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7 de outubro de 2015

(JOVENS) Lição 2: Relacionamento em família




Data: 11 de Outubro de 2015
TEXTO DO DIA
Deus faz que o solitário viva em família [...](Sl 68.6a).
SÍNTESE
Deus criou a família como centro de comunhão e realização humana, um lugar por meio do qual as bênçãos divinas fluiriam sobre a Terra.
AGENDA DE LEITURA
SEGUNDA — Gn 2.24
A instituição da primeira família
TERÇA — Gn 3.12-20
A crise na primeira família
QUARTA — Gn 4.8-16
A primeira tragédia entre irmãos
QUINTA — Gn 4.18-24
A família monogâmica ameaçada
SEXTA — Gn 4.25-26
Restauração do propósito divino na família
SÁBADO — Ef 5.22-6.4
Princípios divinos para uma família saudável
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • COMPREENDER o propósito da criação da família;
  • ENTENDER o significado de honrar os pais;
  • DESENVOLVER a boa comunicação em família.
INTERAÇÃO
Como foi a recepção da lição anterior entre os alunos? O desejo dos editores é que essas lições se transformem em atitudes que mudem, fortifiquem e ampliem os relacionamentos por meio de uma reflexão mais bíblica do que social, todavia, sem ignorar a contribuição de ambas à completa compreensão do temário. Portanto, leia atentamente o texto complementar na seção Subsídio; adapte a lição ao contexto social e nível de compreensão de seus alunos, pesquise em fontes confiáveis, e empregue recursos didáticos diversificados. Que o Senhor continue abençoando vossa vida e ministério.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Nesta lição, depois da introdução ao tema, distribua um pedaço de papel para cada aluno e solicite que eles escrevam apenas uma palavra que descreva o conceito de família para eles. Não pode ser dois ou três vocábulos, mas apenas e exclusivamente um. Fique atento aos termos e escreva-os no quadro ou outro lugar apropriado. De acordo com o desenvolvimento da aula, inclua essas palavras em sua ministração, ora conceituando-as, ora afirmando ou corrigindo-as. Seja perspicaz e procure compreender o que levou o aluno a destacar tal palavra.
TEXTO BÍBLICO
Salmos 128.1-6; Efésios 6.1-4.
Salmos 128
1 — Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos!
2 — Pois comerás do trabalho das tuas mãos, feliz serás, e te irá bem.
3 — A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos, como plantas de oliveira, à roda da tua mesa.
4 — Eis que assim será abençoado o homem que teme ao Senhor!
5 — O Senhor te abençoará desde Sião, e tu verás o bem de Jerusalém em todos os dias da tua vida.
6 — E verás os filhos de teus filhos e a paz sobre Israel.
Efésios 6
1 — Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo.
2 — Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa,
3 — para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.
4 — E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.
COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO
No contexto da vida pós-moderna há uma grande crise e desconfiança nas instituições. Por vários fatores, nem sempre fáceis de serem compreendidos, o homem moderno se opõe as instituições tradicionais, como a religião e a família. Esta última tem sido alvo de ataques que procuram ruir os fundamentos bíblicos e cristãos que servem de âncora para uma família saudável e feliz. Nesta lição, estudaremos que a família cristã é um centro por meio do qual as bênçãos divinas devem fluir sobre toda a terra (Gn 12.3). [Comentário: A pós-modernidade é um conceito da sociologia histórica que designa a condição sócio-cultural e estética prevalente no capitalismo após a queda do Muro de Berlim (1989), o colapso da União Soviética e a crise das ideologias nas sociedades ocidentais no final do século XX, com a dissolução da referência à razão como uma garantia de possibilidade de compreensão do mundo através de esquemas totalizantes. Nesse contexto, o relativismo e o hedonismo tem dominado a vida humana e colocado este em oposição ao tradicional e especialmente, à tudo o que é cristão. Nesta lição, o comentarista nos levar a pensar sobre o modelo bíblico para a família, modelo que é tomado inclusive, para descrever o relacionamento entre Jesus e a Igreja. O Rev Hernandes Dias Lopes escreve: “A pós-modernidade está firmada sobre o tripé: pluralização, privatização e secularização. A pluralização diz que há muitas ideias, muitos valores, muitas crenças. Não existe uma verdade absoluta, tudo é relativo. A privatização diz que nossas escolhas são soberanas e cada um tem sua própria verdade. A secularização, por sua vez, coloca Deus na lateral da vida e o reduz apenas aos recintos sagrados. A família está nesse fogo cruzado. Caminha nessa estrada juncada de perigos, ouvindo muitas vozes, tendo à sua frente muitas bifurcações morais. Que atitude tomar? Que escolhas fazer para não perder sua identidade? http://hernandesdiaslopes.com.br/2012/05/a-familia-na-epoca-pos-moderna/#.VhWayG4T8Q1] Vamos pensar maduramente sobre a fé cristã?

