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18 de janeiro de 2010


Lição 4

24 DE JANEIRO DE 2010

A Glória das Duas Alianças

TEXTO ÁUREO

"Porque, se o que era transitório foi para glória, muito mais é em glória o que permanece" (2 Co 3.11).Paulo fala de um novo relacionamento legal que Deus estabeleceu com seu povo, através de Jesus Cristo, em sua vida, morte, ressurreição e ascensão aos céus, não um relacionamento baseado em letras, em faça isso-não faça aquilo, mas baseada na graça. Nessa nova vida o Espírito Santo escreve a lei de Deus em nossos corações (Jr 31.31-34), conferindo-nos amor pelos padrões morais divinos e poder para obedece-los (Rm 8.4). Este esplendor da Nova Aliança que não se desvanecerá e nem diinuirá, fornece esperança ao apóstolo e serve de combustível para a sua ousadia na pregação do evangelho.

VERDADE PRÁTICA

A glória da Antiga Aliança desvaneceu ante a glória superior da Aliança revelada em Cristo Jesus. - A lei moral aponta os nossos pecados, mas o perdão vem somente pela graça e misericórdia de Cristo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 CORÍNTIOS 3.1-11

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

- Conscientizar o aluno de que a glória da Antiga Aliança desvaneceu mediante a glória superior revelada em Cristo Jesus.

- Distinguir as duas alianças.

- Compreender a superioridade da Nova Aliança sobre a Antiga.

PALAVRA CHAVE

NOVA ALIANÇA: - Providência divina pela qual Deus estabeleceu um novo relacionamento de responsabilidade entre Si mesmo e o seu povo.

INTRODUÇÃO

A igreja em Corinto era uma operação da graça divina realizada através do apostolado de Paulo e seus companheiros, verdadeiros instrumentos nas mãos de Deus. Paulo tinha total confiança na autenticidae de seu inistério e que os crentes corintios eram ‘carta de recomendação’, que testificavam dessa auteenticidade. Paulo não confiava em si mesmo, mas por intermédio de Cristo. Todo poder e habiliade procedem de Deus, e não de nós mesmos.

É certo que não havia a necessidade de apresentações de Paulo àquela que foi iniciada por ele mesmo na casa de Tício Justo, a primeira casa da igreja corintia; este Tito era cidadão romano que aderira à fé cristã numa das pregações de Paulo na sinagoga durante a primavera do ano 50 d.C., permanecendo na cidade, inicialmente, por 18 meses (At 18.1,8-11). Os irmãos reuniam-se em casas particulares como a de Tito Justo (ele pode ter sido o Gaio de Rm 16.23, que foi batizado por Paulo (1Co 1.1) Gaio pode ter sido um terceiro nome usado antes de Ticio Justo). Paulo deparou-se com uma forte oposição, que colocava em dúvidas a legitimidade de seu ministério. Esse é justamente o objetivo de Paulo nessa Epístola: a defesa do seu apostolado. O versículo-chave que expressa esse intento se encontra em 2Co. 4.7: “Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor, e a nós mesmos como vossos servos por amor de Jesus Cristo”.

I. PAULO JUSTIFICA SUA AUTORRECOMENDAÇÃO (3.1,2)

1. A recomendação requerida (3.1). O versículo do sub-ítem apresenta duas perguntas cuja resposta é ‘não’. Paulo não rejeita de modo geral as cartas de recomendação como se defere de perícopes como At 18.27; 1Co 16.10-11, mas ao que nos parece, a oposição que se levantou contra seu apostolado tinham apresentado cartas à igreja de Corinto das quais não eram dignos. Paulo mostra que sua carta era muito melhor, porquanto consistia na vida dos crentes daquela igreja

2. Paulo defende sua autorrecomendação (3.1). Todos em Corinto sabiam que Paulo, mesmo não tendo sido um dos doze que estiveram com Jesus, recebera um chamado de Cristo para ser apóstolo. Seu testemunho pessoal era a prova concreta de que não lhe era necessário nenhuma recomendação. Seus sofrimentos por Cristo evidenciavam seu apostolado entre os gentios e, especialmente, em Corinto, dispensando, portanto, qualquer tipo de recomendação por escrito. No texto de 2 Coríntios 5.11, o apóstolo Paulo faz uma defesa de sua atitude dizendo que "o temor que se deve ao Senhor" lhe dava condições de se autorrecomendar, porque a sua vida e ministério eram manifestos na consciência de cada um daqueles crentes. A atitude paulina não tinha por objetivo ofender a ninguém, mas baseava-se na confiança do conhecimento que os coríntios tinham da sua pessoa e ministério.

3. A mútua e melhor recomendação (3.1). Ao invés de chegar a um consenso em relação aos problemas da igreja, Paulo é rejeitado por alguns crentes de Corinto. Tais pessoas acusam-no de leviandade (2Co. 1.15), de não ter carta de recomendação (2Co. 3.1), de dar motivo de escândalo (2Co. 5.11; 6.3-4); de se beneficiar pessoalmente das ofertas (2Co. 7.2; 12.16), de usar sua oratória em benefício pessoal (2Co. 10.10; 11.6), questionam especificamente o apostolado de Paulo. Paulo apela para uma reciprocidade que havia entre ele e a igreja, a qual dispensava a recomendação de Jerusalém requerida por alguns opositores do seu ministério Paulo, mesmo não tendo sido um dos doze que estiveram com Jesus, recebera um chamado de Cristo para ser apóstolo. Seu testemunho pessoal era a prova concreta de que não lhe era necessário nenhuma recomendação.

II. A CONFIANÇA DA NOVA ALIANÇA (3.4-11)

1. A suficiência que vem de Deus. “Eu, porem, por minha vida, tomo a Deus por testemunha de que, para vos poupar, não tornei ainda a Corinto;" Paulo presta aqui um juramento solene para persuadir os crentes de Corinto quanto à sua veracidade. É como se o apóstolo estivesse dizendo: ‘Se não estou dizendo a verdade, peço a Deus que me tire a vida’. Em sua próxima visita, ele chegaria com a autoridade e o poder do Senhor, e ele queria dar-lhes oportunidade de se arrependerem. Esse foi o motivo pelo qual ele tinha alterado os seus planos e não voltou a Corinto antes de partir para a Macedônia. Essa alteração não ocorrera por vacilação mundana ou por covardia, conforme seus opositores estavam afirmando. Agora Paulo passa a usar a figura metafórica da lei escrita em tábuas de pedra, pelo próprio Deus e traça uma comparação com a graça e sua superioridade, porque veio mediante a pessoa de Jesus Cristo, que consumou todas as coisas do Antigo Pacto, em um único ato sacrificial (Hb 7.27; 12.24; 1 Pe 1.2). A razão por que a nova aliança supera a antiga é que a última era somente por um tempo e para um lugar – a Palestina, e para um povo – o judeu; a nova aliança é para o tempo todo, para todas as nações e para todas as nações.

2. A distinção entre as duas Alianças (3.6). Nas Escrituras, as alianças são acordos solenes, negociados ou impostos unilateralmente, que ligam as partes umas às outras em relações permanentes, definidas, com promessas específicas, com reivindicações e obrigações de ambos os lados. A nova aliança contrasta com a antiga visto que a nova não pode ser quebrada como foi a antiga (Jr 31.32; Hb 8. 7-8). A morte de Cristo inaugurou a nova aliança e trouxe redenção da anátema que estava sobre os transgressores da antiga aliança. A Antiga Aliança era da "letra": gravado com letras em pedras (2 Co 3.7). A Nova Aliança é do "Espírito", e ministrada por Ele (v.8). A Antiga Aliança era de condenação; a nova é de justiça e salvação (v.9). O Antigo Pacto veio por Moisés; o novo veio por Cristo (At 20.28; Hb 9.12; 7.27; 12.24).

3. A "letra" que mata (3.6). As palavras escritas da lei do Antigo Testamento sozinhas condenavam aqueles que não obedeciam, não lhes dando vida. A lei requeria obediência perfeita, mas não dava poder para isso. A afirmar que essa vida não provém da ‘letra’ Paulo não quer dar a entender que na antiga aliança não havia vida espiritual, mas que a lei escrita não produzia vida no crente. O espírito Santo, sob a nova aliança, produz vida com abundancia, em medida muito maior do que fazia sob a antiga aliança. A Antiga Aliança era de condenação; a Nova é de justiça e salvação (v.9). A Antiga Aliança veio por Moisés; a Nova veio por Cristo (At 20.28; Hb 9.12; 7.27; 12.24).

III. A GLÓRIA DA NOVA ALIANÇA (3.7-18)

1. A superioridade da Nova Aliança sobre a Antiga Aliança (3.7-12). As palavras escritas na lei da antiga aliança condenavam os que não as cumpriam cabalmente,não lhes dava vida. A antiga aliança não deixava de ter glória, embora tivesse sido escrita em tábuas de pedra, já a nova aliança deveria ser gravada nas tábuas do coração, sendo mais bela, mais poderosa e mais íntima. A glória da Primeira Aliança revelou o ministério da morte, porque condenava e amaldiçoava todo aquele que não cumpria a lei, mas a glória da Segunda Aliança revelou o ministério da vida e da graça de Deus. Por isso, a glória do Evangelho é superior à da lei.

