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15 de novembro de 2013

4Trim2013_Lição 7: Contrapondo a arrogância com a humildade



Lições Bíblicas do 4º Trimestre de 2013 - CPAD - Jovens e Adultos
Título: Sabedoria de Deus para uma vida vitoriosa — A atualidade de Provérbios e Eclesiastes
Comentarista: José Gonçalves
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Elaboração e pesquisa para a Escola Dominical da Igreja de Cristo no Brasil, Campina Grande-PB;
Postagem no Blog AUXÍLIO AO MESTRE: Francisco A Barbosa.

Lição 7: Contrapondo a arrogância com a humildade
17 de novembro de 2013
Trimestre comemorativo ao quarto ano do Blog Auxílio ao Mestre

TEXTO ÁUREO
“A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda” (Pv 16.18).

VERDADE PRÁTICA
A humildade é uma virtude que deve ser zelosamente cultivada, pois a arrogância leva à destruição e à morte eterna.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Provérbios 8.13-21
13 - O temor do Senhor é aborrecer o mal; a soberba, e a arrogância, e o mau caminho, e a boca perversa aborreço.
14 - Meu é o conselho e a verdadeira sabedoria; eu sou o entendimento, minha é a fortaleza.
15 - Por mim, reinam os reis, e os príncipes ordenam justiça.
16 - Por mim governam os príncipes e os nobres; sim, todos os juízes da terra.
17 - Eu amo os que me amam, e os que de madrugada me buscam me acharão.
18 - Riquezas e honra estão comigo; sim, riquezas duráveis e justiça.
19 - Melhor é o meu fruto do que o ouro, sim, do que o ouro refinado; e as minhas novidades, melhores do que a prata escolhida.
20 - Faço andar pelo caminho da justiça, no meio das veredas do juízo.
21 - Para fazer herdar bens permanentes aos que me amam e encher os seus tesouros.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
          Dissertar sobre a relação entre a humildade e a arrogância.
          Explicar os contrastes ilustrativos: o sábio e o insensato; o justo e o injusto; o rico e o pobre; o príncipe e o escravo.
          Cultivar a virtude da humildade e rejeitar a arrogância.

PALAVRA-CHAVE
Humildade: Qualidade de humilde. Virtude caracterizada pela consciência das próprias limitações.
COMENTÁRIO

introdução
A humildade, a honra e a coragem são a base do bom relacionamento entre as pessoas. Mas a arrogância, a desonra e a covardia são a causa de inimizades e conflitos. Nesta lição, veremos a relação entre a humildade e a arrogância à luz de alguns contrastes bastante didáticos e ilustrativos: o sábio e o insensato, o justo e o injusto, o rico e o pobre, o príncipe e o escravo. Em qual grupo você se encontra? É hora de aplicarmos à nossa vida as preciosas lições do livro de Provérbios. [Comentário:  Hoje em dia, a busca pelo poder, a ambição desmedida, o desejo de levar vantagem em tudo, tornaram-se marca registrada da natureza humana. É só olhar à nossa volta. O pecado de orgulho é a força motora de todos os outros pecados. A soberba manobra o coração do adúltero; o orgulho comanda as intenções do mentiroso; a altivez dirige a vida do ladrão. Mas não se engane, atente para o que diz as escrituras, A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda” (Pv 16.18)]. Tenhamos todos uma excelente e abençoada aula!