I. O IDEAL DA FAMÍLIA
1. O propósito de Deus (Gn 2.18-24). Deus criou a família para ser um centro de comunhão entre homem e mulher e os filhos gerados dessa relação. A família seria um núcleo irradiador das bênçãos divinas e realizações humanas. O trabalho (Gn 2.15), a subsistência (Gn 1.29,30), o lazer (Gn 2.1-3), o prazer e procriação (Gn 1.28), e os papéis sociais dos membros da família (Gn 2.24), estavam interligados harmoniosamente com o propósito do Criador. Deus vira que não era bom que o homem estivesse só (Sl 68.6), e, por isso, criou-lhe a família (Gn 2.18). A solidão é um agravo à saúde psicofísica da criatura humana e, por mais esta razão, o Senhor não deixaria a criatura feita à sua imagem sem um semelhante para comungar e expressar tudo quanto recebera da parte de Deus. Homem e mulher, portanto, fazem parte do mesmo projeto divino e ambos são responsáveis pela harmonia familiar, desenvolvimento da afetividade e crescimento pessoal. É na família que podemos crescer no conhecimento do Senhor (Os 6.3), amadurecer nossas emoções, e nos desenvolver como pessoas plenamente realizadas (Lc 1.80; 2.52). [Comentário: Deus nos criou e designou o casamento e a família como a mais fundamental das relações humanas. Em nosso mundo de hoje em dia, vemos famílias atormentadas pelo conflito e arrasadas pela negligência e o abuso. O divórcio tornou-se uma palavra comum, significando miséria e dureza para os múltiplos milhões de suas vítimas. Muitos homens jamais aprenderam a ser esposos e pais devotados. Muitas mulheres estão fugindo de seus papéis dados por Deus. Pais que não têm nenhuma idéia de como preparar seus filhos estão assim perturbados pelo conflito com seus rebentos rebeldes. Outros simplesmente abandonam seu dever, deixando filhos sem qualquer preparação ou provisão. A família começa com o casamento. Quando Deus criou Adão e Eva, ele revelou seu plano básico para o casamento: "Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne" (Gn 2.24). Este plano é claro. Um homem ligado a uma mulher. Milhares de anos mais tarde, Jesus afirmou que este ainda é o plano de Deus. Ele citou este versículo e acrescentou: "Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem" (Mt 19.6). Este casamento é uma relação para toda a vida. Somente a morte deve cortar este laço (Rm 7.1-3). O casamento é uma instituição divina, Gn 2.18. Foi Deus quem estabeleceu o matrimônio, com o objetivo de tornar o homem completo e feliz. A união conjugal não é um barco feito para naufragar. Jesus ressaltou a importância do matrimônio e o confirmou como sendo instituição divina, Mc 10.7-9. O casamento é uma união exclusiva, Gn 2.24. A idéia original de Deus para o casamento é a monogamia. O Senhor criou uma mulher, Eva, e a entregou a um homem, Adão. Contudo, a cobiça humana e as transformações culturais e sociais se encarregaram de fazer mudanças na estrutura familiar. Por isso a poligamia tornou-se tão comum nos relatos do Antigo Testamento e impregnou muitas culturas.]
2. O pecado (Gn 3). O pecado é uma ofensa contra Deus (Rm 3.23), e o próximo (Mt 6.14). Ele afasta as pessoas tanto de Deus como do outro. A primeira crise familiar foi provocada pela desobediência ao mandato divino (Gn 3.11), pela falta de franqueza e transparência no diálogo (Gn 3.1-5,12,13), e pelo egoísmo na satisfação das necessidades pessoais (Gn 3.6). Nesta crise encontram-se os infortúnios que atingem a família hodierna: desobediência, falta de diálogo, egoísmo e medo. O primeiro registro bíblico da palavra “medo”, “temor” ou “pavor” acha-se em paralelo ao problema do mal moral ou da Queda. Diz a Bíblia: “E chamou o Senhor Deus a Adão e disse-lhe: Onde estás? E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me” (Gn 3.9,10). O medo, segundo Gênesis, é produto do pecado, ou melhor, da perda da comunhão com Deus. Não há medo quando o crente está na relação certa com o Criador! Enquanto Adão mantinha-se em harmonia e comunhão com Deus, nada o atemorizava. O medo não existia antes da Queda, mas assumiu o controle das emoções humanas quando a criatura fora suficientemente corajosa para desobedecer o mandamento divino! [Comentário: O que é pecado? A resposta a esta pergunta não se encontra na filosofia humana, mas na revelação divina. Aos olhos dos homens o que é visto por uma pessoa como pecado, pode ser considerado por outra como inteiramente correto. Não é o que achamos nem sentimos que determina