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18 de novembro de 2009

Lição 8 - O Pecado de Davi e suas Consequências

[Amado leitor, pensando em facilitar vosso estudo da revista, desenvolvi esse comentário seguindo os tópicos e subtópicos da revista do Mestre. Espero poder ajudar de alguma forma. Deus abençoe a todos abundantemente!]

TEXTO ÁUREO
"E aconteceu que, tendo decorrido um ano, no tempo em que os reis saem para a guerra, enviou Davi a Joabe, e a seus servos com ele, e a todo o Israel, para que destruíssem os filhos de Amom e cercassem Rabá; porém Davi ficou em Jerusalém" (2 Sm 11.1). [No Oriente Médio o equinócio da primavera ou do outono(Os equinócios ocorrem nos meses de março e setembro e definem as mudanças de estação, no hemisfério norte a primavera inicia em março e o outono em setembro) era um tempo propicio para campanhas militares por não serem nem muito quentes nem muito frias, principalmente em Israel, onde o inverno era hostil a qualquer tropa, quer pelas chuvas, quer pelo frio e neve; ainda era nessa época que se lançavam as sementes à terra. A primavera e o outono eram estações mais propícias às tropas marcharem tendo já as estradas secado facilitando o deslocamento da infantaria e dos aprovisionamentos, que em tropas mais estruturadas era feito em carroças. Na primavera o trigo e a cevada já estavam prontos para a colheita, isso garantiria o suprimento para o exército.
O Comandante–em-Chefe das tropas israelitas, Joabe, é enviado outra vez numa expedição militar, como dantes (10.7), à frente da tropa de elite de Davi, era vitória na certa – por isso não pensou Davi que fosse necessário sua presença à frente de seus valentes no campo de batalha e ficou em sua casa de cedros gozando o luxo tão arduamente conquistado. Abriu a brecha!]

VERDADE PRÁTICA
Parafraseando Gn 4.7, o pecado ardilosamente na espreita a fim de nos possuir, devemos desviar-nos dessa tocaia invocando as promessas bíblicas pela fé em Cristo.

PALAVRA CHAVE:
Pecado
: - (a) hamartia - Transgressão deliberada e consciente das leis estabelecidas por Deus; praticar o mal; (b) Adikia – iniqüidade; (c) Apstia – incredulidade ou infidelidade. Dessas palavras gregas e suas ocorrências, deduzimos que o pecado tem origem em nossa própria cobiça e egoísmo, apego ao prazer sem fazer caso do bem-estar do próximo – Davi incorreu nesse erro quando negligenciou sua posição de Comandante-em-Chefe de suas tropas para ‘curtir’ o luxo de seu palácio, sem preocupar-se com o bem-estar de seus fiéis soldados em detrimento do prazer para si mesmo.

PONTO DE CONTATO:
Certamente, os homens compreenderão melhor os motivos pelos quais Davi caiu, haja vista a tendência natural masculina: o olhar é o principal "gatilho" iniciador do processo sexual no homem. O homem é estimulado pela vista, apenas um olhar é suficiente para que tudo comece a acontecer. Basta ver a esposa trocar de roupa para que os estímulos sexuais o coloquem em estado de alerta. Mesmo que o homem nem esteja pensando em sexo, uma rápida olhada, um pequeno gesto ou um pequeno descuido da mulher ao sentar-se, já basta para excitá-lo. “Como a terra nunca se farta de água, o fogo nunca se farta de queimar e a morte que nunca se farta de matar, assim são os olhos de um homem que nunca se fartam de olhar” (Dr Silmar Coelho, www.silmarcoelho.com.br/artigos/diferencas.html).
Esta lição trata do pecado de Davi com Bate-Seba, seu inicio foi um flerte, Davi viu algo “agradável aos olhos e desejável” (Gn 3.6). No decorrer do texto vemos que Deus retrata o pecado como uma força tentadora que de modo semelhante à um inimigo em espreita, está pronto ao ataque voraz. Não obstante isso, o Senhor nos dá a oportunidade de escape mediante à obediência e observância de sua palavra. Paulo afirma em Rm 6 que a decisão de ceder é nossa, essa condição nos dá confiança quando entrarmos em combate contra a tentação. Aproveite esta aula para, mediante a experiência deste rei, demonstrar aos alunos a importância de andarmos em Espírito para que não venhamos satisfazer os desejos da carne.

