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Data/Hora Atualizada

14 de agosto de 2013

Lição 7 – A Atualidade dos Conselhos Paulinos


Lições Bíblicas do 3º Trimestre de 2013 - CPAD - Jovens e Adultos
Tema: Filipenses - A Humildade de CRISTO como exemplo para a Igreja.
Comentário: Pr. Elienai Cabral
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Elaboração e pesquisa para a Escola Dominical da Igreja de Cristo no Brasil, Campina Grande-PB;
Postagem no Blog AUXÍLIO AO MESTRE: Francisco A Barbosa.

Lição 7 – A atualidade dos conselhos paulinos
18 de agosto de 2013

TEXTO ÁUREO
Finalmente, irmãos meus, que vos regozijeis no Senhor” (Fp 3.1a). – “Finalmente” (para loipon) é melhor traduzida como "além disso", "assim, então," ou "agora então." É uma palavra de transição, não é a conclusão, uma vez que metade dos Filipenses segue. O termo grego χαρά (chara) é o mesmo que encontramos na missiva aos Gálatas (Gl 5.22) com relação ao fruto do Espírito. O significado é alegria, gozo, regozijo, deleite, prazer. Portanto, o verbo, que é o que está sendo usado, significa regozijar, alegrar, estar contente. (Veja Sl 37.4).

VERDADE PRÁTICA
Para quem ama a Deus o mais importante é ter um coração renovado pela ação do Espírito Santo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Filipenses 3.1-10.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
            • Dissertar a respeito da alegria do Senhor;
            • Explicar a tríplice advertência de Paulo contra os inimigos da fé, e
            • Compreender o significado da verdadeira circuncisão cristã.

PALAVRA-CHAVE
Conselho: Parecer, juízo, opinião. Advertência que emite; admoestação, aviso.

COMENTÁRIO

introdução
No capítulo três de sua carta aos Filipenses, Paulo continua revelando preocupação a respeito dos “maus obreiros”. Estes se aproveitavam de sua ausência para introduzir falsas doutrinas na igreja. A fim de precavê-la, por três vezes o apóstolo diz: “guardai-vos” (v.2). Nesta lição, veremos que Paulo também não deixou de exortar os filipenses a que, mesmo diante das adversidades, se alegrassem no Senhor (v.1), pois a alegria do Senhor é a nossa força (Ne 8.10). [Os adversários de Paulo aqui, sejam eles cristãos (como em Gálatas) ou não-cristãos, defendem a lei de Moisés e insistem na circuncisão como o emblema da salvação (At 15.1). Paulo adverte severamente os judaizantes, os quais asseveravam que, para a salvação, era necessária a observância à Lei e tentavam, incessantemente, sabotar seu evangelho de livre graça. A palavra circuncisão no versículo 2 é uma paródia. Os legalistas ensinaram a necessidade da circuncisão, mas, na verdade, um ritual físico sem justiça no coração não é nada mais do que uma mutilação na carne sem valor.] Tenham todos uma excelente e abençoada aula!

