JOVENS
Lição
6: A falácia do Humanismo
Data:
10 de maio de 2026
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TEXTO PRINCIPAL
“Confia no Senhor de todo o teu coração, e não
te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos,
e ele endireitará as tuas veredas.” (Pv 3.5,6).
👉 Comentário: Este é um dos textos mais conhecidos da literatura
sapiencial (de sabedoria) da Bíblia. Para uma exegese profunda de Provérbios
3:5-6, precisamos olhar para o contexto original, o significado das palavras no
hebraico e a estrutura poética do autor (atribuído tradicionalmente a Salomão):
1. Contexto Literário e Estrutura: O capítulo 3 de Provérbios faz parte
de uma série de exortações de um pai para seu filho. O gênero é Poesia
Sapiencial, que utiliza o paralelismo (repetição de ideias com palavras
diferentes) para reforçar uma verdade. A estrutura desses dois versículos segue
um padrão de Comando │ Proibição │ Promessa:
- Comando: Confie no Senhor.
- Proibição: Não se apoie em si mesmo.
- Condição: Reconheça-o sempre.
- Resultado: Ele guiará seus passos.
2. Análise Exegética dos Termos (Hebraico): Confia (Bātah): No hebraico
antigo, esta palavra evoca a ideia de "lançar-se sobre" ou
"sentir-se seguro". Não é apenas um sentimento intelectual, mas um
ato de depositar todo o peso do corpo sobre algo sólido. Coração (Lēb):
Diferente do conceito moderno (emoção), para o hebreu, o coração era o centro
da vontade, intelecto e decisão. Confiar de "todo o coração"
significa envolver a racionalidade e a escolha deliberada, não apenas o sentimento.
"Não te estribes no teu próprio entendimento "Não te estribes
(Sha’an): Significa "apoiar-se", como alguém que usa um cajado ou se
encosta em uma parede. O texto adverte contra usar a lógica humana limitada
como o único suporte da vida. Entendimento (Binah): Refere-se à nossa
capacidade de discernir e analisar fatos. A Bíblia não condena a inteligência,
mas a autossuficiência intelectual que exclui Deus. "Reconhece-o em todos
os teus caminhos "Reconhece-o (Yada): Esta é a palavra-chave. Yada não
significa apenas saber que Deus existe. É um conhecimento experimental e íntimo
(o mesmo termo usado para a união entre marido e mulher). Reconhecer Deus
"em todos os caminhos" significa convidá-lo para participar de cada
detalhe da rotina. "Ele endireitará as tuas veredas" Endireitará
(Yashar): Significa "tornar reto", "aplainar" ou
"remover obstáculos". Veredas (Orah): Refere-se a trilhas ou caminhos
bem marcados. A promessa não é que a vida será fácil, mas que Deus removerá as
ambiguidades e nos guiará pelo caminho que leva ao destino correto.
3. Síntese Teológica: A exegese revela uma troca de dependência. O texto
propõe substituir a fragilidade do julgamento humano pela solidez da soberania
divina.
4. Aplicação Prática: Para o leitor contemporâneo, este texto é um
antídoto contra a ansiedade e o orgulho. Ele sugere que a paz não vem de ter
todas as respostas ou o controle da situação, mas de saber quem detém o
controle. O versículo 6 termina com uma promessa ativa. O verbo
"endireitar" está no modo causativo no hebraico, indicando que Deus é
o agente ativo que corta o mato e aplaina o terreno para que o fiel possa
caminhar sem tropeçar.
📌
RESUMO DA LIÇÃO
O Humanismo secular é uma filosofia
falha por exaltar a razão humana e rejeitar a dependência de Deus, conduzindo
ao relativismo moral e ao vazio existencial.
👉 Comentário: O humanismo secular manifesta-se como uma reedição
do arquétipo de Babel: ao entronizar a autonomia da razão humana (binah) como
autoridade última e rejeitar a dependência relacional de Deus (yada), ele
inevitavelmente fragmenta o eixo moral da sociedade. Ao ignorar que a
verdadeira sabedoria divina frequentemente confronta a lógica decaída, essa
filosofia não apenas mergulha o indivíduo no relativismo ético, mas também no
aniquilamento do sentido, onde o esforço humano para 'fazer um nome para si'
culmina no vazio existencial e na confusão das próprias veredas.
📌
TEXTO BÍBLICO
Gênesis 11.4; 1 Coríntios 1.19-21.
Gênesis 11
4 E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma
torre cujo cume toque nos céus e façamo-nos um nome, para que não sejamos
espalhados sobre a face de toda a terra.
👉 Comentário: A Bíblia de Estudo MacArthur foca na rebelião
contra o mandato divino. MacArthur destaca que Deus ordenara que o homem
"enchesse a terra" (Gn 9:1), mas a construção da torre era uma
tentativa deliberada de centralização e desobediência. O "tocar nos
céus" não era uma tentativa física de alcançar Deus, mas provavelmente um
zigurate dedicado à astrologia e idolatria. A Bíblia de Estudo Pentecostal enfatiza
o humanismo secular. O comentário aponta que a humanidade buscava unidade sem
Deus, baseando-se na autossuficiência. A torre simboliza o orgulho humano e a
tentativa de estabelecer uma religião centrada no homem. O Comentário Beacon analisa
o desejo de preservar a fama e o poder. Para Beacon, "façamo-nos um
nome" revela a insegurança e o egoísmo daquela geração, que temia a
dispersão e buscava segurança em estruturas físicas em vez de confiar na
providência divina. O Comentário Bíblico Champlin oferece uma visão histórica e
cultural sobre os Zigurates. Champlin explica que o cume da torre servia como
um santuário para divindades pagãs. Ele vê o evento como o nascimento formal do
sistema babilônico de idolatria, que se opõe ao Reino de Deus ao longo de toda
a Bíblia. Já o Comentário Bíblico Pentecostal destaca a unidade ímpia. O
esforço coletivo para a construção mostra como a inteligência e a cooperação
humana, quando desvinculadas da vontade de Deus, tornam-se instrumentos de
rebelião organizada.
1 Coríntios 1
19 Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos
sábios e aniquilarei a inteligência dos inteligentes.
👉 Comentário: Champlin: Nota que Paulo cita Isaías 29:14. Ele
argumenta que a lógica humana não pode penetrar nos mistérios de Deus. A
"aniquilação" não é do intelecto em si, mas da sua utilidade como
meio de salvação.
MacArthur: Ressalta que os "sábios" aqui são os filósofos
gregos e os mestres judeus que rejeitaram a cruz por ela não se encaixar em
seus padrões lógicos ou tradicionais.
20 Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está
o inquiridor deste século? Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria deste
mundo?
👉 Comentário: Comentário Beacon: Explica as três figuras
mencionadas: O sábio (filósofo grego), o escriba (mestre judeu) e o inquiridor
(o debatedor retórico). Deus os torna "loucos" ao realizar através de
um Messias crucificado o que eles jamais conseguiram através de séculos de
filosofia.
Bíblia de Estudo Pentecostal: Adverte que o conhecimento acadêmico ou
cultural pode se tornar um obstáculo para a fé se não for submetido ao Espírito
Santo. A sabedoria do mundo é "loucura" porque ignora a realidade do
pecado e da necessidade de redenção.
21 Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não
conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela
loucura da pregação.
👉 Comentário: Comentário Bíblico Pentecostal: Foca no termo
"aprouve a Deus". Foi uma decisão divina soberana que a salvação não
fosse um prêmio para os mais inteligentes, mas um presente para os que creem. A
"loucura da pregação" refere-se ao conteúdo (o querigma), um Deus que
morre para salvar, e não ao ato de pregar de forma desordenada.
MacArthur: Esclarece que o mundo, por sua própria sabedoria, criou
ídolos e sistemas complexos, mas permaneceu cego ao Criador. Deus então revelou
o Evangelho de tal forma que o orgulho humano é completamente esmagado: basta
crer.
Síntese Teológica (Aplicação Direta)
Enquanto MacArthur e Champlin tendem
a focar na exegese técnica e histórica (contexto dos zigurates e da filosofia
grega), a Bíblia de Estudo Pentecostal e o Comentário Pentecostal aplicam o
texto à batalha espiritual e ao perigo do humanismo moderno. O Beacon equilibra
essas visões com uma análise pastoral, focando na falha moral por trás da busca
por sabedoria ou fama terrena.
📌
INTRODUÇÃO
O Humanismo secular coloca o ser
humano no centro, confiando na razão e nas capacidades humanas para solucionar
problemas, sem considerar a existência ou autoridade de Deus. Em sua forma
moderna, ele sugere que o homem é o criador de seu próprio destino. Nesta
lição, analisamos por que o Humanismo é falho do ponto de vista bíblico e de
que maneira ele contrasta com a visão cristã do ser humano e de seu propósito.
