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9 de junho de 2015

Lição 11: A Última Ceia

THINKING MATURELY ABOUT THE CRISTIAN FAITH

Lição 11
14 de Junho de 2015
A Última Ceia 

TEXTO ÁUREO
"Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós." 

VERDADE PRÁTICA
(1 Co 5.7)
A Páscoa comemorava a libertação do Egito. A Ceia do Senhor celebra a libertação 

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Êx 12.1-28
O real propósito da Páscoa para os judeus
Terça - Lc 22.7-13
A última ceia de Jesus com seus discípulos aqui na terra
Quarta - Lc 22.14-20
O verdadeiro significado da celebração da Ceia
Quinta - Lc 22.19,20
Os elementos que compõem a Santa Ceia do Senhor
Sexta - 1 Co 11.26
O real propósito da Ceia do Senhor para a Igreja
Sábado - 1 Co 11.27-32
Quem pode participar da Santa Ceia do Senhor

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Lucas 22.7-20

7 - Chegou, porém, o dia da Festa dos Pães Asmos, em que importava sacrificar a Páscoa.
8 - E mandou a Pedro e a João, dizendo: Ide, preparai-nos a Páscoa, para que a comamos.
9 - E eles lhe perguntaram: Onde queres que a preparemos?
10 - E ele lhes disse: Eis que, quando entrardes na cidade, encontrareis um homem levando um cântaro de água; segui-o até à casa em que ele entrar.
11 - E direis ao pai de família da casa: O mestre te diz: Onde está o aposento em que hei de comer a Páscoa com os meus discípulos?
12 - Então, ele vos mostrará um grande cenáculo mobilado; aí fazei os preparativos.
13 - E, indo eles, acharam como lhes havia sido dito; e prepararam a Páscoa.
14 - E, chegada a hora, pôs-se à mesa, e, com ele, os doze apóstolos.
15 - E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta Páscoa, antes que padeça,
16 - porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no Reino de Deus.
17 - E, tomando o cálice e havendo dado graças, disse: Tomai-o e reparti-o entre vós,
18 - porque vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha o Reino de Deus.
19 - E, tomando o pão e havendo dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isso em memória de mim.
20 - Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue, que é derramado por vós.

OBJETIVO GERAL
Explicar a instituição da Ceia do Senhor como ordenança.

HINOS SUGERIDOS: 53,22,482 da Harpa Cristã
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

Analisar os antecedentes históricos da última ceia de Jesus.
Expor a dinâmica da preparação, celebração e a substituição da Páscoa pela celebração da Ceia do Senhor.
Elencar os dois elementos da última ceia

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado professor, estamos diante de um texto que narra uma das mais importantes celebrações da Igreja Cristã: Lucas 22, a Ceia do Senhor. A aula desta semana deve ser iniciada explicando aos alunos os antecedentes históricos da instituição da Ceia do Senhor. Quando o Senhor Jesus Cristo instituiu a Ceia, na ocasião, Ele estava celebrando a páscoa judaica. Como um marco representativo da liberação do povo de Israel do Egito - pois foi assim que a Páscoa ficou conhecida -, a Ceia do Senhor seria um marco representativo do ato de amor que Jesus Cristo fez em nosso favor, entregando-se à morte, e morte de cruz, por amor. Explicar tão significativa celebração é o objetivo da aula desta semana.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Sem dúvida, a Páscoa era uma das festas mais importantes do judaísmo, e a sua celebração era carregada de valor simbólico. O seu ritual era metódico e meticuloso pois lembrava um dos momentos mais importantes da história do povo de Deus da Antiga Aliança - a libertação do cativeiro egípcio! A sua celebração anual mobilizava toda a nação judaica. Quando instituiu a Santa Ceia, por ocasião da celebração da última Páscoa, Jesus tinha em mente esses fatos. Sabedor de que a Páscoa era apenas um tipo do qual Ele era o antítipo (ou uma figura da qual Ele era o cumprimento), Ele demostrou alegria e satisfação por poder celebrá-la na companhia de seus discípulos. Apenas algumas horas depois, o Filho do Homem estaria libertando o seu povo, não mais de um cativeiro humano, mas do cativeiro do pecado! [Páscoa é a festa que marca o início do calendário bíblico de Israel e delimita as datas de todas as outras festas na Bíblia. Pessach (do hebraico פסח, passagem) a Páscoa judaica é também conhecida como "Festa da Libertação", e celebra a libertação dos hebreus da escravidão no Egito em 14 de Nissan no ano aproximado de 1280 a.C. A primeira celebração de Pessach ocorreu há 3.500 anos, quando Deus enviou as Dez pragas do Egito sobre o povo egípcio. Antes da décima praga, Moisés foi instruído a pedir para que cada família hebréia sacrificasse um cordeiro e molhasse os umbrais (mezuzót) das portas com o sangue do cordeiro, para que não fossem acometidos pela morte de seus primogênitos. Como recordação dessa libertação, e do castigo de Deus sobre o Faraó, foi instituída para todas as gerações o sacrifício de Pessach. Note que Pessach significa  passagem, porém a passagem do anjo da morte, (pois o Senhor “passou” sobre as casas dos filhos de Israel, poupando-os. Ex 12:27), e não a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho ou outra passagem qualquer, apesar do nome evocar vários simbolismos. Interessante que, um segundo Pessach era celebrado em 14 de Iyar, para pessoas que na ocasião do primeiro Pessach estivessem impossibilitadas de ir ao Tabernáculo, fosse por motivos de impureza ou por viagem. Páscoa fala de memória, de identidade. É uma festa instituída para que jamais Israel se esquecesse quem foi, quem é e o que deve ser.] Vamos pensar maduramente sobre a fé cristã?

