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20 de julho de 2017

Jovens-Lição 4: Diga não ao ritmo de vida deste mundo (World)





LIÇÕES BÍBLICAS CPAD JOVENS
Título: Tempo para todas as coisas — Aproveitando as oportunidades que Deus nos dá
Comentarista: Reynaldo Odilo


- Lição 4 -
23 de Julho de 2017

Diga não ao ritmo de vida deste mundo


TEXTO DO DIA

SÍNTESE
“[...] e eu irei como guia pouco a pouco, conforme o passo do gado que está diante da minha face e conforme o passo dos meninos [...]” (Gn 33.14).

Aquele que vive segundo o ritmo deste mundo sofre danos emocionais, físicos e espirituais.
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AGENDA DE LEITURA
Segunda - 1Sm 25.13
Cuidando da bagagem
Terça - 1Tm 4.16
Cuidando de si mesmo
Quarta - 1Tm 4.8
Cuidando da saúde física

Quinta - Fp 4.8
O cuidado com a maneira de pensar
Sexta - 1Tm 5.8
Cuidando da família
Sábado - Rm 16.1,2
Cuidando dos cooperadores do Reino

OBJETIVOS

  MOSTRAR que a “vida que vale a pena” é a descrita em João 10.10;
  SABER que precisamos cuidar de nós mesmos;
  ENTENDER que a vida deve ser vivida no ritmo de Deus, o ponto optimus.


INTERAÇÃO
A assiduidade dos alunos da Escola Bíblica Dominical sempre foi um dos maiores desafios de seus professores. Por isso, sempre que possível, estabeleça uma “ponte” entre uma aula e outra, esforçando-se para que seus alunos saiam da classe com o compromisso de voltar no domingo seguinte. No final da aula, proponha aos alunos que tragam na próxima semana testemunhos de pessoas a quem Deus fez promessas e que, após o período de espera (e, às vezes, ansiedade), viram o seu cumprimento e de outras que ficaram profundamente preocupadas com algo que nunca veio a acontecer (diagnóstico médico, desemprego, infidelidade etc). Sugira que, para a realização de tal tarefa, consultem a internet, bem como entrevistem familiares, amigos e/ou membros da igreja.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Prezado docente, inicie a aula com a apresentação, pelos alunos, dos resultados da análise pessoal solicitada no final da aula passada (sobre como cada aluno distribui o tempo diário com as realizações mais importantes da sua própria vida). Essa apresentação vai abrir a discussão sobre a aula de hoje, que vai tratar da otimização do ritmo da vida, debaixo da orientação divina. Reflita com os alunos, por alguns instantes, sobre as causas de tantas pessoas que possuem prosperidade financeira serem frustradas familiarmente, as quais apresentam graves problemas emocionais, e por que isso ocorre até mesmo entre cristãos. Conclua dizendo que, para ter vida com qualidade, é preciso seguir na cadência divina; caso contrário, todo o esforço será inútil, como o é “correr atrás do vento” (Ec 2.17 — NVI).

TEXTO BÍBLICO
Gênesis 33.1,4,10-16.
1 E levantou Jacó os olhos e olhou, e eis que vinha Esaú, e quatrocentos homens com ele. Então, repartiu os filhos entre Leia, e Raquel, e as duas servas.
4 Então, Esaú correu-lhe ao encontro e abraçou-o; e lançou-se sobre o seu pescoço e beijou-o; e choraram.
10 Então, disse Jacó: Não! Se, agora, tenho achado graça a teus olhos, peço-te que tomes o meu presente da minha mão, porquanto tenho visto o teu rosto, como se tivesse visto o rosto de Deus; e tomaste contentamento em mim.
11 Toma, peço-te, a minha bênção, que te foi trazida; porque Deus graciosamente ma tem dado, e porque tenho de tudo. E instou com ele, até que a tomou.

