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Data/Hora Atualizada

22 de março de 2015

1Trim2015_Lição 13: A Igreja e a Lei de Deus

THINKING MATURELY ABOUT THE CRISTIAN FAITH


1º Trimestre de 2015
Lição 13
29 de março de 2015
LIÇÃO 13: A Igreja e a Lei de Deus

TEXTO ÁUREO

VERDADE PRÁTICA
“Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma! Antes, estabelecemos a lei."
(Rm3.31)
0 Senhor Jesus definiu de maneira clara a relação entre o Antigo e o Novo Testamento, entre a Lei e o Evangelho.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Ne 10.28,29
A lei de Deus é a mesma lei de Moisés, o servo do Senhor.

Quinta - Mt 23.23
Nem todos os mandamentos têm o mesmo peso para o nosso Deus
Terça – Mc 7.9-13
0 Senhor Jesus reconhecia a lei como a Palavra de Deus
Sexta - Rm10.4
A lei testemunhava de antemão a salvação em Cristo
Quarta – Lc 24.44
O Senhor Jesus é o centro e o cumprimento da lei e dos profetas
Sábado - Jr 31.3
Cristo imprimiu a lei no mais profundo do coração humano

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Mateus 5.17-20; Romanos 7.7-12
Mateus 5.17-20
17.Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.
18. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til jamais passará da lei, sem que tudo seja cumprido.
19. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus.
20. Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.
Romanos 7:7-12
7. Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás.
8. Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, operou em mim toda a concupiscência; porquanto sem a lei estava morto o pecado.
9. E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri.
10. E o mandamento que era para vida, achei eu que me era para morte.
11. Porque o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, me enganou, e por ele me matou.
12 E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom.

OBJETIVO GERAL

Ressaltar o fato de que Jesus definiu, de maneira clara, a relação entre o Antigo e o Novo Testamento, entre a Lei e o Evangelho.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a: Abaixo, os objetivos específicos referem-se aos que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
I.   Mostrar o que significa "cumprir a lei".
II.  Explicar que Jesus viveu a lei.
III. Ressaltar que a lei não pode ser revogada.
IV. Enfatizar que a lei e o evangelho se completam.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

A "lei de Deus" no presente estudo diz respeito a todo o Pentateuco e não apenas aos Dez Mandamentos, pois o Decálogo é parte da lei. A lei de Moisés não consiste apenas num compêndio religioso, pois trata de profecias, histórias, registros genealógicos e cronológicos, regulamentos, ritos, cerimônias, exortações morais, civis e cerimoniais, sacerdotes, sacrifícios, ofertas, festas e o tabernáculo. Há nela a base e a estrutura social e política do Estado. É inegável a sua contribuição na legislação de todos os povos da terra, daí a sua influência no Estado e na Igreja. [Comentário: Os Dez Mandamentos encabeçam os demais preceitos entregues por Deus a Moisés no monte Sinai desde Êxodo 19.16-19 até Levítico 26.46; 27.34. Esses preceitos são identificados com frequência como estatutos, juízos, leis e mandamentos. Muitos deles são repetidos nos livros de Números e Deuteronômio. Todo esse sistema legal integra o Pentateuco, que aparece na Bíblia como lei, livro da lei, lei de Moisés, lei de Deus, lei do Senhor. É oportuno aqui esclarecer o que a Bíblia quer dizer quando usa as palavras "lei de Deus". O termo aparece sete vezes nas Escrituras, quatro no Antigo Testamento e três no Novo, e em nenhum lugar diz respeito ao Decálogo. As quatro primeiras ocorrências se referem a toda a lei de Moisés, ao Pentateuco, como livro: "Josué escreveu estas palavras no livro da Lei de Deus" Os 24.26); "E leram o livro, na Lei de Deus... ele lia o livro da Lei de Deus" (Ne 8.8,18); "e convieram num anátema e num juramento, de que andariam na Lei de Deus, que foi dada pelo ministério de Moisés, servo de Deus; e de que guardariam e cumpririam todos os mandamentos do SENHOR, nosso Senhor, e os seus juízos e os seus estatutos" (Ne 10.29). Assim, as expressões "lei de Deus", "lei do Senhor" e "lei de Moisés" dizem respeito à mesma coisa (Ne 8.1, 8, 18; Lc 2.22, 23). Trata-se do Pentateuco no seu todo, e não apenas do Decálogo, do livro, e não das tábuas de pedra. As outras três aparecem somente em Romanos, e nenhuma delas diz respeito ao Decálogo: "Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus... Dou graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. Assim que eu mesmo, com o entendimento, sirvo à lei de Deus, mas, com a carne, à lei do pecado" (Rm 7.22, 25). O termo "lei" aparece cerca de 70 vezes nesta epístola com amplo significado, cuja explanação não cabe aqui. A "lei de Deus" neste contexto contrasta a "lei do pecado", mostrando tratar-se de um princípio. A outra ocorrência é no capítulo seguinte: "Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser" (Rm 8.7). O homem carnal não tem lei nem se submete à vontade de Deus que o apóstolo chama de "lei de Deus". Esequias Soares. Os Dez Mandamentos. Valores Divinos para uma Sociedade em Constante Mudança.Editora CPAD. pag. 140-141.] Convido você para mergulharmos mais fundo nas Escrituras!