2 de junho de 2015

Lição 10: Jesus e o Dinheiro

THINKING MATURELY ABOUT THE CRISTIAN FAITH

Lição 10
7 de Junho  de 2015
Jesus e o Dinheiro 

TEXTO ÁUREO
"E, vendo Jesus que ele ficara muito triste, disse: Quão dificilmente entrarão no Reino de Deus os que têm riquezas!" (Lc 18.24)

VERDADE PRÁTICA
As Escrituras não condenam a aquisição honesta de riquezas, e, sim, o amor a elas dispensado. 

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Lc 21.1-4
Riqueza e pobreza no tempo de Jesus Cristo
Terça - Lc 18.29,30
Generosidade e prosperidade segundo a Palavra de Deus
Quarta - Lc 16.13
Os perigos de se ter as riquezas como senhor
Quinta - Lc 12.13-34
A vida do homem não consiste  no seus bens 
Sexta - Lc 7.36-50
Avaliando a verdadeira intenção do coração 
Sábado - Lc 16.9
Não guardar tesouros na terra, mas no céu

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Lucas 18.18-24
18 - E perguntou-lhe um certo príncipe, dizendo: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna?
19 - Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom, senão um, que é Deus.
20 - Sabes os mandamentos: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra a teu pai e a tua mãe.
21 - E disse ele: Todas essas coisas tenho observado desde a minha mocidade.
22 - E, quando Jesus ouviu isso, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa: vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me.
23 - Mas, ouvindo ele isso, ficou muito triste, porque era muito rico.
24 - E, vendo Jesus que ele ficara muito triste, disse: Quão dificilmente entrarão no Reino de Deus os que têm riquezas!
OBJETIVO GERAL
Como mordomos que somos, ensinar o uso correto do dinheiro e dos bens confiados por Deus a nós, à luz do ensino de Jesus.

HINOS SUGERIDOS: 5,75,432 da Harpa Cristã

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

Pontuar o dinheiro, os bens e as posses na perspectiva secular e na cristã.
Explicar o dinheiro, os bens e as posses na perspectiva do judaísmo do tempo de Jesus.
Conhecer o que Jesus ensinou sobre o dinheiro, as posses e os bens.
Conscientizar o aluno da importância de entesourar tesouros no céu.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Caro professor, o assunto "dinheiro" não é fácil de ser tratado no meio evangélico. Muitos hoje têm sido levados por caminhos nada bíblicos e evangélicos, quando o assunto é dinheiro. Entretanto, o nosso objeto de estudo é o Evangelho de Lucas. Ou seja, o que nos interessa saber é o que a Palavra de Deus, revelada em Lucas, diz acerca do dinheiro. Qual o estilo de vida que o cristão deve ter à luz desse texto? É o que nos interessa responder nesta lição e também deve ser a pergunta que deve conduzir a aula quando ministrada em sala. Boa aula!

