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Data/Hora Atualizada

17 de abril de 2010

Lição 4 - CHORANDO AOS PÉS DO SENHOR


25 DE ABRIL DE 2010

TEXTO ÁUREO

"Senti as vossas misérias, e lamentai, e chorai; converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo, em tristeza" (Tg 4.9).

Esta perícope é uma convocação para um arrependimento sincero, pelo qual lamentamos nossos pecados. Nossa geração precisa dos limites prescritos nas Sagradas Escrituras. Sem santificação nenhum de nós veremos ao Senhor. Se não atentarmos para a realidade em nossas igrejas corremos o risco de assistir, aliás, já estamos assistindo os modismos e doutrinas estranhas, de forma assustadora, grassando na Igreja.

VERDADE PRÁTICA

Quebrantemo-nos diante de Deus. Somente assim haveremos de viver um grande e singular avivamento. Ele quer e vai operar maravilhas no meio de seu povo. Mas é preciso chorar aos pés do Senhor.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Jeremias 9.1-3; 5-9.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

- Explicar o porquê do lamento de Jeremias;

- Compreender o porquê de Jeremias querer o isolamento, e

- Conscientizar-se de que é chegado o momento do povo de Deus lamentar e chorar em favor das nações.

PALAVRA-CHAVE

LAMENTAR

- 1. Ter pena de (alguém); Manifestar sentimento por; Queixar-se, lastimar-se.

- Nesta lição significa apelar, pleitear, interceder diante de Deus em favor do pecador.

COMENTÁRIO

(I. INTRODUÇÃO)

As Lamentações são cinco poemas elegíacos* (melancólicos, tristes), escritos no período da destruição de Jerusalém por Nabucodonosor, no século VI a.C.. Apresentam a triste condição de Israel: o templo em ruínas e a escravidão, porque o próprio povo tornara-se infiel à Aliança com Deus. Judeus e Cristãos utilizam hoje as Lamentações de Jeremias em momentos litúrgicos de pesar, relembrando fatos de importância da História: aqueles, nos dias de jejum, sofrendo em memória da Jerusalém destruída; estes, na Semana Santa, quando reconstituem a dor de Cristo no Horto das Oliveiras e no martírio do Calvário. A nação de Israel perderia seu relacionamento de aliança com Deus, por falta de conhecimento da aliança. O conhecimento de Deus é inseparável de Sua lei. Os sacerdotes que eram os responsáveis por ensinar a lei deveriam ser punidos por ignorarem ou se esquecessem dela. Hoje, temos a oportunidade de estudar o grande lamento de Jeremias em favor dos israelitas. A marca de Jeremias deixada para a história é a marca da intercessão e do lamento; durante todo seu ministério, pranteou intensamente em favor de Judá. No seu ofício profético e como descendente dos sacerdotes, lamentou pelo povo rebelde e contumaz. Carecemos verter nossas lágrimas em favor da nossa pátria. Estudaremos o lamento de alguns homens de Deus em favor do seu povo. Exemplos de busca a Deus em oração, derramando suas almas perante o Altíssimo em favor do próximo. "O meu povo foi destruído, porque lhes faltou o conhecimento." Oséias 4.6

(II. DESENVOLVIMENTO)

I. O LAMENTO DE JEREMIAS

Jeremias sentiu emoções contraditórias em relação a seu povo. Durante todo o seu ministério, outra coisa não fez Jeremias senão manifestar sentimento de pena, queixar-se, lastimar-se pela sorte do povo de Judá. A nação vivia de mentira, engano, deslealdade, adultério e idolatria. Irado mas compassivo, desejoso de sair do maio daquele povo, mas seu coração dilatava-se de compaixão. Que contradição!

1. O profeta das lágrimas. O lamento de Jeremias reflete o sentimento de YAWEH por seu povo. Sentimento semelhante é experimentado por Jesus quando chorou diante de Jerusalém, cidade que o rejeitara (MT 23.37). Assim como os judeus contemporâneos de Jeremias, Jerusalém estava insensível à Deus e o Unigênito chora e lamenta profundamente por todos os perdidos e por sua cidade amada que em breve seria destruída. Uma roda de acontecimentos que se repetem na história da nação escolhida. Não obstante a insensibilidade do povo, YAWEH chora profundamente pelos perdidos e pela destruição que se aproximava daquela nação que Ele tanto amava tudo refletido no lamento do profeta: "Prouvera a Deus a minha cabeça se tornasse em águas, e os meus olhos, em uma fonte de lágrimas! Então, choraria de dia e de noite os mortos da filha do meu povo" (Jr 9.1). Provera o Senhor, sermos conhecidos também pelo epíteto de Jeremias; que privilégio seria refletir os sentimentos divinos!