o que é pecado. Meus sentimentos ou pensamentos ao dizer que uma coisa é certa não a torna certa. A única regra pela qual crença ou conduta devem ser provados é a palavra d?Aquele que não pode mentir. Aos olhos dos homens, as coisas que uma vez foram consideradas pecaminosas, agora são vistas como boas e corretas. Houve um tempo em que era errado as mulheres usarem roupas à altura do joelho, mas agora já é certo usar mini-saia aos olhos da sociedade. Mas a Palavra de Deus já disse há séculos: "Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia" (1Tm 2.9). O pecado é descrito na Bíblia como transgressão à lei de Deus (IJo 3.4) e rebelião contra Deus (Dt 9.7; Js 1.18). O pecado teve seu começo com Lúcifer, a “estrela brilhante, o filho da manhã”, o mais belo e poderoso dos anjos. Não satisfeito de ser tudo isto, ele desejou ser o Deus altíssimo e esta foi sua queda e o começo do pecado (Is 14.12-15). Renomeado Satanás, ele trouxe o pecado à raça humana no Jardim do Éden, onde ele tentou Adão e Eva com a mesma fascinação: “sereis como Deus”. Gênesis 3 descreve a rebelião de Adão e Eva contra Deus e contra Seus mandamentos. Desde este tempo, o pecado tem sido passado através de todas as gerações da espécie humana e nós, descendentes de Adão, herdamos dele o pecado. Rm 5.12 nos diz que através de Adão, o pecado entrou no mundo e assim a morte veio a todos os homens, porque “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23).]
3. O lar abençoado por Deus (Sl 128.1-6). Pelo fato de os homens serem pecadores, nenhuma família será perfeita, porquanto as pessoas que a compõe são imperfeitas. É preciso entender isso e não exigir dos familiares uma perfeição impossível de alcançar. Comece dando-lhes o exemplo. Aceite e ame-os com todo desprendimento. O amor tudo suporta (1Co 13.7; Ef 4.2; Cl 3.13). Todavia, o lar pode e deve ser um lugar onde as bênçãos do Senhor estão presentes. O fundamento para a felicidade no lar são o temor ao Senhor e a submissão aos seus mandamentos (v.1). Observando deste modo, as realizações pelas quais a sociedade tanto labuta fluíriam naturalmente no lar: prosperidade financeira e realização no trabalho (v.2), completa realização no matrimônio e na criação dos filhos (v.3); porque assim é abençoado aquele que teme ao Senhor (v.5). [Comentário: A promessa de um lar feliz permite à família cristã refletir a bênção de Deus para a sua vizinhança. Ao criar a primeira família, Deus constituiu, nos limites do Jardim do Éden, o seu espaço de habitação (Gn 2.7-15), o lar em que os primeiros cônjuges viveriam um para o outro, teriam filhos e juntos desfrutariam de tudo quanto Deus lhes preparara. Era um lugar de bênçãos que cumpriria as verdadeiras funções do lar, como descrito na introdução. Esse foi e continua sendo o propósito de Deus para a família. Esses desígnios foram frustrados por aquele primeiro casal ter dado ouvidos à voz maliciosa e enganosa da serpente ao invés de obedecer a Deus. Expulsos do Jardim do Éden, Adão e Eva enfrentaram conseqüências gravíssimas para todos, em razão da incredulidade, da inveja, da porfia e do ódio serem também agora características da raça humana (Gn 4.1-8). Embora o pecado tenha trazido essas desastrosas conseqüências sobre a família, a promessa de um lar feliz continua sendo o propósito de Deus para o homem, enquanto na terra (Pv 3.33; Sl 128). Deus quer que os casais tenham vida harmoniosa, que amem um ao outro, pois foram criados para o amor mútuo (Gn 2.24), e façam do seu lar um centro de adoração ao Senhor em que os filhos cresçam num ambiente verdadeiramente cristão. Esse ideal é visto no modelo de casa que Deus ordenou às famílias de Israel (Dt 22.8). Ela deveria dispor de um parapeito no terraço para evitar a queda e conseqüentemente a morte de alguém. Era uma medida preventiva com o propósito de resguardar a vida das pessoas que estivessem na casa. Esta rica lição aponta para a função do lar em seu papel social, moral e espiritual. Isso implica que a boa formação de qualquer pessoa, em todos os aspectos, começa em lares bem estruturados na Palavra de Deus e que tenham "parapeitos" bem construídos (Pv 24.3; Jr 22.13). Lições Bíblicas CPAD, Jovens e Adultos. 4º Trimestre de 2007, Título: As promessas de Deus para a sua vida - Comentarista: Geremias do Couto; Lição 8: A promessa de um lar feliz, Data: 25 de Novembro de 2007.]
http://auxilioebd.blogspot.com.br/p/blog-page.html