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
O cristianismo bíblico e ortodoxo sempre manteve uma posição de cautela e até mesmo reserva com respeito ao uso do dinheiro e aquisição de riquezas. Na verdade, os primeiros líderes cristãos, inspirados nos ensinos de Jesus, passaram a desestimular a aquisição de bens materiais. Entretanto, o secularismo e o materialismo sempre rondaram o arraial cristão e, vez por outra, Mamon tem deixado suas marcas em nosso meio.  Observaremos, nesta lição, que os ensinos de Jesus sobre a aquisição de riquezas se distanciam do judaísmo de seus dias e, também, daquele que é praticado hoje por muitos setores do cristianismo evangélico. Longe de estimular a aquisição de bens, como fazem dezenas de igrejas, Jesus aconselhava se desvencilhar delas.  Aprendamos com o Mestre o uso correto do dinheiro e como ser bons mordomos dos bens que nos foram confiados. [O dinheiro tem se tornado senhor de muitas pessoas. Há muita gente lutando para ter dinheiro e se desgastam tanto nesta busca que já não lhes resta tempo algum para gozar daquilo que conseguiram amealhar. O desejo de ter coisas e acumular riquezas domina a vida do homem moderno. O servo de Deus precisa reconhecer que o dinheiro é uma ferramenta que deve ser empregada em boas obras, e não nosso senhor. Uma das táticas mais eficazes do diabo é apagar o zelo do cristão com preocupações financeiras Mateus 13.22 diz: “E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera”. Jesus ensinou claramente que nós temos que escolher entre dois senhores (Mateus 6:19-34). Mas, muitas pessoas se tornam escravas do dinheiro por acumular dívidas. Os servos de Deus precisam entender bem alguns princípios que a Bíblia ensina sobre o dinheiro, para não serem enganados e escravizados por mamon. Aprendemos nas Escrituras que nunca devemos pôr nossa confiança nas riquezas (1 Timóteo 6:17-19; Provérbios 11:28; Lucas 12:15-21; 1 Timóteo 6:4-11). O dinheiro não é fonte de alegria ou contentamento (Provérbios 15:16-17; Eclesiastes 5:10-11). Apesar das doutrinas de muitas igrejas hoje que dizem que a prosperidade é evidência da fidelidade, a Bíblia ensina que nem riqueza nem pobreza, por si só, nos faz melhor servos de Deus. É bom ter o suficiente, mas não o excesso (Provérbios 30:7-9).]. Convido você a pensar maduramente sobre a fé cristã. 

26 de maio de 2015

Lição 9: As Limitações dos Discípulos

THINKING MATURELY ABOUT THE CRISTIAN FAITH

Lição 9
31 de Maio de 2015

As Limitações dos Discípulos 

TEXTO ÁUREO
"E roguei aos teus discípulos que o expulsassem, e não puderam."
(Lc 9.40)
VERDADE PRÁTICA
Ao longo de seu ministério, Jesus foi seguido por homens simples, imperfeitos e limitados, mas jamais os descartou por isso.  

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Lc 9.40,41
A falta de fé dos discípulos mesmo depois de verem os milagres 
Terça - 9.46-48
Jesus não aceita a disputa dos discípulos
Quarta - Lc 9.49,50
Jesus repudia o exclusivismo dos discípulos
Quinta - Lc 12.13,14
Jesus é contra a avareza dos discípulos
Sexta - Lc 12.22-34
Jesus ensina os discípulos quanto a solicitude da vida
Sábado - Lc 7.40-50
Os discípulos e a necessidade

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Lucas 9.38-42,46-50

38 - E eis que um homem da multidão clamou, dizendo, Mestre, peço-te que olhes para meu filho, porque é o único que eu tenho.
39 - Eis que um espírito o toma, e de repente clama, e o despedaça até espumar; e só o larga depois de o ter quebrantado.
40 - E roguei aos teus discípulos que o expulsassem, e não puderam.
41 - E Jesus, respondendo, disse: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei ainda convosco e vos sofrerei? Traze-me cá o teu filho.
42 - E, quando vinha chegando, o demônio o derribou e convulsionou; porém Jesus repreendeu o espírito imundo, e curou o menino, e o entregou a seu pai.
46 - E suscitou-se entre eles uma discussão sobre qual deles seria o maior.
47 - Mas Jesus, vendo o pensamento do coração deles, tomou uma criança, pô-la junto a si
48 - e disse-lhes: Qualquer que receber esta criança em meu nome recebe-me a mim; e qualquer que me recebe a mim recebe o que me enviou; porque aquele que entre vós todos for o menor, esse mesmo é grande.
49 - E, respondendo João, disse: Mestre, vimos um que em teu nome expulsava os demônios, e lho proibimos, porque não te segue conosco.
50 - E Jesus lhes disse: Não o proibais, porque quem não é contra nós é por nós.

