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Data/Hora Atualizada

28 de novembro de 2010

Lição 10 – O Ministério da Interseção


5 de dezembro de 2010

TEXTO ÁUREO

“Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos” (Ef 6.18).

- A oração estimula a estabilidade e previne contra o desanimo durante a demora do retorno de Cristo. Além desse estímulo, a guerra do crente contra as forças espirituais da maldade exige dedicação a oração, ou seja, orar "no Espírito", "em todo tempo", "com toda oração e súplica", "por todos os santos", "com toda perseverança". Não devemos considerar a oração apenas mais uma arma, mas ela é parte do conflito propriamente dito, onde a vitória só será alcançada mediante a cooperação com o próprio Deus. O próprio Senhor Jesus empenhou-se em levar seus seguidores a reconhecerem a necessidade de estarem continuamente em oração, para cumprirem a vontade de Deus na suas vidas. Da parábola da viúva que perseverava em oração (Lc 18.1-8), aprendemos que os crentes devem perseverar em oração em todo tempo, até a volta de Jesus (Rm 12.12; Cl 4.2; Ef 6.18; 1 Ts 5.17). Nesta vida, temos um adversário furioso (1 Pe 5.8) e só com oração poderemos estar protegidos do Maligno (Mt 6.13). É através da oração que os filhos de Deus devem clamar-lhe contra o pecado e por justiça! Por causa de Satanás e dos prazeres do mundo, muitos deixarão de ter uma vida de perseverante oração (Lc 8.14; Mt 13.22; Mc 4.19).

VERDADE PRÁTICA

Através de Cristo e sob o poder do Espírito Santo, somos impulsionados e capacitados a interceder uns pelos outros.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Gênesis 18.23-29,32,33

OBJETIVOS:

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

- Explicar a oração intercessória no Antigo Testamento e em o Novo Testamento;

- Compreender as características de um intercessor, e

- Conscientizar-se que a compaixão e o amor são características marcantes dos cristãos.

PALAVRA-CHAVE

Intercessão

[Do latim intercessionem]. Súplica em favor de outrem. Intervenção conciliadora.

A interseção pressupõe sofrer com os que sofrem; chorar com os que choram.

COMENTÁRIO

(I. INTRODUÇÃO)

Intercessão é o Ato de interceder, pedir a favor de outrem, e também uma intervenção conciliadora. A intercessão é uma responsabilidade do cristão. Interceder é se colocar diante de Deus em oração diante de todos os homens (1Tm. 2.1-7). É ver a necessidade e pedir a intervenção de Deus em qualquer situação. É captar a mente de Cristo, e ver as circunstâncias como Cristo as vê, depois se unir a Ele em súplica para que Ele se mova de tal maneira que sua vontade e propósitos divinos sejam cumpridos nas vidas das pessoas. Do ponto de vista etimológico, a palavra Intercessão pode ser considerada no hebraico, grego e português. O vocábulo hebraico ‘paga’ ocorre 46 vezes no Antigo Testamento. "Paga" vem da raiz de uma palavra que significa ‘colidir pela violência’, ‘entrar em contato com’, ‘ir contra’, ‘ser violento contra’, ‘colocar-se entre’, ‘encontro com’, ‘suplicar’, ‘orar’, ‘correr’. Pela oração intercessória trazemos a habilidade de Deus à situação em causa. Não há passividade na intercessão; nela nós nos agarramos a Deus, chegando diante d’Ele com Sua própria Palavra em nossos lábios, de acordo com Isaías 62.6, “E Jerusalém, sobre os teus muros pus atalaias, que não se calarão nem de dia, nem de noite; ó vós, os que fazeis lembrar ao Senhor, não descanseis, e não lhe deis a ele descanso até que estabeleça Jerusalém e a ponha por objeto de louvor na terra”. Boa Aula!