I. A ALEGRIA DO SENHOR
1. Regozijo espiritual. A expressão “resta, irmãos meus” (v.1), aparece no texto grego como to loipon, que é traduzido como “finalmente”. Ela sugere que Paulo estava concluindo sua carta, mas ainda havia algo importante a dizer aos irmãos da igreja em Filipos. O apóstolo ensina aos irmãos filipenses que a alegria do Senhor é a força que nos faz superar toda e qualquer adversidade. O contentamento que Jesus nos oferece é um reforço para a nossa fé em tempos de adversidade. [A alegria é um dos temas dominantes em Filipenses. A obediência a esse mandamento é sempre possível, mesmo em meio de conflito, adversidade e privação, porque a alegria não repousa em circunstancias favoráveis, mas no “Senhor”. Paulo recorre à repetição para enfatizar essa verdade. Os crentes são ordenados a regozijar sob todas as circunstancias, portanto, o crente pode ser internamente alegre quando tudo está monótono no exterior (Hb 3.17,18; 2Co 6.10)].
2. Exortação ao regozijo. A alegria do Senhor é produzida pelo Espírito Santo no coração do crente. Esta alegria independe das circunstâncias, pois é divina e faz com que o cristão supere as dificuldades. Paulo mostra aos filipenses que esse sentimento de felicidade, concedido pelo Senhor, é uma capacitação divina que fortalece a igreja a suportar as adversidades. Para o apóstolo, que se encontrava na prisão, a alegria do Senhor era como um precioso consolo, capaz de trazer descanso e quietude para a sua alma. [O termo grego chairõ, um verbo primário, significando ser alegre, isto é, claramente feliz ou confortável, afortunado; em sentido impessoal, especialmente como saudação, e por fim, regozije-se. Conhecer o poder da ressurreição de Cristo(v. 10), isto é, experimentar a renovação da vida espiritual, o livramento do poder do pecado (Rm 5.10; 6.4; Ef 2.5,6) e o poder do Espírito Santo é o caminho para regozijar!]
3. Alegria em meio às preocupações e aflição. Paulo percebeu que, em virtude do sofrimento, os irmãos de Filipos poderiam ser tomados pelo desânimo. Por isso, ele os exortou a se alegrarem em Deus, pois a alegria vinda da parte do Senhor nos fortalece (Ne 8.10). Triunfante por causa de sua confiança no Cristo ressurreto, o apóstolo sabe que somente aquele que conhece e confia no Senhor, e em sua Palavra, é capaz de regozijar-se diante das dificuldades, tal como ele e Silas o fizeram (At 16.24,25). Deus é o nosso conforto. Nele podemos confiar e regozijar-nos sempre (1Ts 5.16). [Alegria é um tema importante, tanto em Filipenses (cf. 1.4, 18, 25, 2.2, 17-18, 28-29; 4.1, 4, 10) e no resto do Novo Testamento, onde ela aparece em como substantivo e formas verbais cerca de 150 vezes. Aqui, como em 4.4, 10 (cf. Lucas 1.47), Paulo liga para alegrar um relacionamento, comandando os crentes a se alegrar no Senhor. A esfera em que a alegria existe é na sua relação com o Senhor Jesus Cristo. A alegria de que Paulo escreve não é o mesmo que a felicidade (a palavra relacionada ao "acaso" prazo), o sentimento de alegria associada com eventos favoráveis. Na verdade, a alegria persiste em face da fraqueza, dor, sofrimento, até mesmo a morte (cf. Tiago 1.2). Alegria bíblica produz uma profunda confiança no futuro que se baseia na confiança no propósito de Deus e poder. Isso resulta na ausência de qualquer medo final, uma vez que a relação em que se baseia é eterna e inabalável (Sl 16.11; João 16.22). Nem é uma emoção humana produzida; A ordem de Paulo mostra que alegria é um ato da vontade em escolher obedecer a Deus. O resultado é uma emoção produzida de forma sobrenatural, fruto de andar no Espírito (Rm 14.17; Gl 5.22). Assim, regozijar-se é a marca de verdadeiros crentes (cf. Sl 9.14; 13.5; 32.11; 33.1, 21; 35.9; 40.16; 51.12; 70.4, Lc 10.20; Jo 15.11; 17.13, Rm 15.13; 1Ts 5.16).].

SINOPSE DO TÓPICO (I)
A alegria do Senhor, a que Paulo se refere, se manifesta em meio às preocupações e as aflições da vida.