👉 Comentário: E se eu lhe dissesse que o projeto mais ambicioso
da humanidade é, na verdade, um plano de fuga que não tem para onde ir? Imagine
um arquiteto que projeta o edifício mais alto do mundo, mas decide, por
orgulho, que as leis da gravidade são "opiniões ultrapassadas" e que
o prédio pode se sustentar apenas pelo desejo de quem mora nele. O Humanismo
secular é exatamente esse edifício: uma estrutura magnífica de intelecto,
ciência e autonomia, mas que foi construída sobre o abismo do "eu". Se o homem é a medida de todas as coisas,
então nada realmente tem medida; se você é o capitão da sua alma, por que ainda
sente que está naufragando?
Nesta lição, vamos desmascarar a ilusão de que a autossuficiência humana
é o ápice do progresso. Veremos que o Humanismo não é uma descoberta moderna,
mas uma herança da mentira edênica, a vã tentativa de "ser como Deus"
(Gn 3.5). Navegaremos pelo mapa da exaltação da razão, que transforma a mente
em um ídolo e a verdade em algo relativo, resultando no inevitável vazio
existencial que as redes sociais e o consumo não conseguem preencher. Nossa
tese é clara: o ser humano possui uma dignidade inegável por ser Imago Dei
(Imagem de Deus), mas uma incapacidade total por ser um ser caído. Sem o eixo
da soberania divina, a liberdade humana se torna sua própria prisão.
Prepare-se para entender por que confiar no próprio entendimento é,
biblicamente, a definição de loucura (1Co 3.19). Vamos analisar como a negação
do divino não liberta o homem, mas o torna órfão de propósito, e como a Igreja
é convocada a ser uma voz contracultural que proclama: a nossa glória não está
no que conquistamos, mas em Quem nos resgatou. O Humanismo promete o trono, mas
o Evangelho oferece a cruz e só a cruz tem o poder de nos colocar de pé.
A filosofia humanista não nasceu nas universidades iluministas; ela teve
seu ensaio geral na serpente do Éden e sua primeira grande construção na Torre
de Babel (Gn 11.4). O grito "façamo-nos um nome" é o mantra do
humanista que acredita que a tecnologia e a educação podem erradicar o mal sem
a necessidade de um Salvador. Contudo, a Bíblia é implacável: a
autossuficiência é uma patologia espiritual. O termo hebraico para
"confiar" em Jeremias 17.5 (batach) indica depositar total segurança;
quando o homem faz da "carne o seu braço", ele se torna como um
arbusto no deserto vivo, mas sem fonte, destinado à secura. Como ensina a
Teologia Sistemática Pentecostal, o pecado original foi uma declaração de
independência; o Humanismo é apenas a tentativa de sistematizar essa rebeldia
[1][5].
A mente humana é um reflexo da inteligência divina, mas o Humanismo
comete o erro de elevar o instrumento à categoria de divindade. Quando a razão
se torna o juiz final da realidade, o sobrenatural é descartado como
"mito" e a fé como "fraqueza". Paulo confronta essa
arrogância em 1 Coríntios 1.19-21, usando o termo grego moria (loucura) para
descrever a sabedoria do mundo. A razão sem revelação é um olho que tenta
enxergar no vácuo total: ela possui a capacidade, mas falta-lhe a luz. Como
destaca o Comentário Bíblico Beacon, a verdadeira racionalidade começa com o
temor do Senhor (Pv 1.7), pois só a Palavra de Deus fornece os pressupostos corretos
para interpretarmos a existência sem cairmos no orgulho que antecede a queda
[2][3].
Ao marginalizar Deus, o Humanismo reduz a vida ao bios (vida biológica)
e ignora a zoe (vida abundante e eterna). Quando o "aqui e agora"
torna-se o único horizonte, a moralidade torna-se utilitarista e a esperança
torna-se finita. A exegese de Colossenses 1.16 nos mostra que todas as coisas
foram criadas "por meio dele e para ele". Negar isso é como tentar
entender um livro arrancando a capa e ignorando o autor: você pode ler as
palavras, mas nunca entenderá a história. O Humanismo oferece autonomia, mas
entrega o desespero de um universo impessoal. A visão pentecostal clássica,
como defendida por Antonio Gilberto, enfatiza que o homem tem sede de infinito,
e nenhuma conquista terrena pode saciar uma sede que é, essencialmente,
espiritual [4][7].
[1] HORTON, Stanley (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva
Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.
[2] Comentário Bíblico Beacon: Volume 3. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
[3] CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento Interpretado Versículo
por Versículo. São Paulo: Hagnos, 2014.
[4] GILBERTO, Antonio. A Bíblia através dos séculos. Rio de Janeiro:
CPAD, 1986.
[5] SOARES, Esequias (Org.). Declaração de Fé das Assembleias de Deus.
Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
[6] ALVES, Eduardo Leandro. Entre a Verdade e o Engano. Rio de Janeiro:
CPAD, 2024.
[7] SIQUEIRA, Gutierres Fernandes. Autoridade Bíblica e Experiência no
Espírito. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.
📌 I. PRINCÍPIOS
DO HUMANISMO
1.
Autossuficiência humana.
A filosofia do Humanismo começou com Satanás e é uma expressão da sua mentira
de que o homem pode ser igual a Deus (Gn 3.5). O Humanismo proclama que o homem
pode, por si só, alcançar paz, progresso e bem-estar, acreditando que o avanço
da ciência, da tecnologia e da educação poderão resolver todos os males da
humanidade, sem precisar recorrer ao Criador. No entanto, apesar de todos os
esforços, o ser humano continua enfrentando guerras, injustiças e crises morais
profundas. A Bíblia, ao contrário, mostra que a autossuficiência humana é uma
ilusão. Em Jeremias 17.5, lemos: “Maldito o homem que confia no homem, e faz da
carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor.” A confiança em si mesmo é
sinal de orgulho e afastamento de Deus, o que sempre levará o homem à ruína. A
história da humanidade é um testemunho das limitações desta autossuficiência,
em que vimos grandes impérios caírem, ideologias humanas falharem e líderes
decepcionarem. Isso mostra que o homem, mesmo com boa intenção, não tem o
controle absoluto sobre todas as coisas. Só Deus é soberano, e somente Ele tem
o domínio completo sobre a história e os acontecimentos do mundo (Sl 103.19).
Por isso, nossa confiança deve estar sempre nEle.
👉 Comentário: Você já tentou segurar as águas de um oceano com as
próprias mãos? É exatamente isso que fazemos quando acreditamos que a nossa
inteligência, os nossos diplomas ou a nossa tecnologia podem consertar um mundo
quebrado pelo pecado. O humanismo secular penetrou na mente desta geração ao
sussurrar que somos os capitães da nossa alma e os senhores do nosso destino.
Mas a pergunta que não quer calar é: se o homem é o centro de tudo e tem as
respostas para tudo, por que nunca estivemos tão ansiosos, deprimidos e vazios?
Prepare-se para descobrir que o grito de "liberdade" do homem sem
Deus não passa de um pedido de socorro de uma criatura que tentou expulsar o
Criador do próprio trono e agora não sabe como lidar com o caos resultante.
A promessa de autossuficiência não é
uma conquista moderna, mas o eco de uma sedição antiga. No Éden, a serpente não
ofereceu apenas um fruto, ofereceu a autonomia: "sereis como Deus"
(Gn 3.5). Essa pretensão de ser auto-nomos (aquele que é lei para si mesmo) é a
raiz de todo humanismo. Stanley Horton nos lembra que o pecado original foi, em
essência, uma tentativa de autossuficiência, onde o homem decidiu que seu
julgamento era superior à revelação divina. Ao acreditar que pode alcançar paz
e bem-estar por meio do progresso técnico e educacional, o ser humano ignora
que a ciência pode curar doenças, mas é incapaz de remover a culpa ou regenerar
a natureza caída [1][2].
O profeta Jeremias usa uma linguagem
visceral para descrever essa condição: "Maldito o homem que confia no
homem, e faz da carne o seu braço" (Jr 17.5). No original hebraico, a
palavra para carne (basar) carrega o sentido de fragilidade e finitude. Confiar
na "carne" é estribar-se naquilo que é inerentemente fraco. A
autossuficiência é um afastamento do coração (sur, desviar-se, apostatar) da
Fonte de Águas Vivas. O teólogo Antonio Gilberto, pioneiro da nossa EBD e
baluarte da doutrina pentecostal, sempre enfatizou que o homem sem Deus é um
ser incompleto, tentando preencher um abismo infinito com recursos finitos e
falhos [4][7].
A história humana é o cemitério das
utopias humanistas. Vimos impérios que se julgavam eternos ruírem e ideologias
que prometiam o paraíso na terra gerarem campos de concentração. Isso ocorre
porque o humanismo padece de uma miopia antropológica: ele superestima a razão
e subestima a depravação humana. Como observam Colson e Pearcey, quando o homem
se torna a medida de todas as coisas, não resta nenhum padrão absoluto para
julgar a injustiça. Sem o reconhecimento da soberania de Deus (Adonai), a humanidade
fica à mercê da vontade do mais forte, provando que a nossa "boa
intenção" é insuficiente para frear a inclinação para o mal [2][6].
