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19 de outubro de 2013

Lição 3: Trabalho e Prosperidade



Lições Bíblicas do 4º Trimestre de 2013 - CPAD - Jovens e Adultos
Título: Sabedoria de Deus para uma vida vitoriosa — A atualidade de Provérbios e Eclesiastes
Comentarista: José Gonçalves
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Elaboração e pesquisa para a Escola Dominical da Igreja de Cristo no Brasil, Campina Grande-PB;
Postagem no Blog AUXÍLIO AO MESTRE: Francisco A Barbosa.

Lição 3: Trabalho e Prosperidade
20 de outubro de 2013
Trimestre comemorativo ao quarto ano do Blog Auxílio ao Mestre

TEXTO ÁUREO
“A bênção do Senhor é que enriquece, e ele não acrescenta dores” (Pv 10.22). Deus é a fonte de todo bem. Dele procede toda a boa dádiva. É Deus quem fortalece as nossas mãos para adquirirmos riqueza. Sua riqueza não é fruto da desonestidade, do roubo ou da corrupção. A riqueza que Deus dá é fruto da bênção que vem do céu e do trabalho honrado feito na terra. Somente este tipo de riqueza não traz de carona o desgosto nem tira o sono, por que sua fonte é limpa, sua natureza é santa, seu propósito é sublime!

VERDADE PRÁTICA
A Bíblia condena a inércia e a preguiça, pois é através do trabalho e da bênção de Deus que prosperamos.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Provérbios 3.9,10; 22.13; 24.30-34.
Provérbios 3
9 - Honra ao Senhor com a tua fazenda e com as primícias de toda a tua renda;
10 - e se encherão os teus celeiros abundantemente, e trasbordarão de mosto os teus lagares.
Provérbios 22
13 - Diz o preguiçoso: Um leão está lá fora; serei morto no meio das ruas.
Provérbios 24
30 - Passei pelo campo do preguiçoso e junto à vinha do homem falto de entendimento;
31 - e eis que toda estava cheia de cardos, e a sua superfície, coberta de urtigas, e a sua parede de pedra estava derribada.
32 - O que tendo eu visto, o considerei; e, vendo-o, recebi instrução.
33 - Um pouco de sono, adormecendo um pouco, encruzando as mãos outro pouco, para estar deitado,
34 - assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
          Compreender as quatro metáforas da lição (do celeiro e do lagar, da formiga, do leão e do espinheiro).
          Reconhecer a importância e o valor do trabalho.
          Saber que a prosperidade é fruto da bênção de Deus, mas de muito trabalho também.

PALAVRA-CHAVE
Trabalho: Conjunto de atividades, produtivas ou criativas, que o homem exerce para atingir determinado fim.
COMENTÁRIO

introdução
Nas lições anteriores, aprendemos que um provérbio bíblico utiliza a linguagem metafórica para expressar o seu real significado. De fato a palavra hebraica machal traduzida em nossas Bíblias como provérbio, possui um leque de significados: parábola, comparação, alegoria, fábula, provérbio, dito enigmático, símbolo, argumentação ou apologia. Tais recursos linguísticos permeiam todo o livro dos Provérbios. Na lição de hoje, veremos algumas das metáforas usadas pelos sábios para tratar da natureza do trabalho e sua importância. Elas revelam que o labor é uma condição necessária à expressão humana. Ao observarmos o campo, a imagem de um animal ou mesmo a atividade dos insetos, aprenderemos acerca da grandeza do trabalho. Era dessa forma que os sábios da antiguidade ensinavam, pois quando se entende tais metáforas, compreende-se melhor a natureza do trabalho. [Comentário:  O livro de Provérbios é o mais típico da literatura sapiencial de Israel. O ensinamento de Provérbios foi, sem dúvida, superado pelo de Cristo, Sabedoria de Deus, mas certas máximas anunciam já a moral do Evangelho. No livro de Provérbios, a sabedoria tem sua origem em Deus. Os ditados e instruções da obra têm um principal objetivo: revelar prudência aos incautos; conhecimento e bom senso aos jovens, assim como aumentar a inteligência dos sábios (1.4,5). A escrita e o estilo poético-sapiencial dos provérbios já eram bem apreciadas pelos povos do oriente próximo - cananitas, hititas, especialmente na Mesopotâmia e no Egito, desde o segundo milênio a.C. Provérbios, mashal; Strong 04912: Provérbio, parábola, aforismo, adágio; uma símile ou alegoria; uma lição com finalidade ou ilustração. Este substantivo vem do verbo mashal, “comparar, ser semelhante”. Com base no livro de Provérbios, Tem-se a impressão de que um provérbio é uma frase curta que contém uma verdade. Mas há evidencia no Antigo Testamento que mostram que o provérbio tem usos mais amplos. O longo discurso de Balaão recebe o nome de mashal (Nm 23.7-24.24). Em outras referencias, mashal indica um escárnio, um adágio, ou uma ilustração. E ainda em outras referencias indica uma pessoa ou uma nação da qual Deus faz um exemplo. Comparar 1Rs 9.7 com Sl 69.11. Nesta lição, veremos algumas das metáforas usadas pelos sábios para tratar da natureza do trabalho e sua importância]. Tenhamos todos uma excelente e abençoada aula!

