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Data/Hora Atualizada

15 de janeiro de 2014

1Trim2014_Lição 3 - As pragas divinas e as propostas ardilosas de Faraó


Lições Bíblicas CPAD
Jovens e Adultos
Título: Uma jornada de fé — A formação do povo de Israel e sua herança espiritual
Comentarista: Antonio Gilberto
Elaboração e pesquisa para a Escola Dominical da Igreja de Cristo no Brasil, Campina Grande-PB;
Postagem no Blog AUXÍLIO AO MESTRE: Francisco A Barbosa.
1º Trimestre de 2014
Lição 3
As pragas divinas e as propostas ardilosas de Faraó
19 de Janeiro de 2014
TEXTO ÁUREO
“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” (Ef 6.11).
VERDADE PRÁTICA

Como salvos por Cristo, podemos pela fé vencer o Diabo em suas investidas contra nós.

HINOS SUGERIDOS

107, 212, 531.

LEITURA DIÁRIA
Segunda - 1Co 15.57
Deus que nos dá a vitória

Terça - 2Co 2.14
Deus nos faz triunfar em Cristo

Quarta - 2Co 11.14
Satanás engana pela imitação

Quinta - 1Tm 4.1
Doutrinas falsas vêm de demônios

Sexta - Jo 8.44
A mentira procede do Diabo

Sábado - 1Ts 2.18
Satanás combate a obra de Deus

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 3.19,20; 7.4,5; 8.8,25; 10.8,11,24.
Êxodo 3
19 - Eu sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir, nem ainda por uma mão forte.
20 - Porque eu estenderei a minha mão e ferirei ao Egito com todas as minhas maravilhas que farei no meio dele; depois, vos deixará ir.
Êxodo 7
4 - Faraó, porém, não vos ouvirá; e eu porei a mão sobre o Egito e tirarei os meus exércitos, o meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egito com grandes juízos.
5 - Então, os egípcios saberão que eu sou o SENHOR, quando estender a mão sobre o Egito e tirar os filhos de Israel do meio deles.
Êxodo 8
8 - E Faraó chamou a Moisés e a Arão e disse: Rogai ao SENHOR que tire as rãs de mim e do meu povo; depois, deixarei ir o povo, para que sacrifiquem ao SENHOR.
25 - Então, chamou Faraó a Moisés e a Arão e disse: Ide e sacrificai ao vosso Deus nesta terra.
Êxodo 10
8 - Então, Moisés e Arão foram levados outra vez a Faraó, e ele disse-lhes: Ide, servi ao SENHOR, vosso Deus. Quais são os que hão de ir?
11 - Não será assim; andai agora vós, varões, e servi ao SENHOR; pois isso é o que pedistes. E os lançaram da face de Faraó.
24 - Então, Faraó chamou a Moisés e disse: Ide, servi ao SENHOR; somente fiquem vossas ovelhas e vossas vacas; vão também convosco as vossas crianças.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·         Analisar as pragas deferidas e a primeira proposta de Faraó;
·       Saber que assim como Faraó, Satanás não desiste facilmente, e
·       Discutir a proposta final de Faraó.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Palavra Chave
Proposta: Aquilo que se propõe; sugestões de Faraó ao povo de Deus.