Na perspectiva pentecostal clássica,
a soberania de Deus (Sl 103.19) não é um conceito abstrato, mas uma realidade que
governa a história e a experiência cristã. Walter Brunelli, mestre que
sintetiza com maestria o pensamento pentecostal brasileiro, destaca que
reconhecer a Deus em todos os caminhos não é anular a inteligência, mas
submetê-la ao Logos divino. A verdadeira sabedoria não está em buscar o
controle absoluto, que é uma ilusão psicótica do ego, mas em descansar na
providência Daquele que detém o domínio sobre o chronos (tempo humano) e o
kairos (tempo de Deus) [8].
Aqui temos um chamado urgente ao
arrependimento intelectual e espiritual. O jovem cristão deve usar a ciência e
a educação para glorificar a Deus, mas nunca para substituí-lo. Viver na
dependência de Deus não é sinal de fraqueza, mas de realismo teológico.
Reconhecer que "sem Mim nada podeis fazer" (Jo 15.5) é o primeiro
passo para a verdadeira libertação. O ídolo no espelho precisa cair para que o
Cristo no trono governe. Somente quando admitimos a nossa insuficiência é que
nos tornamos receptáculos do poder do Espírito Santo, que faz em nós o que nenhum
progresso humano jamais poderia realizar [5][7].
[1] HORTON, Stanley (Ed.). Teologia
Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.
[2] ALVES, Eduardo Leandro. Entre a
Verdade e o Engano. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
[3] CHAMPLIN, Russell Norman. O
Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. São Paulo: Hagnos,
2001.
[4] GILBERTO, Antonio. A Bíblia
através dos séculos. Rio de Janeiro: CPAD, 1986.
[5] SIQUEIRA, Gutierres Fernandes;
TERRA, Kenner. Autoridade Bíblica e Experiência no Espírito. Rio de Janeiro:
CPAD, 2020.
[6] COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy.
O cristão na cultura de hoje. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
[7] SOARES, Esequias (Org.).
Declaração de Fé das Assembleias de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
[8] BRUNELLI, Walter. Teologia para
Pentecostais, vol. 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.
2.
Exaltação da razão.
A mente humana é um presente de Deus, mas o Humanismo a transforma em um ídolo.
A razão passa a ser a medida de todas as coisas, e tudo o que não pode ser
racionalmente explicado é descartado. Com isso rejeitam os milagres, desprezam
a fé e até mesmo a revelação divina, considerando a Bíblia um livro
ultrapassado. A Bíblia nos lembra em 1 Coríntios 3.19 que “a sabedoria deste
mundo é loucura diante de Deus”. Isso quer dizer que o conhecimento humano,
quando não está alinhado com a Palavra de Deus, se torna limitado e até
perigoso. Quando a razão não se submete à verdade que Deus revelou, ela pode
nos levar ao orgulho e à cegueira espiritual. É por isso que muitos acabam se
afastando do Senhor justamente porque confiam demais no próprio entendimento e
deixam de lado a fé. O resultado disso é uma vida espiritual fraca, sem
firmeza, e um coração cheio de dúvidas. Em vez de buscar respostas em Deus e na
sua Palavra, essas pessoas acabam se prendendo apenas a teorias e ideias
humanas, esquecendo que a verdadeira sabedoria está em Cristo e nas Escrituras.
👉 Comentário: Uma tragédia anunciada! Você já tentou medir a
profundidade do oceano usando uma régua escolar? É exatamente essa a tragédia
do humanismo: tentar encaixar a imensidão de Deus e os mistérios da eternidade
dentro da pequena caixa da lógica humana. O mundo ao seu redor tenta por todos
os meios entrar na sua mente ao dizer que só o que é racionalmente explicável é
real, mas a verdade é que a razão é uma excelente serva, porém uma péssima
senhora. Quando você transforma o seu intelecto no juiz final da Bíblia, você
não está sendo "esclarecido", você está apenas ficando cego para tudo
o que a luz da razão não consegue alcançar. Prepare-se, pois hoje vamos
entender por que a sabedoria que o mundo aplaude é, na verdade, uma forma
sofisticada de ignorância espiritual.
A mente humana é, indiscutivelmente,
uma dádiva da Graça Comum, um reflexo da Imago Dei que nos permite investigar a
criação. Contudo, o humanismo secular comete o erro de transformar a função
cognitiva em uma divindade autônoma. Quando a razão passa a ser a "medida
de todas as coisas" (homo mensura), ocorre o que os teólogos chamam de
"eclipse da revelação". Nesse estado, o milagre é descartado como
superstição e a fé como muleta psicológica. O Comentário Bíblico Beacon destaca
que essa exaltação é uma forma de rebelião intelectual, onde o homem tenta
sentar-se no trono que pertence exclusivamente ao Logos de Deus [2][5].
A Escritura confronta essa soberba em
1 Coríntios 3.19: "a sabedoria deste mundo é loucura (moria) diante de
Deus". No grego original, moria aponta para algo insípido e sem valor
real. Isso não significa que Deus despreza o estudo ou a ciência, mas que o
conhecimento humano, quando desconectado de sua Fonte, torna-se limitado e
perigosamente inclinado ao orgulho. Como ensina a Teologia Sistemática de
Berkhof, a razão foi afetada pela Queda (os efeitos noéticos do pecado);
portanto, confiar cegamente em uma faculdade corrompida para julgar a perfeição
divina é o ápice da incoerência espiritual [1][3].
O resultado dessa idolatria é a
cegueira espiritual. Quando a razão não se submete à verdade revelada, ela cria
um filtro que bloqueia a ação do Espírito Santo. Muitos jovens abandonam a fé
não por falta de evidências, mas por excesso de confiança no "próprio
entendimento" (Pv 3.5). Essa postura gera uma vida espiritual raquítica e
um coração sitiado por dúvidas, pois as teorias humanas mudam a cada estação,
enquanto a Palavra de Deus permanece para sempre. O Pastor Antonio Gilberto
alertava que a erudição sem a unção produz apenas intelectuais áridos, mas a
sabedoria que vem do alto transforma o caráter [4][7].
A verdadeira sabedoria cristã não é
anti-intelectual, mas sim trans-intelectual. Ela reconhece que a mente é o
lugar da compreensão, mas o coração é o lugar da habitação divina. Em 1
Coríntios 1.30, lemos que Cristo se tornou para nós "sabedoria de
Deus". Fora da revelação em Cristo, a mente humana gira em círculos, presa
em um labirinto de lógica que termina no túmulo. A Bíblia de Estudo MacArthur
sublinha que a submissão da mente à autoridade das Escrituras não é um suicídio
intelectual, mas o único caminho para que a razão funcione conforme o seu
propósito original: glorificar o Criador [6][8].
A aplicação pastoral para este dilema
é o exercício da humildade intelectual. O jovem pentecostal deve ser excelente
nos estudos e na vida acadêmica, mas deve entrar na sala de aula revestido da
armadura de Deus. Não permita que o "espírito da época" coloque a sua
fé no banco dos réus. Lembre-se: o homem que se apoia apenas em sua razão é
como alguém que tenta iluminar o sol com uma lanterna de mão. A luz que você
precisa para navegar na vida não vem das suas sinapses, mas daquele que disse:
"Eu sou a luz do mundo" (Jo 8.12). A sabedoria começa onde o orgulho
termina: aos pés da Cruz [5][7].
[1] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática.
São Paulo: Cultura Cristã, 2012.
[2] Comentário Bíblico Beacon: Volume
8 (1 Coríntios a 2 Coríntios). Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
[3] HORTON, Stanley (Ed.). Teologia
Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.
[4] GILBERTO, Antonio. A Bíblia
através dos séculos. Rio de Janeiro: CPAD, 1986.
[5] ALVES, Eduardo Leandro. Entre a
Verdade e o Engano. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
[6] BÍBLIA de Estudo MacArthur.
Barueri, SP: SBB, 2010.
[7] SOARES, Esequias (Org.).
Declaração de Fé das Assembleias de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
[8] BÍBLIA de Estudo Pentecostal
Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.
3.
A negação do que é divino.
O Humanismo tende a marginalizar ou até negar a existência de Deus. Muitos
passam a enxergar o que é espiritual como se fosse apenas fruto da imaginação
humana. Deus torna-se um conceito cultural, e a religião passa a ser tratada
como um instrumento ultrapassado com a finalidade de explicar fenômenos
naturais. Essa visão enfraquece a busca espiritual e promove uma vida focada
apenas no aqui e agora. A eternidade deixa de ser uma realidade e passa a ser
um mito. Quando isso acontece, o ser humano perde o temor de Deus e também a
esperança de redenção. A Bíblia afirma que “os céus manifestam a glória de
Deus” (Sl 19.1), e que a criação inteira aponta para o Criador. Negar a
existência de Deus é rejeitar a origem da própria existência humana e o
propósito maior da vida. A criação não é fruto do acaso, mas da vontade
soberana de Deus (Cl 1.16). Por isso, como servos do Senhor, devemos viver com
propósito, olhando para o alto e firmando nossa fé naquilo que é eterno.