I. O SÁBIO VERSUS O INSENSATO
1. Sabedoria e humildade. A sabedoria é entendida como a aplicação correta do conhecimento em nosso dia a dia. Em Provérbios, ela é vista como um antídoto contra a arrogância. Daí a insistência do sábio em que se busque adquirir a sabedoria (Pv 16.16). A sabedoria retratada em Provérbios demonstra ser eficaz contra a arrogância e a soberba, pois quem é sábio age com humildade (Pv 11.2). Em o Novo Testamento, o apóstolo Paulo sabia dessa verdade e, por isso, orou para que o Senhor concedesse aos crentes “espírito de sabedoria e de revelação” (Ef 1.17). [Comentário:  Quando Jesus pregou o sermão que define o caráter do verdadeiro discípulo, suas palavras iniciais foram diretas ao coração: "Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus" (Mt 5.3). Ele continuou a pregar durante mais três capítulos, mas muitos ouvintes não o ouviram porque nunca passaram da linha de partida. Mesmo hoje, a maior parte da mensagem do evangelho cai em ouvidos surdos de homens e mulheres arrogantes que não querem mesmo reconhecer a posição de Jesus como Senhor. Mas Jesus não reduziu os padrões. Ele não abriu uma porta extra para entrarem os arrogantes ou os "quase" humildes. Ele manteve intacto o seu requisito fundamental porque ele reflete a exigência eterna de Deus. Deus nunca aceitou o homem cheio de orgulho que pensava fazer as coisas a seu próprio modo. Ao contrário de toda a sabedoria dos homens carnais, tendentes a adquirir poder e posição, Deus aceita exclusivamente os humildes. Uma geração depois de Uzias, o profeta Miquéias pegou perfeitamente a ideia quando ele citou as palavras de Deus: "Ele te declarou, ó homem, o que é bom e o que é que o Senhor pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus" (Mq 6.8). As Escrituras deixam perfeitamente claro que não há outra maneira de caminhar com Deus. Ou andamos humildemente com nosso Deus, ou não andamos de modo nenhum com ele! Jesus andou no meio de homens carnais e enfrentou tremendo desafio. Como poderia ele capturar seus corações para moldá-los como os servos humildes que o Pai busca? Não foi uma tarefa fácil. Ele falava frequentemente de humildade, e mostrava em sua vida de serviço o que significa elevar os outros acima de nós mesmos. Quem poderia exemplificar melhor a humildade voluntária do que o próprio Deus, que deixou sua habitação celestial para servir e mesmo morrer pelos homens pecadores? (Esta é a essência do apelo irresistível de Paulo em Filipenses 2.3-8)].
2. Insensatez, arrogância e altivez. Na visão de Provérbios, o arrogante é uma pessoa insensata e desprovida de qualquer lucidez e bom senso. Verdadeiramente, o arrogante está pronto a fazer o mal, pois age com soberba e altivez (Pv 6.18). É uma pessoa inexperiente, sem domínio próprio (Pv 25.28), ingênuo (Pv 27.12), sem bom-senso (Pv 27.7) e que se comporta como um animal ou um bêbado (Pv 26.3,9). Por isso, o insensato não pode ser designado para um serviço (Pv 26.6,10). Ele é fanfarrão, preguiçoso e incorrigível (Pv 25.14; 26.11,13-26; 27.22). Sua presença é um perigo, pois além de falso e maldizente é ignorante (Pv 26.18-22). Ele não age com a razão e não sabe controlar a própria vontade, sendo, portanto, uma abominação para o Senhor (Pv 16.5). [Comentário:  Arrogância (Dicionário Bíblico Wycliffe - Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, João Rea - CPAD) : A palavra grega physiosis (2Co 12.20) ocorre em uma lista de pecados relacionados ao ato de falar, e refere-se especificamente a estar dominado pela "presunção" ou "arrogância". Está escrito que a boca dos falsos mestres pronuncia "coisas mui arrogantes" (2Pe 3.18; Jd 16), onde a palavra grega hyperogkos (literalmente, superinchado) significa algo "bombástico" ou "arrogante". A palavra grega alazoneia (presunção em palavras ou soberba) se refere à pretensão e arrogância do alazon ("soberbo", Rm 1.30; 2Tm 3.2), o jactancioso que usa as palavras em seu próprio benefício e promete o que não pode cumprir. Ela descreve o homem que ignora a soberania de Deus, que tenta controlar a sua vida atual (1Jo 2.16) e modelar o seu próprio futuro. A palavra grega hyperephania (orgulhoso e arrogante em pensamentos) descreve o homem que exalta a si próprio acima dos outros, não através de atos exteriores de bazófia, mas com uma atitude interior do coração, que ergue um altar a si próprio em seu íntimo onde realiza o seu próprio culto ("orgulho", Rm 1.30; 2Tm 3.2; Lc 1.51; Tg 4.6; 1Pe 5.5; cf. Mc 7.22). Arrogância, orgulho (em hebraico zed, ou "insolente, altivo"), como no Salmos 19.13 quando se fala sobre "pecados de presunção" que nascem de uma orgulhosa autoconfiança, e assim tais rebeldes deveriam ser rigorosamente castigados. A palavra zed é encontrada em Salmos 86.14; 119.21,51,69,78,85,122; Provérbios 21.24; Isaías 13.11; Jeremias 43.2; Malaquias 3.15; 4.1 significando muitas vezes "orgulho, impiedade, insolência". Arrogância (heb., zadon, "orgulho, presunção"), personificada pela Babilônia que agiu com arrogância contra Deus ao queimar seu Templo e levar seu povo prisioneiro (Jr 50.31,32). Presunção (em hebraico b'yad rama, "com arrogância"), que em Números 15.30 significa "desafiar", ou rebelar-se abertamente contra Deus. Tal pessoa deveria ser eliminada (Gn 17.14) sem a possibilidade de perdão porque havia desprezado a Palavra do Senhor (Nm 15.31)].
SINOPSE DO TÓPICO (I)
A alegria do Senhor, a que Paulo se refere, se manifesta em meio às preocupações e as aflições da vida