I.0 QUE SIGNIFICA "CUMPRIR A LEI"?

1. Completar a revelação. Jesus disse que veio cumprir a lei e os profetas (5.17). 0 que significa isso? 0 verbo grego para "cumprir" é pleroo e significa "cumprir, completar, encher". Devemos recordar o sentido de torah, estudado na lição 1, como instrução revelada no Sinai. Ao longo do trimestre, vimos os aspectos teológico e ético do Decálogo. O Antigo Testamento contém instrução e doutrina sobre Deus, o mundo e a salvação, mas sua revelação é parcial. A manifestação do Filho de Deus tornou explícito o que antes estava implícito, e assim o Senhor completou a revelação (Hb 1.1,2). [Comentário: A que se referia Jesus, então, quando falava de "a Lei"? Disse que não tinha vindo para destruir a lei e sim para cumpri-la. Quer dizer, veio para pôr de manifesto o verdadeiro significado da Lei. Qual era o verdadeiro significado da Lei? Mesmo por trás da lei oral dos escribas e fariseus, havia um grande princípio de crucial importância, que estes não compreendiam a não ser de maneira equivocada e imperfeita. Este grande princípio fundamental é que em todas as coisas o homem deve procurar a vontade de Deus e que uma vez que a conhece deve dedicar toda sua vida a obedecê-la. Os escribas e fariseus tinham razão ao procurar a vontade de Deus, e não se equivocavam ao dedicar a vida a sua obediência; mas se equivocavam ao acreditar que suas centenas e milhares de insignificantes normas legalistas eram a vontade de Deus. Qual é, pois, o verdadeiro princípio, que respalda a Lei em sua totalidade, esse princípio que Jesus deveu cumprir, esse princípio cujo verdadeiro significado veio a nos mostrar? Quando examinamos os Dez Mandamentos, que são a essência e o fundamento de toda a Lei, podemos nos dar conta que todo o seu significado pode resumir-se em uma só palavra – respeito, ou até mais adequadamente, reverência. Reverência para com Deus e para o nome de Deus, reverência pelo dia de Deus, respeito aos pais, respeito à vida, respeito à propriedade, respeito à personalidade, respeito à verdade e ao bom nome de outros, a respeito a si mesmo, de tal modo que jamais possam chegar a nos dominar os maus desejos. Estes são os princípios fundamentais que resumem o significado dos Dez Mandamentos. Os princípios fundamentais dos Dez Mandamentos são a reverência para com Deus e o respeito a nossos semelhantes e a nós mesmos. Sem esta reverência e este respeito fundamentais não pode haver Lei. Sobre estas atitudes se apoia toda lei. E é esta reverência e este respeito o que Jesus deveu cumprir. Veio para demonstrar aos homens, em sua própria vida concreta de cada dia, o que é a reverência para com Deus e o respeito para com o homem. A justiça, diziam os gregos, consiste em dar a Deus e aos homens o que merecem. Jesus veio para mostrar, na vida, o que significa a reverência que Deus merece e o respeito que o homem merece. Essa reverência e esse respeito não consistiam na obediência de uma multidão de meticulosas regras e estatutos. Não exigia o sacrifício, a e sim a misericórdia; não era um legalismo e sim o amor; não era uma série de proibições que estipulavam detalhadamente o que não se devia fazer, e sim uma série breve de mandamentos fundamentais que levavam o crente a modelar sua vida a partir do mandamento positivo: o do amor. A reverência e o respeito que constituem o fundamento dos Dez Mandamentos jamais passarão. São a própria substância da relação de cada indivíduo com Deus e com o seu próximo. BARCLAY. William. Comentário Bíblico. Mateus. pag. 141-143.]