12 E disse: Caminhemos, e andemos; e eu partirei adiante de ti.
13 Porém ele lhe disse: Meu senhor sabe que estes filhos são tenros e que tenho comigo ovelhas e vacas de leite; se as afadigarem somente um dia, todo o rebanho morrerá.
14 Ora, passe o meu senhor diante da face de seu servo; e eu irei como guia pouco a pouco, conforme o passo do gado que está diante da minha face e conforme o passo dos meninos, até que chegue a meu senhor, em Seir.
15 E Esaú disse: Deixarei logo contigo desta gente que está comigo. E ele disse: Para que é isso? Basta que eu ache graça aos olhos de meu senhor.
16 Assim, tornou Esaú aquele dia pelo seu caminho a Seir.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO
Já estudamos a respeito da preguiça — usar o tempo no minimum (do latim, que significa mínimo, “o menor de todos”), ativismo — usar o tempo no maximus (do latim, que significa máximo, “o maior de todos”) e, agora, estudaremos a respeito do equilíbrio entre as duas condutas. Entre a conduta do maximus e do minimum, está a do optimus, em que o indivíduo interage com o mundo exterior de maneira tranquila, sem pressa ou demasiadamente lento, mas no ritmo correto, como diria Jacó: “no passo do gado [...] e dos meninos” (Gn 33.14). [Comentário: O tempo é algo precioso, há até um dito popular que reza: “tempo é dinheiro”. Saber usar adequadamente o tempo é primordial para as finanças, para a vida social e principalmente, para a vida espiritual – sabendo que para o crente não existe separação entre ‘profano e sagrado’, porque "... quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus" (1Co 10.31). O crente é chamado a perceber e a viver a dimensão do tempo numa realidade cujo sentido deve ser mais pleno de significado, mais do que o simples suceder das horas e dos dias. O que deve marcar o ritmo do tempo para o crente é o seu encontro pessoal com Deus, Senhor do tempo e da eternidade.]Dito isto, vamos pensar maduramente a fé cristã?

I. UMA VIDA QUE VALE A PENA

1. A verdadeira riqueza. Uma pessoa rica diante de Deus não é aquela que possui muito dinheiro e bens, mas aquela que desfruta de uma vida abundante (Jo 10.10). Essa é a vida que vale a pena ser vivida e constitui-se na verdadeira riqueza. Aliás, o filósofo estóico Sêneca (4 a.C — 65 d.C) afirmava que “até hoje o dinheiro nunca enriqueceu ninguém”. Deus também nos exorta quanto ao desejar as riquezas deste mundo: “Não te canses para enriqueceres; dá de mão à tua própria sabedoria. Porventura, fitarás os olhos naquilo que não é nada? [...]” (Pv 23.4,5). Sem dúvida, a verdadeira riqueza não pode ser encontrada nos bens materiais, pois ela está na simplicidade, nos pequenos detalhes, em grandes iniciativas, nos nobres propósitos. É com essa visão que cada um terá o melhor de Deus. Jesus falou uma parábola a respeito de um homem que achou uma ótima pérola, de grande valor, então ele vendeu tudo quanto possuía e comprou-a (Mt 13.46). Quando se conhece o melhor de Deus, a vida que vale a pena, ninguém quer voltar a viver como antes. [Comentário: Não devemos entender aqui uma defesa à pobreza ou condenação de projetos que nos alcem mais altos profissionalmente, ou que seja errado almejar uma vida digna. Em 1 Timóteo 6.10, Paulo escreve: “Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores”. Para entender o que Paulo nos diz, devemos evitar dois erros: Primeiro, Paulo não diz que o dinheiro é a raiz de todos os males, mas sim que o amor ao mesmo. Segundo, não devemos negligenciar entender o porquê o amor ao dinheiro é declarado como sendo “a raiz de todos os males”. Afinal, de acordo com Gênesis 3.1-5, o pecado original, a raiz de todos os males, foi o desejo do homem de ser seu próprio deus e determinar o bem e o mal, a lei e a moralidade para si mesmo. Como isso está relacionado com o amor ao dinheiro? Observe que Paulo não diz que o amor à riqueza é a raiz de todos os males. Riqueza tem várias definições. Um homem forte na fé é rico, pois tem riquezas que a maioria dos homens carece. Além disso, no decorrer da história, a riqueza tem sido definida em termos de uma família e clã forte. Em algumas culturas, um homem sem uma família não pode encontrar trabalho e é considerado como um criminoso, visto que não tem nenhuma família para avalizá-lo ou corrigir algum erro que cometa; um homem que deixa sua família em tal sociedade é um criminoso. Na esfera material, a maior forma de riqueza na história tem sido a terra. A terra fornece ao homem tanto um lar como uma fonte de alimento potencial. No decorrer dos séculos, um homem com terras era um homem livre. (Nossa estrutura de impostos colocou um fim nisso, e tal foi feito deliberadamente). Uma vez foi verdade que “a casa de um homem é o seu castelo”, e a terra de um homem era imune à intrusão. Em meu tempo de vida, mais que uns poucos vaqueiros do oeste mantinham que eles tinham o direito de atirar num invasor. O pensamento deles tinha raízes antigas. Paulo não fala contra nenhuma dessas formas de riqueza. Na verdade, essas são totalmente bíblicas em caráter. Por que ele escolheu o dinheiro? O dinheiro tem uma história curiosa. O dinheiro verdadeiro é ouro ou prata, enquanto moedas comuns e papel-moeda representam a falsificação estatista do dinheiro. Roma teve uma longa história de desvalorizar sua cunhagem. Por que o dinheiro era tão perigosamente mal aos olhos de Paulo? A raiz de todos os males é a vontade do homem de ser o seu próprio deus e seu próprio determinador da realidade, do bem, mal e tudo o mais. Extraído de ‘O Amor ao Dinheiro’ Rev. R. J. Rushdoony, Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto, disponível em: http://www.monergismo.com/textos/dizimos_ofertas/amor-dinheiro_rushdoony.pdf]