Deus havia declarado que se Faraó não deixasse o seu povo sair do Egito, Ele feriria os egípcios com várias pragas (Êx 3.19,20). Em Êxodo 7.4,5, Deus reiterou o envio de flagelos terríveis sobre o Egito, os quais tinham como propósitos: julgar tanto o governo quanto o povo por seus atos, e também apressar a saída dos hebreus e mostrar o poder de Deus sobre os deuses egípcios. A partir da ocorrência da segunda praga (a das rãs, Êx 8.1-15), Faraó passa a fazer uma série de propostas ardilosas e destruidoras a Moisés e Arão. Na lição de hoje estudaremos o ambiente e as circunstâncias em que ocorreram as pragas e as propostas de Faraó ao povo de Deus. [Comentário: Faraó (Hb Par῾ōh, termo de origem egípcia que significava propriamente "casa elevada"), possuía o status de “um deus vivo”, os egípcios acreditavam que estes governantes eram filhos diretos do deus Osíris, portanto agiam como intermediários entre os deuses e a população egípcia. Este homem não demonstra nenhuma intenção de libertar os hebreus, ainda mais quando foi intimado por um “outro Deus” que não ele próprio. Diante da recusa, YAHWEH enviou várias pragas ao Egito (Êx 3.19,20). Qual era o propósito divino ao enviar as pragas (chamadas em hebraico de Makot Mitzrayim, literalmente Pragas do Egito). Através das Dez Pragas, o Eterno demonstrou não apenas ser O Criador do Universo, mas Senhor Único e Absoluto dos Céus e da Terra, Juiz Supremo e Força Regente da Natureza. No Egito, a contundente revelação da Onipotência Divina fez com que mesmo os mais incrédulos entre os Filhos de Israel fossem obrigados a reconhecer o ilimitado Poder Divino. O principal objetivo das múltiplas pragas foi, portanto, demonstrar a Israel que YAHWEH é Único, Senhor sobre a natureza e sobre as outras nações, e que não há outro além Dele. Foi a partir da segunda praga (a das rãs, Êx 8.1-15), que Faraó passou a fazer uma série de propostas ardilosas e destruidoras a Moisés, e é aqui, nessa linha de pensamento, que traçaremos a nossa lição. Precisamos de discernimento a fim de não aceitar as ardilosas propostas de Satanás para nós, igreja do Senhor]. Tenhamos todos uma excelente e abençoada aula!

I. AS PRAGAS ENVIADAS E A PRIMEIRA PROPOSTA DE FARAÓ

1. Pragas atingem o Egito (Êx 7.19 — 12.33). Deus ordenou que Moisés e Arão fossem até o palácio de Faraó para pedir-lhe que deixasse o povo hebreu partir. Diante de Faraó Moisés fez alguns milagres, para que este contemplasse uma amostra do poder do Altíssimo e liberasse o povo de Deus. Faraó era considerado um deus, por isso foi necessário que Moisés se apresentasse diante dele com sinais e maravilhas. Porém, Faraó endureceu o seu coração e não deixou o povo partir (Êx 7.13,14,22; 8.15,19,32; 9.7,34,35; 4.21; 7.3; 9.12; 10.1,27; 11.10; 14.4,8,17). Com receio das pragas que já estavam atingindo duramente o Egito, Faraó decide fazer algumas propostas ardilosas para Moisés e Arão. [Comentário: A palavra de Moisés e os sinais que ele fez por orientação divina não foram suficientes para tirar de Faraó sua dureza de coração. Deus enviaria pragas por toda a terra do Egito, para mostrar com mão forte que a permanência de Israel naquelas terras seria extremamente custosa aos súditos de Faraó. É curioso observar a capacidade que certas pessoas possuem de tentar negociar com Deus. Faraó fora advertido de que deveria libertar os israelitas, mas preferiu resistir à voz de Deus. Se analisarmos a forma com que Deus se utilizou para falar àquele monarca, veremos que foi dada a ele oportunidade de reconhecer o poder de Deus antes que males terríveis assolassem o Egito. As pragas serviram também como o grande castigo pela escravidão, tortura e campanha de genocídio perpetrada pelos egípcios contra o Povo Judeu. As Dez Pragas são relatadas na Torá não como celebração da Justiça Divina, mas como fonte de lições