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🔥 SUBSÍDIOS EXEGÉTICOS E PROFUNDOS PARA PROFESSORES

16 de dezembro de 2015

JOVENS - Lição 12: Relacionamentos solidários



Lição 12: Relacionamentos solidários
Data: 20 de Dezembro de 2015

TEXTO DO DIA
“A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo” (Tg 1.27).

SÍNTESE
A misericordiosa solidariedade de Deus em Cristo motiva os homens a se compadecer e socorrer o próximo em suas necessidades.

AGENDA DE LEITURA
SEGUNDA — Sl 103.17 - A misericórdia de Deus é eterna
TERÇA — Sl 106.1-48 - Louvor a Deus por sua infinita misericórdia
QUARTA — Zc 7.9 - Imperativo à justiça e misericórdia humanas
QUINTA — Tg 2.13 - Juízo sem misericórdia aos inclementes
SEXTA — Lc 10.25-37 - Solidariedade em ação
SÁBADO — Hb 2.17 - Jesus misericordioso e fiel sacerdote

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • DEFINIR solidariedade;
  • COMPREENDER a solidariedade na Bíblia;
  • ENVOLVER-SE com atividades voluntárias.

INTERAÇÃO
Esperamos que as lições ministradas tenham trazido renovação na vida dos alunos. Não podemos esperar menos quando a Palavra de Deus está em ação! Ela não retorna a Deus sem antes cumprir seus propósitos. É maravilhoso observar o crescimento espiritual e social dos alunos a partir de um fundamento tão sólido como as Escrituras. Que o Senhor continue abençoando sua vida, dádiva do amor de Jesus.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, solidariedade, bondade e benignidade são o amor em ação. Proponha à classe, a possibilidade de se realizar neste domingo uma atitude bondosa e benigna para alguém ou uma família, seja ela cristã ou não. Esta visita pode ser feita a um aluno da Escola Dominical, ou a um parente necessitado dele. Procure saber qual a necessidade da pessoa ou família e, conforme a necessidade, recolha a contribuição dos alunos. Marque o horário da visita, reúna-se com o grupo na hora marcada, ore, leia Tiago 1.27 e faça a obra do Senhor. Lembre-se, as lições deste trimestre são mais práticas do que teóricas, mais interpessoais do que pessoais. Tratam da vida cristã em sua praticidade diária, e não apenas em suas doutrinas principais.

TEXTO BÍBLICO
Tiago 2.5-17.
5 — Ouvi, meus amados irmãos. Porventura, não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que o amam?
6 — Mas vós desonrastes o pobre. Porventura, não vos oprimem os ricos e não vos arrastam aos tribunais?
7 — Porventura, não blasfemam eles o bom nome que sobre vós foi invocado?
8 — Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás a teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis.
9 — Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado e sois redarguidos pela lei como transgressores.
10 — Porque qualquer que guardar toda a lei e tropeçar em um só ponto tornou-se culpado de todos.
11 — Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu, pois, não cometeres adultério, mas matares, estás feito transgressor da lei.
12 — Assim falai e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade.
13 — Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa sobre o juízo.
14 — Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé e não tiver as obras? Porventura, a fé pode salvá-lo?
15 — E, se o irmão ou a irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento cotidiano,
16 — e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e lhes não derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?
17 — Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO
Solidariedade é o amor em ação. Nestes dias em que o egocentrismo e a competitividade invadem a vida de milhões de pessoas, o cristão é desafiado a “remar contra a maré” do indiferentismo. Estender as mãos ao que tropeça, alimentar a boca faminta, vestir ao maltrapilho e visitar o enfermo são atitudes simples, mas com grande efeito sobre o necessitado. Nesta lição estudaremos os relacionamentos solidários. [Comentário: O termo solidariedade é de origem francesa <solidarité>. É um substantivo feminino que indica a qualidade de solidário e um sentimento de identificação em relação ao sofrimento dos outros, remete para uma responsabilidade recíproca - “Quando vocês fizeram isso ao mais humilde dos meus irmãos e irmãs, foi a mim que fizeram” (Mt 25.40). A solidariedade cristã não se mede pela quantidade de ajuda financeira que damos aos mais necessitados; mas pelas motivações reais que nos levaram a ajudar. Há caridosos materiais que não são sensíveis nem solidários às necessidades espirituais humanas. A solidariedade é descrita em muitas passagens da Bíblia, há dons espirituais especificamente ligados à prática de atos sociais generosos (Rm 12.8b). Nestes dias corridos, esse é um tema esquecido, os homens são egoístas. Somos ensinados a ignorar as pessoas e se preocupar somente com a nossa vida. Isso dificulta o exercício do amor cristão, pois a Palavra nos diz para amar os outros como amamos a nós mesmos (Mt 22.39). A solidariedade é exatamente deixar de olhar para nós mesmos e contemplar o outro. o mundo não consegue observar o que nós cremos a menos que consigamos evidenciá-lo com as nossas obras.]. Vamos pensar maduramente a fé cristã?

