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8 de maio de 2013

lição 6 - infidelidade conjugal



Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2013 - CPAD - Jovens e Adultos
Título: A Família Cristã no século XXI — Protegendo seu lar dos ataques do inimigo
Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Elaboração e pesquisa para a Escola Dominical da Igreja de Cristo no Brasil, Campina Grande-PB;
Postagem no Blog AUXÍLIO AO MESTRE: Francisco A Barbosa.

lição 6 - infidelidade conjugal
12 de maio de 2013

TEXTO ÁUREO
“Mas o homem que comete adultério não tem juízo; qualquer pessoa que assim procede a si mesmo se destrói” (Pv 6.32 BKJ).

VERDADE PRÁTICA
A infidelidade conjugal traz sérias consequências a toda a família. Por isso, Deus abomina tal pratica.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Provérbios 5.1-5; Mateus 5.27-28


OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·         Reconhecer que o adultério é um pecado grave;
·         Elencar as consequências da infidelidade conjugal, e
·         Pontuar alguns conselhos preventivos contra a infidelidade.

PALAVRA-CHAVE
Infidelidade:Procedimento de infiel; deslealdade, traição, perfídia.
COMENTÁRIO

introdução

Qual a dor emocional mais forte? Pessoas que passaram pela experiência de ser traído descrevem que foi como se uma faca tivesse atingido seu coração, dilacerando-o. A infidelidade conjugal (adultério), do hebraico na’aph é uma das práticas condenadas nos Dez Mandamentos: “Não adulterarás” (Êx 20.14). A infidelidade conjugal é um dos fatores mais desastrosos, danosos de uma relação. Ela desequilibra as esferas emocional, familiar, espiritual, social, profissional e sexual do indivíduo. Provoca danos, muitas vezes, irreversíveis. Se as pessoas previssem ou antecipassem as consequências da traição, provavelmente pensariam melhor antes de, irracionalmente, darem vazão aos sentimentos e desejos impulsivos que o levaram a tal. A impulsividade impede de o infiel medir a consequência entre seu ato impensado e a culpa e o prognóstico diante disso. Até mesmo para uma sociedade corrompida e à parte da ética cristã, a infidelidade conjugal é inaceitável, mesmo que a mídia tente impor esse estilo de vida como prática socialmente aceitável. Porém, para nós, o adultério é e continuará a ser uma ofensa ao próprio Deus. Nesta lição, refletiremos a respeito desse terrível mal que vem infelicitando as famílias. Tenhamos todos uma excelente e abençoada aula!

I. ADULTÉRIO, UM GRAVE PECADO
1. Conceito e origem da palavra. Adultério é uma palavra que derivou da expressão em latina ad alterum torum que significa literalmente na cama de outro(a) que designava a prática da infidelidade conjugal e com o tempo se estendeu ao sentido de fraudar ou falsificar adjeta ao verbo "adulterar". "ato de se relacionar com terceiro na constância do casamento", é considerado uma grave violação dos deveres conjugais por quase todas as civilizações de quase toda a história, sendo que algumas sociedades puniam gravemente o cônjuge adúltero e/ou a pessoa com quem praticava o ato, sendo ambos passíveis de morte. A palavra hebraica usada para adultério no Antigo Testamento é na’aph, que é derivada das palavras aramaicas na’ªpûp e ni’ûp, e aparece somente na Tanakh. Na’aph significa exclusivamente relações sexuais ilícitas entre pessoas casadas ou comprometidas. A palavra adultério e derivadas ocorre 34 vezes no AT. Além da conotação sexual, o adultério também é definido no Antigo Testamento como uma ofensa às leis acerca do matrimônio. Além de quebrar a união matrimonial, ele é encarado, quando o adúltero é casado, como uma ofensa ao marido da amante, e quando a adúltera é casada, como uma ofensa ao seu próprio marido. Também ele é definido como uma atitude contra Deus (Jo 31.11), contra a sociedade, como uma desonra a Deus ao colocar a vontade humana sobre a vontade divina (Gn 2.24), um ato de rebeldia, um meio de destruir a própria reputação (Pv 6.32,33) e um jeito de prejudicar a própria mente (Os 4.11-14). No Novo Testamento, a primeira adição ao assunto está em Mt 5.27,28. O texto traduzido literalmente diz: “Mas eu digo a vós que, qualquer um que olhar para uma mulher para cobiçar após ela, já tem cometido adultério com ela em seu coração”. Na ocasião Jesus discursa sobre a fidelidade própria do reino. Em seu discurso faz a diferença entre moralismo externo e os desejos do coração. O termo grego para "adultério" é moicheúseis, e para "cobiçar" epithumesai, que no contexto implica em ansiar, desejar possuir. Jesus foi para além da letra da Lei e dos comportamentos aparentes, enfatizando o “espírito” da Lei e as intenções do coração (homem interior).
2. É preciso vigiar. No Novo Testamento, a primeira adição ao assunto está em Mt 5.27,28. O texto traduzido literalmente diz: “Mas eu digo a vós que, qualquer um que olhar para uma mulher para cobiçar após ela, já tem cometido adultério com ela em seu coração”. Na ocasião Jesus discursa sobre a fidelidade própria do reino. Em seu discurso faz a diferença entre moralismo externo e os desejos do coração. O caso de infidelidade conjugal no Antigo Testamento bastante conhecido é o de Davi: “E enviou Davi e perguntou por aquela mulher; e disseram: Porventura, não é esta Bate-Seba, filha de Eliã e mulher de Urias, o heteu? Então, enviou Davi mensageiros e a mandou trazer; e, entrando ela a ele, se deitou com ela (e já ela se tinha purificado da sua imundície); então, voltou ela para sua casa” (2 Sm 11.3-4).
3. Buscar a presença de Deus e não desprezar o cônjuge. O ensino de Cristo em Mateus 6.22-23 é que "O olho é a lâmpada do corpo. Se seus olhos forem bons, todo o teu corpo será cheio de luz. Mas se teus olhos forem maus, todo o teu corpo será tenebroso”. Diz ainda: “Não cometerás adultério. Mas eu vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher com intenção impura, já adulterou com ela em seu coração" (Mt 5.27,28). O início da derrocada é com um olhar, com um ouvir, com um cobiçar. Não são poucos os crentes que estão sucumbindo em adultério por não controlar seus instintos, por não possuir domínio próprio. A culpa que a infidelidade traz é contínua e infinitamente maior do que o prazer que possa proporcionar. O infiel não consegue mensurar as consequências danosas na vida de seu cônjuge. Na vida cristã, a infidelidade conjugal geralmente é resultado de um mix de fatores: negligência na vida de oração e falta de vigilância, vida carnal, conflitos no casamento, etc.