II. O JUSTO VERSUS O INJUSTO
1. Justiça e humildade. Em Provérbios, a humildade e a justiça são inseparáveis. Ali, o princípio de vida proposto pelo sábio é simples: quem é justo deve agir com humildade, quem é humilde deve agir com justiça. Salomão, ainda bem jovem, pediu humildemente sabedoria a Deus para governar Israel com justiça (1Rs 3.7-10). Ele queria que a justiça alcançasse todo o seu reino (Pv 1.1-3). A pessoa humilde e justa sabe que a justiça vem diretamente de Deus (Pv 29.26). Por isso, ela deve ser amorosa e sabiamente exercitada. [Comentário:  Na sociedade de nossos dias, essas duas palavras, humildade e justiça, não são muito indicadas para aqueles que querem “se dar bem na vida”, “progredir”. A pessoa que tem comportamento humilde, preferindo o bem dos outros em detrimento do seu próprio bem ou, aquele que busca promover justiça, que luta para que reine a verdade nos seus relacionamentos sociais e profissionais corre grande risco de acabar prejudicado. Viver os preceitos divinos, defendendo e promovendo a justiça, não significa que precisamos fazer papel de bobo perante os outros! O crente deve sim promover um comportamento humilde e justo, suas palavras e ações devem ter autoridade tal que ecoem no mais íntimo do coração das pessoas. Seguir a humildade e justiça é fundamental para uma vida cristã autêntica, que dá evidência da glória de Deus em nós. No sermão do monte, Cristo nos afirma que se vivermos dessa forma em relação à forma que o mundo vive, teremos uma grande recompensa, que no meu entendimento, é a melhor de todas. “Bem-aventurados os humildes, pois eles receberão a terra por herança. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos” (Mt 5.5,6). Que promessa maravilhosa! Que incentivo para buscarmos verdadeiramente a humildade e a justiça! Passarmos pór esta vida tendo a plena certeza que herdaremos a terra e que seremos eternamente saciados. Qualquer um de nós possui sonhos e aspirações, desejo de galgar sucessos nesta vida, e isso não é errado, os bens materiais são importantes para nossa vida enquanto estivermos debaixo do sol, lembrando que somos mordomos e aquilo que o Senhor entregou em nossas mãos pertence a ele, mas essas coisas devem ocupar um segundo plano em nossas vidas. O primordial aqui, enquanto neste mundo vivermos, deve ser construir nossas vidas sobre os princípios eternos de Cristo, isso sim é viver plenamente!].
2. Injustiça e arrogância. A insensatez e a arrogância são categorias morais que aparecem associadas à prática da injustiça. Nenhum arrogante agirá com humildade e tampouco o injusto procederá com justiça. O arrogante possui uma escala de valores distorcida e não se dá conta dos malefícios das suas ações. O pior é que ele não possui humildade para reconhecer o fato. A palavra hebraica para “arrogante” é gabahh, que significa orgulhoso, alto e exaltado. Por outro lado, o termo hebraico traduzido como “humildade” vem da raiz de um vocábulo que significa afligir, oprimir e humilhar. Na prática, a Bíblia nos mostra que quem se sente acima dos outros pode ser tentado a pisá-los, oprimí-los e humilhá-los, e essas são atitudes impensáveis para um servo de Deus. [Comentário:  Arrogância (CHAMPLIN, R.N. O Novo e o Antigo Testamento Interpretado versículo por Versículo - CPAD) - Os homens, de modo geral, caracterizam-se por esse atributo negativo, mas especialmente os ímpios, destituídos de toda espiritualidade. Eles se transformam em pequenos deuses e se esquecem de sua mortalidade (Sl 9.20). O julgamento de Deus pode trazê-los de volta a uma estimativa ponderada sobre as coisas. Os ímpios são arrogantes; perseguidores dos pobres e jactanciosos. A glória deles está na sua vergonha; são gananciosos; eles renunciaram ao Senhor e aos Seus caminhos; são orgulhosos; não buscam a Deus; são ateus práticos, se não mesmo teóricos. Seus caminhos são ofensivos e espalham destruição; eles são soberbos e resistem à justiça e ao julgamento de Deus; pensam que nem Deus nem os homens podem impedi-los de continuar em seus caminhos de destruição; supõem que nunca se levantará adversário que os faça parar. A boca deles é cheia de maldição, engano e opressão; eles falam o que é errado e o que é iníquo e põem por obras o erro e a iniquidade. Preparam armadilhas para apanhar os que de nada suspeitam; armam embustes e esperam, ocultos, para assassinar; escondem-se em lugares secretos como o leão esperando por uma vítima, e assim apanham o pobre para tirar-lhe a vida; esmagam vítimas inocentes. Pensam que Deus não vê nem se lembra da iniquidade deles; acreditam que Deus está escondido, ou se mostra indiferente para com o que eles fazem; e, de fato, estão certos de que a retribuição divina nunca ocorrerá].