Pense!
Cada membro da família é responsável pela unidade e harmonia doméstica. O que você está fazendo para essa harmonia?

Ponto Importante
A bênção do Senhor está sobre a família cujo fundamento é Cristo.

II. O SIGNIFICADO DE “HONRAR PAI E MÃE” (Êx 20.12; Ef 5.22,23; 6.1,2)
1. Obediência. O mais básico sentido de honrar os pais é obedecê-los (Pv 4.1-4; 23.22). Segundo a Bíblia, a desobediência aos pais implica em duras indigências e maldições (Pv 20.20; 30.17; Êx 21.15; Lv 20.9). Contudo, um filho submisso é a alegria dos pais (Pv 10.1; 13.1; 15.20). Neste aspecto, honrar os pais significa respeitá-los, obedecê-los e acatar seus conselhos. O mandamento de honrar pai e mãe é incondicional, imutável e vigente pelo tempo que os pais viverem. Infelizmente, alguns acham que tornar-se adulto e contrair matrimônio são ocasiões para livrarem-se dos pais. Em nenhuma fase da vida a pessoa está livre do cumprimento dessa ordem. [Comentário: Honrar seu pai e mãe é demonstrado através de palavras e ações que surgem de uma atitude interior de estima e respeito pela posição que ocupam. A palavra grega para honra significa reverenciar, estimar e valorizar. Honrar é dar respeito não apenas pelo mérito, mas pela posição. Por exemplo, algumas pessoas podem não concordar com as decisões de seu presidente, mas ainda devem respeitar sua posição como líder de seu país. Semelhantemente, filhos de todas as idades devem honrar seus pais, quer seus pais “mereçam” ou não. Deus nos exorta a honrar nosso pai e mãe. Ele tanto valoriza honrar aos pais que incluiu esse princípio nos 10 mandamentos (Êxodo 20:12) e novamente no Novo Testamento: “Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra” (Efésios 6:1-3). O apreço e obediência à Palavra de Deus são "parapeitos" construídos mediante o apego à Palavra. Ela deve estar firmemente plantada no coração e na alma dos componentes da família (v.18). A Bíblia deve ser ensinada no lar e nele prevalecer (vv.19,20). As Escrituras entre o povo de Israel deveria estar atada à mão, como testeira entre os olhos, sendo ensinada quando estivessem assentados em casa, andando pelo caminho, ao levantarem e ao deitarem, além de estar escrita nos umbrais das portas. Isso vai muito além do sentido literal e ritualístico que hoje os judeus ortodoxos dão ao texto, como os fariseus da época de Jesus, com os seus filactérios presos na testa e nos braços (Mt 23.5) e o mezuzah (trechos da lei divina) fixado nos umbrais da casa. Isso não era simplesmente um rito no judaísmo, mas um meio visível e prático de enfatizar que a Palavra de Deus era a fonte da felicidade dos lares israelitas. Ainda hoje esse é o desejo de Deus para as famílias cristãs em todo o mundo.]
2. Provisão. O segundo sentido do mandamento é prover os pais em suas necessidades. Qualquer teoria ou prática que pretenda desobrigar os filhos dessa responsabilidade contradiz as Escrituras (Mc 7.10-13). De acordo com Jesus, sustentar os pais na velhice (Mc 7.11-13) era um mandamento que não poderia ser anulado pela tradição. O Novo Testamento ensina o apreço e consideração pelos pais na velhice. Timóteo foi proibido por Paulo a repreender asperamente um ancião. Deveria admoestar os idosos como a pais e mães (1Tm 5.1,2), e as viúvas com mais de sessenta anos deveriam ser registradas na lista oficial de “viúvas da igreja” (vv.9,11). Todavia, a responsabilidade de cuidar dos pais em avançada idade era dos parentes próximos: “Mas se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua família, negou a fé e é pior do que o infiel” (v.8). Cuidar dos pais implica em suprir suas carências materiais (Sl 37.25) e não desprezá-los na velhice (Pv 23.22). Na morte, Jesus lembrou-se