SINOPSE DO TÓPICO (I)
O adultério é um grave pecado. Por isso, o cônjuge deve vigiar, buscar a presença de Deus e jamais desprezar o outro.

II. AS CONSEQUÊNCIAS DA INFIDELIDADE
1. Afastamento de Deus. A infidelidade conjugal é, sem dúvida, o fator mais destrutivo da união familiar. É tão séria que foi a única opção descrita por Jesus como tolerável, em um caso de divórcio, para que um homem se afastasse de sua mulher para se casar com outra (a esposa infiel era repudiada pelo esposo e vinha então o divórcio). A infidelidade conjugal é prejudicial à família e à relação com Deus. O Antigo Testamento mostra que a idolatria é comparada a uma infidelidade conjugal. Oséias, profeta de Deus, demonstrou em sua profecia a similaridade da traição de sua mulher, Gomer, com as traições de Israel para com Deus, motivo que fez com que Deus se irritasse muito com Seu próprio povo. As mais funestas consequências da infidelidade conjugal são: a destruição do lar e o afastamento de Deus. É evidente que o preço a se pagar por tal pecado é alto demais para aqueles que prezam por sua família e pela comunhão com Deus. Uma família bem estruturada tem seu preço, e da mesma forma uma família desestruturada. Que isso nos sirva de lição para que nos guardemos dos pecados sexuais e de suas consequências.
2. Morte espiritual. A pessoa infiel não consegue mensurar as consequências danosas na vida de seu companheiro. Cônjuges sentindo-se traídos em todos os aspectos, principalmente, na invasão de sua intimidade e de seu lar, de seu trabalho, dá vazão as suas piores reações. É onde, muitas vezes, ocorrem os chamados crimes passionais. No conhecido caso de adultério cometido por Davi, as consequências foram trágicas, pois culminou na trama da morte do marido de Bate-Seba, Urias (2 Sm 11.14-17). Davi foi cobrado pelo SENHOR por isso (2 Sm 12.14-19). Apesar do grande erro cometido, ao assumir seu pecado e demonstrar sincero arrependimento, a graça e a misericórdia de Deus se manifestaram em forma de perdão absoluto (2 Sm 12.13), isentando Davi das consequências legais de sua inflação: “Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera” (Lv 20.10).
3. Um lar despedaçado. A traição mata os relacionamentos mais lindos dessa vida; destrói a confiança. A traição dói, fere, machuca, é como uma faca afiada que despedaça de uma vez um relacionamento que foi construído aos poucos, muitas vezes, que levou anos. em sido o principal motivo de casamentos desfeitos, lares desestruturados, famílias destruídas. É por conta dessa triste realidade que as pessoas estão tão inseguras e desconfiadas hoje em dia. O amor tem se esfriado, as pessoas tem se tornado inseguras, instáveis, ressabiadas, desconfiadas. A realidade é que com toda podridão, vulgaridade e banalização do amor que temos visto, o medo da traição tem atacado igualmente homens e mulheres. Vivemos a era do descartável, a nossa mentalidade é “se não der certo, termina”, são os namoros just for fun, e isso é uma defraudação emocional conosco e com o próximo, pois, ao nos relacionarmos com alguém deixamos ‘marcas’ de nós naquela pessoa. A traição está diretamente ligada à falta caráter de uma pessoa, razão pela qual, ela tem perdão (é o que a Bíblia ensina), mas a possibilidade de reconciliação é opcional. A única carta magma de Deus para o divórcio é o adultério [http://estudos.gospelmais.com.br/traicao-voce-conhece-essa-dor.html].

