Classe Virtual:

Data/Hora Atualizada

QUER FAZER MISSÕES?

QUER FAZER MISSÕES?
O Templo precisa ser concluído. Entre em contato com o Pastor daquela igreja e saiba como ajudar

29 de novembro de 2011

Lição 10: O Exercício Ministerial na Casa do Senhor

g

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

4º Trimestre de 2011

Título: Neemias — Integridade e coragem em tempos de crise

Comentarista: Pr. Elinaldo Renovato

Lição 10: O Exercício Ministerial na Casa do Senhor


4 de dezembro de 2011

TEXTO ÁUREO

Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel” (1Co 4.2)Despenseiros, oikonomos; Strong 3623: Comparar com ‘economia’. De oikos, ‘casa’ e Nemo, ‘dispor’. A palavra originalmente se referia ao administrador de uma família ou propriedade, e depois, em um sentido mais amplo, denotava um administrador ou mordomo em geral. Em 1Co 4.1 e Tt 1.7, refere-se aos ministros cristãos; mas em 1Pe 4.10, denota os cristãos em geral, usando os dons confiados a eles pelo Senhor para o fortalecimento e estímulo dos companheiros crentes [1]. Um despenseiro tinha total responsabilidade pela família e devia explicações apenas ao proprietário, que podia tomar decisões finais sozinho. O despenseiro devia ser fiel em fazer para a família exatamente o que lhe tinha sido confiado. Da mesma maneira, os ministros não devem expor nada além menos do que toda a vontade de Deus [2].

VERDADE PRÁTICA

O verdadeiro líder age com sabedoria e prudência, porque sabe que a sua autoridade procede do soberano e único Deus.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Neemias 13.1-8.

Objetivos

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
-
Conscientizar-se de que o líder deve ser comprometido com o Reino de Deus;
- Saber que os recursos financeiros na Casa de Deus devem ser administrados com transparência e fidelidade; e
- Compreender que as ofertas e dízimos são importantes para a expansão do Evangelho

Palavra Chave

Ministro: [Do lat. Ministrum] servidor, servo.

COMENTÁRIO

(I. Introdução)

Somente o Espírito Santo pode produzir as virtudes que constituem o chamado ‘fruto do Espírito’ na vida dos regenerados, daqueles que devem ser distinguidos pelo caráter íntegro. Estar cheio do Espírito nos chama tanto para a integridade de caráter quanto para o exercício dos dons espirituais. As características do fruto do Espírito devem crescer em nossa vida da mesma forma que os dons do Espírito recebidos e exercitados para o serviço em prol da igreja. Nesse sentido, não podemos produzir sozinhos nem um nem o outro; apenas uma vida completamente controlada pelo Espírito Santo possuirá todas essas graças. Note-se, ainda, que não alcançaremos o caráter ideal observando algum código de leis/obrigações ou de uma lista de ‘pode-não pode’. Somos chamados para amar e servir o próximo da mesma forma como Jesus fez, inclusive com o mesmo poder do Espírito Santo e com a mesma liberdade graciosa. Nosso caráter é trabalhado pelo Espírito Santo que nos vai tornando, dia a dia, mais útil a Deus, à sua Igreja e ao próximo (Gl 5.22). Boa aula!

(II. Desenvolvimento)

I. A CONTAMINAÇÃO DO MINISTÉRIO

1. O sacerdote aparentado com o ímpio. Na história de Israel o sincretismo (mistura com várias religiões) tinha sido a causa de sua queda. Neemias toma o devido cuidado de relembrar ao remanescente os motivos pelos quais haviam passado por tanta dor e sofrimento, e toma medidas para assegurar que o Israel restaurado nunca mais tomasse a atitude de acrescentar outros deuses ao culto Javístico. Ele sabia que a uma santidade genuína deve ser ativa e dinâmica, não passiva e estática; é preciso remover os caminhos do mundo, cortando pela raiz, onde quer que tenham se tornado parte da vida do crente ou da igreja; é preciso rejeitar os compromissos carnais e alianças ímpias. Eliasibe, apesar de ser o sumo sacerdote (Ne 13.28), ignorando as demandas da lei divina e o árduo trabalho de Neemias, começou a agir permissivamente em relação à administração da Casa de Deus; Eliasibe, encarregado dos depósitos do templo, onde as ofertas em espécie do povo eram armazenadas, na ausência de Neemias, cedeu uma grande sala para uso de Tobias, anteriormente usada para guardar ofertas e os utensílios do templo. Tobias é aquele aliado de Sambalate, o árabe Gesém e os demais inimigos de Israel que opuseram-se à reconstrução dos muros de Jerusalém. Em sua condição de amonita, não poderia sequer adentrar ao templo, quanto mais ocupar um ‘apartamento’ nele. Mas, como tudo indica, era genro do sacerdote Secanias e aparentado com Eliasibe, e tinha muita influência entre os nobres de Judá (Ne 6.17-19). A presença de Tobias fez sair os utensílios do templo, o azeite, o incenso, a adoração, os dízimos, a oferta, a alegria. Se permitirmos que ‘Tobias’ se acomode no ‘templo’, não haverá espaço para santidade, não haverá espaço para o temor (At 2.43).

