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Lição 11: Uma vida cristã equilibrada



Lições Bíblicas do 3º Trimestre de 2013 - CPAD - Jovens e Adultos
Tema: Filipenses - A Humildade de CRISTO como exemplo para a Igreja.
Comentário: Pr. Elienai Cabral
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Elaboração e pesquisa para a Escola Dominical da Igreja de Cristo no Brasil, Campina Grande-PB;
Postagem no Blog AUXÍLIO AO MESTRE: Francisco A Barbosa.

Lição 11: Uma vida cristã equilibrada
15 de setembro de 2013

TEXTO ÁUREO
“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4.8). – “O crente deve fixar sua mente nas coisas verdadeiras, puras, justas, santas, etc. Que essa é uma condição prévia para experimentarmos a paz de Deus e o livramento da ansiedade, fica claro no versículo 9. Se assim fizermos, "o Deus de paz será convosco". O resultado de fixar nossas mentes nas coisas do mundo será a perda da alegria, da presença íntima e da paz de Deus e, nossos corações sem proteção

VERDADE PRÁTICA
A fim de termos uma vida cristã equilibrada e frutífera, precisamos ocupar a nossa mente com tudo àquilo que é agradável a Deus.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Filipenses 4.5-9.
5 Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor.
6 Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de DEUS, pela oração e súplicas, com ação de graças.
7 E a paz de DEUS, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em CRISTO JESUS.
8 Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.
9 O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o DEUS de paz será convosco.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
          Conscientizar-se a respeito da excelência da mente cristã;
          Compreender o que deve ocupar a mente do cristão, e
          Analisar a conduta de Paulo como modelo. Uma relação do que deve preencher o pensamento do cristão: “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama”. Tais coisas devem orientar os nossos pensamentos.

PALAVRA-CHAVE
Mente: Parte incorpórea, inteligente ou sensível do ser humano; pensamento, entendimento.
COMENTÁRIO

introdução
Na lição de hoje, veremos algumas virtudes que acompanham aqueles cujas vidas foram transformadas pelo Evangelho de Jesus. O Evangelho não apenas proporciona salvação à humanidade, mas também um conjunto de princípios de vida para cada crente, seja na igreja, na família, na sociedade ou com Deus. Não são meras prescrições ou exigências frias de um código de leis, mas valores que transcendem a vida terrena. Veremos que o Evangelho é poderoso para mudar o caráter de uma pessoa e torná-la apta a tomar para si o “jugo suave” e o “fardo leve” de Cristo Jesus (Mt 11.30). [Comentário: Nesta lição, veremos as virtudes que devem acompanham aqueles que foram transportados do reino das trevas para o reino de Deus. A vida deste novo cidadão do Reino dos Céus deve ser regida por princípios e valores que transcendem a vida terrena. Devemos entender que a salvação oferecida por Deus através de Jesus Cristo não somente nos garante a vida eterna, mas também nos oferece e pede que experimentemos um novo caráter, uma nova forma de pensar e agir pautados segundo os valores do Reino dos Céus. Na missiva aos Filipenses, Paulo apresenta essa pastoral exortando os filipenses a respeito do cuidado que eles deveriam ter com aquilo que iria ocupar suas mentes e nos legou um texto áureo para a vida de todo cristão: “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama”. Este conjunto é útil não apenas para o espiritual, mas para toda a vida do crente! Tenhamos todos uma excelente e abençoada aula!]

