ao sacrifício, oração, adoração corporativa e expiação pelo sangue, mas condena o sacrifício vazio e a adoração sem substância, os quais não eram acompanhados pela justiça social e verdadeira devoção. Isaías foi contemporâneo de Miquéias. A mensagem de seus livros tem muita coisa em comum. Não é de se admirar então, que tenha enfrentado a mesma dificuldade com o povo. Veja Isaías 1.10-17. A coisa ia mal. Sofriam ataques dos inimigos, as colheitas eram sempre saqueadas. A reação do povo foi multiplicar sacrifícios a Deus, perseveram em orações, fazer mais festas religiosas. Faziam isso como se pudessem comprar o favor de Deus. Esforço vão. Para tudo isso Deus disse: “…a minha alma as aborrece, estou cansado de as sofrer.” (Is 1.14). Como muitos hoje, queriam barganhar bênçãos com Deus e reclamavam “só porque” esse Deus não se deixava comprar.]

3. Denunciar a injustiça social. O povo de Deus havia se tornado orgulhoso e egoísta como as demais nações. Isso fez com que os pobres dentre o povo fossem humilhados e explorados pelos ricos e pelos governantes (Is 10.2; 26.6; 32.7; 41.17), mas em contrapartida o Deus justo e misericordioso faria justiça ao pobre (Is 11.4), lhes daria alimentação e descanso (Is 14.30), lhes serviria de refúgio (Is 25.4) e seria portador de boas notícias (Is 61.1). [Comentário: O profeta clamou contra a injustiça, o suborno, a maldade e a opressão destruidora, contra o próximo. Ninguém tem direito de oprimir o outro. Isaías dizia que atos como aqueles eram ofensivos a Deus. Quem tinha condições comprava a justiça, portanto, os juízes eram corruptos, o poder legislativo e executivo se deixava vender; como poderia Deus tolerar semelhante coisa? (1.15-17,23; 5.8,23; 58.6,7). A essência do recado de Deus foi que o problema social era a prova da falsa religiosidade deles. Ou em outras palavras, melhor que tudo aquilo era ser honesto e justo, saber amar e perdoar, e ser humilde diante de Deus. (Mq 6.8) “Aprendam a fazer o bem, a ser honestos e a ajudar os pobres, os órfãos e as viúvas” (Is 1.17)]

4. Anunciar a vinda do Messias. Este é o objetivo mais importante de Isaías, porque diante da desobediência, aliada ao fato de que as pessoas não conseguiam encontrar o caminho certo para Deus, a única solução possível seria a vinda do Messias que, através do seu sofrimento, faria com que o povo se voltasse para Deus, “porque as iniquidades deles levará sobre si” (Is 53.11). A vinda do Messias aponta para o caráter misericordioso e redentor de Deus, mesmo sendo o povo rebelde. Por mais de dez vezes o profeta aponta para Jeová como o Redentor. O autor cita pelo menos dezessete profecias que se referem ao Messias vindouro. Isso demonstra a extraordinária unção do Espírito Santo sobre o profeta, fazendo-o prever o evento histórico mais importante da humanidade depois da criação: Cristo, o Redentor. [Comentário: o Novo Testamento diz que Isaias viu a Gloria de Jesus – “Assim se exprimiu Isaías, quando teve a visão de sua glória e dele falou.” Jo 12.41 – Deveremos identificar o momento em que o profeta viu a gloria do Senhor com a ocasião de seu chamamento, quando viu “o Senhor sentado num trono muito elevado; as franjas de seu manto enchiam o templo. – Is 6.1 – Isaias profetizou a vinda de Jesus falando praticamente tudo sobre ele, como, por exemplo, sua pregação, sua obra, sua rejeição, sua eternidade, etc. Aqui veremos uma profecia em particular – a do capitulo 09 de Isaias, que fala do nascimento de Jesus. Quanto ao nascimento de Jesus - Isaías 7.14: "Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel." Isaías 9.6: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz.".]

Pense!
O orgulho e o egoísmo são como um vírus que destrói a vida de muitos. Ser orgulhoso e egoísta é ir contra a lei do amor e do serviço, contra o fruto do Espírito Santo e contra o Reino de Deus. Seja um jovem livre disso!

Ponto Importante
O profeta Isaías teve um ministério ousado e corajoso em meio ao contexto político, social e religioso em que vivia. Entregou-se a Deus para enfrentar a dura missão de ser mensageiro da justiça, do julgamento do pecado e do anúncio da esperança messiânica ao seu povo.

