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15 de outubro de 2010

Lição 4 – A Oração em o Novo Testamento

24 de outubro de 2010

TEXTO ÁUREO

“Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar” (1 Ts 5.16,17).

- Em Ef 6.18, passagem paralela a esta, Paulo faz uma convocação urgente de oração militante em favor de todos. Isso significa permanecer na presença do Pai, pedindo continuamente sua graça e bênção. "Sem cessar" não significa estar constantemente repetindo orações formais. Pelo contrário, implica em orações de todos os tipos, que vêm ao nosso espírito em todas as ocasiões, durante o dia (Lc 18.1; Rm 12.12; Cl 4.2; Ef 6.18).

VERDADE PRÁTICA

A oração em o Novo Testamento tem como padrão a fé, a intensidade e a perseverança.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Lucas 24.46,49,52,53;

Atos 1.4,5,12,14

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

- Conhecer a respeito da oração no início da igreja cristã.

- Compreender os princípios da oração congregacional.

- Conscientizar-se de que uma vida de oração resulta em ação onde vivemos.

PALAVRA-CHAVE

Novo Testamento:- Nome dado à segunda parte da Bíblia que compreende 27 documentos escritos por testemunhos oculares de Cristo ou pelos seus contemporâneos através de inspiração divina.

COMENTÁRIO

(I. INTRODUÇÃO)

Na Nova Dispensação, a oração é o segredo espiritual, que alimentava a comunhão espiritual da Igreja Primitiva com Deus e consigo mesma. A Igreja vivia em oração, ela respirava oração. Este era o segredo da comunhão e do crescimento entre os cristãos primitivos (At 1.14; 2.42). As orações da Igreja Primitiva foram cruciais para os eventos sobrenaturais que marcaram os primeiros dias desse novo movimento do Espírito. Na lição de hoje analisaremos a oração num período histórico da Igreja. O objetivo é fazer uma exposição, ainda que resumida, entre os períodos históricos da Igreja. Boa Aula!

(II. DESENVOLVIMENTO)

I. A ORAÇÃO NO INÍCIO DA IGREJA

1. Jesus volta ao céu. Lucas nos brinda com uma breve, mas excelente narrativa acerca da ascensão na conclusão do seu evangelho, que é um registro de ‘todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar até ao dia em que... foi elevado às alturas’ At 1.1-2). O Jesus ressurreto enviará aquilo que o Pai prometeu: o dom do Espírito Santo (Jl 2.28-32; At 2.1-4). A ascensão, de certo modo, foi a restauração da glória que o Filho tinha antes da encarnação; marcou o início de um reino que jamais existira. Exaltado à destra do Pai, Jesus exerce Seu ministério celestial. O Senhor, como Rei, intercede por seu povo (Rm 8.34; Hb 7.25). Do Seu trono, ele envia o Espírito Santo constantemente para enriquecer seu povo (Jo 16.7-14; At 2.33) e equipá-lo para o serviço (Ef 4.8-12).

2. A primeira reunião de oração. Após a ascensão de Jesus, os discípulos se reuniram no cenáculo em oração (At 1.13,14). Pela narrativa de At 2.5-12, talvez esse local ficasse próximo aos átrios do templo onde as multidões de judeus visitantes estavam reunidos. Esta pode ter sido a mesma sala onde eles tinham celebrado a Páscoa e onde Jesus havia instituído a Ceia do Senhor (Mc 14.15), ou era uma sala na casa de Maria, a tia de Barnabé (Cl 4.10) onde os cristãos se reuniam (At 12.12). Concretamente poderíamos afirmar que esta ocasião foi inaugurado o Circulo de Oração. Neste ponto, sou obrigado a discordar do nobre comentarista; as bênçãos de Deus, assim como a oração, não são para todos, mas apenas para aqueles que buscam e perseveram (At 1.14). Antes de mais nada, a igreja é o agrupamento de pessoas em congregações locais e unidas pelo Espírito Santo, que diligentemente buscam um relacionamento pessoal, fiel e leal com Deus e com Jesus Cristo (13.2; 16.5; 20.7; Rm 16.3,4; 1 Co 16.19; 2 Co 11.28; Hb 11.6).

3. Oração ante a perseguição. Os crentes do NT enfrentavam a perseguição em oração fervorosa. A situação parecia impossível; Tiago fora morto. Herodes mantinha Pedro na prisão vigiado por dezesseis soldados. Todavia, a igreja primitiva tinha a convicção de que a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos (Tg 5.16), e oraram de um modo intenso e contínuo a respeito da situação de Pedro. A oração deles não demorou a ser atendida (At 12.6-17). As igrejas do NT freqüentemente se dedicavam à oração coletiva prolongada (At 1.4; 2.42; 4.24-31; 12.5,12; 13.2). A intenção de Deus é que seu povo se reúna para a oração definida e perseverante; note as palavras de Jesus: A minha casa será chamada casa de oração (Mt 21.13). As igrejas que declaram basear sua teologia, prática e missão, no padrão divino revelado no livro de Atos e noutros escritos do NT, devem exercer a oração fervorosa e coletiva como elemento vital da sua adoração e não apenas um ou dois minutos por culto. Na igreja primitiva, o poder e presença de Deus e as reuniões de oração integravam-se. Nenhum volume de pregação, ensino, cânticos, música, animação, movimento e entusiasmo manifestará o poder e presença genuínos no Espírito Santo, sem a oração neotestamentária, mediante a qual os crentes perseveravam unanimemente em oração e súplicas (At 1.14). (BEP CD Ron, Nota At 12.5).