2. Cumprimento das profecias. Jesus iniciou o seu ministério terreno dizendo: "o tempo está cumprido" (Mc 1.14,15). Diversas vezes encontramos no Novo Testamento, a declaração como: "Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura" (Jo 19.36), ou fraseologia similar, principalmente no Evangelho de Mateus (Mt 1.22; 2.17,19; 4.14) dentre outras citações. As profecias se cumpriram em Cristo. [Comentário: Era um costume romano abandonar os cadáveres na cruz, deixando-os aos cães e abutres. Mas havia uma lei judaica que “proibia deixar um corpo no local da execução de um dia para outro”. "O seu cadáver não permanecerá no madeiro, mas certamente o enterrarás no mesmo dia; porquanto o pendurado é maldito de Deus; assim não contaminarás a tua terra, que o Senhor teu Deus te dá em herança”. (Deuteronômio 21:23). Por essa razão, e porque era a preparação, i.e., a véspera do sábado, os judeus... rogaram a Pilatos que quebrassem as pernas das vítimas, e fossem tirados. Esta prática brutal, conhecida como crurifragium, era usada como um meio de apressar a morte. Ela envolvia a quebra das pernas das vítimas com uma grande marreta. Os soldados fizeram isto com os dois ladrões que foram crucificados com Jesus. Mas, vindo a Jesus e vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas. João registra aqui o cumprimento das Escrituras: Nenhum dos seus ossos será quebrado; cf. Êx 12.46; Nm 9.12. Jesus foi o sacrifício perfeito, tanto na morte quanto na vida. Joseph H. Mayfield. Comentário Bíblico Beacon. João. Editora CPAD. Vol. 7. pag. 158.]

3. O centro das Escrituras. A provisão do Antigo Testamento sobre a obra redentora de Deus em Cristo é rica em detalhes. Os escritores do Novo Testamento reconhecem a presença de Cristo na história da redenção. 0 Espírito Santo conduziu a Revelação na vida do povo israelita de tal maneira que os apóstolos puderam observar cada pormenor na vida e no ministério terreno do Senhor Jesus Cristo. A ideia cristológica está completamente embutida na lei e nos profetas. Todo o pensamento bíblico [Comentário: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco. Jesus se refere ao seu ministério, até à hora da sua crucificação, como a alguma coisa que já fazia parte do passado. As palavras estando ainda convosco não só predizem a sua ascensão, mas também indicam que mesmo naquele momento em que está falando, Ele não está “com eles”, no mesmo sentido usado anteriormente. Sua morte e ressurreição mudaram o mortal para imortal, e criaram uma diferença entre eles que apenas a morte e a ressurreição deles próprios poderiam lhes permitir transcender. Convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, e nos Profetas, e nos Salmos. A Lei, os Profetas e os Salmos são as três principais divisões das Escrituras Hebraicas. Deste modo, Jesus está se referindo à série completa da profecia messiânica, da primeira promessa em Gênesis 3.15 até o Livro de Malaquias. Ele deixa claro um vínculo inseparável entre Ele mesmo e esta profecia do Antigo Testamento. O Senhor lembra aos seus discípulos que Ele deixou este ponto claro enquanto ainda estava com eles. Antes de sua morte, a ênfase era de que se cumprisse tudo, e se referia ao seu ministério terreno. Charles L. Childers. Comentário Bíblico Beacon. Lucas. Editora CPAD. Vol. 6. pag. 497..]

SÍNTESE DO TÓPICO I
As profecias se cumpriram em Cristo e, por isso, as Escrituras expõem que toda Lei foi cumprida em Jesus.

II. 0 SENHOR JESUS VIVEU A LEI

1. Preceitos cerimoniais. Veja a explicação dos preceitos cerimoniais, civis e morais na lição 2 e seu cumprimento na vida e na obra de Cristo. O Senhor Jesus cumpriu o sistema cerimonial da lei na sua morte (Mt 27.50,51; Lc 24.46). As instituições de Israel com suas festas, os holocaustos e os diversos tipos de sacrifícios da lei de Moisés eram tipos e figuras que se cumpriram em Cristo (Hb 5.4,5; 1 Co 5-7). Assim, as cerimônias cessaram, mas o significado foi confirmado (Cl 2.17). [Comentário: Col 2.16,17 Portanto refere-se ao que acabou de ser apresentado e leva à conclusão: Ninguém vos julgue (“dê seu parecer sobre vós”). Todas as outras religiões envolvem atos e práticas de reconciliação inferiores e inúteis: pelo comer, ou pelo beber (alimentos), dias de festa (festividades anuais), lua nova (observância mensal), sábados (observância semanal) (Nm 28.9). Embora não haja no original grego o artigo definido os antes de sábados, seu uso esclarece o significado. Paulo estava resistindo aos judaizantes que insistiam na observância legalista do sábado. Estas eram questões nas quais os inimigos de Cristo tiveram sucesso em crucificá-lo (Rm 14.1ss.; 1 Tm 4.3; Tt 1.14; Hb 9.10ss.; 13.9,10). Que são sombras (17) é explicado no versículo 18 e posto em contraste no versículo 19. O termo sombras caracteriza os sistemas ritualistas do judaísmo. As sombras são indicativas da realidade, Cristo. No Antigo Testamento, viam-se apenas as sombras. No Novo Testamento, o corpo (soma, “substância”), que é Cristo, está presente. Mas mesmo hoje temos aqueles que seriam “escravos de sombras”, tipos, formas e rituais. A base da exortação de Paulo aqui é a obra de Cristo; questões de calendário não têm valor como meio de salvação (Rm 14.17). Sua função mostra o sacrifício de Cristo. Que tolice chamar as sombras de realidade! John B. Nielson. Comentário Bíblico Beacon. Colossenses. Editora CPAD. Vol. 9. pag. 327.]