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
- Conscientizar-se de que a tentação é uma realidade para qualquer crente.
- Apontar as três fontes básicas da tentação: o Diabo, o mundo e carne.
- Refletir a respeito das conseqüências que o pecado traz para quem o comete.

INTRODUÇÃO
A perícope em apreço é incrivelmente parecida com a queda de Adão e Eva, a queda de Caim, e todas as outras quedas narradas nos textos bíblicos, isso por que o homem é sempre atraído e vencido da mesma forma há milênios pela antiga serpente, como afirma Tiago: “mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá a luz o pecado...”(Tg 1.14, 15). A vigilância é vital para a vitória, estar atento às ciladas apresentadas pelo diabo e contra-atacar com a Palavra - a exemplo de Cristo, que venceu Satanás afirmando convictamente: “está escrito”, afinal, ele mesmo era a Palavra! – submetidos à ela pela estrita obediência, sem isso, não haverá escape.

I. DAVI E A TENTAÇÃO ANTES DO PECADO

1. A realidade da tentação.
Quando falo que os homens entenderiam melhor o fato de Davi ter sucumbido anti o pecado, não quero afirmar que as mulheres estarão isentas, pois é inegável que a tentação para praticar o mal, o pecado, é uma realidade bem presente em todos nós (Mc 7.21-23; Tg 1.14). As tentações sempre apelam para motivações comuns, impulsos físicos, orgulho e desejo de possuir, cada uma dessas, ardilosamente afrontaram o Messias. Hebreus 4.15 diz: “Jesus foi tentado em tudo aquilo em que nós também somos tentados”, por isso é nosso Advogado , misericordioso e fiel Sumo-sacerdote, porque conhece, por meio de sua própria natureza humana, o que é resistir às tentações.
O ser ou estar tentado em si não é pecado; pecado é sucumbir à concupiscência. O monarca Davi havia estabilizado o reino, conquistado a fortificada Jerusalém, foi reconhecido por Hirão, seu reino era rota comercial importante, sua fama foi levada a longínquos territórios... essa opulência tragou a Davi, vencido que foi pela sua própria paixão desenfreada. A abundancia de bens é perigosa para muitos de nós, creio ser também a riqueza um dom, concedido à poucos crentes cônscios de sua mordomia. Davi estava farto e à essa altura também já era culpado da quebra do mandamento assinalado em Deuteronômio 17.17.
Muitas questões se apresentam nesse relato:
- Por que Bate-Seba estava se lavando em local que pudesse ser vista pelo rei?
- Poderia Bate-Seba ter arquitetado essa situação?
- O que podemos inferir da prontidão de Bate-Seba em unir-se ao rei mesmo sendo casada?
- Ao saber que estava grávida, prontamente avisou ao rei, que intento teria? Constituir seu filho rei?
O fato é que essa mulher, a bela esposa de Urias, um fiel e leal comandante do exército do rei, portava-se indevidamente em local praticamente público e veio a se tornar objeto de cobiça do rei que, traído pela vista, desejou-a, mandou que a trouxessem e adulterou com ela, vindo com isso o desenrolar da descambada espiritual do homem segundo o coração de Deus. Será que ela percebeu que a morte de seu marido foi resultado de uma ordem expressa do rei? Como ela recebeu as palavras do profeta Natã contra Davi? O certo é que Bate-Seba se mostra uma mulher astuta e perspicaz, uma estrategista política perfeita, fato visto nas intrigas e costuras na sucessão do trono.
Pela Lei, caso tivessem sido flagrados, seriam condenados à morte, já que era uma mulher casada (Dt 22.22), vemos então a astúcia de Davi para escapar dessa falta: matar Urias, o único que poderia delatar o adultério, haja visto que não desceu à sua casa como queria Davi e logo saberia que a gravidez era fruto de adultério – assim Davi planejou a morte acidental de Urias a fim de proteger a si mesmo – como esqueceu-se tão rápido das lições de Adulão? Com aquele líder tão amável pode trair um de seus mais leais soldados? (Urias era dos valentes de Davi, citado em 2Sm 23.39) – O homem segundo o coração de Deus estava disposto a matar um homem inocente, leal, valente e digno de confiança, para ‘salvar’ sua própria pele.
Não desejo isinuar que Bate-Seba deve ser acusada de ter provocado o assédio do rei, porém não há na perícope indicios de que ela tenha recusado tal assédio, mas também não diz que ela foi culpada, pelo contrário, na parábola de Natã ela é a ovelha roubada, portanto, vítima.
2. As fontes da tentação. A Escritura revela três fontes básicas da tentação, que são respectivamente o Diabo, o mundo e a carne. O Diabo é um ser espiritual, "o maligno" (Mt 13.19), que se opõe a Deus e à sua criação; o mundo, como sistema e filosofia de vida, é inimigo dos valores cristãos; e a carne no sentido bíblico é a natureza humana, depravada, decaída e propensa ao pecado (Rm 7.18).
A diferença entre a queda de Satanás e a queda do homem é que Satanás caiu sem qualquer tentador externo. O pecado entre os anjos teve origem em seu próprio ser; o pecado do homem se originou em resposta a um tentador e à tentação externa. Pois se o homem tivesse caído sem um tentador, ele teria originado seu próprio pecado, tornando-se ele mesmo um Satanás.
Entretanto o pecado que habita no homem, não é dele mesmo, é sim um intruso externo que não nos pertence. O que é original do homem está declarado em 1Pe 1.15,16: "pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento; porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo."
Assim, entendo que o maior inimigo do cristão não é Satanás, nem o mundo por ele governado, mas é a nossa própria natureza, por isso Paulo recomenda “Portanto, mortificai os vossos membros, isto é, o que em vós pertence à terra: imoralidade sexual, impureza, paixão, maus desejos, especialmente a ganância, que é uma idolatria.”(Cl 3.5) – Bíblia da CNBB, Paulus.
Não obstante a tentação ser uma realidade na vida do crente e possuir três fontes básicas: o Diabo, o mundo e carne, este último é um empecilho ferrenho à comunhão com Deus; quanto à Satanas, a recomendação bíblica é que devemos resisti-lo e assim ele fugirá (Tg 4.7). Quanto aos apelos do mundo, a Palavra nos instrui a que não o amemos (1 Jo 2.15). Em relação à carne, somos advertidos a não somente "viver", mas também a "andar" em Espírito (Gl 5.25), e como é difícil para nós, cristãos da última hora, acostumados a atos proféticos, apelos dos adeptos da prosperidade, dos modismos, do proto-evangelho...
II. DAVI E O SEU PECADO