2. Definindo princípios. Somente quando o ser humano entende o que é a verdadeira riqueza, ele consegue definir os princípios que vão aperfeiçoar o seu ritmo de vida. Quando compreendemos o que é ser rico de verdade, deixamos de ser egoístas e passamos a amar mais nosso semelhante. A flora, a fauna, os astros celestes, as belezas dos habitats naturais, tudo ganhará um novo brilho e um novo fulgor. Passamos a administrar, como fiel mordomo, corretamente tudo que chegar às nossas mãos, e o nosso anelo pela companhia de Deus será constante. Quanto mais nos aproximamos de Deus, mais perdemos o desejo pelas coisas materiais e nossos pensamentos passam a se voltar para as “coisas que são de cima e não nas que são da terra; porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus” (Cl 3.2,3). [Comentário: Jesus diz: “Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens” (Lc 12.15). Desde o início, sabemos que uma pessoa nunca deve ser obcecada por dinheiro. Contudo, dinheiro é o assunto sobre o qual muitas pessoas pensam constantemente, e elas avaliam a si mesmos e aos outros com base em suas riquezas. Certamente, as pessoas se preocupam com todos os tipos de coisas, tais como seus relacionamentos, seus filhos e sua saúde. Todavia, é verdade que muitas delas gastam muito ou até mesmo a maioria do seu tempo se preocupando com questões financeiras. Por outro lado, Jesus diz que “a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens”, e pensar e se comportar de uma forma que seja contrário a isso pode ser uma indicação de ganância. Ele tinha muito mais o que dizer sobre o assunto do que isso, como o seguinte estudo de duas parábolas sobre riquezas mostrará. [...]Deus não é contra que tenhamos dinheiro, e realmente ele faz com que pessoas prosperem à medida que ele quer, mas ele quer que estejamos preocupados apenas com as coisas de Deus: Observem como crescem os lírios. Eles não trabalham nem tecem. Contudo, eu lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles. Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, quanto mais vestirá vocês, homens de pequena fé! Não busquem ansiosamente o que comer ou beber; não se preocupem com isso. Pois o mundo pagão é que corre atrás dessas coisas; mas o Pai sabe que vocês precisam delas. Busquem, pois, o Reino de Deus, e essas coisas lhes serão acrescentadas. Não tenham medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do Pai dar-lhes o Reino. (Lc 12.27-32) Fonte: Vincent Cheung, The Parables Of Jesus, Capítulo 5. Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto felipe@monergismo.com, Cuiabá-MT, 31 de Agosto de 2005]