2. Preceitos civis. Lutero dizia que a função civil da lei ainda continua para manter a ordem e o bem-estar da sociedade. Segundo Martyn Lloyd-Jo- nes, Jesus cumpriu também o sistema jurídico da lei. Com sua morte, Ele transferiu os privilégios de Israel para a Igreja (Êx 10.6,7; 1 Pe 2.9,10). Jesus disse às autoridades judaicas que "o Reino de Deus vos será tirado e será dado a uma nação que dê os seus frutos" (Mt 21.43). Com isso, Israel deixou de ser um Estado Teocrático. A Igreja é a plataforma de Deus na Terra para anunciar a verdade (1 Tm 3.15). [Comentário: «O reino de Deus...» Jesus aplica a parábola aos que ouviam e à nação inteira de Israel. Ele acabara de ilustrar o sentido da parábola dos «lavradores maus» mostrando que as obras de Deus podem ser comparadas a um edifício que requer uma maciça pedra angular, como também o templo de Deus, em Jerusalém, tinha uma dessas pedras. Os construtores do templo espiritual haviam rejeitado a pedra angular que fora cortada por ordem do arquiteto em chefe. Para esses, isto é, para o povo de Israel, a edificação terá de cessar até que a principal pedra angular seja devolvida ao seu devido lugar. Mas chega, finalmente, o tempo em que Israel tornará a construir sobre essa pedra. Nesse ínterim, as obras de Deus não cessam. Deus planta uma nova vinha e envia novos servos, tendo garantido de antemão o sucesso da empreitada. O novo povo, como é óbvio, refere-se à Igreja. CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 1. pag. 523.]

3. Preceitos morais. Os Dez Mandamentos são representados pelos dois grandes mandamentos; amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos (Mc 12.28-33). Na verdade, toda a lei e os profetas nisso se resumem (Mt 22.40). Trata-se de uma combinação de duas passagens da lei (Dt 6.4,5; Lv 19.18). São preceitos que foram resgatados na Nova Aliança e adaptados à graça, de modo que a Igreja segue a lei de Cristo, a lei do amor, e não o sistema mosaico (Rm 6.14; 13.9,10; Gl 5.18). O Senhor Jesus cumpriu todos esses mandamentos durante a sua vida terrena. [Comentário: Jesus acrescentou: Desses dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas - isto é, todo o Antigo Testamento. Esses são os dois mandamentos-chave, que demonstram o significado de todos os demais. Como a essência de todo o Antigo Testamento está contida nesses mandamentos, é óbvio que a santidade como padrão para o povo de Deus não é isolada na dispensação do Evangelho. O que é especial na nova aliança é o meio com o qual os homens devem atender a esse padrão, e a medida (ou o grau de perfeição) com que devem cumpri-lo. O poder para alcançar a plenitude interior tornou-se agora a herança de cada filho de Deus. É um poder que altera de tal maneira o afeto e preenche o ser com o Espírito Santo, que amar a Deus com todo o ser torna-se uma atitude natural e espontânea (Rm 5.5). Quando Deus promete que na nova aliança Ele irá colocar as suas leis no entendimento e no coração do seu povo (Hb 8.10; Jr 31.33), Ele está se referindo, acima de tudo, a estes dois mandamentos, pois eles incluem todos os outros. Ralph Earle. Comentário Bíblico Beacon. Mateus. Editora CPAD. Vol. 6. pag. 155.]

SÍNTESE DO TÓPICO II
Jesus Cristo viveu toda a Lei.