do cuidado devido à sua mãe (Jo 19.26,27), traduzindo deste modo o solícito pedido do salmista ao Senhor: “Não me rejeites no tempo da velhice; não me desampares, quando se for acabando a minha força” (Sl 71.9). [Comentário: Levítico 1.2: “Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando algum de vós oferecer oferta [Corbã] ao SENHOR, oferecerá a sua oferta de gado, isto é, de gado vacum e de ovelha.” A palavra oferecer aqui é a palavra Corbã que o Senhor também usou para falar daqueles judeus que não honraram seus pais. Em essência, o que esses judeus estavam dizendo aos seus pais era “tudo que vocês poderiam se beneficiar de mim, minha propriedade, minha renda, é Corbã dedicado a Deus e eu não posso dar isso a vocês. Isso era um voto que eles costumavam fazer para evitar dar aos seus pais. Eles fizeram um voto dedicando tudo para Deus e, portanto, eles podiam alegar que nada tinham para apoiar e logo, nenhuma obrigação para tal apoio em relação a seus pais. Como Barnes explica: “Se ele tinha uma vez dedicado sua propriedade e dito que era “Corbã” ou uma oferta a Deus – isso não poderia ser apropriado para o apoio dos pais. Se os pais eram necessitados e pobres e se dirigissem ao filho em busca de assistência, e o filho respondesse, embora irritado, “É dedicado a Deus; essa propriedade que vocês precisam, e por qual vocês poderiam estar aproveitando de mim é “Corbã” – Eu dei isso a Deus;” os judeus diziam que a propriedade não podia ser retirada e o filho não tinha obrigação de ajudar aos pais com ela. Ele tinha feito uma coisa mais importante ao oferecê-la a Deus. O filho estava livre. Ele não poderia ser requerido para fazer alguma coisa por seu pai depois daquilo. Assim, ele poderia em um momento se livrar da obrigação de obedecer ao seu pai ou mãe» (Notas de Albert Barnes na Bíblia, Albert Barnes (1798-1870)) Nosso Senhor Jesus Cristo condenou o uso da desculpa do “Corbã” – oferta a Deus – para evitar o auxílio aos pais. Obviamente para ele honrar aos pais era algo muito importante, tão importante quanto foi para Deus quando listou isso nos 10 mandamentos. http://www.jba.gr/Portuguese/Honre-seu-pai-e-sua-m%C3%A3e.htm]
3. Preservação moral. O terceiro aspecto do mandamento é a preservação moral dos pais. A observação a esse preceito trouxe bênçãos para Sem e Jafé, mas a desobediência incorreu em maldição para Canaã (Gn 9.20-29). Isto implica em não expor os pais ao ridículo, divulgar suas fraquezas, debochar da senilidade dos pais, entre outras (Pv 11.13; 19.26). Atente para o conselho de Provérbios 30.17. Lembre-se: “A glória dos filhos são seus pais” (Pv 17.6). [Comentário: É mandamento de Deus honrar nossos pais com tudo que essa honra pode incluir. O mandamento de honrar nossos pais é o primeiro mandamento com promessa e realmente uma grande promessa: Viver por muito tempo sobre a terra e estar bem com você! A maioria das pessoas não vai querer mais que isso! Bom, essa é a promessa! Embora, não é incondicional! É condicional e será concedida para aqueles que honrarem seus pais. O mandamento de honrar nossos pais era tão importante o que falasse mal de seus pais morreria. Sim, hoje vivemos sob a era da graça, mas o mandamento do Senhor e Sua promessa estão aí. Honra gera honra. Deus não vai honrar aqueles que não obedecem Seu comando de honrar seus pais. Se desejamos agradar a Deus e ser abençoado, devemos honrar nossos pais. Honrar não é fácil, não é sempre divertido, e com certeza não é possível apenas com nossas próprias forças. No entanto, honra é um caminho certo ao nosso propósito de vida: glorificar a Deus. “Vós, filhos, obedecei em tudo a {vossos} pais, porque isto é agradável ao Senhor” (Cl 3.20).]

