Classe Virtual:

Data/Hora Atualizada

6 de fevereiro de 2010

Lição 7 - Paulo, um Modelo de Líder-Servidor



14 DE FEVEREIRO DE 2010

TEXTO ÁUREO

"E nós, cooperando também com ele, vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão" (2 Co 6.1). Os oponentes de Paulo na igreja Coríntia não eram irmãos que diferiam em certas questões não essenciais, como ocorre hoje entre as denominações, mas eram realmente servos de satanás dentro da igreja, competindo para obter posições de liderança Se os crentes coríntios permitissem que sua igreja fosse destruída por esses ‘falsos apóstolos’, ou se eles se recusassem a purificar-se de ‘impureza, tanto da carne como do Espírito’, desempenhando um papel ativo e vigoroso na santificação, a vida deles glorificaria a Deus cada vez menos, e o evangelho que ouviram produziria fruto de pouca duração.

VERDADE PRÁTICA

O líder-servidor não age egoisticamente, antes serve ao povo de Deus com espírito voluntário e solícito.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 CORÍNTIOS 6.1-10

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

- Conscientizar-se de que o líder-servidor não age egoisticamente, antes serve ao povo de Deus com espírito voluntário.

- Compreender que o líder na Igreja de Cristo precisa estar pronto para enfrentar as dificuldades inerentes ao ministério.

- Identificar quais são as armas de ataque e defesa de um líder-servidor.

PALAVRA CHEVE

Líder-servidor:- Alguém com habilidades de identificar e ir ao encontro das legítimas necessidades (e não desejos) dos outros, influenciando-os para que possam contribuir completamente com seus recursos, visando às metas e ao bem comum e com um caráter que inspire confiança.

INTRODUÇÃO

Paulo foi meticuloso em evitar comportamentos que pudessem desviá-lo de seu ministério como embaixador de Cristo e cooperador de Deus. O apóstolo reviu seus sofrimentos (sofrimentos gerais: tribulações, necessidades, exaustão; administrados por outros: chicotadas, aprisionamento, tumultos; e sofrimentos autodisciplinares: trabalhos, falta de sono, jejum). A seguir, mencionou o cuidado e o desenvolvimento de seus recursos interiores, inclusive a habitação do Espírito Santo, o amor sincero, a Palavra da Verdade e o poder de Deus. Finalmente, usando pares de paradoxos, contrastou a perspectiva mundana e a divina pelas quais ele tinha sido julgado. É perfeitamente dedutível que Paulo tenha sido um verdadeiro líder-servidor. Seu modelo de líder-servidor era o próprio Jesus, que nos deixou um grande exemplo (Jo 13.1-17; Fp 2.5-8). Por isso, Paulo exortou aos coríntios que o imitassem assim como ele imitava ao Senhor (1 Co 11.1). "O líder espiritual deve ter uma "boa reputação" entre os crentes e descrentes." Gene A. Getz

I. PAULO SE IDENTIFICA COMO SERVIDOR DE CRISTO (6.1,2)

1. Paulo se descreve como cooperador de Deus no ministério da reconciliação (v.1). PAULO o grande arquiteto do cristianismo, nos apresenta um pensamento muito útil para estes dias conturbados. Ele traça um paralelo entre nossa fraca natureza humana, que inclui mas não está limitada a nossos corpos físicos, e um simples vaso de barro (2Co 4.1-6). Essa fraqueza estabelece um grande contraste com a glória do evangelho, e Paulo relembra-nos que a maneira de Deus atuar é agir através daqueles que são fracos e nada impressionantes aos olhos do mundo. Nos dias de Paulo, aquele valente apóstolo surge com uma mensagem de esperança e, agindo como bom mestre, declara que o conteúdo de seu ensino não é falsificado (v.2). Estes opositores mal-intencionados, sem compromisso com a verdade do Evangelho, interesseiros e sem temor de Deus vagueavam pelas novas igrejas usando o Evangelho com o intuito de obter lucro (2Co 11.3-15 e 1Tm 6.9-10). Paulo mostra aos cristãos de Corinto que ele era diferente desses aproveitadores, ele mostra o que é ser realmente um colaborador do reino (2Co 2.17).