I. A EXCELÊNCIA DA MENTE CRISTÃ
1. Nossos pensamentos. O versículo oito da leitura bíblica em classe na versão ARA diz: “seja isso o que ocupe o vosso pensamento”. O apóstolo quer mostrar que a experiência de salvação, em Cristo, produz uma mudança contínua em nossa forma de pensar, a fim de evitarmos as futilidades mundanas que ocupam a mente das pessoas sem Deus. Paulo exorta-nos a preenchermos a nossa mente com aquilo que gera vida e maturidade espiritual, pois “nós temos a mente de Cristo” (1Co 2.16). Aqui surge uma pergunta inevitável: “O que tem ocupado as nossas mentes no mundo de hoje?”. Infelizmente, deparamo-nos com uma geração atraída pela ideologia do consumismo e do materialismo, onde o ter é mais importante do que o ser. Tal postura anula o ser humano, e faz com que os relacionamentos sejam pensados em termos de vantagens, ou seja, se não houver algum benefício imediato, logo são descartados. Esse comportamento nos aproxima do modo de vida mundano, e nos distancia das coisas do Alto. [Comentário: O caráter e a conduta começam na mente . Nossas ações são afetadas pelas coisas que habitam nossos pensamentos. No texto em Fp 4.8, Paulo adverte seus leitores para se concentrarem nas coisas que resultarão na vida correta e na Paz de Deus. Através do Espírito Santo, Paulo tinha a mente de Cristo, e, portanto, a mente do Senhor. Aqueles oponentes que não percebiam que o Espírito de Cristo e o Espírito do Senhor são uma mesma pessoa, não tinham base para instruí-lo ou examiná-lo. Por implicação, aqueles que aceitavam o ensino de Paulo tinham a bênção do Espírito Santo e entendiam as realidades divinas. Aqui conseguimos entender quando Jesus afirma: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer” (Jo 15.15) - Cristo revela-se a seus discípulos indistintamente! É através do estudo sistemático das Escrituras que nós adquirimos, com o auxílio do Espírito Santo, a mente de Cristo. É isso que se depreende do versículo 9: “O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco”.]
2. Pensando nas coisas eternas. Além da epístola aos Filipenses, o tema do processo de pensar é tratado por Paulo em muitas outras ocasiões (Rm 12.2; Cl 3.2). Pensar nas coisas que são de cima, por exemplo, não sugere que devamos viver uma espiritualidade irreal, e sim equilibrada, conjugando mente e coração a partir dos valores espirituais na vida terrena (cf. Jo 17.15,18; 1Co 5.9,10). Os maus pensamentos são frutos da inclinação humana para o mal. Daí a recomendação de que a nossa mente deve ocupar-se com a Palavra de Deus, com os princípios eternos do reino divino, “levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo” (2Co 10.5). [Comentário: Obediência, hupakoe; Strong 5218: De hupo, “sob”, e akouo, “ouvir”. A palavra significa ouvir com atenção, escutar com submissão, assentimento e concordância condescendentes. É usada em relação à obediência em geral, para a obediência aos mandamentos de Deus e para a obediência aos mandamentos de Deus e para a obediência a Cristo. Paulo já havia salientado a diferença entre a sabedoria do mundo e a sabedoria espiritual manifestada na cruz de Cristo, e tinha advertido aos crentes de Corinto para não se deixarem iludir pela sabedoria do mundo (1Co 1.18-2.16). Se todo o pensamento - então a pessoa inteira - nossas próprias ideias, motivos, desejos e decisões - pertence a Cristo. O objetivo é levar todo entendimento desobediente à obediência de Cristo.].
3. Agindo sabiamente. Sabemos que a sociedade atual é dominada por ideologias contrárias ao Evangelho. E é exatamente a esse mundo que o Senhor Jesus nos enviou a fazer a sua obra (Jo 17.18; cf. Mt 28.19). Temos de atender o seu chamado! Não com medo, mas com coragem; não com ignorância, mas sabiamente; não como quem impõe uma verdade particular, mas como quem expõe e testemunha verdades eternas. À luz do exemplo de Jesus Cristo, sejamos sal da terra e luz do mundo tendo “luz na mente, mas fogo no coração”. [Comentário: Jesus é o exemplo supremo para as missões cristãs. Todo verdadeiro crente é um “missionário” enviado ao mundo para dar testemunho de Cristo, para alcançar os perdidos onde possam ser encontrados e conduzi-los ao Salvador. Nessa missão, não precisamos de armas carnais, fracas, mundanas, já que nossa luta não é contra carne e sangue (Ef 6.12). Precisamos das armas que têm o poder de Deus (conhecimento de Deus) a fim de destruir qualquer coisa que se oponha à vontade de Deus. Precisamos nos impor no campo das ideias, como Paulo se refere em 2Co 10.5, especificamente, à guerra na mente, contra ideias e atitudes arrogantes e rebeldes e contra toda a altivez oposta ao verdadeiro conhecimento de Deus. Quão atual é esse conselho paulino! Devemos crer e pregar que o Senhor poderá voltar a qualquer momento. A perspectiva do Novo Testamento é de que a volta de Jesus é iminente (Lc 12.35-40); logo, devemos estar prontos, trabalhando e vigiando em todo tempo (Mt 24.36; 25.1-13; Rm 13.12-14).].