2. Privilégios abusivos (Ne 13.5). Parece-me que semelhanças à esse evento específico da história de Israel são encontradas hoje na história atual e recente da Igreja, em especial a Igreja brasileira. Parece que Tobias ainda mantém sua influência sobre muitos hoje. Infelizmente também temos os “Eliasibes” abrindo as portas para os “Tobias”. Nesta época de muita efusão tele-evangélica, crescimento numérico de denominações, busca desenfreada pelo ‘consumo’ de bênçãos, há pouquíssimo movimento sincero e genuinamente espiritual. O templo foi profanado pelo espírito ambicioso de Tobias, que quer a todo custo ‘fazer sua cama’ por trás dos púlpitos. Eliasibe deixou de cumprir a sua obrigação; não tinha mais cuidado com as coisas de Deus, e também não estava cumprindo o que foi estabelecido em Ne 12.44-47; havia se aparentado com Tobias, que era amonita, e veio a beneficiar justamente o arquiinimigo do povo de Deus. Não é de arrepiar esse quadro quando comparado ao atual? O próprio comentarista da revista escreve em uma de suas obras: “Em um determinado Estado, o líder escriturava os imóveis, terrenos e templos em seu próprio nome. Quando foi disciplinado pelo ministério por ter caído em pecado, achou que os templos e os terrenos lhe pertenciam, pois estavam registrados em seu nome, mas, na verdade, foram adquiridos com as contribuições dos fiéis. Isso é corrupção, descalabro moral, além de pecado gravíssimo diante de Deus” [3]. Fomos constituídos por Cristo para sermos o exemplo dos santos, conforme recomenda Paulo a Timóteo: “Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza” (1Tm 4.12). O Rev. Hernandes Dias Lopes em seu artigo intitulado ‘Escolhendo a liderança da igreja’, disponível no link http://hernandesdiaslopes.com.br/2010/05/escolhendo-a-lideranca-da-igreja/, afirma que “É Deus quem escolhe, chama e capacita a liderança da sua igreja. É Deus quem dá pastores à sua igreja. É o Espírito Santo quem constitui presbíteros na igreja. A igreja expressa a vontade de Deus pelo voto, mas em última instância é o próprio Deus quem escolhe aqueles a quem ele mesmo quer para pastorear as suas ovelhas. Hoje, esta igreja estará escolhendo, sob a orientação divina, presbíteros e diáconos. Nossa oração é que, aqueles que forem eleitos, sejam homens cheios do Espírito Santo, dedicados ao pastoreio do rebanho de Deus”, e destaca ainda, cinco características que o líder deve possuir em seu perfil: ‘o líder precisa andar com Deus antes de fazer a obra de Deus’; ‘o líder precisa ter consciência do seu chamado divino’; ‘o líder precisa cuidar de si mesmo e do rebanho de Deus’; ‘o líder precisa proteger as ovelhas dos falsos ensinos’; e ‘o líder precisa ter motivações corretas no pastoreio do rebanho de Deus’. Entendemos que ‘Vida com Deus’ precede ‘trabalho para Deus’; a vida do líder é a vida da sua liderança. O interesse divino está centrado mais em quem o líder é do que naquilo que o líder faz. O líder tem a obrigação de proceder corretamente, zelar pelo rebanho que lhe foi confiado, com motivações corretas, buscando sempre os interesses de Cristo e da igreja em detrimento de vantagens pessoais. É importante ainda, salientar que o líder tem a obrigação de apascentar o rebanho com dedicação, amor e zelo, e não como é cada vez mais comum, como que tendo rigoroso domínio.

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Eliasibe, o Sumo Sacerdote, passou agir com permissividade na administração da Casa de Deus.

II. A JUSTA INDIGNAÇÃO DO HOMEM DE DEUS

1. A firmeza de um líder. Neemias era íntegro e ele nos mostrou que a integridade vem a partir de um compromisso com a Palavra de Deus. O mal nunca se vê tão satisfeito como quando está alojado firmemente no centro da obra de Deus. A purificação do templo por Neemias nos faz lembrar o zelo e ira justa de Jesus quando purificou o templo (Jo 2.13-17). Para os judeus sinceros, o templo era considerado a morada da presença de Deus, imaginemos o que sentiu Neemias ao se deparar com Tobias ocupando um aposento da morada de Deus! Pela sua firmeza, Neemias apresenta-nos grandes lições para o crente e princípios de liderança para os obreiros chamados para a grande obra do Senhor. Cabe-nos agora, aprendermos essas lições e aplicá-las no dia-a-dia.

2. A resposta do povo. Liderança eficaz traz confiança por parte dos liderados. Neemias restaurou a totalidade do culto no templo, corrigiu as falhas e pôs cada indivíduo no seu devido lugar. Agora os judeus sentem firmeza em contribuir trazendo suas ofertas e depositando-as naquele aposento onde antes o desviado Eliasibe colocara Tobias: “Então, todo o Judá trouxe os dízimos do grão, e do mosto, e do azeite aos celeiros” (Ne 13.12). Quando há transparência, correta aplicação, compromisso sincero com o emprego daquilo que é entregue à ‘casa do tesouro’, e obreiros que esmeram-se quando à frente desse espinhoso trabalho, certamente o povo alegremente cooperará “Também no mesmo dia se nomearam homens sobre as câmaras, dos tesouros, das ofertas alçadas, das primícias, dos dízimos, para ajuntarem nelas, dos campos das cidades, as partes da lei para os sacerdotes e para os levitas; porque Judá estava alegre por causa dos sacerdotes e dos levitas que assistiam ali” (Ne 12.44).

3. O procedimento do líder cristão. O que mais estamos assistindo hoje? Lideranças cristãs envolvidas em escândalos. Mas, é importante salientar que pode até parecer que muitos líderes cristãos estejam envolvidos em escândalos, talvez devido à atenção exagerada que a mídia secular dispensa a tais escândalos vindos de um setor que, até pouco tempo, era caracterizado pela lisura, pelo procedimento exemplar. Certamente Deus tem reservado os seus ‘sete mil’ que não se curvaram à Baal, que não se vendem por ninharias, milhares de líderes cristãos, pastores, professores, missionários, evangelistas que jamais se associou a alguma coisa “escandalosa”. Felizmente, a grande maioria dos crentes é constituída por homens e mulheres que amam ao Deus que os resgatou, são fiéis aos seus cônjuges e famílias, e agem cotidianamente com grande honestidade e integridade. Estamos em guerra e sabemos que o inimigo possui habilidade em transformar o fracasso de alguns em arma de ataque contra o caráter de todos e a mídia ‘compra’ isso, e o homem natural ‘consome’ esse tipo de informação avidamente. À semelhança de Neemias, jamais abusemos da autoridade que nos confiou o Senhor Jesus, mas ajamos com toda sabedoria e prudência (Rm 12.8; 1 Pe 5.1-4). A liderança cristã não é algo misterioso para uns poucos escolhidos com um dom especial de sabedoria. Os princípios estão disponíveis para todos, inclusive para os que não têm o chamado para um oficio bíblico. Estes princípios influem nos dons das pessoas, com ou sem títulos. Aos que Deus escolheu para a liderança, Paulo lhes disse: “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra” (2Tm 3.16-17).