👉 Comentário: Pense em como você descreveria a cor azul para
alguém que nunca saiu de uma caverna escura? É exatamente essa a limitação do
humanismo ao negar o divino: ele tenta explicar a realidade arrancando dela a
sua causa primária. O mundo ao seu redor com seus ataques constantes à sua mente,
sugere que Deus é apenas um "amigo imaginário" criado pela humanidade
para lidar com o medo da morte. Mas a verdade é que, quando você apaga a luz da
eternidade, a vida não se torna mais livre; ela se torna um corredor escuro que
termina em um muro de concreto. Entenda que negar a Deus não é um sinal de
evolução intelectual, mas um ato de vandalismo contra a própria alma. A negação
do divino no humanismo secular não é apenas uma descrença passiva, mas uma
marginalização ativa do transcendente. Ao tratar Deus como um mero
"conceito cultural" ou um "tapa-buracos" para fenômenos
naturais ainda não explicados pela ciência, o homem moderno comete o erro de
trocar o Criador pela criatura. Como observa Stanley Horton, essa visão promove
um naturalismo fechado, onde a realidade é reduzida ao que pode ser pesado,
medido e tocado. O resultado é o esvaziamento da busca espiritual (dipsos, sede
profunda), deixando o indivíduo confinado em uma vida focada exclusivamente no
"aqui e agora" [1][3].
A Escritura responde a esse niilismo
em Salmos 19.1: "Os céus manifestam a glória de Deus". No original
hebraico, o termo para glória (kabod) carrega o peso e a majestade da presença
divina. A criação não é um acidente cósmico, mas uma exposição deliberada do
caráter de Deus. Negar a existência do divino é, portanto, rejeitar a própria
teleologia humana, o nosso propósito final. Quando a eternidade é tratada como
mito, o ser humano perde o "temor do Senhor" (yirat Adonai), que é o
freio moral da alma e o combustível da verdadeira esperança. Sem o olhar para o
alto, o homem perde a bússola da redenção e se entrega ao desespero da finitude
[2][5].
O apóstolo Paulo, em Colossenses
1.16, é enfático ao afirmar que "nele foram criadas todas as coisas".
Isso estabelece Cristo como o arquiteto e o sustentador do universo. A negação
do divino ignora a evidência do design inteligente e da ordem moral que rege o
cosmos. Como ensina Walter Brunelli, a negação de Deus é uma patologia da
vontade antes de ser uma dúvida da razão; o homem nega a Deus para não ter que
se submeter ao Seu governo ético. Ao fazer isso, o humanista torna-se órfão de
sua própria origem, flutuando em um mar de acaso sem porto seguro para ancorar
sua identidade [8].
As consequências dessa negação são
devastadoras para a saúde espiritual da igreja e da juventude. Sem a
perspectiva da eternidade, o sacrifício pessoal perde o sentido e a santidade
torna-se um fardo desnecessário. Se não há um juiz eterno, o "eu"
torna-se a lei absoluta. O mestre Antonio Gilberto alertava que uma igreja que
perde a consciência da presença de Deus torna-se uma mera associação civil,
onde o sagrado é substituído pelo entretenimento. O vigor pentecostal depende
da convicção de que Deus é real, presente e que "Ele é galardoador dos que
O buscam" (Hb 11.6) [4][7].
A aplicação prática para o cristão
hoje é o cultivo de uma "mente voltada para as coisas do alto" (Cl
3.1-2). Não viva como um "ateu prático", aquele que crê em Deus com
os lábios, mas vive como se Ele não existisse. Reafirme sua fé na criação
soberana e na realidade do mundo espiritual. A sua vida não é um subproduto de
reações químicas, mas um projeto da vontade de Deus. Olhe para as estrelas e
veja a assinatura do Pai; olhe para a cruz e veja o caminho de volta para a
eternidade. A nossa esperança não termina no cemitério; ela começa no trono
Daquele que vive para todo o sempre [5][6].
[1] HORTON, Stanley (Ed.). Teologia
Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.
[2] Comentário Bíblico Beacon: Volume
3 (Salmos a Cantares de Salomão). Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
[3] BERKHOF, Louis. Teologia
Sistemática. São Paulo: Cultura Cristã, 2012.
[4] GILBERTO, Antonio. A Bíblia
através dos séculos. Rio de Janeiro: CPAD, 1986.
[5] ALVES, Eduardo Leandro. Entre a
Verdade e o Engano. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
[6] BÍBLIA de Estudo Plenitude.
Barueri, SP: SBB, 2001.
[7] SOARES, Esequias (Org.).
Declaração de Fé das Assembleias de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
[8] BRUNELLI, Walter. Teologia para
Pentecostais, vol. 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.
📌 VISÃO CRISTÃ DO
SER HUMANO
1.
Criado à imagem de Deus, mas caído. A dignidade humana é inegável porque o ser humano
foi criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.27). Isso lhe confere um valor
intrínseco que não depende de suas conquistas ou habilidades. No entanto, essa
imagem foi manchada pela Queda em Gênesis 3. O pecado introduziu uma ruptura na
relação do homem com Deus, consigo mesmo e com o próximo. O Humanismo ignora
esse problema fundamental, acreditando que a humanidade pode se aperfeiçoar
moralmente sem intervenção divina. Mas a Bíblia declara que “todos pecaram e
destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23). Essa condição caída exige
redenção, e não apenas reforma comportamental. Por mais que a educação e a
ética sejam importantes, não têm poder de regenerar o coração humano. Somente o
Espírito Santo pode operar essa transformação por meio do Novo Nascimento.
Portanto, a visão bíblica é equilibrada: reconhece o valor do ser humano, mas
também sua profunda necessidade de salvação. O cristão deve amar o próximo, mas
apontando sempre para o único que pode restaurar completamente o homem — Jesus
Cristo.
👉 Comentário: Imagine que você está diante de uma obra de arte
inestimável, um quadro de um mestre renascentista, mas ele foi vandalizado com
piche negro. Você ainda consegue ver a genialidade dos traços, a proporção
áurea e o valor astronômico da tela, mas a beleza original está sob uma camada
de sujeira que nenhuma técnica humana de limpeza pode remover sem destruir a
própria obra. O ser humano é, ao mesmo tempo, o ápice da criação divina e um
náufrago espiritual. O humanismo secular tenta polir o piche, acreditando que a
educação e a ética são solventes suficientes. Mas a Bíblia nos confronta com
uma realidade mais perturbadora e, ao mesmo tempo, mais esperançosa: não
precisamos de um polimento, precisamos de uma nova tela.
A dignidade humana não é uma
conquista social ou um bônus por bom comportamento; ela é fundamentada na Imago
Dei (Gn 1:27). No hebraico, o termo para "imagem" é tselem, que evoca
a ideia de uma estátua ou representação que reflete a autoridade de um rei em
seu território. Somos os "embaixadores visíveis" de um Deus
invisível. Como bem observou o pastor Antonio Gilberto, essa imagem confere ao
homem um valor intrínseco que o pecado manchou, mas não extinguiu
completamente. Ainda somos portadores da imagem, mas somos portadores de uma
imagem "quebrada". O humanismo falha miseravelmente ao tentar salvar
a dignidade humana cortando o cordão umbilical com o Criador, esquecendo que
uma lâmpada desconectada da tomada, por mais bonita que seja, jamais cumprirá
sua função de iluminar.
O pecado não foi apenas um "erro
de percurso" ou uma falha moral menor; foi uma catástrofe ontológica que
introduziu a hamartia: o "errar o alvo". Ao analisarmos Gênesis 3,
percebemos que a Queda não apenas sujou o homem, ela o desorientou. Gordon Fee,
um dos maiores expoentes da exegese pentecostal, enfatiza que o pecado afetou
todas as faculdades humanas: a razão, a emoção e a vontade. O humanismo secular
é a tentativa de Babel de reconstruir o sentido da vida usando apenas os
tijolos do intelecto humano (binah). No entanto, como Paulo expõe em Romanos
3:23, a humanidade está "destituída" (hystereō no grego, significando
"estar em falta" ou "chegar atrasado") da glória de Deus.
Estamos correndo uma corrida onde o ponto de chegada é a santidade divina, mas
nossas pernas espirituais estão atrofiadas pelo pecado original.
Aqui reside o insight que muitos
jovens ignoram: a educação e a cultura são ferramentas de reforma, mas nunca de
regeneração. Você pode educar um ladrão para que ele roube com mais eficiência
e menos violência, mas ele continua sendo um ladrão. A Teologia Pentecostal,
fundamentada na Declaração de Fé da CPAD, sustenta que a solução para a crise
humana não é o aperfeiçoamento ético, mas o Novo Nascimento (palingenesia).
Stanley Horton argumenta com maestria que o Espírito Santo não vem para
"remendar" a velha natureza, mas para implantar uma vida nova. O
humanismo secular oferece um analgésico para uma doença terminal; o Evangelho
oferece a ressurreição. Não se trata de ser uma versão melhor de si mesmo, mas
de ser uma nova criatura em Cristo.
