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31 de janeiro de 2014

1Trim2014_Lição 5: A Travessia do Mar Vermelho




Lições Bíblicas CPAD
Jovens e Adultos
Título: Uma jornada de fé — A formação do povo de Israel e sua herança espiritual
Comentarista: Antonio Gilberto
Elaboração e pesquisa para a Escola Dominical da Igreja de Cristo no Brasil, Campina Grande-PB;
Postagem no Blog AUXÍLIO AO MESTRE: Francisco A Barbosa.
1º Trimestre de 2014
Lição 5
A Travessia do Mar Vermelho
2 de Fevereiro de 2014
TEXTO ÁUREO
“O Senhor é a minha força e o meu cântico; ele me foi por salvação; este é o meu Deus [...]” (Êx 15.2).
VERDADE PRÁTICA

Deus tirou o seu povo do Egito e o conduziu com zelo, proteção e provisão pelo deserto até a Trra Prometida.

HINOS SUGERIDOS

178, 185, 189.

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Êx 13.17
Rumo à liberdade
Terça - Êx 13.19
Uma promessa é cumprida
Quarta - Êx 13.21
Deus protege seu povo
Quinta - Êx 14.11
A murmuração do povo de Deus
Sexta - Êx 14.13,14
“Vede o livramento do Senhor”
Sábado - Êx 15.1
A celebração do povo de Deus

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 14.15, 19-26.
15. Então disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem.
19. E o anjo de Deus, que ia diante do exército de Israel, se retirou, e ia atrás deles; também a coluna de nuvem se retirou de diante deles, e se pôs atrás deles.
20. E ia entre o campo dos egípcios e o campo de Israel; e a nuvem era trevas para aqueles, e para estes clareava a noite; de maneira que em toda a noite não se aproximou um do outro.
21. Então Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o Senhor fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite; e o mar tornou-se em seco, e as águas foram partidas.
22. E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas foram-lhes como muro à sua direita e à sua esquerda.
23. E os egípcios os seguiram, e entraram atrás deles todos os cavalos de Faraó, os seus carros e os seus cavaleiros, até ao meio do mar.
24. E aconteceu que, na vigília daquela manhã, o Senhor, na coluna do fogo e da nuvem, viu o campo dos egípcios; e alvoroçou o campo dos egípcios.
25. E tirou-lhes as rodas dos seus carros, e dificultosamente os governavam. Então disseram os egípcios: Fujamos da face de Israel, porque o Senhor por eles peleja contra os egípcios.
26. E disse o Senhor a Moisés: Estende a tua mão sobre o mar, para que as águas tornem sobre os egípcios, sobre os seus carros e sobre os seus cavaleiros.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Analisar o significado da saída dos hebreus do Egito e a travessia do mar;
  • Conscientizar-se de que somente Deus merece o nosso louvor e adoração, e
·       Compreender a proteção e o cuidado de Deus para com o seu povo.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Palavra Chave
Partida: A saída dos hebreus do Egito rumo à Terra Prometida.

Na lição de hoje veremos como se deu a saída dos hebreus do Egito. Você pode imaginar a alegria do povo hebreu? Deus tem o tempo certo para agir. o povo teve que esperar 430 anos até o dia da tão esperada liberdade. O dia chegou e quem traçou a rota de saída foi o próprio Senhor. O caminho escolhido foi o mais longo, pois Deus conhecia o coração dos israelitas e sabia que na primeira dificuldade logo desejariam retornar. Nesta lição veremos que Deus retirou Israel do Egito e cuidou do seu povo todos os dias durante a longa travessia pelo deserto até a entrada na tão sonhada Terra Prometida. [Comentário: Chegamos ao episódio mais fascinante da narrativa de Êxodo, a travessia do Mar Vermelho. Aquela nação havia estado escravo no Egito, submetido a trabalhos pesados sob um regime escravagista, cruel e sistemático, sob tutela governamental. Cabiam aos judeus trabalhos muito pesados, de quebrar o corpo, para que também seu espírito se dobrasse. Sofreram tortura e genocídio. Sob a liderança de seu rei sanguinário, que personificava o mal, o Egito privou os judeus de sua dignidade e liberdade. O povo Hebreu teve que esperar 430 anos (não todos eles como escravos) ate que finalmente foi liberto da escravidão pelo Todo Poderoso. A palavra hebraica para "aflições", sivlot, também pode ser traduzida por "tolerância". Tolerância é a forma de arcar com um peso, com uma aflição, ou seja, a forma de aceitar uma situação difícil. D'us anunciou a Moisés que Ele libertaria o povo judeu do peso e da aflição de tolerar o Egito. Deus não se esqueceu das suas promessas que havia feito a Abraão. Ele não esquece jamais das suas promessas e que poderá frustrar os seus planos? Hoje, temos a oportunidade de estudar como Deus livrou o seu povo com braço forte e como os conduziu com cuidado e zelo pelo deserto. Esta figura aponta para a nossa jornada desde o Egito até chegarmos à Terra Prometida, a Canaã Celestial, à Nova Jerusalém.]. Tenhamos todos uma excelente e abençoada aula!