2. Paulo, um modelo de líder-servidor. Paulo aprendeu com Jesus que o serviço é a postura ideal para quem deseja liderar. A primeira vez que os seguidores de Jesus foram chamados de ‘cristãos’, foi em Antioquia (região da Síria), justamente por se parecerem com Cristo (At 11.26). Vemos muitos hoje que gostam de serem reconhecidos com esse epíteto, porém, sua conduta em nada nos remete à Cristo. Não obstante o mundo ir de mal a pior, não poderia ser diferente e não esperaríamos que fosse, pois, as Escrituras afirmam que ele jaz no maligno, acredito que não é o ambiente que faz o homem, mas é este que transforma aquele. Embora alguns estudiosos afirmem que o homem é um produto do meio, acredito na possibilidade do meio ser o produto do homem, afinal, o reino de Deus já é vivido entre nós, com transformação de vida e conseqüentemente, do meio. Os transformados por Deus vivem agora para a glória d’Ele, são luzeiros na escuridão, escaparam do meio corrupto e de ética volúvel. Viver em meio à corrupção e não ser alcançado por ela, viver entre os impetuosos defensores daquilo que é contrario à nossa fé e cercados por um mar revolto de corrupção sem abrir mão dos princípios da fé, é o desafio para nós, cristãos de hoje, a fidelidade é a nossa marca, fidelidade à sã doutrina e aos princípios régios da Reforma. É possível ser um cristão íntegro no meio dessa geração corrompida e má., pois o Mestre mesmo disse que não tinha vindo ao mundo para ser servido, mas para servir (Mt 20.26-28). O apóstolo dedicou, pois, sua vida e personificou sua liderança como um líder-servidor. Ele procurou imitar o Mestre em tudo, servindo apenas aos interesses da Igreja de Cristo (2 Co 12.15; Fp 2.17; 1 Ts 2.8).

3. Paulo desperta os coríntios para a chegada do tempo aceitável (v.2). Esta carta é uma carta pessoal, repleta de expressões de emoção profunda. Como tal, nos proporciona uma visão extraordinária do ministério do evangelho apresentado por Paulo. A utilidade maior para nós será no que diz respeito a acordarmos para o que diz Lucas 12.55, 56: “e quando vedes soprar o vento sul, dizeis que haverá calor, e assim acontece. Hipócritas, sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu e, entretanto, não sabeis discernir esta época?”. São inúmeras as profecias que nos advertem que um engano espiritual de proporções mundiais pouco antes da volta do Senhor será tão sedutora que ‘se possível, os próprios eleitos’ serão enganados. É razoável então presumir que esta lição da EBD nos ajudará a reconhecer e identificar este engano já nesses dias. Aos dois discípulos que caminhavam com ele na estrada de Emaús, Ele chamou de ‘tolos’ por não relacionarem as profecias do Antigo Testamento com os fatos que haviam acontecido a Ele (Lc 24. 25,26) e na perícope de Lc 12.55,56 acima, Ele chamou os judeus de seus dias de ‘hipócritas’ por não reconhecerem, com base no que os seus próprios profetas haviam dito, os sinais que indicavam a época singular em que viviam. Será que seríamos chamados pelo Senhor de tolos e hipócritas por não reconhecermos que estamos vivendo nos ‘últimos dias’ com base nos sinais que nos foram dados? Quando o Senhor nos oferece livramento, é sábio responder imediatamente, antes que o oferecimento seja retirado. ‘Agora’ em um sentido mais amplo, refere-se à era do evangelho, enquanto que, em um sentido específico, refere-se ao tempo quando um individuo ouviu o oferecimento da salvação divina. Esse dia aceitável contrasta com o dia da vingança ou o Dia do Senhor, quando Cristo estabelecerá seu reino, livrando e glorificando os seus santos. Paulo aprendeu com Jesus que o serviço é a postura ideal para quem deseja liderar na vida eclesiástica, pois o Mestre mesmo disse que não tinha vindo ao mundo para ser servido, mas para servir.