1. O pecado camuflado.
Depois de ter consumado o seu ato pecaminoso, Davi, de várias maneiras e durante um bom tempo, tentou ocultá-lo (2 Sm 11.27). Escrevendo aos Romanos, Paulo afirma que a humanidade está por natureza sob a culpa e o poder do pecado, sob o reino da morte e sob a inescapável ira de Deus (Rm 1.18, 19; 3.9, 19; 5.17-21). Ele relaciona a origem desse pecado a um homem – Adão, história narrada em Gn 3, que em tudo se parece com a derrocada de Davi: após consumar o pecado, suas consciências os condenavam, eles se retiraram da intimidade com Deus e ao ouvir a voz do Criador pelo jardim, não puderam contemplar-lhe... a tentativa de esconder seu pecado foi inútil e se avolumou quando tentaram narrar o acontecido. Analisemos as etapas em que o pecado de Davi se avolumou, trazendo mais danos ao seu relacionamento com Deus, à sua consciência, e às pessoas que foram envolvidas nesta trama diabólica, siga a seqüência dos problemas de Davi:
Causas Efeitos
- Adultério (11.4) - Bate-Seba tem um filho (11.5);
- Assassinato de Urias (11.17) - Acusado, arrepende-se, mas a criança morre (12.10, 13, 19);
- Incesto de Amnom (13.14) - Amnom é assassinado (13.28, 29);
- Absalão usurpa o trono (16.15, 16) - Absalão é assassinado ( 18.14,15);
- O censo (24.2) - Praga (24.15).
Por meio de tudo isso (e muito mais), Davi estava tentando esconder e incubar o seu pecado. Quando o crente procede dessa forma, o julgamento divino o aguarda, pois "Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará" (Gl 6.7).
2. O pecado descoberto e exposto. Quando Davi achava que, morto o esposo da mulher com quem adulterara, o seu problema estava resolvido, Deus envia o profeta Natã para confrontá-lo (2 Sm 12.1-25). Como na viração do dia o próprio Deus vem confrontar a Adão, assim o fez com Davi enviando a
Natã, que narra a parábola do camponês, que possuía uma única ovelha, e do fazendeiro, que tinha muitas ovelhas. O fazendeiro rico toma a única ovelha do camponês e oferece aos seus visitantes. Ao ouvir tal fato, Davi ficou tão irado e furioso com o fazendeiro - uma característica de quem vive com pecado acobertado - que exige a morte de tal homem e ainda a restituição quatro vezes mais ao camponês (2 Sm 12.5,6). Ao tentar esconder seu pecado, Davi o agravou ainda mais, levando Deus a expô-lo por meio do profeta Natã.
Curiosidade: No oriente, quando um rei tiinha interesse por uma mulher, enviava um oficial para que anunciasse a vontade do rei de conduzi-la ao palácio e se fosse escolhida para ser esposa um anuncio era feito segundo o costume. No caso em apreço, haveria concordância da mulher, já que era casada, isso denota a culpa de Bate-Seba, que apesar de ser a ovelha da parábola, não está totalmente isenta de culpa, não está escrito nada que ela tenha relutado em ser levada ao palácio bem como não há nenhuma evidencia de que Davi a tenha forçado, portanto, culpada!
No desenrolar da história fica evidente sua astúcia através dos indícios de sua influencia sobre Davi. Suponho, não afirmo que as Escrituras dizem, que ela foi conivente, agiu astutamente, premeditou e agiu eficazmente para tornar seu filho o sucessor no trono.

