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25 de julho de 2011

Lição 5 – O Reino de Deus Através da Igreja

31 de julho de 2011

Texto Áureo

“Os cegos veem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho.” (Mt 11.5).

As atividades de Jesus descritas nesta perícope são o cumprimento de Is 35.5,6. Jesus se refere a este texto de Isaías como evidência do seu messiado. A vista dos cegos e a audição dos surdos foram bênçãos da primeira vinda de Cristo para o seu povo, ao passo que sua plena restauração ocorrerá na sua segunda vinda. Hoje, Cristo realiza sua missão messiânica, concedendo salvação mediante uma resposta às pregações. O julgamento esperado por João ocorrerá na consumação no tempo vindouro. Quando a Igreja deliberadamente dá lugar ao Espírito Santo, Ele concede poder para realizar ‘obras... maiores’, e Is 35.5,6 volta a acontecer da mesma forma como na Igreja primeva.

Verdade Prática

A Igreja do Senhor Jesus Cristo deve manifestar o Reino de Deus neste mundo, através da proclamação do Evangelho de Cristo.

Leitura Bíblica em Classe
Lucas 17.20,21; ateus 18.1-5; Marcos 10.42-45

Objetivos

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
- Reconhecer que a Igreja de Cristo representa o Reino de Deus no mundo;
- Compreender que o Reino de Deus está presente na Igreja, e
- Conscientizar-se de que fomos chamados para ser servos.

Palavra-chave
AGIR

Praticar ou efetuar algo na condição de agente; atuar; proceder.

Comentário

(I. Introdução)

Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo...’ (1Co 12.13). O Espírito Santo introduz o crente no Corpo de Cristo – a Igreja, unindo-o a esse Corpo, fazendo com que ele seja um com os demais crentes. Com isso, o texto indica a base para o princípio da unidade dentro da diversidade. O dom do Espírito Santo é a vida comum dos crentes e uma dinâmica maior do que todas as características humanas. A dinâmica da vida e ministério cristãos encontra-se na compreensão do Reino de Deus, que não consiste em ‘comida e bebida’, mas na ‘justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo’ (Rm 14.17). Como agentes desse Reino, o caráter representativo não recai sobre a Igreja enquanto instituição, mas sobre o testemunho individual de crentes fiéis, que vivem a essência do Evangelho. Boa Aula!

(II. Desenvolvimento)

I. O REINO DE DEUS E A IGREJA

1. Igreja, representante do Reino. A Igreja é um corolário de homens e mulheres chamados para fora do sistema corrupto instalado no mundo a fim de pertencerem totalmente a Deus e de proclamarem o Evangelho de salvação para a glória e louvor d’Ele. Essa nova condição de possessão peculiar de Deus nos separa do povo deste mundo mas também, nos submete a uma responsabilidade, a de como embaixadores do Reino, representá-lo e defender seus interesses. O Reino de Deus tem um caráter presente, que existe agora, e outro futuro, na consumação dos tempos quando Deus restaurará o relacionamento perdido do ser humano com sigo mesmo e iniciará o governo divino. Agora, atuamos como embaixadores autorizados a oferecer a paz deste Reino e a reconciliação àqueles ainda não renovados em Cristo (2Co 5.20).

2. A Igreja é comissionada por Cristo. A igreja é uma diakonia espiritual. Ela ministra por meio de dons outorgados pelo Espírito Santo, alicerçando em firmes fundamentos a mensagem do Reino de Deus. Como portadores comissionados por Cristo, devemos ir a todo o mundo e pregar o evangelho a todos, de conformidade com a revelação do Novo Testamento, e isto inclui a responsabilidade de enviar missionários a todas as nações. É digno de nota que, é responsabilidade do crente buscar incessantemente o Reino de Deus em todas as suas manifestações, tendo fome e sede pela presença e pelo poder de Deus e zelo pela sã doutrina, inclusive a maneira pela qual a igreja ministra essa doutrina, que deve ser unicamente cristocêntrica, desvencilhada de qualquer humanismo hedonista tão frequente em pregações de muitas denominações.

3. A Igreja na sociedade. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam’ (Jo 1.5). O fato de que Jesus é a expressão eterna, definitiva de Deus, continua desconhecido da humanidade. O mundo, apesar da graça comum, é incapaz de apreender esse mistério. A função da igreja é apoiar e transmitir ao mundo a verdade que Deus revelou. É mediante o testemunho da igreja que os pecadores são alcançados pela mensagem do Evangelho, nascem de novo e passam a fazer parte do Corpo de Cristo (1Co 11.26). é interessante que, Jesus comissiona seus discípulos da mesma forma que Ele foi comissionado pelo Pai –‘Assim como o Pai me enviou, também eu envio a vós’ (Jo 20.21). Strong define o termo ‘enviou’, do grego ‘apostello’, como “comissionar, separar para um serviço especial, enviar uma mensagem através de alguém, enviar com uma missão a cumprir, equipar e despachar alguém com total apoio e autoridade de quem enviou” [1]. O evangelho de João apresenta a divindade de Jesus – o Filho de Deus. Como Deus, ele criou todas as coisas e, como Deus, ele veio para redimir a todos – trazer a totalidade do perdão. Esse aspecto de sua missão é transmitido a seus discípulos, bem como seu comissionamento: ir com o perdão. Começou aqui tanto um mandato como uma missão: ‘Eu vos envio a vós’. Precisamente, tanto como o Pai enviou o Filho para trazer a salvação como uma disponibilidade para todos os seres humanos (Jo 3.16), nós também somos enviados para garantir que a disponibilidade seja compreendida por todos [2].