I. A METÁFORA DO CELEIRO E DO LAGAR (Pv 3.9,10)
1. A dádiva que faz prosperar. Em Provérbios 3.9,10, está escrito que devemos honrar ao Senhor com nossas posses e com o melhor de nossa renda. Tal atitude, segundo o sábio, fará com que os nossos “celeiros” se encham abundantemente e que trasbordem de mosto os nossos “lagares”. O celeiro e o lagar transbordantes são metáforas que representam uma vida abundante! O celeiro, tradução do hebraico asam, é o lugar onde se deposita a produção de grãos. Quando transbordava era sinal de casa farta! Vemos isso nas bênçãos decorrentes da obediência (Dt 28.8). Mas o conselho do sábio mostra que isso só é possível quando há generosidade em fazermos a vontade de Deus. [Comentário:  Ao falarmos em prosperidade, logo vem à mente “finanças”. Impressiona ver como a Bíblia é cuidadosa no ensino sobre o dinheiro. Muitas são as histórias que têm como pano de fundo o bom ou o mau uso do dinheiro. Talvez a mais famosa destas é a do próprio Cristo que foi traído por um de seus discípulos por apenas 30 moedas de prata. Ainda que não houvesse dinheiro envolvido na transação, Esaú vendeu o seu direito de primogenitura a Jacó por um suculento prato de lentilhas. Uma pobre viúva foi elogiada por Jesus por causa do seu desprendimento em ofertar as únicas duas moedas que possuía. O cristão não é obrigado a dar o dízimo, nem por medo do “devorador” (Malaquias 3.11) ou de ser amaldiçoado, porque o dízimo é um mandamento da lei judaica, além disso, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo e Ele já nos abençoou com todas as bênçãos nas regiões celestiais (Romanos 8.1; Efésios 1.3). Nem rouba a Deus o cristão que não dá o dízimo... não temos o dever de chamar de ladrão a quem Jesus libertou, se ele contribui com 0% ou 100% é uma atitude pessoal, ele é livre para decidir. Jesus condenou a atitude dos judeus escribas e fariseus que dizimavam até o cominho e não ofertavam o seu amor ao próximo. (Mateus 23.23), infelizmente, muitos cristãos têm repetido esta mesma atitude. Por outro lado, se o cristão deixa de contribuir ou diminui esta contribuição, por que descobre que não é obrigado, está agindo de má fé para com Deus, como fez Ananias e Safira, ele deve contribuir sim e feliz porque sabe que pode fazê-lo por amor a Deus e não por imposição de homens, e segundo o que propuser em seu coração. Toda a contribuição para a Igreja era feita unicamente através de ofertas e partilha de bens. Nós, cristãos, devemos ter o cuidado de não ficarmos como passarinho no ninho: obrigados a engolir o que colocam na nossa boca. Devemos compreender a diferença entre contribuir em LEI e o contribuir em GRAÇA, para não ficarmos debaixo de maldição, e obrigados a guardar toda a lei, se escolhermos seguir um mandamento dela, como disse o apóstolo Paulo em Gálatas 5.3,4, pois quem cumpre um mandamento da lei é obrigado a guardar toda a lei. Somos servos do Senhor Jesus, não escravos de homens (1Coríntios 7.23; Gálatas 5.1) e foi para a liberdade que Ele nos chamou.].
2. A bênção que enriquece. No mesmo texto, Salomão fala dos bens e da renda adquiridos como fruto do trabalho. Mas a verdadeira prosperidade não vem apenas de nosso esforço, mas principalmente do resultado direto da bênção do Senhor. É exatamente isso o que diz o sábio em Provérbios 10.22. O celeiro e o lagar somente se encherão e trasbordarão quando a bênção de Deus estiver neles. É a bênção divina que faz a distinção entre ter posses e ser verdadeiramente próspero, pois é possível ser rico, mas não ser feliz. A prosperidade integral só é possível com a presença de Deus em nossa vida. [Comentário:  Dentro do contexto do Antigo Testamento, esse texto apontaria para as riquezas materiais, um resultado da sabedoria de Salomão (1Rs 4.22-28; 10.4-13). A riqueza não é um alvo da sabedoria, mas, com frequência, é uma recompensa (10.2). Na Graça, o Sacrifício de Cristo é a causa principal da bênção do crente. Paulo, em Efésios 1.3 nos afirma que Deus nos abençoou “em Cristo”, por este motivo, a maneira correta do crente contribuir em Graça é no uso de 2º Coríntios 9.7, porque abençoados já somos.].