Ao olharmos para o próximo, nossa
visão deve ser filtrada por esse equilíbrio bíblico. Não podemos desprezar o ser
humano, pois até o mais vil pecador carrega as digitais de Deus; mas também não
podemos idolatrá-lo, pois até o mais brilhante filósofo está a um passo da
perdição sem a graça. José Gonçalves, pastor e comentarista que profundamente
analisa os desafios da Igreja contemporânea, nos lembra que o amor cristão é o
único que consegue abraçar o pecador sem validar o seu pecado. O "vazio
existencial" que o humanismo tenta preencher com consumo, ativismo ou
prazer é, na verdade, o espaço de um trono que só pertence ao Rei.
Portanto, jovem, a sua missão nesta
semana é desmascarar a sutil sedução da autossuficiência. O mundo dirá que você
é o capitão da sua alma, mas a Bíblia revela que você é um passageiro em um
barco que está afundando e só Jesus pode caminhar sobre as águas para buscá-lo.
A aplicação prática é direta: pare de tentar "se consertar" para
chegar a Deus. Reconheça a sua falência intelectual e moral diante da Cruz. A
verdadeira liberdade não nasce da autonomia humana, mas da nossa total rendição
ao governo do Espírito Santo. É no momento em que admitimos que nada podemos
fazer que o Todo-Poderoso começa a fazer tudo em nós.
[1] ALVES, Eduardo Leandro. Entre a
Verdade e o Engano: O Cristão e as Correntes de Pensamento Modernas. Rio de
Janeiro: CPAD, 2024.
[2] COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy.
O cristão na cultura de hoje. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
[3] FEE, Gordon D. Paulo, o Espírito
e o Povo de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.
[4] GILBERTO, Antonio (Ed.). Bíblia
de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.
[5] GONÇALVES, José. O Estilo de Vida
Cristão: Santidade, Fidelidade e Frutificação. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.
[6] HORTON, Stanley M. Teologia
Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.
[7] SILVA, Zaqueu Moreira de Oliveira
(Org.). Declaração de Fé das Assembleias de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
2.
Dependência de Deus.
A razão humana tem seu lugar, pois recebemos de Deus a capacidade de pensar e
refletir. Todavia, nossa mente é limitada. Paulo escreveu que “a loucura de
Deus é mais sábia do que os homens” (1Co 1.25). Isso nos lembra de que todo
entendimento verdadeiro começa com o temor do Senhor (Pv 1.7). Jesus é a
sabedoria de Deus encarnada (1Co 1.30), e fora dEle a humanidade permanece nas
trevas. Ter dependência de Deus não é sinal de fraqueza, mas de sabedoria,
porque quem se apoia em sua própria razão inevitavelmente tropeçará. É por isso
que, como Igreja, precisamos ensinar e viver essa dependência do Senhor. Num
mundo que prega a autonomia, o povo de Deus deve mostrar que a vida plena é
fruto da total entrega a Deus e da confiança constante em sua direção divina.
👉 Comentário: Você já tentou navegar por uma floresta densa e
desconhecida à meia-noite usando apenas a luz de um vaga-lume? A razão humana,
por mais brilhante que pareça aos olhos do mundo, é exatamente como esse
pequeno inseto diante da imensidão da complexidade existencial e espiritual. O
humanismo moderno nos vende a ideia de que somos "capitães do nosso
destino", mas a Bíblia nos revela que, sem a bússola do Criador, estamos
apenas girando em círculos no deserto do subjetivismo. A independência de Deus
não é liberdade, é o isolamento em uma cela cujas paredes são as nossas
próprias limitações cognitivas e morais.
A capacidade de pensar e refletir é
um dom da Graça Comum, uma ferramenta divina para que o homem administre a
criação. Todavia, após a Queda, nossa razão (nous no grego) tornou-se
obscurecida. A inteligência humana é um excelente servo, mas um mestre tirânico
e cego. O temor do Senhor não é o fim do pensamento, mas o seu verdadeiro ponto
de partida (archē em Pv 1:7). Sem o temor, o conhecimento acumula fatos, mas
perde o sentido; com o temor, a razão encontra seu trilho e sua finalidade
eterna.
O apóstolo Paulo, em sua retórica inspirada
aos coríntios, explode a bolha do orgulho intelectual ao afirmar que a
"loucura de Deus é mais sábia do que os homens" (1Co 1:25). Aqui, o
termo para loucura é mōros, de onde vem a palavra "morão". Para o
mundo grego, obcecado pela sofia, a mensagem de um Deus que se torna dependente
e morre em uma cruz era o ápice da estupidez. No entanto, a Teologia
Pentecostal Clássica, ecoando Stanley Horton, nos ensina que o que o mundo
chama de "fraqueza" na dependência de Deus é, na verdade, o canal
para a Dunamis, o poder explosivo do Espírito Santo. Depender de Deus não é um
"muleta" para os fracos, é o reconhecimento da realidade para os
lúcidos.
Jesus Cristo não é apenas um mestre
que ensinou sabedoria; Ele é a própria Sophia de Deus encarnada (1Co 1:30). Fora
de Cristo, qualquer sistema filosófico, por mais sofisticado que seja,
permanece em skotia (trevas profundas). O Comentário Bíblico Pentecostal do NT
destaca que a nossa união com Cristo nos confere uma "mente
renovada". Enquanto o humanista tropeça em sua própria arrogância lógica,
o cristão que se submete à soberania divina experimenta o que o Pr. Walter
Brunelli descreve como o alinhamento da vontade humana com o propósito
teocêntrico. Viver em dependência é caminhar na luz de Quem enxerga o fim desde
o princípio.
Vivemos em uma cultura que idolatra o
"self-made man" (o homem feito por si mesmo). Contudo, essa autonomia
pregada nas universidades e redes sociais é a raiz do esgotamento mental e do
vazio espiritual desta geração. Como observaram Charles Colson e Nancy Pearcey,
quando o homem se torna a medida de todas as coisas, ele acaba perdendo a
medida de si mesmo. O papel do professor de jovens hoje é confrontar esse
narcisismo intelectual com a beleza da "rendição total". A vida plena
não é fruto de escolhas autônomas, mas de uma submissão inteligente à Direção
Divina. É o paradoxo do Reino: quanto mais nos entregamos e dependemos, mais
verdadeiramente livres nos tornamos.
Portanto, esta lição deve levar o
aluno a uma crise de confiança em si mesmo e a um êxtase de confiança no
Senhor. Precisamos ensinar que o tropeço é inevitável para quem olha apenas
para os próprios pés (a própria razão), mas o caminho é aplainado para quem
olha para o Alto. A aplicação prática para o jovem cristão em um mundo
secularizado é: antes de consultar sua lógica, seus sentimentos ou o
"senso comum" da cultura, consulte o Logos e submeta seu entendimento
ao Espírito. Somente assim as nossas veredas serão retas, não pela nossa
habilidade de caminhar, mas pela fidelidade Daquele que nos guia.
[1] ALVES, Eduardo Leandro. Entre a
Verdade e o Engano: O Cristão e as Correntes de Pensamento Modernas. Rio de
Janeiro: CPAD, 2024.
[2] BRUNELLI, Walter. Teologia para
Pentecostais: Uma Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel,
2016.
[3] COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy.
O cristão na cultura de hoje. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
[4] GILBERTO, Antonio. A Bíblia
através dos Séculos. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
[5] HORTON, Stanley M. Teologia
Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.
[6] STAMPS, Donald (Ed.). Bíblia de
Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.
[7] ARRINGTON, French L.; STRONSTAD,
Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento. Rio de
Janeiro: CPAD, 2003.
3.
Chamado ao serviço.
O cristianismo não desvaloriza o ser humano, mas orienta seu valor para o
serviço. Somos criados com dons e capacidades, não para nossa própria glória,
mas para glorificar a Deus e edificar o próximo (1Pe 4.10,11). O Humanismo
ensina que o homem deve buscar sua autorrealização, mas o Evangelho ensina que
o caminho da verdadeira realização está em servir. Jesus mesmo afirmou que “e
qualquer que, entre vós, quiser ser o primeiro, que seja vosso servo” (Mt
20.27). Isso muda nossa perspectiva sobre sucesso e propósito. A vida não é
sobre o que conquistamos para nós, mas sobre como usamos nossas vidas para
refletir o amor de Deus. O trabalho, a família, a vocação — tudo deve estar a
serviço do Reino. A Igreja precisa recuperar esse ensino e formar discípulos que
compreendam que servir é um privilégio. Cada crente é chamado a usar sua vida
como instrumento de bênção, apontando para Cristo em tudo o que faz.
👉 Comentário: Você já percebeu como a nossa cultura atual é
viciada no conceito de "autorrealização"? O mundo bombardeia o jovem
com a ideia de que o topo da montanha é o lugar onde você é servido, admirado e
aplaudido. Mas precisamos construir na mente desta geração uma inversão
radical: no Reino de Deus, o topo da montanha é o lugar onde você mais se inclina
para lavar os pés dos outros. O humanismo secular prega a ascensão do
"eu", mas o Evangelho proclama a glória do esvaziamento. Enquanto o
mundo mede o seu valor pelo número de pessoas que estão abaixo de você, Cristo
mede o seu valor pelo número de pessoas que você é capaz de sustentar sobre os
seus ombros.