SINOPSE DO TÓPICO (I)
A Palavra de Deus exorta-nos a preenchermos a nossa mente com aquilo que gera vida e maturidade espiritual, pois “nós temos a mente de Cristo” (1Co 2.16).

II. O QUE DEVE OCUPAR A MENTE DO CRISTÃO (4.8)
1. “Tudo o que é verdadeiro e honesto”. O apóstolo Paulo inicia a sua reflexão com a verdade. Percebemos que, com essa virtude, o apóstolo entende tudo o que é reto e se opõe ao falso. É tudo aquilo que é autêntico, não baseado em meras suposições, ou em algo que não possa ser comprovado. Lamentavelmente, o espírito da mentira entrou até mesmo entre os crentes e vem produzindo grandes males. Difamações e rumores negativos acabam sendo comuns entre nós. E isso desagrada profundamente a Deus. Quando o apóstolo dos gentios afirma que devemos pensar “em tudo o que é honesto”, de fato, está nos exortando a desenvolvermos uma conduta transparente e decorosa, digna de alguém que age bem à luz do dia (Rm 13.13). O mundo não pode ver em nós um comportamento que contradiga os conceitos éticos e bíblicos da verdade e da honestidade, pois isso é incoerente aos princípios cristãos. O verdadeiro crente tem um firme compromisso com a verdade. Ele não mente nem calunia seu irmão. [Comentário: As Escrituras enfatizam um alto padrão de conduta moral, especialmente com vistas à proximidade da volta do Senhor, quando será consumado nossa salvação. A estabilidade espiritual é o resultado de como uma pessoa pensa. A forma imperativa do grego logizomai (morar em) o torna um comando; pensamento correto não é opcional na vida cristã, é um dever! Logizomai significa mais do que apenas entreter pensamentos, o que significa "avaliar", "considerar", ou "calcular". Os crentes devem considerar as listas de qualidades de Paulo neste versículo e meditar sobre as suas implicações. A forma verbal exige disciplina habitual da mente para definir todos os pensamentos sobre essas virtudes espirituais. Provérbios 23.7 declara: "Porque, como ele pensa consigo mesmo, assim ele é"].
2. “Tudo o que é justo”. Aqui, de acordo com o Comentário Bíblico Pentecostal (CPAD), as “coisas que são ‘justas’ obedecem aos padrões de justiça de Deus” para desenvolvermos uma relação positiva com os que nos rodeiam. O padrão de justiça divina deve nortear o nosso comportamento moral em relação a Deus e às pessoas. O verdadeiro cristão deve pautar a sua conduta pela defesa de tudo o que é justo (Mt 5.6), agindo contra tudo aquilo que promove injustiça e gera opressão. [Comentário: Os crentes devem pensar em tudo o que é correto. Dikaios (direito) é um adjetivo, e deve ser traduzido como "justo". Ele descreve o que está em perfeita harmonia com o eterno de Deus. Os crentes devem pensar em questões que são consistentes com a lei de Deus. Aqueles que procuram a justiça de Deus recebem aquilo que desejam, e não os que confiam em sua própria justiça (Mt 5.6)].