SINOPSE DO TÓPICO (II)
Segundo o livro dos Provérbios, do justo se espera justiça e humildade, mas do injusto, injustiça e arrogância.

III. O RICO VERSUS O POBRE
1. Riqueza e arrogância. Uma primeira leitura de Provérbios deixa claro que Deus condena tanto a riqueza adquirida por meios injustos, como a pobreza gerada pela preguiça. Por isso, a riqueza pode ser fruto da justiça, e a pobreza, às vezes, resultado da indolência e do ócio (Pv 28.19,20; 29.3). Ninguém, portanto, deve ser elogiado meramente por ser pobre nem tampouco estigmatizado por ser rico. Salomão, contudo, sabe que os muitos bens do rico podem levá-lo à prepotência e à arrogância (Pv 18.23). [Comentário:  A arrogância. Este é outro dos pecados que Deus abomina. Figura entre as sete coisas que são odiadas em 6.16 ss., sob o título olhos altivos (vs. 17). O orgulho, ou soberba, e a arrogância são ideias aparentadas e derivam-se de palavras hebraicas similares, gerah e gaon, as quais falam do orgulho em todas as suas expressões. Ver sobre Orgulho, no Dicionário, quanto a detalhes. O orgulho, como já dissemos, é um dos principais pecados, considerado por alguns estudiosos como um dos pecados mortais, se é que é legítimo fazer distinções entre pecados mortais e veniais, como diz a Igreja Católica Romana. Ver na Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia o artigo intitulado Sete Pecados Mortais.].
2. Pobreza e humildade. Devemos considerar, também, que há um tipo de pobreza que é resultado de um determinado contexto sócio-histórico (Pv 28.6). Em Provérbios é evidente que os sábios demonstram uma preferência pelo pobre. Este, mesmo não tendo uma vida econômica confortável, age com integridade e justiça (Pv 28.11). Tal pobre é identificado como sábio, pois ele sabe que os valores divinos são melhores que as riquezas (Pv 22.1; 23.5). [Comentário:  Riquezas e honra estão comigo. As verdadeiras riquezas e a honra estão com a Senhora Sabedoria em sua casa, em contraste com as riquezas do mundo, como prata, ouro e joias. As riquezas da sabedoria são permanentes, em contraste com as riquezas do mundo. Essa ideia tem sido cristianizada para falar das recompensas ganhas após o sepulcro, no pós-vida. Mas o autor sagrado está falando sobre uma longa vida, plena de honrarias, prosperidade e bem-estar, agora mesmo na terra, a herança de Israel. Em vez de “justiça”, algumas traduções dizem “prosperidade, çedhaqah, que pode significar isso ou “boa sorte, dada por Deus ao homem” (Charles Fritsch, in loc.). “A retidão é associada às riquezas duráveis, em contraste com as riquezas deste mundo, que perecem, são mal ganhas e logo se perdem” (Fausset, in loc.). Cf. Mt 6.33. Em Cristo existem riquezas duráveis (Ef 3.8; 1Co 1.30). Quanto às riquezas permanentes, ver também (Pv 14.24; 15.6; 22.4). Na sua casa há prosperidade e riqueza, e a sua justiça permanece para sempre (Sl 112.3)].