O valor humano, sob a ótica bíblica,
não é um fim em si mesmo, mas um recurso para a missão. Fomos dotados de
charismata, dons de graça. O apóstolo Pedro é enfático ao dizer que cada um
deve administrar esse dom "servindo uns aos outros" (1Pe 4:10). No
grego, o termo usado para servir é diakoneō, que descreve o trabalho de um
garçom ou assistente. Não é um título de nobreza, é uma função de utilidade.
Como destaca o Comentário Bíblico Pentecostal do NT, os dons não são medalhas
de honra para exibição espiritual, mas ferramentas de trabalho para a
edificação do Corpo de Cristo. O erro do humanismo é transformar o dom em um pedestal
para o ego, quando, na verdade, ele deveria ser uma ponte para o próximo.
A quebra de padrão que Jesus introduz
em Mateus 20:27 é avassaladora: "quem quiser ser o primeiro, que seja
vosso servo (doulos)". Aqui, Jesus usa uma palavra ainda mais forte que
diácono; Ele fala de escravidão voluntária por amor. O sistema de sucesso deste
século é piramidal, mas o sistema de Cristo é uma pirâmide invertida. Stanley
Horton, em sua Teologia Sistemática Pentecostal, reforça que a verdadeira
realização humana não é encontrada na "autodescoberta" isolada, mas
na "autodoação" inspirada pelo Espírito. O jovem que busca a si mesmo
acaba encontrando um labirinto de insatisfação; o jovem que se perde no serviço
a Deus acaba encontrando sua verdadeira identidade.
A visão pentecostal clássica,
defendida pelos nossos pioneiros, sempre enfatizou que o trabalho, a família e
a vocação secular são campos de ministério. Não existe separação entre o
"sagrado" e o "secular" para quem vive sob o Senhorio de
Cristo. Seu curso na universidade, sua habilidade técnica ou seu talento
artístico são talentos confiados pelo Senhor para a expansão do Reino. Walter
Brunelli descreve isso como a "espiritualidade do cotidiano", onde o
serviço não se limita ao altar da igreja, mas se estende ao balcão do emprego e
à sala de aula. Servir não é uma tarefa penosa, é o privilégio de ser um canal
da Graça de Deus em um mundo seco.
Charles Colson e Nancy Pearcey, em
suas análises sobre a cosmovisão cristã, alertam que quando a Igreja perde a
teologia do serviço, ela se torna apenas mais um clube de entretenimento
espiritual. Precisamos recuperar a urgência de formar discípulos que não
perguntem "o que a igreja pode fazer por mim?", mas sim "como
minha vida pode glorificar a Deus hoje?". O sucesso bíblico é medido pela
fidelidade no uso dos recursos divinos para o bem comum. Se a nossa
"autorrealização" não resulta em benefício para o próximo e glória
para Deus, ela é apenas uma forma batizada de egoísmo.
Portanto, o chamado ao serviço é um
convite à liberdade. Ao servirmos, somos libertos da tirania de ter que provar
o nosso valor o tempo todo, pois o nosso valor já foi estabelecido na Cruz. A
aplicação prática para o jovem cristão é transformar sua ambição em intercessão
e ação. Use sua vida como um instrumento de bênção. Quando você serve com
excelência e humildade, você cria uma "curiosidade santa" nas pessoas
ao seu redor, apontando para Aquele que não veio para ser servido, mas para dar
a sua vida em resgate de muitos. O serviço é a nossa mais poderosa forma de
pregação.
[1] ARRINGTON, French L.; STRONSTAD,
Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento. Rio de
Janeiro: CPAD, 2003.
[2] BRUNELLI, Walter. Teologia para
Pentecostais: Uma Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel,
2016.
[3] COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy.
O cristão na cultura de hoje. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
[4] GILBERTO, Antonio. Manual de
Escola Dominical. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
[5] HORTON, Stanley M. Teologia
Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.
[6] STAMPS, Donald (Ed.). Bíblia de
Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.
[7] SILVA, Zaqueu Moreira de Oliveira
(Org.). Declaração de Fé das Assembleias de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
📌 III. CONSEQUÊNCIAS
DO HUMANISMO
1.
Vazio de sentido.
Sem Deus, a existência perde seu eixo. Quando tiramos Deus do centro das nossas
vidas, tudo fica sem sentido (Rm 11.36). Muitos, mesmo com sucesso e
reconhecimento, sentem um profundo vazio. O Humanismo promete autonomia, mas
oferece solidão e desorientação espiritual. O homem foi feito para Deus, e sem
Ele, todo esforço é vão. A Bíblia mostra que o sentido da vida está em conhecer
a Deus (Jo 17.3). Quando o ser humano ignora seu Criador, ele perde sua
identidade, pois foi feito para ter um relacionamento com o Senhor. O vazio
existencial é o eco da alma que perdeu seu referencial. Além disso, o
sofrimento se torna insuportável quando não há uma perspectiva eterna (Rm
8.18). A fé oferece consolo, propósito no meio das dores e esperança além da
morte (1Pe 1.3). O Humanismo, por outro lado, silencia diante da angústia e da
finitude.
👉 Comentário: Você já sentiu a estranha sensação de estar em uma
festa lotada, com música alta e risadas, mas, no fundo, ser tomado por uma
solidão avassaladora? Isso é o que o humanismo secular tenta esconder sob
camadas de entretenimento e conquistas: o homem moderno é um gigante de gesso,
com um exterior imponente e um interior oco. O humanismo nos prometeu que, ao
matarmos a ideia de Deus, seríamos finalmente donos do nosso destino, mas o que
ele entregou foi um deserto de significados. Sem o Eixo Divino, a existência
humana não é um voo de liberdade, mas uma queda livre no vácuo. Quando o
"eu" se torna o centro, o universo encolhe até se tornar uma cela
claustrofóbica. A teologia paulina em Romanos 11:36 estabelece o fundamento de
toda a realidade: "Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as
coisas". No grego, as preposições ek, dia e eis formam o ciclo completo da
existência. Sem esse ciclo, a vida torna-se linear e termina no cemitério. Quando
o homem tenta romper esse ciclo, ele sofre uma "amnésia de
identidade". O vazio existencial não é uma doença psicológica, mas um
sintoma teológico: é o eco de uma alma que foi projetada para o infinito, mas
tenta se satisfazer com o que é finito.
O humanismo secular oferece
autonomia, mas o termo grego autonomia significa "ser a sua própria
lei". O problema é que uma lei sem legislador é apenas um capricho.
Stanley Horton, na Teologia Sistemática Pentecostal, argumenta que a criatura
só encontra sua definição no Criador. Quando ignoramos Deus, perdemos o nosso
referencial de "Norte". João 17:3 nos diz que a vida eterna é
conhecer (ginōskō) a Deus. Este não é um conhecimento intelectual de dados, mas
uma intimidade relacional. Sem essa conexão, o ser humano é como um espelho
voltado para a parede: ele possui a capacidade de refletir a glória, mas só
enxerga a própria sombra.
Um dos silêncios mais cruéis do
humanismo ocorre diante do sofrimento. Para a filosofia secular, a dor é um
erro biológico ou um azar estatístico, o que torna a angústia insuportável por
ser desprovida de propósito. Contudo, a perspectiva pentecostal, fundamentada
em Romanos 8:18, nos ensina que as aflições deste tempo não podem ser
comparadas com a glória (doxa) que em nós há de ser revelada. Como observa o
teólogo Gutierres Fernandes Siqueira, expoente da nova geração de pensadores
assembleianos, a fé não é um anestésico que nega a dor, mas uma lente que a
ressignifica. O sofrimento no Reino de Deus é pedagógico e transitório; no
humanismo, ele é trágico e terminal.
A esperança cristã, conforme descrita
em 1 Pedro 1:3, é uma "esperança viva" (elpida zōsan). Ela não é um
desejo vago de que as coisas melhorem, mas uma certeza ancorada na ressurreição
de Cristo. O humanismo emudece diante da morte, oferecendo apenas o
esquecimento ou o legado genético como consolo. A Bíblia, porém, oferece a
vitória sobre o último inimigo. Walter Brunelli destaca que a escatologia
cristã não é sobre o fim do mundo, mas sobre a restauração de todas as coisas.
Para o jovem que vive em um mundo ansioso e desorientado, saber que existe um
propósito além da finitude é o que mantém a sanidade em meio ao caos.
Portanto, o vazio que o mundo sente
é, na verdade, uma fome de Deus disfarçada de outras fomes. A aplicação prática
para esta lição é o convite ao retorno. Não adianta decorar a casa da alma se o
Morador principal foi expulso. O jovem cristão deve entender que sua identidade
não é construída pelo que ele faz, mas por Quem o criou e o resgatou. O sentido
da vida não é algo que criamos para nós mesmos; é algo que descobrimos quando
nos rendemos Àquele que nos deu a vida. Somente quando Deus volta ao centro é
que todas as outras peças da existência finalmente se encaixam.