Sinopse do Tópico (1)

A Igreja, uma vez comissionada por Cristo, representa o Reino de Deus na sociedade.

II. O REINO DE DEUS PRESENTE NA IGREJA

1. Na pregação Cristocêntrica. O conteúdo da pregação de Paulo não foi segundo o conhecimento humano, antes, concentrava sua atenção na verdade central do evangelho, ou seja, a redenção em Cristo Jesus, e no poder do Espírito Santo. Existe um antagonismo mútuo entre a sabedoria deste mundo e a sabedoria de Deus, e o conflito aparece supremamente na cruz de Cristo. O Evangelho é a revelação da verdade. Tanto o conteúdo quanto o estilo da pregação de Paulo se harmonizavam com caminhos de Deus conforme revelados na cruz. Ele não pregava para exibir suas habilidades oratórias e chamar a atenção para si mesmo, mas ele falava em temor, e em grande temor, uma figura de linguagem denotando o oposto de autoconfiança. O resultado foi a transformação ocorrida na vida daqueles que ouviram, longe de uma simples conversão intelectual através da sabedoria humana, eles encontraram o próprio Espírito Santo, que demonstrou sua presença através de vários dons espirituais. Começando em 1Co 2.10, Paulo elabora nossa necessidade da sabedoria e revelação concedidas pelo Espírito Santo e vincula isso firmemente ao nosso recebimento das ‘palavras... que o Espírito Santo ensina’ (2.13). Ele volta imediatamente dessas observações para uma confrontação sincera com a carnalidade dos coríntios, atribuindo-a à superficialidade deles da admissão da Palavra de Deus (‘porque ainda não podíeis [receber alimento sólido]’ (3.2); ver também Hb 5.12-14). A verdade exigente desta passagem é que nenhuma quantidade de discernimento ou visão espiritual supostos reflete um verdadeiro crescimento espiritual, se for separado de nosso crescimento básico no conhecimento da Palavra de Deus na Bíblia [3].

2. Na Comunhão. O termo comunhão, do grego koinonia, significa compartilhamento, uniformidade, associação próxima, parceria, participação, uma sociedade, uma comunhão, um companheirismo, ajuda contribuinte, fraternidade. Koinonia é uma uniformidade realizada pelo Espírito Santo. Em koinonia, o indivíduo compartilha o vínculo comum e íntimo de companheirismo com o resto da comunidade cristã. Koinonia une os crentes ao Senhor Jesus e uns aos outros. O crente é exortado a amar de um modo especial a todos os outros crentes verdadeiros, quer sejam membros da sua igreja e da sua persuasão teológica, quer não. ‘Um novo mandamento... que vos ameis uns aos outros’ (Jo 13.34), é novo porque apresenta um novo padrão – o amor de Jesus. O amor zeloso, altruísta que os cristãos demonstram uns aos outros testemunham ao mundo que eles são verdadeiros cidadãos do Reino de Deus.

3. No Serviço.E, servindo eles ao Senhor...’ (At 13.2). Este é o comissionamento do grande ministério apostólico de Paulo. Servindo traduz um verbo usado pelo serviço sacerdotal oficial. Aqui refere-se ao seu ministério da adoração pública. O termo grego leitourgeo pode ser traduzido como realizar atos religiosos ou de caridade, cumprir uma tarefa, realizar uma função, oficiar como sacerdote, servir a Deus com orações e jejum. A palavra descreve o sacerdócio arônico ministrando serviços levíticos (Hb 10.11). Em Rm 15.27, é usado para atender necessidades financeiras dos cristãos, realizar um serviço ao Senhor ao fazê-lo. Aqui, os cristãos de Antioquia estavam cumprindo uma tarefa e dispensando uma função normal ao ministrar ao Senhor através de jejum e orações[4]. Aqueles crentes, mesmo estando longe dos seus irmãos de Jerusalém, resolveram enviar sua ajuda para atender as necessidades daqueles crentes distantes - um princípio que a igreja faria bem em observar hoje; o amor é mostrado não somente em um gesto heroico de dedicação, mas em uma vida diária de compaixão e de serviço.

Sinopse do Tópico (2)

O Reino de Deus se faz presente na Igreja através da pregação cristocêntrica, da comunhão e do serviço.