SINOPSE DO TÓPICO (II)
A infidelidade conjugal afasta a pessoa de Deus, mata a espiritualidade e dilacera o lar

III. CONSELHOS CONTRA A INFIDELIDADE
1. Fuja das tentações. Para não sermos alvos dessa situação, como diz o ditado da vovó: “ melhor PREVENIR que REMEDIAR”. Como prevenir? Sendo submissos ao Senhor pedindo-lhe orientação e discernimento diante das pessoas que surgirem em nosso caminho. Lembre-se: Jesus foi traído com um BEIJO. Nunca deixe alguém roubar de você aquilo que JESUS morreu para lhe dar: Alegria, Paz, esperança, vitória, estabilidade, liberdade, segurança e constância. É preciso ser prudente e evitar o mal. José, homem integro, foi traído friamente por seus irmãos, posto no poço e vendido como escravo, para depois ser concedido a Potifar, e, outra vez, ser maliciosamente traído por sua esposa. Foi posto na prisão, fez amizade com o copeiro do rei e mais uma vez conheceu o beijo da traição pois aquele homem quebrou a promessa feita na prisão e se esqueceu de José. Imagina a agonia, a dor, a aflição de José. Os anos passaram e José foi lembrado pelo Senhor e exaltado ao trono do Egito [http://estudos.gospelmais.com.br/traicao-voce-conhece-essa-dor.html].
2. Honre o seu cônjuge. É necessário que cada cônjuge compreenda a importância de seu espaço e o do outro dentro do casamento, a responsabilidade de cada um. Em que pese à redundância, o casamento deve ser solidificado num relacionamento de amor, amizade, intimidade, companheirismo, confiança e cumplicidade [http://www.rosangelatostes.com.br/artigos/60-a-infidelidade-conjugal.html]. A saída para evitar a infidelidade conjugal passa por diálogo sincero, humildade de ambos, marido e mulher, para aceitar dificuldades pessoais e procurar ajuda para resolvê-las, aceitar a limitação de todos os seres humanos para nos amar como sonhamos ser amados e aceitar o amor possível, parar de ter obsessão pelo outro, e aprender que homem e mulher são diferentes do ponto de vista comportamental o que produz a necessidade de aceitar as limitações pessoais e a compreensão de que o outro nunca poderá preencher todas as necessidades de cada um [http://www.esperanca.com.br/familia/casamento/a-infidelidade-conjugal-e-tambem-uma-maldade/]. A fidelidade conjugal traz  honra a cada cônjuge. A mentira do mundo é que o estilo de vida, que consiste em se viver desregradamente como solteiro, é liberdade. Mas como é que isto é liberdade para a mulher cujo homem espera que ela compartilhe a sua intimidade e o apoie em sua vida, todavia ele pode ir em frente se ele encontrar uma pessoa mais bonita, mais amigável, mais agradável? É isso liberdade para o homem cuja mulher compartilha de seu coração, dá ânimo a seus dias, dá alegria à sua alma, todavia ela pode ir em frente se algum outro homem mais excitante, mais bonitão ou mais rico aparecer? Não! O casamento oferece fidelidade e permanência em troca de companheirismo, amor, intimidade, apoio e amizade. O casamento é a maneira venerável de tratar um ao outro. O casamento livra da tirania da incerteza. Por ventura é alguma maravilha que tantos homens e mulheres estejam ansiosos ou sofrendo, considerando que eles estão aprisionados na "liberdade" do não-compromisso? [http://solascriptura-tt.org/VidaDosCrentes/VidaAmorosa/Divorcio1-LeisDeusContraEle-VLondini.htm]
3. Aprecie seu conjuge. Não são poucos os crentes que utilizam a desculpa da “espiritualidade” para se desvencilharem de suas obrigações conjugais. Paulo deixa claro que essa atitude tem uma implicação séria: a tentação de satanás. “Não vos negueis um ao outro, a não ser de comum acordo por algum tempo, a fim de vos consagrardes à oração. Depois, uni-vos de novo, para que Satanás não vos tente por causa da vossa falta de controle” (1Co 7.5). Paulo deixa claro que a abstinência sexual das pessoas casadas devem seguir estes princípios: Deve ser de comum acordo, ou seja, o casal deve concordar com essa abstinência, ou ela não poderá acontecer; deve ser temporário, ou seja, não pode ser por toda a vida; deve ser para que a pessoa se dedique à oração, ou seja, um propósito específico e elevado. A consequência de não se respeitar esses princípios é ser alvo da tentação de Satanás. Imagine a situação: se andamos com Deus e ainda assim somos tentados, quem dirá se abrirmos a guarda e dermos motivos para que o tentador nos ataque. Portanto, que isso fique claro: atender ao nosso cônjuge em suas necessidades sexuais faz parte de nossa obrigação também diante de Deus, e nos resguarda de tentações satânicas na esfera sexual. Portanto, fuja desse tipo de tentação, compreendendo seu cônjuge e honrando-o em suas necessidades afetivas [SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO - A infidelidade conjugal].
SINOPSE DO TÓPICO (III)
Alguns conselhos contra a infidelidade no matrimônio: fuja das tentações; honre o seu cônjuge e o aprecie.