II. A ABNEGAÇÃO DE UM LÍDER-SERVIDOR (6.3-10)

1. O cuidado de um líder-servidor. Um verdadeiro ministro do evangelho é conhecido por sua linguagem pura, pela sua conduta pura, pelos seus motivos puros e pelo profundo amor que ele tem pelas pessoas. Você conhece pessoas que não dá vontade de sair de perto delas? Que sua conversa é agradável e edificante? Que sente-se uma paz e a presença do Espírito Santo em sua vida? Apesar das dificuldades do ministério pastoral e da própria vida cristã, o líder na Igreja de Cristo precisa estar pronto para enfrentá-las. O apóstolo afirma essa verdade, com as seguintes palavras: "não dando nós escândalo em coisa alguma" (v.3). Em outras palavras, ele estava dizendo que evitava dar qualquer "mau testemunho", para que o seu ministério em particular e o de seus companheiros não fossem desacreditados. A geração atual pauta-se por uma ética volúvel, o que era errado, agora é certo, fica difícil distinguir o verdadeiro cristão, bem como, fica difícil viver com integridade inegociável, sendo luz e sal, andando de forma justa, sensata e piedosa. Mais do que uma simples lista de “faça” ou “não faça”, a Bíblia nos dá instruções detalhadas de como um Cristão deve viver, em qualquer época ou sociedade. A Bíblia é tudo que precisamos para saber como viver a vida Cristã. No entanto, a Bíblia não se dirige diretamente a exatamente todas as situações que vamos ter que encarar em nossas vidas. Como então ela é suficiente? “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória. Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; Pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência" (Cl 3.1-6).

2. Experiências de um líder-servidor (vv.4-6). O poder do Espírito Santo evidenciava-se no ministério de Paulo, infundindo poder à sua pregação, convencendo os incrédulos do pecado, ou conferindo aos crentes dons espirituais. Essa obra do Espírito Santo era outra maneira mediante a qual o ministério de Paulo era recomendado.

3. Os elementos da graça que o sustentaram nestas experiências (vv.7-10). Em contraposição às dificuldades enfrentadas em seu ministério, Paulo menciona outros elementos que lhe deram força interior, resultantes da graça, e que o sustentaram, bem como a seus companheiros, naquelas tribulações: "pureza, ciência (conhecimento), longanimidade, benignidade, a presença do Espírito Santo e o amor não fingido (verdadeiro)". Veja que Paulo apresenta no versículo sete que jamais comprometerá a santidade da verdade ou dirá uma mentira a fim de lograr algum alvo desejável, pelo contrário, toda arma usada contra a oposição humana ou demoníaca eram as ‘armas da justiça’. Paulo não se envergonha do Evangelho de Cristo nem desiste de continuar seu trabalho.

III. AS ARMAS DE ATAQUE E DEFESA DE UM LÍDER-SERVIDOR

1. As armas da justiça numa guerra espiritual (v.7). Aqui o grego é hoplon (armas e armaduras) o mesmo de Ef 6.11. Estas são as únicas armas que devem ser usadas pelo crente na luta contra nossos inimigos.

2. Os contrastes da vida cristã na experiência de um líder-servidor (vv.8-10). Uma série de paradoxos novamente ilumina o contraste entre o ponto de vista deste mundo e o ponto de vista da era vindoura, um ponto de vista invisível para o homem natural, mas visto pelos sobrenaturais, por aqueles que vivem no Espírito.

3. Paulo dá uma resposta aos adeptos da Teologia da Prosperidade (v.10). Deus não salva os homens devido àquilo que vê em seus corações e porque gosta do que vê. Ele salva homens que são vis pecadores em seus corações, incapazes de se reconciliarem com Ele. Tem misericórdia deles, colocando seus pecados sobre Seu Filho, Jesus Cristo. Somente em Cristo encontra-se a porta de entrada à presença do Pai. Somente Ele é sem pecado e, por isso, capaz de morrer pelos pecados dos outros entregando-se para ser imolado naquele que constituiu-se no maior e suficiente sacrifício. Quem é justo? Livre de cometer falhas? Quem é o que não necessita de perdão e de reconciliação? Há apenas uma pessoa em toda a história da raça humana cujo coração foi livre de pecado, e essa pessoa é aquele judeu filho de carpinteiro, que mudou a história e dividiu-a em antes e depois d’Ele, Jesus Cristo. N’Ele, Deus salva aqueles que confiam Nele para serem perdoados de seus pecados e para terem o presente da vida eterna. Hodiernamente vemos a busca desenfreada por lideres capazes, com qualificações sobrehumanas, e infelizmente constatamos que as qualidades e qualificações procuradas nos líderes contemporâneos não são aquelas que Deus buscou em Davi – um homem segundo o meu coração. Nós estamos escolhendo nossos líderes quase nas mesmas bases que o mundo vil e sem Deus. Olhamos para os que têm dinheiro e influência e que sejam intelectualmente bem dotados. O Eterno buscou um homem que tinha um coração voltado para Ele. Creio que esta característica seja o primeiro e principal pré-requisito para o tipo de liderança que Deus requer. Precisamos ser o tipo de homens e mulheres que DEUS busca para o Seu serviço. Davi muito nos ensina com sua árdua caminhada desde sua unção aos treze anos de idade até assumir o reino como um todo. O humano Davi também estava sujeito às mesmas falhas, tinha os mesmos defeitos e em muito se parece comigo (em seus defeitos). Teve uma falha séria que o poderia ter condenado não fosse o Ruach HaKodesh agindo em sua vida. Paulo superou as dificuldades e circunstâncias sem perder de vista a perspectiva divina. Estas experiências lhe deram condições de ter alegria frente à tristeza e, pela pobreza material, ter a certeza da riqueza celestial.