SINOPSE DO TÓPICO (II)

Neemias retornou a Jerusalém e ficou indignado com o mal que a péssima administração de Eliasibe fizera ao povo de Deus.

III. HONESTIDADE E TRANSPARÊNCIA NA ADMINISTRAÇÃO

1. A razão da necessidade dos recursos financeiros na igreja.Do Senhor é a terra e a sua plenitude, bem como o mundo e todos os seus habitantes” (Sl 24.1; At 17.25). Não obstante declamarmos este salmo com tanta ênfase, a questão financeira está no âmago dos maiores problemas das igrejas. Muitas denominações estão enriquecendo ao exigir dízimos de seus membros para o financiamento de estilos de vida extravagantes da liderança; não é novidade o emprego dos recursos financeiros da igreja para construir grandes empresas. Contudo, não podemos ignorar que a expansão do Reino demanda investimentos humanos e materiais. O próprio Jesus e os apóstolos foram mantidos por ajudas financeiras. Todavia, não podemos nos esquecer que o Senhor requer os mais altos padrões morais para os ministros da Igreja, pois Ele sabe que se a liderança não for irrepreensível, a igreja se afastará da justiça pela falta de exemplos que sirvam de parâmetros. Temos de agir com total fidelidade e transparência (Tt 1.7).

2. A procedência dos recursos da igreja. As igrejas do Novo Testamento usavam seus recursos financeiros para difundir o evangelho, entendendo que a missão principal da igreja é espiritual (1Tm 3.15). Exemplos deste emprego dos fundos arrecadados incluem o sustento financeiro de homens que pregavam o evangelho (1Co 9.1-15; 2Co 11.8; Fp 4.10-18), e dos que serviam como presbíteros (1Tm 5.17-18); quando os crentes pobres necessitavam de assistência, o dinheiro da oferta era usado para acudir àquelas necessidades (At 4.32-37; 6.1-4). Estes recursos eram provenientes dos dízimos e das ofertas dos santos, nunca dos cofres do império. Não cabe à Igreja de Cristo depender financeiramente do Estado ou de qualquer outra fonte que não seja a oferta voluntária de seus membros. Isso não quer dizer que não se deve receber ajuda oficial para manter obras assistenciais desenvolvidas pela igreja, de forma alguma. Mas é imperioso que a ética seja a tônica nesse negócio e que não haja a mistura entre o sagrado e o profano, entre aquilo que entra na ‘vasa do tesouro’ como fruto do reconhecimento da soberania divina e o que é recebido de dotações do poder público, já que isso está previsto em lei (Tg 1.27).

3. Zelo pelos recursos da igreja. A igreja é a casa de Deus (1Tm 3.15), e deve fazer uso dos seus recursos financeiros como determina o cabeça dessa família espiritual. Enquanto cada crente tem o poder de decidir como usar seus próprios recursos (At 5.4), a igreja deve usar exclusivamente para realizar aquilo que a Palavra autoriza. Além do mais, as finanças da igreja local devem ser empregadas com fidelidade, sabedoria e transparência na expansão do Reino de Deus e no socorro aos mais necessitados. A missão principal da igreja é espiritual, assim, seus recursos devem ser utilizados unicamente para cumprir sua missão de divulgar a palavra e exaltar o nome de Deus.

SINOPSE DO TÓPICO (III)

A Igreja e sua obra são sustentadas pelas ofertas e dízimos dos fiéis.

(III. Conclusão)

O crente deve estar satisfeito desde que seja alvo das bênçãos espirituais e receba o necessário e essencial desta vida, como alimento, vestuário e teto. Se não estivermos comprometidos com a Palavra de Deus, cairemos em várias tentações, inclusive – e em especial – ‘fechar’ a mão para a obra do Senhor retendo aquilo que é essencial para que ela cumpra a sua missão principal aqui na terra: pregar o evangelho. Como Administradores daquilo que deus nos confiou, poderemos ser reprovados por Deus e pelos homens quando negligenciarmos nossa obrigação para com a ‘casa do tesouro’. Tomemos, pois, o exemplo de Neemias. Ajamos com fidelidade e sabedoria em todas as coisas; com temor e tremor quando estivermos imbuídos de alguma tarefa na obra do Senhor e/ou na administração da sua Casa. Estamos vivendo tempos trabalhosos, onde muitos já perderam o temor e a reverência ao Todo-Poderoso. Esses acabam por macular e prejudicam o Corpo de Cristo. Trabalhemos, como aqueles judeus, com muito amor, alegria, temor e santidade, e o nome de Cristo será exaltado em nossa vida.

"Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade." (1Jo 3.18)

N’Ele, que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8),

Francisco A Barbosa, auxilioaomestre@bol.com.br

EXERCÍCIOS

1. Após o grande avivamento, o que aconteceu de estranho no Santo Templo?

R. Após o avivamento, o Sumo Sacerdote Eliasibe, ignorando as demandas da Lei divina, começou agir permissivamente em relação à administração da Casa de Deus.

2. Como Eliasibe beneficiou Tobias?

R. Eliasibe beneficiou Tobias alojando-o nas dependências do Santo Templo, onde eram guardados os dízimos, as ofertas de manjares, o incenso e os utensílios do culto divino.

3. O que fez Neemias quando retornou a Jerusalém?

R. Neemias reagiu com zelo e coragem, lançou fora da câmara do Templo todos os móveis de Tobias.

4. Como o povo respondeu à reação de Neemias?

R. O povo recobrou o ânimo e voltou a contribuir com mais amor e liberalidade.

5. Em sua opinião, como os recursos da Igreja devem ser empregados?

R. Resposta Pessoal.

Notas Bibliográficas

TEXTOS UTILIZADOS:
-.
Lições Bíblicas do 4º Trimestre de 2011, Jovens e Adultos, Neemias - Integridade e coragem em tempos de crise. Comentário: Elinaldo Renovato; CPAD. p. 56 a 62;

CITAÇÕES:
[1]. Extraído de Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001; Palavra-Chave 1Pe 4.10; p. 1313;
[2]. Extraído de Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001; nota textual de 1Co 4.1-5; p. 1178;
[3].Extraído de: RENOVATO, Elinaldo. Neemias: integridade e coragem em tempos de crise. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, p. 122.;

OBRAS CONSULTADAS:
-.
Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Genebra, São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999;
-. RENOVATO, E. O livro de Neemias. 1.ed., RJ: CPAD, 2011.