SINÓPSE DO TÓPICO (1)

A oração na Igreja Primitiva era diária; nem mesmo a perseguição impediu os crentes de orar.

II. PRINCÍPIOS DA ORAÇÃO CONGREGACIONAL

‘A oração sempre esteve ligada às grandes manifestações do poder de Deus’ Estevam Ângelo de Souza [1].

1. O crescimento da obra de Deus. Visto que a seara messiânica já está em andamento, o tempo é de máxima importância e as conseqüências da rejeição são decisivas (Lc 10.11,13-16). Jesus admoesta a todos os crentes a estarem sempre conscientes de que os perdidos têm uma alma eterna, de valor incalculável, e que terão que passar a eternidade no céu ou no inferno, e que muitos poderão ser salvos se alguém tão somente lhes anunciar o evangelho. O trabalho primordial da igreja foi resumido nas seguintes palavras do Mestre: “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!” (Mt 28.19,20). Esta perícope constitui a Grande Comissão de Cristo a todos os seus seguidores, em todas as gerações. Declaram o alvo, a responsabilidade e a outorga da tarefa missionária da igreja. A igreja deve ir a todo o mundo e pregar o evangelho a todos, de conformidade com a revelação no NT, esta tarefa inclui a responsabilidade primordial de enviar missionários a todas as nações (At 13.1-4). O evangelho pregado centraliza-se no arrependimento e na remissão (perdão) dos pecados (Lc 24.47), na promessa do recebimento de o dom do Espírito Santo (At 2.38), e na exortação de separar-nos desta geração perversa (At 2.40), ao mesmo tempo em que esperamos a volta de Jesus, do céu (At 3.19,20; 1 Ts 1.10). O objetivo da Grande Comissão é fazer discípulos que observarão os mandamentos de Cristo. Este é o único imperativo direto no texto original deste versículo.

2. Outras necessidades. A intenção de Cristo não é que o evangelismo e o testemunho missionário resultem apenas em decisões de conversão. As energias espirituais não devem ser concentradas meramente em aumentar o número de membros da igreja, mas, sim, em fazer discípulos que se separam do mundo, que observam os mandamentos de Cristo e que o seguem de todo o coração, mente e vontade (cf. Jo 8.31). Mt 28.20: Estou convosco...’; Esta promessa é a garantia de Cristo para os que estão empenhados em ganhar os perdidos e ensinar-lhes a obedecer aos seus padrões de retidão. Jesus ressurgiu, está vivo, e pessoalmente tem cuidado de cada filho seu. Ele está contigo na pessoa do Espírito Santo (Jo 14.16,26), e através da sua Palavra (Jo 14.23). Não importa a tua condição - fraco, pobre, humilde, sem importância , Ele cuida de ti e vê com solicitude cada detalhe das lutas e provações da vida e concede a graça suficiente (2 Co 12.9), bem como a sua presença para te dar vitória até o fim (28;20, At 18.10). Esta é a resposta do crente, ante cada temor, dúvida, problema, angústia e desânimo.

3. A oração dos líderes. Conforme é possível observarmos através da expressão contida em 1 Tm 2.1Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens’ e no versículo seguinte: ‘em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade’, ‘por todos os homens...’ não significa que devemos interceder por toda a humanidade, antes, por ‘todos os tipos de pessoas’, seja qual for a sua posição na vida. De igual modo, é reconfortante saber que temos alguém posto por Deus para cuidar de nós inclusive, na nobre tarefa de intercessão. Quem está investido de autoridade na Igreja deve dedicar-se constantemente à oração. O verbo traduzido ‘perseverar’ (gr. proskartereo) em At 6.4(mas nós perseveraremos na oração...) denota uma fidelidade inabalável e sincera e a dedicação de muito tempo a um certo empreendimento. Por isso, os apóstolos tinham a convicção de que a oração era uma ocupação de máxima importância dos dirigentes cristãos. Note as freqüentes referências à oração em Atos (ver 1.14,24; 2.42; 4.24-31; 6.4,6; 9.40; 10.2,4,9,31; 11.5; 12.5; 13.3; 14.23; 16.25; 22.17; 28.8).

SINÓPSE DO TÓPICO (2)

Os princípios da oração congregacional passam pelo crescimento da igreja, apresentação de necessidades específicas e a dedicação integral à vida de oração de seus líderes.

III. O APÓSTOLO PAULO E A ORAÇÃO

‘A igreja que ora, também tem problemas, mas os problemas são resolvidos, a obra é realizada e Deus é glorificado.’ Estevam Ângelo de Souza.