CONCLUSÃO

Muitas famílias têm sido destruídas por causa da infidelidade conjugal. Para que haja uma restauração da confiança é necessário haver dedicação e compreensão, evitar cobranças constantes e quaisquer pressões. Não são poucos os casos de infidelidade conjugal na Igreja. Para os irmãos em Cristo que já experimentaram essa dor, é preciso pensar sempre que, se quiser realmente reconstruir o que se quebrou, além do perdão, é necessário resgatar as raízes que os levaram a dar o passo inicial do casamento, relembrar o que os aproximou, as qualidade de um de e outro, os defeitos de ambos que ao longo dos anos foram se acostumando, ou foram exterminados ou remodelados, a cumplicidade. Não há dúvida alguma que a vontade do Pai celestial nos casos de infidelidade conjugal, onde o arrependimento da parte infiel é notório e verdadeiro, é a liberação do perdão. O próprio Deus foi vitimado pela infidelidade de Israel: O relacionamento entre Deus e Israel é frequentemente comparado a um contrato matrimonial (e.g. Is 54.5; Jr 3.14; cf. Ef 5.22-32). “Desviando-se do Senhor”, a fim de adorar aos ídolos, Israel foi considerado por Deus como um caso de infidelidade ou prostituição espiritual. O casamento de Oséias deveria ser, portanto, uma lição prática para o infiel Reino do Norte. (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p. 1273). Nunca deixe alguém roubar de você aquilo que Jesus morreu para lhe dar: Alegria, paz, esperança, vitória, estabilidade, liberdade, segurança e constância. O relacionamento errado do homem com Deus gera uma degradação de relacionamentos humanos. Se não tivermos um relacionamento correto com Deus provavelmente não encontraremos satisfação e contentamento em nenhum outro relacionamento humano. Onde há Deus, há esperanças, Ele é a receita para os relacionamentos saudáveis.

NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8),

Graça e Paz a todos que estão em Cristo!

Francisco de Assis Barbosa
Cor mio tibi offero, Domine, prompte et sincere
Meu coração te ofereço, Senhor, pronto e sincero (Calvino)

Recife-PE
Maio de 2013.

EXERCÍCIOS
1. Defina, de acordo com a lição, a palavra adultério.
R. É a relação sexual entre uma pessoa casada com outra que não é o seu conjuge.
2. Na Lei Mosaica, qual era a pena para quem adulterava?
R. O apedrejamento (Lv 20.10; Dt 22.22).
3. Cite as consequências da infidelidade.
R. Afastamento de Deus, morte espiritual e um lar despedaçado.
4. De acordo com a lição, quais conselhos podem ajudar a evitar a infidelidade?
R. Fuja das tentações, honre o seu cônjuge, aprecie seu cônjuge..
5. Que conselho você daria para alguém que foi infiel para com o seu conjuge?
R. Resposta pessoal.

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

OBRAS CONSULTADAS:
-. Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2013, Jovens e Adultos: A Família Cristã no século XXI — Protegendo seu lar dos ataques do inimigo; Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima; CPAD;
-. LIMA, Elinaldo Renovato de. A Família Cristã nos dias atuais. 7 ed. 2004, RJ: CPAD;
-.CRUZ, E. Sócios, Amigos & Amados. Os três pilares do casamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2005;
-.YOUNG, E. Os Dez Mandamentos do Casamento: O que fazer e o que não fazer para manter uma aliança por toda a vida. 1 ed., RJ: CPAD, 2011.

Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos subsídios colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto que está utilizando e com que finalidade (estudo pessoal, na igreja, postagem em outro site, impressão, etc.).
Francisco de Assis Barbosa

2 de maio de 2013

Lição 5 – Conflitos na família


Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2013 - CPAD - Jovens e Adultos
Título: A Família Cristã no século XXI — Protegendo seu lar dos ataques do inimigo
Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Elaboração e pesquisa para a Escola Dominical da Igreja de Cristo no Brasil, Campina Grande-PB;
Postagem no Blog AUXÍLIO AO MESTRE: Francisco A Barbosa.