Os textos das referências bíblicas foram extraídos do site http://www.bibliaonline.com.br/ , na versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel, salvo indicação específica.

Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos subsídios colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto que está utilizando e com que finalidade (estudo pessoal, na igreja, postagem em outro site, impressão, etc.).

auxilioaomestre@bol.com.br­

23 de novembro de 2011

4º Trimestre 2011 - Lição 9 – A organização do serviço religioso

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

4º Trimestre de 2011

Título: Neemias — Integridade e coragem em tempos de crise

Comentarista: Pr. Elinaldo Renovato

4º Trimestre 2011 - Lição 9 – A organização do serviço religioso

27 de novembro de 2011

Texto Áureo

E sacrificaram, no mesmo dia, grandes sacrifícios e se alegraram, porque Deus os alegrara com grande alegria; e até as mulheres e os meninos se alegraram, de modo que a alegria de Jerusalém se ouviu até de longe" (Ne 12.43). – Provavelmente cantavam salmos acompanhados pelos instrumentos de música à medida que caminhavam em procissão ao redor de Jerusalém, em honra e glória a Deus. Uma dupla procissão liderada por Esdras – no sentido anti-horário, e por Neemias – no sentido horário, encontrando-se no meio do templo, tornando reconhecidas as contribuições do sacerdote e do governador por esta forma singular. Todo o povo se alegrou com grande júbilo até serem ouvidos de longe [1].

Verdade Prática

Nosso serviço em prol do Reino de Deus somente terá validade se o dedicarmos ao Senhor em adoração e louvor.

Leitura Bíblica em Classe
Neemias 12.27-31,43

Objetivos

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
- CONSCIENTIZAR-SE de que os obreiros da Casa do Senhor devem ser santos e irrepreensíveis;
- SABER que o culto divino deve ser conduzido com reverência; e
- COMPREENDER que Deus não mais aceita sacrifícios de animais.

Palavra-chave
ORGANIZAÇÃO: -
Ordenação das partes de um todo; arrumação.

Comentário

(I. Introdução)

Na lição de hoje, entraremos em contato com o restabelecimento do sacerdócio levítico por Neemias quando da dedicação dos muros (Ne 12.27-43), uma grande convocação foi realizada juntando os levitas de todos os lugares, cantores das campinas e arredores de Jerusalém e das demais aldeias e os príncipes de Judá. Ordenou-se a purificação dos sacerdotes, levitas e o povo em geral, juntamente com as portas e os muros. Dois grandes cortejos foram formados e saíram em procissão caminhando sobre o muro em volta de Jerusalém. Finalmente, ofereceram grandes sacrifícios em meio a muita festa, júbilo e alegria. Neemias capítulo 12 registra listas de sacerdotes e levitas desde o primeiro retorno até o momento em que o livro de Neemias foi escrito. Foram nomeados os encarregados dos depósitos onde se receberiam as contribuições gerais, bem como os dízimos (Ne 12.44-45). Dessa forma, os sacerdotes e levitas que ministravam no templo foram abençoados, pois ...observavam os preceitos do seu Deus, e os da purificação; como também os cantores e porteiros, conforme ao mandado de Davi e de seu filho Salomão. (Ne 12.45; 1Cr 25.1). Por fim, o livro de Neemias ainda relata os abusos que foram removidos, a fim de haver uma restauração dos israelitas, em outras palavras, as últimas reformas realizadas por ele (Ne 13.1-2; confira Dt 23.3-4). Em sua infinita misericórdia, Deus transformou em regozijo o lamento de seu povo. Boa Aula!

(II. Desenvolvimento)

I. OS SACERDOTES QUE VIERAM PARA JERUSALÉM COM ZOROBABEL

1. Os que vieram com Zorobabel. O capítulo 12 do livro de Neemias tem início com uma relação dos sacerdotes que vieram a Jerusalém juntamente com Zorobabel (Semente (Descendente) de Babel; o nome oficial ou babilônico de Zorobabel parece ter sido Sesbazar (Ed 1.8, 11; 5.14, 16; confira Ed 3.8), líder do retorno do primeiro grupo de judeus exilados que se encontravam no cativeiro babilônico, fato histórico ocorrido após 539 a.C. (Ag 2.21), quando o rei Ciro da Pérsia havia ocupado a Babilônia. Ao estabelecer-se na terra prometida, trabalha pela reconstrução do Templo de Jerusalém, completando a obra em torno do ano 515 a.C., com muita persistência, tendo enfrentado uma interrupção das atividades durante um período de dez anos. Seu nome é citado na genealogia de Jesus Cristo nos versos 12 e 13 do capítulo 1 de Mateus e no verso 27 do capítulo 3 de Lucas, mencionado como filho de Selatiel, neto do rei Jeoaquim, da descendência de Davi. Porém, a sua história é contada por Esdras, e é mencionado ainda em outros livros do Antigo Testamento como em 2º Crônicas, Neemias, Ageu e Zacarias. Apesar do Antigo Testamento não mencionar nada sobre os descendentes desse grande personagem, o Evangelho segundo Mateus menciona que Abiúde como seu filho (1Cr 3.19; Mt 1.12, 13; Lc 3.27).