Pense!
Honrar os pais é o primeiro mandamento com promessa: prosperidade e vida longa! Não almejas tais bênçãos?

Ponto Importante
Desonrar os pais é ofender Àquele que nos deu o mandamento: o Senhor.

III. A COMUNICAÇÃO NA FAMÍLIA (Sl 19.14; 141.3; 1Co 15.33)
1. A arte da comunicação familiar. Há um interesse social cada vez maior na arte da comunicação. Contudo, muito empenho é feito na área do crescimento profissional e pouco para melhorar a comunicação doméstica. Há pessoas que conversam com todos no trabalho, na escola e na igreja, mas são de poucas falas com a família. Não têm interesse no diálogo com os pais, filhos, irmãos, esposa. Comunicam-se mais pelas redes sociais com os estranhos, enquanto se fazem estranhos à própria família. A única coisa que comunicam é quando diz respeito às necessidades pessoais. Sabe-se que é impossível não se comunicar. As pessoas estão sempre se comunicando, seja com gestos, seja com posturas ou tom de voz. Até mesmo ficar em silêncio é uma forma de comunicação. O receio que alguns possuem em se comunicar na família reside no fato de que o diálogo modifica, muda ou afeta os sujeitos da comunicação. Quando os membros familiares interagem constantemente por meio do diálogo, eles estimulam e reforçam o que está sendo dito por meio de atitudes e gestos de modo que a comunicação define e aprofunda o relacionamento na família (Cl 3.16,17). A comunicação, portanto, influencia o comportamento e as atitudes das pessoas. [Comentário: Comunicação entre os membros da família hoje é quase nula. Comunicação é o ato ou efeito de comunicar-se, que é de emitir, transmitir e receber mensagens. É a capacidade de trocar ou discutir idéias, de dialogar, de conversar, com vista ao bom entendimento entre pessoas. A comunicação social, próprias dos seres humanos, é baseada em sistemas de signos em oposição à comunicação baseado em sistemas de instruções ou comandos, como a se faz entre animais ou máquinas. - Dicionário Aurélio Eletrônico. O grande problema da falta de comunicação em casa é levar à comunicação com os de fora; “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.” (1Co 15.33); “Põe, ó SENHOR, uma guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios” (Sl 141.3).]
2. Como melhorar a comunicação na família (Tg 3). Toda família é singular. Não existe uma família que seja igual a outra. Deste modo, não se pode receitar regras para se estabelecer a comunicação doméstica, mas é possível observar algumas normas gerais. Primeiro, procure conversar a respeito daquilo que interessa ao outro (Pv 10.32). Segundo, seja atencioso ao seu interlocutor (Pv 15.23). Terceiro, use palavras educadas e afáveis (Pv 15.1,4; 16.24). Quarto, resista à tentação de