espirituais. Depois dessa resposta direta de Faraó, de que não conhecia a Deus e não deixaria o povo de Israel sair do Egito, Deus trouxe a primeira praga àquela nação: o Nilo se transformou em sangue. O Nilo era considerado uma divindade para os egípcios, pois em uma região dependente do rio, sem dúvida ele era uma bênção para as colheitas e para a vida como um todo. Mas o Rio Nilo não era um deus. E foi isso que Deus mostrou aos egípcios. Deus estava demonstrando o Seu poder, exaltando o Seu nome, derrotando deuses falsos, instalando nos corações a verdadeira fé e a espiritualidade, exibindo a Sua soberania, provocando uma revolução espiritual. Nada disso poderia ocorrer se 0 Faraó tivesse recuado pronta e facilmente. Muitas lições ainda seriam dadas. Estava em desdobramento um plano divino, e não apenas a libertação da servidão no Egito.].
2. A primeira proposta (Êx 8.25). Esta proposta exigia que Israel cultuasse a Deus no próprio Egito, em meio aos falsos deuses. O ecumenismo também parte deste princípio, porém, a Palavra de Deus nos exorta: “E ser-me-eis santos, porque eu, o Senhor, sou santo, e separei-vos dos povos, para serdes meus” (Lv 20.26). A proposta de Faraó era para Israel servir a Deus sem qualquer separação do mal. Todavia, “sem santificação ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). Um povo separado por Deus e para Deus, e ao mesmo tempo misturado com os ímpios egípcios, como sendo um só povo, seria uma abominação ao Senhor. Deus requer santidade do seu povo. Nestes últimos dias antes da volta de Cristo, o pecado sob todas as formas avoluma-se por toda a parte, como um rolo compressor. Esta é uma das causas de haver tantos crentes frios espiritualmente: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará” (Mt 24.12). Precisamos ser mais santos e consagrados a Deus! [Comentário: Quando Moisés tinha 80 anos, 40 anos depois de ter abandonado o Egito e ir para Midiã, voltou e compareceu diante do Faraó com seu irmão Arão. A mensagem de Moisés em nome de Deus para o Faraó, na verdade, pode ser entendida assim: "permita que Israel deixe de servi-lo, porque devem servir a mim (o Senhor)". A resposta do Faraó foi hostil e blasfemadora. "Não conheço o Senhor, nem permitirei que o povo deixe de ser meu escravo". O Eterno tinha como propósito levar o Seu povo para a Terra Prometida depois de um longo período de escravidão em terra estranha. O propósito de Deus para o povo de Israel, logo após a sua saída do Egito era de Lhe prestar sacrifício no deserto. Cada vez que uma praga afetava os egípcios, Faraó satirizava a determinação divina fazendo proposta indecente para Moisés. Quatro tentativas de modificar o plano original foram feitas, mas Moisés tinha colocado no seu coração o desejo de se manter fiel ao Todo-Poderoso. Podemos entender claramente a mesma resposta dada por Faraó quando a humanidade é confrontada com o Evangelho. “Ide, e sacrificai ao vosso Deus nesta terra” (Ex 8.25). Esta foi a primeira sugestão de Faraó mediante a praga das moscas. Moisés recusou dizendo: “Não convém que façamos assim, porque sacrificaríamos ao Senhor nosso Deus a abominação dos egípcios; eis que se sacrificássemos a abominação dos egípcios perante os seus olhos, não nos apedrejariam eles” (Ex 8.26). Moisés disse para Faraó que o propósito de Deus para o seu povo era uma saída completa: “Deixa-nos ir caminho de três dias ao deserto, para que sacrifiquemos ao Senhor nosso Deus, como ele nos disser” (Ex 8.27). Deus quer que o sirvamos longe da terra do Egito, que hoje representa o mundo; que sigamos pelo deserto, representado pela nossa caminhada sem os rudimentos deste mundo e tenhamos como alvo a Terra Prometida, o céu a que almejamos.].
SINOPSE DO TÓPICO (I)
Diante das pragas que atingiram duramente o Egito, Faraó apresentou algumas propostas ardilosas para Moisés e Arão.