II. A TRÍPLICE ADVERTÊNCIA CONTRA OS INIMIGOS (3.2-4)
1. “Guardai-vos dos cães”. A hostilidade de Paulo contra os maus obreiros era forte e decisiva, pois eles causavam muitos males à igreja, em especial aos novos convertidos. Paulo chama os judaizantes de “cães”, pois estes acreditavam e ensinavam que os gentios deviam obedecer a todas as leis judaicas, um fardo legalista que nem mesmo os próprios judeus suportavam (Gl 2.14). Os judaizantes eram como “cães” que atacavam os novos convertidos durante a ausência de Paulo. O apóstolo repelia-os com veemência e orientava os filipenses a que deles se resguardassem. [O termo grego empregado para traduzir gentio, é ethnikõs, advérbio de ethnikos, (especial) um gentio: - (homem) pagão. Os judeus assim tratavam a todos os não judeus e de forma perjorativa, os chamavam de cães, veja por exemplo, Jesus em pregando o termo referindo-se à mulher cananéia: “não é bom pegar o pão dos filhos e deitá-los aos cachorrinhos” (Mt 15.26), e em Mt 7.6: “não deis aos cães as coisas santas...”. Trata-se de uma metáfora judaica e refere-se a convidar pagãos totalmente desinteressados a juntar-se às preces ao Senhor. Paulo emprega agora essa metáfora para descrever os crentes de origem judaica que distorciam o evangelho e pregavam a necessidade de cumprir rituais do Antigo Testamento. A maior provação de Paulo era a tristeza que sentia e experimentava por causa dos que distorciam o evangelho de Cristo. Seu amor a Cristo, à igreja e à verdade redentora, era tão forte que o levou a opor-se energicamente àqueles que pervertiam a doutrina pura, e a descrevê-los como "cães" e "maus obreiros" (ver 1.17; Gl 1.9; cf. Mt 23).]
2. “Guardai-vos dos maus obreiros”. Estes também são denominados por Paulo como “cães” e os da “circuncisão”. Eles espalhavam falsos ensinos, não se importando com a sã doutrina ensinada pelos apóstolos. Pregavam um falso evangelho (Gl 1.8,9) [Aqueles que exigem mais do que a fé em Jesus Cristo para salvação, ainda que suas credenciais sejam as melhores, distorcem completamente o evangelho. A salvação foi adquirida na cruz por Cristo e Sua justiça nos é imputada pela graça, por meio da fé; não exige nenhuma pré-disposição, ritual nem esforço algum. A única conditio sine qua non é a fé em Jesus Cristo (At 16.31; Rm 10.9). Aqueles que pregam e exigem mais do que isso são na verdade pregadores do falso evangelho e estão debaixo da condenação de Deus]. Afirmavam que para que os gentios se tornassem cristãos deveriam seguir a lei mosaica e, pior, as tradições judaicas. Todavia, no concílio da igreja em Jerusalém, conforme Atos 15, os apóstolos já haviam discutido sobre o papel da lei judaica em relação aos gentios. Segundo as deliberações do “concílio de Jerusalém” os gentios cristãos não deveriam comer alimentos oferecidos aos ídolos, carne com sangue e sufocada (Lv 17.14). Deveriam também evitar as práticas sexuais imorais. Não obstante, os “maus obreiros” faziam questão de discordar do ensino paulino, a fim de impor aos gentios as práticas judaicas. [Paulo adverte severamente os judaizantes, os quais ensinavam que para a salvação, era necessária a observância à Lei e tentavam, incessantemente, sabotar seu evangelho de livre graça. Não esqueçamos de que, ainda hoje, enfrentamos o legalismo em nosso meio; líderes legalistas que impõem cargas pesadíssimas ao rebanho com o pretexto de santidade e assegurar a salvação. Como detectar os legalistas de hoje? Ora, o legalismo sempre está acompanhado de medo e servidão; enquanto que, a mensagem da graça é “boa nova” e traz liberdade e alegria!]
3. “Guardai-vos da circuncisão”. Um dos costumes judaicos que aqueles “maus obreiros” queriam impor era a prática da “circuncisão”. Eles ensinavam, erroneamente, que a circuncisão tornaria os gentios verdadeiramente cristãos. Paulo então passa a ensinar aos filipenses que a verdadeira circuncisão é aquela operada no coração; logo não é algo da carne, mas do Espírito Santo. De acordo com o Comentário Bíblico Pentecostal, editado pela CPAD, “os cristãos filipenses não deveriam ter como motivo de orgulho quaisquer sinais físicos que demonstrassem sua condição de comunhão, porém, antes, deveriam orgulhar-se em Cristo e na sua obra”. [A palavra circuncisão empregada no versículo 2 é uma paródia. Os legalistas ensinaram a necessidade da circuncisão, mas na verdade, um ritual físico sem justiça no coração não é mais do que uma mutilação da carne sem valor. Circuncidar era um rito pelo qual se corta a extremidade do prepúcio. Entre os judeus tinha um valor altamente religioso. Era o sinal do antigo concerto (At 7.8; Rm 4.6-12) e obrigava a guardar toda a Lei mosaica (At 15.1-5,24; Gl 5.3). Na Nova Aliança não se faz necessário essa observância ritual, já que nessa Nova Aliança o acesso se dá por meio da fé em Jesus Cristo (At 11.1-18; 15.1-29; 1Co 7.19; Gl 5.1-6; 6.12-16). Em resposta aos judaizantes e sua ênfase equivocada no rito exterior e físico da circuncisão, Paulo afirma que os cristãos são a verdadeira circuncisão, isto é, o Israel espiritual (Gl 3.6-4.7)].
SINOPSE DO TÓPICO (II)
“Guardai-vos dos cães”, “guardai-vos dos maus obreiros”, “guardai-vos da circuncisão”; são advertências paulinas a que a igreja se cuidasse com os judaizantes.