14 de dezembro de 2015

Lição 12: Isaque, o sorriso de uma promessa



Data: 20 de Dezembro de 2015

TEXTO ÁUREO
“E disse Sara: Deus me tem feito riso; e todo aquele que o ouvir se rirá comigo” (Gn 21.6).

VERDADE PRÁTICA
A promessa divina, ainda que pareça tardia, sempre nos sorri no momento certo e na estação apropriada.

LEITURA DIÁRIA
Segunda — Gn 18.10 - Deus promete a Abraão um herdeiro
Terça — Gn 21.1,2 - Deus é fiel, nasce o filho da promessa
Quarta — Gn 24.58-67 - Uma esposa para Isaque, o filho da promessa
Quinta — Gn 25.21 - Os filhos de Isaque, herdeiros da promessa
Sexta — Gn 27.1-46 - Isaque, o filho da promessa, abençoa seus filhos
Sábado — Gn 27,26 - Isaque, o filho bendito do Senhor

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Gênesis 21.1-8.
1 — E o SENHOR visitou a Sara, como tinha dito; e fez o SENHOR a Sara como tinha falado.
2 — E concebeu Sara e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo determinado, que Deus lhe tinha dito.
3 — E chamou Abraão o nome de seu filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, Isaque.
4 — E Abraão circuncidou o seu filho Isaque, quando era da idade de oito dias, como Deus lhe tinha ordenado.
5 — E era Abraão da idade de cem anos, quando lhe nasceu Isaque, seu filho.
6 — E disse Sara: Deus me tem feito riso; e todo aquele que o ouvir se rirá comigo.
7 — Disse mais: Quem diria a Abraão que Sara daria de mamar a filhos, porque lhe dei um filho na sua velhice?
8 — E cresceu o menino e foi desmamado; então, Abraão fez um grande banquete no dia em que Isaque foi desmamado.

HINOS SUGERIDOS
265, 295 e 315 da Harpa Cristã.