II. FARAÓ NÃO DESISTE

1. A segunda proposta de Faraó (Êx 8.28). “Somente que indo, não vades longe”. Isso resultaria em o povo de Deus sair do Egito, mas o Egito não sair deles, como acontece ainda hoje com o crente mundano (Tg 4.4,5; 1Jo 2.15). Assim fez a mulher de Ló, que saiu de Sodoma, mas não tirou Sodoma do seu coração e da sua mente, e perdeu-se (Gn 19.17,26; Lc 17.32). O propósito de Faraó ao ordenar “não vades longe” era vigiar e controlar os passos do povo de Israel. “Não vades longe” significa para o crente hoje o rompimento parcial com o pecado e com o mundo. É a vida cristã sem profundidade, sem expressão e por isso sempre vulnerável. “Não vades longe” (Êx 8.28) equivale ao crente viver sem compromisso com Deus, com a doutrina do Senhor, com a igreja, com a santidade. É a vida cristã superficial, sem consagração a Deus e ao seu serviço. [Comentário:Deixar-vos-ei ir, para que sacrifiqueis ao senhor vosso deus no deserto; somente que, indo, não vades longe” (Ex 8.28). Esta proposta “não vades longe” não passa de uma negociata bem no estilo dos soberanos. Faraó negocia um preço mais alto para o Egito, se comparado à proposta anterior, apresentando a Moisés, uma saída com marcha reduzida. Por ocasião desta proposta Faraó cinicamente pede oração: “orai também por mim”. A sugestão de servir ao SENHOR nas proximidades do Egito representa a conversão parcial. È como aquele cristão que está sempre próximo do seu passado, com o coração próximo às coisas do mundo. Deus quer que os Seus servos abandonem o mundo por completo e que fiquem distantes do passado no Egito.].
2. A terceira proposta de Faraó (Êx 10.7). Essa proposta atingia os chefes de família e demais adultos. Os demais membros da família ficariam no Egito. O povo de Israel vivia organizado por famílias e casas paternas (Êx 6.14,15,17,19). A família é universalmente a unidade básica da sociedade humana. A saída parcial do povo, como queria Faraó, resultaria no fracionamento e fragilização das famílias, dividindo-as. O propósito de Deus é sempre abençoar toda a família, no sentido de que ela seja salva, unida, coesa, forte, feliz e saudável.
A proposta de Faraó traria resultados nefastos para o povo de Deus. Vejamos:
a) Famílias sem o governo dos pais, sem provisão, sem proteção, sem direção.
b) Maridos sem as esposas; homens viajando no deserto e as crianças sem os pais. O Diabo quer a ruína do casamento (Êx 1.16). Oremos por um avivamento espiritual sobre os casais que servem ao Senhor.
c) Miscigenação devastadora. Os jovens de Israel sozinhos no deserto a caminho de Canaã se casariam com moças pagãs, idólatras. Por sua vez, as jovens deixadas no Egito se casariam com os incrédulos egípcios. Enfim, haveria perda de identidade dos hebreus como povo do Senhor. [Comentário:Deixa ir os homens, para que sirvam ao senhor seu deus” (Ex 10.7) Por ocasião da ameaça da praga dos gafanhotos, os servos de faraó sugeriram-lhe que se liberassem apenas os homens para a saída do Egito. Faraó chamou a Moisés e lhe perguntou quem deveria sair. Obviamente o Líder de Deus disse que só sairia com todo o povo e o rebanho, porque haviam de celebrar uma festa ao SENHOR. “E Moisés disse: Havemos de ir com os nossos jovens, e com os nossos velhos; com os nossos filhos, e com as nossas filhas, com as nossas ovelhas, e com os nossos bois havemos de ir; porque temos de celebrar uma festa ao Senhor” (Ex 10. 9). Faraó prometeu libertar apenas dos homens. “Então ele lhes disse: Seja o Senhor assim convosco, como eu vos deixarei ir a vós e a vossos filhos; olhai que há mal diante da vossa face. Não será assim; agora ide vós, homens, e servi ao Senhor; pois isso é o que pedistes. E os expulsaram da presença de Faraó” (Ex 10.10,11). Ao ver o mal que os gafanhotos traziam, Faraó intercedeu que Moisés orasse. “Então Faraó se apressou a chamar a Moisés e a Arão, e disse: Pequei contra o Senhor vosso Deus, e contra vós. Agora, pois, peço-vos que perdoeis o meu pecado somente desta vez, e que oreis ao Senhor vosso Deus que tire de mim somente esta morte” (Ex 10.16,17). Moises orou e Deus lhe atendeu. “E saiu da presença de Faraó, e orou ao Senhor. Então o Senhor trouxe um vento ocidental fortíssimo, o qual levantou os gafanhotos e os lançou no Mar Vermelho; não ficou um só gafanhoto em todos os termos do Egito” (Ex 10.18.19). Depois de alcançar a misericórdia de Deus, Faraó teve o coração endurecido pelo SENHOR e não liberou o povo. “O Senhor, porém, endureceu o coração de Faraó, e este não deixou ir os filhos de Israel” (Ex 10.20). Esta terceira proposta é incompatível com todo princípio bíblico; é a desunião da família, a separação no lar. Deus fez a família para ser unida e o Seu povo para sua glória. Essa proposta de somente os homens sacrificarem a Deus é contra a ideia de louvor tanto de hebreus quanto de egípcios. Em ambas culturas, a população inteira louva junta. Sem dar tempo para responder, Moisés e Arão são banidos da presença de Faraó. Esta atitude de Faraó é meramente um ardil psicológico].
SINOPSE DO TÓPICO (II)
“Não vades longe”, significa para o crente hoje, o rompimento parcial com o pecado e com o mundo.