interromper a conversa (Pv 15.31). Quinto, não atenda as redes sociais enquanto conversa. Sexto, não ofenda e, se ofendido, mostre tolerância (v.17). Sétimo, respeite e não fale mal dos outros (Tg 4.11). Oitavo, rompa as barreiras que foram erguidas devido os problemas do passado. Nono, perdoe e aceite o perdão de seus parentes. Pai, mãe, irmãos e irmãs são laços que se estabelecem para sempre. Décimo, frequente as reuniões e celebrações familiares. [Comentário: “Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, SENHOR, Rocha minha e Redentor meu!”(Sl 19.14). É bom lembrar que diferenças de opinião não são necessariamente defeitos numa personalidade. Quem é que nos faz ser diferentes (1Co 4.7)? As diferenças que existem em cada pessoa enfatiza o fato que esforços vão precisar ser exercitados para termos boa comunicação um com o outro. Quando consideramos as diferenças de cada pessoa e procuramos de aproveitar o bom que cada um pode oferecer estamos mostrando ações de amor tanto para aquela pessoa quanto a seu Criador. É bom considerar porque Deus nos deu duas orelhas e uma só boca. Pode ser que devemos ouvir duas vezes mais que falamos. Um bom conversador sabe bem escutar os outros. E por falar de escutar, já percebeu que quando a boca está aberta, a mente já parou de coletar conhecimento? Portanto, para crescer em conhecimento, são os ouvidos que devem ser abertos e não a boca.]
3. Comece por você. A mudança para uma comunicação frutífera na família deve começar por você. Seja o exemplo! Não espere que o outro tome a iniciativa. Portanto, mostre-se aberto ao diálogo em família. Procure conhecer o perfil e áreas de interesse dos seus familiares. Começar um diálogo a partir daquilo que seu parente gosta é um bom início. Vença a barreira que a racionalidade impôs ao homem moderno e aprenda a demonstrar seus sentimentos. Diga aos seus pais, irmãos e irmãs o quanto você ama-os. Tome a iniciativa e crie oportunidades e ambiente propício à comunicação. [Comentário: O alvo de comunicação no lar não é nada diferente que o objetivo de viver que é de glorificar Deus em toda parte das nossas vidas (Ecl. 12;13; Rom 16:28; I Cor 10:31; I Ped 4:11). A comunicação pode ser útil para glorificarmos Deus ou pode ser usada para glorificar-nos a nós mesmos ou um outro homem. A exortação é:  Efésios 4.24, “E vos revistais do novo homem”; Colossenses 4.6, “a vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal”; Tito 2.7,8, “Em tudo te dá por exemplo de ... linguagem sã e irrepreensível”]

Pense!
Não escolhestes a família a qual pertences, mas tens a oportunidade de torná-la uma grande bênção!

Ponto Importante
A família é um presente de Deus para o pleno desenvolvimento de nossa humanidade.