SINOPSE DO TÓPICO (III)
Uma leitura de Provérbios deixa claro que Deus condena tanto a riqueza adquirida por meios injustos, quanto à pobreza gerada pela preguiça.

IV. O PRÍNCIPE VERSUS O ESCRAVO
1. Realeza: arrogância e humildade. Quando o livro de Provérbios foi escrito, a nação de Israel era uma monarquia. Nesta, a figura do rei recebe destaque especial. Em Israel, isso não seria diferente. Salomão era rei e sabia que, para governar, precisava da sabedoria divina, a fim de discernir entre o bem e o mal (1Rs 3.1-10). A sabedoria (Pv 17.7) e a sobriedade (Pv 31.4) são elementos indispensáveis ao rei para exercer a justiça e promover o bem-estar social de seu povo (Pv 29.4). O governante que teme a Deus dará mais atenção ao pobre e ao humilde. Agindo assim, será abençoado perpetuamente (Pv 29.14). Mas o que não teme ao Senhor procederá arrogante e perversamente (Pv 29.2). [Comentário:  A sabedoria retrocede ao tempo da criação, tendo sido um instrumento da criação. Naturalmente, a sabedoria já estava com Deus antes da criação, e fazia parte da doutrina judaica padrão que a lei incorporava essa sabedoria, que não começou com a lei de Moisés. Isso significa que a lei de Moisés foi um reflexo da eterna sabedoria de Deus. A sabedoria já existia antes da criação, sendo mencionada por cinco vezes nesta passagem: vss. 22 (duas vezes), 23, 25 e 26. A sabedoria estava presente quando Deus criou todas as coisas: vss. 24,27-29. Por sete vezes, o quando é declarado. Era apenas natural que uma passagem como a presente se refira ao Verbo (ver João 1.1), como que para descrever o Filho preexistente. Essa teoria é maculada, entretanto, pela palavra criar (de acordo com certas versões; e, talvez, por isso, em nossa versão portuguesa tenhamos o verbo “possuir”) no vs. 22: “O Senhor me possuía no início de sua obra”; temos o comentário da Scofield Reference Bible: “Essa sabedoria é mais do que uma personificação de um dos atributos de Deus, ou da vontade de Deus como a melhor vontade para o homem, é antes um prefigurar distinto de Cristo, como algo firme na mente divina. Cf. Pv 8.22-26 com João 1.1-3 e Cl 1.17. Só pode estar em pauta o Eterno Filho de Deus” (in loc.)].
2. Escravidão: humildade e realeza. A verdade de Provérbios 17.2 se cumpriu quando Jeroboão, servo de Salomão, tornou-se príncipe das dez tribos do Norte de Israel (1Rs 12.16-25). Mas um sentido metafórico e interessante para destacarmos nesse texto é que as pessoas provenientes de uma condição humilde, quando agem com prudência, sobressaem-se aos arrogantes. Os que, porém, desprezam a humildade, quando chegam ao topo agem como os soberbos. Um ditado popular descreve isso com precisão: “Dê poder ao homem e você saberá o seu verdadeiro caráter”. Tudo é uma questão de princípios, de atitudes e de caráter. Para que este se forme no indivíduo não depende da sua classe social, mas dos valores que lhe são germinados desde a mais tenra idade. Tudo é uma questão de princípios e de atitudes! Que o pobre, ao tornar-se rico, não se esqueça de sua origem. Os seus valores lhe dirão o que ele se tornará: uma pessoa arrogante e egoísta ou alguém compassivo e generoso. [Comentário:  Um privilégio herdado pode ser facilmente perdido para aqueles que, mediante a diligência, se mostram dignos de desfrutar do mesmo (Pv 11.29). Muitos ainda confundem humildade com a falta de bens e recursos materiais. Porém, humildade não tem nada a ver com os bens materiais que uma pessoa possui. Ser humilde é ser consciente das fraquezas, falhas, erros, imperfeições. Humildade também não é complexo de inferioridade. Muitos não têm uma auto-estima saudável e acabam adoecendo e confundido humildade com baixa autoestima. Quando uma pessoa não tem uma visão correta de si mesma, ela corre o perigo de desenvolver um complexo de inferioridade ou de se tornar uma pessoa altiva, arrogante, soberba. Deus pode e quer curar a forma como nos vemos.].