3. A importância do próximo. O aperfeiçoamento do ritmo da vida passa, necessariamente, em reconhecer a relevância do próximo, feito à imagem e semelhança de Deus, com quem interagimos diariamente. O valor da vida não está na prosperidade individual, mas, sobretudo no amor ao próximo. Conta-se a história a respeito de uma tribo africana chamada Ubuntu, na qual um antropólogo propôs uma competição: a criança que chegasse primeiro a uma árvore ganharia todos os doces que estavam ali em um cesto. Quando foi dada a largada, as crianças deram as mãos e saíram correndo à árvore mencionada e lá repartiram o prêmio. O antropólogo perguntou porque elas fizeram aquilo, ao que responderam: “Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?”. Que exemplo! Aperfeiçoar o ritmo da vida depende, em grande medida, em ser obediente a Deus e, consequentemente, promover a felicidade das outras pessoas. [Comentário: Não podemos esquecer que nosso mundo tem regras que não podemos mudar. Antes, temos que nos adaptar a elas, mesmo que a contragosto. “Foste chamado sendo escravo? não te preocupes; mas se ainda podes tornar-te livre, aproveita a oportunidade. Pois aquele que foi chamado no Senhor, mesmo sendo escravo, é um liberto do Senhor; e assim também o que foi chamado sendo livre, escravo é de Cristo” (1Co 7. 21-22), contudo, não podemos permitir que a cultura nos escravize e nos afaste de Deus (1Co 7.23-24). Filipenses 2.1-8 diz: "Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão no Espírito, se alguns estranháveis afetos e compaixões, completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa. Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-Se a si mesmo, sendo obediente até a morte e morte de cruz". Quando Deus fez o ser humano segundo a sua imagem e semelhança, conferindo-lhe atributos, como espiritualidade, racionalidade e sociabilidade, instituiu-se no cenário histórico do Éden uma relação unilateral entre o Criador e as pessoas, as quais foram criadas para amá-lo sobre todas as coisas e se amarem mutuamente.  Na perspectiva cristã, a relação alteritária, que hoje tem sido um valioso objeto de estudo para educadores, sociólogos, psicólogos e tantos  outros cientistas sociais, teve início no ser de Deus, que sempre subsistiu num relacionamento Triúno, criando-nos para a relação mútua com tudo aquilo que nos cerca. Nesse sentido, é importante que estejamos sempre conscientes de que somos seres sociais e precisamos nos envolver com o outro, e constatar que, apesar dos sentimentos egoístas que conduzem as filosofias de um século materialista e hedonista, as pessoas podem experimentar de maneira limitada, a partir da graça comum, mudanças imperceptíveis e necessárias que acontecem no universo das relações humanas, produzindo, ainda que imperfeitamente, sombras da sensibilidade, solidariedade,  acessibilidade,  diálogo e respeito mútuo. ‘A importância do outro em nossa história’, Pr Emerson de Arruda, disponível em: http://www.teologiabrasileira.com.br/teologiadet.asp?codigo=192]

Pense!
Viver de modo a pensar na felicidade das outras pessoas, não atrapalharia a otimização do meu desempenho pessoal?

Ponto Importante
O tempo gasto com propósito significa “o tempo gasto com a felicidade dos outros”, pois a vida só tem sentido se tiver como foco Deus e os semelhantes.

II. CUIDANDO DE SI MESMO

1. Corpo, templo do Espírito. Aperfeiçoar o ritmo da vida implica investir tempo para cuidar de si mesmo, como recomendou Paulo ao jovem Timóteo (1Tm 4.16). Jesus também pediu aos discípulos que deixassem um barquinho à disposição para que pudessem, de vez em quando, sair da pressão do cotidiano e descansar longe das multidões. Paulo fala a respeito do exercício corporal, dizendo que ele tem pouco proveito, se comparado à piedade (1Tm 4.8), mas, com isso, ele não estava desprezando a importância da atividade física, que é indispensável para se manter a saúde física e a boa forma do templo do Espírito Santo (1Co 6.19). [Comentário: "Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?" (1Co 6.19). Nosso corpo é o Templo do Espírito Santo, por isso devemos cuidar bem dele, agindo e vivendo de modo equilibrado. Não são poucos os servos de Deus que estão enfermos. Alguns sofrendo de doenças degenerativas, outros nem tanto. Muitos sofrem ao ver a corrupção de seu corpo. O clamor de certos aflitos semelha-se ao grito de dor e angústia de Paulo: "Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?" (Rm 7.24). Por mais que essa dor o aflija, não se desespere. Ainda que esta seja a tua oração diária, não desanime. Se já chegaste ao teu limite, e como Jó disseste: "Pereça o dia em que nasci, e a noite em que se disse: Foi concebido um homem" (Jó 3.3), tranqüilize-se. Um novo corpo, celeste e incorruptível, o aguarda: "Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus" (2 Co 5.1). O teu fim é glorioso! Entenda que o teu gemido não é para ser despido deste tabernáculo, transitório e frágil, mas para ser "revestido, para que o mortal seja absorvido pela vida" (2 Co 5.4). Deus preparou um corpo glorioso para seus filhos!]