III. CONTEÚDO DE ISAÍAS
Do capítulo 1 ao 39, o enfoque de Isaías é o juízo divino sobre Judá e Jerusalém e sobre as nações vizinhas por meio da Assíria. Na segunda e terceira parte do livro, do capítulo 40 ao 55 e 56 ao 66, respectivamente, Isaías se volta para a salvação do povo, depois da punição pelo pecado ao retornarem do cativeiro babilônico, escreve sobre a glória futura do povo de Deus por intermédio do Servo do Senhor, que é Cristo, que salvará seu povo através de seu próprio padecimento e triunfo.

1. Quem é o Deus de Isaías. O profeta descreve o caráter de Deus (Javé) de maneira brilhante. Chama-o de Santo de Israel vinte e cinco vezes; Ele é o Salvador, relacionando essa palavra a redenção, livramento, justiça e juízo; Ele é o Redentor e o Único e Supremo Governante em contraste com outros deuses que nada são (Is 37.19); é Ele quem carrega e cuida do seu povo (Is 46.4) e faz novos céus e nova terra (Is 65.17; 66.22). [Comentário: O homem aprende discernir entre o bem e o mal através da revelação de Deus (1.16-17; 2.3). El Olam – eterno Deus (40.28), o que significa que Ele não teve início e que a Sua existência jamais irá cessar. Ele é imortal, infinito (Dt 33.27; Sl 90.2; 1Tm 1.17). Deus é justo, o que quer dizer que Ele não demonstra favoritismo por algumas pessoas (Dt 32.4; Sl 18.30). Deus é onipotente, o que significa que Ele é todo-poderoso; Ele pode fazer qualquer coisa que Lhe agrada, mas as Suas ações estarão sempre de acordo com o resto de Seu caráter (Ap 19.6; Jr 32.17, 27). Sua justiça será sempre administrada de forma justa (Sl 139.1-5; Pv 5.21.]

2. O Espírito de Deus. Isaías é o profeta que mais fala sobre o Espírito de Deus no Antigo Testamento. A referência mais importante é quando afirma que o Espírito do Senhor (Javé) repousará sobre o “rebento de Jessé” (Cristo) com “o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor” (Is 11.1,2). Sendo a igreja corpo de Cristo, entende-se que essa descrição do Espírito do Senhor refere-se aos “dons” e “fruto” do Espírito (1Co 12.4-11; Gl 5.22). Há promessa de um derramamento tal do Espírito que “o deserto se tornará em campo fértil” (Is 32.15) e a Palavra do Senhor não se desviará dos convertidos nem de seus filhos (Is 59.20,21); o Espírito sobre Cristo “trará justiça às nações” (Is 42.1) e o “ungiu para pregar boas novas aos oprimidos”, “restaurar os de coração abatido”, “proclamar liberdade aos cativos e a pôr os presos em liberdade” (Is 61.1); e o Espírito do Senhor trará descanso ao seu povo (Is 63.14). [Comentário: O Espírito Sant5o é mencionado especificamente quinze vezes no livro de Isaías, sem contar as referências ao poder, efeito ou influência do Espírito que não citam seu nome. Isaías fala do Espírito de Deus  em 11.1-12, a unção do Espírito sobre o Messias para fortalecê-lo, para seu domínio e governo como Rei no trono de Davi; como o Servo sofredor do Senhor, que irá trazer cura, libertação, iluminação e justiça às nações (42.17-21); como o Ungido em seus dois adventos (61.1-3; Lc 4.17-21).]