1. As revelações do Senhor. Paulo enfrentou resistências ao seu ministério nas igrejas recém-fundadas. Os falsos apóstolos de Corinto, por exemplo, entendiam que feitos espetaculares, sinais e poderes miraculosos eram credenciais indispensáveis ao apostolado. Paulo argumenta ao longo de sua epistola com outros sinais para confirmar seu apostolado: uma vida transformada da parte dos coríntios (2Co 3.1-3), um ministério irrepreensível da parte de Paulo (2Co 6.3-10;7.3;11.7-11), seu grande amor pelas igrejas (6.11-12;7.3;11.7-11), e seu sofrimento sacrifical (2Co 6.3-10;11.23-33). É em meio a constrangimento e somente por causa das exigências dos seus adversários é que Paulo se vê obrigado a relatar suas experiências de sofrimento (2Co 11.23-29 ), sem com isso ver nelas motivo de particular exaltação, antes tem a mensagem da cruz como tema central de suas pregações sabendo que se tiver quer gloriar-se em algo o faria em suas fraquezas (2Co 11.30). Relatou as visões ainda que hesitante, mas deixa claro que não é a sua intenção gloriar-se por causa delas nem as visões devem ser motivo de vangloria de quem quer que as tenha recebido da parte de Deus, e nem tão pouco podem ser consideradas como credenciais de um verdadeiro apostolado. Se assim fosse Paulo mais do que ninguém estaria qualificado, pois ele teve várias visões a primeira no caminho de damasco (At 22.6-11). Também de um varão da Macedônia pedindo ajuda (At 16.9,10). Paulo afirma que o evangelho pregado na Galácia lhe fora dado por revelação (Gl 1.11,12 ), bem como os mistérios que Paulo fala em Ef 3.3-5 e 1Co 2.9,10; 1Ts 4.15-17. Paulo não se gloria tendo, porem, esse tesouro em vaso de barro, para que a excelência do poder seja de DEUS e não de nós (2Co 12.4). Paulo foi o apóstolo que mais recebeu revelações acerca das doutrinas cristãs. Seu amor, dedicação e zelo pela obra do Senhor são incontestáveis e admiráveis. O desprendimento desse incansável homem de Deus pela evangelização, resultou no acelerado crescimento da igreja primitiva. Paulo é um excelente exemplo de como Deus pode transformar e aperfeiçoar o caráter daquele que se entrega a Ele, sem reservas (Gl 1.14; Fp 3.4-7; 2 Co 12.9; 2 Tm 1.3).

2. O zelo de Paulo pela ordem na igreja. ‘Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade.’ (1Tm 3.15). Paulo chama a Igreja de coluna, ou seja, O SUPORTE, aquilo que deve sustentar a Verdade; Quando falamos da ‘Verdade’ certamente estamos falando da Palavra de Deus, pois que é dito: ‘Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.’ (Jo 17.17), e ainda, ‘A tua palavra é a verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre’ (Sl 119.160). Temos a verdade sobre o pecado; sobre a redenção; sobre a santificação; sobre as ordenanças; sobre a igreja, etc. As igrejas verdadeiras são a depositárias autênticas desses ensinamentos preciosos, e devem sustentá-los com toda firmeza; Que peso de responsabilidade repousa sobre a igreja de Cristo: Preservar e difundir a verdade num mundo cheio de mentiras! A verdade só pode ser preservada neste mundo pelo ministério da Igreja. ‘Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo(2 Co 11.2). Paulo deixara Tito na igreja de Creta para que cuidasse das questões éticas e administrativas da comunidade. A situação era tão grave que o apóstolo precisou escrever uma carta àquele jovem pastor falando da urgente necessidade de se manter a ordem na igreja. Tais instruções são suficientes para equipar qualquer pessoa que pretenda engajar-se no ministério pastoral. Se os conselhos de Paulo a Tito fossem observados por todas as igrejas, não haveria tantos problemas na condução do rebanho do Senhor. Não haveria tantos escândalos pela má conduta dos que se dizem chamados para o ministério, mas infelizmente, não são qualificados. Paulo nos assevera, nos versículos 5 a 9 do primeiro capítulo de Tito, que a verdadeira Igreja de Cristo não subsiste sem obreiros irrepreensíveis em todas as áreas da vida. Segundo sua orientação, Tito deveria ser enérgico com os que perturbavam o bom andamento do trabalho. Os insubordinados e inconseqüentes teriam de ser severamente admoestados (Tt 1.10-14).

3. Paulo e a oração. A contribuição paulina à teologia da oração do NT é a sua grande ênfase na ação de graças. O fato de todas as suas epístolas, exceto Gálatas e Tito, terem uma expressão de ação de graças ou bênção de Deus logo de início, ou pouco depois da saudação, não pode ser explicada apenas como uma mera forma epistolar, pois está enraizada na teologia paulina. Paulo acreditava que toda oração deve incluir ação de graças (Fp 4.6; Cl 4.2), pois as ações de graças (eucharistia) faziam com que a glória ascendesse a Deus pela graça (charis) que havia descido sobre nós em Jesus Cristo (cf. 2 Co 1.11). O ensino geral de Paulo sobre a oração foi muito bem resumido em 1 Timóteo 2.1-9” (Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro, CPAD, 2009, p. 1421).

‘A oração é o berço em que a Igreja nasceu, é o alimento que nutre a Igreja, e a faz crescer e lhe dá vigor. Sem oração a igreja não cresce, não tem vida, não tem voz, não tem ouvinte, não tem força.’ Estevam Ângelo de Souza.

SINÓPSE DO TÓPICO (3)

Paulo era um líder que cultivava a prática da oração. Por meio da oração ele obteve revelações do Senhor e desenvolveu um piedoso zelo pela ordem na igreja.

(III. CONCLUSÃO)

Depois de aprendermos algumas lições sobre a oração no Antigo Testamento, chegamos ao Novo testamento, onde a oração não apenas continua sendo uma prática relevante na vida cristã, como parece evidenciar-se de forma cada vez mais clara e objetiva. Esta evidência vai surgindo de tal modo, a ponto de podermos dizer que há uma Teologia da Oração que vai sendo construída ao longo da Bíblia e que se completa no Novo testamento. Se no Antigo Testamento, a experiência da oração esteve presente na vida dos grandes servos de Deus, de forma marcante, no novo testamento não é diferente. Assim colocado, o tema sugere uma reflexão sobre o que vem acontecendo com a prática da oração na Igreja, nos dias de hoje. Sem dúvida alguma, uma reflexão necessária. Que a experiência dos apóstolos, registrada em Atos 4.24-39 continue sendo realidade na Igreja de hoje, deve ser a nossa oração!