Lição 5Conflitos na família
5 de maio de 2013

TEXTO ÁUREO
“Eu, porém, esperarei no SENHOR; esperei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá” (Mq 7.7).

VERDADE PRÁTICA
Se buscarmos a graça de Deus e exercermos o amor que Ele nos concedeu, poderemos resolver todos os conflitos que surgirem em nossa família.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Efésios 5.22-30
22 - Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor;
23 - Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja: sendo ele próprio o salvador do corpo.
24 - De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos.
25 - Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,
26 - Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,
27 - Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.
28 - Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.
29 - Porque nunca ninguém aborreceu a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja;
30 - Porque somos membros do seu corpo.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·         Elencar alguns fatores que podem gerar conflitos entre os cônjuges.
·         Analisar os resultados das atividades profissionais dos pais.
·         Compreender a importância da fidelidade conjugal no casamento.

PALAVRA-CHAVE
Conflito: (latim conflictus, -us) 1. Altercação, desordem; 2. Pendência; 3. Choque; 4. Embate; 5. Luta; oposição; disputa. [http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=conflito]
COMENTÁRIO

introdução

Infelizmente, na semana anterior, impossibilitado pelo trabalho secular, não disponibilizei o subsídio da lição 4 – A família sob ataque. Hoje, tenho a satisfação em expor meu plano de aula preparado para a minha classe da EBD, na Igreja de Cristo no Brasil, em Campina Grande-PB, e também para os seguidores do Blog Auxílio ao Mestre!

Vivemos em um momento de grande desafio para as famílias. Os dias são maus, o mundo inteiro jaz no maligno e o diabo não tem poupado aquilo que chamamos de a célula da sociedade. Definitivamente o projeto de um lar sem Deus está fadado ao fracasso. Quantos lares destroçados! Quantos pais divorciados! Surge no cenário uma nova estrutura social: a família-mosaico. Uma criança explica: “Minha tia, por parte do meu padrasto, é a mãe do meu meio-irmão, que não é exatamente irmão, mas irmã.” Ao abrirmos o Salmo 127, vemos um princípio básico para uma família sobreviver ao caos moderno: Reconhecer a sua incapacidade de gerir um lar sem Deus! Eis o grande alerta: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam.” Tenhamos todos uma excelente e abençoada aula!