OBJETIVO GERAL
Despertar nos crentes o desejo de cultivar as verdadeiras virtudes cristãs.
HINOS SUGERIDOS: 220,224,601 da Harpa Cristã

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos sub-tópicos.
1.            Destacar que a melhor maneira de encher-se de fé é pela oração e conhecimento da Palavra de Deus.
2.            Mostrar que o exclusivismo nada tem a ver com o ensinamento de Jesus.
3.            Explicar o perigo de um coração avarento e suas consequências.
4.            Estimular os crentes a perdoar uns aos outros

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Professor, muitos crentes têm uma ideia equivocada sobre as pessoas de Deus que foram inspiradas pelo Espírito Santo, a fim de escreverem textos sagrados que hoje norteiam a nossa vida e são tidos por nós como a única regra de fé e de prática. Referimo-nos aos apóstolos do Senhor.  A lição desta semana mostrará que, como nós, os apóstolos do Senhor eram pessoas falíveis e que na caminhada cristã não há lugar para fingirmos superioridades espirituais ou coisas semelhantes. Então, procure explicar aos alunos que a vida cristã é feita de atitudes espirituais, entretanto, humanas também. As falhas e os tropeços não podem ser encarados por nós como um erro sem perdão. Nós corremos o risco de falharmos em nossa missão por fraqueza ou fragilidade. Todavia, a nossa fé tem de estar fincada no Evangelho para desbaratarmos todas as artimanhas da vida e do Inimigo das nossas almas. Por isso, a partir desta lição, os seus alunos devem sentir-se encorajados por você a ter uma vida de fé, de oração e de leitura da Palavra. 

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Os discípulos de Cristo demonstraram, em certos momentos da vida, exclusivismo, egoísmo, imaturidade, bairrismo, etc. Eles erraram quando se esperava que acertassem (Lc 9.40,41). Jesus censurou tais comportamentos e corrigiu o grupo, mas não abandonou os discípulos. 
Nesta lição, veremos como, em diferentes circunstâncias, os discípulos agiram de forma oposta àquilo que o Senhor lhes havia ensinado e como Jesus os conduziu à maneira certa de agir. Esses fatos demonstram que os seguidores de Cristo não eram super-homens, mas, sim, seres humanos que viviam suas limitações e, como tal, dependiam de Deus para superá-las. Esses exemplos servem para nos orientar em nossa jornada de fé a fim de que possamos cultivar as verdadeiras virtudes cristãs. [Estamos analisando o terceiro evangelho, no entanto, em Mateus 10.1, encontramos o relato onde Jesus dá autoridade àqueles que ele havia chamado para ser seus discípulos. Com base no título desta lição, que tipo de autoridade era esta e para que servia? Neste mesmo capítulo, nos versículos 24-25, Jesus afirma que “o discípulo não está acima do seu mestre” e que “basta ao discípulo ser como o seu mestre”. Aos discípulos bastava serem iguais a Jesus! (1Co 11.1; Gl 4.19). Segundo João 8.31, um discípulo é alguém que permanece na palavra do seu Mestre Jesus, tem amor aos outros discípulos (Jo 13.35) e dá muito fruto (Jo 15.8), até chegar à maturidade, à plenitude de Cristo (Ef 4.13). Como e em que grau a jornada daqueles discípulos foi marcada por estas características? E a nossa? Por que os discípulos não puderam expulsar o espírito mudo? Qual era a sua limitação? Qual tem sido a nossa limitação?]. Vamos pensar maduramente sobre a fé cristã?