III. A VERDADEIRA CIRCUNCISÃO CRISTÃ (3.3)
1. A circuncisão no Antigo Testamento. Sabemos que a circuncisão era um rito religioso com caráter moral e espiritual, consistindo em um sinal físico de que a pessoa pertencia ao povo com o qual Deus fez um pacto. Era também um sinal de obediência a Deus (Gn 17.11; At 7.8). Porém, os seguidores de Jesus não precisam da circuncisão para serem identificados como pertencentes a Ele. A circuncisão do cristão é espiritual e interior, operada pelo Espírito Santo, no coração, mediante a fé em Jesus Cristo (Rm 4.9-11).[A circuncisão não era prática incomum no antigo Oriente Próximo, porém Deus a escolheu como um sinal para identificar o povo do concerto abraâmico, pois esta literalmente tem a ver com os homens no seu aspecto de propagação da vida. O ato da circuncisão era exigido como um sinal do concerto previamente estabelecido com Abraão. Isto não constituía um novo concerto, porém um sinal externo que Abraão e os seus descendentes deviam praticar para mostrar que eles eram o povo escolhido de Deus. O fato desta cerimônia ser praticada no órgão reprodutor masculino possuía um significado duplo, pelo menos: 1) o ato de cortar o prepúcio falava em cortar a dependência carnal, e 2) a sua esperança pela posteridade e prosperidade futuras não deveria repousar sobre as suas próprias habilidades. A circuncisão era uma afirmação de que a confiança do fiel estava sendo depositada na promessa de Deus e na sua fidelidade, e não em sua própria natureza carnal (Gn 15.10; 22.13). Mais tarde, o orgulho fez da circuncisão um símbolo idólatra, assumido pelos hebreus como garantia do favor contínuo de Deus. Assim como o batismo cristão sem fé não tem sentido para a justificação, o mesmo vale para a mera circuncisão física (Rm 2.25-29)]
2. A verdadeira circuncisão não deixa marcas físicas. Paulo ensina aos colossenses que a verdadeira circuncisão em Cristo não é por intermédio de mãos humanas, mas “no despojo do corpo da carne” (Cl 2.11,12). É um ato espiritual, levado a efeito pelo Senhor Jesus que remove a nossa velha natureza e nos concede uma nova (2Co 5.17). É uma circuncisão do coração (Rm 2.29). [O termo grego "circuncisão", como é empregado por Paulo significa mutiladores do corpo e refere-se ao rito da circuncisão segundo o ensino dos falsos mestres judaizantes, afirmando que o sinal da circuncisão conforme a Lei mosaica era necessário à salvação. Paulo declara que a verdadeira circuncisão é uma obra do Espírito Santo realizada no coração do salvo, pela qual o pecado e o mal são cortados (v. 3; Rm 2.25-29; Cl 2.11). Contrária à falsa doutrina, a salvação não é alcançada mediante a observância ritual. Cristo é o cumprimento do que é tipificado nos ritos da Lei, libertando-nos da servidão do legalismo (Rm 2.25-29; 3.27-31; 10.4). Em sua identificação com Jesus, os crentes compartilham as