2. A glória com rostos desvendados (3.13-16). Alguns têm pensado que o véu que Moisés usava sobre o rosto visava proteger os israelitas de serem prejudicados ou de ficarem asustados com seu resplendor. Na realidade a finalidade desse véu era impedi-los de ver que a glória estava desaparecendo, por causa do caráter temporário e inadequado da antiga aliança. Contrastando com esse quadro, Paulo não necessitava de nenhum véu, pois a glória da nova aliança nunca desvanecerá, porque Cristo a revelou no Calvário. Trata-se da liberdade que temos mediante a obra expiatória de Cristo.

3. A liberdade do Espírito e a nossa permanente transformação (3.17,18). Hoje podemos desfrutar de uma experiência comum aos crentes da nova aliança: a liberdade do Espírito e a nossa própria transformação. A liberdade do Espírito livrou-nos da escravidão que era para a morte, pecado e esforço inútil de obedecer à lei pela nossa própria capacidade, nos libertou das amarras das tradições religiosas, que nos impediam de um relacionamento direto com o Senhor. Tal relacionamento nos conduzirá ao longo da vida, a nos tornarmos cada vez mais parecidos com Cristo, numa transformação moral e espiritual de ‘glória em glória’,, estamos sendo progressivamente restaurados a uma possessão cada vez maior da imagem de Deus, imagem corrompida na queda.

CONCLUSÃO

"Ao unir-se com seus irmãos em Cristo para perseguir um objetivo comum, você realiza muito mais do que faria sozinho". (Evelyn Christenson ). Quanto mais de perto seguirmos a Cristo, mais parecidos com Ele nos tornaremos. (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal). Paulo tinha ousadia na pregação do evangelho, gastando sua vida nesse negócio, pois tinha essa esperança, visto que o ministério da nova aliança, no poder do Espírito Santo, é tão excelente e poderoso. Confiante, Paulo se põe de pé diante do povo com o ‘rosto desvendado’, sabedor de que a glória da nova aliança jamais se desvanecerá. Quão intrépidos precisamos ser para de igual modo nos pormos de pé diante do mundo, refletindo em nós mesmos a glória de Cristo, glória que vai aumentando cada vez mais, conforme somos transformados na semelhança de Cristo, aquela glória interior, mediante a presença do Espírito de Cristo em cada um de nós.

APLICAÇÃO PESSOAL

Paulo argumenta não que o Antigo Concerto não possuía 'glória', mas que a glória do Novo Concerto supera aquela do Antigo. Ao falar sobre isto, Paulo fixa nossa atenção em como a glória de Deus é exibida em sua vinda para estar com seu povo sob o Antigo Concerto e sob o Novo. Esta é a essência do ministério do Novo Concerto: Deus exibe sua glória por meio de sua presença dentro do crente. Essa é a nova vida em Cristo. Nessa nova vida o Espírito Santo escreve a lei de Deus em nossos corações conferindo-nos amor e poder para caminharmos ao longo de nossa vida em direção a nossa transformação na mesma glória de Cristo. Essa transformação é moral e espiritual, efetuada pelo Espírito Santo que nos conduz progressivamente à restauração daquela possessão cada vez maior da imagem de Deus que tínhamos antes da queda.

A Nova Aliança é a melhor solução que Deus nos deu para a rebelião humana. Recebemos a Nova Aliança através da morte de Jesus Cristo. O próprio Jesus, como a substancia daquilo que foi prometido, e como possuidor de uma indestrutível vida ressurreta, é a nossa garantia de uma nova e melhor aliança. Em última análise, o alvo desta aliança é teocêntrico, não apenas nos livra do medo do juízo, mas nos qualifica para servir ao Senhor de modo agradável. Então, como Paulo, somos convidados a nos gastarmos na obra do Senhor, confiando na gloria da nova aliança e naquele que nos alistou para este embate triunfal, cujo alvo já vislumbramos: nossa transformação moral e espiritual, de glória em glória, à semelhança de Cristo.

N’Ele, cuja luz devo refletir,

Francisco A Barbosa

Assis.barbosa@bol.com.br

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA

- Dicionário VINE, CPAD.
- Bíblia de Estudo Pentecostal, Rio de Janeiro: CPAD
- Comentário Bíblico Matthew Henri, p.968. Rio de Janeiro: CPAD
- Bíblia de Estudo DAKE, CPAD-Ed Atos
- Bíblia de Jerusalém, ( edição brasileira 1981) Editora Paulus

BOA AULA!


11 de janeiro de 2010

Lição 3 – A Glória do Ministério Cristão

Texto Bíblico: 2 Co 1.12-14, 21, 22; 2.4, 14-17

TEXTO ÁUREO:
“E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo e , por meio de nós, manifesta em todo lugar o cheiro do seu conhecimento” (2Co 2.14) A narrativa de Paulo muda, subitamente, da realidade invisível de sua ansiedade pelos crentes de Corinto e de seu desapontamento por não ter encontrado Tito em Trôade, para o terreno espiritual. Paulo se vê como parte do cortejo triunfal de Deus na cidade celeste, muito parecido com uma parada de Vitória que um antigo general romano lideraria, ao voltar a Roma, (isto não lhe era concedido pelo senado a menos que ele tivesse uma vitoria muito importante e decisiva ou conquistado uma província), com cativos vencidos seguindo atrás dos carros de combate. Mas aqui Paulo – ex-inimigo de Deus – é um alegre cativo e participante das bênçãos da vitória do Rei. Nós também participamos desse modo do domínio espiritual, marchando na parada de vitória do nosso grande Rei, enquanto as forças do inimigo são esmagadas pelo seu avanço. Apesar de retrocessos como Paulo sofreu em Trôade, os olhos da fé podem ver o progresso inevitável de reino de Deus. Tal triunfo em Cristo, como o que é descrito aqui, manifesta a fragrância do seu conhecimento por meio de ministros triunfantes onde quer que sirvam.

VERDADE PRÁTICA:
A glória do ministério cristão está na simplicidade com que se prega o evangelho e na salvação e edificação dos fiéis. - Nesta terceira Lição é dada ênfase à autenticidade do ministério cristão, caracterizado pela simplicidade, bom testemunho e sinceridade com que se prega ou ensina a palavra de Deus.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Conscientizar-se
de que a glória do ministério cristão está na simplicidade e sinceridade com que se prega o Evangelho
- Explicar as razões da mudança de planos da ida de Paulo a Corinto
- Saber que somos o bom cheiro de Cristo

PALAVRA CHAVE: “ministério” – (Gr. Diakonia) serviço, ministério; aparece no sentido de ministério religioso e espiritual (cargo ou função) em At 1.17, 25; 6.4; 12.25; 21.19; Rm 11.13 (ministério apostólico), At 20.24; 2 Co 4.1; 6.3; 11.8; 1 Tm 1.12; 2 Tm 4.5 (ministério de pregação e ensino), administração (2 Co 9.13; Ef 4.12). (VINE, 2003, p. 791); - (Gr. Leitourgia) ministérios sacros: (a) sacerdotal (Lc 1.23; Hb 8.6; 9.21) (b) figurativamente, a fé prática dos membros da igreja em Filipos considerados como sacrifício sacerdotal, sobre o qual a vida do apóstolo Paulo poderia ser derramada como libação (Fp 2.17); (c) o "ministério" dos crentes uns aos outros, considerado como serviço sacerdotal (2 Co 9.12; Fp 2.30).

INTRODUÇÃO
Paulo visitou Trôade (Uma cidade no extremo noroeste da Ásia Menor, atual Turquia, no lado oposto do mar Egeu, defronte da Grécia. Paulo viajou dali para Filipos. Foi em Trôade que Paulo teve uma visão de um homem da Macedônia, implorando-lhe que viesse ajudá-los (At 16.8)) em sua segunda viagem missionária (At 16. 6-8) e talvez durante a terceira (At 16..At 18.23). Não se sabe a qual viagem ele se refere.Após render graças a Deus pela libertação divina que tivera na Ásia (1.8-11), Paulo agora segue, a partir do versículo 12, trazendo uma defesa de sua conduta aos irmãos de Corinto. Segundo Mt 24.3, um dos grandes sinais do fim dos tempos é a aparição de um grande número de “falsos obreiros” ou de "falsificadores da palavra de Deus", que enganarão com muita habilidade e astúcia o povo de Deus, inclusive, com a realização de grandes sinais e prodígios. Paulo enfrentou acusações de oponentes que tentavam arruinar sua credibilidade como apóstolo de Cristo. Hoje, esses “falsos obreiros” se encontram exercendo várias funções na igreja e de igual forma, tentam arruinar o progresso do verdadeiro evangelho. A Igreja de Jesus é um corpo espiritual no qual a unidade do Espírito só pode ser conservada pelo vínculo da paz. O apóstolo Paulo, usado por Deus, exorta a Igreja à unidade, à concórdia e à comunhão entre os irmãos. Todavia, é uma grande lástima ver aqui e acolá os ditos salvos e santos em guerra uns contra os outros. Será que estes são a continuação dos "falsos irmãos" descritos em Gálatas 2.4?

I. O MINISTÉRIO APOSTÓLICO DE PAULO (1.12-22)
1. Confiabilidade, a garantia do ministério (1.12-14). Paulo havia desistido da viagem a Corinto pela terceira vez, e os irmãos coríntios influenciados por alguns opositores, começaram a alegar que Paulo agia displicentemente com a igreja. Deus proveu oportunidades que Paulo pregasse o evangelho. Uma grande oportunidade de ter um ministério eficaz não fez Paulo desviar-se de seu compromisso anterior de cuidar da igreja em Corinto e endireitar os seus problemas. Paulo continuava a sentir uma profunda preocupação por todas as igrejas fundadas por ele..