CONCLUSÃO
O Senhor deu a você uma família para o pleno desenvolvimento de seus dons e competências. A família é o primeiro núcleo social no qual todos os homens são inseridos. É nela que o indivíduo se descobre diferente do outro, constrói sua identidade e inicia sua descoberta do mundo e do mistério da vida. Portanto, valorize seus pais, irmãos e irmãs, avós e avôs, tios e tias, primos e primas. Construa um ambiente o qual você possa chamar de “lar”, que sirva-te de refúgio, fortaleza e escola. [Comentário: Como vimos, nesta lição, um lar feliz é possível, segundo a promessa da Palavra de Deus à família, mesmo em meio às turbulências da vida moderna. Podemos fazer do lugar em que habitamos, com a ajuda de Deus, um abrigo de paz contra as tempestades que nos cercam, onde pais e filhos possam dar-se as mãos numa vida de permanente celebração da glória de Deus. "E guardarás os seus estatutos e os seus mandamentos, que te ordeno hoje, para que bem te vá a ti e a teus filhos depois de ti e para que prolongues os dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá para todo o sempre" (Dt 4.39,40). Essa inaudita promessa é estendida a todos os que amam a Palavra de Deus. Os pais cristãos têm conforto nessa promessa. Os filhos de pais que servem ao Senhor têm garantias nessa dádiva. A geração que procede de um lar que teme a Deus está firmada na mesma bênção. Longevidade, conforto, segurança, prosperidade, saúde e paz traduzem os frutos do temor e obediência ao Senhor. Faça, hoje mesmo, uma aliança com Deus! Obedeça aos mandamentos divinos e "A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos, como plantas de oliveira, à roda da tua mesa. Eis que assim será abençoado o homem que teme ao SENHOR" (Sl 128.2-4). ]. “NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8)”,
Francisco Barbosa
Campina Grande-PB
Outubro de 2015

ESTANTE DO PROFESSOR
BENTHO, Esdras C. A Família no Antigo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006.
SOARES, Esequias. Casamento, Divórcio & Sexo à Luz da Bíblia. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2011.

HORA DA REVISÃO
1. Qual o propósito de Deus ao criar a família?
Ser um centro de comunhão entre homem e mulher e os filhos gerados dessa relação.
2. Quais os dois fundamentos da bênção do Senhor na família?
O temor ao Senhor e a submissão aos seus mandamentos.
3. Procure no dicionário os significados da palavra “honra”.
Conjunto de ações e qualidades que fazem com que alguém seja respeitado.
4. Cite e comente os três aspectos do mandamento de honrar os pais.
Obediência aos seus ensinos, provisão de suas necessidades e preservação de sua vida e honra.
5. Cite duas normas para melhorar a comunicação na família.
Conversar a respeito do que interessa o outro (Pv 10.32) e ser atencioso ao interlocutor.

SUBSÍDIO
“Família, Centro de Comunhão
Deus é quem decidiu criar a família. Esta foi formada para ser um centro de comunhão e cooperação entre os cônjuges. Um núcleo por meio do qual as bênçãos divinas fluiriam e se espalhariam sobre a terra (Gn 1.28). Não era parte do projeto célico que o homem vivesse só, sem ninguém ao seu lado para compartilhar tudo o que era e tudo o que recebeu da parte de Deus, pois o homem sente-se pessoa não apenas pelo que é, mas também quando vê o seu reflexo no outro que lhe é semelhante. Portanto, a sentença divina ecoada nos umbrais eternos expressa o amor e o cuidado celeste para com a vida afetiva do homem. O próprio Deus não estava solitário na eternidade, mas partilhava de incomensurável comunhão com o Filho e o Santo Espírito. Deus é um ser pessoal e sociável às suas criaturas morais. No entanto, contrapondo a natureza divina à humana, concluímos que o intrínseco relacionamento entre a divindade e o ente humano dá-se em níveis transcendentais, metafísicos. Por conseguinte, faltava ao homem alguém que lhe fosse semelhante, ossos dos seus ossos, carne de sua carne, alguém que se chamasse ‘varoa’ porquanto do ‘varão’ foi formada. Essa correspondência não foi encontrada nos seres irracionais criados, mas na criatura tomada de sua própria carne e essência. A mulher era ao homem o vis-à-vis de sua existência. Seu reflexo. Partida e chegada. O homem e a mulher se identificam mutuamente por compartilharem da mesmíssima imagem divina: ‘E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou’ (Gn 1.27)” (BENTHO, Esdras C. A Família no Antigo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006, p.24).

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