experiências do Senhor. Eles não precisam de nada mais! Em Colossenses 2.11, dramaticamente, Paulo afirma que no batismo dos gentios em Cristo e em seu corpo, os mesmo já tinham sido circuncidados. Batismo é a circuncisão de Cristo e significa o lavar que remove o pecado, a renovação pessoal pelo Espírito Santo e a participação como membro do corpo de Cristo (At 2.38; Rm 6.4; 1Co 12.13; Tt 3.5; 1Pe 3.21). Com isso, não quero dizer que o batismo cristão seja idêntico à circuncisão, mas lhe corresponde em essência (Rm 4.11) e a substituiu como sinal da aliança.]
3. A verdadeira circuncisão não confia na carne (3.3-7). Os cristãos judaizantes que participavam da igreja em Filipos confiavam muito mais na carne e na circuncisão do que em Cristo. Por isso, Paulo narra a sua história como judeu. Ele declara ter sido circuncidado ao oitavo dia (v.5) e ter seguido todos os ritos da lei (v.6). Mas o apóstolo enfatiza que ao encontrar-se com Cristo, renunciou a tudo da velha religião para servir apenas a Cristo. Paulo declara: “Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo, e não confiamos na carne” (3.3). A salvação é somente pela fé em Jesus. Nenhum rito religioso é capaz de trazer salvação. [O texto de Fp 3.46 apresenta uma lista de sete características de linhagem que qualificavam a Paulo como um seguidor da Lei. Sua circuncisão foi conforme preconiza Gênesis 17.12; era da tribo de Benjamim e seu nome judeu, Saulo, foi-lhe dado em virtude do rei Saul, também de Benjamim (1Sm 9.1,2). Sua vida era de escrupulosa obediência à Lei mosaica, tanto à Torah quanto às tradições judaicas que lhe foram ensinadas (At 22.3; 26.5; Gl 1.14). Ele próprio afirma que viveu de forma irrepreensível, não com pretensa intenção de afirmar que era sem pecado (Rm 7.713), mas de ter vivido com fidelidade aos preceitos do Antigo Testamento. Quando ele entendeu o evangelho de Cristo, o apóstolo percebeu que todos essas credenciais, realizações, privilégios e direitos não valiam nada. Paulo não está dizendo que eles não são de nenhum valor social, cultural, educacional, ou histórico. Em vez disso, ele está dizendo que eles não são de nenhum valor salvífico, que não podiam salvá-lo ou a qualquer outra pessoa. A obediência de Paulo à lei era respeitável, mas seu consequente “confiar” era o pior dos pecados. Ele agora afirma que renuncia a tudo isso por causa de Cristo, considerando aquelas coisas como refugo – palavra grega empregada em sentido figurado; seu significado literal é lixo e já foi traduzida como esterco. Paulo joga fora, com aversão, qualquer coisa que possa interferir na “sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor”. A salvação não se baseia no que o ser humano alcança obedecendo a Lei, mas inteira e exclusivamente na “justiça que procede de Deus”, dada àqueles que estão unidos com Cristo (Rm 1.16,17; 3.21-26).]