III. DAVI E AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO

1. Consequências emocionais.
Natã foi ousado ao confrontar o rei, exemplo a ser seguido! Corajosamente esse profeta explanou o problema e obteve do próprio réu a sentença! Qando guiados pelo Espírito Santo somos capazes de proezas como essa, do contrário, somo naturalmente capazes de incorrer no mesmo erro de Davi: cegueira e apostasia. O duro juízo recaiu sobe a casa real - reino e família. Os resultados são mostrados na sequencia, quantas lágrimas derramadas? Sofrimento pelos filhos rebeldes... Davi chorou quando Tamar, sua filha foi violentada (2 Sm 13), e quando seus filhos Amnon e Absalão foram mortos prematuramente (2 Sm 13.33; 18.14).
2. Consequências espirituais e físicas. Esse deslize de Davi causou prejuízos físicos, mas não somente isso e principalmente prejuízos na esfera espiritual. "Por causa disso [do pecado], há entre vós muitos fracos e doentes e muitos que dormem" (1 Co 11.30). Defere-se que aquilo que é espiritual num primeiro plano, tem consequências físicas num segundo. Os especialistas advertem que há muitas doenças psicossomáticas, isto é, doenças da alma ou de origem psicológica que afetam o corpo físico. A Bíblia nos mostra que há também doenças de origem espiritual. A Palavra de Deus adverte: "Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos" (Tg 5.16). Davi pôs em prática isso e clamou ao Senhor: "[...] Tem piedade de mim; sara a minha alma, porque pequei contra ti" (Sl 41.4).