I. DESENTENDIMENTO ENTRE OS CÔNJUGES
1. Temperamentos diferentes. A palavra temperamento deriva do latim "temperamentum" e significa "uma mistura em proporções". É a mesma derivação de tempero e temperança. Temperamento designa em psicologia um aspecto especial da personalidade: as particularidades do indivíduo ligadas à forma do comportamento, principalmente ligadas aos três "As" da personalidade: afetividade, atividade (excitação) e atenção. A conceituação de temperamento é, no entanto difícil e se confunde muitas vezes com outros conceitos como traços de personalidades e motivos. Por muitos traços de temperamento estarem ligados a tendências disposicionais da pessoa de vivenciar determinadas emoções ou humores de maneira relativamente intensa ou frequente, definiram-no alguns autores (Wundt, Allport, Mehrabian) com base em tais disposições. No entanto tal definição mostra-se restrita, por não incluir traços como hiperatividade, atenção, perseverança, tradicionalmente vistos como parte do temperamento. Rothbart e Bates (1998) fazem todas as diferenças de temperamento derivarem dos três "As"  - afetividade, ativação (excitação) e atenção. Buss e Plomin (1984) especificaram ainda mais essa definição: para eles temperamento é o conjunto de traços de personalidade (a) observáveis desde os primeiros anos de vida, (b) influenciados em grande parte geneticamente e (c) estáveis a longo prazo. Também essa definição não é plenamente satisfatória, por não diferenciar os traços de temperamento de outros traços de personalidade. Apesar da dificuldade com respeito à definição do termo, reina unanimidade quanto ao fato de inteligência e capacidades e interesses culturais não fazerem parte dela. O termo também é usado em linguagem comum - ou seja, no âmbito da psicologia do senso comum - muitas vezes como sinônimo de personalidade, caráter ou índole. Esse uso na linguagem quotidiana dificulta ainda mais a definição do termo [http://pt.wikipedia.org/wiki/Temperamento_(psicologia)]. Esaú, filho de Isaque, era um homem profano, um tempestuoso homem do campo que, com visão curta, gratificou seu apetite e desprezou a herança futura da família. Jacó, seu irmão, apesar de sua desonestidade, tinha uma visão ampla do valor da herança (Gn 25.27). Toda família tem desacordos. O casal que nunca tem conflitos não existe. Infelizmente, conflitos podem levar a brigas sérias. Uma briga séria é aquela que desune esposo e esposa, mas nunca resolve a causa do problema. Como resultado, casais acumulam amargura, rixas, raiva descontrolada, ódio e, frequentemente, divórcio.
2. Fatores que trazem conflitos. Diversos são os fatores que desencadeiam conflitos no lar. Eis alguns deles:
a) Falta de confiança. O termo “ciúme” significa receio ou despeito de certos afetos alheios não serem exclusivamente para nós. Para o psiquiatra e psicoterapeuta Eduardo Ferreira-Santos, que já escreveu dois livros sobre o assunto, amor e ciúme não podem andar juntos: “Ciúmes não é prova de amor”. Ele explica que a base do ciúme está na estrutura psicológica da pessoa. O ciumento sente necessidade do outro como se o outro fosse parte dele: “Ciúme é uma dor e é comum, embora não seja saudável. É um sinal de que há alguma coisa errada na estrutura da pessoa”. Para o médico, há quatro graus de ciúmes: 1 – Zeloso: “É um estágio em que o sentimento ainda pode ser considerado saudável, pois há o cuidado e a preocupação com o bem estar do outro. Ao falar da roupa ou do comportamento do outro, a pessoa visa o bem do parceiro”. 2 – Enciumado: “É quem não é habitualmente ciumento, mas, na vigência de uma situação em que se vê ameaçado, sente medo de perder e entra em competição com um terceiro. Por exemplo, em uma festa, quando a pessoa se sente em desvantagem com relação à outra. Mas é um fato isolado”. 3 – Ciumento: “É o mais clássico. Não precisa de motivo nenhum para estar sempre desconfiado, imaginando que o outro pode o estar traindo. É um traço da personalidade da pessoa, que vive com medo, vasculha bolsa, celular, reclama de roupa, ou seja, vive sofrendo e com medo de perder o parceiro”. 4 – Doente: “O comportamento, aqui, se dá através de uma doença neurológica, causada, por exemplo, por álcool ou um tumor. Nesse caso, a fantasia se torna um delírio e a pessoa tem certeza de um fato que não é realidade. É o verdadeiro ciúme patológico” [http://familiaibs.wordpress.com/2008/10/30/%E2%80%98ciumes-nao-e-prova-de-amor%E2%80%99-diz-psiquiatra/].
b) Tratamento grosseiro. longanimidade (gr. makrothumia), i.e., perseverança, paciência, ser tardio para irar-se ou para o desespero (Ef 4.2; 2Tm 3.10; Hb 12.1), é o caráter da pessoa que suporta as adversidades e que prossegue em seu empenho, apesar dos obstáculos; Bondade que faz desprezar as ofensas (Gl 5.22).
c) Dívidas. “Temperança” (gr. egkrateia), isto é, o controle ou domínio próprio sobre nossos próprios desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais; também a pureza (1Co 7.9; Tt 1.8; 2.5), também no controle da vida financeira. Talvez a palavra dinheiro e o verbo comprar sejam os mais usados nos lares. Entretanto, a má atitude de algum membro da família com relação ao dinheiro pode prejudicar a todos. Mas, se houver bom ensinamento e boa administração financeira, certamente o dinheiro será bênção. É necessário união e compreensão entre os membros da família. Se todos tiverem afeição e confiança entre si, se houver altruísmo, tolerância e respeito como base para seu relacionamento, a família conseguirá superar seus problemas financeiros. É preciso que todos saibam fazer a diferença entre aquilo que é necessário e o que é supérfluo, I Tm. 6: 8, cooperando-se mutuamente. Deve-se ter uma atitude equilibrada com relação ao dinheiro. Ele não deve ser encarado como um fim em si mesmo. É apenas um meio pelo qual se alcançam alguns valores da vida. Por outro lado, não podemos minimizar sua importância. É justo que se trabalhe, se esforce e que se poupe certa quantidade para momentos imprevisíveis e para outras necessidades da vida. Economizar visando a um futuro melhor para os filhos é um dever dos pais, e os filhos aprenderão a gastar construtivamente e a dar a devida importância ao dinheiro. Determinação de viver dentro dos rendimentos. Precauções devem ser tomadas para que as despesas do lar não ultrapassem ao que se ganha. Se há descontrole nas finanças, se os pais excedem nos gastos, é claro que no final do mês haverá dificuldades financeiras.
d) Infidelidade. “Fé” (gr. pistis), isto é, lealdade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e honestidade (Mt 23.23; Rm 3.3; 1Tm 6.12; 2Tm 2.2; 4.7; Tt 2.10). Nossa geração é bombardeada a todo momento com informação sensualizada. Vivemos em uma era de liberdade de expressão e de um estilo "livre" de vida. Hoje vemos nos filmes, nas novelas, nas músicas, nas danças, nas roupas da moda, etc., uma comercialização do sexo. Hoje em dia o sexo está tão banalizado que não há mais aquela expectativa dos noivos em se descobrirem aos poucos, em maravilharem-se um com o outro vivendo uma novidade maravilhosa de um toque, de uma fragrância, de surpresas que fortalecem o casamento e o amor. É grande a sobrecarga do "normal" (sexo antes do casamento é normal, homossexualismo é normal, filhos drogados é normal, você tem que aceitar...). O sétimo mandamento proíbe o adultério. A Bíblia diz em Êxodo 20.14  “Não adulterarás”. O pecado sexual é destrutivo mesmo que não se vejam as consequências imediatamente. A Bíblia diz em 1 Coríntios 6.18: “Fugi da prostituição. Qualquer outro pecado que o homem comete, é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo”. Como começa o pecado sexual? A Bíblia diz em Mateus 5.28: “Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela”.” A infidelidade contra o cônjuge é infidelidade contra Deus.
SINOPSE DO TÓPICO (I)
Falta de confiança, tratamento grosseiro, dívidas e infidelidade podem causar conflitos familiares.