CONCLUSÃO

O que finalmente, quebrou os corações de pedra dos discípulos de Jesus é o exemplo que ele mesmo dá. Jesus, o Filho do Homem, que herdará ‘domínio, e glória, e o reino’ (Dn 7.14), veio como um servo, cumprindo a profecia de Is 52.13-53.12. Se quisermos servir ao Senhor com inteireza de coração, precisamos seguir os passos de Jesus que foi, é e sempre será o modelo perfeito de líder-servidor. Ele viveu para fazer a vontade do Pai e servir a todos (Mc 10.45). Reconhecer-nos como vasos de barro é reconhecer a maravilhosa graça que nos foi dada.

APLICAÇÃO PESSOAL

"Agora é o Dia da Salvação 6.1,2. Como cooperadores de Deus, que pertencem a Ele, como também trabalham para Ele, e como embaixadores de Cristo (2 Co 5.20), Paulo e sua equipe exortavam os coríntios a não receber a graça de Deus sem resultado algum. Os oponentes de Paulo na igreja Coríntia não eram irmãos que pensavam de modo diferente doutrinas que não interferiam na salvação, mas eram realmente servos de satanás infiltrados na igreja, competindo para obter posições de liderança a fim de arruinar aquela obra.

Nunca, em toda história do protestantismo, falou-se tanto em vitória como nesses dias. Parece que esse tema é o principal de toda a Bíblia. Pelo menos o tem sido na mídia gospel. Afinal, é ou não bom falarmos tanto nisso? Triunfo, a meu ver, seria mais apropriado para nós, crentes em Jesus. Triunfantes em Jesus, por meio da fé nele, afinal, quem é que vence o mundo (referindo-se ao sistema que combate contra Deus e seu povo)? Nós! Eu e você que cremos que Jesus é o Filho de Deus! Assim, naquele glorioso dia, quando adentrarmos os átrios celestiais em uníssono coro de glórias, triunfantes, como os antigos generais (permitam-me fazer esta analogia, pois sou milicão) ao voltarem vitoriosos de suas batalhas, realizavam uma parada, exibindo os cativos atrás dos carros, Jesus, nosso insigne Capitão, presidirá essa ‘parada celestial’ trazendo após si, o cortejo, não de prisioneiros, mas de alegres, radiantes e triunfantes servos, participantes das bênçãos da vitória do Rei. Nesse sentido sim, devemos falar muito em vitória, vida vitoriosa, vida triunfante, pois o justo viverá pela fé, e tem vencido o mundo. Entende? Ou você sente comichão nos ouvidos ou se enche de pregadores da prosperidade para ouvir de vitória financeira e afins?