CONCLUSÃO

'Tu és este homem' [...](12.7). Davi tinha desprezado o mandamento de Deus, e tinha feito o mal diante de seus olhos com o pecado duplo de adultério e assassinato. O terrível resultado do pecado começa agora a se desdobrar. O juízo seria duplamente severo porque viria não de estrangeiros e inimigos de fora, mas da sua própria casa". O pecado de Davi trouxe conseqüências emocionais, espirituais e físicas para ele e sua família. O maior problema de Davi era a atitude de seu coração: faltou observância da Lei de Deus. Em meio ao luxo, rapidamente negligenciou aquilo que seria o sustentáculo da nação. Caindo ainda ais, usou seu poder para camuflar o adultério e evitar ser desmascarado e julgado pela Lei. O julgamento veio com mão forte, denotando que seu pecado não foi contra Urias, mas contra o próprio Deus (Sl 51), sua sentença de morte só seria anulada com o devido reconhecimento disso e arrependimento, como de fato aconteceu. Seu pecado foi perdoado, seu relacionamento com Deus foi reatado, mas as conseqüências permaneceram. Era tempo de sair ao combate e lutar pelo reino, mas o líder negligenciou esse encargo e preferiu ficar no conforto de sua casa de cedros (2 Sm 11.1,2). Ficar em casa é o mesmo que ócio, o tepo que deveria ser preenchido com as coisas de Deus estava sendo perdido com o ócio – e não acontece o mesmo conosco? Não preferimos muitas vezes ir à praia em detrimento da Escola Dominical? Não é preferível dormir até mais tarde nos domingos?. A essas lições da vida de Davi, cujo registro Deus permitiu ficar na Bíblia, devemos atentar bastante para que também não venhamos a incidir no mesmo erro.
“2 Samuel 12.9: - Por que, pois, desprezaste a palavra do Senhor, fazendo o mal diante de seus olhos?”Bate-Seba foi o vínculo entre os dois reis mais famosos de Israel – Davi e Salomão. Esposa de um e mãe de outro. É figurante da mais estupenda história de amor proibido relatada na Bíblia! Seu adultério com o rei Davi quase lançou fora dos planos do Senhor a família real de Israel, através da qual Deus planejava encarnar-se no mundo – Cristo nasceu da descendência de Davi e Bate-Seba. Em meio às cinzas daquele pecado, o Senhor proveu o bem, Jesus. Porque então a Bíblia registra essa história de adultério e assassínio? Para ensinar-nos que as pequenas decisões erradas freqüentemente levam a grandes erros! Ora, se não vejamos: onde Davi deveria estar naquele momento em que cobiçou a mulher do próximo? Na batalha, com seu exército! Imprudente, estava passeando no terraço da casa real. E Bate-seba? Banhar-se onde poderia ser vista por alguém? Que incrível situação o ‘destino’ armou para estes dois personagens bíblicos! O cenário perfeito para se provar do fruto proibido - a desobediência, e assim, pôr fim aos planos divinos. Porém, veja que o desfecho dessa história teve a contribuição de ambas as partes: cada decisão (Davi em não ir para o Front em Rabá e Bate-Seba em banhar-se onde pudesse ser vista) contribuiu para o início de uma série de acontecimentos sombrios na vida do ‘homem segundo o coração de Deus’. O que Deus nos ensina aqui? Ele me diz que embora eu possa me sentir preso em uma cadeia de eventos, ainda sou o responsável pelo modo como participo deles!
Aquela mulher muito provavelmente sentiu-se arrasada pela cadeia de eventos (veja em 2 Sm 12.24) que se seguiu em sua vida. Sua história está lá, em registro perpetuo, para nos dizer que as pequenas escolhas que fazemos em nosso cotidiano são revestidas de grande importância, que nos preparam para realizarmos coisas esplêndidas nas oportunidades em que temos que tomar as grandes decisões.
Sabedoria, o dom que Deus nos outorga para esses momentos, é o que precisamos. Consciência disso nos deixará mais seguros para tomarmos as decisões acertadas e incluir sempre o Senhor nessas deliberações! Não tome decisões sem consultar o Senhor, ser precipitado não é bom para o homem segundo o coração de Deus.