2. A força de sua consciência (1.12). Paulo se gloria não em sua própria habilidade, mas em ter uma consciência limpa e uma conduta moralmente reta. Sua simplicidade e sinceridade piedosa não resultam de ele estar seguindo a sabedoria convencional do mundo, mas resultam dele depender da graça de Deus. Quando se gloria, Paulo não toma crédito para si mesmo. É o triunfo da graça de Deus nele.

3. A autenticidade ministerial (1.18-22). Paulo invoca a fidelidade divina como o padrão e a garantia da sua própria fidelidade. Todas as promessas de Deus são sim e que assim seja, ou sim e verdade. Nele, elas são sempre sim, e nele, elas são sempre fiéis. Nem uma promessa de Deus se resume em ‘não’ para quem crer e cumprir as condições. A veracidade absoluta e as palavras de Deus, dignas de confiança como elas são em Cristo, eram o padrão que Paulo sempre seguia em seus discursos. Isso é coerente com o padrão geral, seguido por Paulo, de derivar os absolutos morais do caráter moral de Deus. Paulo era um homem tão íntegro e tinha um caráter tão firme que, diante da acusações contra a sua vida, ele apela para a sua consciência pessoal como testemunho de sua sinceridade nas ações de seu ministério.

II. A ATITUDE CONFIANTE DE PAULO EM RELAÇÃO À IGREJA (1.23-2.13)
1. Razões de mudança de planos da ida de Paulo a Corinto (1.23-2.4). “Eu, porem, por minha vida, tomo a Deus por testemunha de que, para vos poupar, não tornei ainda a Corinto;" Paulo presta aqui um juramento solene para persuadir os crentes de Corinto quanto à sua veracidade. É como se o apóstolo estivesse dizendo: ‘Se não estou dizendo a verdade, peço a Deus que me tire a vida’. Em sua próxima visita, ele chegaria com a autoridade e o poder do Senhor, e ele queria dar-lhes oportunidade de se arrependerem. Esse foi o motivo pelo qual ele tinha alterado os seus planos e não voltou a Corinto antes de partir para a Macedônia. Essa alteração não ocorrera por vacilação mundana ou por covardia., conforme seus opositores estavam afirmando.

2. O perdão ao ofensor arrependido e a disciplina eclesiástica (2.5-11). Após aquela visita entristecedora (v. 1), Paulo escreveu uma carta de repreensão à igreja dos coríntios, enviando-a por mão de Tito. O propósito de Paulo, ao escrever a carta desagradável, não foi simplesmente entristecer os coríntios. Ele estava buscando o melhor para a igreja, mesmo que isso trouxesse dor, tanto para eles quanto para si próprio. Ao que tudo indica, depois que Paulo deixara Corinto ou, pelo menos, depois que Tito havia chegado ali com a carta desagradável, os crentes de Corinto exerceram disciplina eclesiástica contra o ofensor.

3. A confiança de Paulo no triunfo da Igreja. Nos versículos 12 e 13, Paulo anseia por ter noticias de Tito. Ele tinha esperado que Tito visse ao encontro dele em Trôade e lhe desse noticia de que a carta de reprimenda fora bem recebida. Quando Tito não apareceu, Paulo ficou profundamente perturbado. A igreja não pode deixar de administrar a disciplina aos que cometem pecado, para que não haja contaminação dos demais, entretanto, o tratamento com o pecador deve ser feito com atitude corretiva, terapêutica e restauradora, visando proporcionar-lhe o arrependimento e o recomeço da vida cristã.

III. PAULO SE PREOCUPA COM OS FALSIFICADORES DA PALAVRA DE DEUS (2.14-17)
1. A visão de triunfo do Evangelho no mundo (2.14). A narrativa de Paulo muda, subitamente, da realidade visível de sua ansiedade pelos crentes de Corinto e de seu desapontamento por não ter encontrado Tito em Trôade, para o terreno espiritual. Paulo se vê como parte do cortejo triunfal de Deus na cidade celeste. O triunfo aqui é como o dos romanos, no qual uma homenagem publica e solene era feita a um general vitorioso, concedendo-lhe um magnífico cortejo pela cidade de Roma. O triunfo em Cristo significa completo domínio sobre os poderes satânicos.

2. Somos o bom cheiro de Cristo (2.15). Tal triunfo em Cristo manifesta a fragrância do seu conhecimento por meio de ministros triunfantes onde quer que sirvam. Os ministros são o bom perfume para Deus por meio de Cristo em todos que salvos e não salvos. Para os salvos, eles são um aroma de vida para a vida. Para os não salvos, eles são um aroma de morte. Esta é outra forma de dizer que quem receber o evangelho será salvo e quem o rejeitar se perderá. O evangelho pregado salva santos e condena pecadores.

3. A ameaça dos falsificadores da Palavra de Deus (2.17). É uma tragédia que então, como agora, muitos tenham pregado o evangelho ou o ensino cristão apenas como um meio de ganhar a vida. O alvo de Paulo não era beneficiar-se pessoalmente ou receber recompensa financeira, mas era a glória de Deus – todo o ministério de Paulo foi efetuado na presença de Deus, provendo-lhe um poderoso motivo para manter sua consciência limpa. Pregadores mercadores são aqueles que oferecem um evangelho de imitação, corrompido, o qual ilude aos interessados. No capítulo 11.13, Paulo condena os falsos apóstolos que torciam o Evangelho para tirar proveito próprio em detrimento dos demais.

CONCLUSÃO
Depois de haver explicado sua mudança de planos sobre a visita aos crentes coríntios, Paulo descreve o que é um verdadeiro ministério cristão. Significa ser ministro de uma gloriosa nova aliança, confiando em Deus em meios a tribulações e falando a mensagem de reconciliação. Paulo insiste que a fidelidade a essas tarefas – e não a eloqüência, profundos pensamentos filosóficos ou padrões mundanos de excelência pessoal – é a base de um ministério válido. Ele confia, diante de Deus, que o seu ministério é autêntico e que os crentes coríntios são “carta de recomendação”, que testificam dessa autenticidade. Ele não confiava em si mesmo, mas “por intermédio de Cristo”(3.4).

APLICAÇÃO PESSOAL

Muitas igrejas tem surgido no cenário nacional, adotando a função de ‘apóstolo’ dentro de sua hierarquia eclesiástica. Quando comparamos os ditos ‘apóstolos’ com aqueles do Novo-Testamento, notamos o quanto diferentes são. De fato, no exercício dessa função, os ‘apóstolos’ de hoje acabam não se identificando com o apostolado bíblico. Hoje, um título de pastor não é difícil de obter. Ministérios há em que os consagrados a tão sublime cargo, não tem a chamada, a vocação, recebendo imposição de mãos de outros em pior situação. Estes falsificadores não estão preocupados com o bem estar das ovelhas, mas sua única preocupação é com a lã das ovelhas. As falsas doutrinas (Ef 4.14 ), provenientes do ensino de falsos mestres, estão entrando em nossas igrejas através de movimentos e modismos doutrinários, confundindo os crentes sem raízes profundas. A Teologia da Prosperidade, o Movimento da Fé, quebra de maldições, batalhas espirituais, encontrões, a auto-ajuda e o movimento G-12 são exemplos dessas coisas nocivas que têm causado sérios prejuízos à Igreja.
Hoje temos uma excelente oportunidade para uma aula participativa, para um FeedBack* do que tem sucedido em nossas igrejas. Pergunte aos alunos o que eles entendem por ministério e ministros. Depois, discuta as respostas. Pergunte também como percebem o crescimento dos falsos obreiros e se saberiam identificar os tais.

N’Ele, que aspira em nós o doce aroma de Cristo,
Francisco A Barbosa (assis.barbosa@bol.com.br)

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA
- Dicionário VINE, CPAD.
- Bíblia de Estudo Pentecostal, Rio de Janeiro: CPAD
- Comentário Bíblico Matthew Henri, p.968. Rio de Janeiro: CPAD
- Bíblia de Estudo DAKE, CPAD-Ed Atos
- Bíblia de Estudo Genebra, Ed Cultura Cristã – SBB;

Boa Aula!

*FeedBack: -Em administração, feedback é o procedimento que consiste no provimento de informação à uma pessoa sobre o desempenho, conduta ou eventualidade executada por ela e objetiva reprimir, reorientar e/ou estimular uma ou mais ações determinadas, executadas anteriormente.
No processo de desenvolvimento da competência interpessoal o feedback é um importante recurso porque permite que nos vejamos como somos vistos pelos outros. É ainda, uma atividade executada com a finalidade de maximizar o desempenho de um indivíduo ou de um grupo. Processualmente, é oriundo de uma avaliação de monitoria.

6 de janeiro de 2010



Queridos amigos que acompanham este blog de apoio à EBD,


A Paz do Senhor Jesus,


Peço desculpas pela não postagem do comentário da Lição 2, isto em virtude de minha mudança para a cidade do Recife-PE à trabalho, esta semana estou a procura de moradia nesta cidade onde passarei a residir e a congregar.


Espero em Deus estar quites com voces na Lição 3.