III. A PROPOSTA FINAL DE FARAÓ

1. A situação caótica do Egito. A praga das trevas acabara de ocorrer, e todo o Egito durante três dias seguidos ficou sem luz. Só havia luz nas casas dos hebreus (10.21-23). Faraó teve muitas oportunidades, mas não deu ouvidos à voz do Senhor e não atendeu aos apelos de Moisés. A cada praga o coração de Faraó se tornava mais endurecido. O rei do Egito escolheu resistir a Deus e teve seu país devastado pelas pragas. Quem pode resistir ao Senhor? Se Deus está falando com você, atenda-o. Não resista! Muitos já viram e experimentaram os milagres do Senhor, porém, seus corações permanecem duros e inflexíveis, como o de Faraó. Lembre-se de que há um preço alto a se pagar por não se dar atenção ao que Deus fala. [Comentário: Toda a terra do Egito tremeu debaixo dos golpes sucessivos da vara de Deus. Todos, desde o monarca sentado no seu trono à criada moendo no moinho, tiveram de sentir o peso terrível dessa vara. "Enviou Moisés, seu servo, e Arão, a quem escolhera. Fizeram entre eles os seus sinais e prodígios, na terra de Cam. Mandou às trevas que a escurecessem; e elas não foram rebeldes à sua palavra. Converteu as suas águas em sangue, e assim fez morrer os peixes. A sua terra produziu rãs em abundância, até nas câmaras dos seus reis. Falou ele, e vieram enxames de moscas e piolhos em todo o seu território. Converteu as suas chuvas em saraiva e fogo abrasador, na sua terra. Feriu as suas vinhas e os seus figueirais e quebrou as árvores dos seus termos. Falou ele, e vieram gafanhotos e pulgão em quantidade inumerável, e comeram toda a erva da sua terra e devoraram o fruto dos seus campos. Feriu também a todos os primogênitos da sua terra, as primícias de todas as suas forças" (SI 105.26 -36). Aqui, o Salmista dá-nos uma ideia resumida desses terríveis castigos que por dureza do seu coração Faraó trouxe sobre a sua terra e o seu povo. Este soberbo monarca havia empreendido a tarefa de resistir à vontade soberana e ao caminho do Deus Altíssimo; e, como consequência justa desta atitude, foi entregue à cegueira judicial e dureza de coração. (C. H. MACKINTOSH. Estudos Sobre O Livro De Êxodo. Editoração: Associação Religiosa Imprensa da Fé).].
2. A quarta e última proposta. A situação era tão caótica no Egito que o próprio Faraó procurou Moisés (Êx 10.24) e fez a sua última proposta: “Ide, servi ao Senhor; somente fiquem as ovelhas e vossas vacas” (v.24). A ovelha e a vaca eram animais cerimonialmente “limpos” para oferendas de sacrifícios a Deus na época da Lei (cf. 1Pe 2.25; Hb 13.15,16). Sem as ovelhas e vacas não haveria sacrifícios. Não haveria entrega ao Senhor. Segundo a Bíblia Explicada, esta proposta também significa “os nossos negócios e interesses materiais, não santificados e não sujeitos à vontade de Deus” (10.24). O crente precisa viver uma vida digna, não só diante de Deus, mas também diante dos homens (2Co 8.21). A santidade é um imperativo na vida do cristão até mesmo nos negócios. [Comentário: A escuridão do sol teve um duplo efeito. Primeiro Deus demonstra seu poder sobre o sol, o símbolo religioso mais potente do Egito. O segundo, era um ataque direto contra o próprio Faraó, uma vez que ele era considerado uma encarnação de Ámon-Rá, o deus sol. Depois de muito sofrimento e então sob trevas, Faraó libera todo o povo incluindo as crianças, mas tenta reter as ovelhas e vacas. Moisés profetiza: “Tu darás em nossas mãos sacrifícios e holocaustos, que ofereçamos ao Senhor nosso Deus e também o nosso gado há de ir conosco, nem uma unha ficará; porque daquele havemos de tomar, para servir ao Senhor nosso Deus; porque não sabemos com que havemos de servir ao Senhor, até que cheguemos lá” (Ex 10. 25,26). Moisés não estava preocupado apenas em sair do Egito, ele estava pensando mais longe, sua preocupação era o serviço através das ofertas de sacrifício. Através deste texto bíblico Deus nos tem falado que deseja que O ofereçamos um culto completo, longe do Egito, Com toda a família, juntamente com o Seu povo, com nosso sacrifício de louvor, agradecimento e adoração e com todos os nossos bens. Não vamos ceder às propostas indecentes de Faraó.].
SINOPSE DO TÓPICO (III)
A cada praga o coração de Faraó se tornava mais endurecido. Ele escolheu resistir a Deus e teve seu país devastado pelas pragas.