OBJETIVO GERAL
Saber que Deus é fiel e que Ele nos “sorri” e cumpre o que prometeu no momento certo e na estação própria.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
  • I. Conhecer a promessa de Deus a Abraão;
  • II. Saber que Isaque era o bem mais precioso de Abraão;
  • III. Mostrar como se deu o casamento de Isaque com Rebeca;
  • IV. Compreender que Isaque era o filho bendito que o Senhor havia prometido.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Deus havia prometido a Abraão um herdeiro, porém, sua idade e a da sua esposa já eram bem avançadas. Continuar esperando o cumprimento de uma promessa a essa altura da vida não parecia nada fácil. Mas, Deus é fiel e vela por sua palavra. Se Deus fez uma promessa a você, creia que no tempo certo ela se cumprirá. Todavia, Sara querendo resolver a situação do seu jeito pede que Abraão tenha um filho com sua escrava Agar. A princípio, parecia que o plano de Sara havia dado certo, porém, depois que o filho da promessa nasceu, começaram os conflitos. Abraão teve que lançar seu filho fora. Mas Deus não havia lançado fora Ismael. O Senhor livra o menino e sua mãe da aflição do deserto e transforma um caso que a princípio parecia de fracasso e morte, em bênção. Deus abençoou Ismael, mas Isaque era o filho da promessa e por seu intermédio, Deus cumpriria seu concerto com Abraão.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Já haviam se passado 24 anos desde que Abraão saíra de Ur dos Caldeus. E, apesar da promessa que o Senhor lhe fizera quanto à posse das terras de Canaã, o patriarca continuava sem herdeiros. Ele já estava com 99 anos e Sara beirando à casa dos 90. Numa idade tão avançada, teriam eles ainda o prazer de embalar o próprio filho? Para Deus nada é impossível. O Senhor prometeu ao patriarca que um filho haveria de nascer-lhe do ventre amortecido de Sara. Esta, ao ouvir a boa-nova, ri-se do que Deus disse. Logo ela veria que apesar de seu riso, o Senhor cumpriria sua promessa. Ele sempre nos surpreende em nossas limitações. [Comentário:“ Sabemos, pelas palavras de Estêvão, de fato, que Deus chamou(1) Abrão enquanto ele ainda morava em Ur(2) dos caldeus, na Mesopotâmia, antes que ele viesse a Harã (At 7.2,3). Com 75 anos de idade, Abraão deixa Harã e segue para Canaã levando consigo a Sarai, esposa e sua meia-irmã, e seu sobrinho, Ló, e no coração, a fé na promessa de Deus – hoje, com esta idade, há muito já estaríamos aposentados e sem esperar mais das promessas do Senhor. Há alguns estudiosos que afirmam que ele estava errado em levar Ló consigo, já que lhe foi dito para deixar sua família. Observe Gênesis 13.14-15. No capítulo 12 de Gênesis, Deus chama Abraão, faz com ele aliança e promete-lhe que ele seria pai de uma multidão de nações. Contudo, sem filhos seria impossível que a promessa de Deus se cumprisse, Abraão não podia crer que um Deus tão poderoso deixaria que um servo herdasse as promessas; ele cria que Deus poderia lhe dar um filho. Esta promessa exigia fé por parte de Abrão, pois era óbvio que ele já era idoso, e que Sarai, sua esposa, era incapaz de ter filhos (Gn 11.30). Passar-se-iam muitos anos antes que Abrão entendesse inteiramente que este herdeiro que Deus prometera viria da união dele com Sarai. Em Gênesis 17.1, treze anos após o nascimento de Ismael e vinte e quatro anos depois da promessa original, Deus renova suas promessas “...Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos”; Isaque (que significa ele riu, em alusão aos risos de incredulidade de Abraão (Gn 17.17), de Sara (Gn 18.12-15), e de alegria pelo nascimento do filho (Gn 21.5-7).), o filho da promessa, finalmente nasceu no lar do centenário Abraão “...E disse Sara: Deus me tem feito riso; e todo aquele que o ouvir se rirá comigo.” (Gn 21.6).]
(1) Embora pareça, por uma leitura superficial de Gênesis (11:31-12:1), que Deus chamou Abrão quando este estava em Harã, pelo relato contraditório de Estêvão, Deus o chamou na Mesopotâmia, antes dele viver em Harã; os dois relatos podem ser harmonizados ao se notar que Gn. 11:27-32 é um parêntese da geração de Terá, introduzido por um waw disjuntivo, e que Gn. 12:1, introduzido por um waw consecutivo, continua a narrativa principal que foi interrompida em Gn. 11:26.” Bruce Waltke, Unpublished Class Notes, Dallas Theological Seminary, pp. 14-15.
(2) “A cidade de Ur, no baixo Eufrates, foi um grande centro populacional, e rendeu extensas informações das tumbas reais que foram escavadas sob a direção de Sir Leonard Wooley e o patrocínio do Museu Britânico e do Museu da Universidade da Pensilvânia. Embora nenhuma evidência direta da residência de Abraão esteja disponível, o importante é que a cidade de Ur reflete a longa história anterior à época de Abrão, possuindo um elaborado sistema de escrita, instalações educacionais, cálculos matemáticos, registros religiosos, de negócios e de arte. Isto demonstra o fato de que Ur possa ter sido uma das maiores e mais abastadas cidades na área do Tigre-Eufrates quando Abraão emigrou da região norte para Harã.” Schultz, “Abraão”, ZPEB, I, p. 22