2. Mente, sede dos pensamentos e emoções. Há uma guerra em curso na mente das pessoas. No campo de batalha da mente há conflitos de natureza emocional e espiritual. Por isso, a Bíblia recomenda que o cristão utilize o capacete da salvação, de maneira que a mente esteja sempre bem protegida (Ef 6.17). A fim de proteger a mente, Paulo nos aconselha a pensar em coisas nobres, boas e úteis (Fp 4.8). Há um pensamento cristão antigo, atribuído a Martinho Lutero, que diz que “ninguém pode impedir que os pássaros voem sobre a cabeça, mas é possível evitar que eles façam ninho nela”. Este é exatamente o ponto importante, deixar a mente envolvida com pensamentos saudáveis, edificantes e otimistas. Se desejarmos ter saúde emocional, espiritual e física, precisamos ter o controle da nossa mente e sentimentos, evitando todo pensamento e sentimento tóxico, ruim, contrário aos princípios bíblicos divinos. [Comentário: Ao longo da história vários filósofos apregoaram orgulhosamente que o pensamento é perfeito e assim o último juiz. Mormente no século 18 essa onda se levantou, colocando o pensar, o “ratio”, no trono, levando por isso o nome de racionalismo. Esse século era o tempo das perucas, e homens como Zinzendorf e John Wesley se conformaram com dignidade a esse costume exterior da época, mas não com a tendência racionalista dos anos de sopros anti-bíblicos. Esse século de “iluminismo” terminaria num redemoinho de sangue na Revolução Francesa, implantando até o penumbroso “culto da razão”. De fato, o homem é incuravelmente religioso. Se rejeitar a Deus e sua Palavra, ele acabará construindo seus próprios deuses, à sua própria imagem. O apóstolo Paulo conhecia bem as correntes filosóficas da sua época e neste versículo nos advertiu pelos possíveis desvios do nosso pensar. Deus mesmo nos revela sua pessoa e sua vontade mas, por causa da nossa natureza caída, inclusive do nosso pensar, pintamos quadros distorcidos do Senhor. Também hoje usam até sofismas, argumentos falsos procurando levar outros a desacreditar na existência de Deus. http://www.ultimato.com.br/conteudo/pensamentos-cativos. Alguns pesquisadores calculam que 10.000 pensamentos passam pela cabeça humana por dia. Significa 3.500.000 por ano, ou mais de 200 milhões numa vida! Se somos o que pensamos, quem é você? Mudança bíblica, verdadeira, começa com a renovação da nossa mente. Romanos 12.2 diz: “transformais-vos pela renovação da vossa mente”. Essa renovação envolve um processo de auto-exame, o que podemos chamar uma vida “coração-cêntrica”. Infelizmente, a maioria das pessoas só focaliza coisas externas, e não questões "essenciais" (ou seja, da essência do seu ser). Como certo filósofo disse, “A vida não examinada não vale a pena ser vivida!” O cristão examina sua vida à luz da Palavra de Deus, que discerne motivos e intenções do coração (Hb 4.12,13). Mas lembre-se: nosso coração é traiçoeiro, mais escorregadio que sabão (Jr 17.9,10)! Deus nos deu a Palavra para revelar para nós mesmos quem somos, e quanto precisamos dEle. A vida cristã é uma vida de tensão entre a contrição causada pelo conhecimento da miséria do meu coração, e o agradecimento pela obra de Cristo na cruz. Se focalizarmos somente a miséria do coração, ficaremos atolados no desânimo. Precisamos "pregar o Evangelho a nós mesmos", correndo para o trono que jorra graça para obtermos misericórdia e graça em tempo oportuno (Hb 4.15,16). Somente assim é que levaremos cativo todo pensamento à obediência de Cristo.]