I - A TRAVESSIA DO MAR

1. A saída do Egito (Êx 12.11,37): Deus retirou com mão forte o seu povo do Egito. Depois de tudo que presenciaram, tanto os israelitas quanto os egípcios perceberam que estavam diante de um milagre divino, um acontecimento sobrenatural. Agora era hora da partida. O povo já estava preparado para ir embora, todos vestidos e com seus cajados nas mãos. Você está preparando para a viagem à Casa do Pai? Todos terão um dia que fazer esta passagem. Segundo o texto bíblico de Êxodo 12.37 “Assim, partiram os filhos de Israel de Ramessés para Sucote, coisa de seiscentos mil de pé, somente de varões, sem contar os meninos.”, deixaram o Egito seiscentos mil homens, fora os meninos e as mulheres. Os israelitas não saíram do Egito de mãos vazias. Deus os abençoou de tal maneira que eles despojaram os egípcios (Êx 12.36) “E o SENHOR deu graça ao povo em os olhos dos egípcios, e estes emprestavam-lhes, e eles despojavam os egípcios.” Era uma pequena retribuição por todos os anos de trabalho escravo a que foram submetidos. A rota escolhida pelo Senhor para a saída do Egito foi a mais longa, pois nem sempre Deus escolhe o caminho mais rápido para nos abençoar. O objetivo de tal escolha era também evitar que os israelitas tivessem que passar pelo caminho dos filisteus, evitando confronto com eles (Êx 13.17) “E aconteceu que, quando Faraó deixou ir o povo, Deus não os levou pelo caminho da terra dos filisteus, que estava mais perto; porque Deus disse: Para que, porventura, o povo não se arrependa, vendo a guerra, e tornem ao Egito”. Os hebreus não estavam preparados para lutar, pois ainda estavam acostumados à escravidão. Deus também sabia que diante de qualquer obstáculo o povo iria querer voltar para o Egito.  [Comentário: A saída do povo de Deus do Egito foi algo marcante, tanto para os israelitas como para os egípcios. O Egito ficou economicamente arrasado devido às pragas, porém o último flagelo marcou profundamente as famílias. Nos lares dos egípcios havia pranto, dor e morte, já nas casas dos israelitas, todos estavam prontos, festejando a Páscoa e com o coração repleto de alegria pelo livramento que o Senhor estava concedendo. Foi necessário Deus apresentar-se tanto aos egípcios quanto aos próprios israelitas, para que seu povo aprendesse a depender unicamente dEle; eles deveriam aprender a confiar em Deus - e como isso foi difícil. É nos dias de provação e dificuldades que a alma experimenta alguma coisa da bem-aventurança profunda e incontável de poder confiar em Deus. Se tudo fosse sempre fácil nunca se poderia fazer esta experiência. Não é quando o barco desliza suavemente à superfície do lago tranquilo que a realidade da presença do Mestre é sentida; mas sim, quando ruge o temporal e as ondas varrem a embarcação. O Senhor não nos oferece a perspectiva de isenção de provações e tribulações; pelo contrário, diz-nos que teremos tanto umas como as outras; porém, promete estar conosco sempre; e isto é muito melhor que vermo-nos livres de todo o perigo. A compaixão do Seu coração conosco é muito mais agradável do que o poder da Sua mão por nós. A presença do Senhor com os Seus servos fiéis, enquanto passavam pelo forno de fogo ardente, foi muito melhor do que a manifestação do Seu poder para os preservar dele (Dn 3). Desejamos com frequência ser autorizados a avançar na nossa carreira sem provações, mas isto acarretaria grave prejuízo. A presença do Senhor nunca é tão agradável como nos momentos de maior dificuldade].
2. A perseguição de Faraó (Êx 14.5-9). O povo estava acampado próximo do mar Vermelho quando o coração de Faraó foi mais uma vez endurecido contra os hebreus (Êx 14.5) “Sendo, pois, anunciado ao rei do Egito que o povo fugia, mudou-se o coração de Faraó e dos seus servos contra o povo, e disseram: Por que fizemos isso, havendo deixado ir a Israel, para que nos não sirva?”. Então, Faraó tomou todo o seu exército e saiu em perseguição ao povo de Deus. Aqueles que servem ao Senhor com integridade são alvos de muitas perseguições, mas temos um Deus que nos livra de todas as aflições e perseguições (Sl 34.19) “Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR o livra de todas.”. O povo de Israel ficou apavorado quando viu o exército de Faraó vindo em sua direção. Diante deles estava o mar e atrás um grande exército inimigo. Há momentos em que o Inimigo tenta nos acuar, mas Deus sempre sai em defesa do seu povo, por isso, não tenha medo. Confie firmemente no Senhor e Ele o guardará (Sl 121.1) “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro?” Diante da perseguição de Faraó os israelitas mais uma vez clamam ao Senhor (Êx 14.10) “E, chegando Faraó, os filhos de Israel levantaram seus olhos, e eis que os egípcios vinham atrás deles, e temeram muito; então, os filhos de Israel clamaram ao SENHOR”. Deus ouve a oração do seu povo, Ele também responde a súplica que lhe fazemos, por isso ore, clame e veja o agir do Todo-Poderoso em sua vida.  [Comentário: Israel está em retirada! Marcadamente marcham rumo à uma inédita experiência com o Todo Poderoso. Encontram-se numa dificuldade esmagadora—foram chamados a mercadejar "mas grandes águas"; veem esvair sê-lhes "toda a sua sabedoria" (Sl 107.27). Faraó, arrependido de os haver deixado sair do seu país, decide fazer um esforço desesperado para os trazer de novo. "E aprontou o seu carro e tomou consigo o seu povo; e tomou seiscentos carros escolhidos, e todos os carros do Egito, e os capitães sobre eles todos... E, chegando Faraó, os filhos de Israel levantaram seus olhos, e eis que os egípcios vinham atrás deles, e temeram muito; então, os filhos de Israel chamaram ao SENHOR" (versículos 6-10). Aqui estava uma cena no meio da qual o esforço humano era inútil. Tentar livrarem-se por qualquer coisa que pudessem fazer, era a mesma coisa que se tentassem fazer retroceder as ondas alterosas do oceano com uma palha. O mar estava diante deles, o exército de Faraó por detrás, e de ambos os lados estavam as montanhas; e tudo isto, note-se, havia sido permitido e ordenado por Deus. O Senhor havia escolhido o terreno para acamparem "diante de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar, diante de Baal -Zefom". Depois, permitiu que faraó os alcançasse. E por quê1?- Precisamente para Se manifestar na salvação do Seu povo e na completa destruição dos seus inimigos. "Aquele que dividiu o Mar Vermelho em duas partes; porque a sua benignidade é para sempre. E fez passar Israel pelo meio dele; porque a sua benignidade é para sempre. Mas derribou a Faraó com o seu exército no Mar Vermelho, porque a sua benignidade é para sempre" (SI 136:13-15). (C. H. MACKINTOSH. Estudos Sobre O Livro De Êxodo. Editora Associação Religiosa Imprensa da Fé.)].
3. A ruína de Faraó e seu exército (Êx 14.26-31). "Dize aos filhos de Israel que marchem" (Êx 14.15). Esta foi a resposta do Senhor para o seu povo que estava sendo perseguido pelo exército egípcio. Eles marcharam e Deus enviou durante toda aquela noite um vento e o mar se abriu. O Senhor providenciou um caminho para os israelitas passarem, e o mesmo caminho serviu de juízo para Faraó e seu exército. O povo de Deus atravessou o mar e quando os egípcios intentaram fazer o mesmo, o Senhor os destruiu (Êx 14.27,28) “Então, Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o mar retomou a sua força ao amanhecer, e os egípcios fugiram ao seu encontro; e o SENHOR derribou os egípcios no meio do mar, porque as águas, tornando, cobriram os carros e os cavaleiros de todo o exército de Faraó, que os haviam seguido no mar; nem ainda um deles ficou”. Para que o povo não duvidasse, Deus permitiu que os israelitas vissem os corpos dos egípcios na praia (Êx 14.30) “Assim, o SENHOR salvou Israel naquele dia da mão dos egípcios; e Israel viu os egípcios mortos na praia do mar”. [Comentário: O mar Vermelho (árabe:Bahr el-Ahmar, hebraico Yam Suf “mar de juncos”) é um golfo do Oceano Índico entre a África e a Ásia. Quando obedecemos, Deus nos garante que vai adiante de nós. “O Senhor, pois, é aquele que vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará. Não temas, nem te espantes" (Dt 31.8). Diante do perigo e da aproximação do inimigo a ordem do Senhor foi: "Dize aos filhos de Israel que marchem" (Êx 14.15). Marchar para onde? Para o mar? Parecia impossível, porém os israelitas obedeceram. Na obediência está a bênção de DEUS. Aquele que obedece vê o impossível acontecer! Então, DEUS enviou um vento e o mar se abriu para o povo de DEUS passar. O povo de Israel atravessou o mar e os egípcios quiseram imitá-los, mas o Senhor os derribou (Êx 14.27). O livramento era para o povo de DEUS, não para os inimigos. Você pertence ao povo de DEUS? Então, não tema. Há livramento para você].
SINOPSE DO TÓPICO (I)
Deus retirou com mão forte os israelitas do Egito e os guiou rumo à Terra Prometida.