2. O profeta da solidão. Ele expressa um desejo de deixar seu povo para ficar em uma estalagem no deserto onde pudesse ficar em paz e onde os homens não estivessem em total rebelião contra YAWEH. Será que nossa igreja tem sido esta estalagem? A idéia de Jeremias era que tal lugar seria melhor do que os lugares onde seu povo vivia, e que a hospitalidade de estrangeiros seria melhor do que a da sociedade dos ímpios. Nossa comunidade deve constitui-se numa estalagem no deserto, pronta para receber os cansados e sobrecarregados. Não podemos permitir que nossa igreja, nossa liturgia, nossa doutrina sejam contaminadas com as heresias e modismos do momento. Não podemos aceitar que, em nome de um pseudo-evangelismo, tragamos o mundo para a igreja e em conseqüência, muitos crentes para o mundo: "Prouvera a Deus eu tivesse no deserto uma estalagem de caminhantes!" (Jr 9.2). O desejo de Deus é que sejamos sal e luz para o mundo, nossa comunidade deve ser esta estalagem no deserto! "Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal" (Jo 17.15). Jeremias chorou e muito lamentou ao ver a condição espiritual e moral em que se encontravam os moradores de Judá - SINOPSE DO TÓPICO (1)

II. O LAMENTO DE SAMUEL

Jeremias expressa profunda tristeza por causa do juízo que viria sobre o povo e a terra prometida e em resposta, Deus afirma que não recuaria nem mesmo se Moisés e Samuel intercedessem perante Ele pelo povo. Foram grandes intercessores que, no passado, tinham suplicado perante YAWEH pelos filhos de Israel. Mesmo que fossem contemporâneos de Jeremias e intercedessem pelo povo, o SENHOR não atenderia. Samuel foi um modelo de oração quando os israelitas sentiram medo dos filisteus. O povo sabia que aquele profeta possuía uma vida de oração e que o Eterno estava sempre pronto para responder suas reivindicações. As Escrituras registram ocasiões de dificuldade vivenciadas por Samuel e assim mesmo como fizera sua mãe, orou e Deus ouviu (1 Sm 7.9). Samuel separava tempo para interceder por Israel (1Sm 8.6) e não parou de interceder mesmo quando a nação o rejeitou. "Samuel considerava a intercessão uma parte integrante do seu ministério. No pensamento do último juiz de Israel, não orar pelos seus irmãos era considerado um pecado". Jim George.

"Ouve a voz do povo em tudo quanto te disser, pois não te tem rejeitado a ti; antes, a mim me tem rejeitado, para eu não reinar sobre ele" (1 Sm 8.7), Não estará Deus lamentando também por nós? Como estamos diante do Senhor Jesus? Ele ainda é o nosso Rei? Ou já o trocamos por coisas de nenhum valor? Ainda lhe aceitamos a soberania? Ou já coroamos o mundo como nosso amo e senhor?

III. O LAMENTO DE OSÉIAS

Oséias marcou uma nova fase na profecia hebraica por ser um dos primeiros profetas a escrever suas profecias. Seu casamento com Gômer preparou o cenário para Deus apresentar a natureza de sua aliança com os israelitas e a maneira como eles profanaram essa aliança. Considerado o Jeremias do Reino do Norte, à semelhança do profeta das lágrimas, muito sofreu por causa das apostasias das dez tribos. Através de suas penosas emoções do amor traído e a sua atitude de reconquistar a mulher que tanto o fez sofrer, o Senhor representou seu amor redentor pela nação que o rejeitara. Nas Escrituras, o casamento é uma metáfora do relacionamento entre YAWEH e seu povo. Israel é retratado como a esposa de YAWEH. Quando o povo se tornou infiel e adorou outros deuses, ele foi descrito como meretriz (Jr 3.1). Seu adultério tournou-se tão repugnante aos olhos de Deus que Ele lhe deu carta de divórcio (Jr 3.8). A Igreja é representada no Novo Testamento como a noiva de Cristo e infelizmente, repete-se a triste e lamentável história. Está faltando o ensino da Palavra em nossos púlpitos, os cultos de doutrina são os mais vazios e a escola dominical está perdendo sua credibilidade – não são poucos os líderes que já não apóiam a EBD. Eventos outros multiplicam-se nos púlpitos. Se não houver conhecimento de Deus, pereceremos como o Israel do Antigo Testamento. Oséias lamentou e intercedeu ao Senhor ao ver a apostasia alastrando-se pelas dez tribos de Judá. SINOPSE DO TÓPICO (3)