[1] Pastor Estevam Ângelo de Souza (1922 - 1996) foi um escritor, teólogo e grande líder que dirigiu as Assembleia de Deus no estado do Maranhão entre os anos de 1957 a 1996. Sob sua liderança foram criados o Colégio "Bueno Aza", a Sociedade Filantrópica Evangélica do Maranhão, a Fundação Cultural Pastor José Romão de Souza e a Rádio FM Esperança. Assumiu a presidência da Assembléias de Deus no Maranhão em 1957 com apenas 3 templos e no ano de 1996 já contava com 167 igrejas construídas. Faleceu em 1996, aos 73 anos de idade, em um acidente automobilístico.

APLICAÇÃO PESSOAL

‘Orai sem cessar.’ (1Ts.5.17). Este é um ensinamento aparentemente intrigante e que desperta alguns questionamentos, uma vez que a vida já nos impõe uma rotina tão preenchida de atividades, compromissos e deveres a cumprir. Como poderá alguém orar sem cessar? Sabemos, de antemão, que o nosso Deus não nos dá nenhum ensinamento impossível de ser cumprido. Esta certeza, portanto, já é suficiente para afastar o questionamento quanto à possibilidade. É possível. Sendo possível, como então fazê-lo? A resposta a esta questão nos remete de volta ao sentido e significado da oração. Mais do que um comportamento, de proferir palavras formalmente organizadas para isso, a oração é antes de tudo uma atitude – é interna – do espírito humano, do coração, para depois expressar-se em atividade. Atitude e atividade que envolvem adoração, ação de graças, petição, confissão e que nos levam à comunhão com Deus. Sendo assim, além do comportamento formal da oração, aliás, necessário e de inestimável valor espiritual, como já temos estudado, é possível estarmos incessantemente em oração se estes elementos que a caracterizam estão presentes e atuantes em nosso coração, ainda que não possam estar, em muitos momentos do dia, numa postura formal em nosso comportamento. Diante disso, dois ensinamentos essenciais saltam dessas meditações para o nosso coração: é possível cumprir o imperativo bíblico de 1Ts. 5.17 e vivermos em oração incessante, se passamos todas as horas do nosso dia consciência da presença de Deus conosco, com o nosso coração anelante por mantermos comunhão com o Pai Celeste em todo o tempo, deixando fluir constantemente do nosso interior sentimentos de louvor, adoração e súplicas que irão envolver e direcionar as nossas atividades. E porque é possível vivermos em oração incessante, devemos ser zelosos e vigilantes em tudo aquilo que sentimos, pensamos ou fazemos para que o nome de Deus seja exaltado e glorificado através do nosso viver. Que a nossa vida seja uma permanente oração para a glória de Deus! E que para tanto, o Senhor nos ajude.

Crendo N’Aquele que é galardoador dos que o buscam (Hb 11.6),

Francisco A Barbosa

auxilioaomestre@bol.com.br

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA

- Lições Bíblicas 4º Trim. Livro do Mestre CPAD (http://www.cpad.com.br);

- Stamps, Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD;

- Bíblia de Estudo Genebra. São Pulo e Barueri, Cultura Cristã e SBB, 1999;

- ZUCK, Roy B. (ed). Teologia do Novo Testamento. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2008.

- BRANDT, Robert L.; BICKET, Zenas J. Teologia Bíblica da Oração. 4. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2007.

- SOUZA. Estevam Ângelo. Guia Básico de Oração: Como Orar com Eficácia no seu Dia-a-Dia. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2002.

- Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro, CPAD, 2009.

- http://ogideao.blogspot.com/2010/07/licao-05-conhecendo-o-valor-da-oracao.html;

EXERCÍCIOS

1. Onde aconteceu a primeira reunião de oração da Igreja Primitiva?

R. No cenáculo.

2. Qual foi o resultado do derramamento do Espírito Santo?

R. A conversão de várias pessoas e a multiplicação dos milagres (At 2.40-43).

3. Cite três exemplos de líderes que oravam a Deus.

R. Paulo e Barnabé (At 14.23); Pedro e João (At 3.1; 8.14-17); Os doze (At 6.2,4).

4. O que Paulo nos assevera, nos versículos 5 a 9 do primeiro capítulo de Tito?

R. A verdadeira igreja de Cristo não subsiste sem obreiros irrepreensíveis em todas as áreas da vida, em particular, a oração.

5. Qual a exortação de Paulo aos crentes de Tessalônica?

R. Orar sem cessar.

Boa aula!

Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos subsídios colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto que está utilizando e com que finalidade (estudo pessoal, na igreja, postagem em outro site, impressão, etc.).

auxilioaomestre@bol.com.br

6 de outubro de 2010

Lição 3 – A Oração Sábia


17 de outubro de 2010

TEXTO ÁUREO

"E acabando Salomão de orar, desceu o fogo do céu, e consumiu o holocausto e os sacrifícios; e a glória do SENHOR encheu a casa." (2Cr 7.1).