(II. DESENVOLVIMENTO)

I. A ORAÇÃO INTERCESSÓRIA

1. No Antigo Testamento. Temos no AT grandes intercessores que, no passado, tinham suplicado perante Deus pelos filhos de Israel (cf. Êx 32.11-14,30-32; Nm 14.13-20; Dt 9.13-19; 1 Sm 7.8,9; 12.19-25). Moisés e Samuel são citados pelo próprio Deus a Jeremias recebendo testemunho do Eterno como verdadeiros intercessores. A Bíblia está repleta de exemplos muito claros: Abraão suplicou por Ló; Moisés intercedeu por Israel; Samuel orou pela nação; Daniel orou pela libertação do povo no cativeiro, etc. A oração de Daniel no cap. 9 é uma oração intercessória, pois ele ora contritamente em favor da restauração de Jerusalém e de todo o povo de Israel. No AT, os líderes do povo de Deus, tais como os reis (1Cr 21.17; 2Cr 6.14-42), profetas (1Rs 18.41-45; Dn 9) e sacerdotes (Ed 9.5-15; Jl 1.13; 2.17,18), deviam ser exemplos na oração intercessória em prol da nação. Exemplos marcantes de intercessão no AT, são as orações de Abraão em favor de Ismael (Gn 17.18) e de Sodoma e Gomorra (Gn 18.23-32), as orações de Davi em favor de seus filhos (2Sm 12.16; 1Cr 29.19), e as de Jó em favor de seus filhos (Jó 1.5). Na vida de Moisés, temos o exemplo supremo no AT, quanto ao poder da oração intercessória. Em várias ocasiões ele orou intensamente para Deus alterar a sua vontade, mesmo depois de o Senhor declarar-lhe aquilo que Ele já resolvera executar. Por exemplo, quando os israelitas se rebelaram e se recusaram a entrar em Canaã, Deus falou a Moisés que iria destruí-los e fazer de Moisés uma nação maior (Nm 14.1-12). Moisés, então, levou o assunto ao Senhor em oração e implorou em favor dos israelitas (Nm 14.13-19); no fim da sua oração, Deus lhe disse: “Conforme à tua palavra, lhe perdoei” (Nm 14.20; Êx 32.11-14; Nm 11.2; 12.13; 21.7; 27.5). Outros poderosos intercessores do AT são Elias (1Rs 18.21-26; Tg 5.16-18), Daniel (9.2-23) e Neemias (Ne 1.3-11).

2. Em o Novo Testamento. Encontramos exemplos em maior quantidade de orações intercessórias no NT. Os evangelhos registram como os pais e outras pessoas intercediam com Jesus em favor dos seus entes queridos. Os pais rogavam a Jesus para que curasse seus filhos doentes (Mc 5.22-43; Jo 4.47-53); um grupo de mães pediu que Jesus abençoasse seus filhos (Mc 10.13). Certo homem de posição implorou, pedindo a cura de seu servo (Mt 8.6-13), e a mãe de Tiago e João intercedeu diante de Jesus em favor deles (Mt 20.20,21). A igreja do NT intercedia constantemente pelos fiéis. Por exemplo, a igreja de Jerusalém reuniu-se a fim de orar pela libertação de Pedro da prisão (At 12.5, 12). A igreja de Antioquia orou pelo êxito do ministério de Barnabé e de Paulo (At 13.3). Tiago ordena expressamente que os presbíteros da igreja orem pelos enfermos (Tg 5.14) e que todos os cristãos orem “uns pelos outros” (Tg 5.16; cf. Hb 13.18,19). Paulo vai mais além, e pede que se faça oração em favor de todos (1Tm 2.1-3). O apóstolo Paulo, quanto à intercessão, merece menção especial. Em muitas das suas epístolas, discorre a respeito das suas próprias orações em favor de várias igrejas e indivíduos (Rm 1.9,10; 2Co 13.7; Fp 1.4-11; Cl 1.3,9-12; 1Ts 1.2,3; 2Ts 1.11,12; 2Tm 1.3; Fm .4-6). Vez por outra fala das suas orações intercessórias (Ef 1.16-18; 3.14-19; 1Ts 3.11-13). Ao mesmo tempo, também pede as orações das igrejas por ele, pois sabe que somente através dessas orações é que o seu ministério terá plena eficácia (Rm 15.30-32; 2Co 1.11; Ef 6.18-20; Fp 1.19; Cl 4.3,4; 1Ts 5.25; 2Ts 3.1,2).