Até lá,


Francisco de Assis Barbosa


assis.barbosa@bol.com.br

29 de dezembro de 2009

Lição 01 - A Defesa do Apostolado de Paulo

TEXTO AUREO:
"Porque, assim como os sofrimentos de Cristo se manifestam em grande medida a nosso favor, assim também a nossa consolação transborda por meio de Cristo" (2Co 1.5). Não que possamos acrescentar qualquer coisa aos sofrimentos de Cristo por nós (Is 53.11; Jo 19.30; Hb 9.26-28), mas é que Deus nos chamou para sofrer por Cristo e, assim, seguirmos nos passos de Cristo (Rm 8.17). Visto que estamos unidos ao Seu Corpo, tanto nossos sofrimentos pelo evangelho como o conforto que Deus nos provê em Cristo, resultam da nossa participação nele (Fp 3.10, 11). Nessa perícope, Paulo nos dá a entender uma característica constante de seu ensino. As experiencias-chaves de Cristo, especialmente seu sofrimento, sua morte e sua ressurreição, servem de padrão mediante o qual nós poderemos entender nossos próprios sofrimentos e nosso triunfo final.

VERDADE PRATICA:
Apesar dos dissabores e angústias de nossa jornada cristã, jamais nos faltará a consoladora presença do espírito Santo.

OBJETIVOS:
- Descrever
o contexto histórico e cultural da cidade de Corinto;
- Explicar os três objetivos da segunda carta de Paulo aos coríntios;
- Mencionar as três lições aprendidas com Paulo nesta carta.

Palavra Chave: Consolar: (latim consolor, -ari, tranquilizar, reconfortar, aliviar, encorajar) Aliviar a pena, o sofrer de; confortar; Dar ou sentir prazer, satisfação; Conformar-se, resignar-se.

INTRODUÇÃO
Fomos grandemente abençoados com este último trimestre onde aprendemos com Davi como ser um homem/mulher segundo o coração de Deus, não será diferente neste primeiro trimestre de 2010 com o estudo da segunda carta de Paulo aos coríntios onde no final, cresceremos com as experiencias-chaves de Cristo, especialmente seu sofrimento, sua morte e sua ressurreição; veremos que servem de padrão mediante o qual nós poderemos entender nossos próprios sofrimentos e nosso triunfo final. Esta carta é uma carta pessoal, repleta de expressões de emoção profunda. Como tal, nos proporciona uma visão extraordinária do ministério do evangelho apresentado por Paulo. Entre os temas de apoio, temos a natureza imaculada da conduta de Paulo, seu sofrimento freqüente pela igreja e pela glória de Deus, seu grande amor por todas as igrejas, especialmente pela de Corinto, sua autoridade apostólica para edificá-la e eliminar qualquer oposição, e a ênfase freqüente de que o julgamento de Paulo não é de acordo com os padrões do mundo, mas de acordo com o reino espiritual invisível conhecido aos olhos da fé (1.12). Outras ênfases distintivas são a glória do ministério da nova aliança (Cap 3) e os princípios de mordomia cristã (Cap 8 a 9).

1. A CIDADE DE CORINTO
1. Uma metropole estratégica do século I d.C.: -
A cidade surgiu na Era Neolítica, aproximadamente em 6.000 a.C. De acordo com o mito, foi fundada por Corintos um descendente de Hélios, deus do Sol. Outras versões sugerem que a cidade foi fundadada pela deusa Éfira (antigo nome da cidade), uma filha do titã Oceano.
Corinto foi uma das mais florescentes cidades gregas da antigüidade clássica, tendo sido autônoma e soberana durante o período arcaico da história da Grécia. Desde aqueles tempos, Corinto experimentou um notável desenvolvimento comercial devido à sua localização, o que trouxe benefícios sobre as artes (os seus famosos vasos de cerâmica) e a cultura de um modo geral, bem como a acumulação de riquezas pela aristocracia
local.


2. Uma cidade histórica e libertina: - Contudo, no final dessa fase áurea, a pólis foi governada por um tirano denominado Cípselo, provavelmente entre 657 a.C. e 625 a.C., quando iniciou-se um curto período de expansionismo em que foram fundadas colônias no noroeste da Grécia.
Após anos de guerras de resistência ao domínio persa e de lutas entre os gregos pela hegemonia na península, quando chegou a ser rival de Atenas e de Esparta, Corinto, tal como as demais cidades independentes da Grécia, veio a fazer parte do Império Macedônio de Alexandre, o Grande, perdendo assim parte da autonomia plena antes existente. Desde 27 a.C., esta cidade tinha sido a capital da província romana da Acaia. Ficava a 80 Km a sudoeste de Atenas, no ístimo que liga a Ática ao Poloponeso. Não obstante sua grandeza e prosperidade nos séculos VIII ao VI a.C., declinou e foi capturada em 338 a.C. por Felipe II da Macedônia. Vencendo Filipe V da Macedônia, em 197 a.C., na Batalha de Cinoscéfalos o cônsul romano Titus Quinctius Flaminius, a princípio, declarou o respeito de Roma pela autonomia das cidades gregas, o que ocorreu nos Jogos Ístmicos, realizados no istmo de Corinto em 196 a.C.. Todavia, as guarnições romanas ainda se mantiveram presentes na cidade. Foi saqueada por Roma em punição a uma revolta em 146 a.C., mas foi restaurada por Julio Cesar como colônia em 44 a.C. Nos tempos de Paulo, Corinto tinha uma população de mais de 200.000 habitantes, incluindo gregos, ex-escravos da Itália, veteranos do exército romano, empresários, oficiais do governo, gente do oriente próximo, uma grande colônia judaica e muitos escravos. Nesse universo multicultural e multirracial, a idolatria era gigantesca, completamente pagã e imoral. Possuía muitos templos e, na parte sul, havia uma alta acrópole com um templo dedicado à Afrodite. A partir do século V a.C., a expressão “corintianizar” tornou-se sinônimo de ser sexualmente depravado. Sua posição geográfica privilegiada e seus dois portos marítimos favoreceram o enriquecimento à custa dos impostos cobrados pela movimentação de mercadorias. Além da importância comercial, Corinto era reconhecida também pelos jogos realizados a cada dois anos e que atraiam muitas pessoas.

3. Local da carta: - A igreja de Corinto foi iniciada por Paulo em torno do ano 50 d.C., durante a sua segunda viagem missionária, que durou em torno de dezoito meses, mais tarde, já em Éfeso, Paulo recebe relatórios preocupantes sobre a imoralidade sexual existente entre os crentes daquela igreja, em resposta, ele escreve uma carta, a qual não foi achada (1Co 5.9-11). Paulo escreve então, a carta que hoje conhecemos por 1ª Corintios por volta do ano 56 d.C.; A carta em estudo, que hoje conhecemos por 2ª Corintios, foi escrita de algum lugar da Macedonia (2Co 2.13) durante a terceira viagem missionária, talvez em Filipos ou Tessalonica.
Esta carta foi uma resposta ao antagonismo que havia se levantado contra a autoridade apostólica do doutor dos gentios.

II. OBJETIVOS Da CARTA
1. Autoria e características da carta; -
Paulo descreve a si mesmo como “um apóstolo”, mas não aos seus companheiros. Pelos textos do NT entendemos que um apóstolo era uma testemunha ocular da ressurreição de Cristo (At 1.22; 1Co 15.8), que fora pessoalmente nomeado por Cristo (Mt 10.1-7; At 1.24-26; Gl 1.1) para governar a igreja primitiva e para ensinar ou escrever com autoridade. A segunda epístola é a mais íntima e pessoal de todas as epístolas que Paulo escreveu, sendo também a que contém o maior mterial de referencia bibliográfica. Inicialmente Paulo escreve de forma carinhosa e delicada, mas em seguida, a carta ganha um tom bastante severo. Alguns estudiosos tem sugerido que a segunda parte de 2º Corintios era parte da “carta do choro”.
2. A carta tem um caráter pessoal: - Esta carta possui uma marca muito pessoal, é chamada de a “a Carta contristada” ou “Carta dolorosa”. O tom dos primeiros sete capítulos é carinhoso, mas do oitavo em diante Paulo é enfático e severo ao corrigir aquela jovem igreja dos erros que estavam sendo cometidos quanto à doutrina bem como, quanto à própria pessoa de Paulo. Ele precisava confrontar os coríntios diretamente para conquistá-los a uma devoção singular a Cristo. Não é de admirar que ele tenha colocado suas observações mais severas no final da epístola.
3. A exposição do ministério e apostolado paulinos e a coleta para os necessitados: - Paulo enviara Timoteo a Corinto para levar a primeira Carta e regularizar as situações adversas na igreja daquela cidade (1Co. 4.17). Como a viagem de Timóteo não surtiu o efeito desejado, o próprio Apóstolo se encarrega de fazer uma viagem para Corinto (2Co. 12.14; 13.1). Mesmo assim, o resultado da viagem não foi satisfatório (2Co. 2.5; 7.12). Ao invés de chegar a um consenso em relação aos problemas da igreja, Paulo é rejeitado por alguns crentes de Corinto. Tais pessoas acusam-no de leviandade (2Co. 1.15), de não ter carta de recomendação (2Co. 3.1), de dar motivo de escândalo (2Co. 5.11; 6.3-4); de se beneficiar pessoalmente das ofertas (2Co. 7.2; 12.16), de usar sua oratória em benefício pessoal (2Co. 10.10; 11.6), questionam especificamente o apostolado de Paulo. Esse é justamente o objetivo de Paulo nessa Epístola: a defesa do seu apostolado. O versículo-chave que expressa esse intento se encontra em 2Co. 4.7: “Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor, e a nós mesmos como vossos servos por amor de Jesus Cristo”. Essa Carta provavelmente foi levada por Tito (II Co. 8.16), o qual deveria também ajudar a igreja a coletar uma oferta para os irmãos necessitados de Jerusalém. Essa Epístola, escrita provavelmente no ano 56 d. C., da Macedônia, está assim dividida: 1) Saudação e ação de graça (1.1-11); 2) A defesa de Paulo em sua relação com o evangelho (1.12-7.16); 3) A contribuição para os crentes necessitados de Jerusalém (8,9); e 4) Os detratores de Paulo na igreja de Corinto (10.1-13.10). A palavra-chave da Epístola é “consolo”, pois começa (II Co. 1.3) e com ela (II Co. 13.11). O verbo “consolar” – parakaleo - em grego, aparece dezoito vezes e o substantivo – paraklesis - “consolação”, onze vezes. No primeiro capítulo de 2Co, vv. 12 a 14, o apóstolo Paulo declara a sua própria integridade e a de seus companheiros de labor. Mesmo como pecador, ele somente podia regozijar-se e gloriar-se em ser realmente aquilo que professava. A consciência testifica acerca do curso e do teor que fazem parte da vida. Por isso podemos nos julgar, e não por este ou aquele ato isolado. Nossa conversão será bem ordenada, se vivermos e atuarmos sob o princípio da graça no coração. Tendo isto, podemos deixar o nosso caráter nas mãos do Senhor, mas usando os meios apropriados para demonstrá-lo, quando o mérito do evangelho ou nossa utilidade assim o exigir.