SINOPSE DO TÓPICO (I)
O celeiro e o lagar transbordantes são metáforas que representam uma vida abundante.

II. A METÁFORA DA FORMIGA (Pv 6.6-11)
1. As formigas sabem poupar. Na metáfora da formiga, o sábio nos exorta a tomarmos uma atitude prudente diante da realidade da vida: “Vai ter com a formiga”. A palavra hebraica usada aqui é yalak, e possui o sentido de “mover-se”, tomar uma atitude na vida (Pv 6.6)! Até os insetos podem nos dar lições sobre o trabalho! Mas não é apenas isso que aprendemos com as formigas. Ainda em Provérbios, o sábio Agur invoca o exemplo desses pequenos insetos (Pv 30.25). As formigas possuem uma noção sofisticada de trabalho — “no verão [elas] preparam a sua comida”. Isto é, as formigas sabem poupar! Elas não apenas trabalham, mas também poupam. O cristão deve aprender igualmente a poupar recursos para eventualidades futuras. [Comentário:  A diligencia da formiga dá a aparência de uma atividade prudente. Este versículo é uma lição objetiva baseada na diligencia da formiga. A suposição subjacente é não somente que o universo é ordeiro, mas também que há pontos de analogia até entre o humilde mundo dos insetos e os seres humanos. O instinto trabalhador, organizado e objetivo do inseto envergonha o ser humano preguiçoso, com isso, o sábio condena a passividade do preguiçoso, a falta de iniciativa e a falta de disciplina.].
2. As formigas sabem ser autônomas. O texto de Provérbios diz que a formiga, mesmo “não tendo superior, nem oficial, nem dominador, prepara no verão o seu pão; na sega ajunta o seu mantimento” (Pv 6.7,8). As formigas também são responsáveis e trabalham sem serem vigiadas. O erudito Derek Kidner observa o contraste entre elas e o preguiçoso, quando informa que a formiga não precisa de fiscal, enquanto o preguiçoso precisa ser advertido o tempo todo. A formiga discerne os tempos, o preguiçoso não! [Comentário:  O termo preguiçoso sugere uma pessoa ociosa cuja inatividade expressa uma atitude de insensatez (Pv 10.26; 13.4; 15.19; 19.24; 20.4; 26.16).].

SINOPSE DO TÓPICO (II)
Na metáfora da formiga o sábio nos exorta a tomarmos uma atitude prudente diante da realidade da vida: trabalhar.