II. ATIVIDADES PROFISSIONAIS DOS PAIS
1. A mulher no mercado de trabalho. Segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) realizada pelo IBGE em 2007, a população brasileira chega a quase 190 milhões de brasileiros, com a estimativa de 51% de mulheres. Segundo dados do IBGE de 2000, a PEA (População Economicamente Ativa) brasileira, em 2001, tinha uma média de escolaridade de 6,1 anos, sendo que a escolaridade média das mulheres era de 7,3 anos e a dos homens de 6,3 anos [http://www.brasilescola.com/sociologia/a-mulher-mercado-trabalho.htm]. A maior parte das mulheres de hoje gere, simultaneamente, uma carreira e uma casa e consegue obter resultados tão bons ou melhores que qualquer homem que se move pelo meio empresarial. Aliás, as diferenças entre ambos têm-se vindo a esbater cada vez mais. As mulheres são alvo fácil desses problemas, pois além de trabalharem fora de casa, cumprem tarefas domésticas e acumulam mais responsabilidades. Isso faz com que elas se sintam mais pressionadas em relação aos seus papéis e culpadas quando não conseguem suprir as expectativas familiares e profissionais. Entre as doenças que podem aparecer, o estresse (que envolve dores de cabeça, insônia, gastrite, diarreia, queda de cabelo e alterações menstruais) é a mais comum. Outras, como a depressão, a ansiedade e os problemas cardíacos, são consideradas mais sérias. A psicóloga Marcelly Pimentel acredita que o lado emocional da mulher é o mais abalado nestes casos. "O excesso de trabalho causa a falta de paciência com as pessoas mais próximas, como familiares e parceiros, aumenta o estresse no trânsito (já que saem cansadas do trabalho), faz com que a mulher não tenha tempo para se cuidar e fazer as coisas que gosta". [http://maisequilibrio.terra.com.br/excesso-de-trabalho-e-prejudicial-a-saude-da-mulher-5-1-4-322.html].
2. A ausência dos pais prejudica a criação dos filhos. Crianças se jogando no chão de Shopping Center porque os pais não compraram o brinquedo desejado. Outras gritam e choram por bolachas e pacotes de salgados, em supermercados. Adolescentes ignoram ordens dadas pelos pais, em relação ao horário de chegada em casa. Outros se drogam, bebem ou arranjam brigas nas ruas, para chamarem atenção. Rebeldia pode ser consequência da ausência dos pais dentro de casa. O mundo moderno exige que muitos pais e mães trabalhem mais de doze horas por dia. Em consequência disso, os pais acabam cedendo pedidos de seus filhos, por não terem uma vida presente com a criança. A carência resulta, em muitos casos, no fato do individuo se tornar rebelde, dentro ou fora do ciclo familiar. O sentimento mútuo de solidão, faz com que o individuo se sinta sozinho no ambiente em que vive (casa, escola e atividades extras). Para o psicólogo clínico, João de Barros, a criança não nasce rebelde. O ambiente em que ela irá crescer é que permite a possibilidade de um comportamento bom ou ruim, que será desenvolvido ao longo da vida. “A rebeldia ocorre por falha do ambiente. Sigmund Freud diz que quando houver mãe haverá psicanálise. Este trecho significa que pais ou substituto da figura paterna é que vão possibilitar se o comportamento dessa pessoa será inadequado ou não" [http://www.online.unisanta.br/2010/10-16/geralis-4.htm].
SINOPSE DO TÓPICO (II)
Os pais podem trabalhar fora, todavia, não podem descuidar da educação de seus filhos. A educação dos filhos deve ser prioridade