9 de dezembro de 2015

JOVENS-Lição 11: Relacionamento e Perdão



Lições Bíblicas CPAD – Jovens - 4º Trimestre de 2015
Título: Estabelecendo relacionamentos saudáveis — Vivendo e aprendendo a viver
Comentarista: Esdras Costa Bentho


Lição 11: Relacionamento e perdão
Data: 13 de Dezembro de 2015

TEXTO DO DIA
“Então, Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete, mas até setenta vezes sete” (Mt 18.21,22).

SÍNTESE
A doutrina bíblica do perdão é um bálsamo santo sobre a consciência pecaminosa do homem e uma ponte para relacionamentos rompidos.

AGENDA DE LEITURA
SEGUNDA — 1Co 13.1-13 - Perdão é o amor em ação
TERÇA — Gn 45.1-14 - O perdão irrestrito de José
QUARTA — At 7.54-60 - O perdão orante de Estêvão
QUINTA — Sl 51.1-19 - Suplicando o perdão divino
SEXTA — Mt 6.9-15 - Exortação ao perdão
SÁBADO — Mt 5.43-48 - O perdão conduz à perfeição

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • DEFINIR perdão nas línguas bíblicas;
  • DESFAZER os equívocos sobre o perdão;
  • PRATICAR o perdão como uma dádiva.

INTERAÇÃO
Professor, como orientadores de nossos alunos, precisamos sempre estar em comunhão com nosso Senhor Jesus Cristo. Não somos apenas “transmissores” de doutrinas, mas profetas para a presente geração. Deste modo, é necessário que vigiemos para que a inquietação da vida cotidiana não subtraia os instantes que costumamos dedicar à comunhão diária com Cristo. Trabalho, estudo, tempo gasto no trânsito, nas filas — tudo coopera para a fragilidade dos relacionamentos seja social, seja espiritual. Contudo, precisamos nos dedicar a oração, ao estudo da Palavra e adoração ao Senhor. Não é possível influenciar nossos alunos apenas com palavras é preciso exemplo!

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Nesta lição estudaremos um tema muito conhecido pelos cristãos: a prática do perdão. Embora conhecido enquanto doutrina, muitos cristãos não perdoam com facilidade os agravos cometidos. Por isso é necessário sempre retornar ao assunto. O perdão envolve um ofensor (aquele que cometeu a ofensa) e um ofendido (aquele que sofreu a ofensa). Quem administra o perdão é este último. A ele cabe o dever de perdoar a ofensa cometida. Assim, oriente aos alunos a respeito do valor do perdão como mandamento divino e como saúde para as emoções e relacionamentos.