III. A METÁFORA DO LEÃO (Pv 22.13; 26.13)
1. Conhecendo o leão. A metáfora do leão se encontra em duas passagens do livro de Provérbios (22.13 e 26.13). Há uma pequena variante nesses provérbios, mas o sentido é o mesmo — o preguiçoso sempre arranja uma desculpa para fugir do trabalho! Ora o leão está “lá fora”, ora está “no caminho” e ora está “nas ruas!”. O leão é o mais forte dos animais, e a sua presença causa medo. O fato de o preguiçoso ver o trabalho como um leão significa que ele o encara como uma realidade difícil de ser enfrentada. Tem medo do trabalho, assim como tem medo do leão! É desnecessário dizer que essa é uma visão completamente equivocada do labor. [Comentário:  O leão, na Bíblia, é símbolo de majestade, realeza, coragem, atrevimento, de boas e más pessoas (Ap 5.5; 1 Pe 5.8; Jz 14.18; 1Sm 1.23; Gn 49.9; Nm 24.9; 2Sm 17.10; Pv 28.1; Os 5.14; 13.8. Com humor e ironia, o provérbio zomba das desculpas do preguiçoso a fim de evitar o trabalho. Uma das consequências da queda do homem foi a sentença “com dor comerás”, indicando dificuldades do homem no seu papel fundamental como trabalhador e sustentador; O trabalho, a partir de então, teria dificuldades e futilidades (espinhos e cardos... no suor do teu rosto). Esta batalha que dura toda a vida só findará com a morte. Esta maldição foi implantada quando o Senhor expulsou Adão e Eva do Gan Eden, o lugar da comunhão singular com o Senhor Deus. Desde então, o trabalho passou a ser encarado como uma realidade difícil de ser enfrentada.].
2. Matando o leão. Há alguns provérbios populares que expressam um sentido semelhante aos provérbios estudados acima. Por exemplo: “a vida é dura para quem é mole”; “matando um leão por dia”. Tais ditos populares revelam que a vida pode ser difícil, dura, mas tem de ser enfrentada. Não adianta ficar com medo do leão! O pastor Matthew Henry observa que esse “leão” é fruto da imaginação do preguiçoso e só serve para reforçar a sua inércia. Se há um leão lá fora, é o leão do qual falou o apóstolo Pedro, e ele está rugindo em busca de quem possa devorar (1Pe 5.8). O preguiçoso será a sua principal presa! [Comentário:  Devido à queda, e à dura realidade do trabalho árduo, somente “A bênção do Senhor é que enriquece, e ele não acrescenta dores” (Pv 10.22). O justo agora sabe que Deus é a fonte de todo bem. O justo floresce como a palmeira e não teme os espinhos e cardos, aliás, ele é como a “arvore plantada junto à corrente das águas, que nunca murcha e no devido tempo dá o seu fruto”. Quem é esse justo? É aquele a quem foi imputada a justiça divina, aquele que crê em Cristo e foi revestido de sua justiça. O justo é abençoado não porque corre atrás da bênção, mas porque é conhecido e amado pela abençoador. É dele que procede toda a boa dádiva e de quem procede a força para “matarmos o leão” e enfrentarmos os revezes da vida.].

SINOPSE DO TÓPICO (III)
A metáfora do leão torna-se fruto da imaginação do homem, quando este busca um álibi para reforçar a sua inércia.

IV. O TRABALHO E A METÁFORA DOS ESPINHEIROS (Pv 24.30-34)
1. Trabalho, prosperidade e espiritualidade! Já vimos que o trabalho possui também uma dimensão espiritual (Pv 3.9). Isso vai de encontro àquilo que pensa o senso comum acerca do trabalho. A ideia que ficou associada ao trabalho é a de que ele é algo meramente material e totalmente destituído de valor espiritual. Mas não é assim que pensa o sábio (Pv 24.30). Quando ele viu o campo do preguiçoso totalmente abandonado, cheio de espinheiros, a primeira sensação que teve foi de um “homem falto de entendimento”. É interessante observarmos que, no hebraico, essa expressão vem carregada de valores espirituais. A palavra hebraica usada para “entendimento” é leb, significando coração, entendimento e mente. A ideia é mostrar o que há no interior do homem — a espiritualidade. Andrew Bowling, especialista em hebraico bíblico, destaca que esse vocábulo é usado para indicar as funções imateriais da personalidade humana. Portanto, o trabalho é algo extremamente espiritual. Ninguém será menos crente porque trabalha, aliás, a verdade é justamente o contrário (Ef 4.28; 2Ts 3.10)! [Comentário:  Strong 03820: לב (leb); uma forma de לבב (lebab), “ser interior”, “mente”, “vontade”, “coração”, “inteligência”. Encontra correspondência no aramaico. Provérbios 24.31 traça um paralelo com Gênesis 3.18 quando aponta o campo do preguiçoso cheio de cardos e a sua superfície coberta de urtigas. A observação de um fazendeiro preguiçoso intensifica a tragédia da ociosidade. Vejo a espiritualidade atrelada ao trabalho do homem sábio, do justo, aquele que espera apenas no Seu Provedor.
2. Trabalho, ócio e lazer! A análise do sábio sobre a inércia do preguiçoso, que favoreceu o nascimento de espinheiros dentro da plantação, é uma forma de ironizar o ócio dele (Pv 24.33,34). Não dá para prosperar mantendo-se de braços cruzados, e muito menos ficando eternamente em repouso! É preciso se mexer. Todavia, esse é apenas um aspecto da questão, pois quem trabalha precisa de descanso e também de lazer! Deus criou o princípio do descanso semanal (Gn 2.2). Precisamos, inclusive, de tempo livre para estarmos a sós com Deus e com a nossa família. [Comentário:  Não vejo a possibilidade de ironia sobre o ócio do preguiçoso em Pv 24.33,34, pelo contrário, vejo o sábio apontando o resultado daquele “falto de entendimento” que optou pelo ócio em vez do trabalho árduo. A terra produz cardos e espinhos para aqueles que confiam no braço da carne e não no Senhor. Certamente, o lazer acompanha aqueles que se debruçam sobre o trabalho, inclusive, um dia dedicado ao Senhor também é um lazer, pois é prazeroso honrar aquele que provê tudo para os seus. ].