III. AS LIÇÕES QUE APRENDEMOS COM PAULO
1. Amar sem ser conivente com o erro: -
As aflições nos ensinam a lidar com as circunstâncias e a depender de Deus; Paulo reafirmou sua integridade e sua autoridade apostólica em relação a eles, esclareceu os seus motivos e os advertiu contra novas rebeliões. Enquanto os cristãos devem conviver livremente com todas as pessoas de fora da igreja, sua comunhão dentro da igeja deve restringir-se somente àqueles compromissados com a santidade. Os que insistem no pecado – não os que estão lutando para superá-lo – não pertencem à comunidade (1Co 5.6). Embora amasse aquela igreja, seu conselho é enfático e severo. Como agiremos nós em nossa comunidade?

2. Ser obreiro é estar disposto a sofrer perseguições internas: - “Todas as coisas me são licitas” era o jargão teológico repetido pelos que na igreja de Corinto tentavam justificar seu comportamento alheio ao evangelho. Ao afirmar a verdadeira doutrina de liberdade cristã, Paulo enfrenta oposição. Eles se diziam espirituais, mas Paulo os confrontou lembrando-lhes que a verdadeira espiritualidade não consiste em confessar da boca prá fora, mas no controle verdadeiro do Espírito Santo na vida do individuo. Muitos rejeitaram não só este ensino, mas a própria autoridade de Paulo; é nessa ocasião que Paulo, o líder-servidor, nos dá uma lição: Ele deixou o julgamento dos motivos e pensamentos de outros completamente nas mãos de Deus. Ele afirmou sua própria indiferença quanto aos julgamentos dos coríntios sobre ele. Não teve medo do julgamento que outros fizeram sobre ele e recusou-se a julgar a si mesmo (1Co 4.3); “Deus é o Juiz” é a sua declaração. Nós não estaremos livres de enfrentar perseguições, mesmo daqueles que estão dentro da igreja, todavia, “Deus é o Juiz”!

3. Paulo não tomou todos por alguns: - Certamente naquela igreja havia um remanescente fiel e o apóstolo sabia disso. Apesar dos males diversos causados ao apóstolo, ele não desistiu daquelas ovelhas, e como pastor espiritual daquele rebanho, estava pronto a defender os fiéis e repelir os lobos predadores.

CONCLUSÃO:
Sofrer pela causa do Senhor, esta é a grande lição que tiramos desta Epístola. Provavelmente a Segunda Epístola aos Coríntios foi escrita cerca de um ano depois da Primeira. Seu conteúdo está intimamente relacionado com o da primeira epístola. Aqui comenta-se particularmente a maneira como foi recebida a carta que Paulo escrevera anteriormente. Muitos mostraram sinais de arrependimento e correção em sua conduta, mas outros ainda seguiam aos seus falsos mestres. Nesta epístola encontramos o mesmo afeto ardente de Paulo pelos filhos espirituais de Corinto; o mesmo zelo pela honra do evangelho e a mesma ousadia para a repreensão cristã. Não estamos livres de enfrentarmos oposições na vida cristã e no trabalho do Senhor, nem de passar por dissabores, angustias e perseguições provocadas por certos maus elementos dentra da igreja e que, apesar das dificuldades, devemos estar sempre prontos para defender os fiéis.

APLICAÇÃO PESSOAL
Comforme proposto no texto aureo: "Porque, assim como os sofrimentos de Cristo se manifestam em grande medida a nosso favor, assim também a nossa consolação transborda por meio de Cristo" (2Co 1.5), não acrescentaremos qualquer coisa aos sofrimentos de Cristo por nós, mas o Senhor nos chamou para sofrermos por Cristo e, assim, seguirmos nos passos d’Ele (Rm 8.17). Visto que estamos unidos ao Seu Corpo, tanto nossos sofrimentos pelo evangelho como o conforto que Deus nos provê em Cristo, resultam da nossa participação nele (Fp 3.10, 11). As experiencias-chaves de Cristo, especialmente seu sofrimento, sua morte e sua ressurreição, servem de padrão mediante o qual nós poderemos entender nossos próprios sofrimentos e nosso triunfo final; apesar dos dissabores e angústias de nossa jornada cristã, jamais nos faltará a consoladora presença do espírito Santo.
Paulo reafirmou sua integridade e sua autoridade apostólica em relação àquela igreja, esclareceu os seus motivos e os advertiu contra novas rebeliões. O momento para estudarmos esta lição não poderia ser mais propício, tendo em vista os desvios que encontramos hoje na igreja evangélica brasileira e consequentemente, em nossa querida Assembléia de Deus. Querido irmão, é nossa obrigação, no cargo que nos foi comissionado, orientar os fiéis quanto o verdadeiro evangelho e orarmos para que essas lições sirvam de bússula para rumar a igreja do Senhor nestes últimos dias.


N'Ele, nosso Juiz,


Francisco de Assis Barbosa (assis.barbosa@bol.com.br)




BIBLIOGRAFIA
Bíblia de Estudo Pentecostal, Rio de Janeiro: CPAD
Comentário Bíblico Matthew Henri, p.968. Rio de Janeiro: CPAD.
HORTON, S. M. I e II Coríntios. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
KRUSE, C. II Coríntios: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Corinto

21 de dezembro de 2009

Lição 13 - Davi - Um Homem Segundo o Coração de Deus




TEXTO ÁUREO

"E, quando este foi retirado, lhes levantou como rei a Davi, ao qual também deu testemunho e disse: Achei a Davi, filho de Jessé, varão conforme o meu coração, que executará toda a minha vontade" (At 13.22) - Segundo a minha escolha para governar o reino segundo a minha vontade (1Sm 13.14), Davi conduziu seu governo de acordo com a Lei, não permitindo a prostituição espiritual da nação nem transformando seu reino num poder ditatorial. Era característica sua buscar sempre a orientação do senhor em todos os assuntos de governo - assim entendemos que 'conforme o meu coração' refere-se à vida pública e não privada daquele rei.

VERDADE PRÁTICA

Fazer a vontade de Deus é o segredo de todo projeto bem-sucedido.

INTERAÇÃO

Amado leitor, com essa lição findamos o último trimestre de 2009 e pela misericordia do Senhor, pudemos acompanhar como que assistindo a um filme, a trajetória de vida de um homem que soube, ao longo de sua caminhada, levantar-se e seguir em frente. Fomos edificados, exortados e consolados através do exemplo de vida do "homem segundo o coração de Deus". Da mesma maneira que acontece conosco hoje, o personagem central da lição começou bem a sua carreira, teve alguns tropeços, no entanto, buscou a Deus, colocou-se de pé novamente e terminou os seus dias bem, na presença do Pai. A grande moral dessa história nos ensina que fazer a vontade de Deus é o segredo para se ter uma vida bem-sucedida. A Palavra de Deus diz que "Davi dormiu com seus pais e foi sepultado na Cidade de Davi" (1 Rs 2.10). Reconhecer nossos erros, arrepender-se deles e confessá-los é o caminho para cumprirmos bem nossa missão existencial. Vamos no exemplo de Davi, até alcançarmos a medida de varão perfeito, à estatura de Cristo!

OBJETIVOS

Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
- Conscientizar-se que fazer a vontade de Deus é o segredo de todo projeto bem-sucedido.
- Compreender que Davi foi um homem segundo o coração de Deus, mas isso não significa que fosse isento de falhas.
- Descrever as características de Davi que tanto agradaram ao Senhor.


Palavra Chave: Servo - (latim servus, -i, escravo) Aquele que não dispõe da sua pessoa, nem de bens; Pessoa que presta serviços a outrem, não tendo condição de escravo (criado, servente, serviçal); Pessoa que depende de outrem de maneira subserviente; Aquele que não tem direitos, ou não dispõe de sua pessoa e bens.