3. A santidade de Deus. Por meio de suas profecias, Isaías quer denunciar os pecados do governo e do povo e levá-los ao arrependimento, mostrando que se isso não acontecesse calamidades viriam sobre todos. Essa exigência de Deus fica clara quando, ao ter um encontro com Deus e ver sua santidade, Isaías clama por purificação (Is 6). Isso mostra que, quando há arrependimento, Deus prontamente vem ao encontro do contrito como fez com o profeta, tirando a iniquidade e purificando o pecado (Is 6.7). [Comentário: Isaías 6.3 traz um louvor a Deus que revela a sua natureza mais profunda. “Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória”. Com estas palavras, os serafins louvaram a Deus por sua perfeita santidade. Cerca de 800 anos depois, João viu, numa visão semelhante, os quatro seres viventes proclamando: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso” (Ap 4.8). O termo hebraico para ‘santo’ aqui significa ‘separado’, ‘inacessível’. No entanto, é possível haver um relacionamento, porque o Senhor toma a iniciativa de prover um Mediador. A expressão "santo, santo, santo" aparece duas vezes na Bíblia, uma vez no Antigo Testamento (6.3) e uma no Novo (Ap 4.8). Em ambos os casos, a frase é falada ou cantada por criaturas celestiais e ambas as vezes ela ocorre na visão de um homem que foi transportado para o trono de Deus: em primeiro lugar pelo profeta Isaías e em seguida pelo apóstolo João. Antes de abordarmos as três repetições da santidade de Deus, é importante compreender exatamente o que ela significa. A santidade de Deus é mais do que Sua perfeição ou pureza sem pecado; é a essência de Sua “alteridade” -- Sua transcendência. A santidade de Deus encarna o mistério da Sua grandiosidade e nos faz olhar para Ele com assombro quando começamos a compreender um pouco da Sua majestade.]

Pense!
O profeta anuncia que o Espírito Santo concede sabedoria, entendimento, conselho e fortaleza, conhecimento e temor do Senhor. O Espírito Santo pode capacitar qualquer jovem a ser cheio dessas qualidades, pois é desejo dEle habitar plenamente sobre seus filhos.

Ponto Importante
Na mensagem de Isaías, Deus manifesta sua graça ao povo. Os pecados já estavam sentenciados, todos mereciam o julgamento definitivo de Deus, mas ainda assim, o anúncio de julgamento é seguido de uma mensagem de esperança.

CONCLUSÃO
Viver em família é a mais emocionante aventura da vida. Conviver com pessoas diferentes e suportá-las em amor é, sem dúvida, um exercício extraordinário de fé e obediência. “NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8)”,
Francisco Barbosa
Hoje, em Campina Grande-PB
Junho de 2016


ESTANTE DO PROFESSOR
HENRY, Matthew. Comentário Bíblico. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2002.

HORA DA REVISÃO
1. Qual o tema do livro de Isaías?
Seu tema principal está relacionado às previsões da vinda do Messias.
2. Quais os objetivos do profeta em seus escritos?
Anunciar o juízo de Deus, falar contra a falsa religião, denunciar a injustiça social e anunciar a vinda Messias.
3. Qual a característica da falsa religião combatida pelo profeta?
Uma religiosidade vazia, hipócrita, ritualística e sem sentido espiritual para o povo, levando-os a se desviarem dos caminhos do Senhor.
4. Que tipo de pessoas injustiçadas o profeta tem em mente quando denuncia a injustiça social?
O pobre.
5. Qual a referência mais importante que Isaías faz sobre o Espírito do Senhor?
A referência mais importante é quando afirma que o Espírito do Senhor (Javé) repousará sobre o “rebento de Jessé” (Cristo) com “o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor” (Is 11.1,2).

SUBSÍDIO
“O que se destaca na profecia de Isaías é seu rico conceito acerca do Deus Eterno. Para o profeta, Deus se eleva acima de todas as coisas terrenas. Ele é ‘o Senhor dos exércitos’, ‘o Alto e Sublime que habitou a eternidade’, ‘o Poderoso de Israel’, ‘Criador’ de todas as coisas e o Eterno que fez todas as coisas. Deus dirige a história; não há outro Deus além dEle e Ele não tem nenhuma intenção de repartir sua divindade com qualquer rival humano. Ele é Deus de sabedoria e poder. Além disso, Ele é apaixonadamente ético — o Santo. A respeito dEle os serafins cantaram: ‘Santo, Santo, Santo’ (6.2,3).
A contribuição de Isaías à fé judaico-cristã é grande e duradoura. Das suas percepções proféticas nos vieram às sementes que ao longo dos séculos geraram os conceitos mais definidos de expiação e salvação. Porque todos nós, como ovelhas, andávamos desgarrados, e o Senhor havia colocado sobre Cristo a iniquidade de todos nós, para que por meio das suas pisaduras pudéssemos ser curados. Somente com esse tipo de convicção poderemos voltar ao nosso Deus, que terá misericórdia de nós, com certeza de que Ele também nos perdoará abundantemente” (Comentário Bíblico Beacon. Volume 4. RJ: CPAD, 2005, pp.24-26).


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