2. O ministério sacerdotal. ‘Porque todo o sumo sacerdote, tomado dentre os homens, é constituído a favor dos homens nas coisas concernentes a Deus, para que ofereça dons e sacrifícios pelos pecados’ (Hb 5.1), era o trabalho dos filhos de Levi, a frase ‘dons como sacrifícios’ abrange tipos diferentes de ofertas que constituíram o trabalho dos sacerdotes do Antigo Testamento (Hb 8.3; Lv 1-7). Tinham a obrigação de estar sempre puros e prontos para o serviço entre Deus e o povo, de dia e de noite. No plano divino, deveria haver um representante responsável e qualificado que pudesse ser consultado toda vez que surgisse necessidade (Lv 21.11) [2]. Nos tempos patriarcais, o chefe da família, ou da tribo, operava como sacerdote, representando a sua família diante de Deus. Foram assim considerados Noé, Abraão, Isaque e Jacó. Na época do Êxodo havia israelitas que possuíam este direito de sacerdócio, e o exerciam; mas tornou-se necessário designar uma ordem especial para desempenhar os deveres sacerdotais, sendo a tribo de Levi a escolhida para esse fim. Desta tribo saíram os sacerdotes arônicos, que eram os mediadores entre o homem e Deus. Os filhos de Arão eram sacerdotes, a não ser que tivessem sido excluídos por qualquer incapacidade legal. Esta disposição continuou no reino do Sul por toda sua história. E o fato de ter Jeroboão instituído o seu próprio sacerdócio mostra a essencial necessidade de uma mediação. Desta maneira o sacerdócio atestava a vida pecadora do homem, a santidade de Deus, e por conseqüência a necessidade de certas condições, para que o pecador pudesse aproximar-se da Divindade [3]. O candidato ao sacerdócio no Antigo Testamento devia passar por um rígido e criterioso processo de aprovação; como figura, na atual dispensação, também somos sacerdócio real de Cristo, portanto, aquelas exigências da Antiga Aliança apontam para hoje: 1) (Lv 21.17-20): Não podia ser cego - os que não têm visão, não estão aptos para o sacerdócio. Quando se perde a visão de Deus, perde-se o foco, os objetivos nobres do reino e principalmente, perde-se a direção; 2) (Lv 21.17-21): Não podia ser coxo – defeituoso físico, e como tal, possuía dificuldade para andar; o coxo espiritual é aquele que oscila, que não possui estabilidade espiritual. “Então Elias se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu” (1Rs 18.21). O crente deve ter firmeza e convicção da fé que abraçou e responsabilidade com a sua chamada; 3) (Lv 21.17-20): Não podia ter nariz chato – a aplicabilidade aqui é interessante, o nariz chato poderia impedir uma perfeita funcionalidade; espiritualmente, ter nariz chato, significa não sentir mais o cheiro de Cristo. 4) (Lv 21.17-20): Não podia ter membros demasiadamente compridos – figura do exagero, do desequilíbrio. O crente deve ser centrado, equilibrado, sensato e justo; 5) (Lv 21.17-20): Não podia ter pé quebrado - E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas” (Rm 10.15). O crente deve estar sempre pronto e preparado para anunciar as boas novas de salvação. Além de não poder ter o pé quebrado, tinha que untar os seus pés em azeite, para que onde pisasse, pudesse ficar a marca. O crente não tem apenas os pés ungidos, mas todo o seu ser é ungido pelo poder do Espírito Santo e onde pisamos é santificado em nome de Jesus; 6) (Lv 21.17-20): Não podia ter a mão quebrada - As mãos na Bíblia representam nosso trabalho, nossas ações e nosso serviço para Deus. O sacerdote tem que ter mãos fortes e hábeis para o trabalho. Espiritualmente, as mãos têm um valor fundamental. Quando ungimos o enfermo com azeite, o fazemos com as mãos, quando oramos por alguém, impomos as mãos e quando adoramos a Deus, usamos as mãos. Que o Senhor nos ajude, no sentido de que tenhamos mãos de verdadeiros sacerdotes de Deus, para que onde elas tocarem, Deus possa abençoar; 7) (Lv 21.17-20): Não podia ser corcovado - O corcunda ou corcovado é aquele que só olha para baixo, devido ao problema físico. No âmbito espiritual, o sacerdote tem que ter a visão do alto. Até porque a Bíblia diz “que se nós esperamos em Deus só nesta vida, somos os mais miseráveis dentre os homens”. Aquele que Deus colocou à frente do rebanho precisa ter os olhos em Deus, pois dele vem a nossa vitória. O salmista disse: “os meus olhos estão postos em ti. Todavia ainda há esperança para quem porventura se curvou a este mundo e não consegue mais olhar para o alto. Jesus é o mesmo que entrou na sinagoga, viu a mulher curvada, chamou para o meio e disse:” Endireita-te”. E ela pode olhar para o céu. Glória a Deus; 8) (Lv 21.17-20): Não podia ser anão - Fala daquele que não se desenvolve espiritualmente, raquítico ou desnutrido na fé. A vida do homem ou da mulher de Deus tem que ser de constante crescimento, diário desenvolvimento e progresso. A vereda do justo é como a luz da aurora, que vai brilhando cada vez mais até ser dia perfeito. O sacerdote não pode estagnar, parar ou se acomodar. Existe espaço para ele sempre crescer. 9) (Lv 21.17-20): Não podia ter belida no olho - A belida no olho, impede a visão e pode levar a cegueira. Trazendo para os nossos dias, a aplicação exegética do texto, diz que o sacerdote tem que ter a visão limpa e clara para ver todo ataque do adversário e as necessidades do povo de Deus. Jesus recomendou ao pastor da Ásia Menor: “Aconselho que compre colírio para que unjas os olhos e vejas”. Que possamos sempre ter esse colírio maravilhoso que a presença do Espírito Santo em nós; 10) (Lv 21.17-20): Não podia ter sarna - A sarna é uma doença contagiosa da pele, produzida por um arquídeo microscópio. Isso fala das coisas perniciosas que porventura ainda reinam na vida do ministro do evangelho, seja ele Pastor, Missionário, Bispo ou outra função ministerial. São coisas que não são vistas a olhos nus, mas que existem no coração. Pode ser a contenda, a inveja, a discórdia, a mentira ou coisas parecidas. Mas que a presença de Deus possa tirar todo fermento, pois um pouco dele leveda toda a massa. Temos que contagiar as pessoas é com a glória de Deus e não com fungos e bactérias espirituais; 11) (Lv 21.17-20): Não podia ter impigens - São erupções cutâneas da pele, ou seja, manchas salientes na pele. O sacerdote deve ser imaculado. Não estamos falando de santidade absoluta, mas de constante santificação na presença de Deus. Quem é santo deve se santificar cada vez mais. Somos referência para esse mundo podre. Portanto, o nosso sal não pode ser insípido nem a nossa candeia pode estar debaixo do velador. Que Deus nos guarde de toda mancha diabólica; 12) (Lv 21.17-20): Não podia ter testículo quebrado - Isso fala dos apetites desordenados da carne. O testículo representa o membro que faz parte do órgão sexual. Portanto, o sacerdote, aquele que está no altar do Senhor, deve ter muito cuidado com o pecado da carne. Evitar escândalos, pois o diabo sabe que derrubando o líder, muitos caem com ele. Mas como Paulo, devemos dizer: “Estou crucificado para o mundo e o mundo para mim”. Que toda concupiscência da carne seja repreendida do meio dos santos sacerdotes de Deus que foram chamados e aprovados pela sua soberana vontade[4]. Como está o nosso serviço cristão? Temos zelado por nossa chamada?