3. Família, fonte de alegria. O maior tesouro que um homem possui, depois de Jesus Cristo e da salvação, é sua família. Por isso, é preciso que o homem invista parte significativa do seu tempo (pelo menos um dia por semana) com aqueles que Deus lhe deu para dividir, em família, o dom da vida. [Comentário: A família cristã é uma comunhão de pessoas, vestígio e imagem da comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A cultura contemporânea está redefinindo o conceito de família, contudo, o conceito cristão jamais sucumbirá. Escola de relações sociais. Amar ao próximo é a segunda tábua da lei. Isso também é um negócio de família. A vida familiar oferece oportunidades maravilhosas para mostrar o amor de Cristo aos outros. Por quê? Porque a vida familiar fornece as maiores ocasiões de conflito relacional. Tiago 4 aborda o conflito social com perguntas perceptivas: “De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne?” (Tiago 4.1). Normalmente, nós procuramos fora de nós mesmos a razão para os conflitos: “ele me deixa louco”, “ela riu de meus erros”. Tiago vira o jogo contra nós. Ele diz que os conflitos relacionais vêm de paixões que guerreiam em nossos corações. Nossas paixões e desejos produzem conflitos. A família é o lugar para adquirir percepção sobre os desejos que guerreiam dentro de nós e causam conflito com os outros. É o local para identificar a feiura do narcisismo. A vida familiar proporciona a oportunidade de aprender a excelência do amor sacrifical pelos outros. É um excelente lugar para aprender a verdadeiramente buscar os interesses dos outros. Conflitos familiares não são interrupções indesejadas nos negócios da vida. Eles são uma parte vital de aprender a viver em amor. Família é um lugar para amar o próximo. http://voltemosaoevangelho.com/blog/2016/06/familia-crista-comum-vive-partir-da-graca-extraordinaria/]


Pense!
O que fazer nos momentos em que maus pensamentos aparecem?

Ponto Importante
Não podemos impedir que os maus pensamentos venham a nossa mente, mas podemos impedir que eles fiquem e venham nos contaminar e nos afastar dos propósitos de Deus.

III. O PONTO OPTIMUS

1. Fazendo o mais fácil. Deus sempre tem um tipo ideal de tarefa para seus filhos: a mais fácil. Aos homens ficou a incumbência de realizar apenas as coisas fáceis. A parte difícil fica na responsabilidade do Senhor. Por exemplo: plantar a semente de uma árvore é fácil, por isso é tarefa humana, mas fazer a semente explodir sob a terra e dali surgir um broto, que, tempos depois, se transformará em árvore frondosa, cheia de frutos, é bastante complicado. Essa é a parte de Deus. Ocorre que, em muitos casos, os homens querem fazer a parte de Deus, a difícil, e entram em grande aflição, pois terão que usar o ponto maximus de sua disponibilidade e não alcançarão os resultados desejados, ademais estarão sob intenso estresse. [Comentário: Buscar os objetivos... Ou esperar no SENHOR? Esta é uma pergunta que todo crente enfrenta mais cedo ou mais tarde. Muitos acreditam que por entregarem a Deus os desejos do coração não é preciso se esforçar para conseguir o que almejam. Outros acreditam que Deus apenas abençoa quem trabalha ou, então, que Deus não se importa com questões pessoais. Mas, afinal, qual é a atitude que a Bíblia recomenda? Devo esperar pacientemente no Senhor, e não fazer nada, ou devo ir à luta e buscar o que desejo? A resposta não é simples... mas precisamos entender como Deus trabalha. Se lermos a Bíblia de capa a capa, encontraremos situações muito diferentes: algumas vezes Deus mandou o povo guerrear (Juízes 20.34, 2Samuel 17.11), noutras vezes disse que o povo não deveria fazer nada e só esperar o livramento (II Reis, cap 19) e, ainda outras vezes, Deus mandou o povo lutar, mas reduziu o número de soldados de Israel (Juízes, cap 7). Algumas vezes Deus fez o alimento literalmente chover sobre seu povo (Êxodo 16:4), mas noutras o alimento precisou ser pescado, ainda que miraculosamente (Lucas 5:1-11). Se você reparar, Deus não tem uma fórmula pronta, nem única, para cuidar de seus filhos, mas sempre cuida deles. Aí surge a questão: quando eu devo trabalhar... e quando esperar? A resposta quem dará é o próprio Deus, que fala conosco de formas variadas, como por exemplo, através da oração, da leitura da Bíblia e dos seus profetas. O Espírito Santo não só intercede por nós mas também nos orienta, se dermos liberdade para Ele. Quanto mais estivermos em comunhão com Deus, mas fácil será ouvir Suas orientações. É importante perceber que Deus age em parceria com o homem. Ele faz a parte dEle... e nós devemos fazer a nossa. Para saber qual é a nossa parte, o primeiro passo é ler sua Palavra, pois ela dá as orientações e princípios gerais. A Bíblia nos manda trabalhar, nos esforçarmos, termos bom ânimo, fazer tudo da melhor forma que pudermos, fazermos tudo com o coração. Também nos manda sermos honestos, seguirmos o exemplo de Cristo e não fazermos ao próximo nada que não gostaríamos que fizessem conosco. Manda os empregados trabalharem com dedicação e "não por vista", como se estivessem trabalhando para Jesus... e manda os patrões agirem do mesmo modo. Leia mais em: http://www.prazerdapalavra.com.br/colunistas/william-douglas/2610-buscar-os-objetivos-ou-esperar-no-senhor-william-douglas]