3. Nos dias atuais. Em nossas orações, devemos submeter-nos a Deus e orar para que sua vontade seja feita em nossa vida (Jo 14.13). Uma vez conhecida a vontade de Deus a respeito de um determinado assunto, podemos orar com confiança e fé. Quando fazemos assim, sabemos que Ele nos ouve e que seus propósitos para nós serão cumpridos, por exemplo, a oração pelos crentes espiritualmente fracos, que necessitam das orações do povo de Deus para ministrar-lhes a vida e a graça. Deus, no seu plano de salvação da humanidade, estabeleceu que os crentes sejam seus cooperadores no processo da redenção. Em certo sentido, Deus se limita às orações santas, de fé e incessantes do seu povo. Muitas coisas não serão realizadas no reino de Deus se não houver oração intercessória dos crentes. Deus quer enviar obreiros para evangelizar e essa obra não será levada a efeito dentro da plenitude do propósito de Deus sem as orações do seu povo: “Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a sua seara” (Mt 9.38). Os intercessores nos dias atuais devem orar para que o poder do Espírito Santo venha sobre os crentes (At 8.15-17; Ef 3.14-17), por curas (At 28.8; Tg 5.14-16), por perdão dos pecados (At 7.60), para Deus capacitar às pessoas investidas de autoridade para governarem bem (1Cr 29.19; 1Tm 1.1,2), pelo crescimento na vida cristã (Fp 1.9-11; Cl 1.10,11), por pastores para que sejam capazes (2Tm 1.3-7), pela obra missionária (Mt 9.38; Ef 6.19,20), pela salvação do próximo (Rm 10.1) e para que os povos louvem a Deus (Sl 67.3-5). Qualquer coisa que a Bíblia revele como a perfeita vontade de Deus para o seu povo pode e deve ser um motivo apropriado para a oração intercessória.

SINÓPSE DO TÓPICO (1)

A oração intercessória no AT (como as de Moisés e Samuel) e em o NT (o supremo exemplo de Jesus) serve de modelo para os dias hodiernos.

II. CARACTERÍSTICAS DE UM INTERCESSOR

1. Perseverança. Do latim ‘perseverantia, -ae’: Qualidade ou ação de quem persevera; Constância, firmeza, pertinácia; Duração aturada de alguma coisa. Perseverança, paciência ou persistência são ingredientes indispensáveis em qualquer tipo de empreendimento. Quem desiste não faz história, mas quem persevera escreve a história. A perseverança na fé verdadeira consiste em confiar em Deus em todas as circunstâncias, e permanecer fiel a Ele, mesmo sob grande aflição e quando parecer que Ele não nos responde e que não se importa conosco. Esta é a prova da fé (1 Pe 1.7; Lc 18.1-7). No caso da mulher siro-fenícia registrado em Mt 15.22-28, a palavra "filhos" refere-se a Israel, isto é, Jesus expressa o pensamento que é necessário, primeiramente, levar o evangelho a Israel. A mulher compreende o fato, mas se volta para Cristo com sabedoria, perseverança e fé. Argumenta que o propósito de Deus é que os gentios recebam indiretamente as bênçãos quando Ele abençoa Israel. Cristo recompensa essa mulher de acordo com a sua fé diligente, e cura a sua filha. O crente deve perseverar em oração por si mesmo, ou pelos outros, e, em certas ocasiões, até mesmo arrazoar com Deus!

2. Altruísmo. Do francês altruisme: Inclinação para procurarmos obter o bem para o próximo; filantropia. “Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do diabo. Qualquer que não pratica a justiça, e não ama a seu irmão, não é de Deus.” (1Jo 3.10). Este é o âmago e a conclusão dos ensinos de João em 2.28-3.10. Ele acabou de advertir o crente no sentido de não se enganar quanto à natureza da salvação (v. 7). O que caracteriza um verdadeiro filho de Deus é o amor altruísta, manifesto na solicitude sincera pelas necessidades espirituais e físicas doutros crentes (vv. 16,17). O Calvário nos deu a oportunidade de irmos diretamente a Deus para recebermos perdão e diante dEle podemos exercer a função de sacerdote para os demais irmãos em Cristo (1 Pe 2.9). Tiago ressalta a natureza eficaz da oração feita por um justo, a idéia básica é a de uma súplica que tem energia. "Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens" (1Tm 2.1); "Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo" (Tg 5.16). Interceder é ver a necessidade da intervenção de Deus nas mais diversas situações. É captar a mente de Cristo, de modo a ver as circunstâncias como Cristo as vê, e unir-se a Ele em súplica para que Deus se mova de tal maneira que Sua vontade e propósito Divinos sejam cumpridos nas vidas dos homens e das nações. A intercessão deve ser uma das prioridades da vida do cristão. Todo crente é chamado a interceder. Há pessoas que têm um ministério de intercessão, com uma unção especial para tanto, mas cada crente tem uma vocação de Deus para interceder; É um imperativo. Quem não o faz, não exerce seu sacerdócio. Paulo é enfático ao dizer: "Exorto, pois, antes de tudo, que se façam súplicas, orações, intercessões, ações de graças por todos os homens," (1Tm 2.1).