[1[ ALVES, Eduardo Leandro. Entre a
Verdade e o Engano: O Cristão e as Correntes de Pensamento Modernas. Rio de
Janeiro: CPAD, 2024.
[2] BRUNELLI, Walter. Teologia para
Pentecostais: Uma Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel,
2016.
[3] GILBERTO, Antonio. A Bíblia
através dos Séculos. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
[4] HORTON, Stanley M. Teologia
Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.
[5] SIQUEIRA, Gutierres Fernandes.
Autoridade Bíblica e Experiência no Espírito. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.
[6] STAMPS, Donald (Ed.). Bíblia de
Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.
[7] SILVA, Zaqueu Moreira de Oliveira
(Org.). Declaração de Fé das Assembleias de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
2.
Relativismo moral.
Vivemos dias em que muitos rejeitam a ideia de uma verdade absoluta. Sem ela,
cada um passa a definir o que é certo e errado de acordo com as suas próprias
convicções. Isso gera confusão ética e promove uma cultura em que tudo é
permitido, desde que satisfaça o indivíduo. Mas será que isso agrada a Deus? O
resultado é uma sociedade moralmente fragmentada e espiritualmente doente. O
Humanismo não oferece base sólida para valores objetivos. Se o homem é o
padrão, então os padrões mudam com o tempo, as culturas e os desejos. Isso abre
espaço para que injustiças e abusos sejam tolerados sob a desculpa da liberdade
pessoal. A Bíblia, por outro lado, apresenta princípios morais imutáveis, que
refletem o caráter de Deus (Is 40.8). Esses valores protegem a dignidade
humana, orientam as relações e mantêm a sociedade em ordem. Sem eles, reina o
caos com desordem e sofrimento. A Igreja deve ser luz (Mt 5.13,14) em meio às
trevas morais, afirmando com clareza e graça os valores do Reino. Isso exige
coragem, mas também compaixão, pois muitos estão confusos e carecem da verdade
libertadora do Evangelho (Jo 8.32).
👉 Comentário: O Naufrágio Ético do "Cada Um na Sua": A
Rocha da Verdade contra a Areia do Relativismo. Imagine que você está em um
navio em alto-mar durante uma tempestade e, de repente, descobre que a bússola
não aponta mais para o Norte, mas para onde cada marinheiro acha que o Norte
deveria estar. O resultado não é liberdade de navegação; é um naufrágio
iminente. Esse é o "triplex" que precisamos instalar na mente dos
nossos jovens: o relativismo moral não é uma conquista de liberdade, é o
desmantelamento da segurança. Quando o humanismo secular retira Deus do centro
e coloca as preferências individuais como o padrão ético, ele não cria uma
sociedade livre, mas uma sociedade fragmentada, onde o "certo" é
apenas o que o grupo mais forte ou a emoção mais intensa decide no momento.
O relativismo moral fundamenta-se na
negação de uma verdade absoluta (alētheia). No grego clássico e bíblico, a
verdade não é uma opinião, mas a realidade nua e crua como Deus a vê. Sem um
padrão transcendente, a moralidade torna-se "líquida". Se o homem é a
medida de todas as coisas, então não existe pecado, apenas "pontos de
vista". A Teologia Pentecostal, fundamentada na Declaração de Fé da CPAD,
afirma que a moralidade não é um contrato social evolutivo, mas um reflexo do
caráter imutável de Deus. Quando a cultura tenta mudar o padrão, ela não está
evoluindo; está apenas se perdendo.
O profeta Isaías nos lembra que
"a palavra de nosso Deus permanece para sempre" (Is 40:8). Enquanto o
humanismo secular oferece uma ética de areia movediça, a Bíblia oferece a
Rocha. Stanley Horton, em sua Teologia Sistemática, destaca que os mandamentos
de Deus não são restrições para tolher nossa felicidade, mas trilhos para
proteger nossa dignidade. O relativismo moral, sob o disfarce de
"tolerância", acaba por tolerar a injustiça, pois se não existe um
mal absoluto, também não pode haver um bem absoluto. Sem o Nomos (Lei) de Deus,
o que resta é a anomia, o estado de caos onde o desejo individual atropela o
direito do próximo.
Jesus chamou Seus discípulos para
serem "sal da terra" e "luz do mundo" (Mt 5:13-14). O sal
preserva da podridão e a luz dissipa a confusão. O Comentário Bíblico
Pentecostal ressalta que a Igreja não deve apenas "denunciar" o
relativismo, mas "demonstrar" a beleza de uma vida pautada por
valores eternos. Isso exige o que o teólogo Gutierres Fernandes Siqueira chama
de "firmeza mansa": a coragem de dizer o que é certo e errado sem
perder a compaixão por aqueles que foram enganados pela filosofia deste século.
A verdade sem graça é um porrete; a graça sem verdade é um engano. O Evangelho
oferece ambos.
A promessa de Jesus em João 8:32 é o
xeque-mate no relativismo: "e conhecereis a verdade, e a verdade vos
libertará". A liberdade bíblica (eleutheria) não é o direito de fazer o
que se quer, mas o poder de fazer o que se deve. O jovem que vive sob o
relativismo é escravo de seus próprios impulsos e da pressão do grupo; o jovem
que vive sob a Verdade de Cristo é livre para ser quem Deus o criou para ser. O
humanismo silencia diante do caos moral, mas a Igreja proclama que há um
Caminho, uma Verdade e uma Vida que não mudam com as estações.
Portanto, esta lição convoca o jovem
a uma postura de resistência intelectual e espiritual. Não aceite a ideia de
que "cada um tem a sua verdade". Se a verdade é relativa, a própria
frase "a verdade é relativa" é uma contradição. A aplicação prática é
clara: firme seus pés nas Escrituras. Em um mundo que celebra o eclipse da
moralidade, seja aquele que aponta para o Sol da Justiça. O relativismo morre
na praia da realidade, mas a Palavra de Deus permanece como o único mapa
confiável para atravessar a escuridão deste século.
[1] ALVES, Eduardo Leandro. Entre a
Verdade e o Engano: O Cristão e as Correntes de Pensamento Modernas. Rio de
Janeiro: CPAD, 2024.
[2] GILBERTO, Antonio (Ed.). Bíblia
de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.
[3] GONÇALVES, José. A Supremacia das
Escrituras: A Inspiração, a Inerrância e a Infalibilidade da Palavra de Deus.
Rio de Janeiro: CPAD, 2021.
[4] HORTON, Stanley M. Teologia
Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.
[5] SIQUEIRA, Gutierres Fernandes.
Autoridade Bíblica e Experiência no Espírito. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.
[6] STAMPS, Donald (Ed.). Bíblia de
Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.
[7] SILVA, Zaqueu Moreira de Oliveira
(Org.). Declaração de Fé das Assembleias de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
3.
Igreja em missão.
Em face ao avanço do Humanismo, a Igreja não pode se calar. A nossa missão é
proclamar que o homem não é o centro do universo, mas que sua verdadeira
grandeza está em ser amado por Deus e reconciliado com Ele por meio de Jesus
(Rm 11.36). A identidade humana não se encontra em conquistas, mas em Cristo. A
igreja precisa formar discípulos que compreendam essa verdade e vivam de modo
contracultural, na contramão do sistema deste mundo e apontando para a glória
de Deus em cada área da vida. Isso inclui ensinar uma cosmovisão bíblica,
discipular as novas gerações e engajar-se na sociedade com compaixão e firmeza
doutrinária. O Evangelho é a resposta aos dilemas do coração humano, e a Igreja
é quem carrega essa mensagem. A missão da Igreja é lembrar ao mundo de que a
verdadeira esperança não está na humanidade, na ciência ou na política, mas em
Deus (Cl 1.27). Somente em Cristo encontramos salvação, direção e sentido para
viver.
👉 Comentário: Imagine a Igreja não como um museu de ideias
antigas, mas como um posto de resgate avançado em meio a um oceano revolto. O
humanismo secular é a correnteza invisível, mas poderosa, que tenta arrastar
cada jovem para o abismo do antropocentrismo, a crença de que o homem é a
medida de todas as coisas. O que precisamos instalar na mente de nossa
juventude é que a Igreja não existe para se adaptar ao mundo, mas para ser sua
consciência profética. Se o mundo diz que você é o centro, a Igreja proclama que
você é um satélite criado para orbitar a Glória de Deus. Nossa missão não é
apenas "sobreviver" ao humanismo, mas oferecer o antídoto do
Evangelho a uma geração que está morrendo de overdose de si mesma.