SINOPSE DO TÓPICO (IV)
A monarquia caracteriza-se pela prepotência e a exuberância do seu reino. Mas o governante que teme ao Senhor dará maior atenção ao pobre e ao humilde.



CONCLUSÃO

Na presente lição, vimos os contrastes entre o sábio e o insensato, entre o justo e o injusto, entre o rico e o pobre e entre o príncipe e o escravo. Estudamos também que a humildade ou a arrogância distinguirão uma pessoa da outra. A Bíblia nos orienta a cultivarmos a virtude da humildade e a rejeitarmos a arrogância, pois “Deus resiste aos soberbos, dá, porém, graça aos humildes” (Tg 4.6). [Comentário:  O Salmo 15 pode muito bem concluir esta lição: “Quem, Senhor, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte? Davi elenca, de forma poética, as virtudes daquele que vai morar, na eternidade, com Jesus”. Sejamos, pois, humildes, para que alcancemos a sabedoria e, com ela, a vida eterna, a eterna companhia do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.].
NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8),

Graça e Paz a todos que estão em Cristo!

Francisco de Assis Barbosa
Cor mio tibi offero, Domine, prompte et sincere
Meu coração te ofereço, Senhor, pronto e sincero (Calvino)

Recife-PE
Novembro de 2013.

VOCABULÁRIO
Versus: Contra; em comparação com; em relação a; alternativamente a.
Estigmatizado: Que ou aquele que se estigmatizou; marcado ou cicatrizado de uma ferida.
Sócio-Histórico: Relativo aos fatos ou circunstâncias sociais que fazem a história de uma sociedade.
Audazes: Quem realiza ações difíceis, afronta obstáculos e situações difíceis.
Exuberância: Fartura ou superabundância.
EXERCÍCIOS
1. Segundo a lição, como a sabedoria é vista no livro de Provérbios?
R. Como um antídoto contra a arrogância.
2. Quem é o arrogante na visão do livro de Provérbios?
R. O arrogante é uma pessoa insensata e desprovida de qualquer lucidez e bom senso.
3. Qual o princípio de vida proposto pelo sábio?
R. Quem é justo deve agir com humildade, quem é humilde deve agir com justiça.
4. Como os Provérbios condenam a “riqueza” e a “pobreza”?
R. Deus condena tanto a riqueza adquirida por meios injustos, como a pobreza gerada pela preguiça.
5. De acordo com a lição, a quem um governante temente a Deus dará mais atenção em seu governo?
R. Ao pobre e ao humilde.

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS
OBRAS CONSULTADAS:
-. Lições Bíblicas do 3º Trimestre de 2013 - CPAD - Jovens e Adultos; Comentarista: Pr. Elienai Cabral; CPAD;
-. Bíblia de Estudo Pentecostal – BEP (Digital);
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001, Dinâmica do Reino – Confissão de Fé; p. 1239;
 -. Bíblia de Estudo Defesa da Fé: Questões reais; Respostas precisas; Fé Solidificada.
1 ed., RJ: CPAD, 2010.

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