II - O CÂNTICO DE MOISÉS

1. Moisés celebra a Deus pela vitória (Êx 15.1-19). Diante de tão grande livramento, Moisés eleva um cântico ao Senhor em adoração. O cântico de Moisés foi uma forma de agradecer a Deus pelos seus feitos. Louve a Deus por tudo que Ele é e por tudo que Ele tem feito em sua vida. Ofereça ao Senhor sacrifícios de gratidão (Lv 22.29) “E, quando sacrificardes sacrifício de louvores ao SENHOR, o sacrificareis de vossa vontade”. Podemos oferecer-lhe nosso louvor e a nossa adoração: "Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios" (Sl 103.2). Segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal, "o livramento dos israelitas das mãos dos egípcios prefigura e profetiza a vitória do povo de Deus sobre Satanás e o Anticristo nos últimos dias; daí um dos cânticos dos redimidos ser chamado o 'cântico de Moisés' (Ap 15.3) “E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor, Deus Todo-poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos santos!” [Comentário: Diante de tão grande livramento ninguém poderia ficar calado. Todos louvaram e exaltaram a DEUS. Moisés celebrou ao Senhor com um cântico. Uma forma de agradecer a DEUS pelos seus feitos. Tem você celebrado a Ele. "Os que descem ao mar em navios, mercando nas grandes águas, esses veem as obras do SENHOR e as suas maravilhas no profundo" (SI 107.23-24). Quão verdadeiras são estas palavras! E contudo como os nossos corações covardes têm horror a essas "grandes águas"! Preferimos os fundos baixos, e, por consequência, deixamos de ver "as obras" e "as maravilhas" do nosso DEUS; pois estas só podem ser vistas e conhecidas "no profundo".].
2. Miriã juntamente com as mulheres louvam a Deus (Êx 15.20,21). Por intermédio de Êxodo 15.20 “Então, Miriã, a profetisa, a irmã de Arão, tomou o tamboril na sua mão, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamboris e com danças”, podemos ver que Miriã não era apenas profetisa (Nm 12.2) “E disseram: Porventura, falou o SENHOR somente por Moisés? Não falou também por nós? E o SENHOR o ouviu”, ela também tinha habilidades musicais. Segundo a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, "a profecia e a música estão frequentemente relacionadas na Bíblia" (1 Sm 10.5) “Então, virás ao outeiro de Deus, onde está a guarnição dos filisteus; e há de ser que, entrando ali na cidade, encontrarás um rancho de profetas que descem do alto e trazem diante de si saltérios, e tambores, e flautas, e harpas; e profetizarão” (1 Cr 25.1) “E Davi, juntamente com os capitães do exército, separou para o ministério os filhos de Asafe, e de Hemã, e de Jedutum, para profetizarem com harpas, e com alaúdes, e com saltérios; e este foi o número dos homens aptos para a obra do seu ministério”. Miriã adorou a Deus juntamente com todas as mulheres. Foi um dia de grande alegria e celebração para Israel. Era impossível ficar calado diante da demonstração do poder de Deus. O Senhor espera que o adoremos por seus atos grandiosos, e que o adoremos em Espírito e em verdade, pois o Pai procura aqueles que assim o adoram (Jo 4.23,24) “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”.. [Comentário: O fim do nosso capítulo mostra-nos Israel vitorioso nas praias do Mar Vermelho e o exército do Faraó submergido nas suas águas. Os temores dos israelitas e a jactância dos egípcios eram igualmente desprovidos de fundamento. A obra gloriosa do Senhor havia destruído tanto uns como os outros. As mesmas águas que serviram de muro aos remidos de DEUS, serviram de sepultura para Faraó. É sempre assim: aqueles que andam por fé acham um caminho por onde transitar, ao passo que todos aqueles que tentam imitá-los encontram uma sepultura. Trata-se de uma verdade solene, que não é, de modo nenhum, diminuída pelo fato que Faraó atuava em hostilidade declarada e positiva contra DEUS quando intentou atravessar o Mar Vermelho. Descobrir-se-á sempre a verdade que todos aqueles que intentam imitar as obras da fé serão confundidos. Felizes daqueles que, embora fracos, podem andar por fé. O cântico de Moisés é o cântico mais antigo da Bíblia. Trata-se de um hino de gratidão a DEUS pelo livramento milagroso que Ele proporcionou. É uma celebração da intervenção divina em favor do seu povo, libertando-o e derrotando aqueles que oprimiam e perseguiam o povo de DEUS. DEUS é chamado por Moisés nesse cântico de “minha força”, “meu cântico” (isto é, motivo do seu louvor), “salvação”, “DEUS de meu pai”, “homem de guerra” e “Senhor”, além de incomparável e único DEUS e aquEle que reinará para sempre (Ex 15.2,3,11,18). Esse cântico pode ser dividido em três partes, onde vemos DEUS como o Herói do seu povo (Ex 15.1-3), o Senhor supremo sobre todos (15.4-12) e o Rei de Israel (15.13-19). A razão de ser de todo o cântico, o seu resumo, está no versículo 19. DEUS deseja que sejamos gratos a Ele e que o reconheçamos como Senhor da nossa vida, como a razão do nosso viver. O cântico de Moisés nada mais é do que um reconhecimento da graça e do amor de DEUS diante de uma intervenção espetacular de sua parte, uma manifestação sincera de gratidão ao Senhor pelo seu cuidado para com o seu povo. Não é todo dia que vemos uma intervenção desse porte, fisicamente falando, mas todos os dias DEUS está agindo em nosso favor, quer percebamos, quer não. Devemos agradecer a DEUS pelas suas intervenções visíveis e invisíveis sobre as nossas vidas, livrando-nos do mal. (COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 55-56).].
3. Celebrando a Deus. Todo Israel, em uma única voz, cantou e celebrou a grande vitória. Foi uma alegria coletiva nunca vista antes na história do povo de Deus. Celebre a Deus individual e diariamente (Sl 100.1) “Celebrai com júbilo ao SENHOR, todos os moradores da terra”, mas também na sua congregação, como um só corpo. [Comentário: O poema, na verdade, é um hino. São aqui combinados dois cânticos, ambos celebrando o livramento de Israel por intervenção de YAHWEH, diante do mar de Juncos (cap. 14). O cântico de Moisés (vss. 1-18) foi introduzido mediante a citação de um antigo cântico de Míriã (vs. 21). Há três cânticos atribuídos a Moisés no Antigo Testamento. Este, 0 de Deuteronômio 31.22 e 0 Salmo 90. Os deuses das nações pagãs continuavam sendo concebidos como existentes (nas mentes dos pagãos), mas YAHWEH mostrava-se superior a todos eles quanto ao poder. Temos aí um grande passo na direção da fé que só aceita a existência de um DEUS verdadeiro (vs. 11). Tal como todos os cânticos patrísticos, este poema fala sobre triunfos nacionais” (J. Coert Rylaarsdam, in loc). O cântico começa comemorando 0 principal fato destacado no capítulo catorze: 0 exército egípcio foi derrotado e destruído no mar, mediante um poderoso ato de YAHWEH].
SINOPSE DO TÓPICO (II)
O que Moisés fez em gratidão ao Senhor pelo livramento?