III. A LEI NÃO PODE SER REVOGADA

1. Jesus revela seu pensamento sobre a lei. Talvez o discurso de Jesus sobre as bem-aventuranças tivesse deixado dúvida sobre a posição de Cristo a respeito da lei e dos profetas. Ele não era um reacionário; nasceu conforme a lei e viveu de acordo com ela (Lc 2.21-24; 4.15,16; Gl 4.4). Jesus falou de maneira direta que não veio revogar a lei e nem os profetas, mas veio para os cumprir (Mt 5.17). Havia chegado o momento de esclarecer seu pensamento sobre a lei. [Comentário: Jesus disse muito explicitamente: “Não penseis que vim revogar a Lei e os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir.” Entretanto, certa ocasião Jesus aprovou seus discípulos quando eles quebraram a lei dos judeus quanto ao trabalho no sábado (Mc 2.24), e o próprio Jesus aparentemente aboliu a lei cerimonial ao considerar puros todos os alimentos (Mc 7.19). Os discípulos de Jesus rejeitaram claramente muito do que era da lei do AT, inclusive a circuncisão (At 15; Gl 5.6; 6.15). De fato, Paulo declarou: “Não estais debaixo da lei e sim da graça” (Rm 6.14), e afirmou, também, que os Dez Mandamentos, gravados em pedra, tinham sido removidos em Cristo (2 Co 3.7,14). http://www.cacp.org.br/jesus-veio-para-por-fim-a-lei-de-moises/. A ideia cristológica não se restringe a esses vaticínios e ocupa todo o pensamento das Escrituras hebraicas. A provisão do Antigo Testamento sobre a obra redentora de DEUS em CRISTO é muito rica de detalhes. Os escritores do Novo Testamento reconhecem a presença e a obra de CRISTO na história da redenção (Os 11.1; Mt 2.15) e nas suas instituições e festas (Êx 25.8; Jo l.l4;Hb5.4,5;Êx 12.3-13; Lc 22.15; 1 Co 5.7). A lei e os profetas convergem para JESUS; ele é o cumprimento das Escrituras do Antigo Testamento (Lc 24.26,27,44). A expressão "a lei e os profetas" aparece com frequência no Novo Testamento para designar as Escrituras do Antigo Testamento (Mt 7.12; 22.40; At 13.15; Rm 13.21) ou fraseologia similar (Mt 11.13; Jo 1.45; At 28.23). Mas a presença do "ou" disjuntivo aqui mostra duas partes distintivas, em que nem uma e nem outra é para ser abolida (Jo 10.35). Aqui não se trata apenas dos preceitos morais, e o Decálogo nem sequer é mencionado no Novo Testamento como tal. Jesus fala ainda a respeito da existência de mandamentos menores: "Qualquer, pois, que violar um destes menores mandamentos" (Mt 5.19). Isso por si só invalida a interpretação de que a lei é uma referência aos preceitos morais. Existem mandamentos menores entre os preceitos morais? A resposta é não. Jesus, portanto, está se referindo a todo o sistema mosaico e às demais Escrituras do Antigo Testamento. Esequias Soares. Os Dez Mandamentos. Valores Divinos para uma Sociedade em Constante Mudança.Editora CPAD. pag. 145-146.]

2. "Até que o céu e a terra passem". Jesus disse que "até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido" (Mt 5.18). O jota é a menor letra do alfabeto hebraico; ocupa a metade da linha na escrita, é a décima letra e se chama iode. O til é um sinal diacrítico para distinguir uma letra da outra. Nenhuma parte da lei passará, nenhuma letra ou parte dela ficará em desuso até que tudo se cumpra. Como disse o pastor John Stott, "a lei tem a duração do universo". [Comentário: Até que o céu e a terra passem. Subentende que a lei e os profetas jamais seriam revogados, porque, segundo a doutrina judaica, o céu e a terra são eternos (Baruch 3:32; Luc. 16:17). «Até que tudo se cumpra» não alude a um tempo quando, finalmente, a lei e o profetas serão revogados, mas é o modo enfático de dizer «nunca*. A expressão «até que o céu e a terra passem», provavelmente é uma fórmula comum para mostrar a invariabilidade da palavra divina. Posteriormente Jesus empregou quase as mesmas palavras para indicar que suas próprias palavras são invariáveis e eternas: «Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão» (Mat. 24:35; ver também Marc. 13:31 e Luc. 21:33). Jesus não estava ensinando, nesse versículo (Mat. 5:18), se o céu e a terra passarão ou não, mas simplesmente dava a idéia comum (que não passarão) afim de ilustrar a importância e a imutabilidade da palavra e das ordens emanadas de Deus. «Nem um i ou um til. O «i» (iota,no grego) é a letra «yod» no hebraico, a menor letra do alfabeto. Na Bíblia hebraica há mais de 66 mil dessas letras. «r;V»é uma pequena marca que distingue certas letras hebraicas de outras. Nos escritos dos rabinos nota-se que às vezes advertiram aos escribas para que tivessem o cuidado de não escrever uma letra parecida com outra, o que poderia modificar o sentido das Escrituras. É mister que notemos aqui a importância dada por Jesus às Escrituras do V. T., o que contrasta violentamente com alguns modernos, que rejeitam essas Escrituras ou lhes dão pouco valor. E verdade que o modernismo começa nesse ponto (rejeitam ao V. T.), como na cultura grega ou romana. CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 1. pag. 309.]