I - LIDANDO COM A DÚVIDA
1. A oração e a fé. Logo após acalmar a tempestade no mar da Galileia, Jesus perguntou aos seus discípulos: "Onde está a vossa fé?" (Lc 8.25). Essa não foi a única vez que o Senhor censurou os discípulos por não demonstrarem a fé necessária em Deus. Quando viu a inoperância dos discípulos frente a um menino endemoninhado, Ele disse: "Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei ainda convosco e vos sofrerei?" (Lc 9.41). Há algo em comum nestas passagens bíblicas - elas se relacionam com a vida devocional dos discípulos. A timidez mostrada durante a travessia do mar (Lc 8.25) e a falta de autoridade para expelir o demônio do garoto eram frutos de uma vida devocional pobre. Pouca oração, pouco poder! Nenhuma oração, nenhum poder! As passagens paralelas de Mateus e Marcos demonstram tal princípio (Mt 8.23-27; 17.14-20; Mc 4.35-41; 9.14-29). [Este mesmo acontecimento tem paralelo em Marco 9.14-29. Nesta perícope, Jesus afirma ao pai daquele jovem: “Se tu podes crer...” A questão pode ser compreendida como “Foi por isso que você disse?” A exclamação de Jesus capta as palavras duvidosas desse pai. A questão que decide o assunto não é poder de Jesus, mas a fé do homem! A declaração de Jesus em relação à fé não nos concede a liberdade de presumir a respeito da bondade de Deus ao pedir irresponsavelmente coisas egoístas. Nosso desejo deve estar de acordo com a vontade de Deus (1Jo 5.14,15). A fé daquele pai havia estremecido e ele estava consciente dessa imperfeição. Portanto, ele pede a Jesus para afastar toda a dúvida e conceder-lhe a fé inquestionável! Oramos pedindo que a nossa fé seja aumentada? Seja inquestionável?].

18 de maio de 2015

Lição 8: O Poder de Jesus sobre a Natureza e os Demônios

THINKING MATURELY ABOUT THE CRISTIAN FAITH
PENSER MÛREMENT SUR LA FOI CHRÉTIENNE
PENSANDO CON MADUREZ DE LA FE CRISTIANA


Lição 8. 
24 de Maio  de 2015 
O Poder de Jesus sobre a Natureza e os Demônios

TEXTO ÁUREO
"E disse-lhes: Onde está a vossa fé? E eles, temendo, maravilharam-se, dizendo uns aos outros: Quem é este, que até aos ventos e à água manda, e lhe obedecem?"
(Lc 8.25)
VERDADE PRÁTICA
Ao mostrarem o poder de Jesus sobre as forças naturais e sobrenaturais, as Escrituras sublinham sua natureza divina e identidade messiânica. 

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Lc 8.22-35
Jesus tem poder sobre as forças da natureza 
Terça - Lc 4.33-37
Jesus tem poder sobre as forças malignas
Quarta - Lc 8.29-31
Jesus veio para libertar os cativos do Diabo
Quinta - Mc 1.21-26
Jesus conhecia a natureza dos demônios e não os deixava falar
Sexta - Lc 9.38-42
Jesus veio para destruir as obras dos demônios 
Sábado - Cl 2.15
Jesus e a sua completa vitória sobre os demônios 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Lucas 8.22-25,35-39 

22 - E aconteceu que, num daqueles dias, entrou num barco com seus discípulos e disse-lhes: Passemos para a outra banda do lago. E partiram.
23 - E, navegando eles, adormeceu; e sobreveio uma tempestade de vento no lago, e o barco enchia-se de água, estando eles em perigo.
24 - E, chegando-se a ele, o despertaram, dizendo: Mestre, Mestre, estamos perecendo. E ele, levantando-se, repreendeu o vento e a fúria da água; e cessaram, e fez-se bonança.
25 - E disse-lhes: Onde está a vossa fé? E eles, temendo, maravilharam-se, dizendo uns aos outros: Quem é este, que até aos ventos e à água manda, e lhe obedecem?
35 - E saíram a ver o que tinha acontecido e vieram ter com Jesus. Acharam, então, o homem de quem haviam saído os demônios, vestido e em seu juízo, assentado aos pés de Jesus; e temeram.
36 - E os que tinham visto contaram-lhes também como fora salvo aquele endemoninhado.
37 - E toda a multidão da terra dos gadarenos ao redor lhe rogou que se retirasse deles, porque estavam possuídos de grande temor. E, entrando ele no barco, voltou.
38 - E aquele homem de quem haviam saído os demônios rogou-lhe que o deixasse estar com ele; mas Jesus o despediu, dizendo:
39 - Torna para tua casa e conta quão grandes coisas te fez Deus. E ele foi apregoando por toda a cidade quão grandes coisas Jesus lhe tinha feito.

OBJETIVO GERAL
Jesus, como o Filho de Deus, tem poder sobre a natureza e os seres espirituais.