- A "glória do SENHOR" refere-se a uma manifestação visível da presença e do esplendor de Deus e tem emprego variado na Bíblia. Às vezes, descreve o esplendor e majestade de Deus (cf. 1Cr 29.11; Hc 3.3-5), uma glória tão grandiosa que nenhum ser humano pode vê-la e continuar vivo (ver Êx 33.18-23). Quando muito, pode-se ver apenas um “aparecimento da semelhança da glória do Senhor” (cf. a visão que Ezequiel teve do trono de Deus, Ez 1.26-28). Neste sentido, a glória de Deus designa sua singularidade, sua santidade (cf. Is 6.1-3) e sua transcedência (cf. Rm 11.36; Hb 13.21). Pedro emprega a expressão “a magnífica glória” como um nome de Deus (2Pe 1.17). A glória de Deus também se refere à presença visível de Deus entre o seu povo, glória esta que os rabinos de tempos posteriores chamavam de shekinah. Shekinah é uma palavra hebraica que significa “habitação [de Deus]”, empregada para descrever a manifestação visível da presença e glória de Deus. Moisés viu a shekinah de Deus na coluna de nuvem e de fogo (Êx 13.21). Em Êx 29.43 é chamada “minha glória” (cf. Is 60.2). Ela cobriu o Sinai quando Deus outorgou a Lei (ver Êx 24.16,17 nota), encheu o Tabernáculo (Êx 40.34), guiou Israel no deserto (Êx 40.36-38) e posteriormente encheu o templo de Salomão. O equivalente da glória shekinah no NT é Jesus Cristo que, como a glória de Deus em carne humana, veio habitar entre nós (Jo 1.14). Os discípulos a viram na transfiguração de Cristo (Mt 17.2; 2Pe 1.16-18), e Estêvão a viu na ocasião do seu martírio (At 7.55). (adaptado do estudo A GLÓRIA DE DEUS, BEP CD RON)

VERDADE PRÁTICA

Apregoar a fidelidade do Senhor e adorá-Lo com humildade leva-nos a interceder pelo próximo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2º Crônicas 6.12,21,36,38,39

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

- Conhecer o contexto familiar de Salomão antes de ascender ao trono como rei de Israel;

- Explicar as características da oração de Salomão, e

- Conscientizar-se de que precisamos de sabedoria para a eficácia de nossas orações.

PALAVRA-CHAVE

Sabedoria:-qualidade de Sábio; caráter do que é dito ou pensado sabiamente

COMENTÁRIO

(I. INTRODUÇÃO)

Pode-se aprender muito com a oração de Salomão. Era bastante incomum que um rei se ajoelhasse perante outro, sobretudo diante de seus súditos, porque o ato significa submissão a uma autoridade superior. Salomão demonstrou seu grande amor e respeito por Deus ao se ajoelhar diante dEle. Essa atitude revelou que reconhecia Deus como Supremo Rei e Autoridade; isto encorajou o povo a fazer o mesmo. Quando Salomão dedicou o Templo, que construiu para que Deus pudesse habitar no meio do seu povo, colocou diante de Deus petições referentes à muitas situações que preocupariam Israel no futuro: pecado, inimigos, perdão, seca, pestilência, guerra, cativeiro, e assim por diante. Cada petição foi seguida por uma súplica para que Deus ouvisse e respondesse as orações de Israel. Quando Salomão terminou suas petições, Deus demonstrou de forma dramática a sua aprovação pelo templo e a sua aceitação da oração de Salomão. Desceu fogo do céu, consumindo os sacrifícios e as ofertas queimadas. Então a glória do Senhor encheu o templo. Há lições aqui para nós, pois Deus agora habita nossos corações como seu templo. Se o buscarmos, Ele estará conosco no mesmo momento. No instante em que colocamos as ofertas que selecionamos sobre o altar, o seu fogo santo desce. E sempre que deixarmos espaço disponível para Deus, Ele vem e ocupa! Boa Aula!

(II. DESENVOLVIMENTO)

I. VIVENDO A DIFERENÇA

1. O lar de Salomão. Como filho do rei de Israel, certamente o príncipe recebeu uma educação exemplar e acima da média, assim também como os outros filhos do rei, aculturados com costumes de sua e de outras nações. Davi certamente amava seus filhos, educou-os apropriadamente, mas faltou ao rei o pulso firme, pulso que aliás, estava amarrado pelo pecado cometido, sua autoridade e liderança não tinha voz ativa para a sua prole, isso levou sua família a ruína. Os filhos de Davi seguiram seu exemplo no adultério e no assassinato, muito embora possamos ver nos apelos de Tamar (não se faz assim em Israel) uma diferenciação nos padrões morais de Israel face aos praticados pelos vizinhos, mas os valores de Amnom seguiam uma escala diferenciada, por isso buscou saciar sua ‘lascívia animalesca’ possuindo sua meia-irmã. Os filhos do rei certamente foram instruídos na Lei do Senhor e Amnom certamente sabia que o incesto era condenado e o levaria a morte (Lv 20.17). Davi tinha a obrigação de fazer muito mais do que apenas se irar, pela Lei, o incestuoso deveria ser morto (Lv 20.17). Entendemos o comportamento de Davi, afinal, que pai entregaria seu filho à morte? Que dor aquele pai estava sentindo? Sua filha estuprada... seu filho transgressor da Lei, condenado à morte (que não ocorreu de imediato, mas ela chegou pela mão de Absalão). A profecia proferida por Natã claramente afirmava que Deus trataria com Davi às claras e a vista de todo o Israel. É fato que Absalão era o sucessor natural de Davi, tendo agora já vingado sua irmã e tirado o primogênito do caminho, certamente poderia galgar até o trono sem maiores percalços, mas a colheita de Davi continua, afinal, nenhuma palavra do Senhor cai por terra. ‘Ser pai é participar’, rezava um comercial de TV. É uma verdade que negligenciamos e que certamente nos pouparia de muita dor de cabeça, porque quando deixamos de ser companheiros de nossos filhos, aparecem os traficantes, quando deixamos de ser companheiro de nossa esposa, aparecem os ‘bicos doce’... Um bom pai acompanha seus filhos de perto, orientando-os inclusive em relação às suas companhias; um bom esposo é companheiro e bom ouvido, carinhoso, atencioso, dedicado e amável com seu cônjuge. Nunca é demais dizer que os pais devem ser os melhores amigos dos filhos sem, contudo, serem seus cúmplices. O afeto e a presença dos pais na vida dos filhos é fundamental para uma boa educação. "Deus nos aceita apesar do pecado e nos disciplina por causa de nosso pecado." Kenneth Gangel.