3. Empatia. Do grego empátheia, -as: paixão; forma de identificação intelectual ou afetiva de um sujeito com uma pessoa, uma idéia ou uma coisa. Todos os que se dedicam a Jesus Cristo pela fé, também devem dedicar mútuo amor uns aos outros, como irmãos em Cristo (1 Ts 4.9,10), com afeição sincera, bondosa e terna. Devemos preocupar-nos com o bem-estar, as necessidades e a condição espiritual dos nossos irmãos, sendo solidários e assistindo-os nas suas tristezas e problemas. Devemos preferir-nos em honra uns aos outros, ou seja, devemos estar dispostos a respeitar e honrar as boas qualidades dos outros crentes (Jo 13.34,35). O crente é exortado a amar de um modo especial a todos os outros cristãos verdadeiros. Amar a todos os cristãos verdadeiros, inclusive os que não pertencem à minha igreja, não significa transigir ou acomodar minhas crenças bíblicas específicas nos casos de diferenças doutrinárias. Também não significa querer promover união denominacional. É essencial que o amor a Deus e à sua vontade, conforme revelados na sua Palavra, controlem e orientem nosso amor ao próximo. O amor a Deus deve sempre ocupar o primeiro lugar em nossa vida. O amor (gr. agape) deve ser a marca distintiva dos seguidores de Cristo (1 Jo 3.23; 4.7-21). Este amor é, em suma, um amor abnegado e sacrificial, que visa ao bem do próximo (1 Jo 4.9,10). Por isso, o relacionamento entre os crentes deve ser caracterizado por uma solicitude dedicada e firme, que vise altruisticamente a promover o sumo bem uns dos outros. Os cristãos devem ajudar uns aos outros nas provações, evitar ferir os sentimentos e a reputação uns dos outros e negar-se a si mesmos para promover o mútuo bem-estar (1Jo 3.23; 1Co 13; 1Ts 4.9; 1Pe 1.22; 2Ts 1.3; Gl 6.2; 2Pe 1.7).

SINÓPSE DO TÓPICO (2)

As principais características bíblicas do intercessor são: perseverança, altruísmo e empatia.

III. A FORÇA DA ORAÇÃO COLETIVA

1. Nínive. (Jn 3.5-10). Nínive, uma ‘cidade excessivamente grande’, como é chamada no Livro de Jonas, jazia na margem oriental do rio Tigres na antiga Assíria, através do rio da importante cidade moderna de Mosul, no estado de Ninawa do Iraque. A Nínive histórica é mencionada por volta do século 18 a. C. como um centro de adoração a Ishtar, cujo culto foi responsável pela antiga importância da cidade. A estátua da deusa foi enviada ao faraó Amenhotep III do Egito no século XIV a.C. Nínive é primeiramente mencionada em Gênesis 10.11: “Ashur deixou aquela terra e construiu Nínive”. Algumas traduções modernas interpretam Ashur no hebraico deste verso como o país “Assíria” antes que uma pessoal, assim fazendo Nimrod o construtor de Nínive. O livro de Jonas retrata Nínive como uma cidade cruel merecedora da destruição. Deus envia Jonas para profetizar contra a cidade, e os ninivitas se arrependem, aceitam a mensagem de Jonas, crendo já estarem condenados, a menos que se arrependessem. Como expressão de seu genuíno arrependimento e humildade, jejuaram (cf. 1 Sm 7.6; 2 Sm 1.12) e vestiram-se de panos de saco (um tecido grosseiro, geralmente feito de pêlo de cabra; cf. 2 Sm 3.31; 2 Rs 19.1,2). Note que Jesus declarou que Nínive se levantará no Dia do Juízo para condenar Israel por causa de sua incredulidade e dureza de coração (Mt 12.41). Por ter o povo se arrependido e realizado um jejum coletivo, Deus suprimiu o juízo.