HINOS SUGERIDOS: 108,225, 253 da Harpa Cristã

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

1.            Destacar o aspecto sobrenatural da pessoa de Jesus.
2.            Apresentar a realidade bíblica da existência dos demônios.
3.            Explicar o aspecto limitado dos demônios.
4.            Mostrar que a obra de Jesus é oposta à dos demônios.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Caro professor, sobre a pessoa de Jesus, a Bíblia diz: "De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz" (Fp 2.5-8). Esse texto ressalta a dimensão humana de Jesus, o Deus que se tornou homem. Entretanto, a sua natureza humana não se confunde com a divina: "Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai" (Fp 2.9-11). Assim, a presente lição objetiva demonstrar o poder de Jesus Cristo sobre a Criação e sobre os demônios. Ele, o Filho, estava presente quando da criação de todas as coisas (Jo 1.1-3).  

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos os relatos que mostram o poder de Jesus sobre as forças da natureza e, também, sobre os demônios. Até aqui os discípulos já tinham visto Jesus curando doentes e libertando pessoas oprimidas pelo Diabo. Todavia, eles ainda não haviam visto o Mestre dominando as forças da natureza, nem tampouco alguém que andava nu e vivia nos sepulcros ser devolvido ao seu convívio familiar. Estes fatos ocorreram quando Jesus acalmou uma tempestade e libertou o endemoninhado gadareno. Em ambos os relatos, vemos as manifestações do poder e da misericórdia de nosso Senhor, que sempre procurou o bem do homem, nem que para isso fosse necessário repreender as leis físicas do Universo ou quebrar o poder de Satanás. [Comentário: O texto de Fp 2.5-8 trata da conhecida Kenosis de Jesus. Este termo vem da palavra grega para a doutrina do auto-esvaziamento de Cristo em sua encarnação. Entendemos a kenosis como uma auto-renúncia, não um esvaziamento de sua divindade e nem uma troca de divindade pela humanidade. Jesus não cessou de ser Deus enquanto exerceu o Seu ministério terreno. Entretanto, Ele deixou de lado a Sua glória celestial de uma relação face a face com Deus. Ele também deixou de lado a Sua autoridade independente. Durante o Seu ministério terreno, Cristo se submeteu completamente à vontade do Pai. Ainda como parte da kenosis, Jesus às vezes operava com as limitações de humanidade (João 4.6, 19.28). Deus não se cansa ou fica com sede. A kenosis também lida com o que Cristo assumiu. Jesus tomou sobre si mesmo uma natureza humana e se humilhou. Jesus deixou de ser a glória das glórias do céu para ser um ser humano que foi condenado à morte na cruz. Em Efésios 1.20-23, Paulo refere-se ao poder que Deus demonstrou através de Jesus Cristo – ressuscitando-o dentre os mortos e exaltando Seu Nome muito acima de qualquer governo, poder, autoridade ou domínio.  Observamos no verso 21 a explicação de por que o Nome de Jesus Cristo é tão poderoso.  Quando temos uma aliança com Deus através de Jesus Cristo, recebemos como consequência a autorização para usarmos o Nome que é sobre todos (Fp 2:9-11 também expõe o poder que há neste Nome Bendito). Jesus mesmo cuidou de ensinar Seus discípulos de que deveriam fazer tudo em Seu Nome. Em Marcos 16:17, Ele avisa acerca dos sinais que seriam realizados em Seu Nome. Em João 14:13 e 15:16 Ele ensina sobre o poder dos pedidos feitos ao Pai em Nome dEle.  Em Atos 3:6, Pedro e João curam um paralítico usando o Nome de Jesus. Em Atos 4:10 os mesmos apóstolos confirmam que tal milagre ocorreu por conta do poder e da autoridade do Nome de Jesus. Em diversos outros textos aprendemos que todas as realizações dos apóstolos eram em nome de Jesus.  Cristo é Senhor sobre todo nome que se possa referir. Ele subjugou os poderes malignos, colocando-os debaixo de seus pés. Esta posição, subjugando o inimigo a ponto de pisar sobre Ele pressupõe total vitória. É assim que o apóstolo Paulo descreve Jesus, em Efésios 1:22 – e o mesmo texto faz questão de realçar que a Igreja é o Corpo de Cristo, sendo Ele a Cabeça do Corpo. Ou seja, a Igreja, como Corpo de Cristo, tem o inimigo das nossas almas debaixo de seus pés. A figura do Messias pisando seus inimigos é profetizada por Davi no Salmo 110:1.  Observe que de acordo com Lucas 10:19, nós temos autoridade através de Jesus para pisar nos demônios (aqui chamados de serpentes e escorpiões). Vamos pensar maduramente sobre a fé cristã?