CONCLUSÃO

O trabalho dignifica o homem e é por isso que devemos levá-lo a sério. Trabalhando, alcançaremos a verdadeira e bíblica prosperidade. Essa recomendação é válida também para os obreiros, pois se não tiverem cuidado, acabarão por mergulhar numa inércia pecaminosa. Não devemos, todavia, nos fazer escravos do trabalho. Devemos estar disponíveis também a cultuar a Deus, cuidar de nossa família e, com ela, recrear-nos. Enfim, se nos dedicarmos ao trabalho, conforme recomenda-nos a Bíblia, teremos uma vida digna e tranquila na presença de Deus. [Comentário:  Também na obra de Deus a preguiça causa muitos males. A igreja de um pastor preguiçoso estaciona. A vida do crente que, por preguiça, não ora, não lê a Palavra de Deus, é sem frutos. Paulo, o maior dos apóstolos, afirma: “Mas pela graça de Deus sou o que sou, e sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles”(1Co 15.10). Jesus muitas vezes chamou seus discípulos a trabalhar. Essa ordem chega até nós. Trabalhemos, pois, lançando fora a preguiça!].
NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8),

Graça e Paz a todos que estão em Cristo!

Francisco de Assis Barbosa
Cor mio tibi offero, Domine, prompte et sincere
Meu coração te ofereço, Senhor, pronto e sincero (Calvino)

Petrolina-PE
Outubro de 2013.

VOCABULÁRIO
Alegoria: Modo de expressão ou interpretação que consiste em representar pensamentos, ideias, qualidades sob forma figurada.
Fábula: Narrativa curta, em prosa ou verso, com personagens animais que agem como seres humanos, e que ilustra um preceito moral.
Estrênuo: Que é valente ou que age com valentia; destemido, corajoso.
EXERCÍCIOS
1. O que representam as metáforas do lagar e do celeiro?
R. Representa uma vida abundante.
2. Qual a exortação do sábio na metáfora da formiga?
R. Termos uma atitude prudente diante da realidade da vida.
3. Segundo o erudito Derek Kidner, qual o contraste entre as formigas e o preguiçoso?
R. A formiga não precisa de fiscal, enquanto o preguiçoso precisa ser advertido o tempo todo.
4. Segundo Matthew Henry, por que não devemos temer “o leão do trabalho”?
R. Esse “leão” é fruto da imaginação do preguiçoso e só serve para reforçar a sua inércia.
5. De acordo com a conclusão da lição, elabore uma frase ressaltando a visão bíblica e equilibrada entre o trabalho, Deus, a família e o lazer.
R. Resposta pessoal.

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS
OBRAS CONSULTADAS:
-. Lições Bíblicas do 3º Trimestre de 2013 - CPAD - Jovens e Adultos; Comentarista: Pr. Elienai Cabral; CPAD;
-. Bíblia de Estudo Pentecostal – BEP (Digital);
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001, Dinâmica do Reino – Confissão de Fé; p. 1239;
 -. Bíblia de Estudo Defesa da Fé: Questões reais; Respostas precisas; Fé Solidificada. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.
-. Dicionário Bíblico Wycliffe. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.
-. CRUZ, Elaine, Sócios, Amigos & Amados. Os três pilares do Casamento. l. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
-. MILLER, Molly Ann. Meu Marido Tem Um Segredo. Encontrando a libertação para o vicio sexual. l. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
-. PARROT, Leslie. A batalha pela sua mente. Entendendo a Personalidade Santificada. l. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
-. HOEKEMA, Anthony A  H693b A Bíblia e o futuro. Anthony A Hoekema: Tradução de Karl H. Kepler. - São Paulo: Casa Ed. Presbiteriana, 1989.

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