SINOPSE DO TÓPICO (III)
A verdadeira circuncisão não confia na carne nem deixa marcas físicas, pois ela é gerada pelo Espírito.

CONCLUSÃO

Paulo ensinou aos filipenses que a confiança em Cristo nos garante alegria. Tal felicidade independe das circunstâncias e faz-nos enfrentar todas as dificuldades comuns às demais pessoas com uma diferença: temos esperança! Paulo também mostrou aos filipenses que as leis do Antigo Testamento e seus ritos tinham sua importância, todavia, a obediência a tais leis e ritos não garantiam a salvação de ninguém. O que deve ser considerado pelo crente é o seu relacionamento com o Cristo ressurreto. [A salvação deve ser o motivo de nossa alegria independente das circunstancias. O maior anseio na vida de Paulo era conhecer a Cristo e experimentar de modo mais íntimo sua comunhão e presença. Os ritos da Lei cumpriram seu objetivo, já não cabem mais na nova aliança. A justiça do crente deve consistir, em primeiro lugar, em ser perdoado do pecado, justificado e aceito por Deus, mediante a fé (Rm 4.5). O Novo Testamento declara que nossa justiça é Cristo, o próprio Senhor Jesus, habitando em nosso coração (Fp 1.20,21; Rm 8.10; 1 Co 1.30; Gl 2.20; Ef 3.17; Cl 3.4). Nesta lição, fica claro que o fundamento da nossa alegria da salvação e nossa única esperança de justificação é a morte sacrificial de Cristo e seu sangue derramado no Calvário (Rm 3.24; 4.25; 5.9; 8.3,4; 1Co 15.3; Gl 1.4; 2.20; Ef 1.7; Hb 9.14; 1 Pe 1.18,19; 1 Jo 4.10) e sua vida ressurreta dentro do nosso coração (Rm 4.22; Rm 4.22,25; 5.9,10; 8.10,11; Gl 2.20; Cl 3.1-3). Não há nada que possamos acrescentar!]
NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8),

Graça e Paz a todos que estão em Cristo!

Francisco de Assis Barbosa
Cor mio tibi offero, Domine, prompte et sincere
Meu coração te ofereço, Senhor, pronto e sincero (Calvino)

Recife-PE
Agosto de 2013.

EXERCÍCIOS
1. Quem produz a verdadeira alegria em nossos corações?
R. O Espírito Santo.
2. Quem são os inimigos mencionados por Paulo em Filipenses 3.2?
R. Os judaizantes.
3. O que os judaizantes acreditavam e ensinavam aos cristãos gentios?
R. Eles acreditavam e ensinavam que os gentios deviam obedecer a todas as leis judaicas, um fardo legalista que nem mesmo os próprios judeus suportavam (Gl 2.14).
4. De acordo com a lição o que era a circuncisão no Antigo Testamento?
R. A circuncisão era um rito religioso com caráter moral e espiritual, consistindo em um sinal físico de que a pessoa pertencia ao povo com o qual Deus fez um pacto. Era também um sinal de obediência a Deus (Gn 17.11; At 7.8).
5. Defina a verdadeira circuncisão para o cristão.
R. A circuncisão do cristão é espiritual e interior, operada pelo Espírito Santo, no coração, mediante a fé em Jesus Cristo (Rm 4.9-11)


NOTAS BIBLIOGRÁFICAS
OBRAS CONSULTADAS:
-. Lições Bíblicas do 3º Trimestre de 2013 - CPAD - Jovens e Adultos; Comentarista: Pr. Elienai Cabral; CPAD;
-. Bíblia de Estudo Pentecostal – BEP (Digital);
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001, Dinâmica do Reino – Confissão de Fé; p. 1236;
-. ARRINGTON, F. L.; STRONSTAD, R. (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 4 ed., Vol. 2, RJ: CPAD, 2009.
-. RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2007.

Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos subsídios colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto que está utilizando e com que finalidade (estudo pessoal, na igreja, postagem em outro site, impressão, etc.).
Francisco de Assis Barbosa

2 comentários:

  1. gostei muito vc me ajudou a entende muita coisa que eu estava em duvida obrigada.

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