3. “Tudo o que é puro e amável”. Pureza sugere inocência, singeleza ou sinceridade em relação a algo não contaminado ou poluído. Uma mente pura significa uma mente casta. A ideia de “ser puro” é defendida por Paulo na perspectiva de que as palavras, as ações e os pensamentos dos crentes de Filipos fossem francos e sinceros. A fim de que toda impureza seja eliminada de sua vida, o crente tem de dar lugar para que o Espírito Santo limpe continuamente o seu coração e consciência (Ef 5.3). Assim, estaremos prontos a desejar tudo o que promove o amor fraternal. Desse modo, “tudo o que é amável” é aquilo que edifica os relacionamentos entre irmãos. [Comentário: O crente deve fixar sua mente nas coisas verdadeiras, puras, justas, santas, etc. Que essa é uma condição prévia para experimentarmos a paz de Deus e o livramento da ansiedade, fica claro no versículo 9. Se assim fizermos, "o Deus de paz será convosco". O resultado de fixar nossas mentes nas coisas do mundo será a perda da alegria, da presença íntima e da paz de Deus e, nossos corações sem proteção. Hagnos (puro) descreve o que Deus nas Escrituras define como sagrado, moralmente limpo, sem mácula. Em 1 Timóteo 5.22 é traduzida como "livre de pecado". Os crentes devem purificar-se, porque Jesus Cristo é puro (1Jo 3.3); ainda, os crentes são chamados a pensar em tudo que é Prosphiles (belo) - aparece somente aqui no Novo Testamento. Podemos traduzir como "doce", "gracioso", "generoso" ou "paciente". Os crentes devem concentrar seus pensamentos sobre o que a Bíblia diz é agradável, atraente e amável diante de Deus!].
4. “Tudo o que é de boa fama”. O sentido de “boa fama” é simples e objetivo, pois a expressão se refere ao cuidado que devemos ter com as palavras e ações em nosso dia a dia. Então, podemos afirmar que boa fama é tudo o que é digno de louvor, de elogio e graça. Algumas versões bíblicas traduzem a mesma expressão por bom nome. Tal se refere ao que uma pessoa é, pois possuir um bom nome é o mesmo que ter um bom caráter. [Comentário: Os crentes devem pensar sobre tudo o que é de boa fama. Euphemos (Também aparece somente aqui no Novo Testamento.); Strong 2163: comparar com “eufemismo” e “eufemístico”. Uma combinação de eu, “bem”, e pheme, “um ditado”. Euphemos é um discurso gracioso, próspero, digno de louvor e parecendo justo. Evita-se palavras de mau augúrio. É encontrado um exemplo no Antigo Testamento em Pv 16.24: “Favo de mel são as palavras suaves: doces para a alma e saúde para os ossos”. Ele descreve o que é altamente considerado ou bem pensado. O pensamento dos crentes é elevado pelo exame acurado das Escrituras. Em resumo, exorta Paulo, se há alguma excelência e se alguma coisa digna de louvor, devo me debruçar sobre essas coisas. A chave para uma vida piedosa é o pensamento divino, como Salomão sabiamente observou: "Vigiai sobre o teu coração com toda a diligência, porque dele procedem as fontes da vida" (Pv 4.23). ].