IV. O LAMENTO DE PAULO

Dos lamentos enunciados por Paulo, este é um dos mais eloquentes: "Ó insensatos gálatas! quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi já representado como crucificado?" (Gl 3.1). Mais adiante, abre o apóstolo o seu coração: "Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós" (Gl 4.19). A influência da cultura grega e romana gerava confusão nos recém-convertidos gentios além das pseudo-doutrinas ensinadas pelos legalistas. Em contraposição, Paulo apresenta-se como verdadeiro apóstolo e o faz mostrando-se decepcionado com o fato de muitos dos recém-convertidos estarem seguindo falsos mestres que ensinavam um outro evangelho. Muitos dos gálatas retornaram a falsos ensinamentos e perderam a alegria da salvação. Profundamente angustiado, Paulo compara seu relacionamento com aquela igreja a uma mãe com dores de parto, que aguarda ansiosamente pelo nascimento do filho – uma experiência de profunda dor e sofrimento, porém íntima e recompensadora! Através de Paulo o Senhor enfatiza sua ‘agonia’ e ‘ansiedade’ pelos crentes de todas as épocas, que recebem o Evangelho de forma tão amorosa e sacrificial e deixam-se seduzir por um outro evangelho. Creio que o Eterno usou o comentarista desta lição para refletir Sua angustia pelas igrejas que estão sendo induzidas ao erro por modismos e doutrinas de demônios, como se tais asneiras fossem a última revelação de Deus. "Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo" (2 Co 11.3). "Se queremos, de fato, um avivamento singular, conscientizemo-nos de que este somente virá através da Palavra de Deus" (Claudionor de Andrade). Os crentes precisam estar atentos, a fim de que não sejam seduzidos por um pseudoevangelho. SINOPSE DO TÓPICO (3)

(III. CONCLUSÃO)

O profeta lamenta a loucura espiritual do povo. Jeremias chora porque ninguém discerne o destino da nação. Ele insiste em que, se tivessem conhecido o caráter de Deus, teriam percebido 'os sinais dos tempos'. Jeremias sente-se impelido a chamar as pranteadoras profissionais para que levantem o seu lamento, a fim de encorajar o povo de Jerusalém a chorar pela cidade: 'que as nossas pálpebras destilem águas' (vv.17,18). Samuel foi um modelo de oração quando os israelitas sentiram medo dos filisteus. O povo sabia que aquele profeta possuía uma vida de oração e que o Eterno estava sempre pronto para responder suas reivindicações. Oséias muito sofreu por causa das apostasias das dez tribos. Através de suas penosas emoções do amor traído e a sua atitude de reconquistar a mulher que tanto o fez sofrer, o Senhor representou seu amor redentor pela nação que o rejeitara. Profundamente angustiado, Paulo compara seu relacionamento com aquela igreja a uma mãe com dores de parto. Quebrantemo-nos diante de Deus. Somente assim haveremos de viver um grande e singular avivamento. Ele quer e vai operar maravilhas no meio de seu povo. Mas é preciso chorar aos pés do Senhor.