2. Israel. (Et 4.15-17; 8.1-17). Deus participa dos acontecimentos do mundo para salvar o seu povo do mal e cumprir seus propósitos redentores em seu favor. Todos os crentes devem lembrar-se que Deus está no controle do que acontece ao nosso redor, para nos livrar desse presente mundo maligno e nos levar para estarmos com Ele para sempre (Rm 8.29-39; Gl 1.4; Jd v. 24). Note que na perícope em apreço, Ester estava disposta a dar a sua vida num esforço para salvar o seu povo. Ela faria o que lhe competisse, e deixaria o resultado com Deus. É verdade que Deus não abençoará aqueles que se calam para manter seu lugar ou posição, mas, aqueles que, por amor a Deus e à sua Palavra, falam a verdade, mesmo com risco de sofrerem grandes danos (Jo 16.1-4). Mardoqueu e Ester estavam dispostos a morrer, se necessário fosse, na luta contra as forças do mal e assim, tornaram-se exemplos de obediência às suas convicções religiosas.

3. Igreja Primitiva. (At 2.42; 12.1-17). Paulo descreve a igreja como "um só corpo de Cristo" (Rm 12.5) e seu "corpo" (Ef 1.23). A igreja encerra numa comunhão única de vida divina a Cristo pelo Espírito Santo mediante a fé. Todo poder da igreja para adorar e servir, era dom de Deus. A igreja é uma entidade viva e ativa. É responsabilidade da igreja, praticar a unidade, o amor e mostrar que Cristo verdadeiramente vive naqueles que são membros do seu corpo. Os crentes do NT enfrentavam a perseguição em oração fervorosa. A situação parecia ser o fim daquele movimento; Tiago martirizado e Pedro encontrava-se em cárcere por ordem de Herodes vigiado por dezesseis soldados. Todavia, a igreja primitiva tinha a convicção de que a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos (Tg 5.16), e oraram de um modo intenso e contínuo a respeito da situação de Pedro. A oração deles não demorou a ser atendida (vv. 6-17). As igrejas do NT freqüentemente se dedicavam à oração coletiva prolongada (1.4; 2.42). A intenção de Deus é que seu povo se reúna para a oração definida e perseverante; note as palavras de Jesus: A minha casa será chamada casa de oração (Mt 21.13).

SINÓPSE DO TÓPICO (3)

A oração coletiva é eficaz na perseverança e unanimidade da igreja, assim como o exemplo em Nínive, Israel e na Igreja Primitiva.

(III. CONCLUSÃO)

Pode-se definir a intercessão como a oração contrita e reverente, com fé e perseverança, mediante a qual o crente suplica a Deus em favor de outra pessoa ou pessoas que extremamente necessitem da intervenção divina. A Bíblia nos fala da intercessão de Cristo e do Espírito Santo, e de numerosos santos, homens e mulheres do antigo e do novo concerto.