III - A PROTEÇÃO E O CUIDADO DE DEUS COM SEU POVO

1. Uma coluna de nuvem guiava o povo de Deus (Êx 13.21,22; 40.36,37). O Senhor não somente resgatou o seu povo, mas o conduziu de forma cuidadosa durante todo o deserto. Temos um Deus que se preocupa e cuida de nós. O Senhor enviou uma coluna de nuvem para proteger o seu povo. Durante o dia esta coluna fazia sombra para que o povo de Deus pudesse suportar o calor escaldante do deserto (Êx 13.21) “E o SENHOR ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo, para os alumiar, para que caminhassem de dia e de noite”. Esta coluna, segundo Charles F. Pfeifer, "era um sinal real da verdadeira presença de Jeová com o seu povo".  [Comentário: "E o Anjo de DEUS, que ia diante do exército de Israel, se retirou, e ia atrás deles; também a coluna de nuvem se retirou diante deles e se pôs atrás deles. E ia entre o campo dos egípcios e o campo de Israel; e a nuvem era escuridade para aqueles e para estes esclarecia a noite; de maneira que em toda a norte não chegou um ao outro" (versículos 19- 20). O Senhor colocou-Se exatamente entre Israel e o inimigo—isto era verdadeira proteção. Antes que Faraó pudesse tocar num cabelo da cabeça de Israel, teria que atravessar o pavilhão do Todo Poderoso —, sim, o Próprio Todo-Poderoso. É assim que DEUS sempre Se interpõe entre o Seu povo e todo o inimigo, de forma que "toda a ferramenta preparada contra" eles "não prosperará" (Is 54.17). Ele pôs-Se entre nós e os nossos pecados, e é nosso privilégio encontrá-Lo entre nós e todo aquele ou coisa que possa ser contra nós. Este é o único meio de encontrarmos tanto a paz de coração como a paz de consciência. O crente pode buscar os seus pecados com ansiedade e diligência sem conseguir encontrá-los. Por quê? Porque DEUS está entre ele e os seus pecados. O Senhor lançou para trás das Suas costas todos os nossos pecados; enquanto que, ao mesmo tempo, faz brilhar sobre nós a luz do Seu semblante. A coluna de nuvem servia para proteger os israelitas do calor do dia e para guiá-los pelo caminho; a de fogo conferia-lhes calor, conforto e orientação durante a noite. O autor continuava a salientar a providência de DEUS questão importantíssima do Pentateuco, abordada no Dicionário com esse título. Conforme diz um antigo hino: “DEUS guia Seus filhos ao longo do caminho”. As nuvens eram emblema da presença de DEUS com os filhos de Israel, de dia e de noite. DEUS nunca está distante, embora para nós possa parecer assim. Algumas vezes, Israel jornadeava durante a noite, a fim de evitar o calor estorricam-te do deserto. Ver Nm 9.21. O Senhor. Chamado de Anjo do Senhor em Êx 14.19 e 23.20. A nuvem representa CRISTO (Ap 10.1). Os estudiosos usam muito a sua imaginação, ao tentarem descrever o que isso significaria. Assim, eles dizem que o fogo era a lei esfogueada, um presente protetor que DEUS teria usado para envolver os Seus filhos. CRISTO é a Luz, não nos devemos olvidar. Uma excessiva cristianização dos textos do Antigo Testamento, com frequência, nos desvia da correta interpretação. Mas se considerarmos que esses detalhes eram simbólicos apenas, não encontraremos dificuldades (Cf. Sal. 105.39 e Isa. 45; e ver Núm. 9.16-18). “A coluna era, ao mesmo tempo, um sinal e um guia. Quando a nuvem se movia de lugar, 0 povo a seguia. Quando a nuvem estacava, 0 povo parava e se acampava (Êx. 40.36-38)” (Ellicott, in loc.).].
2. Deus cuida do seu povo (Êx 16.4; Dt 29.5). O Senhor não mudou, Ele cuidou do seu povo na travessia pelo deserto e também cuida de nós em todo o tempo (Hb 13.5) “Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei”. Confie no Senhor e não murmure como fez o povo no deserto, pois o Pai cuida de nossa provisão. Em o Novo Testamento, Paulo faz uma séria recomendação, a fim de que não venhamos nunca a seguir o exemplo de Israel: "E não murmureis, como também alguns deles murmuraram e pereceram pelo destruidor" (1 Co 10.10). Murmurar é falar mal de alguém ou algo. A murmuração é um grave pecado contra Deus (Fp 2.14) “Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas”. [Comentário: Êx 13.22 Nunca se apartou... a nuvem. Vemos aí a constância do Senhor. Desde o começo, a nuvem acompanhou os filhos de Israel, enquanto estiveram fora da Terra Prometida. “Isso prosseguiu até terem atravessado o deserto e chegado às fronteiras da terra de Canaã, quando ela não mais era necessária; e então a nuvem os deixou; pois, quando atravessaram o rio Jordão, a arca ia adiante deles (Js 3.6) (John Gill, in loc.). Conferir Êx 40.38; Nm 9.16 e 10.34. O texto sagrado é valioso quanto a sentidos metafóricos e simbólicos, visto que, em cada geração, pessoas espirituais precisam da constante orientação de DEUS. Outros sim, algumas vezes essa orientação assume uma forma miraculosa. (CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 359).].
SINOPSE DO TÓPICO (III)
Deus guiou e protegeu seu povo durante a caminhada pelo deserto. Ele utilizou uma coluna de nuvem para conduzir os israelitas.

CONCLUSÃO
Deus livrou seu povo do cativeiro e o conduziu pelo deserto. O Senhor é fiel, imutável e também cuidará de você até a sua chegada aos céus. Creia no poder providente e protetor do nosso Pai Celestial e confie no seu cuidado e na sua proteção. Estude com afinco a história do povo de Deus, pois ela vai ajudá-lo a não cair nos mesmos pecados dos israelitas.  [Comentário: Nuvem e fogo frequentemente estão associados a Deus como símbolos; é assim que Deus fala a Moisés no Monte Sinai do meio da nuvem e do fogo. O simbolismo do fogo é bem claro: a nuvem provavelmente simboliza o mistério de Deus, como a escuridão. Temos aí a mesma nuvem que tinha acompanhado o povo de Israel e que os tinha dirigido pelo caminho desde Sucote (Êx 13.20-22). Diz um antigo hino: “Por todo o caminho o Senhor me guia, sobre o que tenho que pedir". A brilhante aparição da nuvem, que viera repousar sobre o tabernáculo, anunciou-lhes que todo o labor deles tinha sido eficaz. Na dispensação do Novo Testamento, a glória de Deus manifestava-se em Cristo (Hb 1.3; Jo 1.14; Cl 2.9). E em Cristo, o próprio crente toma-se habitação da presença de Deus (1Co 3.16). Essa presença nos transforma (2Co 3.18). Até àquele glorioso dia, quando enfim, tal como ele é, nós seremos! “NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8)”,

Graça e Paz a todos que estão em Cristo!

Francisco Barbosa
Cor mio tibi offero,
Domine,
prompte et sincere!

Campina Grande-PB
Janeiro de 2014.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

COHEN, A. C. Êxodo. 1 ed., RJ: CPAD, 1998.
RICHARDS, L. O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 1 ed., RJ: CPAD, 2005.
NOTAS BIBLIOGRÁFICAS
-. Lições Bíblicas do 1º Trimestre de 2014 - CPAD - Jovens e Adultos;
-. Bíblia de Estudo Pentecostal – BEP (Digital);
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Defesa da Fé: Questões reais; Respostas precisas; Fé Solidificada. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.

Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos subsídios colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto

21 de janeiro de 2014

1Trim2014_Lição 04: A celebração da primeira Páscoa

Lições Bíblicas CPAD
Jovens e Adultos
Título: Uma jornada de fé — A formação do povo de Israel e sua herança espiritual
Comentarista: Antonio Gilberto
Elaboração e pesquisa para a Escola Dominical da Igreja de Cristo no Brasil, Campina Grande-PB;
Postagem no Blog AUXÍLIO AO MESTRE: Francisco A Barbosa.
1º Trimestre de 2014
Lição 4
A celebração da primeira Páscoa
26 de Janeiro de 2014
TEXTO ÁUREO
“[...] Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós” (1Co 5.7b).
VERDADE PRÁTICA

Cristo é o nosso Cordeiro Pascal. Por meio do seu sacrifício expiatório fomos libertos da escravidão do pecado e da ira de Deus.

HINOS SUGERIDOS

244, 282, 289.

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Êx 12.5
Um cordeiro sem mácula deveria ser morto
Terça - Êx 12.7
Sangue foi aspergido nas portas
Quarta - Êx 12.29-33
Morte nas famílias egípcias
Quinta - Jo 1.29
O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo
Sexta - 1Jo 1.7
O sangue purificador do Cordeiro de Deus
Sábado - Hb 11.28
Pela fé, Moisés celebrou a Páscoa

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 12.1-11.
1 - E falou o SENHOR a Moisés e a Arão na terra do Egito, dizendo:
2 - Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano.
3 - Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês, tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada casa.
4 - Mas, se a família for pequena para um cordeiro, então, tome um só com seu vizinho perto de sua casa, conforme o número das almas; conforme o comer de cada um, fareis a conta para o cordeiro.
5 - O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras
6 - e o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde.
7 - E tomarão do sangue e pô-lo-ão em ambas as ombreiras e na verga da porta, nas casas em que o comerem.
8 - E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães asmos; com ervas amargosas a comerão.
9 - Não comereis dele nada cru, nem cozido em água, senão assado ao fogo; a cabeça com os pés e com a fressura.
10 - E nada dele deixareis até pela manhã; mas o que dele ficar até pela manhã, queimareis no fogo.
11 - Assim, pois, o comereis: os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a Páscoa do SENHOR.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Analisar o significado da Páscoa para os israelitas, egípcios e para os cristãos.
  • Saber quais eram os elementos principais da Páscoa.
·       Conscientizar-se de que Cristo é a nossa Páscoa.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Palavra Chave
Páscoa: Uma das mais importantes festas do povo hebreu em que comemoravam a saída do Egito.

A Páscoa foi instituída pelo Senhor para que os israelitas celebrassem a noite em que Deus poupou da morte todos os primogênitos hebreus. É uma festa repleta de significados tanto para os judeus quanto para os cristãos. Os judeus deveriam comemorar a Páscoa no mês de Abib (corresponde à parte de março e parte de abril em nosso calendário), cujo significado são as “espigas verdes”. Hoje estudaremos a respeito desta festa sagrada e o seu significado para nós, cristãos. [Comentário: Êxodo 12 apresenta-nos uma história emocionante da Páscoa(Páscoa (do hebraico Pessach), significando passagem através do grego Πάσχα) ), a figura mais clara no Antigo Testamento da nossa salvação individual pela fé, no sangue vertido por nosso Senhor Jesus Cristo. Neste capítulo achamos a razão de chamar Cristo o Cordeiro de Deus, Cristo nossa Páscoa (1Co 5.7b). Da mesma forma como o capítulo sobre a Páscoa é o coração do livro, assim o livro todo é um modelo da nossa salvação. A Páscoa é o fato proeminente do Êxodo. Talvez os filhos de Israel não compreendessem a significação da celebração da Páscoa na noite anterior à saída do Egito, mas eles creram em Deus e obedeceram. Deus mandara dez pragas sobre o Egito, para que Faraó deixasse o povo sair. Cerca de nove meses se passaram e com cada praga o coração de Faraó mais se endurecia. Finalmente Deus disse que os primogênitos em todo o Egito iriam morrer. Isso teria acontecido aos hebreus também, se não tivessem sacrificado o cordeiro pascal e assim se tivessem protegido com o seu sangue redentor. (Êx 12.12, 13). Na saída do Egito, quando o povo hebreu recebeu a instrução para que matassem um cordeiro e passem seu sangue nos umbrais da porta, para que o anjo livrasse seus primogênitos da morte, temos aí a representação do que é a verdadeira Páscoa. Para nós, os cristãos, é o sangue de Jesus Cristo, o nosso Cordeiro Pascal, que nos purifica de todo pecado e nos livra da morte eterna.]. Tenhamos todos uma excelente e abençoada aula!