APLICAÇÃO PESSOAL

Jeremias foi um crítico da conduta do seu povo, apontando claramente, em discursos acalorados em plena praça pública e dirigidos tanto à classe dominante como ao povo comum, os desvios daquela que era a nação escolhida para revelar o único Deus verdadeiro às nações. Usou numerosas figuras vívidas, como comparar Judá a um jumento selvagem e a uma prostituta, a fim de indiciar a nação por infidelidade ao SENHOR e para avisar sobre o julgamento inadiável se eles não se arrependessem e se achegassem ao SENHOR. Outros grandes homens de Deus, cada um em sua época, realizaram o mesmo duro papel: Moisés, Samuel, Oséias, Paulo. Todos foram, na verdade, refletores daquele que verdadeiramente está a sentir dores de parto – o SENHOR. Em todas as situações registradas nas Escrituras, o relacionamento que inicialmente era puro e devotado como o de uma noiva para o seu noivo, descambou para um desvio para deuses falíveis, tornando a terra que outrora manava leite e mel em terra imunda pelo pecado. As denúncias de Jeremias, de Samuel, de Oséias e de Paulo parecem atualíssimas, principalmente pelo desvario da apostasia que grassa o meio evangélico com os novíssimos modismos e a falaciosa Teologia da Prosperidade propalada por telepastores da ‘Teologia das sementes’. Em Isaías 5.20 está escrito: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal! Que fazem da escuridade luz, e da luz, escuridade, e fazem do amargo doce, e do doce, amargo!”. Leia abaixo um trecho da obra Erros que os Adoradores Devem Evitar, editada pela CPAD, pela qual se analisa biblicamente vários hits, como a canção “Sabor de mel”: Será que os inimigos de Estêvão, “entre a plateia” — Paulo (também chamado Saulo) era um deles! —, achavam que ele tinha “mesmo cara de vencedor”? Não! Mesmo vendo o rosto dele como de um anjo (At 6.15), não quiseram ouvir a sua exposição em sua defesa, uma das mais belas pregações cristocêntricas da História! Em vez de aplaudi-lo, o arrancaram “do palco” e o apedrejaram. Mas esse vencedor foi recebido pelo Senhor Jesus, sendo observado, com certeza, por uma seleta “plateia angelical” (At 7.55-60)! O maior vencedor que já existiu também não tinha “cara de vencedor”! Ele, na verdade, “não tinha parecer nem formosura; e olhando nós para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos. Era desprezado e o mais indigno entre os homens, homem de dores, experimentado nos trabalhos e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum” (Is 53.2,3). Cristo, o Vencedor, “quando o injuriavam, não injuriava e, quando padecia, não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente” (1 Pe 2.23). Sim, Ele foi crucificado no maior “palco” do mundo por aqueles que estavam “entre a plateia”. E, apesar do gosto amargo de vinagre, Ele venceu, dando na cruz o brado da vitória: “Está consumado” (Jo 19.30)!(http://cirozibordi.blogspot.com/2010/03/vao-estar-entre-plateia-e-voce-no-palco.html)acessado em 17 Abr 2010).

Precisamos nos colocar na brecha, assumirmos nosso papel de Atalaias e com a intrepidez que só a presença do Espírito Santo em nós concede, avancemos para a ‘porta do Templo’ e anunciemos em ‘praça pública’ aos ouvidos tanto de líderes como do povo comum, que nos resta apenas a possibilidade de retornarmos ao Evangelho quadrangular pregado pelos pioneiros Daniel e Gunnar: Jesus Cristo é o Salvador do homem, é quem batiza com o Espírito Santo de Deus, é o Grande Médico e é o Rei cuja volta a igreja aguarda! – Quando foi a última vez que você ouviu uma pregação sobre a volta de Jesus? PENSE NISSO. O reformador João Calvino afirmava que o verdadeiro conhecimento de Deus está na bíblia, e de que ela é o escudo que nos protege do erro. Nestes tempos difíceis, precisamos de um regresso à pureza da doutrina, à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento – Sola Fide, Sola Scriptura, Solus Christus, Sola Gratia, Soli Deo Gloria!

N’Ele,

Francisco A Barbosa

assis.barbosa@bol.com.br

(*) Elégia: Melancólico; triste. Modernamente, elégia é um poema de tom terno e triste. Geralmente é uma lamentação pelo falecimento de um personagem público ou um ser querido. Na elegia também há digressões moralizantes destinadas a ajudar ouvintes ou leitores a suportar momentos difíceis. A elegia trata de acontecimentos infelizes do próprio autor ou da sociedade.

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA

- Bíblia de Estudo Dake, CPAD;

- Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal;

- Erros que os pregadores devem evitar – Ciro Sanches Zibordi, CPAD;

- http://cirozibordi.blogspot.com/2010/03/vao-estar-entre-plateia-e-voce-no-palco.html

- Imagem: http://palavraemelodia.blogspot.com/2010/03/semana-santa-musica-da-renascenca.html

EXERCÍCIOS

RESPONDA

1. O que é lamentar?

R. Lamentar, estritamente falando, significa chorar ou prantear com gemidos da alma; lastimar, deplorar, lamuriar.

2. Por que Jeremias lamentou?

R. Lamentou ao ver o pecado e a dureza de Judá.

3. O que foi o lamento de Samuel?

R. Samuel lamentou diante da ingratidão dos israelitas ao reivindicarem um rei.

4. O que foi o lamento de Oséias?

R. "O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento".

5. O que foi o lamento de Paulo?

R. "Ó insensatos gálatas! Quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi já representado como crucificado?"

BOA AULA!

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