APLICAÇÃO PESSOAL
Davi aprofundou-se espontaneamente no pecado, preferiu o ócio em detrimento de suas funções como rei, demonstrou total egoísmo preocupando-se apenas consigo mesmo, não resisti à tentação, ao contrário, desejou-a, caiu conscientemente e tentou ocultar chegando a assassinar um inocente... foi o fundo do poço.
Deus não deixaria impune e levaria a cabo seu juízo se não houvesse reconhecimento de culpa e arrependimento, Davi certamente estaria seguindo o caminho de Saul, o caminho da rejeição. As conseqüências desse ato prejudicaram não somente a Davi e a Bate-Seba, mas atingiu muitas outras pessoas. Bate-Seba foi um exemplo de crente legalista, seu banho ritual após o período menstrual mostra a observancia da Lei Cerimonial, mas ao aceitar deitar-se com o rei esqueceu-se da Lei Moral, o que é comum aos legalistas tanto do AT quanto aos da Graça. Esse adultério quase pôs fim a família através da qual Deus planejou entrar fisicamente no mundo. Em meio às cinzas daquele pecado, porém, o Senhor trouxe o bem. Jesus Cristo, o Redentor da humanidade, nasceu de um descendente de Davi e Bate-Seba.
Nossa vida é construída sobre as escolhas que fazemos, sou o que planejo ser. Elas nos preparam para realizar coisas esplêndidas, quando temos que tomar grandes decisões. A sabedoria para fazer as escolhas certas em diversos assuntos é um dom de Deus. Certamente nos encontraremos em situações que teremos de escolher, não se pode perder de vista a vontade de Deus para nossas vidas e considerar que tudo em nosso viver deve glorificar ao Senhor. Por isso, a Palavra de Deus assevera: “vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus” (Ef 5.15,16). Precisamos ser equilibrados e refletir à luz da Palavra de Deus para discernir entre o lícito e o ilícito, o conveniente e o inconveniente (Is 5.20; Hb 5.12-14). Lembremos que todas as coisas são lícitas, mas entre estas há coisas impuras, desonestas, que não edificam, que dominam, que não convém, que não glorificam a Deus, etc. (1 Co 6.12; 10.23,31; Fp 4.8).
A exegese da perícope em apreço reza que o servo infiel receberá o mesmo peso do rei Belsazar: MENE, MENE, TEQUEL UFARSIM! “Esta é a interpretação daquilo: MENE: Contou Deus o teu reino e o acabou. TEQUEL: Pesado foste na balança e foste achado em falta. PERES: Dividido foi o teu reino e deu-se aos medos e persas” (Dn 5.26-28). MENE foi escrito duas vezes com sentido duplo: ‘numerado’ e ‘provado’: Deus provou o reino de Babilônia e o reprovou; TEQUEL diz que achou-se defeito em Belsazar e PERES, singular de FARSIM, significa ‘divisão’ e ‘Persia’. Usando uma regra da hermenêutica, o paralelismo, aqui com a parábola dos talentos: o talento representa nossas aptidões, tempo e recursos gastos e dedicados ao serviço do Senhor, recebido de Deus para bem administrarmos em favor de seu reino. Quando o Senhor voltar, nos porá na balança do céu e aquele servo que for achado em falta, defeituoso, que não granjeou outros talentos, como sucedeu com Belsazar que teve seu reino dividido e dado aos medos e persas, assim será com aquele servo infiel, até o que tem ser-lhe-á tirado e dado a outros!
(http://ogideao.blogspot.com/2008/12/mene-mene-tequel-ufarsim-daniel-5.html)

N'Ele, cujos olhos procuram os fiéis sobre a terra,
Francisco de Assis Barbosa, [ton fr ère dans Le sauvateur Jésus Christ]
Professor da EBD na IEAD Ministério do Belém em São Caetano do Sul, SP

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA
- Bíblia de Estudo DAKE, CPAD-Ed Atos
- Bíblia de Estudo Genebra, Ed Cultura Cristã – SBB;
- Bíblia de Jerusalém – Nova Edição, Revista e Ampliada – Paulus;
- http://ogideao.blogspot.com/2008/12/mene-mene-tequel-ufarsim-daniel-5.html;
- http://ogideao.blogspot.com/2009/01/o-fruto-proibido.html

Um comentário:

  1. A paz do Senhor, amado irmão Francisco.

    Como visivelmente o irmão lida com a EBD, certamente lhe será útil o acréscimo (não é subsídio) às Lições Bíblicas deste trimestre, em que estamos estudando a vida de Davi, publicado em meu blog. Esse apêndice é de autoria do prof. dr. Caramuru Afonso Francisco.

    Não há dúvidas de que esse texto colaborará com seu ensino da Palavra de Deus na EBD que frequenta.

    Veja-o em http://blogdoarturribeiro.blogspot.com/2009/11/complemento-para-as-licoes-biblicas.html

    Já o estamos seguindo.

    Atenciosamente,

    Artur Ribeiro
    http://blogdoarturribeiro.blogspot.com/

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