III. QUEM É O MAIOR NO REINO DE DEUS

1. O “maior” em humildade. Podemos definir o termo humildade como a total ausência de arrogância, vaidade e insolência. O termo é uma combinação duas palavras gregas: tapeinos – humilde, e phren – mente. Apenas mediante a abstenção da auto exaltação, os membros da comunidade cristã podem manter a unidade e a harmonia. O caminho para o Reino de Deus se dá mediante a simples confiança e dependência de uma criança. É uma questão do nosso ser interior e do coração. É vista no crente que expressa sua fé e seu amor a Cristo, em sincera humildade, no desejo de servir a Deus, quanto aos homens, e na disposição de ser considerado o menos importante no reino de Deus.

2. O maior deve ser como uma criança. O Reino de Deus é somente para aqueles que vêm a Jesus em humildade, dependência e confiança, como crianças; isto é, de maneira tão singela e confiante, que nos voltamos contra o pecado e aceitamos Cristo como nosso Senhor e Salvador, e Deus como nosso Pai celestial. O Reino de Deus pertence a estes não por méritos, mas por Deus desejar dá-lo aos humildes e aos aparentemente insignificantes e sem importância. O para a grandeza acontece através da humildade de uma criança, expresso pelo serviço modesto (veja Mt 18.1-5).

3. O maior deve ser servo de todos. No que concerne àqueles separados para liderar a Igreja, o propósito de Jesus é que dirijam-na como servos, ajudando as pessoas sob sua orientação a cumprirem a vontade de Deus para suas vidas. Jesus reforça o principio que acabou de declarar dando seu próprio exemplo como aquele que serve. O maior deve ser servo de todos (Lc 22.25-27), esse padrão funciona ainda hoje. Os 'grandes' de nossa sociedade são aqueles que servem ao enfermo, ao necessitado e ao ferido. Esses são grandes porque eles deram de si próprios para servir aos outros. Jesus, nosso exemplo máximo, é grande porque ele se deu para pagar os pecados do mundo (Fp 2.1-11).

Sinopse do Tópico (3)

O “maior” no Reino de Deus é humilde, possui a sinceridade de uma criança e se faz servo de todos.

(III. Conclusão)

O Reino de Deus é uma dadiva que está presente tanto na Pessoa de Jesus Cristo quanto em seu Corpo, a Igreja. Nessa perspectiva, ela tem a responsabilidade de proclamar e demonstrar as virtudes do Reino de Deus como um espelho que reflete uma imagem. Um alto padrão é exigido – exemplificar Jesus Cristo em espírito e comportamento, bem como suas palavras e deveres. Os membros do Corpo são julgados não pelo que realizam mas pelo caráter que revelam – quem eles são diante daquilo que fazem. Homens falíveis foram escolhidos para serem discípulos de Jesus e como todos os homens, eles lutavam contra o orgulho e a ambição (Mt 20.20-23). Percebendo sua luta, Jesus toma o exemplo de uma criança, afirmando que, no Reino de Deus, os grandes devem ser como tal criança – humilde, confiante e fácil de ensinar (Mt 8.4). Em outra oportunidade, quando a preocupação deles por 'status' surgiu novamente, Jesus declara que o maior é servo de todos (Lc 22.25-27). Tudo gira em torno da maior virtude no Reino – Humildade. É a humildade que nos permite reconhecer que Deus tem o lugar principal em nossa vida, que somos mortais e falíveis. Ela é o principio da sabedoria (Pv 22.4). As verdades do Reino de Deus são somente percebidas por aqueles que são humildes (Tg 4.6; Mt 5.3). Que eu e você, possamos, como espelho, refletir o exemplo de Cristo e sermos verdadeiros representantes do Reino de Deus.

"Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade." (1Jo 3.18)

N’Ele, que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8),

Francisco A Barbosa

auxilioaomestre@bol.com.br

Questionário

1. Quem é o representante do Reino de Deus na terra?

R. A Igreja do Senhor Jesus Cristo.

2. Como a Igreja deve apresentar Cristo a sociedade?

R. Como o único Salvador do mundo.

3. Como o Reino de Deus se faz presente na Igreja?

R. Através da pregação cristocêntrica, da comunhão e do serviço.

4. De acordo com a lição, como o “Corpo de Cristo” expressa o Reino de Deus?

R. Pela proclamação, comunhão e do serviço.

5. Por que o Senhor Jesus apresentou uma criança aos discípulos?

R. Para demonstrar as características que os súditos do seu Reino precisam ter.

Notas Bibliográficas

[1]. Adaptado de Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 2001,Palavra-chave, p.1099.
[2]. Ibidem, Dinâmica do Reino;
[3]. Ibidem, Dinâmica do Reino, p. 1172;
[4]. Ibidem, Palavra-chave, p. 1124;
Os textos das referências bíblicas foram extraídos do site
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Um comentário:

  1. paz do Senhor meu querido eu estou lhe informando que toda semana eu passo os seus subisideos para os irmãos da nossa congregação Deus te abençoe cada vez mas.

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