2. Salomão e o altar de Deus. Mais preciosa é do que os rubis, e tudo o que mais possas desejar não se pode comparar a ela.’ (Pv 3.15). Salomão entendia que a sabedoria seria o bem mais precioso que um rei poderia ter. Não sabemos, exatamente, qual foi o impacto do descuido familiar de Davi sobre a formação moral e espiritual de Salomão, mas sabemos que logo cedo ele seguiu o caminho do seu pai. A sabedoria torna-se efetiva quando colocada em prática, mas quando ele pediu sabedoria para governar seu reino, já havia praticado um hábito que tornaria seu conhecimento ineficaz para a sua vida: fez um pacto com o Faraó mediante o casamento com a filha daquele soberano que veio a ser a primeira de centenas de esposas obtidas por razões políticas e no decorrer de seu reinado, permitiu que elas corrompessem sua lealdade ao Senhor. Por isso Salomão não foi só contra as últimas palavras do seu pai, mas também contra as ordens de Deus. Sua ação nos lembra como é fácil saber o que é certo e, no entanto não fazê-lo.

3. A oração de Salomão na inauguração do Templo. Salomão sabia que Deus perdoaria o seu povo, se este deixasse os seus pecados e, sinceramente, se arrependesse com pesar e tristeza. Reconhecia, também, que Deus poderia resolver disciplinar os seus a fim de que "te temam todos os dias que viverem na terra" (1Rs 8.40). As palavras de Salomão não visam justificar seus pecados, ou os de Israel; pelo contrário, expressam a verdade que, sendo o pecado universal, existe sempre a possibilidade do povo de Deus desviar-se (Rm 3.23; 1Jo 1.10). A oração de Salomão é um modelo completo concernente ao que devemos ansiar em nosso andar com o Senhor. Ele rogou pela presença protetora e ajuda do Senhor; pela confirmação por Deus da sua palavra, dando cumprimento às suas promessas; por uma operação da graça divina em seus corações para guardarem a palavra de Deus e amarem seus justos caminhos; para que Deus atendesse as orações de todos os dias e suprisse as necessidades diárias; por uma compreensão cada vez maior da excelsa e mirífica natureza de Deus; e por um coração totalmente dedicado a Deus e à vontade dEle (1Rs 8.57-61).

SINÓPSE DO TÓPICO (1)

Salomão viveu a diferença através da aproximação com o altar de Deus, exposta na oração inaugural do Templo em meio ao contexto vivencial no palácio de seu pai.

II. AS CARACTERÍSTICAS DA ORAÃO DE SALOMAO

1. Salomão confessou que Deus é único (2Cr 6.14). Salomão confessou que não há Deus semelhante ao Senhor nos céus; não há ninguém semelhante a Ele na terra, com essa declaração ele relegou as divindades das nações ao nada. Essa declaração é a primeira coisa que um judeu ouve ao nascer e última ao morrer. O ‘Shemá Israel’[1] (Dt 6.4) ‘Ouve Israel, O Senhor, nosso Deus, é o único SENHOR. Este versículo juntamente com outros textos veterotestamentários (Dt 6.5-9; 11.13-21; Nm 15.37-41) ensina o monoteísmo. Esta doutrina afirma que Deus é o único Deus verdadeiro, e não uma teogonia[2] ou grupo de diferentes deuses; que é onipotente entre todos os seres e espíritos do mundo (Êx 15.11). Este Deus deve ser o objeto exclusivo do amor e obediência de Israel. Esse aspecto de "unicidade" é a base da proibição da adoração a outros deuses (Êx 20.2). O ensino do ‘Shemá Israel’ não contradiz a revelação no NT, de Deus como ser trino, que sendo uno em essência, é manifesto como Pai, Filho e Espírito Santo (Mt 3.17; Mc 1.11). Salomão logo esqueceu dessa declaração de fé, amou o Deus de seu pai, mas também amou muitas mulheres estrangeiras (1Rs 11.1-8). Teve 700 esposas, fruto dos muitos acordos políticos com várias nações pagãs, e 300 concubinas. Deus havia dito aos israelitas para não se casarem com essas pessoas, de tal modo que elas se tornaram uma cilada para ele. Desviou-se aos falsos deuses deles. A grandiosidade desse pecado desagradou o Senhor muito mais do que o pecado de Davi. Enquanto a punição de Davi foi de que a espada nunca deveria sair de sua casa, a pena para o pecado de Salomão seria a divisão, o declínio e a queda da nação de Israel.