TEXTO BÍBLICO
Mateus 18.21-35.
21 — Então, Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?
22 — Jesus lhe disse: Não te digo que até sete, mas até setenta vezes sete.
23 — Por isso, o Reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos;
24 — e, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos.
25 — E, não tendo com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher, e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a dívida se lhe pagasse.
26 — Então, aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei.
27 — Então, o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida.
28 — Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem dinheiros e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves.
29 — Então, o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei.
30 — Ele, porém, não quis; antes, foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida.
31 — Vendo, pois, os seus conservos o que lhe acontecia, contristaram-se muito e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara.
32 — Então, o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste.
33 — Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti?
34 — E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia.
35 — Assim vos fará também meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO

A doutrina do perdão é um dos grandes pilares dos ensinos do Novo Testamento. Não é possível ser verdadeiro imitador de Cristo sem o exercício do perdão. Jesus não apenas perdoou como também ensinou o perdão, seja por parábolas, seja por ensinos diretos. O perdão vence os sentimentos de ira e vingança e estabelece a paz entre Deus e o homem e entre o homem e o seu próximo. Nesta lição estudaremos a doutrina do perdão e sua importância nas interações humanas. [Comentário: O relacionamento entre pessoas tem sido complicado desde a criação, como também o relacionamento entre homem e Deus. Isso é devido à deformação na forma de ver as coisas. Como ficará claro ao longo desta lição, a palavra grega traduzida como "perdoar" significa literalmente cancelar ou remir, isti é, liberação ou cancelamento de uma obrigação. Foi algumas vezes usada no sentido de perdoar um débito financeiro. O conceito bíblico de perdão deriva do entendimento de que o pecador é um devedor espiritual; uma pessoa se torna devedora quando transgride a lei de Deus (1Jo 3.4). Deus nos tem perdoado em Cristo uma multidão de pecados pelos quais jamais poderíamos pagar para satisfazer à justiça da santidade divina, e assim como Ele nos perdoou em Cristo, também devemos perdoar. O exercício do perdão caracteriza um cristão verdadeiro e é por causa de sua falta que somos disciplinados pelo Senhor com os Seus juízos corretivos quando nos deixamos vencer por mágoas, ressentimentos e amarguras contra o nosso próximo, seja por qual motivo for.]

8 de dezembro de 2015

Lição 11: Melquisedeque Abençoa Abraão



Lição 11
13 de  Dezembro  de 2015 
Dia da Bíblia

Melquisedeque Abençoa Abraão

TEXTO ÁUREO
"E abençoou-o e disse: Bendito seja Abrão do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra." (Gn 14.19)[Comentário:O escritor entende que o fato de Melquisedeque abençoar Abraão indica que Melquisedeque é maior do que Abraão (Hb 7.7). Impetrar a bênção e receber o dízimo do espólio, nesse caso, demonstram claramente a superioridade de Melquisedeque sobre Abraão.]
VERDADE PRÁTICA
A bênção de Melquisedeque não se limitou a Abraão, mas alcança todos os que recebem Jesus Cristo como sacerdote eterno. 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Hb 7.1 - Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote de Deus
Terça - Hb 7.2 - Melquisedeque, rei de Salém e rei de justiça
Quarta - Hb 7.3 - Melquisedeque, um sacerdócio eterno
Quinta - Gn 14.20 - Melquisedeque recebe os dízimos de Abraão
Sexta - Gn 14.18 - Melquisedeque traz pão e vinho a Abraão
Sábado - Sl 110.4 - Jesus, Sacerdote da ordem de Melquisedeque
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 14.12-20
12 - Também tomaram a Ló, que habitava em Sodoma, filho do irmão de Abrão, e a sua fazenda e foram-se. 
13 - Então, veio um que escapara e o contou a Abrão, o hebreu; ele habitava junto dos carvalhais de Manre, o amorreu, irmão de Escol e irmão de Aner; eles eram confederados de Abrão. 
14 - Ouvindo, pois, Abrão que o seu irmão estava preso, armou os seus criados, nascidos em sua casa, trezentos e dezoito, e os perseguiu até Dã. 
15 - E dividiu-se contra eles de noite, ele e os seus criados, e os feriu, e os perseguiu até Hobá, que fica à esquerda de Damasco. 
16 - E tornou a trazer toda a fazenda e tornou a trazer também a Ló, seu irmão, e a sua fazenda, e também as mulheres, e o povo. 
17 - E o rei de Sodoma saiu-lhes ao encontro (depois que voltou de ferir a Quedorlaomer e aos reis que estavam com ele) no vale de Savé, que é o vale do Rei. 
18 - E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e este era sacerdote do Deus Altíssimo. 
19 - E abençoou-o e disse: Bendito seja Abrão do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; 
20 - e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E deu­lhe o dízimo de tudo.