A base de nossa proclamação é a
soberania absoluta de Deus, como sintetizado em Romanos 11:36. No pensamento
assembleiano, conforme articulado pelo saudoso Antonio Gilberto, a missão da
Igreja é tripla: glorificar a Deus, edificar os santos e evangelizar o mundo. O
avanço do humanismo exige que recuperemos a urgência da evangelização
intelectual e prática. Precisamos ensinar que a verdadeira grandeza humana não
nasce da "autoafirmação", mas da "reconciliação"
(katallagē). No grego, esse termo descreve a restauração de um relacionamento
quebrado. O humanismo tenta remendar o homem com ideologias; a Igreja apresenta
o Mediador, Jesus Cristo, como a única ponte sobre o abismo existencial.
Viver de modo contracultural, como
propõe o texto, exige o que o teólogo pentecostal contemporâneo Kenner Terra
define como uma "identidade firmada na experiência com o Espírito".
Não se trata apenas de dizer "não" ao sistema do mundo, mas de dizer
um "sim" tão vibrante a Cristo que o pecado perca seu brilho. O
apóstolo Paulo nos chama a não sermos "conformados" (syschēmatizō:
tomar a forma de um molde) com este século (Rm 12:2). Discipular as novas
gerações significa fornecer a elas uma cosmovisão bíblica, um par de lentes
teológicas que lhes permita enxergar a mentira por trás do marketing da
autonomia e a beleza por trás do serviço sacrificial.
Stanley Horton, em sua Teologia
Sistemática, reforça que a Igreja é uma comunidade carismática em missão. Isso
significa que nossa resistência ao humanismo não é feita apenas com argumentos
lógicos, mas com a demonstração do poder de Deus. Onde o humanismo oferece
solidão, a Igreja oferece koinonia; onde o humanismo oferece relativismo, a
Igreja oferece a Rocha da Verdade. O Comentário Bíblico Beacon destaca que a
"esperança da glória" em Colossenses 1:27 não é um desejo vago, mas a
presença real de Cristo em nós. É essa presença que nos permite engajar na
sociedade com "compaixão e firmeza", sem negociar a doutrina, mas
também sem fechar o coração para as dores da humanidade.
Charles Colson e Nancy Pearcey
alertam que uma Igreja que não compreende o seu papel cultural acaba sendo
absorvida pela cultura. Portanto, a missão da Igreja hoje é pedagógica e
missional: precisamos formar mentes que pensem biblicamente e corações que
batam no ritmo do Reino. O Evangelho é a única resposta que sobrevive ao teste
da realidade, pois ele trata do problema real (o pecado) e oferece a solução
real (a graça). A ciência e a política têm seus lugares como instrumentos de
gestão da vida terrena, mas apenas Cristo oferece o telos, o propósito final e
a direção eterna.
Portanto, jovem, entenda que ser
Igreja é ser um sinal do Reino de Deus em território estrangeiro. Sua missão
não é ser "relevante" para o mundo nos termos dele, mas ser fiel a
Deus nos termos Dele. A aplicação prática desta lição é o engajamento
consciente: estude, trabalhe e viva com a consciência de que tudo o que você
faz é um ato de adoração que aponta para Cristo. A esperança do mundo não
reside em um novo sistema humano, mas na manifestação dos filhos de Deus que
sabem quem são em Cristo e para onde estão indo.
[1] ALVES, Eduardo Leandro. Entre a
Verdade e o Engano: O Cristão e as Correntes de Pensamento Modernas. Rio de
Janeiro: CPAD, 2024.
[2] COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy.
O cristão na cultura de hoje. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
[3] GILBERTO, Antonio. A Bíblia
através dos Séculos. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
[4] HORTON, Stanley M. Teologia
Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.
[5] SIQUEIRA, Gutierres Fernandes;
TERRA, Kenner. Autoridade Bíblica e Experiência no Espírito. Rio de Janeiro:
CPAD, 2020.
[6] STAMPS, Donald (Ed.). Bíblia de
Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.
[7] SILVA, Zaqueu Moreira de Oliveira
(Org.). Declaração de Fé das Assembleias de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
📌
CONCLUSÃO
Nesta lição, vimos que o Humanismo é
uma falácia ao ignorar a verdade bíblica sobre nossa condição caída e a
necessidade de Deus. A fé cristã afirma que somos valiosos aos olhos de Deus,
mas somente encontramos propósito e redenção em Cristo. Devemos permanecer
vigilantes e fiéis, usando nossos talentos para glorificar a Deus e lembrar aos
outros que só em Cristo reside a verdadeira esperança para a humanidade. A
Igreja, portanto, é chamada a ser um farol de verdade e graça em um mundo
centrado no homem, mas carente de Deus.
👉 Comentário: Se você fosse colocado hoje em uma ilha deserta, a
sua primeira reação seria construir um monumento à sua própria inteligência ou
olhar para o céu em busca de socorro? O humanismo secular escolhe o monumento,
mas a história bíblica prova que, sem o Socorro Divino, o monumento torna-se
apenas a lápide de uma civilização exaurida. Ao longo desta jornada,
desmascaramos a falácia de que a autonomia humana é o ápice da existência; na
verdade, a união entre a consciência da nossa ruína (Queda) e a total submissão
à soberania de Cristo (Redenção) é o único alicerce que permite ao jovem
cristão alcançar uma identidade inabalável em um mundo líquido.
O valor que aprendemos aqui é
revolucionário: sua dignidade não é um troféu conquistado pelo seu esforço, mas
um selo impresso pelo Criador. A Imago Dei em você é o que lhe confere valor,
mas é o Novo Nascimento que lhe confere propósito. A síntese ativa desta lição
revela que o conhecimento bíblico, quando divorciado da dependência do Espírito
Santo, é apenas erudição estéril. Entretanto, quando você alinha sua vocação
técnica e profissional ao serviço do Reino, você deixa de ser um mero
espectador da cultura para se tornar um agente de transformação teocêntrica. O
"E daí?" desta lição é contundente: se você abraçar essa dependência
hoje, em pouco tempo sua vida será um referencial de paz e direção; se
ignorá-la, continuará escravo da ansiedade de ter que ser o "deus" da
sua própria história.
Para que este conhecimento não seja
apenas entretenimento teológico, apresento o seu roteiro de Primeiros Passos:
comece submetendo sua agenda e suas ambições ao crivo da Palavra; identifique
onde o "eu" tem ocupado o trono e peça ao Espírito Santo que reassuma
o controle. A Igreja não é um clube de autoajuda, mas um farol de verdade que
brilha mais forte quanto mais escura é a noite do humanismo. O conhecimento sem
a rendição é apenas orgulho batizado. O que você vai edificar a partir de
agora: uma torre para sua própria glória ou um altar para a Glória de Deus?
Ao concluir esta preciosa lição,
podemos extrair três Aplicações Práticas para a Vida Diária:
1 O Teste da Dependência (Oração Decisional): Antes de tomar qualquer decisão
importante nesta semana (seja nos estudos, namoro ou carreira), não consulte
primeiro a sua lógica ou as redes sociais. Dedique 15 minutos de silêncio
diante de Deus, entregando seu "entendimento próprio" e pedindo que
Ele "endireite suas veredas".
2. Serviço como Antídoto ao Ego: Identifique uma necessidade real na sua igreja ou
comunidade onde você possa servir de forma anônima. Use um talento seu (música,
design, organização ou limpeza) sem buscar reconhecimento. Isso quebrará a
lógica humanista da autorrealização e treinará seu coração para o discipulado
real.
3. Filtro de Cosmovisão: Ao consumir qualquer conteúdo de entretenimento ou
acadêmico (filmes, aulas, podcasts), faça a pergunta: "Onde este conteúdo
está tentando colocar o homem no lugar de Deus?". Pratique a análise
crítica para identificar as sutilezas do humanismo e reafirme a verdade bíblica
sobre aquele assunto.
📌
HORA DA REVISÃO
1. O que o Humanismo proclama?
O Humanismo proclama que o homem
pode, por si só, alcançar paz, progresso e bem-estar, acreditando que o avanço
da ciência, da tecnologia e da educação poderá resolver todos os males da
humanidade, sem precisar recorrer ao Criador.
2. Em quem está a verdadeira sabedoria?
A verdadeira sabedoria está em
Cristo.
3. Em que o pecado introduziu uma
ruptura?
O pecado introduziu uma ruptura na
relação do homem com Deus, consigo mesmo e com o próximo.
4. Em que está o sentido da vida?
A Bíblia mostra que o sentido da vida
está em conhecer a Deus (Jo 17.3).
5. Como a Igreja deve responder ao
avanço do Humanismo?
Em face ao avanço do Humanismo, a
Igreja não pode se calar. A nossa missão é proclamar que o homem não é o centro
do universo, mas que sua verdadeira grandeza está em ser amado por Deus e
reconciliado com Ele por meio de Jesus (Rm 11.36).
VALIDAÇÃO:
Francisco Barbosa | @pr.asssis
Pastor, Teólogo e Pós-graduado em Exegese Bíblica (Cidade Viva|Martin
Bucer|FATEB)
Psicanalista Clínico e Especialista em Tratamento de Vícios (FATEB|Neuroscience
International Academy LLC-EUA)
Professor de Escola Dominical desde 1994
Pastor na Igreja de Cristo no Brasil | Campina Grande-PB
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