I. A PÁSCOA

1. Para os egípcios. Para os egípcios a Páscoa significou o juízo divino final sobre o Egito, Faraó e todos os deuses cultuados ali. O Senhor havia enviado várias pragas e concedido tempo suficiente para que Faraó se rendesse, deixando o povo partir. Deus é misericordioso, longânimo e deseja que todos se salvem (2Pe 3.9b). Porém, Ele é também um juiz justo que se ira contra o pecado: “Deus é um juiz justo, um Deus que se ira todos os dias” (Sl 7.11). O pecado, a idolatria e as injustiças sociais suscitam a ira do Pai. O povo hebreu estava sendo massacrado pelos egípcios e o Senhor queria libertá-lo. Restava uma última praga. Então o Senhor falou a Moisés: “À meia-noite eu sairei pelo meio do Egito; e todo primogênito na terra do Egito morrerá” (Êx 11.4,5). Foi uma noite pavorosa para os egípcios e inesquecível para os israelitas. [Comentário: Gostaria de mencionar algo curioso sobre o orgulho nacional egípcio. Para muitas pessoas, a ausência de evidências arqueológicas da estada dos israelitas no Egito traz certo desconforto. Mas note algo interessante: os egípcios dificilmente admitiam uma derrota. Por ocasião da famosa batalha de Kadesh (Síria), por volta de 1300 a.C., os egípcios a registraram como uma vitória. Por outro lado, seus oponentes hititas também deram-na como vencida! Ninguém sabe quem foi o vencedor da batalha de Kadesh. Sendo assim, dificilmente encontraremos um documento egípcio que mencione um grupo de escravos saindo da potência mais poderosa do mundo, naquela época, deixando-a totalmente arrasada por pragas enviadas por sua Divindade! Os egípcios não admitiam derrotas. Mesmo diante desse quadro, as poucas informações que temos sugerem um pano de fundo autêntico para o evento que deu origem a uma das principais festividades religiosas do judaísmo e do cristianismo (Luiz Gustavo Assis em http://www.arqueologia.criacionismo.com.br/2009/04/primeira-pascoa.html). O povo do Egito havia sido transtornado pelas seis primeiras pragas; sua terra e seus bens haviam sido devastados pelas duas pragas seguintes. A nona praga - três dias de escuridão - havia preparado o caminho para a mais terrível de todas as pragas, quando mensageiros da morte visitariam a terra. "Lançou contra eles o furor da sua ira: cólera, indignação e calamidade, legião de anjos portadores de males" (SI 78:49) (WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. A.T. Vol. I. Editora Central Gospel. pag. 256-257.). Na Páscoa as casas dos egípcios não poderiam proteger os seus primogênitos, pois o anjo da morte entraria em cada residência e executaria o mandado de Deus. Sem dúvida essa história poderia terminar de outra forma se Faraó deixasse ir o povo embora. Mas por causa da dureza de coração do rei, seus súditos pagaram um alto preço. Lembremo-nos de que Moisés tinha advertido a Faraó antes, deixando claro que o povo sairia com as crianças e o gado (Faraó não queria que isso acontecesse), e a última resposta do rei para Moisés, antes da Páscoa, foi: “Vai-te de mim e guarda-te que não mais vejas o meu rosto; porque, no dia em que vires o meu rosto, morrerás” (Êx 10.28). Por essa resposta, entendemos que Faraó deu por encerrado o diálogo com Moisés e com Deus, e assinou a ordem divina para a morte dos primogênitos. Ele não quis obedecer às ordens de Deus, e isso lhe custaria a vida do próprio filho (COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 35-36.)].
2. Para Israel. Era a saída, a passagem para a liberdade, para uma vida vitoriosa e abundante. Foi para isto que Cristo veio ao mundo, morreu e ressuscitou ao terceiro dia, para nos libertar do jugo do pecado e nos dar uma vida cristã abundante (Jo 10.10). Enquanto havia choro nas casas egípcias, nas casas dos judeus havia alegria e esperança. O Egito, a escravidão e Faraó ficariam para trás. Os israelitas teriam sua própria terra e não seriam escravos de ninguém. [Comentário: A Páscoa oferece um vasto campo para especulação por causa da grande variedade de características: mancha de sangue, saltos, “uma noite de vigia”, o cordeiro sacrificial, as primícias da cevada, a ceia sagrada, etc. Essas características se assemelham a rimais praticados fora de Israel. Não é de se admirar que os estudiosos a considerem uma festa enigmática. Alguns não consideram Êxodo 1-14 como um registro dos eventos, mas como uma lenda cúltica que tenta glorificar a saída do Egito (Pederson, Israel: Its Life and Culture, III-IV, 726ss.). A suposição repousa sobre um equívoco: o verdadeiro propósito da Páscoa era glorificar o Deus de Israel. Seria inútil esperar dados históricos fora dos próprios termos do escritor. No centro de Êxodo 1-14 está o Deus de Israel, que realiza feitos poderosos em favor do seu povo (cp. G. von Rad, The Problem of the Hexateuch [1965], 52). A história bíblica é escrita com um propósito, e o propósito é atestar os atos graciosos de Deus. Israel compreende sua liberdade como um milagre operado por YHWH que, com “poderosa mão e com braço estendido” levou seu povo para fora do Egito (Dt 26.8). Para compreender o significado da Páscoa deve-se procurar a interpretação bíblica; é inútil indagar qual era a festa nos tempos pré-mosaicos. É possível que a Páscoa e a Festa dos Pães Asmos fossem festas agrícolas (cp. Êx 23.15s.). Alguma evidência da ligação cúltica entre a Páscoa e as primícias está preservada (Js 5.10-12; cp. C. W. Atkinson, AthR [Jan 1962], 82). A responsabilidade de explicar o significado da Páscoa estava sobre o pai da família: “Naquele mesmo dia contarás a teu filho, dizendo: E isto pelo que o Senhor me fez, quando saí do Egito” (Ex 13.8; cp. 12.26). Somente os israelitas e aqueles que, através da circuncisão, estavam unidos à comunidade podiam comer o cordeiro pascal. Estrangeiros e viajantes, i.e., estrangeiros residentes, eram excluídos (Ex 12.45), mas a regra não era aplicada aos estrangeiros circuncidados e viajantes que demonstrassem um real interesse em se identificar com Israel. A eles era permitido participar da celebração da Páscoa (Nm 9.14).].
3. Para nós. Como pecadores também estávamos destinados a experimentar a ira de Deus, mas Cristo, o nosso Cordeiro Pascal, morreu em nosso lugar e com o seu sangue nos redimiu dos nossos pecados (1Co 5.7). Para nós, cristãos, a Páscoa é a passagem da morte dos nossos pecados para a vida de santidade em Cristo. No Egito um cordeiro foi imolado para cada família. Na cruz morreu o Filho de Deus pelo mundo inteiro (Jo 3.16). [Comentário: Não é bastante que o cordeiro seja morto. O sangue era suficiente mas não tinha valor se não fosse aplicado. Todo israelita devia aplicar o sangue à sua própria casa. Observe que devia ser aspergido na verga. O que você fez com o sangue, o sangue do nosso Cordeiro Pascal, que morreu no Calvário? João 1.12. O hissopo, erva comum que qualquer pessoa podia conseguir, era um tipo da fé. O sangue na verga era o que salvava. Não o que eles pensavam ou achavam, mas o que eles faziam é que importava. “Quando eu vir o sangue, passarei por vós” (Êx 12.13) - Não é o sangue na bacia que salva a alma, mas o sangue aplicado (Jo 1.29b). A atividade messiânica de Jesus alcança seu clímax nos eventos de sua Ultima Páscoa. De acordo com João, a crucificação aconteceu no primeiro dia da “Páscoa” (usado aqui aparentemente como uma designação da Festa dos Pães Asmos). Os sinópticos deixam claro que foi no primeiro dia da festa. João que parece estar interessado especialmente em dados cronológicos registra duas, ou até mesmo três Páscoas (João 2.13; 6.4; 12.1; cp. W. F. Howard, The Fourth Gospel, revisado por C. K. Banet [1955], 122). Contrário a C. H. Dodd (The Interpreter of the Fourth Gospel [1953], 234), há um bom motivo para se acreditar que João dedicou importância especial ao tema da Páscoa. Seu evangelho, que enfatiza ser o Messias o verdadeiro pão da vida, se ajusta notavelmente bem ao contexto pascal (cp. Jo 6.3 lss. cp. V. Ruland, INT [Out., 1964], 451 ss.). Hoje podemos afirmar que Cristo é a nossa Páscoa (1Co 5.7b). Assim como Israel não poderia se esquecer de tal celebração, nós também jamais poderemos nos esquecer do sacrifício remidor do nosso Redentor, Jesus Cristo. Jamais se esqueça que Cristo morreu em seu lugar. Este é um dos princípios da Ceia do Senhor. Jesus declarou: “Em memória de mim” (1Co 11.24,25). Todas as vezes que participarmos da Ceia temos que recordar da nossa passagem, da escravidão do pecado, para uma nova vida em Cristo (1Co 5.17). Israel foi salvo da ira divina e liberto do pecado. Nós também estávamos destinados a experimentarmos da ira divina, mas Cristo, o Cordeiro Pascal, nos substituiu na cruz do calvário. Em Cristo fomos redimidos dos nossos pecados. O sangue de um cordeiro foi aspergido nos umbrais das portas das casas, pois sabemos que “sem derramamento de sangue não há remissão de pecado” (Hb 9.2)].
SINOPSE DO TÓPICO (I)
Para nós cristãos a Páscoa é a passagem da morte dos nossos pecados para a vida de santidade em Cristo.