SINOPSE DO TÓPICO (II)
O crente não deve ter um comportamento que contradiga os conceitos éticos e bíblicos da verdade e da honestidade, pois isso é incoerente com os princípios cristãos. O verdadeiro crente tem um firme compromisso com a verdade.

III. A CONDUTA DE PAULO COMO MODELO (4.9)
1. Paulo, uma vida a ser imitada. No versículo nove, o apóstolo dos gentios utiliza cinco verbos que denotam ação: aprender, receber, ouvir, ver e fazer. Paulo utilizou tais recursos para que os irmãos filipenses percebessem que poderiam viver as virtudes da Palavra de Deus. Ele, inclusive, assume um papel referencial a ser imitado. Paulo não tem a presunção de uma pessoa que se acha infalível, mas exorta aos filipenses a serem uma carta transparente e exposta a quem quisesse vê-la. Eles deveriam, pois, ser um modelo tanto aos crentes como aos descrentes. [Comentário: Tudo o que vocês aprenderam, receberam, ouviram e viram em mim, ponham-no em prática. E o Deus da paz estará com vocês” (4.9). Este versículo introduz um elemento final que é essencial para a estabilidade espiritual. As sete atitudes descritas no versículo anterior não devem ser vistos como meros princípios abstratos; o pensamento divino não pode ser divorciado do comportamento. A estabilidade espiritual se resume a viver uma vida disciplinada de obediência aos padrões de Deus. Os filipenses deviam guiar-se tanto pelo ensinamento de Paulo como pelo seu exemplo, especialmente em seu amor pelos filipenses].
2. Paulo, exemplo de ministro. Os obreiros do Senhor devem aprender com Paulo uma verdade pastoral: Todo ministro de Deus deve ser transparente. Assim como o Deus da graça chamou os fiéis da terra para serem irrepreensíveis, Ele igualmente nos chamou para administrarmos o seu rebanho com lisura, amor e muita boa vontade (1Pe 5.2,3). Essas qualidades pastorais são indispensáveis na experiência ministerial dos líderes cristãos nos dias de hoje. [Comentário: A figura do pastor cuidado, proteção, disciplina e orientação. Jesus retratou seu próprio cuidado pela Igreja (Jo 10.1-18) e o gracioso interesse de Deus pelos pecadores (Lc 15.3-7) como ações de pastoreio. Os apóstolos designaram sobre as igrejas locais tutores designados de presbíteros )At 14.23; Tt 1.5), que deviam cuidar do povo como os pastores cuidam das ovelhas (At 20.28-31; 1Pe 5.1-4), conduzindo-os mediante seu exemplo (1Pe 5.3) longe de tudo o que é nocivo para tudo o que é bom. Em virtude de seu papel, estes presbíteros são chamados também de “pastores” (Ef 4.11). O Pastor que serve fielmente será recompensado (Hb 13.17; 1Pe 5.4; 1Tm 4.7,8). Hoje, cruzamos uma tormenta na ética pastoral, fica evidente a falta de lideranças fortes e que sejam réplicas do modelo de liderança pastoral de Paulo. Oremos para que o Eterno conceda à sua Igreja homens compromissados, com um caráter cristão maduro e estável e uma bem ordenada vida pessoal (1Tm 3.1-7; Tt 1.5-9)].
3. O Deus de paz. Se buscarmos tudo o que é verdadeiro, honesto, justo, puro, amável e de boa fama, teremos uma preciosa promessa: “E o Deus de paz será convosco”. A presença do “Deus de paz” descreve uma segurança inabalável para aqueles que confiam no seu nome. Ele nos orienta, guarda e protege. Por isso, devemos experimentar da constante e doce presença do “Deus de paz”, e manter uma vida irrepreensível diante dEle, pois nas circunstâncias mais adversas lembraremos estas palavras: “E o Deus de paz será conosco”. [Comentário: A promessa anexa à obediência é que o Deus da paz estará convosco. O Deus cujo caráter é a paz é o doador de paz. O título de Deus da paz é um dos favoritos de Paulo (cf. Rm 15.33; 16.20; 2Co 13.11; 1Ts 5.23). É um lembrete de que aqueles que têm atitudes piedosas, pensamentos e ações piedosos será vigiado pela paz de Deus e pelo Deus da paz. Sua presença é essencial para a força, tranquilidade e satisfação necessária para a estabilidade espiritual.].

SINOPSE DO TÓPICO (III)
Buscarmos tudo o que é verdadeiro, honesto, justo, puro, amável e de boa fama “o Deus de paz será convosco”.