Como àquela igreja, nós hoje estamos sendo bombardeados por oponentes do verdadeiro evangelho. Os coríntios tinham recebido a graça de Deus, inclusive a salvação por Cristo, mas eles não deviam supor que a salvação é mantida automaticamente. É possível 'deixá-la ir por nada' (2 Co 6.1). Isto aconteceria se eles voltassem à antiga maneira de viver ou se dessem ouvidos aos críticos 'superespirituais' ou aos falsos apóstolos que estavam ensinando um evangelho diferente (cf. 2 Co 11.4; Gl 2.21). Precisamos viver de acordo com a nova vida que nos foi dada (cf. Jo 15.2; Deus tira os ramos que não dão frutos). Para que fomos chamados? Eu quero crer, baseado em textos neo-testamentários, que nosso chamado tem o propósito único, supremo, de glorificar a Deus. Corrijam-me os exegetas. Não é verdadeiro que tudo o que fazemos ou dizemos, nossos relacionamentos, o emprego dos talentos e dons, tudo é para a glória de Deus? Eu quero crer, que tenho um chamado pessoal para agradar a Deus, imitando o autor e consumador de nossa fé, que não viveu para agradar a si mesmo. Não é verdadeiro que o louvor, o amor cristão, a obediência à Palavra e a dedicação no serviço cristão são meios para agradar àquele que nos alistou para a guerra? Eu quero crer, que fui chamado para ser amigo de Deus, como Abraão, num relacionamento íntimo e inteiramente dependente; como aqueles discípulos de Cristo, aos quais ele disse: “vós sois meus amigos, se fizerdes o que vos mando” (Jô 15.14). Não é verdadeiro que somos todos membros de uma mesma família Filhos de um mesmo Pai? Educados numa mesma lei (a do amor)? Que temos a mesma esperança? Eu quero crer que fomos chamados para sermos verdadeiros adoradores, prestadores do culto racional. Eu quero crer que... É preciso cultuar racionalmente... É preciso servir amorosamente... É preciso consciência de que o serviço, o nosso culto racional, é dirigido ao Criador, não o inverso... não a nós... É preciso entender o que significa: “Soli Deo Gloriae”.

INTERAÇÃO

A vida humana é radicalmente diferente da vida dos animais. Os animais são levados pela vida, seguindo simplesmente o instinto. A vida não se lhes apresenta problema, pois já nascem plenamente constituídos em seu ser. O ser humano, não. Ele certamente pode ser mais do que aquilo que recebeu como seu ser: não nasce pronto, realizado, não lhe basta viver simplesmente. O projeto divino para a coroa da criação é bem maior do que o todo criado, o ‘Adam’ quer compreender a vida, pois precisa realizá-la, em cumprimento a ordenança divina: “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra”(Gn 1.26), este homem foi criado para dominar. O homem é assim por dizer, um ser “por fazer-se ”, construir-se, lançar um projeto e trabalhar sobre ele realizando assim sua vida. É por isto mesmo que surgem a todo instante as escolhas, são muitas as possibilidades, os caminhos, e vai construindo a sua vida a partir das escolhas que faz. Viver é escolher. Nós somos fruto de uma escolha: Deus escolheu nos criar, Ele mesmo nos escolheu para si... Adão escolheu comer do fruto da árvore proibida... Caim escolheu oferecer sacrifício sem valor... Enoque escolheu ser amigo de Deus... Noé escolheu ser justo em meio a uma geração perversa. As nossas escolhas... A nossa liberdade... Intrínsecos... Essa liberdade tem o tamanho das nossas possibilidades de escolher. Escolhemos com consciência, quando a escolha é acompanhada de um saber (o tal pecado consciente). Saber o que está escolhendo torna-nos responsáveis pelas conseqüências. A vida, vivida como um projeto, exige responsabilidade consigo, manifesta nas nossas escolhas. Pela práxis, o homem, coroa da criação, transforma o meio, extraindo dele aquilo que necessita para reproduzir e realizar seu projeto: viver. Esta ação consciente demonstra a responsabilidade do homem consigo, com a natureza sobre a qual foi colocado como mordomo e com os seus semelhantes. Eis o maior desafio posto diante do homem: escolher o bem e o bom. Escolher, eis o desafio! Escolher o bem, escolher o que é bom, para si mesmo, para os outros, para o mundo. Construir o seu projeto de vida com as escolhas que faz e encontrar o contentamento, a existência feliz. Escolher ser alguém com habilidades de identificar e ir ao encontro das legítimas necessidades (e não desejos) dos outros, influenciando-os para que possam contribuir completamente com seus recursos, visando às metas e ao bem comum e com um caráter que inspire confiança. Escolher não agir egoisticamente, antes servir ao povo de Deus com espírito voluntário. Escolher estar pronto para enfrentar as dificuldades inerentes ao ministério. Escolher lutar com as armas de ataque e defesa de um líder-servidor.

N’Ele,que nos chama a viver radicalmente diferente,

Francisco A Barbosa

assis.barbosa@bol.com.br

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA

- MATTHEW, Henry. Comentário Bíblico do Novo Testamento. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2008.

- Biblia da Mulher, SBB, pág1466;

- Dicionário VINE, CPAD;

- Bíblia de Estudo Pentecostal, Rio de Janeiro, CPAD.

- http://www.ogideao.blogspot.com

Boa Aula!

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