3. O ministério dos levitas. Somente os levitas estavam autorizados por Deus a trabalhar no Tabernáculo. Seu papel como ministros do tabernáculo era de cooperarem na construção do tabernáculo, sob a supervisão do filho de Arão, Itamar. Nas leis preparatórias para a marcha pelo deserto, Levi foi separado por Deus, das outras tribos, e colocado sob a responsabilidade de desmontar, transportar e erguer o tabernáculo e possuíam uma tarefa especial: ser o anteparo às demais tribos israelitas da indignação de Deus, que os ameaçava se inadvertidamente entrassem em contato com a tenda sagrada ou com os seus utensílios (Nm 1.47-54). Neemias emprega-os na reconstrução dos muros em Jerusalém (Ne 3.17), em seguida, são eles que apóiam na instrução da Lei ao povo (Ne 8.7-9), tendo uma participação preponderante na vida da nação (Ne 11.3; 12.27). Notemos que durante a ausência do governador Neemias, o ministério levítico sofreu acentuado declínio: Tobias, o amonita, foi autorizado a ocupar um dos aposentos do templo reservado para guardar os dízimos (Ne 13.4). Em seu retorno, Neemias encontrou os levitas dispersos, longe do ofício para o qual foram separados (Ne 13.10). Senhor, ajuda-nos a ser mais zelosos para com as coisas que nos confiaste! Muitos hoje, se arvoram ‘levitas’, mas será que é correto o uso dessa designação hoje para músicos e ou cantores em nossas igrejas? Entendo que, tipologicamente, o levita do Antigo Testamento é um tipo e o servo do Novo Testamento o antítipo, o qual se consagra e assume a posição de levita para cooperar e conduzir o tabernáculo do senhor sob (submetidos à) a supervisão da liderança!

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Eram os descendentes de Levi os responsáveis pelos cultos de adoração a Deus. Somente os levitas estavam autorizados pelo Senhor a servir no Tabernáculo.

II. A DEDICAÇÃO DOS MUROS

1. A participação dos levitas. E, na dedicação dos muros de Jerusalém, buscaram os levitas de todos os seus lugares, para os trazerem, a fim de fazerem a dedicação com alegria, louvores, canto, saltérios, alaúdes e harpas” (Ne 12.27). O registro do uso de instrumentos musicais no livro de Esdras prova que santos Judeus seguiam o principio regulador do culto. “Quando os edificadores lançaram os alicerces do templo do Senhor, apresentaram-se os sacerdotes, paramentados e com trombetas, e os levitas, filhos de Asafe, com címbalos para louvarem ao Senhor, segundo as determinações de Davi, rei de Israel”. (Ed 3.10). Observe que por 400 anos depois da morte do Rei Davi as instruções inspiradas do Espírito que ele deu a respeito do culto estão ainda em força e severamente seguidos. Não eram apenas os Levitas usando os mesmos instrumentos ordenados por Deus sob o Reinado de Davi, mas a família levítica de Asafe ainda tinha responsabilidade no uso dos címbalos (Confira 1Cr 15.19). O papel de liderança era exercido por sacerdotes e levitas. Os sacerdotes eram vestidos de vestimentas típicas (Êx 28; 2Cr 5.12; 20.21) e eles tocaram as trombetas. Os levitas tocavam os címbalos (Sl 150.5), os quais consistiam de dois pratos de metais com o qual eles davam o tom (2Cr 15.16, 19; 16.5; 25.1-6; 2Cr 7.6) [5]. É importante ressaltar que, Desde o período do exílio, todos os membros da nação escolhida por Deus passaram a ser chamados judeus, devido a serem, nominalmente, membros da tribo de Judá, inclusive qualquer levita que tenha sobrevivido à invasão babilônica. É portanto incerto se os levitas citados no período do Segundo Templo tivessem sido descendentes de Arão, como seria de se supor, e talvez tenham sido judeus nomeados entre o povo para exercerem funções sacerdotais. A queda dos levitas como classe sacerdotal tornou-se evidente com o surgimento de sinagogas, onde as leis e os costumes, bem como as normas de conduta de um sacerdote, eram ensinados a todos nas comunidades judaicas, e não mais exclusivas àqueles designados para tal pela Lei de Moisés. Jesus Cristo reivindica para si autoridade sacerdotal baseado nos atos de Davi, de quem teria sido descendente. Hoje, qualquer judeu pode ser ordenado rabino após um período de estudos da lei judaica[6]. Foi Davi, quem agregou a música ao culto judaico, e separou dentre esta tribo os que eram hábeis e de vocação à ministrarem ao Senhor com instrumentos e com vozes. Em 1Cr 23.13,26-32, encontramos uma descrição clara da missão do Levita e de sua função. O capítulo 25 e versículo 1º nos mostra como estavam agrupados estes Levitas para o serviço do culto:

v.1- eram 03(três) os líderes deste ministério;
v.2- estavam todos sob uma liderança;
vs.2,6- tinham a missão de profetizarem através da música à casa de Israel;
vs.7,8- havia instrumentistas (mestres e discípulos) e um grande coral(mestres e discípulos), totalizando 288 mestres e 4.000 que tocavam e ministravam com cânticos ao Senhor.
Dessa forma entendemos que o Levita é alguém:
- que sabe SERVIR;
- que entende o seu papel e sua missão no culto(2Cr 3.3-14; 29.31; Ed 8.15-20); e
- que sabe ser Adorador(Sl 134; 84.4).