INTRODUÇÃO
Aprendemos no decorrer deste trimstre que Davi foi um verdadeiro líder e isso fica comprovado pelas diversas vezes que esse homem é tomado como paradigma para outros reis no decorrer do texto . Constantemente, encontramos expressões que classificam os reis como os que governaram bem porque andaram no "caminho de Davi" (2 Rs 22.2); e os que governaram mal, pois não fizeram o que era reto aos olhos do Senhor, "como Davi" (2 Cr 28.1). O que o distinguiu dos demais monarcas a ponto de sua vida servir de referencial para avaliar todos quantos vieram depois dele? Muitos dos traços desse homem podem ser inferidos no texto sagrado e imitados por nós hoje, a fim de que possamos também, à seu exemplo, alcançarmos testemunho do próprio Deus: 'achei um homem segundo o meu coração'.


I. UM HOMEM PRONTO PARA SERVIR (AT 13.36)
1. Davi serviu voluntariamente a sua geração.
O texto de Atos 13.36 na versão atualizada traz a seguinte redação: "Porque, na verdade, tendo Davi servido à sua própria geração, conforme o desígnio de Deus, adormeceu, foi para junto de seus pais e viu corrupção". Paulo faz uma importante afirmação sobre Davi quando diz que ele viveu para servir. O modelo bíblico de liderança é aquele centralizado no caráter, ao contrario do que ensinava Maquiavel que era preferível ao rei ser temido do que ser amado. Elementos do caráter cristão como o temor de Deus, a coragem, a virtude, o altruísmo, a honestidade, etc., são postos em relevo. As técnicas mudam, mas os princípios do caráter não. O sucesso da admirável liderança de Davi veio dos princípios bíblicos observados por ele. Um dos primeiros passos para que possamos entender a questão da liderança cristã é adotarmos a perspectiva correta sobre Deus, Sua Palavra e Sua Obra. Nessa perícope observamos o segundo monarca de Israel sendo um ajudador do povo, e não o contrário. O modelo de Jesus para a liderança é justamente esse: "servir". Servir foi a missão do filho de Deus (Mt 20.28) e também a de seu ancestral humano, Davi.
2. Davi serviu a Deus com propósito. Há outro fato sobre Davi registrado no texto de Atos 13.22 que merece a nossa reflexão: "Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará toda a minha vontade". Essa frase pode ser interpretada como 'um homem de sua própria escolha' ressaltando a escolha soberana da parte de Deus bem como, à guisa de textos bíblicos tais como 1Sm 2.35; 16.7, entendemos que Davi, o escolhido do Senhor, 'era segundo o coração de Deus' no sentido de estar dedicado à sua vontade e aos seus propósitos. Davi viveu para o Eterno e, consequentemente, viveu também para os outros. A vontade de Deus aparece aqui como "o que se tem determinado e que será feito". Este homem, com seu coração de servo, realizou aquilo que o Senhor esperava. Davi viveu para o Eterno e, consequentemente, viveu também para os outros.

II. UM HOMEM PRONTO PARA CRER
1. O menor na casa de Jessé se tornou o maior em Israel.
A ascenção de Davi ao trono é feita providencialmente, não sendo o resultado do esforço humano ou da cobiça pelo poder. Ao ser incumbido pelo Senhor de ir até Belém ungir um novo rei, Samuel, como qualquer outro ser humano comum, era propenso a julgar por padrões humanos de aparencia externa, ao invés de julgar pelo coração, como Deus julga; aquele profeta não sabia a quem iria ungir, por isso atentou para aspectos exteriores. Mesmo estando ungido a mando do Senhor para ser o rei, Davi soube esperar o tempo de Deus para ocupar o trono de Israel. Uma das grandes lições na história de Davi é a sua paciência para esperar o momento certo de ascender ao trono de Israel. Paciência adquirida do trato com as ovelhas, paciência advinda da fé – inteira dependência; segurança das coisas esperadas – em Deus; paciência que era também fruto do imenso respeito que demonstrava por aquele que, embora desvinculado da vontade divina, havia sido ungido (consagrado; separado) para ser o primeiro rei de Israel.
2. O pequeno pastor que realizou proezas com o poder da fé. O desafio lançado por Golias ao exército de Israel era comum naqueles dias, onde se digladiavam dois campeões e o vencedor ganhava a batalha para o seu exército. Neste evento bíblico, Davi foi o campeão israelita que deu a vitória a Israel, quando seu exército já estava com o moral quebrantado e acuado pelo desafio lançado pelo gigante filisteu. Davi tinha experiência com Deus, adquirida não nos bancos de uma Faculdade, porém, no Campo de Batalha, no “batalhar pela fé”. Quem não matar o leão e o urso, não matará Golias. É no campo de batalha, é no confronto direto com os inimigos, é na realização da Obra de Deus que a fé cresce e se fortalece. Ao final da lição destacaremos o papel da confiança e fé de Davi enquanto exemplo para todos os crentes no enfrentamento dos inimigos espirituais: não importa a nossa estrutura, mas a fé no nome do Deus a quem servimos. “Maior é o que está em nós do que o que está no mundo” (1 Jo 4.4). A fé de Davi o transformou em um grande homem. De fato, é a fé que está por trás de cada uma das suas ações. Davi ainda muito jovem, colocou-se como o campeão dos israelitas para enfrentar o blasfemo Gigante filisteu, homem acostumado às batalhas, vestido com toda sua armadura (I Sm. 17.5-7), tal disposição heróica e louca de Davi, causou espanto ao guerreiro filisteu. Golias tomou tal atitude como um insulto.Sem perca de tempo, Davi confiante n’Aquele que o vocacionara para liderar a nação judaica, pela força do Ruach YAWEH, adestrado com sua arma, a funda, abateu o sanguinário Golias (1 Sm.17.49,50). Que irônico! Que vitória! Um jovem pastor e sua funda ganhando uma batalha para o seu exército! A missão estaria cumprida quando a cabeça do oponente estivesse separada do corpo sem vida (1 Sm. 17.50-24). Desta luta aparentemente desigual tiramos algumas lições:

1) enfrentar gigantes é uma experiência intimidadora - lemos com entusiasmo o relato bíblico sobre a vitória de Davi, mas, no dia-a-dia, lutar contra os gigantes não é uma tarefa fácil;

2) pelejar é uma experiência solitária - ninguém mais pode assumir o posto para o qual fomos chamados, cada um de nós precisa enfrentar os “Golias” que se apresentam contra nós;

3) confiar em Deus é uma necessidade - a menos que depositemos nossa fé em Deus, não conseguiremos ir muito longe, ficaremos aterrorizados pelo tamanho dos “gigantes” e

4) vencer traz conseqüências memoráveis - as vitórias do passado devem nos impulsionar para olhar com maior bravura para o futuro.

A fé de Davi estava por trás de cada uma das suas ações e a transformou em um grande homem.

III. UM HOMEM PRONTO A SE HUMILHAR
1. Quando buscou reconciliação com o Senhor.
Qualquer pecado desagrada ao Senhor, que fará justiça a todos os homens em seu tempo certo, de acordo com suas obras. Davi sendo um homem de justiça e um homem que executava a justiça, ele estava pronto para agir com relação ao homem da parábola proferida por Natã, não sabendo que ele mesmo era o antítipo daquele hoemem rico. Arrependido - sua maior virtude: sabia quebrantar-se ( Hb dakka: esmagado como pó; triturado) (Sl 34.18: ), recebeu o perdão divino, contudo, sofreu as consequencias. Davi estava disposto a assumir toda a culpa e sofrimento em detrimento do povo. Quando ele assumiu a culpa pelo pecado e colocou-se como o único merecedor de receber - em si mesmo e em sua familia - o castigo, tornou-se alvo da misericórdia de Deus.
2. Quando buscou reconciliação com o próximo. Deus vocacionou e ungiu Davi para governar seu povo. Mas, da unção até a ascensão ao trono, seu caráter precisava ser moldado mediante o exercício da paciência. Ele teve que aprender a esperar, e esperar o tempo de Deus. Davi estava sendo moldado, seu caráter tinha que ser forjado no cadinho da paciência; o futuro monarca deveria passar por essa ‘prova de fogo’ e dar testemunho do motivo pelo qual foi ungido por Samuel: temor ao Senhor. Davi se enquadrou perfeitamente no texto de Hc 2.4, ele tinha plena confiança n’Aquele que o vocacionou, demonstrou aquelas virtudes recomendadas por Paulo em Rm 12.9-21.Ter fé é ter certeza, plena convicção, e como resultado viver em inteira dependência. Davi deu testemunho que confiava em Deus, esta esperança trouxe-lhe paciência para esperar o desenrolar dos fatos, ele sabia que o Senhor estava no controle e cumpriria seus desígnios. - "Quando estamos esperando, o plano de Deus e o seu tempo perfeito são dignos da nossa confiança". Charles Stanley – Revista EBD. Construir relacionamentos é uma porta aberta à proclamação do evangelho. A exemplo de Davi, perdoando a Saul quando este o perseguia para matá-lo, e depois quando foi procurado no deserto por Abigail, esposa de Nabal, o carmelita (1 Sm 25), devemos passar por cima de toda e qualquer afronta, e por meio do diálogo fortalecer nossos relacionamentos em prol da causa do reino. Davi era um homem de diálogo e pronto tanto para perdoar como para se humilhar.