CONCLUSÃO

Disse alguém, certa vez, que “o homem é aquilo que pensa” [Comentário: O filósofo Friedrich Hebbel afirmou certa vez; “O homem vive do que pensa”. Salomão, preocupado com o poder do pensamento escreveu: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem os caminhos da vida (Pv 4.23)]. Devemos, portanto, guardar a nossa mente de tudo quanto é vil, pernicioso, egocêntrico e imoral. Só desfrutaremos de uma vida cristã saudável e equilibrada se alimentarmos a nossa mente com tudo o que é do Alto. Por isso, leia continuamente a Palavra de Deus. Apesar de a verdade, a honestidade, a pureza, a justiça, o amor e a boa fama parecerem estar fora de moda, e até ignorados por grande parte da sociedade, para o Altíssimo continuam a ser virtudes que autenticam os valores do seu Reino. E nós, os que cremos, somos chamados a vivê-las aqui e agora (Mt 5.13-16). [Comentário: Quando invocamos a Deus, com um coração posto em Cristo e na sua Palavra (Jo 15.7), a paz de Deus transborda em nossa alma aflita. Essa paz consiste em uma tranquilidade interior, que o Espírito Santo nos transmite (Rm 8.15,16). Envolve uma firme convicção de que Jesus está perto, e que o amor de Deus estará ativo em nossa vida continuamente. (Rm 8.28,32; cf. Is 26.3). Como necessitamos hoje concretizar esse conselho paulino em nossas vidas! Quando colocamos diante de Deus, em oração, as nossas inquietações, essa paz ficará como guarda à porta de nosso coração e de nossa mente, para impedir que os cuidados e angústias perturbem-nos a vida e a esperança em Cristo. Se o medo e a ansiedade retornarem, novamente a oração, a súplica e a ação de graças nos trarão a paz de Deus que guarda os nossos corações. Voltaremos a sentir segurança, e nos regozijaremos no Senhor]. Finalizo esse comentário da Lição com uma pastoral do Rev Hernandes Dias Lopes: "AMINHA ALMA TEM SEDE DEUS! Deus é a delícia da minha alma. É como mel ao paladar. Outras coisas, por mais belas aos olhas e mais saborosas ao paladar não se comparam com a delícia da intimidade de Deus. É na presença de Deus que existe plenitude de alegria e delícias perpetuamente. O pecado é atraente e sedutor quando perdemos de vista a sublimidade do conhecimento de Cristo. Quando contemplamos Cristo em sua beleza e quando temos uma percepção da majestade de sua glória, então, os prazeres e glórias deste mundo tornam-se como esterco. Ah! como precisamos conhecer mais a Deus. O conhecimento de Deus é nossa glória mais sublime. O povo que conhece a Deus é um povo forte. Que nossa alma anseie mais por Deus do que os guardas pelo romper da alma! Que a nossa alma tenha mais sede de Deus do que a corça pelas correntes das águas!"
NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8),

Graça e Paz a todos que estão em Cristo!

Francisco de Assis Barbosa
Cor mio tibi offero, Domine, prompte et sincere
Meu coração te ofereço, Senhor, pronto e sincero (Calvino)

Recife-PE
Setembro de 2013.

EXERCÍCIOS
1. Segundo a lição, o que a experiência de salvação em Cristo produz?
R. A experiência de salvação, em Cristo, produz uma mudança contínua em nossa forma de pensar, a fim de evitarmos as futilidades mundanas que ocupam a mente das pessoas sem Deus.
2. O que deve ocupar a mente do cristão?
R. A nossa mente deve ser preenchida com aquilo que gera vida e maturidade espiritual.
3. De acordo com a lição, o que significa uma mente pura?
R. Uma mente pura significa uma mente casta.
4. Qual é a verdade pastoral que os obreiros do Senhor devem aprender de Paulo?
R. Todo o ministro de Deus deve ser transparente. Assim como o Deus da graça chamou os fiéis da terra para serem irrepreensíveis, Ele igualmente nos chamou para administrarmos o seu rebanho com lisura, amor e muita boa vontade (1Pe 5.2,3).
5. O que você tem feito para manter a sua mente pura?
R. Resposta pessoal.

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS
OBRAS CONSULTADAS:
-. Lições Bíblicas do 3º Trimestre de 2013 - CPAD - Jovens e Adultos; Comentarista: Pr. Elienai Cabral; CPAD;
-. Bíblia de Estudo Pentecostal – BEP (Digital);
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001, Dinâmica do Reino – Confissão de Fé; p. 1236;
 -. Filipenses - Epístolas Paulinas - E.P. myer pearlman -
http://pt.scribd.com/doc/146430796/E-P-Myer-Pearlman
-. ZUCK, R. B. Teologia do Novo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2008;
-. RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2007.

Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos subsídios colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto que está utilizando e com que finalidade (estudo pessoal, na igreja, postagem em outro site, impressão, etc.).
Francisco de Assis Barbosa

Um comentário:

  1. Gostaria de expressar ao autor deste comentário, Francisco de Assis Barbosa, que sinceramente, é de uma qualidade ímpar, bem comentada, o que só contribui de forma positiva para o nosso conhecimento da Palavra de Deus. Parabéns! Continue desenvolvendo este excelente Ministério para a glória de Deus!
    A Paz do Senhor
    Prof. Oliveira.

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