II. OS ELEMENTOS DA PÁSCOA

1. O pão. Deveria ser assado sem fermento, pois não havia tempo para que o pão pudesse crescer (Êx 12.8,11,34-36). A saída do Egito deveria ser rápida. A falta de fermento também representa a purificação, a libertação do fermento do mundo. Em o Novo Testamento vemos que Jesus utilizou o fermento para ilustrar o falso ensino dos fariseus (Mt 16.6, 11,12; Lc 12.1; Mc 8.15). O pão também simboliza vida. Jesus se identificou aos seus discípulos como “o pão da vida” (Jo 6.35). Toda vez que o pão é partido na celebração da Ceia do Senhor, traz à nossa memória o sacrifício vicário de Cristo, através do qual Ele entregou a sua vida em resgate da humanidade caída e escravizada pelo Diabo. [Comentário: O pão apontava para Jesus o Pão da Vida: “eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome” (Jo 6.35). A massa não deveria passar pelo processo de fermentação, ou seja, seria levada ao fogo tão logo estivesse pronta, sem ter de esperar para crescer. A ideia era mostrar que os israelitas teriam pouco tempo para preparar sua última refeição como escravos, pois logo sairiam para uma grande jornada. E evidente que o uso do fermento poderia fazer com que a massa dobrasse seu tamanho e alimentasse mais pessoas, mas a orientação divina indicava a pressa com que os judeus iriam comer para saírem logo do Egito (COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 40). Deveria ser asmo, sem fermento. “Sonda-me. . . vê se há em mim algum caminho mau” (Sl 139.23,24). Fermento é sempre um tipo de pecado. O fermento dos fariseus (Mt 16.6). Lançai fora o velho fermento (1Co 5.7). O fermento da injustiça precisa ser eliminado da nossa vida, se desejamos comer com Deus.].
2. As ervas amargas (Êx 12.8). Simbolizavam toda a amargura e aflição enfrentadas no cativeiro. Foram 430 anos de opressão, dor, angústia, quando os hebreus eram cativos do Egito. [Comentário: As ervas amargas. Apontavam para toda a amargura e aflição vividos no cativeiro egípcio. No hebraico, merorim “amargores”, palavra usada apenas por três vezes no Antigo Testamento (Êx 12.8; Nm 9.11 e Lm 3.15). O hebraico diz apenas «amargores», uma palavra de uso geral (hoje não sabemos quais ervas poderiam estar em foco). Alguns têm pensado em verduras como a chicória, a alface, a acelga, a azeda, etc. Alguns pensam no agrião. Nos tempos modernos, os judeus empregam a escarola e outras verduras, em um total de cinco espécies, para conseguirem uma salada amargosa. Alguns intérpretes supõem que, nos livros de Êxodo e Números, as ervas amargas eram apenas a hortelã. Uso de Ervas na Páscoa. Nas Escrituras o amargor simboliza aflição, miséria e servidão (Ex 1.14; Rt 1.20; Pv 5.4), a iniquidade (Jr 4.18) e também o luto e a tristeza (Am 8.10). Em face desses significados simbólicos, os israelitas receberam ordens para celebrar a páscoa utilizando-se de ervas amargas para relembrarem a amarga escravidão que haviam sofrido no Egito (Êx 12.8; Nm 9.11). (CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 2. Editora Hagnos. pag. 431-432.). Trariam à lembrança os tempos amargos da escravidão no Egito. Cristo provou o cálice amargo por nós, e nós também sofremos alguma amargura. Toda disciplina no momento não parece ser motivo de alegria (Hb 12.11). Por causa da leviandade dos nossos corações é bom compreendermos a profunda significação das ervas amargosas. Quem poderá ler os Salmos 6,22,38,69,88, e 109, sem compreender, em alguma medida, o significado dos pães asmos com ervas amargosas1?- Uma vida praticamente santa, unida a uma profunda submissão de alma, deve ser o fruto da comunhão verdadeira com os sofrimentos de CRISTO, porque é de todo impossível que o mal moral e a leviandade de espírito possam subsistir na presença desses sofrimentos.( C. H. MACKINTOSH. Estudos Sobre O Livro De Êxodo. Editora Associação Religiosa Imprensa da Fé.)].
3. O cordeiro (Êx 12.3-7). Um cordeiro sem defeito deveria ser morto e o sangue derramado nos umbrais das portas das casas. O sangue era uma proteção e um símbolo da obediência. A desobediência seria paga com a morte. O cordeiro da Páscoa judaica era uma representação do “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). O sangue de Cristo foi vertido na cruz para redimir todos os filhos de Adão (1Pe 1.18,19). Aquele sangue que foi derramado no Egito, e aspergido nos umbrais das portas, aponta para o sangue de Cristo que foi oferecido por Ele como sacrifício expiatório para nos redimir dos nossos pecados. [Comentário: Um cordeiro sem mácula. Apontava para Jesus, “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). Cristo é o nosso Cordeiro Pascal. Ele morreu para trazer a redenção a toda humanidade. Ele é o nosso Redentor. Depois que o sangue era vertido e aspergido, vinha a orientação sobre o modo de comer o cordeiro. Assim acontece conosco. A salvação primeiro, depois o alimento – comunhão, adoração, vida cristã e serviço. “...Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado” (1Co 5.7). No seu contexto, essa declaração tem um sentido moral. Deveríamos desvencilhar-nos de todos os elementos estranhos à espiritualidade, visto que Cristo fez o seu grande e eterno sacrifício, que é o agente de nossa purificação moral. Cumpre-nos abandonar nossa velha maneira de viver. (CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 5. Editora Hagnos. pag. 102)].
SINOPSE DO TÓPICO (II)
Os três elementos da Páscoa eram: o pão, as ervas amargas e o cordeiro sem mácula.