CONCLUSÃO
A atitude do cristão hoje ante as traiçoeiras propostas do Maligno deve ser a mesma dos representantes de Israel, Moisés e Arão: “Nem uma unha ficará” no Egito (Êx 10.26). Satanás figurado em Faraó não mudou em relação à sua luta contra o povo de Deus. Ele continua a tentar o crente de muitas maneiras para fazê-lo cair, inclusive com más insinuações, sugestões, conclusões etc. “Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo” (1Co 15.57). [Comentário: Durante o tempo das pragas, o Faraó ofereceu quatro acordos a Moisés e Arão. O fato de o Faraó chegar a pensar que poderia negociar com Deus é uma clara prova de seu orgulho. Essas ofertas todas faziam parte de um plano do Faraó para enganar Moisés e Arão, pois seu coração era obstinado e irredutível. O povo de Deus enfrenta "concessões egípcias" semelhantes hoje em dia, quando buscamos servir ao Senhor. O inimigo nos diz que não precisamos ser separados do pecado, pois podemos servir a Deus "nesta terra". A resposta de Deus encontra-se em 2 Coríntios 6.14-18. "Não exagere", sussurra o inimigo, "ou as pessoas vão chamá-lo de fanático". Tiago 1.27 e 4:4 derrubam essa proposta. O verdadeiro serviço significa dar autoridade a Deus sobre nossas posses e todas as pessoas em nossa família pelas quais somos responsáveis. Não fazê-lo é desobedecer àquilo que encontramos em Marcos 10.13-16; Efésios 6.4; e Deuteronômio 6.6-13. Uma vez que começamos a negociar a vontade de Deus e a ver quão perto do mundo podemos chegar, já desobedecemos ao Senhor em nosso coração.]. NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8),

Graça e Paz a todos que estão em Cristo!

Francisco Barbosa
Cor mio tibi offero,
Domine,
prompte et sincere!

Recife-PE
Janeiro de 2014.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

COHEN, A. C. Êxodo. 1 ed., RJ: CPAD, 1998.
MERRILL, E. H. História de Israel no Antigo Testamento: O reino de sacerdotes que Deus colocou entre as nações. 6 ed., RJ: CPAD, 2007.

EXERCÍCIOS

1. Qual foi a primeira proposta de Faraó?
R. “Ide, sacrificai ao vosso Deus nesta terra” (Êx 8.25).
2. Descreva a segunda proposta de Faraó.
R. “Somente que indo, não vades longe”.
3. Qual foi a terceira proposta de Faraó?
R. “Deixa ir os homens” (Êx 10.7).
4. Qual foi a proposta final de Faraó?
R. “Ide, servi ao Senhor; somente fiquem ovelhas e vossas vacas”.
5. Qual deve ser a atitude do cristão ante às malditas e traiçoeiras propostas do Maligno?
R. A atitude do cristão hoje ante as malditas e traiçoeiras propostas do Maligno deve ser a mesma dos representantes de Israel, Moisés e Arão: “Nem uma unha ficará” no Egito (Êx 10.26).

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS
-. Lições Bíblicas do 4º Trimestre de 2013 - CPAD - Jovens e Adultos;
-. Bíblia de Estudo Pentecostal – BEP (Digital);
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Defesa da Fé: Questões reais; Respostas precisas; Fé Solidificada. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.
-. http://www.spurgeongems.org/vols61-63/chs3540.pdf Acesso em 03 dez. 2013, citado pelo Ev. Dr. Caramuru Afonso Francisco, disponível no Portal Escola Dominical – www.portalebd.org.br.
-. http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao3-ujf-1tr14-aspragasdivinaseaspropostasardilosasdefarao.htm;
-. Leo G. Cox. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 1. pag. 146;


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Um comentário:

  1. excelente comentário, parabéns,auxilio ao Mestre é uma ferramenta indispensável ao professo da E.B.D. que Deus continue usando os organizadores deste site.Pr.José Roberto-Imperatriz-MA

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