3. O menor mandamento (Mt 5.19). Há muita discussão sobre esta questão. Uns acham que Jesus se referia ao jota e ao til; outros, aos preceitos cerimoniais. Havia longos debates entre os rabinos da época sobre os mandamentos mais leves e mais pesados. Eles consideravam mandamento leve não tomar a mãe com os filhotes num ninho (Dt 22.6). Parece existir, sim, na lei, mandamento de maior ou de menor significância (Mt 23.23). Porém, não é disso que Jesus está falando aqui, pois o enfoque é sobre o anular a autoridade da lei e ensinar que ela pode ser ignorada. O verbo grego é lyo, cuja ideia básica é "desatar, desamarrar, soltar", empregado mais adiante para "anular" (Jo 10.35). [Comentário: Aquele, pois, que violar um... É natural que ao perdurar por muito tempo um sistema religioso ou outro, comece o seu declínio; aparecem indivíduos, talvez até mestres e líderes religiosos, que alteram o caráter original da religião e da doutrina. Nos tempos modernos notamos que é raro que um sistema conserve os seus propósitos e ensinos originais por mais de cem anos. Geralmente, antes desse tempo, já é bem avançado o processo de deterioração. Alguns pensam que Jesus se referiu a alguém como João Batista, que não observava dias e festividades especiais e que dava pouca importância aos cultos e reuniões no templo. Tal pessoa seria o mínimo no reino dos céus ou no reino que Cristo estabeleceria no mundo. Poderia ser pessoa sincera, religiosa, etc., mas simplesmente teria perdido algo muito necessário a adoração a Deus. Dificilmente, porém, pode-se aceitar tal ideia. Em primeiro lugar, o texto mostra que Jesus não falava da lei cerimonial e do formalismo que emprestaram ao judaísmo seu caráter singular. O próprio Jesus guardava essas leis. Aludia a algo mais sério e fundamental do que o formalismo. Falava da lei moral, porque essa não sofre modificações. Não podemos imaginar que Jesus desse tal importância à lei cerimonial que chegasse a dizer que nem um «i» e nem um «til» jamais seriam modificados. É difícil crer que ele não tenha antecipado até mesmo a eliminação da lei cerimonial. Assim sendo, quando ele falou em «violar um destes mandamentos», referia-se morais. O resto do capítulo e do sermão (caps. 7 e 8) demonstram o fato. Referia-se às leis morais, ao juramento, à vingança, ao amor, à justiça etc. Estavam em foco os fariseus e outros líderes oficiais dos judeus, particularmente os mestres, rabinos e escribas do povo, que tinham por responsabilidade ensinar a lei ao povo. Mais tarde Jesus mostrou que esses mestres do povo não interpretavam corretamente a lei. Por exemplo, no vs. 38, sobre «olho por olho» (que era ensino dos rabinos), disse Jesus: «Eu, porém, vos digo, não resistais ao perverso». Ou no vs. 43, «Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo» (que era ensino dos rabinos e escribas), mereceu de Jesus uma reprimenda que começa com" «Eu, porém, vos digo», etc. «Mínimo no reino». Os mestres que interpretam erroneamente e assim ensinam, levam outros a errar por seus ensinos; esses homens serão—os menores—no reino. É provável que Jesus fizesse alusão especial ao reino do Messias, por ele oferecido. Nesse reino, tais mestres teriam pouca importância, em contraste com a posição antes ocupada. Talvez a interpretação seja mais ampla do que essa, segundo fazem alguns comentaristas, que aplicam as palavras até mesmo ao «céu» ou ao «inferno». O apóstolo Paulo parece ensinar algo semelhante em I Cor. 3:13-15: «...manifesta se tornará a obra de cada um ... se permanecer a obra de. alguém.... receberá galardão...se queimar,.sofrerá dano... será salvo, todavia, como que através do fogo». Mas a interpretação principal é aquela dada acima. «Grande». Não o «maior». Só Deus poderia fazer tal declaração. O serviço bem feito, segundo as regras de Deus, merece o galardão dado por Deus. Provavelmente Jesus pensou nos santos do V. T., nos profetas e em Moisés. Foram exemplos de «grandes» indivíduos. Pregaram, mas também obedeceram aos mandamentos de Deus. CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 1. pag. 309.]

SÍNTESE DO TÓPICO III
Jesus Cristo não veio revogar a lei, pois ela não pode ser anulada.