III. CRISTO, NOSSA PÁSCOA

1. Jesus, o Pão da Vida (Jo 6.35,48,51). Comemos pão para saciar a nossa fome, porém, a fome da salvação da nossa alma somente pode ser saciada por Jesus. Certa vez, Ele afirmou: “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome” (Jo 6.35). Apenas Ele pode saciar a necessidade espiritual da humanidade. Nada pode substituí-lo. Necessitamos deste pão divino diariamente. Sem Ele não é possível a nossa reconciliação com Deus (2Co 5.19). [Comentário: Jesus, o Pão da Vida (Jo 6.35,48,51). Um pão pode ter mais de um sabor. Pode ter mais de uma forma. Pode ser feito com diversos ingredientes. Pode ser barato ou caro. Pode ser mais leve ou mais pesado. Mas sua função mais importante é saciar a fome. É para isso que eles são feitos. Por que Cristo é considerado o pão da vida? Porque Ele mesmo disse isso: “Eu sou o pão da vida; (“aquele que vem a mim não terá fome” (Jo 6.35). Ele promete saciar a necessidade humana no que concerne às questões da vida e à relação com Deus, ao perdão dos pecados e à vida eterna. A fome que temos de Deus é saciada em Cristo Jesus. (COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 41-42). A fim de ilustrar a natureza da pessoa de Cristo, bem como a sua relação para com o mundo, mais do que os outros evangelistas, o apóstolo João se utiliza de termos simbólicos. Ê João quem chama o Senhor Jesus de «a Luz», «a, Água», «o Pão», «o Pastor» e «a Porta». E embora o evangelho de João não lance mão da expressão especifica, «Este é o meu corpo» (em que Cristo se referiu ao pão da Ceia) contudo, no sexto capitulo do mesmo é óbvio que uma terminologia assim seria perfeitamente apropriada (ver João 6:54,55). Todavia, esse pão (que simboliza o corpo) é declarado como algo que desceu do céu (ver João 6:32,58), o que mostra que, antes de tudo, não está em vista alguma alusão ao corpo físico de JESUS; antes, ele se refere a um tipo celestial de «pão», a um principio espiritual, a uma comunicação e participação mística na vida divina, o que, na realidade, é um conceito transcendental, e não uma ideia sacramental (CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 5. Editora Hagnos. pag. 43-44.)].
2. O sangue de Cristo (1Co 5.7; Rm 5.8,9). No Egito, o sangue do cordeiro morto só protegeu os hebreus, mas o sangue de Jesus derramado na cruz proveu a salvação não apenas dos judeus, mas também dos gentios. O cordeiro pascal substituía o primogênito. O sacrifício de Cristo substituiu a humanidade desviada de Deus (Rm 3.12,23). Fomos redimidos por seu sangue e salvos da morte eterna pela graça de Deus em seu Cordeiro Pascal, Jesus Cristo. [Comentário: o vocábulo grego aima, «sangue», além de referir-se à morte sacrifical de Cristo, indica as ideias de reinado (João 1.13); da natureza humana (Mt 16.17; 1Co 15.50); de morte violenta (vinte e cinco trechos diferentes); e de animais sacrificados (doze referências, como se vê em Hb 9.7,12 etc.) onde se enfatiza a perda da vida das vítimas, um conceito destacado no Antigo Testamento. Quanto ao sangue de Cristo e o valor expiatório do mesmo, há referências como Colossenses 1.20. Os intérpretes têm debatido se é a morte ou a vida perdida do animal que obtém a expiação. Penso que se trata de ambas as coisas, pois, afinal de contas, é a vida de Cristo que nos salva (Rm 5.7) dando a entender a sua ressurreição e ascensão, em virtude do que ele tornou-se o Salvador medianeiro permanente. Aquele mesmo contexto, no nono versículo, afirma que o seu sangue nos justifica, o que nos fez pensar tanto em sua vida como em sua morte e ressurreição. A vida que Jesus viveu também faz parte de nossa inquirição espiritual, com vistas a nossa salvação final; porque, quando procuramos imitar a vida de Cristo, passamos a compartilhar de sua natureza metafísica, mediante operações do Espirito Santo (2Co 3.18). Como é que alguns teólogos separam essas ideias inseparáveis, como se fossem categorias distintas e valores isolados? Dentro do programa a e salvação a vida e a morte de Jesus são fatores inseparáveis, embora em sentidos diferentes (Werner de Boor. Comentário Esperança 1 Cartas aos Coríntios. Editora Evangélica Esperança. O Imperativo Espiritual (5.7a)).].
3. A Santa Ceia. A Ceia do Senhor não é um mero símbolo; é um memorial da morte redentora de Cristo por nós e um alerta quanto à sua vinda: “Em memória de mim” (1Co 11.24,25). É um memorial da morte do Cordeiro de Deus em nosso lugar. O crente deve se assentar à mesa do Senhor com reverência, discernimento, temor de Deus e humildade, pois está diante do sublime memorial da paixão e morte do Senhor Jesus Cristo em nosso favor. Caso contrário, se tornará réu diante de Deus (1Co 11.27-32). [Comentário: A tradição que Paulo recebeu e registrou pertence ao mais primitivo registro do que aconteceu na noite em que Jesus foi traído (1Co 11.23-26). Este registro afirma que foi à noite que houve uma refeição (Seutvov), que Jesus tomou o pão, o partiu e disse, “Isto é o meu corpo, que é dado [partido] por vós; fazei isto em memória de mim”. O mesmo com o cálice: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue. Fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.” Não há menção da Páscoa no registro de Paulo, exceto de uma forma circunstancial: o partir do pão de forma solene, o beber do vinho no cálice, a referência à aliança. O registro sinótico não se diferencia em essência do comentário paulino, exceto por ser apresentado como uma ceia pascal ( Mt 26.17; Mc 14.12; Lc 22.7).].
SINOPSE DO TÓPICO (III)
A Ceia do Senhor é um memorial da morte redentora de Cristo por nós e um alerta quanto à sua vinda.

CONCLUSÃO
Deus queria que o seu povo Israel nunca se esquecesse da Páscoa, por isso a data foi santificada. A Páscoa era uma oportunidade para os israelitas descansarem, festejarem e adorarem a Deus por tão grande livramento, que foi a sua libertação e saída do Egito. Hoje o nosso Cordeiro Pascal é Cristo. Ele morreu para trazer redenção aos judeus e gentios. Cristo nos livrou da escravidão do pecado e sua condenação eterna. Exaltemos ao Senhor diariamente por tão grande salvação. [Comentário: A Páscoa é o começo da jornada que o Messias completa ao alcançar sua meta. “Salvação eterna” significa que não pode haver outra salvação após o evento messiânico, que é o definitivo. A aliança eterna que Deus prometeu aos pais (Jr 32.40; 50.5; cp. Is 55.3; Ez 16.60) foi agora estabelecida e selada no sangue do Messias (Hb 13.20). Em Hebreus a dissolução do culto, a mudança do sacerdócio e a remoção da lei são as consequências do evento messiânico. Cristo se tomou o caminho vivo para o interior do santuário, o novo Sumo Sacerdote que, por seu sacrifício, tornou possível ao homem aproximar-se da presença do próprio Deus. É como costumo me despedir em cada lição: “NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8)”,

Graça e Paz a todos que estão em Cristo!

Francisco Barbosa
Cor mio tibi offero,
Domine,
prompte et sincere!

Recife-PE
Janeiro de 2014.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

COHEN, A. C. Êxodo. 1 ed., RJ: CPAD, 1998.
RICHARDS, L. O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 1 ed., RJ: CPAD, 2005.

EXERCÍCIOS

1. O que significou a Páscoa para os egípcios?
R. Para os egípcios a Páscoa significou o juízo divino final sobre o Egito, Faraó e todos os falsos deuses cultuados ali.
2. Qual o significado da Páscoa para Israel?
R. Era a saída, a passagem para a liberdade, para uma vida vitoriosa e abundante.
3. Qual o significado da Páscoa para os cristãos?
R. Para nós cristãos a Páscoa é a passagem da morte dos nossos pecados para a vida de santidade em Cristo.
4. Quais os elementos da primeira Páscoa?
R. Pães asmos, ervas amargas e cordeiro.
5. Por que Cristo é a nossa Páscoa?
R. Porque Ele morreu em nosso lugar para nos redimir de nossos pecados. Cristo nos livrou da escravidão do pecado e sua condenação eterna.
NOTAS BIBLIOGRÁFICAS
-. Lições Bíblicas do 1º Trimestre de 2014 - CPAD - Jovens e Adultos;
-. Bíblia de Estudo Pentecostal – BEP (Digital);
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Defesa da Fé: Questões reais; Respostas precisas; Fé Solidificada. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.



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