APLICAÇÃO PESSOAL

A Intercessão pode ser definida como um combate espiritual – disso fala Efésios 6.10-18 – “fortalecei no Senhor” quer dizer: adquira força espiritual. Há muitas definições que nós poderíamos dar sobre intercessão. A mais simples está na Bíblia: "Orai uns pelos outros" (tg. 5:16). Ela está cheia de exemplos: Abraão suplicou por Ló e este foi liberto da destruição de Sodoma e Gomorra; Moisés intercedeu por Israel apóstata e foi ouvido; Samuel orou constantemente pela nação; Daniel orou pela libertação do seu povo do cativeiro; Davi suplicou pelo povo; Cristo rogou por Seus discípulos e fez especial intercessão por Pedro; Paulo é exemplo de constante intercessão. Toda a Igreja é chamada ao fascinante ministério da intercessão. A oração do justo realiza muitas coisas. A oração do justo leva-o mais perto de Deus (Hb 7.25); abre o caminho para uma vida cheia do Espírito (Lc 11.13; At 1.14); dá-lhe poder para servir (At 1.8; 4.31,33) e para a devoção cristã (Ef 3.14-21); edifica-o espiritualmente (Jd 20); dá-lhe compreensão da provisão de Cristo por nós (Ef 1.18,19); ajuda-o a vencer Satanás (Dn 10.12,13; Ef 6.12,18); esclarece a vontade de Deus para ele (Sl 32.6-8; Pv 3.5,6; Mc 1.35-39); capacita-o a receber dons espirituais (1 Co 14.1); leva-o à comunhão com Deus (Mt 6.9; Jo 7.37; 14.16,18,21); outorga-lhe graça, misericórdia e paz (Fp 4.6,7; Hb 4.16); leva os perdidos de volta a Cristo (5.20; Gl 4.19); outorga-lhe sabedoria, revelação e conhecimento de Cristo (Ef 1.17); proporciona-lhe a cura (5.15); dá- lhe livramento nas aflições (Sl 34.4-7; Fp 1.19); glorifica a Deus com louvor e ações de graças (Sl 100.4); torna real a presença de Cristo (Jo 14.21; Ap 3.20), e por fim, assegura-lhe a salvação final e a intercessão de Cristo em seu favor (Hb 7.25).

Crendo N’Aquele que é galardoador dos que o buscam (Hb 11.6),

Francisco A Barbosa

auxilioaomestre@bol.com.br

EXERCÍCIOS

1. O que é intercessão?

R. Orar a Deus em favor de outra pessoa.

2. Cite três exemplos de homens fiéis que perseveraram em oração a Deus no Antigo Testamento.

R. Abraão, Moisés e Samuel.

3. Em qual verdade bíblica se enquadra a oração intercessória?

R. “Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber” (At 20.35).

4. Quem é o nosso supremo exemplo no ministério da intercessão?

R. O Senhor Jesus.

5. De acordo com a lição, quais as principais características de um intercessor?

R. Perseverança, altruísmo e empatia

Boa aula!

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA

- Lições Bíblicas 4º Trim. Livro do Mestre CPAD (http://www.cpad.com.br);

- Max Lucado, "A Grande Casa de Deus" – Rio de Janeiro: CPAD, 2001;

- A Oração de Jesus, Hank Hanegraaff, 1ª edição - 2002, Rio de Janeiro, CPAD;

- Stamps, Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD;

- Bíblia de Estudo Genebra. São Pulo e Barueri, Cultura Cristã e SBB, 1999;

- BIBLIA TEB, Edições Loyola, 1ª edição;

- (HORTON, Stanley M (ed). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro. 12.ed. CPAD, 2009, pp. 600-1).

- Hybels, Bill. Ocupado Demais para Deixar de Orar / Bill Hybels; Tradução Magaly Fraga Moreira. Campinas, SP: Editora United Press, 1999.

- Teologia Sistemática De Hodge - Charles Hodge, Hagnos;

- Teologia Sistemática Pentecostal, Stanley M. Horton, CPAD;

- BRANDT, Robert L.; BICKET, Zenas J. Teologia Bíblica da Oração. Rio de Janeiro, CPAD, 4. ed., 2007, p.29;

- HUGHES, R. Kent. Disciplinas do Homem Cristão. 3. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2004;

- SOUZA. Estevam Ângelo. Guia Básico de Oração. Como Orar com Eficácia no seu Dia-a-Dia. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2002.

Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos subsídios colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto que está utilizando e com que finalidade (estudo pessoal, na igreja, postagem em outro site, impressão, etc.).

auxilioaomestre@bol.com.br

Um comentário:

  1. Rapaz, verificando minhas fontes de acesso (Blog Olhar Reformado), acabei encontrando o "Auxilio EBD", que até hoje eu desconhecia. Dei uma rápida olhada, e gostei muito do que vi até aqui.

    Felicidade ainda maior descobrir, na Grande Rede, mas um irmão Assembléiano que tem abraçado as Doutrinas da Graça. Se ontem minha história parecia ser caso isolado (quanta pretenção!), hoje, é cada vez mais comum.

    Soli Deo Glória!

    Parabéns pelo trabalho, estarei indicando-o.

    Paz e bem!

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