IV. A LEI E O EVANGELHO

1. O papel da lei. Ninguém é justificado pelas obras da lei (Gl 2.16). A função dela não é salvar, mas nos conduzir a Cristo (Gl 3.11,24). Ela veio para revelar e condenar o pecado (Rm 3.20; 7.7). Deve o cristão anular a lei? A resposta paulina é: "De maneira nenhuma! Antes, estabelecemos a lei" (Rm 3.31). 0 que isso significa? Que a fé cristã não é antinomianista, do grego anti "contra"; nomos, "lei". Isso diz respeito aos que erroneamente pregavam que a graça dispensa a obediência. 0 apóstolo refutou tal ideia a vida inteira (Gl 5.13). [Comentário: Paulo descreve esta verdadeira função da lei usando uma figura ilustrativa que era amplamente compreendida na sociedade dos seus dias: De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo. O termo grego paidagogos (aio) significa “guarda” (cf. “guardiã”, BAB), “tutor” (CH, NVI) ou “guia” e referia-se ao “homem, na maioria das vezes escravo, cujo dever era levar e trazer da escola um menino ou moço e superintender sua conduta em geral; ele não era um ‘professor’ (apesar do significado atual do derivado ‘pedagogo’)”. Paulo está descrevendo como a lei põe o homem sob uma escravidão como a de uma criança menor sob a supervisão de um criado-escravo. Nos próximos versículos, veremos que tal supervisão não é mais necessária ao homem de fé. A observação importante neste ponto é que a lei, trancando o homem debaixo do pecado e para a fé, exerceu a função temporária de protegê-lo e prepará-lo para a vinda de Cristo. Ao contrário do argumento dos oponentes de Paulo, a lei não tinha função permanente, mas serviu apenas para que, pela fé, fôssemos justificados. R. E. Howard. Comentário Bíblico Beacon. Gálatas Editora CPAD. Vol. 9. pag. 51.]

2. Jesus e Moisés estão do mesmo lado. 0 termo "lei" na língua hebraica é torá, e isso já foi estudado na lição 1. Ali aprendemos também que esta palavra vem de um verbo que significa "instruir, ensinar". Por essa razão, a palavra ”lei", às vezes, refere-se às Escrituras Sagradas (1 Co 14.21). Esse parece ser o sentido aqui, pois o apóstolo Paulo estava falando do Antigo Testamento (Rm 3.19). Porém, a possibilidade de uma aplicação ao Pentateuco não é descartada, nesse caso, pois a frase "antes, estabelecemos a lei" (Rm 3.31b) não significa servidão ao sistema mosaico, mas que a fé confirma a lei, visto que o Evangelho justifica aqueles a quem a lei condena (Rm 8.4; 13.10). [Comentário: I Cor 14.21 As línguas, como os coríntios as usavam, eram mais um sinal do julgamento de Deus do que da misericórdia para quaisquer pessoas (v. 21): “Está escrito na lei (isto é, no Antigo Testamento): Por gente doutras línguas e por outros lábios, falarei a este povo; e ainda assim me não ouvirão, diz o Senhor” (Is 28.11; comparar Deuteronômio 28.46,49). Entende-se que o apóstolo se refira a essas passagens. Ambas são entregues na forma de ameaça, e uma supõe-se que interpreta a outra. O significado neste ponto de vista é de que é uma evidência de que o povo está abandonado por Deus quando Ele lhes dá esse tipo de instrução, para a disciplina através daqueles que falam outra língua. E certamente o discurso do apóstolo sugere: “Vós não deveis estar afeiçoados aos sinais do aborrecimento divino. Deus pode não ter recompensas graciosas para aqueles que são deixados meramente a esse tipo de instrução, e que são ensinados em língua que não compreendem. Eles podem nunca ser beneficiados por ensinamentos como esse; e, quando eles forem deixados a ele, será um triste sinal de que Deus os considera irrecuperáveis”. E os cristãos devem desejar estar em tal estado, ou conduzir as igrejas a ele? Contudo, é o que faziam de fato os pregadores coríntios, que sempre apresentavam suas inspirações em uma língua desconhecida. HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa.Editora CPAD. pag. 491.]

3. A justiça dos fariseus. Jesus não está desafiando os seus discípulos a seguirem os escrúpulos legalistas dos escribas e fariseus quando afirma: "se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos céus" (Mt 5.20). Antes, ensina que a vida no Espírito requer comunhão com Deus de maneira abundante e profunda, e assim sendo, nenhum dos rabis a experimentou (Rm 8.8-11). [Comentário: O versículo 20 é geralmente considerado o versículo-chave do Sermão do Monte. A justiça dos discípulos de Cristo deve exceder a dos escribas e fariseus. Jesus estava se referindo a uma justiça interior, moral e espiritual, em vez da justiça exterior, cerimonial e legalista dos fariseus. “O problema com os fariseus”, diz Martin Lloyd-Jones, “era que eles estavam interessados nos detalhes em vez de nos princípios, que eles estavam interessados nas ações em vez de nos motivos, e que eles estavam interessados em fazer em vez de ser”. É correto para o cristão agradecer a Deus por não estar debaixo da Lei, mas debaixo da graça. Mas se ele pensa que as exigências sobre ele são menores por causa disso, não leu o Sermão do Monte de forma a compreendê-lo. Jesus declarou enfaticamente que Ele exige uma justiça mais elevada do que a dos escribas e fariseus. No restante do capítulo, o Senhor fornece seis exemplos concretos daquilo que Ele quer dizer, exatamente, com isso. Ele basicamente se refere a uma justiça de atitude interior em vez de meramente uma ação exterior. Mas isto levanta a exigência. Deve-se não só guardar as suas ações, mas também as suas atitudes; não só as suas palavras, mas também os seus pensamentos. A lei de Cristo traz, para aqueles que a guardam, mais exigências do que a lei de Moisés. Ralph Earle. Comentário Bíblico Beacon. Mateus. Editora CPAD. Vol. 6. pag. 58.]