2. Salomão proclama a fidelidade de Deus (2Cr 6.14,15). Saberás, pois, que o SENHOR teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel...’ (Dt 7.9). A fidelidade de Deus é um consolo para aqueles que permanecerem leais (1Ts 5.24; 2 Ts 3.3; Hb 10.23), mas para os infiéis é um aviso solene. Deus permanece sempre fiel à sua Palavra (2Sm 7.28; Jr 10.10; Tt 1.2; Ap 3.7). A fidelidade é um dos atributos de maior conforto e doçura. A fidelidade pertence a Deus; a inconstância caracteriza o homem pecador. A fidelidade de Deus é uma verdade prática ao crente. É travesseiro para a cabeça cansada, estímulo ao coração que desfalece e apoio para os joelhos fracos. Em todas as exigências da vida, podemos contar asseguradamente com Ele. Ele nunca decepcionará a alma que confia. Sua fidelidade nunca falhará. A fidelidade de Deus, juntamente com Seu imenso poder é nossa esperança eterna. Os homens nos decepcionam por falta de fidelidade ou poder. Mas podemos olhar além das ruínas causadas pela infidelidade dos homens, e avistarmos Um que é grande em fidelidade. Podemos ficar certos que ‘Porque fiel é o que prometeu’ (Hb 10.23). Deus é imutável, isto é, Ele é inalterável nos seus atributos, nas suas perfeições e nos seus propósitos para a raça humana (Nm 23.19; Sl 102.26-28; Is 41.4; Ml 3.6; Hb 1.11,12; Tg 1.17). Isso não significa, porém, que Deus nunca altere seus propósitos temporários ante o proceder humano. Ele pode, por exemplo, alterar suas decisões de castigo por causa do arrependimento sincero dos pecadores (Jn 3.6-10). Além disso, Ele é livre para atender as necessidades do ser humano e às orações do seu povo. Em vários casos a Bíblia fala de Deus mudando uma decisão como resultado das orações perseverantes dos justos (Nm 14.1-20; 2Rs 20.2-6; Is 38.2-6; Lc 18.1-8).

3. Salomão era sensível ao bem-estar de seu povo. É interessante notarmos que à medida que Salomão dirijia seu povo em oração, rogava a Deus que ouvisse as petições relacionadas a uma série de situações do cotidiano da nação. Deus se preocupa com tudo aquilo que podemos enfrentar, até com as dificuldades que nossas decisões possam acarretar, e deseja que o busquemos em oração.

SINÓPSE DO TÓPICO (2)

A confissão da unicidade de Deus, a proclamação de sua fidelidade e a sensibilidade pelo bem-estar do povo são características marcantes da oração de Salomão.

III. A ORAÇÃO INTERCESÓRIA

1. No Antigo Testamento. Oração intercesória é a ação de orar por outras pessoas. O papel de mediador em oração era prevalente no Velho Testamento (Abraão, Moisés, Davi, Samuel, Ezequias, Elias, Jeremias, Ezequiel e Daniel). Preocupado com Ló e sua família, Abraão intercedeu diante de Deus para Ele não destruir as cidades impenitentes. Deus respondeu à oração de Abraão, embora não como este esperava. Embora os ímpios perecessem, Deus não destruiu os justos com os ímpios.

2. No período interbíblico. Entre o final do Antigo e o início do Novo Testamento há uma lacuna de 400 anos sem a manifestação de um profeta de Deus. Durante esse longo período houveram eventos marcantes, guerras e o surgimento de diversos grupos que estão presentes nas páginas do Novo Testamento. Numa época de condições espirituais deploráveis, o justo Simeão era dedicado a Deus e cheio do Espírito Santo, esperando com fé, paciência e grande anseio a vinda do Messias. Semelhantemente, nos últimos dias da presente era, quando muitos abandonam a fé apostólica do NT e a bendita esperança da vinda de Cristo (Tt 2.13), sempre haverá os Simeões fiéis. Outras pessoas podem depositar suas esperanças nesta vida e neste mundo, mas os fiéis serão como o servo leal que mantém-se em vigília durante a longa e escura noite, esperando a volta do seu Mestre (Mt 24.45-47). Nossa maior bênção será ver face a face o Cristo do Senhor (v. 26; cf. Ap 22.4), estar pronto na sua vinda e habitar para sempre na sua presença (Ap 21,22).

3. Em o Novo Testamento. No NT, Cristo é retratado como o intercessor supremo; e por causa disso toda oração Cristã se torna intercessão, já que é oferecida a Deus através de Jesus Cristo. Jesus acabou com a distância que existia entre nós e Deus quando Ele morreu na cruz. Ele foi o mais importante mediador (intercessor) que já existiu. Por causa disso podemos agora interceder em oração a favor de outros Cristãos, ou pelos perdidos, pedindo a Deus que lhes conceda arrependimento de acordo com Sua vontade. ‘Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem(1Tm 2.5). ‘Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós(Rm 8.34).

SINÓPSE DO TÓPICO (3)

A oração intercessória de Salomão pode ser comparada, em sua sensibilidade com a dos protagonistas nos períodos do Antigo Testamento, o interbíblico e Novo Testamento.

(III. CONCLUSÃO)

‘Por isso disse que os destruiria, não houvesse Moisés, seu escolhido, ficado perante ele na brecha, para desviar a sua indignação, a fim de não os destruir.’ (Sl 106.23). O intercessor é o que vai a Deus não por causa de si mesmo, mas por causa dos outros. Ele se coloca numa posição de sacerdote, entre Deus e o homem, para pleitear a sua causa. Todo cristão é chamado a exercer o sacerdócio. Ocupar a função sacerdotal implica necessariamente em ministrar a Deus a favor dos homens. É verdade que todos têm acesso à Deus, através de Cristo Jesus, porém é também verdade que a Bíblia nos exorta a orar uns pelos outros e fazer súplicas e intercessões por todos os homens. É um imperativo, um chamado, um dever, um privilégio. Por causa de tudo quanto já estudamos, é premente a necessidade de intercessores.