2. Fazendo no melhor prazo. Plantar uma semente, como dito anteriormente, é fácil, mas faz-se necessário que a ação ocorra no melhor prazo (optimus), isto é, no tempo e modo de Deus. Isso fala de discernimento do tempo e estratégia, como acontecia com os filhos de Issacar, os quais eram peritos “na ciência dos tempos, para saberem o que Israel devia fazer [...]” (1Cr 12.32). Esses homens sabiam se a atividade deveria ser realizada, analisavam a conveniência da oportunidade e qual seria estratégia adequada. Eles conduziam Israel a fazer as coisas no melhor prazo (optimus). [Comentário: A “ciência dos tempos” (1 Cr 12.32) é uma das mais importantes. Compreender os períodos espirituais será cada vez mais essencial, conforme nos aproximamos do fim. Em Eclesiastes 8.5, lemos que “o coração do sábio discernirá o tempo e o modo”. Se formos sábios de coração, daremos atenção a importância de discernir os tempos e desenvolveremos esta habilidade. O agir de Deus como Senhor do tempo, da vida e da história é na exata medida de sua precisão. Ele é perfeito em tudo que faz. A pressa é própria do homem, mas devemos aprender a confiar na providência divina, mesmo que isto não seja algo que se aprenda num estalar de dedos, são as experiências vividas que nos proporcionarão esse aprendizado.]

3. Aceitando os resultados. Nem tudo acontece como planejamos, ainda que haja a otimização do ritmo da vida. Agir no tempo e modo adequados (optimus) não é garantia de que todos os objetivos serão atingidos, porém uma coisa é certa: a pessoa terá vivido o melhor de Deus. Imprevistos acontecem e, por isso, aqueles que estão no caminho correto, seguindo no ritmo de Deus, precisam aceitar alguns resultados indesejados. Habacuque entendia bem isso. Ele sabia que o fato da figueira não florescer, da videira não dar frutos e da impossibilidade de produzir azeite dos frutos colhidos das oliveiras (três tempos de plantações feitas corretamente, no optimus), não era o fim da vida. De um jeito, ou de outro, ele se alegraria no Senhor e exultaria em Deus (Hc 3.17), demonstrando o que significava viver uma vida abundante, uma vida que vale a pena. [Comentário:Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu” (Ec 3.1). Quantas vezes nos esquecemos dessa grande verdade, nos desesperamos e ficamos impacientes quando as coisas não saem como gostaríamos. Quando o apóstolo Paulo rogou a Deus para tirar seu espinho na carne, qual foi a resposta? “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Co 12.8-9). O mesmo vale para nós hoje, agora, neste exato momento. Tudo o que estejamos passando ou sentindo, seja qual for a situação ou dificuldade, a graça de Deus é suficiente para nós. “É por isso que, por amor de Cristo, tenho prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Porque, quando sou fraco, então é que sou forte” (2Co 12.10). Não nos preocupemos com o tempo, o calendário de Deus é diferente do nosso. Deixemos de lado questões como “Quanto tempo ainda, ó Senhor?” Lembremos do que Jesus disse: “Não lhes compete saber os tempos ou as datas que o Pai estabeleceu pela sua própria autoridade. Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra” (At 1.7-8). Leia mais: http://ibnvriopardo.webnode.com.br/news/o-tempo-de-deus/]

Pense!
Quem segue no ritmo de Deus, no curso da vida, sempre terá resultados materiais satisfatórios?

Ponto Importante
Aqueles que estão seguindo no ritmo de Deus devem aceitar alguns resultados indesejados, confiando que Deus nunca perde o controle da História.