2. A participação dos cantores. Asafe, um dos principais músicos de Davi e Salomão (1Cr 6.31,39; 2 Cr 5.12,13), líder do ministério perante a arca da aliança do Senhor, regente dos músicos e tangedor de címbalos; juntamente com os cantores ministrava diariamente (1Cr 15.16-19, 16.4,5,7,37; Ne 11.22,23, 12.46). Quando Davi juntou outros músicos para adorar na tenda do encontro, ele escolheu alguns que eram os “filhos da Asafe”. Os “filhos de Asafe” poderia fazer referencia aos parentes de sangue ou aqueles a quem ele discipulava. Estes “filhos” deveriam servir ao Senhor profetizando com suas liras, harpas e címbalos (1Cr 25.1-2). Asafe e seus filhos serviam tão fielmente debaixo de Davi que Salomão os nomeou para servirem na dedicação do templo. Foi lá que “levantando eles a voz com trombetas, címbalos, e outros instrumentos musicais, e louvando ao SENHOR, dizendo: Porque ele é bom, porque a sua benignidade dura para sempre…” (2Cr 5.13). Lado a lado, Asafe fielmente ensinou, instruiu, e ministrou com seus filhos e outros, que fizeram o mesmo com seus filhos, e assim por diante, por gerações.

[para saber mais, leia o texto ‘Os Instrumentos Musicais no Culto Público de Deus1, por Brian Schwertley, disponível no ste Monergismo: http://www.monergismo.com/textos/liturgia/os_instrumentos_musicais_schwertley.pdf.]

3. A purificação dos sacerdotes e do povo. E purificaram-se os sacerdotes e os levitas” (Ne 12.30). Tantos os sacerdotes quantos os levitas se purificaram, e então purificaram o povo, assim como as portas e muros. Isso significa que certas purificações cerimoniais aconteceram, o que fez o povo e os muros ser considerados limpos. Sabemos que os levitas foram especialmente por Deus separados das demais tribos, até no recenseamento não foram contados (Nm 1.47): “separe os levitas do meio dos Israelitas...”(Nm 8.6 NVI); certamente há um exclusivismo por parte de Deus para com aqueles que são chamados para um santo ofício. A purificação deu-se com a aspersão da água da purificação(v7).diferente dos Sacerdotes que eram ungidos e lavados (Nm 8.5-7), e em seguida, logo que água da purificação era aspergida,continuava o ritual com a rapagem de todo o corpo com navalha, isto simbolizando a purificação completa. Neste ritual sagrado, vemos as roupas dos levitas sendo lavadas, um outro diferencial com relação aos Sacerdotes que suas roupas eram trocadas, novas vestes. Segue-se todo o processo, com oferta de manjares, além de novilho para expiação do pecado. Os filhos de Israel, agora fazem imposição de mãos na tenda da congregação, e como havia a oferta em que os Sacerdotes movia em direção ao santuário, uma porção do sacrifício, a dedicação dos levitas estava agora bem simbolizada. Finalmente, os levitas podiam exercer seu ministério.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

Os levitas foram responsáveis pela solenidade da dedicação dos muros de Jerusalém.

III. CELEBRANDO A DEUS PELA VITÓRIA

1. A festa de dedicação. Na reconstrução do Templo, a primeira coisa que se fazia era reconstruir o altar, depois o Templo propriamente dito e, finalmente, os muros. Em outras palavras, não se consagra o Templo sem que se passe primeiro pelo altar de sacrifício, de arrependimento e de santificação. Isto também se aplica a nós. Primeiro, passamos pelo "altar" do Senhor nos arrependendo. Depois, sim, reconsagramos nossa vida, santificando-nos e nos purificando. Em Neemias a ordem da restauração era: altar, templo, muro e cidade. Da mesma forma, a ordem para nós é: arrependimento, santidade, edificação. Mas, toda esta "dedicação" ao Senhor só pode ser feita por meio do Espírito Santo, o óleo que é multiplicado, derramado em nossas vidas.

2. Uma liturgia santa. Deus, que é infinito e eterno, quem criou os céus e a terra, pode apenas ser abordado em Seus próprios termos. Isto é verdade na salvação assim como na adoração. Deus redimiu um povo de uma humanidade decaída para servir, cultuar e adorá-Lo. Deus tem tomado a iniciativa e salvado um povo morto em seus delitos e pecados por meio da morte sacrificial e vida imaculada de Jesus Cristo. Ele é santo e exige santidade do seu povo. Não podemos transformar o culto divino num espetáculo deprimente. Por adoração entendemos algum tributo pago pela criatura racional a Deus como o Grande e Soberano Criador e Senhor, seja ele imediatamente e diretamente pago e apresentado a Ele, como oração e louvor, ou por Ele e ao Seu comando e para a Sua honra, como pregação, ouvir da pregação, e o recebimento das ordenanças, que são adoração quando corretamente realizados. No geral, nossas igrejas precisam trabalhar a questão litúrgica (Gr leitourgía;função em serviço público”). A liturgia é uma ordem do culto. É todo o conjunto dos elementos e práticas do culto. Mesmo que os alitúrgicos, com um discurso pseudoespiritualizado, digam que os seus cultos são sempre espontâneos e sem ordem prévia, é um grande engodo facilmente contestado pela observação das práticas repetidas desses indivíduos. Talvez a Assembleia de Deus não possua uma liturgia oficializada, mas a tradição oral segue intacta na passagem do tempo. Algumas práticas litúrgicas devem ser revistas, outras melhoradas e outras até trocadas. Nosso culto sempre deve ter um foco cristocêntrico, nunca antropocêntrico. O objetivo do culto deve ser cultuar a Deus, por mais óbvia que essa frase seja.