[1] [Shemá Israel (em hebraico שמע ישראל; "Ouça Israel") são as duas primeiras palavras da seção da Torá que constitui a profissão de fé central do monoteísmo judaico (Dt 6.4-9) no qual se diz שמע ישראל י-ה-ו-ה אלקינו י-ה-ו-ה אחד (Shemá Yisrael Adonai Elohêinu Adonai Echad - Escuta ó Israel, O Senhor nosso Deus é único).];

[2] Teogonia (em grego, Θεογονία [theos, deus + genea, origem] - THEOGONIA, na transliteração), também conhecida por Genealogia dos Deuses, é um poema mitológico em 1022 versos exametros escrito por Hesíodo no séc. VIII a.C., no qual o narrador é o próprio poeta. O poema se constitui no mito cosmogônico (descrição da origem do mundo) dos gregos, que se desenvolve com geração sucessiva dos deuses, e na parte final, com o envolvimento destes com os homens originando assim os heróis. Nesse mito, as deidades representam fenômenos ou aspectos básicos da natureza humana, expressando assim as idéias dos primeiros gregos sobre a constituição do universo.

APLICAÇÃO PESSOAL

John Stott, no livro "Your Confirmation” (rev. edn. London: Hodder and Stoughton, 1991), p. 118, escreve: ‘Homens e mulheres estão no seu estado mais nobre quando estão de joelhos diante de Deus em oração. [...] Quando oramos somos verdadeiramente humanos, pois o homem foi feito por Deus e para Deus, e, quando ora, está em comunhão com Deus. Desta forma, a oração é uma atividade autêntica por si só, independente de quaisquer benefícios que possa nos trazer. Ainda assim, ela é também um dos meios mais efetivos de graça. Eu duvido que alguém possa se tornar semelhante a Cristo sem que seja antes diligente na oração.’ A oração é o elo de ligação que carecemos para recebermos as bênçãos de Deus, o seu poder e o cumprimento das suas promessas. Numerosas passagens bíblicas ilustram esse princípio. Jesus, por exemplo, prometeu aos seus seguidores que receberiam o Espírito Santo se perseverassem em pedir, buscar e bater à porta do seu Pai celestial (Lc 11.5-13). Deus, no seu plano de salvação da humanidade, estabeleceu que os crentes sejam seus cooperadores no processo da redenção. Em certo sentido, Deus se limita às orações santas, de fé e incessantes do seu povo. Muitas coisas não serão realizadas no reino de Deus se não houver oração intercessória dos crentes.

Deus tinha Moisés como um amigo íntimo, com quem podia conversar face a face. Esse relacionamento especial devia-se, em parte, ao fato de que Moisés vivia verdadeiramente dedicado a Deus e à sua causa, sua vontade e seus propósitos. Moisés vivia em harmonia com o Espírito de Deus, a ponto de compartilhar dos próprios sentimentos de Deus, de padecer quando Ele padecia e de entristecer-se com o pecado quando Deus ficava entristecido (Ex 32.19). Todo crente deve procurar conhecer os caminhos de Deus através da oração e crescer numa comunhão tão profunda com Ele e seus propósitos, o que o torna realmente um amigo de Deus. Tais exemplos devem fortalecer a nossa fé e encher-nos de disposição para orarmos de modo eficaz, segundo os princípios delineados na Bíblia.

Crendo N’Aquele que é galardoador dos que o buscam (Hb 11.6),

Francisco A Barbosa

auxilioaomestre@bol.com.br

EXERCÍCIOS

1. O que aprendemos mediante as experiências de Salomão com Deus altar da oração?

- R. Que é possível a qualquer crente permanecer firme e inabalável na fé, independente de meio no qual ele necessite estar.

2. O que a oração de Salomão na inauguração do Templo revela acerca de sua pessoa?

- R. Revela a sua bondade e a grandeza de seu coração para com o povo (2Cr 6.12-42).

3. Cite duas características da oração de Salomão:

- R. Confissão de que Deus é único; Sensibilidade pelo bem-estar do povo.

4. O que significa período interbíblico?

- R. Significa ‘entre a Bíblia’, ou seja, o período entre o AT e o NT.

5. Qual era o assunto central nas orações de Ana?

- R. A redenção em Jerusalém.

Boa aula!

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA

- Lições Bíblicas 4º Trim. Livro do Mestre CPAD (http://www.cpad.com.br);

- Stamps, Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD;

- Bíblia de Estudo Genebra. São Pulo e Barueri, Cultura Cristã e SBB, 1999;

- SOUZA, Estevam Ângelo, Guia Básico de Oração. Como Orar com Eficácia no seu Dia-a-Dia. Rio de Janeiro, CPAD, 2002;

- BRANDT, Robert L., BICKET, Zenas J. Teologia Bíblica da Oração. Rio de Janeiro, CPAD, 4. Ed., 2007;

- http://ogideao.blogspot.com/2010/07/licao-05-conhecendo-o-valor-da-oracao.html;

- http://en.wikipedia.org/wiki/Shema_Yisrael;

- http://es.wikipedia.org/wiki/Teogon%C3%ADa

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