CONCLUSÃO
Aperfeiçoar o ritmo da vida, de acordo com o padrão de Deus, exige discernimento, haja vista que, diante do corre-corre do cotidiano, muitas vezes, o homem é empurrado para o precipício do ativismo ou para o desânimo da preguiça. Para saber o tempo e o modo de vida saudável é indispensável pedir orientação ao Senhor, para seguir o ritmo da vida sem sofrer a influência da filosofia deste mundo. [Comentário: Quando aplicamos as verdades de Deus, contidas na Bíblia Sagrada, à nossa vida diária, então, adquirimos a sabedoria que vai nos fazer colocar as nossas prioridades na ordem certa. Ao fazer isto, notamos que o nosso tempo não encolheu mas dilatou. O tempo determinado por Deus é agora. Nós temos o poder de viver para Cristo agora. No meio de nossas tempestades, dores e dificuldades, agora podemos fazer a diferença. “Porque Deus derramou seu amor em nossos corações pelo Espírito Santo, que Ele nos tem dado” (Rm 5.5). Ponha seus projetos diante do Senhor, sem preocupação mas com convicção de que Ele já tem o melhor para você e no Seu tempo virá, para a glória do Seu Nome. Sabemos que o Deus a quem nós servimos sempre age na hora certa. “Por amor de Sião eu não vou ficar calado, por amor de Jerusalém não vou ficar quieto, até que a sua justiça brilhe como a aurora, e a sua salvação como uma tocha acesa” (Is 62.1). A conclusão é: Mateus 6.33 “buscai primeiro o reino de Deus, e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. Deus acrescentará à nossa vida sabedoria para administrá-la bem, sabedoria para saber remir o tempo e sabedoria para saber colocar as prioridades no lugar certo.] Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória. Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém”. (Judas 24-25),
Francisco Barbosa
Campina Grande-PB
Julho de 2017

HORA DA REVISÃO
1. Conceitue o optimus.
O indivíduo interage com o mundo exterior de maneira tranquila, sem pressa (maximus) ou demasiadamente lento (minimum), mas no ritmo correto.
2. A mente humana necessita, segundo a lição, estar calcada em quais pensamentos para atingir o optimus?
Precisa estar focada em pensamentos que sejam úteis e, acima de tudo, que sejam para o louvor e agrado de Deus.
3. Jesus sabia como viver no optimus?
Ele é o maior exemplo para sabermos como lidar com o cotidiano da nossa vida.
4. Quais descendentes de Jacó eram peritos “na ciência dos tempos, para saberem o que Israel devia fazer”?
Filhos de Issacar.
5. Como sua vida está? O que fazer para alcançar o optimus?
Resposta pessoal.


SUBSÍDIO

“Posso cair facilmente na rotina de chegar em casa no fim do dia após lecionar na universidade e, sem perceber, caminhar no ‘solo sagrado’ na sala de nossa casa onde meus dois filhos pequenos estão envolvidos em um projeto de construção com seus blocos de montar. Por quê? Porque estou indo verificar meus e-mails, sem perceber o que poderia ter acontecido se eu ‘tirasse as sandálias dos meus pés’ — ou talvez, no sentido literal, se eu tirasse os sapatos — e ajoelhasse no chão para me juntar aos meus filhos. Mas se eu fizesse uma oração esclarecedora, antes de atravessar a porta da frente de nossa casa, pedindo a Deus sabedoria, posso lhe dizer que é quase certo que iria limpar minha mente e eu não estaria prestes a passar por cima do momento sagrado no chão com meus dois filhos.
E à medida que adquire sabedoria [...] você aprende a tolerar as incertezas da vida bem como seus altos e baixos. Você tem uma noção de como as coisas funcionam ao longo do tempo e de como Deus pode ajudá-lo a compreendê-las. Pessoas sábias geralmente partilham um otimismo que as mantém seguindo em frente, e elas experimentam uma calma quando enfrentam decisões difíceis. Em outras palavras, elas veem a situação como um todo” (PARROTT, Les. Você é Mais Forte do que Pensa. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2014, p.38).

Fonte: O texto das Lições Bíblicas Jovens, 3° trimestre de 2017 – CPAD foi copiado do site Estudantes da Bíblia, disponível em: http://estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2017/lbj-2017-03-04.htm

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