OBJETIVO GERAL
Saber que a bênção de Melquesideque não se limitou a Abraão, mas alcança a todos que pela fé receberam a Jesus como Salvador

HINOS SUGERIDOS: 82, 126,198 da Harpa Cristã

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
1.           Saber a respeito de Melquisedeque como rei de Salém;
2.           Analisar a vida de Abraão como gentio;   
3.           Mostrar que Melquisedeque ao trazer pão e vinho a Abraão abençoa o patriarca.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado professor, animado para o estudo e o preparo de mais uma lição? Esperamos que sim, pois um professor entusiasmado e bem preparado é importante, fundamental no processo de ensino-aprendizagem. Na lição de hoje, estudaremos a respeito de dois personagens: Melquisedeque e Abraão. Segundo o pastor Claudionor de Andrade, a história de Melquisedeque é pequena, mas a teologia e a sua importância são grandes. Melquisedeque era rei de Salém, que mais tarde veio a se tornar Jerusalém. Ele é um tipo de Cristo. Melquisedeque não era apenas rei, mas também um sacerdote.  Seu nome significa "rei da justiça". Ao aceitar a bênção de Melquisedeque, Abraão demonstra reconhecer a sua autoridade sacerdotal. Abraão não somente aceitou sua bênção, mas lhe deu o dízimo de tudo (v. 20).

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A história de Melquisedeque é tão breve que o autor sagrado pôde narrá-la em apenas três versículos (Gn 14.18-20). Aliás, nem biografia possui o misterioso homem. Sabemos apenas que ele era rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo. Se a história é pequena, a teologia é grande. A importância de Melquisedeque faz-se plena com a encarnação de Cristo que, desde o Calvário, exerce o seu sacerdócio junto ao Pai. O rei de Salém entra em cena, quando sai ao encontro de Abraão, que vinha de uma renhida batalha para libertar a Ló, seu sobrinho. E ali na antiga Jerusalém, abençoa no patriarca toda a nação israelita. Nesta bênção, você também foi incluído.[Comentário: Melquisedeque, do hebraico מַלְכִּי־צֶדֶק (Malkiy-Tzadeq) "meu rei é justiça", o rei de Salém, a antiga Jerusalém, e sacerdote do Deus Altíssimo (Gn 14.18-20; Sl 110.4; Hb 5.6-11; 6.20-7.28). O aparecimento e desaparecimento repentinos de Melquisedeque no livro de Gênesis são misteriosos. Sem ascendência nem descendência, a quem a história atribui-lhe características sobre humanas, divina, interagiu com Abraão quando este retornou vitorioso da batalha de Sidim. Melquisedeque e Abraão se conheceram pela primeira vez depois da vitória de Abrão contra Quedorlaomer e seus três aliados. Melquisedeque ofereceu pão e vinho a Abraão e aos seus homens que estavam muito cansados, demonstrando amizade. Ele abençoou Abraão no nome de El Elyon ("Deus Altíssimo") e louvou a Deus por ter dado a Abraão vitória na batalha (Gn 14.18-20). Seu nome (meu rei é justiça) e seu título – rei de Salém (em hebraico “paz”) (rei de paz) indicam o Messias, cuja pessoa e ministério se caracterizam pela justiça (Is 32.1; Jr 23.5; Ml 4.2; 1 Co 1.30) e pela paz (1Cr 22.9; Zc 9.10; Ef 2.14,15). Estas duas graças se encontram em Cristo, de modo perfeito.]