CONCLUSÃO
As experiencia vividas por esse rei no decorrer de sua vida proporcionou-lhe um conhecimento mais aprofundado do Senhor, ele sabia que YAWEH era poderoso para livrar e transformar o homem pecador. Davi foi o homem segundo o coração de Deus, no entanto, como aprendemos, isso não significa que fosse isento de falhas ou imune ao pecado. Ele teve seus acertos, mas também seus erros. Davi conhecia ao Senhor de modo pessoal, pois andava em sua presença. Conhecia ao Senhor por experiência própria e não porque ouviu falar dEle e isso foi o diferencial na vida desse monarca. Para ser um homem ou mulher segundo o coração de Deus, se faz necessário conhecê-Lo e viver inteiramente com Ele, obedecendo-Lhe em tudo. Os aspectos do caráter de Davi revelados nas Escrituras tornaram-no muito mais que um rei. Eles o transformaram em um líder-servo, um homem segundo o coração de Deus, que até hoje ilustra as histórias bíblicas para as crianças, inspira vocações e serve de referencial para nós, adultos.

APLICAÇÃO PESSOAL

Você deseja que Deus faça em sua vida o mesmo que fez com Davi? Esse monarca é lembrado e respeitado por seu coração voltado a Deus, apesar de suas fraquezas, possuía uma fé inabalável na fiel e perdoadora natureza de Deus. Ao assumir o trono, a preocupação de Davi foi em restaurar a adoração ao Deus de Israel trazendo a Arca para o centro nação e organizado o culto levitico, demonstrou a sua vontade em reconduzir a nação de volta ao seu propósito existencial: YAWEH e a Lei no centro da vida nacional. Foi um homem que amou a Palavra de Deus. Muitas vezes somos como Davi: amamos a palavra do Senhor, buscamos viver em sintonia com o Espírito Santo, mas vez ou outra alimentamos maus pensamentos, maus desejos, más conversações, ações erradas, e o pior, quando confrontados pelo Espírito Santo, damos desculpas mil, como: é culpa da outra pessoa; não pude evitar; todo mundo faz isso; foi um engano; o diabo me tentou... Tiago nos ensina que o teatro de operações dessa guerra espiritual é a nossa mente, é lá que alimentamos e permitimos que se tornem em ações, por isso Jesus foi incondicional quando afirmou que o simples fato de olhar para uma mulher e desejá-la em seu coração (pensamento), já cometeu adultério com ela.Davi errou ao alimentar o mau pensamento. Nós erraremos também, mesmo sendo tabernáculo do Espírito Santo, a mente não está cativa a Ele, devemos fazê-lo a todo custo, a fim de evitarmos o fracasso espiritual – “pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra... mortificai, pois os vossos membros que estão na terra: a prostituição, a impureza; o apetite desordenado...”(Cl 3.3, 5). Quantas vezes nos deparamos com maus desejos, pecado sexual, impureza, lascívia, cobiça, ira, dissensões, malicia, calunia, linguagem torpe, mentira, tudo isso em detrimento do exercício da misericórdia, bondade, humildade, fé, mansidão, paciência, comedimento, perdão...Davi foi confrontado pela Palavra de Deus pronunciada pelo profeta Natã (1 Sm 12). Temos que levar cativos os nossos pensamentos à Cristo, só assim teremos uma atitude a fim de que não venhamos tropeçar (Rm 10.17; 1 Ts 1.6). O nosso maior mal é sermos ouvintes esquecidos, o crente necessita ouvir a Palavra, recebê-la e também nela meditar (Sl 1.2), muitas vezes ouvimos, processamos a informação e guardamos em nosso intelecto sem permitir que desça ao coração. A Palavra precisa ser aceita e acolhida por nossas mentes e corações. O bom soldado conhece sua arma, sabe resolver qualquer falha ou incidente, adestra-se em seu manejo. O que adianta armar-se com a Palavra ou estar cheio dela se não soubermos como usá-la? É preciso conhecer e manejar bem a Palavra da verdade (2 Tm 2.15), assim mesmo como um soldado adestrado para o combate. A Palavra de Deus é fundamental no processo de restauração, atuando como luz em nossas densas trevas. Ao finalizarmos esta lição, aprendemos que fazer a vontade de Deus é o segredo de todo projeto bem-sucedido.

N’Ele, que busca homens e mulheres segundo o seu coração,

Francisco de Assis Barbosa, [ton frère dans Le sauvateur Jésus Christ]

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA

- Bíblia de Estudo DAKE, CPAD-Ed Atos

- Bíblia de Estudo Genebra, Ed Cultura Cristã – SBB;

16 de dezembro de 2009

Lição 12 - Davi e o seu Sucessor



TEXTO ÁUREO
"Eis que o filho que te nascer será homem de repouso; porque repouso lhe hei de dar de todos os seus inimigos em redor; portanto, Salomão será o seu nome, e paz e descanso darei a Israel nos seus dias" (1 Cr 22.9)


Esse texto é citado em Hb1.5-7 referindo-se a Cristo. Salomão foi um dos sete homens na Bíblia que receberam o nome antes do seu nascimento (os outros seis foram Ismael, Isaque, Josias, Ciro, João Batista e o proprio Jesus). Em diersas ocasiões, paz e descanso da guerra são vistos como uma recompensa de Deus à fidelidade de seu povo; foi a mesma bênção proferida sobre os cativos que retornavam da Babilonia como base de esperança em seus dias turbulentos; esse texto é base para a nossa esperança de haver paz e descanso em nossos dias se tão somente formos obedientes ao Senhor e à sua Palavra.

VERDADE PRÁTICA
Formar sucessores é, sem dúvida, uma das maiores virtudes dos grandes líderes.

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
- Saber que uma das responsabilidades do líder é formar sucessores.
- Compreender que Salomão foi indicado por Davi, mas escolhido por Deus.
- Descrever as características de Salomão, as quais agradaram a Deus.

Palavra Chave:
Sucessão
: Do latim sucessionis, passagem, transmissão de direitos. Na lição significa a continuidade da monarquia davídica.


INTRODUÇÃO

Estudamos na lição 5 sobre a liderança e como ela se evidenciava na vida do segundo monarca de Israel, dentre outras coisas, o verdadeiro líder preocupa-se com o futuro dos liderados e prepara seu sucessor. Sabemos que cabe ao Senhor as escolhas, segundo inferimos do texto de At 13.1-3, é do Senhor a escolha, o preparo e o envio, mas recai sobre nós a responsabilidade de prepará-lo.
Sabemos pela Escritura (I Cr 22:9) que mesmo antes do nascimento de Salomão, Davi já havia sido avisado pelo Senhor por intermédio do profeta Natã, que o filho que lhe nasceria seria o seu sucessor (2Sm 7. 12-15).
Davi governou Israel por cerca de 40 anos no fim de seu reinado, Davi achou por bem ‘introduzir’ aquele que o Senhor havia escolhido, na corregencia (1 Cr 23.1) dando início à transferência de poder de Davi para Salomão – que não ocorreu de forma tranquila ou sem oposição – Salomão assumiu o poder sucedendo a Davi como rei de Israel, apesar da turbulencia politica e das intrigas de Adonias, Joabe e Simei.

I. UM SUCESSOR INDICADO POR DAVI, MAS ESCOLHIDO POR DEUS

1. As insubmissas escolhas humanas.
Adonias talvez fosse o filho mais velho de Davi e como tal ele pode ter pensado que assumiria o poder, porém, nessa época, ainda não havia nenhuma legislação que ditasse quem seria o sucessor além da própria escolha do rei. Talvez Adonias já soubesse da escolha de seu pai e tal como fez Absalão, deu sinal de suas ambições e preparou-se para ‘conquistar’ o trono numa demonstração de rebeldia e despreso pelo pai, que como estudamos na lição 10, jamais contrariou nem disciplinou seus filhos rebeldes (1Rs 1.6).
Fica evidente a sequencia de atos danosos que se iniciam com o adultério, gerando uma geração corrupta, sem amor, sem disciplina, sem temos do Senhor, isso consequentemente levou à ruinaaquela familia e seus próprios filhos: Absalão (2 Sm 15.4) e Adonias (1 Rs 1.5) tentaram arrancar-lhe a coroa. De fato, se não fosse a mão do Senhor guinado aquela nação, certamente o reino ruiria. Nenhum destes fora escolhido por Deus para ocupar o trono. Sua loucura e ávidez pelo poder e desejo do trono a qualquer custo eram apenas conjecturas humanas e não refletiam o desejo de Deus (Sl 135.4).
2. A escolha divina. Salomão seria o descendente por meio de quem Deus cumpriria a sua promessa de estabelecer o trono do reino de Davi para sempre (2Sm 7.12, 13). A profecia do texto de 1 Crônicas 17.11-15, refere-se primeiramente a Salomão, o herdeiro carnal de Davi, que levantaria posteriormente o Templo. Contudo, ela também aponta para o futuro e prediz o reino eterno do Messias, Jesus Cristo, o filho de Davi. Salomão, portanto, não chegou ao trono por uma simples indicação de Davi, mas por uma escolha divina (1 Cr 22.9). Salomão chegou ao trono por indicação divina.