3. Os sacrifícios (v.43). Se corrermos a Bíblia de capa a capa, veremos que um dos temas mais gloriosos desenvolvidos na Palavra de Deus é a alegria; e ao contrário do que muitos pensam, alegria não é um sentimento, mas um fruto do Espírito: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra essas coisas não há lei” (Gl 5.16, 22 e 23). O som da alegria dessa festa era ouvido de longe “porque Deus os alegrara com grande alegria”. A alegria desse povo vinha do Senhor por isso era tão contagiante, certamente muitos foram até a cidade para assistir à cerimônia pelo fato de terem ouvido o som de júbilo. Os israelitas reconheceram os benefícios do Senhor e demonstraram o desejo de adorá-lo em santidade e pureza. Isso nos mostra que uma vez que entendemos o que Deus tem feito por nós, faz sentido nos dedicar a ele em obediência e serviço. Paulo escreve em Romanos 11.33-36 sobre a profundidade da riqueza de Deus, que nos criou e nos deu a salvação de graça, e é por isso, devemos nos dedicar ao Senhor. Rebelar-se contra o soberano que tem demonstrado sua bondade e severidade (Rm 11.22) seria totalmente ilógico. Paulo, ainda em Romanos, frisa um fato importante no estudo da palavra de Deus: nosso estudo nunca deve se reduzir a um exercício acadêmico – aprendendo só para saber. O conhecimento da palavra de Deus exige uma aplicação prática (Rm 12.1). A maioria das cartas do NT, como é o caso de Romanos, contém uma série de aplicações práticas no final, depois de estabelecer a base doutrinária. Tiago disse: Tornai-vos, pois, praticantes da palavra, e não somente ouvintes(Tg 1.22). Este é o nosso culto racional!

SINOPSE DO TÓPICO (III)

O povo de Israel adorou e bendisse o nome do Senhor na festa de dedicação dos muros.

(III. Conclusão)

Neemias continua a ensinar-nos que devemos ser sempre gratos a Deus, não importa a situação. Por fim, entendemos que nosso agradecimento ao Eterno deve seguir um padrão, deve ser organizado, deve ser racional. Muitos crentes deveriam fazer-se as seguintes perguntas: Por que estou aqui? Quem me trouxe aqui? O que vim fazer aqui? O que estão me ensinando é verdade? O inverso de culto racional é culto irracional, ou seja, algo que é feito instintivamente, sem critérios ou razões que justifiquem os procedimentos adotados. Em um culto assim é praticamente impossível se seguir o que está escrito: “Tudo, porém, seja feito com decência e ordem” (1Co 14.40). Para isso mesmo é que Deus nos fez diferentes das demais criaturas, ou seja, nos criou à sua imagem e semelhança: para que o adorássemos em espírito e em verdade, conscientes de nosso ato e de nossa missão de adoradores. O culto e a adoração a Deus não podem ser feitos de qualquer maneira. Que o nosso culto, por conseguinte, seja dirigido com decência e ordem (1Co 14.40).

"Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade." (1Jo 3.18)

N’Ele, que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8),

Francisco A Barbosa, auxilioaomestre@bol.com.br

EXERCÍCIOS

1. Quem liderou o primeiro grupo de exilados judeus que voltou para Jerusalém?

R. Zorobabel foi quem liderou o primeiro grupo de exilados que voltou para Jerusalém.

2. Quem estava autorizado por Deus para trabalhar no Tabernáculo?

R. Somente os levitas estavam autorizados por Deus para trabalhar no Tabernáculo.

3. Onde era indispensável a presença dos levitas? Por quê?

R. A presença dos levitas era indispensável na realização dos sacrifícios e na condução do Culto ao Senhor.

4. O que a Palavra de Deus ensina sobre o culto?

R. A Palavra de Deus ensina que o culto a Deus deve ser conduzido reverentemente.

5. O que o culto divino representa na sua vida?

R. Resposta Pessoal.

Notas Bibliográficas

TEXTOS UTILIZADOS:
-. Lições Bíblicas 4 Trimestre de 2011, Jovens e Adultos, Neemias - Integridade e coragem em tempos de crise. Comentário: Elinaldo Renovato; CPAD. p. 63 a 70;

CITAÇÕES:

[1]. Em adaptação à nota textual de Ne 12.43 em Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001. p. 497;
[2]. Em adaptação à nota textual de Lv 21.11ª, em Bíblia de Estudo Dake, Editora: Atos: 2010. p. 221;
[3]. Extraído do texto ‘O SACERDOTE NA BÍBLIA’, disponível no Link http://www.vivos.com.br/167.htm;
[4].
Extraído do artigo ‘12 exigências para ser um sacerdote’, do Pr Nilson de Jesus, disponível no link: http://iamird.blogspot.com/2009/05/12-exigencias-para-ser-um-sacerdote.html;
[5]. Texto extraído do artigo Os Instrumentos Musicais no Culto Público de Deus1, por Brian Schwertley, disponível no link http://www.monergismo.com/textos/liturgia/os_instrumentos_musicais_schwertley.pdf;

[6]. Adaptado do texto disponível no Link http://pt.wikipedia.org/wiki/Tribo_de_Levi;

OBRAS CONSULTADAS:
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. MERRIL, E. H. História de Israel no Antigo Testamento. O reino de sacerdotes que Deus colocou entre as nações. 7. ed., RJ: CPAD, 2008;
-. MAIA, M. K. O Caminho do Adorador. 1.ed., RJ: CPAD, 2006..
-. RENOVATO, E. O livro de Neemias. 1.ed., RJ: CPAD, 2011.

Os textos das referências bíblicas foram extraídos do site http://www.bibliaonline.com.br/ , na versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel, salvo indicação específica.

Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos subsídios colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto que está utilizando e com que finalidade (estudo pessoal, na igreja, postagem em outro site, impressão, etc.).

auxilioaomestre@bol.com.br