SÍNTESE DO TÓPICO IV
A função da lei não era salvar. 0 Novo Testamento mostra que sua função era apontar para aquEle que haveria de vivê-la integralmente.


CONCLUSÃO

Encerramos o trimestre conscientes de que Jesus não revogou a lei, mas a cumpriu. Aprendemos também que não há discrepância entre Jesus e Moisés e que a lei permanece até a consumação dos séculos, pois a fé cristã não é antinomianista [O antinomianismo, termo cunhado por Martinho Lutero, do grego ἀντί, "contra" + νόμος, "lei", é definido como uma declaração que, sob a dispensação do evangelho da graça, a lei moral é de nenhum uso ou obrigação, porque somente a fé é necessária para a salvação] e muitos preceitos do sistema mosaico rea- parecem no Novo Testamento, mas adaptados à graça, pois fomos libertos da lei (Rm 3.28; Gl 5.1). [Comentário: Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra.” Mateus 5:18. A unidade da Escritura assume a continuidade da Lei de Deus. A Palavra de Deus nos revela uma ética contínua e justa: “A Escritura não pode ser anulada” (João 10:35b). “A unidade da Escritura assume a continuidade da Lei de Deus. A Palavra de Deus nos revela uma ética contínua e justa: “A Escritura não pode ser anulada” (João 10:35b). “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (2Tm. 3:16-17). O manual do viver santo para o cristão é “toda a Escritura”. Toda a Escritura, não apenas o Novo Testamento, foi dada para que o cristão pudesse ser “perfeito” e “perfeitamente instruído para toda a boa obra”. Interessantemente, 2 Timóteo é o último livro escrito por Paulo e provavelmente o último livro escrito no Novo Testamento (Contrário à opinião popular, Apocalipse não foi o último livro escrito. Veja Kenneth L. Gentry, Jr., Before Jerusalem Fell: Dating the Book of Revelation (Tyler, Tex.: Institute for Christian Economics, 1989)). A Lei convence do pecado (1 João 3:4; Mt.19:16-24; João 7:19; Atos 7:53; Tiago 2:9). Sem a convicção do pecado, não haverá nenhum voltar-se para o Salvador em arrependimento para salvação. Sem o chamado ao arrependimento não há pregação do evangelho de Jesus Cristo. Além disso, o julgamento dos pecadores por Deus será baseado na Lei. “E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt. 7:23; cf. 13:41; Rm. 2:12-15; Tiago 2:10-12). Os homens serão julgados sobre a base de um padrão objetivo: a Lei de Deus. Tal julgamento determinará o grau de castigo que a pessoa receberá no inferno (cp. Lucas 12:47; Ap. 20:12).]. “NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8)”,
Francisco Barbosa
Campina Grande-PB
Março de 2015




PARA REFLETIR

Sobre a Lei:
O que significa cumprir a Lei?
Significa que a manifestação do Filho de Deus tornou explícito o que antes estava implícito, e assim o Senhor completou a revelação.
Devemos seguir a lei de Cristo, a do amor, ou o sistema mosaico?
A lei mosaica se completa na lei de Cristo e do amor.
Jesus não revogou a lei. Mas o que Ele fez?
Ele viveu no seu dia a dia toda a lei.
O que é vida no Espírito?
A vida no Espírito é ter comunhão com Deus de maneira abundante e profunda.
Fale um pouco sobre a relação da lei com a graça.
A lei serviu para apontar o pecado e mostrar que homem algum poderia se tornar justo diante de Deus. A graça é favor imerecido. Éramos pecadores e não merecíamos o amor de Deus, mas Ele nos amou e nos livrou do pecado e do jugo da condenação que estava sobre nós.

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

Revista Lições Bíblicas Mestre - 1º Trim./2015 - CPAD
Tema:  "Os Dez Mandamentos" - Os Valores Divinos para uma Sociedade e Constante Mudança
Comentário: Pr. Esequias Soares
Consultores Doutrinários e Teológicos:  Pr. Antonio Gilberto e Pr. Claudionor de Andrade


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