II. UM SUCESSOR DE POUCA EXPERIÊNCIA, MAS QUE HERDOU UM GRANDE LEGADO
1. O legado político institucional.
"E Davi se ia cada vez mais aumentando e crescendo, porque o SENHOR, Deus dos Exércitos, era com ele" (2 Sm 5.10). Da mesma maneira que os capítulos 3 e 4 de 2Sm detalham como os da casa de Saul se iam enfraquecendo, assim também os capítulos 5 a 10 mostram como Davi se ia fortalecendo. Defere-se que a principal causa desse crescimento de Davi era a presença constante e soberana do Senhor nele (1 Sm 16.18). O reino de Israel se tornou forte e respeitado tendo Davi como seu rei. O segredo de todo esse êxito foi a bênção de Deus. Quando o Senhor está no controle, tudo vai bem. Flavio Josefo afirma que vieram a Hebrom seis mil e oitocentos homens da tribo de Judá, armados de lanças e de escudos, que tinham seguido o partido de Isbosete... todos, de comum acordo, declararam a Davi rei (História dos Hebreus, pág 152, CPAD, 1990). Uma vez unificado o reino, Davi sem demora, marcha para Jerusalém e dá início a suas conquistas militares. Como acontece hoje na política internacional, quando Davi logrou êxito na investida sobre Jerusalém e consolidou o reino, de imediato, como que ‘reconhecendo a nova nação’ Hirão, rei de Tiro, cidade portuária da Fenícia, a cerca de 56 Km ao norte do monte Carmelo, envia ao rei Davi, um presente, acompanhado de embaixadores a fim de firmar uma aliança. Sem dúvida este foi um dos grandes legados que Davi deixou para seu filho Salomão, um eino consolidado e reconhecido internacionalmente, com um exército organizado a habilitado à batalha (1 Cr 18.14-17; 27.32-34). Davi foi hábil na organização até mesmo das minúcias do reino (1 Cr 27.25-31).
2. O legado religioso. É notório a estruturação do reino por Davi de maneira que seu sucessor tivesse dias de repouso, mas o maior legado deixado por Davi ao seu filho Salomão foi o espiritual. O texto sagrado destaca que Davi "ia cada vez mais aumentando e crescendo, porque o SENHOR, Deus dos Exércitos, era com ele" (2 Sm 5.10). Essa presença divina na vida e no reinado de Davi foi notória até fora de Israel, o que é demonstrado pelos presentes trazidos pelos mensageiros enviados por Hirão, rei de Tiro (2 Sm 5.11). Esse é mais um exemplo de que a nação escolhida por Deus só avançava quando o seu Rei estava no comando e Davi ais que qualquer outro na história antiga de Israel, sabia reconhecer que no seu reinado todas as bênçãos materiais e espirituais sobre o povo, a terra e o culto divino procediam de Deus.
A chave para um reinado bem-sucedido estava no cumprimento das leis imutáveis de Deus.

III. UM SUCESSOR JOVEM, MAS DE GRANDE PIEDADE

1. Na vida privada.
A decisão divina não anula nossas responsabilidades diante do Senhor. Quando subiu ao trono, Salomão talvez tivesse vinte anos, jovem e inexperiente, mas humilde o basstante para recohecer isto (Jr 1.6). No início do seu reinado, Salomão respondeu bem à vocação divina e proferiu uma das mais belas orações da Bíblia; uma oração que agradou a Deus (v.10). Após ser visitado pelo Senhor durante um sonho, Salomão ora a Deus, ele não pediu os desejos comuns de um monarcaoriental: vida longa, riqueza ou a morte dos inimigos.

CONCLUSÃO
Davi cumpriu a sua missão, mas antes de morrer foi sábio e preparou um sucessor. Apesar de suas falhas, Davi deixou para a Salomão, seu filho, um grande legado espiritual. O rei de Israel costumava buscar a orientação divina diante das decisões a serem tomadas (I Sm. 23.2; 30.8; II Sm. 2.1). Salomão recebeu uma unção especial da parte do Senhor e governou com tamanha sabedoria que alcançou fama internacional: a rainha de Sabá quis testificar pessoalmente a respeito de tudo que havia ouvido a seu respeito (I Rs. 10.1-13). Enquanto observou as recomendações do seu pai e andou nos caminhos do Senhor, Salomão prosperou. Assim diz o pregador: “Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau (Ec. 12.13,14). Diferentemente de seu pai Davi, Salomão não teve o mesmo sucesso na escolha de seus sucessores. Após sua morte o reino de Israel dividiu-se e os reis seguintes alternavam-se entre servir ao Senhor e aos deuses pagãos.
Embora estejamos separados de Davi e Salomão por um longo espaço de tempo, os princípios por eles vividos ainda continuam válidos para hoje. A liderança destes dois homens de Deus foi bem-sucedida porque eles não viveram para si, mas para Deus e para o próximo. Será que somos líderes com este perfil? Será que temos buscado esse tipo de vida?

APLICAÇÃO PESSOAL
Nesta lição, estudamos a respeito da transição do reino de Davi para Salomão, seu filho com Bate-Seba. Israel era um reino teocrático, mesmo durante a monarquia Israel pertencia ao Senhor, não a Davi. Davi cônscio disto, transferiu a coroa a seu filho e aconselhou-o a guardar as ordenanças do Senhor para que houvesse prosperidade e paz para o futuro estado de Israel. Nada mais atual do que isto! Nossas lideranças também precisam estar conscientes deste princípio bíblico: a obra pertence ao Senhor. Temos constatado muitas vezes uma dinastia em alguns ministérios, talvez fruto de um sistema de governo eclesiástico inadequado para hoje. Deus é o único dono. Não somos proprietários de nada, somos mordomos e como tais, um dia ter-se-á que ser passado o cajado, e quem assumirá? Quem será o suscessor?
Um líder cristão ao mesmo tempo que leva a obra paara frente, pensa em formar outros líderes capazes de dar prosseguimento ao seu trabalho. Não podemos nos esquecer que "formar sucessores é, sem dúvida, uma das maiores virtudes dos grandes líderes".
Siga seus planos dentro da vontade de Deus, e não em vez de ou apesar dela. Os limites que Ele colocou sobre você só fará seus planos florescerem. Nossos desejos encaixam-se melhor dentro da vontade de Deus"
Deus não salva os homens devido àquilo que vê em seus corações e porque gosta do que vê. Ele salva homens que são vis pecadores em seus corações, incapazes de se reconciliarem com Ele. Tem misericórdia deles, colocando seus pecados sobre Seu Filho, Jesus Cristo.
Somente em Cristo encontra-se a porta de entrada à presença do Pai. Somente Ele é sem pecado e, por isso, capaz de morrer pelos pecados dos outros entregando-se para ser imolado naquele que constituiu-se no maior e suficiente sacrifício.
Quem é justo? Livre de cometer falhas? Quem é o que não necessita de perdão e de reconciliação?Há apenas uma pessoa em toda a história da raça humana cujo coração foi livre de pecado, e essa pessoa é aquele judeu filho de carpinteiro, que mudou a história e dividiu-a em antes e depois d’Ele, Jesus Cristo. N’Ele, Deus salva aqueles que confiam Nele para serem perdoados de seus pecados e para terem o presente da vida eterna.
Hodiernamente vemos a busca desenfreada por lideres capazes, com qualificações sobrehumanas, e infelizmente constatamos que as qualidades e qualificações procuradas nos líderes contemporâneos não são aquelas que Deus buscou em Davi – um homem segundo o meu coração. Nós estamos escolhendo nossos líderes quase nas mesmas bases que o mundo vil e sem Deus. Olhamos para os que têm dinheiro e influência e que sejam intelectualmente bem dotados. O Eterno buscou um homem que tinha um coração voltado para Ele. Creio que esta característica seja o primeiro e principal pré-requisito para o tipo de liderança que Deus requer. Precisamos ser o tipo de homens e mulheres que DEUS busca para o Seu serviço.
Davi muito nos ensina com sua árdua caminhada desde sua unção aos treze anos de idade até assumir o reino como um todo. O humano Davi também estava sujeito às mesmas falhas, tinha os mesmos defeitos e em muito se parece comigo (em seus defeitos). Teve uma falha séria que o poderia ter condenado não fosse o Ruach HaKodesh agindo em sua vida.
No Salmo 51 achamos o pecado que quase o destruiu e nos ensina mediante o seu exemplo como nos arrependermos dos nossos próprios erros e sermos como ele – um homem segundo o coração de Deus. O Salmo se inicia com três pedidos ao Senhor:
- Misericórdia (v.1). A graça de Deus é imerecida, porém Ele cuida de nós com ternura e intensidade, mesmo quando o nosso coração está distante dEle. Nosso amor pelo Senhor pode falhar, mas não o seu amor por nós.
- Renovação (v.2). A "tinta" de nossa falha deixa uma marca indelével em nossa vida e na dos outros; porém, podemos confiar na compaixão do Senhor para apagar o nosso pecado do livro de sua memória.
- Purificação (v.2). Somente Deus pode lavar a mancha e a sujeira do pecado. Queremos nos sentir puros outra vez, de modo que desapareçam toda a impureza que adquirimos e o legado de suas lembranças" (WOOD. George O. Um Salmo em seu Coração. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, pp.209,210)Somente pela Palavra alcançaremos a plenitude do plano de salvação, é preciso clamarmos: “SOLA FIDE, SOLA SCRIPTURA, SOLUS CHRISTUS, SOLA GRATIA, SOLI DEO GLORIA”!

N’Ele, que de graça, pela graça, busca em nós um coração aberto à sua graça,

Francisco de Assis Barbosa, [ton frère dans Le sauvateur Jésus Christ]
Vacances dans Campina Grande, PB

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA
- Bíblia de Estudo DAKE, CPAD-Ed Atos
- Bíblia de Estudo Genebra, Ed Cultura Cristã – SBB;
- http://auxilioebd.blogspot.com/2009/11/licao-7-expansao-do-reino.html


- http://ogideao.blogspot.com/2009/10/pela-graca-de-graca.html