III. MÁ EDUCAÇÃO DOS FILHOS
1. Educação prejudicada. Em uma era na qual homem e mulher trabalham fora e em que, quando estão em casa, continuam a ser torpedeados por demandas diversas via celular ou internet, sobra cada vez menos tempo para os filhos. Acuados, pai e mãe acabam jogando a responsabilidade pela educação sobre a escola, por sua vez sobrecarregada e desnorteada diante de crianças que chegam sem ter recebido noções de limites da família. Os pais têm se omitido bastante e estão terceirizando a educação dos filhos. Dizem que ela é função da escola, e a escola responde que é função dos pais. É um grande impasse. Brinco que vai acabar sendo a polícia, quando o filho chegar na adolescência – alerta Tania Marques, doutora em Educação e professora de Psicologia da Educação da Faculdade de Educação da UFRGS [http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/donna/noticia/2010/05/ausencia-dos-pais-e-a-maior-dificuldade-para-qualificar-a-formacao-das-criancas-2920653.html].
2. Quem são os professores? Procurar levar e buscar nossos filhos na escola, pelo menos algumas vezes por semana, conversar com os professores e comparecer às reuniões; Olhar sempre os cadernos das crianças e perguntar sobre as aulas. Se não dermos atenção à vida escolar dos nossos filhos, a mensagem que vamos passar é de que isso não é importante. Computador e internet se tornam prejudiciais quando roubam tempo de outras atividades necessárias ou desejáveis. Uma a duas horas de TV por dia estão dentro do razoável. A criança precisa de outros tipos de estímulo e de contato com a natureza. No caso da internet, não subestime os perigos. Mantenha o computador em um local onde possa vigiá-la e acompanhe de muito perto o que seu filho põe na rede e com quem se relaciona. As tecnologias têm importância na educação das crianças, mas é necessário cuidado com os excessos [http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/donna/noticia/2010/05/ausencia-dos-pais-e-a-maior-dificuldade-para-qualificar-a-formacao-das-criancas-2920653.html].
3. Falta de estrutura espiritual e moral. A ausência de Deus é o inimigo número um do lar. Ele se revela quando o ambiente em casa é destituído de espiritualidade. Quando Deus está presente no lar, sente-se uma atmosfera diferente, agradável e santa. “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam.” Como é desastroso quando achamos que podemos conduzir alguma coisa em nossa vida sem Deus! Como somos ingênuos quando achamos que a tranca da porta irá proteger nossa família! Como é fácil perder de vista a magnitude da vida e o poder devastador do pecado e a sordidez de Satanás. É fácil deixarmos a prepotência reinar em nós e perdermos a referência do quanto dependemos de Deus. “Se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada...”. Você acha mesmo que a sua inteligência, sua solidez financeira, seu bom exemplo moral, ou mesmo os ensinos que você tem transmitido aos seus filhos são suficientes para garantir a paz em seu lar?
SINOPSE DO TÓPICO (III)
A ausência de Deus é o inimigo número um do lar. Jesus, o maior educador de todos os tempos, precisa estar presente em nossos lares.

CONCLUSÃO

Conflitos nas relações familiares não deixarão de existir, mesmo numa família cristã. Contudo, não há como negar que através da instituição familiar Deus realiza maravilhas na vida dos membros e capacita-os a vencer todas as dificuldades. O plano de Deus é que a família seja um lugar de refúgio e segurança, permanecendo firme sob pressões. Ela deve ser um lugar onde os seus membros possam atingir maturidade, compartilhando de coisas boas e diversão! Há muitos exemplos disto na Bíblia – no Salmo 128, por exemplo. O ambiente familiar é um local onde deve existir harmonia, afetos, proteção e todo o tipo de apoio necessário na resolução de conflitos ou problemas de algum dos membros. As relações de confiança, segurança, conforto e bem-estar proporcionam a unidade familiar. N’Ele, que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8),

Graça e Paz a todos que estão em Cristo!

Francisco de Assis Barbosa
Cor mio tibi offero, Domine, prompte et sincere
Meu coração te ofereço, Senhor, pronto e sincero (Calvino)

Recife-PE
Maio de 2013.

EXERCÍCIOS
1. Dentre os motivos dos conflitos familiares, qual se destaca?
R. O temperamento.
2. Cite pelo menos três fatores que trazem conflitos.
R. Falta de confiança, tratamento grosseiro e dívidas.
3. O que acontece às crianças quando ficam sem a presença dos pais?
R. Sem a presença dos pais, as crianças ficam desorientadas.
4. Quem é a principal responsável pela formação espiritual e moral da criança?
R. A família.
5. Que forma de auxílio diferenciado o servo de Deus conta?
R. Com o amor verdadeiro no coração, poderemos não somente vencer, mas evitar os conflitos.

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

OBRAS CONSULTADAS:
-. Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2013, Jovens e Adultos: A Família Cristã no século XXI — Protegendo seu lar dos ataques do inimigo; Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima; CPAD;
-. LIMA, Elinaldo Renovato de. A Família Cristã nos dias atuais. 7 ed. 2004, RJ: CPAD;
-.CRUZ, E. Sócios, Amigos & Amados. Os três pilares do casamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2005;
-.YOUNG, E. Os Dez Mandamentos do Casamento: O que fazer e o que não fazer para manter uma aliança por toda a vida. 1 ed., RJ: CPAD, 2011.

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Francisco de Assis Barbosa